agricultura

  • Por que pode ocorrer mofo branco em regiões sem histórico?

    O mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, é comum na Região Norte do Rio Grande do Sul (RS), especialmente em áreas com altitudes acima de 600 m. No entanto, nas últimas safras, sintomas da doença foram observados em regiões sem histórico, com altitudes em torno de 200 m. Seria este um reflexo da adaptação do fungo?

    Conforme a Pesquisadora e Fitopatologista da CCGL Caroline Wesp Guterres, a resposta é não! Este é um indício de que temos inóculo de mofo branco amplamente disseminado em diferentes regiões do estado, basta apenas que existam condições de ambiente que favoreçam a manifestação dos sintomas para a doença ocorrer. – Com umidade prolongada e temperaturas noturnas amenas (abaixo de 20 °C), escleródios de Sclerotinia germinam, formando apotécios, que dão origem aos ascósporos, esporos que atingem as flores da soja, dando início aos sintomas da doença. Além disso, uma vez que as cultivares de soja indeterminadas vêm apresentando um longo período de florescimento, o período propício para a infecção também se torna mais amplo – explica Caroline.

    A pesquisadora salienta que esse inóculo pode estar sendo disseminado nas lavouras através da falta de qualidade das sementes de soja não beneficiadas ou salvas e de outras culturas suscetíveis, como algumas culturas de cobertura. – Estes escleródios podem permanecer no solo por diversas safras, aguardando condições de ambiente favoráveis para a manifestação dos sintomas da doença. Além do escleródio, o mofo pode sobreviver na forma de micélio no interior das sementes. Sendo assim, a qualidade da semente de soja e de outras culturas suscetíveis ao mofo é de extrema importância. Ainda, a realização de tratamento de sementes com fungicidas específicos para o controle mofo branco em sementes oriundas de áreas com histórico da doença é medida imprescindível – completa a fitopatologista.

    Conforme Caroline, a prática da rotação de culturas com gramíneas (milho e cereais de inverno) é fundamental para o controle da doença. Além disso, manter a lavoura livre de espécies daninhas reduz de forma significativa o inóculo de mofo. – Diversas espécies daninhas, como buva e nabiça, são suscetíveis ao mofo branco, servindo como fonte de multiplicação de inóculo. A presença de uma boa camada de palhada é outra medida de manejo, além de atuar como barreira física, a pouca luminosidade conferida pela cobertura morta, principalmente de gramíneas, permite que os escleródios sejam destruídos mais rapidamente, através da ação de microrganismos antagonistas. Nessa linha, o controle biológico também tem se apresentado como alternativa eficiente para minimizar o avanço do mofo branco – reforça a pesquisadora. Soma-se a essas medidas o controle químico em parte aérea com fungicidas específicos – conclui a fitopatologista. Para mais informações, procure a CCGL ou técnico de sua cooperativa.

    Fonte: CCGL.

  • PREVISÃO DO TEMPO: avanço de frente fria provoca chuva no Centro-Sul

    O avanço da frente fria entre o sul e sudeste do país, continuará provocando chuvas em algumas localidades do centro-sul, nesta quinta-feira. Porém estas instabilidades não sofrerão avanço significativos para a direção norte. Já no nordeste do Brasil, há condições para pancadas de chuvas em boa parte da região devido à atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), pois este sistema favorece a formação de instabilidades em suas bordas.

    No decorrer do dia, o alinhamento do fluxo de umidade entre o sul da Região Amazônica, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, dará forma a uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) que deverá se manter pelo menos até o próximo final de semana. A ZCAS deverá se configurar provocar chuva mais regulares entre MT, GO, centro-sul e oeste de MG, centro-sul do RJ e SP.

    A tendência é que, até o domingo (28) não deveremos ter mudanças expressivas nas condições de tempo. A chuva deverá se concentrar principalmente na faixa central do país e parte do interior do Nordeste. Em grande parte do Sul do país (exceto no norte e leste do PR e leste de SC) o tempo deverá ficar mais seco, com pouca condição para chuva.

    Região Sul

    Como a frente fria não sofrerá avanços significativos, em virtude disso, o tempo terá condições para acumulados expressivos entre o norte e leste do estado do PR e ao norte do estado de SC. Sendo que as instabilidades na faixa leste do estado do PR serão reforçadas com a presença da região de baixa pressão no litoral do sudeste. Já no estado do RS, a influência será da massa de ar seco associada ao sistema de alta pressão na retaguarda da frente fria, manterá o tempo sem condições para instabilidades sobre o estado gaúcho.

