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  • Genes do trigo podem impor resistência a fungos

    Pesquisadores do Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional da Austrália e do Centro de Biotecnologia Agrícola da Universidade de Murdoch, descobriram uma combinação de genes que tornam o trigo resistente ao fungo Stagonospora nodorum blotch (SNB). O SNB custa cerca de US $ 108 milhões por ano aos produtores da Austrália Ocidental, local do experimento.

    O fungo atua principalmente em épocas com bastante incidência de chuvas ou em lugares úmidos, causando a morte da folha e a redução do enchimento de grãos. De acordo com Michael Francki , cientista responsável pelo estudo, os testes de campo nos Estados Unidos e na Austrália foram fundamentais para a descoberta dos genes e os resultados podem ser ainda melhores à medida que a pesquisa for evoluindo.

    “Nós encontramos dois ou três genes de diferentes doadores de trigo, quando cruzados com linhagens australianas e selecionados usando marcadores de DNA, eles expressaram bons níveis de resistência a SNB em Northam e Katanning. Como estes são todos genes menores, esperamos uma resposta de resistência mais forte ao SNB quando eles são usados em combinação como um grupo de dois ou três”, explica

    Agora, a equipe pretende disponibilizar a descoberta para empresas produtoras de sementes de trigo a fim de acelerar o melhoramento genético dessa cultura. Para Francki, o ponto principal é fazer com que os agricultores consigam lucrar com isso, produzindo também uma maior quantidade de alimento.

    “A transferência de tecnologia e germoplasma para empresas de reprodução ajudará a acelerar a entrega de novas variedades de trigo com maior resistência expressa em ambientes de produção e garantirá que os produtores australianos de trigo continuem lucrando sob condições de doença”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Estudo aponta utilidade da casca de soja

    Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores do Instituto de Processos Biotecnológicos e Químicos da Universidade Nacional do Rosário (IPROBYQ/ UNR), na Argentina, tem objetivo de descobrir e incentivar o uso da casca da soja na indústria. Guillermo Picó, pesquisador do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (CONICET) e diretor do Instituto, afirma que já estão sendo obtidos resultados animadores através de métodos que não prejudicam o meio ambiente.

    “Um das coisas que observamos é que a casca tem muito pouca lignina, que é o que dá dureza e cor à madeira. As fábricas de papel, que usam madeira das árvores para fazer polpa de celulose para remover a lignina e obter a cor branca, usam reagentes químicos muito tóxicos. Com o resíduo de soja, tendo uma quantidade muito baixa de lignina, podemos usar um processo enzimático que é mais barato e também não polui o meio ambiente “, explica.

    Segundo ele, a Argentina é o terceiro maior produtor mundial de soja, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Brasil, vendendo 56 milhões de toneladas apenas no ano anterior. Nesse cenário, acaba sendo desperdiçado uma grande quantidade de cascas da oleaginosa, já que uso de biomassa vegetal ainda é pouco difundido no País.

    “Como consequência da quebra, surge a casca de soja, resíduo que representa 2% do peso. Supondo-se que 20 milhões de toneladas por ano são processados nesta área, a escala representa aproximadamente 400.000 toneladas por ano “, comenta.

    O pesquisador também salienta que a casca é uma ótima fonte de proteases, que são muito utilizadas para esterilizar equipamentos médicos. Além disso, Picó acrescenta que o custo da utilização da casca é quase nulo porque uma pequena parte dela é utilizada como alimento para o gado e o resto é queimado ou descartado para o meio ambiente.

    “Estes resíduos representam milhares ou milhões de toneladas de fontes de carbono e outras moléculas de importância biotecnológica. Muitas dessas moléculas na Argentina são importadas, por isso, se você aplicar tecnologias desenvolvidas localmente e usar equipamentos nacionais de construção, elas poderão ser recuperadas e colocadas no mercado “, analisa ele.

