AGRO

  • Por que pode ocorrer mofo branco em regiões sem histórico?

    O mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, é comum na Região Norte do Rio Grande do Sul (RS), especialmente em áreas com altitudes acima de 600 m. No entanto, nas últimas safras, sintomas da doença foram observados em regiões sem histórico, com altitudes em torno de 200 m. Seria este um reflexo da adaptação do fungo?

    Conforme a Pesquisadora e Fitopatologista da CCGL Caroline Wesp Guterres, a resposta é não! Este é um indício de que temos inóculo de mofo branco amplamente disseminado em diferentes regiões do estado, basta apenas que existam condições de ambiente que favoreçam a manifestação dos sintomas para a doença ocorrer. – Com umidade prolongada e temperaturas noturnas amenas (abaixo de 20 °C), escleródios de Sclerotinia germinam, formando apotécios, que dão origem aos ascósporos, esporos que atingem as flores da soja, dando início aos sintomas da doença. Além disso, uma vez que as cultivares de soja indeterminadas vêm apresentando um longo período de florescimento, o período propício para a infecção também se torna mais amplo – explica Caroline.

    A pesquisadora salienta que esse inóculo pode estar sendo disseminado nas lavouras através da falta de qualidade das sementes de soja não beneficiadas ou salvas e de outras culturas suscetíveis, como algumas culturas de cobertura. – Estes escleródios podem permanecer no solo por diversas safras, aguardando condições de ambiente favoráveis para a manifestação dos sintomas da doença. Além do escleródio, o mofo pode sobreviver na forma de micélio no interior das sementes. Sendo assim, a qualidade da semente de soja e de outras culturas suscetíveis ao mofo é de extrema importância. Ainda, a realização de tratamento de sementes com fungicidas específicos para o controle mofo branco em sementes oriundas de áreas com histórico da doença é medida imprescindível – completa a fitopatologista.

    Conforme Caroline, a prática da rotação de culturas com gramíneas (milho e cereais de inverno) é fundamental para o controle da doença. Além disso, manter a lavoura livre de espécies daninhas reduz de forma significativa o inóculo de mofo. – Diversas espécies daninhas, como buva e nabiça, são suscetíveis ao mofo branco, servindo como fonte de multiplicação de inóculo. A presença de uma boa camada de palhada é outra medida de manejo, além de atuar como barreira física, a pouca luminosidade conferida pela cobertura morta, principalmente de gramíneas, permite que os escleródios sejam destruídos mais rapidamente, através da ação de microrganismos antagonistas. Nessa linha, o controle biológico também tem se apresentado como alternativa eficiente para minimizar o avanço do mofo branco – reforça a pesquisadora. Soma-se a essas medidas o controle químico em parte aérea com fungicidas específicos – conclui a fitopatologista. Para mais informações, procure a CCGL ou técnico de sua cooperativa.

    Fonte: CCGL.

  • Lavouras de soja são monitoradas no RS

    Na última semana a equipe da Emater/RS-Ascar de Novo Tiradentes realizou visitas de monitoramento e acompanhamento técnico em lavouras de soja do município. Na grande maioria das lavouras a cultura encontra-se em fase de enchimento de grãos, apresentando boa sanidade e demonstrando alto potencial de produtividade.

    O extensionista rural Luciano Schievenin alerta aos produtores sobre os possíveis ataques de pragas e, principalmente, ao aparecimento de sintomas de doenças, as quais poderão ser evitadas com tratamento preventivo, para evitar perdas na produção. “O produtor também deve observar o intervalo entre uma aplicação e outra e procurar realizar uma aplicação adequada, observando fatores climáticos como umidade, vento e temperatura. É importante avaliar o bom funcionamento do pulverizador, escolher ponteiras adequadas, realizar a limpeza dos bicos, calcular o tamanho de gota e manter o pulverizador sempre bem calibrado”, observou Schievenin.