    Fonte: Agrolink.

  • Lavouras de soja são monitoradas no RS

    Na última semana a equipe da Emater/RS-Ascar de Novo Tiradentes realizou visitas de monitoramento e acompanhamento técnico em lavouras de soja do município. Na grande maioria das lavouras a cultura encontra-se em fase de enchimento de grãos, apresentando boa sanidade e demonstrando alto potencial de produtividade.

    O extensionista rural Luciano Schievenin alerta aos produtores sobre os possíveis ataques de pragas e, principalmente, ao aparecimento de sintomas de doenças, as quais poderão ser evitadas com tratamento preventivo, para evitar perdas na produção. “O produtor também deve observar o intervalo entre uma aplicação e outra e procurar realizar uma aplicação adequada, observando fatores climáticos como umidade, vento e temperatura. É importante avaliar o bom funcionamento do pulverizador, escolher ponteiras adequadas, realizar a limpeza dos bicos, calcular o tamanho de gota e manter o pulverizador sempre bem calibrado”, observou Schievenin.

    Com a finalidade de auxiliar os produtores no manejo da Ferrugem Asiática da Soja (FAS) no RS, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, à qual a Emater/RS-Ascar é vinculada, e em colaboração com laboratórios privados, instituições de ensino e pesquisa do Estado, iniciou um projeto piloto para o monitoramento de esporos de ferrugem asiática da soja nas regiões produtoras. Na safra agrícola 2020/21 esta ferramenta se aprimora com a inclusão de informações relativas às condições meteorológicas (precipitação pluvial, temperatura e molhamento foliar), dando início ao Programa de Monitoramento da Ferrugem Asiática da Soja no RS – Programa Monitora Ferrugem RS.

    O objetivo do Programa é desenvolver uma ferramenta de suporte ao manejo da ferrugem asiática da soja e, desta forma, auxiliar os produtores na tomada de decisão do momento inicial da aplicação preventiva de fungicidas para o controle da FAZ e contribuir para a diminuição do uso de fungicidas, dano ambiental e custo econômico das lavouras de soja.

    O Programa Monitora Ferrugem RS tem como estratégia metodológica a detecção da presença de esporos, associada às condições meteorológicas, para gerar mapas indicativos de predisposição da ocorrência da FAS e auxiliar técnicos e produtores na tomada de decisão e adoção de medidas de manejo da doença. Produtores interessados em mais informações sobre o programa e orientação técnica para o manejo da cultura da soja, devem entrar em contato as equipes da Emater/RS-Ascar do seu município.

    Fonte: Agrolink.

  • Em 3 dias Brasil exportou 248,1 mil toneladas de milho e fev/21 já está 121% a frente de fev/20

    O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a terceira semana de fevereiro.

    Nestes 13 primeiros dias úteis do mês, o Brasil exportou 753.104,2 toneladas de milho não moído. Este volume representa um acréscimo de 248.163,9 toneladas com relação ao contabilizado até a segunda semana de fevereiro (504.940,3) e é 29,54% de tudo o que foi embarcado durante o mês de janeiro (2.548.860 toneladas).

    Até aqui, o país já embarcou 121,33% a mais do que tudo o que foi registrado durante fevereiro de 2020 (340.255,8 toneladas).

    Com isso, a média diária de embarques ficou em 57.931,1 toneladas, patamar 54,53% menor do que a média do mês passado (127.443 toneladas). Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 206,46% maior do que as 18.903,1 do mês de fevereiro de 2020.

    Em termos financeiros, o Brasil já exportou um total de US$ 153.726,10 no período, contra US$ 69.884,40 de todo fevereiro do ano passado. Já na média diária, o atual mês contabilizou acréscimo de 204,58% ficando com US$ 11.825,10 por dia útil contra US$ 3.882,50 em janeiro do ano passado.

    Já o preço por tonelada obtido registrou queda de 0,62% no período, saindo dos US$ 205,40 do ano passado para US$ 204,10 neste mês de fevereiro.

  • Governo estuda corte de até 20% na Tarifa Externa Comum do Mercosul

    O governo federal está negociando, através de sua equipe econômica, uma redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul em pelo menos 20% a partir deste ano, mas de forma gradual, segundo informação exclusiva do Estadão. A redução de taxas de importação sobre bens de capital e de informática, que não necessita de aval do bloco, também estaria em discussão.