    A pesquisa teve recursos do Fundo para a Investigação Científica e Tecnológica (FonCyT), da Agência Nacional de Promoção Científica e Tecnológica (ANPCyT) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação produtiva da província de Santa Fé.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo: Baixa demanda mantém cotações em queda no Brasil

    Os preços do trigo em grão seguem em queda tanto no mercado doméstico quanto no internacional. No Brasil, conforme colaboradores do Cepea, as desvalorizações estiveram atreladas à demanda enfraquecida. No mercado internacional, por sua vez, o bom desempenho das lavouras nos Estados Unidos e na Argentina pressionam as cotações. No campo, as atividades de semeio praticamente terminaram no Paraná e no Rio Grande do Sul, onde, segundo a Emater/RS, produtores estão cautelosos quanto ao excesso de umidade no solo e fazem controle rigoroso das lavouras, uma vez que este cenário favorece a proliferação de insetos e fungos.

    Fonte: Cepea

  • Logística reversa: como descartar corretamente embalagens de agrotóxicos

    Todo produtor rural brasileiro que faz uso de defensivos agrícolas (agrotóxicos) tem a obrigação de devolver as embalagens vazias desses produtos nas unidades do Sistema Campo Limpo, como é chamado o programa de logística reversa que funciona em todas as regiões do país. O volume recebido pelo sistema é encaminhado para reciclagem e pode voltar à industria em forma de novos galões plásticos. Entregar as embalagens para terceiros ou mantê-las na propriedade após o período de um ano da data que consta da nota fiscal de venda é crime e gera multa.

    Mais do que evitar problemas com a lei, o produtor que cumpre sua parte contribui com um importante ciclo que traz benefícios ambientais para o país. Segundo o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), 94% das embalagens plásticas primárias de defensivos agrícolas comercializadas no Brasil são recolhidas pelo Instituto e encaminhado para as onze recicladoras parceiras do sistema. Do total recolhido, cerca de 91% têm condições de ser reciclado. O restante é incinerado.

    Para realizar essa coleta, o Sistema Campo Limpo conta com 411 unidades de recebimentos em 25 Estados brasileiros e no Distrito Federal. Em 2017, foram 44,5 toneladas de embalagens vazias recolhidas. Desde 2002, quando o Campo Limpo foi criado, 475.644 toneladas já foram destinadas ao Sistema.

    Segundo a inpEV, a entrega em unidades credenciadas é importante pois permite que o material seja devidamente avaliado, e, assim, apenas o que está dentro dos padrões de qualidade pode ser reciclado. Como as recicladoras parceiras respeitam os padrões preestabelecidos de segurança, qualidade e rastreabilidade, além das normas dos órgãos ambientais e as exigências legais, os artefatos produzidos após a reciclagem podem ter seu uso aprovado para comercialização.

    Como descartar as embalagens corretamente

    Para realizar a entrega da maneira correta, é preciso seguir algumas etapas. Após o uso dos agrotóxicos, os produtores rurais precisam lavar as embalagens com o processo de tríplice lavagem ou por lavagem sob pressão. Confira, no site do inpEV, como realizar esses tipos de lavagem.

    Em seguida, as embalagens precisam ser inutilizadas. Após tomar essas medidas, o produtor tem um ano para entregá-las nas unidades de recebimento. As embalagens devem estar acompanhadas de suas tampas.

    Por Globo Rural

  • Sete dicas para armazenagem do milho com qualidade no longo prazo

    Passado o período de produção da segunda safra de milho, ou milho safrinha, inicia-se importante etapa após a colheita, a armazenagem do produto colhido. Armazenar os grãos de forma correta é importante para o produtor, e ser eficiente neste quesito pode garantir bons frutos na comercialização futura, ou mesmo para o consumo até a próxima safra. Independentemente do sistema de armazenagem empregado, seja silo metálico, armazém graneleiro ou estruturas temporárias, como os silos bolsa, por exemplo, existem recomendações básicas que devem ser seguidas para reduzir as perdas e manter os grãos com boa qualidade, dentro dos padrões exigidos para comercialização, com menor percentual de grãos defeituosos, garantindo bons padrões de classificação dos grãos.

    Seguem importantes dicas para uma armazenagem segura e estratégias para reduzir as perdas por insetos e fungos durante a armazenagem.