    Com a finalidade de auxiliar os produtores no manejo da Ferrugem Asiática da Soja (FAS) no RS, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, à qual a Emater/RS-Ascar é vinculada, e em colaboração com laboratórios privados, instituições de ensino e pesquisa do Estado, iniciou um projeto piloto para o monitoramento de esporos de ferrugem asiática da soja nas regiões produtoras. Na safra agrícola 2020/21 esta ferramenta se aprimora com a inclusão de informações relativas às condições meteorológicas (precipitação pluvial, temperatura e molhamento foliar), dando início ao Programa de Monitoramento da Ferrugem Asiática da Soja no RS – Programa Monitora Ferrugem RS.

    O objetivo do Programa é desenvolver uma ferramenta de suporte ao manejo da ferrugem asiática da soja e, desta forma, auxiliar os produtores na tomada de decisão do momento inicial da aplicação preventiva de fungicidas para o controle da FAZ e contribuir para a diminuição do uso de fungicidas, dano ambiental e custo econômico das lavouras de soja.

    O Programa Monitora Ferrugem RS tem como estratégia metodológica a detecção da presença de esporos, associada às condições meteorológicas, para gerar mapas indicativos de predisposição da ocorrência da FAS e auxiliar técnicos e produtores na tomada de decisão e adoção de medidas de manejo da doença. Produtores interessados em mais informações sobre o programa e orientação técnica para o manejo da cultura da soja, devem entrar em contato as equipes da Emater/RS-Ascar do seu município.

    Fonte: Agrolink.

  • Governo estuda corte de até 20% na Tarifa Externa Comum do Mercosul

    O governo federal está negociando, através de sua equipe econômica, uma redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul em pelo menos 20% a partir deste ano, mas de forma gradual, segundo informação exclusiva do Estadão. A redução de taxas de importação sobre bens de capital e de informática, que não necessita de aval do bloco, também estaria em discussão.

    A TEC foi adotada pelo Mercosul em 1995 e é um conjunto de tarifas sobre a importação de produtos de países de fora do bloco.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, antecipou em evento virtual nesta semana que em breve anunciaria “passos para a reabertura da economia” e essa ação seria parte disso. A medida ainda está em discussão no governo e não é um consenso na equipe econômica, segundo fontes ouvidas pelo Estadão. Também não está claro quais seriam os produtos. Mas, a possível medida, já movimenta entidades do setor privado.

    A isenção da TEC chegou a ser adotada em 2020 pelo governo para conter a alta nos preços de produtos da cesta básica. Com isso, por período determinado, tiveram isenção da tarifa de importação produtos como arroz, milho e soja pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

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    Ministro da economia, Paulo Guedes, disse em evento virtual nesta semana que anunciaria “passos para a reabertura da economia” ​- Foto: CNA

    Em março, está prevista uma reunião entre os presidentes dos países-membros do Mercosul, bloco que adota a tarifa para todos os países envolvidos. Nesse encontro, segundo apurou o Estadão, deve ser apresentada a intenção do governo brasileiro de que os países possam negociar acordos com outras nações sem necessidade de um aval do bloco.

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota sobre o assunto em que diz que “defende a abertura comercial por meio de uma agenda de negociação de acordos equilibrados e do aprofundamento da agenda econômica do Mercosul”. Além disso, pontuou que uma possível abertura seja tratada profundamente para que traga “menores riscos econômicos e sociais, entre eles o do aumento no desemprego”.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também foi procurada pelo Notícias Agrícolas, mas não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.

    Veja a nota da CNI na íntegra:

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a abertura comercial por meio de uma agenda de negociação de acordos equilibrados e do aprofundamento da agenda econômica do Mercosul. A abertura por meio de acordos proporciona contrapartidas em terceiros mercados e períodos de transição, essenciais para que as empresas façam os necessários ajustes à nova situação de competição.

    No âmbito do Mercosul, qualquer alteração da Tarifa Externa Comum (TEC) deve, necessariamente, passar primeiro por consulta pública abrangente, com a participação de representações empresariais de todos os setores econômicos do Brasil e dos demais países do bloco.

    Na avaliação da CNI, permitir o acesso ao mercado brasileiro de maneira negociada traz menores riscos econômicos e sociais, entre eles o aumento no desemprego. É necessário, em particular, acelerar a assinatura e a internalização do acordo Mercosul-União Europeia, priorizar a finalização dos acordos com Canadá e México e iniciar as negociações com Reino Unido e América Central.