    A TEC foi adotada pelo Mercosul em 1995 e é um conjunto de tarifas sobre a importação de produtos de países de fora do bloco.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, antecipou em evento virtual nesta semana que em breve anunciaria “passos para a reabertura da economia” e essa ação seria parte disso. A medida ainda está em discussão no governo e não é um consenso na equipe econômica, segundo fontes ouvidas pelo Estadão. Também não está claro quais seriam os produtos. Mas, a possível medida, já movimenta entidades do setor privado.

    A isenção da TEC chegou a ser adotada em 2020 pelo governo para conter a alta nos preços de produtos da cesta básica. Com isso, por período determinado, tiveram isenção da tarifa de importação produtos como arroz, milho e soja pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

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    Ministro da economia, Paulo Guedes, disse em evento virtual nesta semana que anunciaria “passos para a reabertura da economia” ​- Foto: CNA

    Em março, está prevista uma reunião entre os presidentes dos países-membros do Mercosul, bloco que adota a tarifa para todos os países envolvidos. Nesse encontro, segundo apurou o Estadão, deve ser apresentada a intenção do governo brasileiro de que os países possam negociar acordos com outras nações sem necessidade de um aval do bloco.

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota sobre o assunto em que diz que “defende a abertura comercial por meio de uma agenda de negociação de acordos equilibrados e do aprofundamento da agenda econômica do Mercosul”. Além disso, pontuou que uma possível abertura seja tratada profundamente para que traga “menores riscos econômicos e sociais, entre eles o do aumento no desemprego”.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também foi procurada pelo Notícias Agrícolas, mas não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.

    Veja a nota da CNI na íntegra:

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a abertura comercial por meio de uma agenda de negociação de acordos equilibrados e do aprofundamento da agenda econômica do Mercosul. A abertura por meio de acordos proporciona contrapartidas em terceiros mercados e períodos de transição, essenciais para que as empresas façam os necessários ajustes à nova situação de competição.

    No âmbito do Mercosul, qualquer alteração da Tarifa Externa Comum (TEC) deve, necessariamente, passar primeiro por consulta pública abrangente, com a participação de representações empresariais de todos os setores econômicos do Brasil e dos demais países do bloco.

    Na avaliação da CNI, permitir o acesso ao mercado brasileiro de maneira negociada traz menores riscos econômicos e sociais, entre eles o aumento no desemprego. É necessário, em particular, acelerar a assinatura e a internalização do acordo Mercosul-União Europeia, priorizar a finalização dos acordos com Canadá e México e iniciar as negociações com Reino Unido e América Central.

    A CNI avalia ainda que a demora na abertura econômica brasileira está relacionada, sobretudo, a um atraso na agenda de competitividade do país. O Brasil precisa avançar na agenda de reformas estruturais, sobretudo a reforma tributária, e na agenda de competitividade do comércio exterior.

    Essa agenda inclui desonerar de tributação os produtos exportados; garantir orçamento para o financiamento e para a concessão de garantias às exportações; celebrar acordos para evitar dupla tributação; e estimular a instalação de multinacionais brasileiras no exterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Soja tem semana volátil e fecha com mais de 4% de alta em Chicago e nos portos do Brasil

    A semana foi de forte recuperação para os preços da soja na Bolsa de Chicago, com os mercado, inclusive, intensificando o movimento de altas nesta sexta-feira (29), com as posições mais negociadas terminado o dia subindo entre 12,75 e 15,75 pontos. Desde a última sexta-feira (22), o março acumulou 4,27% de alta, passando de US$ 13,11 para US$ 13,67 por bushel, enquanto o maio foi a US$ 13,63, avançando 3,97%.

    Os últimos dias foram marcados pela demanda. Os traders seguem monitorando o comportamento dos compradores e sua concentração ainda nos Estados Unidos dado o atraso da chegada da nova safra brasileira.

    O início dos trabalhos no Centro-Oeste do Brasil ainda caminham em um ritmo bastante lento, e em Mato Grosso, maior estado produtor, a preocupação agora é com a concentração das atividades. Ao Notícias Agrícolas, os presidentes dos sindicatos Rurais de Tangará da Serra, Nova Mutum e Nova Xavantina relataram a necessidade de acompanhar alguns pontos importantes como a velocidade das operações, o escoamento da safra, o armazenamento e, claro, qual será a janela disponível para o plantio da safrinha de milho.