    1. Garantir uma boa regulagem, realizar manutenção e limpeza das colhedoras reduz o percentual de quebrados e impurezas, diminuindo contaminação e descontos por estes defeitos;

    2. Verificar a umidade (ou teor de água) dos grãos, que deve ser próximo de 13%, o que reduz as chances de desenvolvimento de mofos e insetos durante a armazenagem;

    3. Realizar a limpeza dos grãos em máquinas de limpeza por ar e peneiras para redução de quebrados, impurezas e partes de plantas que podem conter alto teor de umidade e prejudicar a armazenagem em longo prazo;

    4. Realizar a limpeza dos silos, armazéns e demais ambientes e estruturas que forem utilizadas para armazenagem (inclusive o entorno), além de garantir a eliminação de focos de umidade nestes ambientes;

    5. Utilizar tratamento com inseticidas para eliminação de insetos que estejam presentes nos grãos e nas instalações, realizando aplicação de inseticidas residuais de contato ou expurgo;

    6. Em silos metálicos e armazéns graneleiros, deve-se ter atenção à leitura da termometria, verificando possíveis focos de calor e utilizando a aeração de forma a eliminar esses focos e manter a temperatura mais baixa;

    7. Realizar o monitoramento periódico do ambiente de armazenagem para verificar possíveis focos de umidade e novas infestações por insetos, além de verificar presença de roedores e pássaros se alimentando dos grãos.

    Fonte: Portal Mais Soja

  • Consultoria cita clima desfavorável e prevê safra de trigo 12% menor na Alemanha

    A Alemanha deve colher 21,49 milhões de toneladas de trigo neste ano, uma queda de 12 por cento em relação a 2017, disse a consultoria Agritel nesta segunda-feira.

    A previsão de produção, 16 por cento abaixo da média dos últimos cinco anos, reflete o impacto do clima quente e seco da primavera (no Hemisfério Norte), que impactou a produtividade, além das fortes chuvas de outono, que afetaram o plantio, disse Agritel em nota.

    Espera-se que a qualidade da safra de trigo alemã seja muito mista, disse a Agritel, observando que as regiões norte e leste podem enfrentar problemas devido à seca, enquanto o sul deve ter boa qualidade.

    Fonte: Reuters

  • Soja: Consumo chinês deve recuar, mas outros países podem aumentar compras

    A demanda mundial por soja está crescente, segundo afirmam pesquisadores do Cepea. Embora a China tenha anunciado possível redução nas importações de soja na temporada 2017/18 (o USDA indicou recuos de 7,77% frente ao estimado em junho e de 2,06% na comparação com o volume importado na safra passada), outros países tendem a elevar as importações. Assim, o Brasil pode continuar na liderança das exportações globais da oleaginosa. A maior demanda, por sua vez, elevou os prêmios de soja, sustentando os preços da soja no mercado brasileiro, conforme apontam dados do Cepea. Com a valorização do grão, indústrias brasileiras relatam dificuldades nas aquisições, limitando o volume de esmagamento. Consequentemente, houve redução na oferta dos derivados, em um cenário de dificuldade na transação de produtos de um estado para o outro, visto que ainda não foi definida a tabela de frete mínimo.

    Fonte: Cepea

  • Startups modernizam agricultura brasileira

    A melhoria da infraestrutura tecnológica do Brasil está fazendo com que o País modernize sua agricultura através dos investimentos em startups agrícolas. As informações foram publicadas pelo especialista Francisco Jardim, no portal Agfunder News, que é focado primordialmente em empresas de tecnologia de alimentos e agricultura.

    De acordo com o portal, características como conectividade, penetração móvel, imagens de satélite e alfabetização digital, estão permitindo que as empresas tragam novos produtos e soluções para os agricultores brasileiros de maneira econômica. Prova disso é que apenas entre 2012 e 2017, a disseminação no uso de smartphones no campo aumentou de 16% para mais de 70%.

    Outro fator que é considerado fundamental para a expansão do uso da tecnologia no meio rural é o aumento das empresas especializadas nesse setor. Entre 2007 e 2014, existiam 54 startups agtech na lista do fundo de investimentos SP Ventures, já no ano de 2018 foram contabilizadas mais de 500 startups voltadas para as soluções agrícolas.

    “Construir uma empresa tornou-se uma excelente opção de carreira para muitas das mentes mais brilhantes. A comunidade de investidores interessados neste setor também está crescendo”, diz a publicação.