    A CNI avalia ainda que a demora na abertura econômica brasileira está relacionada, sobretudo, a um atraso na agenda de competitividade do país. O Brasil precisa avançar na agenda de reformas estruturais, sobretudo a reforma tributária, e na agenda de competitividade do comércio exterior.

    Essa agenda inclui desonerar de tributação os produtos exportados; garantir orçamento para o financiamento e para a concessão de garantias às exportações; celebrar acordos para evitar dupla tributação; e estimular a instalação de multinacionais brasileiras no exterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Soja tem semana volátil e fecha com mais de 4% de alta em Chicago e nos portos do Brasil

    A semana foi de forte recuperação para os preços da soja na Bolsa de Chicago, com os mercado, inclusive, intensificando o movimento de altas nesta sexta-feira (29), com as posições mais negociadas terminado o dia subindo entre 12,75 e 15,75 pontos. Desde a última sexta-feira (22), o março acumulou 4,27% de alta, passando de US$ 13,11 para US$ 13,67 por bushel, enquanto o maio foi a US$ 13,63, avançando 3,97%.

    Os últimos dias foram marcados pela demanda. Os traders seguem monitorando o comportamento dos compradores e sua concentração ainda nos Estados Unidos dado o atraso da chegada da nova safra brasileira.

    O início dos trabalhos no Centro-Oeste do Brasil ainda caminham em um ritmo bastante lento, e em Mato Grosso, maior estado produtor, a preocupação agora é com a concentração das atividades. Ao Notícias Agrícolas, os presidentes dos sindicatos Rurais de Tangará da Serra, Nova Mutum e Nova Xavantina relataram a necessidade de acompanhar alguns pontos importantes como a velocidade das operações, o escoamento da safra, o armazenamento e, claro, qual será a janela disponível para o plantio da safrinha de milho.

    Os três líderes estiveram juntos nesta sexta, em um debate mediado pelo jornalista Guilherme Dorigatti, e afirmaram ainda que a produtividade deverá ser menor do que a média, porém, com perdas menos agressivas do que estimadas inicialmente.

     

    Mais do que isso, o excesso de chuvas que em alguns pontos provoca este atraso na colheita, resulta também em perdas de produtividade e qualidade em outros pontos do Brasil, como no Paraná. Em contrapartida, no Rio Grande do Sul, o retorno de volumes melhores de precipitações contribui para uma melhor conclusão do desenvolvimento das lavouras. Todavia, a oferta no estado segue muito restrita e o será necessária uma safra “normal” para que os compromissos internos e para exportação sejam cumpridos.

    Assim, o que se observa agora é a disponibilidade de grãos para vender. “Se tivermos uma safra grande, mas o produtor não estiver disposto a vender, de nada adianta. E se houver uma quebra de safra no Brasil, podemos ter estoques ainda mais apertados. Assim, o que influencia mais o mercado é o comportamento de venda, mais do que o tamanho da safra”, acredita Edwards.

    O consultor afirma ainda que toda essa demanda forte e em uma consistente curva de crescimento sugere que este é o movimento do mercado “pedindo que mais áreas sejam plantadas com soja”, como é esperado que aconteça na temporada 2021/22 dos EUA, outro ponto que foi destaque durante esta semana

    “Essa é a tendência. Com os preços que estamos hoje temos a expectativa de se bater recordes de área (nos EUA)”, explica. “É uma queda de braços. É preciso atender esta demanda”. E para a nova safra norte-americana, os preços altos que vêm sendo registrados pelo milho devem intensificar a disputa por área entre as duas culturas e este ser mais um fator altista para as cotações da oleaginosa.

    Assim, permanece o viés positivo para os preços, intensificado por possíveis riscos climáticos para os EUA, os quais, confirmados, poderiam levar as cotações a patamares ainda mais elevados.

    MERCADO BRASILEIRO

    “Para o produtor brasileiro são excelentes preços. Acredito que a palavra agora seja cautela. Fique atento tanto nas oportunidades do hoje, quanto nas boas vendas que ainda podem ser feitas mais para frente”, orienta Edwards.