    Os três líderes estiveram juntos nesta sexta, em um debate mediado pelo jornalista Guilherme Dorigatti, e afirmaram ainda que a produtividade deverá ser menor do que a média, porém, com perdas menos agressivas do que estimadas inicialmente.

     

    Mais do que isso, o excesso de chuvas que em alguns pontos provoca este atraso na colheita, resulta também em perdas de produtividade e qualidade em outros pontos do Brasil, como no Paraná. Em contrapartida, no Rio Grande do Sul, o retorno de volumes melhores de precipitações contribui para uma melhor conclusão do desenvolvimento das lavouras. Todavia, a oferta no estado segue muito restrita e o será necessária uma safra “normal” para que os compromissos internos e para exportação sejam cumpridos.

    Assim, o que se observa agora é a disponibilidade de grãos para vender. “Se tivermos uma safra grande, mas o produtor não estiver disposto a vender, de nada adianta. E se houver uma quebra de safra no Brasil, podemos ter estoques ainda mais apertados. Assim, o que influencia mais o mercado é o comportamento de venda, mais do que o tamanho da safra”, acredita Edwards.

    O consultor afirma ainda que toda essa demanda forte e em uma consistente curva de crescimento sugere que este é o movimento do mercado “pedindo que mais áreas sejam plantadas com soja”, como é esperado que aconteça na temporada 2021/22 dos EUA, outro ponto que foi destaque durante esta semana

    “Essa é a tendência. Com os preços que estamos hoje temos a expectativa de se bater recordes de área (nos EUA)”, explica. “É uma queda de braços. É preciso atender esta demanda”. E para a nova safra norte-americana, os preços altos que vêm sendo registrados pelo milho devem intensificar a disputa por área entre as duas culturas e este ser mais um fator altista para as cotações da oleaginosa.

    Assim, permanece o viés positivo para os preços, intensificado por possíveis riscos climáticos para os EUA, os quais, confirmados, poderiam levar as cotações a patamares ainda mais elevados.

    MERCADO BRASILEIRO

    “Para o produtor brasileiro são excelentes preços. Acredito que a palavra agora seja cautela. Fique atento tanto nas oportunidades do hoje, quanto nas boas vendas que ainda podem ser feitas mais para frente”, orienta Edwards.

    Assim como a volatilidade marcou o mercado internacional de soja, marcou também o andamento do dólar frente ao real, que fechou a última sessão da semana com alta de 0,82% para valer R$ 5,48. “Na semana, a cotação ficou no zero a zero e só não subiu devido ao tombo de 2,71% da terça-feira”, informou a agência de notícias Reuters.

    Ainda assim, de 22 a 29 de janeiro, os preços nos portos subiram mais de 4% nas principais referências. Em Paranaguá, a soja disponível fechou a semana com alta acumulada de 4,27% em R$ 170,00 por saca e em Rio Grande, de 3,11% em R$ 166,00. Já para as posições para fevereiro e março, respectivamente, os preços subiram 4,88% e 4,38% para R$ 172,00 e R$ 167,00.

    Os negócios ainda são pontuais, e o produtor mantém seu foco em concluir a colheita e na entrega dos contratos já firmados anteriormente.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Soja sobe 26,75 pontos em Chicago

    Os futuros da soja em Chicago subiram pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, recuperando a maior parte das perdas sofridas durante a liquidação da última sexta-feira, segundo o que afirmou a TF Agroeconômica. “Os contratos da CBOT ganharam cerca de 2% ou 26,75 cents/bushel em todas as áreas graças aos relatórios da demanda chinesa por soja nos EUA, bem como às compras de milho de 1,36 milhões de toneladas relatadas pelo USDA, que elevaram os futuros do milho cerca de 3%”, comenta.

    “Recuperados  recentemente,  com  operadores contemplando o início atrasado da colheita no Brasil e o cenário apertado de estoques finais nos EUA. Tudo isso, em um contexto de dinamismo na demanda pela China. Assim,  os  Fundos  de  hedge  estariam  novamente reconsiderando  uma  aposta  de  tendência  de  alta  e retomando  posições  compradas  em  commodities agrícolas.  Chuvas  e  clima  favorável  na  Argentina, evitaram novas altas. Os futuros da soja para março estavam sendo negociados a $ 13,69/ no fechamento de Londres”, completa.