    As áreas de atuação dessas startups podem ser divididas entre antes, durante e depois da produção agropecuária. Assim, elas oferecem serviços desde da compra de insumos e gerenciamento agrícola, até o processamento e transporte da produção. “O crescimento do fluxo de negócios não apenas foi explosivo, mas a qualidade melhorou significativamente”, finaliza Jardim.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil deve assumir ponta na soja

    Analistas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram que tanto a China quanto os EUA poderão ter prejuízos relacionados à soja com a disputa comercial travada entre os dois países. De acordo com informações do portal Agriculture, a situação causará uma inversão entre os maiores exportadores da oleaginosa, com o Brasil podendo substituir os norte-americanos como maior produtor de soja do mundo.

    Segundo o portal, as importações chinesas de soja devem cair 8% durante o ano comercial de 2018/2019, apesar dos grandes embarques comprados do Brasil. Além disso, os consumidores chineses provavelmente terão uma oferta menor de óleo de soja. “A tarifa que a China impôs recentemente à soja dos EUA deve causar preços mais altos para a soja na China”, disse o USDA.

    Para os EUA, o USDA reduziu a previsão de exportações de soja em 2018/2019 para 2,04 bilhões de bushels, uma queda de 11%, em relação à projeção estipulada no mês de maio. Segundo o Agriculture, o estoque de soja aumentaria para 580 milhões de bushels até o momento da colheita da safra de 2019, o que se configuraria como o maior “carryover” dos EUA em 74 anos de registros do USDA.

    “Apesar de perder participação de mercado na China, as exportações de soja são apoiadas em outros mercados, já que os preços mais baixos dos EUA aumentam a demanda e a participação de mercado”, informou o relatório.

    Com os preços futuros da soja caindo em 20% no mercado de Chicago desde o final de maio,: o presidente Donald Trump prometeu proteger os agricultores da retaliação chinesa. Porém, até o momento, o presidente norte-americano se recusou a explicar a ajuda qual auxilio poderá oferecer.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo começa a retomar importância junto ao produtor gaúcho

    Com o plantio na reta final, a cultura do trigo no Rio Grande do Sul tem apresentado bom desenvolvimento. Em áreas plantadas mais cedo, como as de regiões mais quentes, já há aplicação de ureia e nitrogênio, e em outros locais ocorre o preparo para a aplicação de fungicidas. Já nas regiões mais frias, há um processo de emergência normal com chuvas que foram benéficas para a cultura. A avaliação é da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS).

    Para o presidente da entidade, Paulo Pires, o mais importante é que o Rio Grande do Sul plantou a mesma área em relação ao período anterior, com quase 700 mil hectares. Avalia que mesmo pequena, traz a certeza de que o produtor acha fundamental plantar a cultura. “Há uma convicção de que é importante plantar trigo para que haja a questão agronômica, fazendo a cobertura do solo, do fornecimento de palha para o plantio direto, ao mesmo tempo que precisa de uma cultura para ajudar a manter o resultado econômico e manter a propriedade para os custos fixos”, salienta.

    Pires observa que existem ensaios de venda para a exportação dentro do quadro que a FecoAgro vem pregando nos últimos anos. “É importante que o Rio Grande do Sul produza o trigo pão para abastecer a indústria local, mas que também se comece a trabalhar com eficiência no trigo para a exportação, pois isso vai melhorar a questão de oferta e demanda dentro do Estado e vai tentar dar liquidez para a safra dos nossos agricultores. O produtor quer colher e ter a capacidade de transformar o resultado do seu produto em dinheiro”, afirma.

    Conforme o presidente da FecoAgro/RS, há uma convicção de que a diversificação da cultura com produção voltada para outros mercados não vai trazer prejuízos para a cadeia produtiva. “Pelo contrário, o produtor que vinha diminuindo a área vai começar a acreditar na cultura e podemos ter um aumento de área nos próximos anos e corrigir a distorção de que temos no inverno apenas 10% de área coberta em relação ao verão”, explica.

    De acordo com os resultados do segundo ano da pesquisa de alternativas para o cereal, realizada em conjunto com a Embrapa Trigo, a variação da redução de custos verificada no estudo ficou entre 8,98% e 24,3%. No primeiro ano, a redução máxima foi de 18,7%. O projeto foi desenvolvido em campos experimentais da Coopatrigo, em São Luiz Gonzaga, da Cotricampo, em Campo Novo, da Cotrirosa, de Santa Rosa, e da Cotripal, de Panambi, além de uma área da Embrapa em Coxilha.

    Fonte: Agrolink