    Assim como a volatilidade marcou o mercado internacional de soja, marcou também o andamento do dólar frente ao real, que fechou a última sessão da semana com alta de 0,82% para valer R$ 5,48. “Na semana, a cotação ficou no zero a zero e só não subiu devido ao tombo de 2,71% da terça-feira”, informou a agência de notícias Reuters.

    Ainda assim, de 22 a 29 de janeiro, os preços nos portos subiram mais de 4% nas principais referências. Em Paranaguá, a soja disponível fechou a semana com alta acumulada de 4,27% em R$ 170,00 por saca e em Rio Grande, de 3,11% em R$ 166,00. Já para as posições para fevereiro e março, respectivamente, os preços subiram 4,88% e 4,38% para R$ 172,00 e R$ 167,00.

    Os negócios ainda são pontuais, e o produtor mantém seu foco em concluir a colheita e na entrega dos contratos já firmados anteriormente.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Clima traz mudanças na safra de verão; fevereiro terá chuvas fortes no Sul/Sudeste e menos chuvas no Centro-Oeste e Matopiba, confirma Climatempo

    O aquecimento das águas do Atlântico e a continuidade das águas frias no Pacífico (La Niña) modificaram o panorama climático da safra de verão, explica João Castro, agrometeorologista da Climatempo/Agroclima.

    — ” Se antes havia o temor de corte nas chuvas para o sul e sudeste do País, agora os modelos mostram exatamente o contrário. Teremos muita chuva sobre o sul do País e chuvas abaixo da média do Brasil Central para cima. Chamamos a atenção principalmente do Matopiba, que vai vivenciar períodos de estiagens cada vez mais frequentes pelo menos até março”.

    Os modelos rodados pelo NOAA (serviço meteorológico dos Estados Unidos), mais os estudos da equipe de meteorologistas da Climatempo confirmam que o INMET já antecipou ao Notícias Agrícolas: mudança surpreendente nas previsões, provocada principalmente pelo aquecimento das águas do Atlântico Sul.

    — “Vejam as simulações, a massa de água quente é enorme na costa do Rio Grande do Sul, isso provoca a formação de muita umidade para a região. Também com a ajuda da umidade que vem da Amazônia — que, na verdade, são frentes úmidas que entram pelo Atlântico Norte e rebatem na Cordilheira dos Andes, está sendo formado um corredor de umidade que permanecerá praticamente por todo o verão no centro sul do Brasil.” diz João Castro.

    No entanto, o agrometeorologista considera impactante também o corte das chuvas para o Norte/Nordeste e Centro-Oeste do País:

    –“Não é que não haverá chuvas para essas regiões, mas elas diminuirão de intensidade. De agora em diante as frentes vão encontrar resistência para subir até o Matopiba; em compensação, teremos muitas chuvaradas no sul do País”.

     

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Agro gerou 62 mil empregos no semestre

    Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia, o agronegócio tem saldo positivo de 62,6 mil empregos com carteira assinada no primeiro semestre de 2020. No acumulado de janeiro até junho as admissões foram de 437.999, os desligamentos de 375.366.

    No mês de junho o saldo também é positivo, de 36,8 mil vagas. O setor que envolve agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aqüicultura vem tendo bons resultados em empregabilidade enquanto serviços, comércio e indústria acumulam baixas.

    Entre os fatores que contribuíram para os empregos no agro está a época de colheita de várias culturas como do café, soja, cana, algodão e laranja e o plantio das culturas de inverno como trigo, aveia, centeio e cevada. Isso provocou maior demanda de mão-de-obra. As lavouras temporárias representam 78% das vagas.

    A região que mais gerou empregos no agronegócio foi o Sudeste. Em junho o saldo é de 25,9 mil postos e. O Centro-Oeste vem em segundo com 5,5 mil vagas.

  • Agro brasileiro vai crescer mais de 20% na década

    O agronegócio brasileiro responde por 21% do Produto Interno Bruto (PIB) e 20% dos empregos no país. O Brasil exporta para mais de 200 países e é o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas, podendo bater um recorde na casa de US$ 106 bilhões neste ano.