    “O dólar teve nesta terça-feira a maior queda ante o real em mais de sete meses, recuando mais de 3%. A perda de força da moeda americana no exterior ajudou, mas o peso determinante hoje veio do mercado doméstico. O governo com discurso alinhado voltando a sinalizar responsabilidade fiscal e a  ata da reunião do  Banco Central apontando para a chance  de  os  juros  subirem  mais cedo do  que  o  previsto pelos economistas ajudaram a retirar pressão do câmbio. Operadores relataram ainda entrada de fluxo externo hoje. Com isso, investidores desmontaram posições contra  o  real  que  vinham  sendo  construídas  nos  últimos  dias,  marcado  por  piora  do  risco  fiscal.  Assim,  a  moeda americana devolveu parte da valorização recente, que havia superado 6% apenas em 2021”, conclui.

    Fonte: Agrolink.

  • RS: semana será chuvosa

    Nos últimos sete dias, a chuva forte alcançou apenas a divisa com Santa Catarina, longe das áreas produtoras do Rio Grande do Sul. Na Zona Sul, a estiagem mais intensa diminuiu o nível de reservatórios e a produtividade em fazendas de Arroio Grande e Pelotas. A chuva intensifica sobre todo o RS no momento em que 5% da área encontra-se em maturação, pouco mais de 20% em estágio vegetativo e quase 75% em estágio reprodutivo.

    A precipitação mais intensa retornará a partir desta terça-feira (26) e prosseguirá até, pelo menos, a segunda-feira (1) da semana que vem. Mas, olhando para os próximos 15 dias, a chuva não irá parar completamente até o fim da primeira semana de fevereiro.

    Se por um lado a chuva forte poupa água de reservatórios e aumenta a umidade do solo, por outro lado, deixa a luminosidade bem mais baixa. Em sete dias, até o domingo que vem (31), estima-se até 100mm no Centro e Oeste do Estado.

    Na primeira semana de fevereiro, o acumulado oscilará entre 35mm e 50mm na maior parte das áreas produtoras do Rio Grande do Sul. A tendência é de migração da chuva para as Regiões Sudeste e Centro-Oeste e tempo mais seco a partir da segunda semana de fevereiro.

    Apesar da chuva, espera-se calor acima do normal nesta semana na maior parte do Estado e próximo da média na semana que vem. Serão poucos os dias com temperatura máxima mais baixa, casos da quarta e quinta-feira desta semana e entre o domingo e terça-feira da semana que vem.

    Fonte: Agrolink.

  • Soja despenca mais de 40 pontos na Bolsa de Chicago na última 6ª feira

    Depois de uma semana intensa de baixas, o mercado aqueceu ainda mais seu recuo e terminou o pregão desta sexta-feira (22) com perdas de quase 60 pontos na Bolsa de Chicago entre os contratos mais negociados. Assim, o março e o maio encerraram a sessão com US$ 13,11 e o agosto, US$ 12,54 por bushel. Os futuros da oleaginosa acompanha seus mercados vizinhos, com o trigo e o milho também perdendo mais de 3% na CBOT.

     

    O mercado registra um movimento técnico, de vendas generalizadas de posições por partes dos fundos investidores, apoiado nas notícias de novos casos de Peste Suína Africana na China e em condições melhores de cilma na América do Sul, como explicam analistas e consultores.

    “São vendas técnicas, pressão vinda de fundos de gestão ativa. América do Sul é o centro das atenções. Apesar de muitas outras variáveis terem entrado no mercado este ano-safra, vale lembrar que ainda estamos em pleno mercado climático para a safra sul-americana. A especulação continuará sensível à qualquer variação do clima, até que a demanda volte a tomar conta deste mercado”, explica Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios.

    Todavia, Pereira reafirma que este ainda é um mercado altista no longo prazo. “Assim como estamos alertando há meses, essa safra 2020/21, assim como foi a safra 2019/20, é mercada pelo descompasso no crescimento da produção e da demanda. O desequilíbrio na balança de oferta e demanda existe, e ele continua tendenciado para preços ainda mais altos da soja e milho”, diz.

    E falando em demanda, nesta sexta-feira o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou novas vendas de soja para a China, como já tinha feito também ontem, além de vendas semanais para exportação bem acima das expectativas do mercado.