    E pode melhorar mais ainda na década que está por vir. Um estudo publicado pelo Mapa nesta terça-feira (28) aponta as projeções para o agronegócio na década 19/20 até 29/30. As regiões que mais devem crescer são Centro-Oeste (33%) e Norte (30%), com destaque para expansão de novas áreas. Entre os grandes produtores, Mato Grosso deve continuar liderando a expansão da produção de milho e soja no país. O Matopiba também deve assumir importante papel, com produção de 32,7 milhões de toneladas de grãos.

    Em grãos a produção deve saltar de 250 milhões de toneladas para mais de 318 milhões de toneladas, uma alta de 27%. A área plantada com grãos deve expandir de 65,5 milhões de hectares para 76,4 milhões de hectares, alta de 16,7%. O estudo considera algodão caroço, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale. A produtividade total dos fatores projetada até 2030 deve crescer à taxa anual média de 2,93%. Destaque para Rondônia, que deve elevar a produção em 38% e Tocantins 31% de alta.

    Algodão, milho de segunda safra e soja devem continuar puxando o crescimento da produção de grãos, com uma taxa anual de crescimento de 2,4%. O documento ressalta que “esse avanço, entretanto, exigirá um esforço de crescimento que deve consistir em infraestrutura, investimento em pesquisa e financiamento”.

    Nas proteínas também serão notados avanços. A produção de carnes (bovina, suína e aves) deverá aumentar em 6,7 milhões de toneladas. Representa um acréscimo de 23,8%. As carnes de suínos e de frango, são as que devem apresentar maior crescimento nos próximos anos. A produção de carne bovina deve crescer 16,2%.

    Veja melhor no gráfico:

    Arte: Marcel Oliveira

    Projeção internacional 

    Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 2029-30, o Brasil deverá participar com 51,98% das exportações mundiais de soja, 35,3% da carne de frango, 23,2% das exportações de milho, 22,7% do algodão e 9,7% das exportações de carne suína.

    Além dos produtos tradicionais como café, suco de laranja, açúcar, soja e carnes, outros produtos assumem importância crescente. Entre estes, podem ser lembrados a celulose e o milho que está numa crescente, junto com as frutas que apresentaram bons resultados no mercado externo.

    Veja as projeções de exportação no gráfico:

    Arte: Marcel Oliveira

    Agricultura familiar

    A agricultura familiar que tem cerca de 4 milhões de estabelecimentos no país também aparece na projeção. A expectativa da década é chegar a 11,4 milhões de toneladas de mandioca, 24,5 milhões de toneladas de café, 745,2 milhões de toneladas de fumo, 2,69 milhões de toneladas de carne suína, 8,36 milhões de carne de frango, e 20,3 bilhões de litros de leite. Soja, feijão e milho são as atividades onde a agricultura familiar tem menor participação. Isso pode ocorrer devido à produção em larga escala e ao uso de tecnologia.

  • Brasil tem só 2 produtos contra gafanhotos

    De acordo com especialistas consultados pelo Agrolink, apesar de demandar monitoramento, é improvável a chegada ao Brasil da nuvem de gafanhotos que se encontra atualmente na Argentina. Se por um lado é importante monitorar a movimentação da nuvem de gafanhotos, por outro preocupa a pouca quantidade de produtos registrados para controle deste inseto no Brasil.

    De acordo com o engenheiro agrônomo Joelson Mader, consultor da Blue Pine Assessoria e Representação de Produtos Agropecuários, há somente dois ingredientes ativos registrados no País contra a espécie Schistocerca cancellata: “Há um piretroide, Deltametrina, que oferece ação de choque, e um produto para o controle de fases jovens, o Diflubenzuron”, aponta o consultor. Saiba mais no AgrolinkFito.

    AVIAÇÃO AGRÍCOLA A POSTOS

    O Sindag (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola) se colocou à disposição dos órgãos públicos com sua frota de 426 aeronaves agrícolas para o combate da infestação. A entidade encaminhou ofício aos governos gaúcho e federal para alertar contra o avanço da praga dos gafanhotos sobre o Rio Grande do Sul e demais estados brasileiros.