    Na semana encerrada em 14 de janeiro, as vendas de soja para exportação dos EUA foram de 1,817,7 milhões de toneladas, com a China ainda respondendo pela maior parte do volume. O mercado esperava algo entre 750 mil e 1,5 milhão de toneladas. Em todo ano comecial, o país já comprometeu 57,367,5 milhões de toneladas do total estimada pelo USDA para a temporada de 60,69 milhões de toneladas. O volume já vendido supera o do ano anterior em 84%.

    “Não vai ter mais soja no mundo para o mercado consumir e os preços vão subir”, explica Liones Severo, consultor de mercado e diretor do SIMConsult, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta, afirmando que o mundo registra, atualmente, a mais ampla escassez de grãos – soja, milho e trigo – dos últimos anos. “A escassez soberana nos EUA é evidente e já reconhecida por todo mercado”.

     

    DÓLAR

    Se de um lado a soja despenca em Chicago, aqui no Brasil o dólar dispara e já chegou a subir mais de 2% durante a sessão. Perto de 15h20 registrava um avanço de 1,91% para ser cotado a R$ 5,47 e, também como explicam analistas e consultores, é mais um fator de pressão sobre as cotações da oleaginosa.

    “Condições de clima melhorando na Argentina, dólar em alta, colheita no Brasil e os investidores com posições compradas recordes levaram o mercado de grãos a baixas fortes, com muitas incertezas ainda no radar. O clima no final de semana, no mundo todo, será acompanhado de perto”, afirma Jason Roose, analista da U.S. Commodities.

    COVID 19

    E a despencada da soja acompanha também um dia de maior aversão ao risco no mercado financeiro global. Mais commodities recuam, como o café, o açúcar e o algodão na Bolsa de Nova York, ao lado do petróleo, que perde mais de 1% para levar o WTI a US$ 52,44 por barril, e o ouro, que cede mais de 0,50%.

    Mais do que isso, índices acionários caem no mundo todo. O Ibovespa marcava sua quarta baixa seguida, registrando as mínimas em um mês e, na Europa, os mercados também fecharam a sexta-feira em queda. E parte dessas perdas estão bastante ligadas às notícias mais recentes sobre a pandemia do coronavírus.

    “Os mercados acionários europeus encerraram em queda nesta sexta-feira, uma vez que a atividade empresarial na zona do euro encolheu em janeiro com rígidos lockdowns para controlar a pandemia do coronavírus fechando muitas empresas”, informa a agência de notícias Reuters.

    PESTE SUÍNA AFRICANA

    Além das preocupações com a Covid-19, o mercado da soja neste final de semana olhou também para a Peste Suína Africana na China. Depois de três meses, o país voltou a registrar um novo surto da doença, de acordo com informações do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. O primeiro em mais de três meses.

    O novo surto foi registrado ao sul da nação asiática, em uma propriedade na província de Guangdon, onde estão mais de mil porcos. Do total, 214 animais apresentaram sintomas e morreram. “Há suspeitas de que essa epidemia tenha se dado em função de transportes ilegais”, informaram as autoridades chinesas.

    Em 2019, um dos picos da doença, a China perdeu quase a metade de seu plantel de suínos e, em 2020, fez um intenso trabalho de recomposição, o que foi e tem sido um dos principais drivers da demanda por soja do país, que importou um volume recorde da oleaginosa no ano passado. E as expectativas são de que até a primeira metade de 2021 haja uma total recuperação dos rebanhos chineses.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Soja cai mais de 1% em Chicago nesta 6ª com melhores chuvas na América do Sul

    Os preços da soja registram baixas de quase 2% na Bolsa de Chicago nesta manhã de sexta-feira (22). Por volta de 7h25 (horário de Brasília), as cotações cediam entre 20 e 23,25 pontos, com o março já valendo US$ 13,47 e o maio, US$ 13,46 por bushel. A baixa acumulada nesta semana já é a mais intensa em mais de um mês, de acordo com informações da Reuters Internacional.

    Analistas e consultores atribuem as baixas intensas ainda à pressão que as chuvas melhores na América do Sul trouxeram nos últimos dias. As condições das lavouras, principalmente na Argentina, melhoraram consideravelmente e deram espaço para a realização de lucros e para vendas de posições por parte dos fundos investidores.

    “Os mercados de grãos e soja estão revertendo parte da tendência altista observada nas últimas semanas”, diz um analista à Reuters. O que ainda limita o movimento continua sendo o cenário apertado de oferta e demanda, e que não deverá ser revertido ainda nas próximas safras.

    Fonte: Notícias Agrícolas.