    De acordo com o Sindag, uma operação desta natureza exige um esforço de governo, com a devida autorização dos órgãos oficiais. “Neste sentido, encaminhamos um ofício do próprio Sindag, endossado pelo nosso gabinete, ao Ministério da Agricultura. A própria ministra Tereza Cristina respondeu o nosso apelo aceitando o apoio do Sindag”, destacou o deputado federal Jerônimo Goergen.

    O parlamentar disse ainda que uma operação dessa natureza exige uma resposta muito rápida do poder público para surtir os efeitos esperados. “Os produtores rurais do Rio Grande do Sul já enfrentam uma seca muito forte. Mais uma adversidade dessa natureza seria extremamente terrível para a nossa produção agrícola”, finalizou.

  • Sanidade e diálogo vão ditar o agro pós-Covid

    Os diferentes setores de agronegócio brasileiro estiveram reunidos para debater o Agro “Dentro da Porteira”: Os desafios da produção agrícola nacional em tempos de pandemia.  O evento on-line foi promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), nesta segunda-feira (15). O cenário pós-pandemia, as dificuldades e as possibilidades foram debatidos por André Guillaumon, presidente da BrasilAgro, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé e a pecuarista Carmen Perez, com mediação do presidente da Abag, Marcello Brito.

    Os debatedores são unânimes em acreditar que o agronegócio sairá fortalecido e que a descentralização do setor fez a diferença. Por estar em áreas de menor densidade populacional e espalhado, o agro conseguiu manter atividades e exportações sem prejuízos.

    Carne na mesa, desafio no campo

    Carmen Perez, pecuarista em Barra do Garças (MT), ressalta que o setor de proteína animal segue aquecido e que o mercado tende a se estabilizar entre 2023 e 2024. Palavras como bem-estar animal e boas práticas, junto com sustentabilidade e sanidade devem fazer a diferença.  “Esse momento que estamos vivendo (Covid-19), acredita-se que veio de uma zoonose, então acho que estaremos mais preocupados com segurança alimentar e questões sanitárias. Essa régua vai subir no mundo”, destaca.

    Carmen também aponta o novo perfil do consumidor que está mais atento para questões voltadas à sanidade e rastreabilidade. “O consumidor quer saber como é produzido, por quem e em que condições. Nós, dentro da porteira, não temos o direito de se achar longe dessa questão. Pelo contrário, somos responsáveis por tudo que está na mesa. Nós produtores temos que estar atentos e não podemos baixar  guarda das boas práticas”, defende a pecuarista.

    Café com responsabilidade

    Carlos Augusto Rodrigues de Melo conduz a Cooxupé. A cooperativa já tem 87 anos no Sul de Minas e conta com 15 mil famílias cooperadas e 2.400 colaboradores. O café está na história do país e hoje presente em todas regiões. Em Minas está quase a metade do café brasileiro e a Cooxupé tem 15% do café arábica nacional. O presidente conta que o ano começou bem, com bons negócios e feiras expressivas voltadas ao café mas o momento atípico trouxe adequações. “Colocamos normas pra evitar impactos na saúde e logística. Entendemos que o futuro é incerto mas nosso cooperado se preparou pela participação no mercado externo e conseguimos boas negociações no mercado futuro”, aponta.

    Em plena colheita a cafeicultura ao sentiu tanto os impactos. Como está na entressafra também não sofreu com a alta dos insumos. O que caiu foi o consumo de cafés especiais devido ao fechamento de vários estabelecimentos. Melo é otimista. “O agro sempre dá resposta. O que eu espero é que não fique apenas nas costas de nosso setor. Além disso, se houver uma condução econômica direcionada para nossa área, sofreremos consequências, mas não tão significativas como poderiam ser”, disse.

    Agro deve dialogar com os diferentes

    Essa é a opinião de André Guillaumon, presidente da BrasilAgro. A empresa opera em seis estados e no Paraguai. São mais de 150 mil hectares com cana, milho, soja, algodão, além da pecuária. Para ele desde que a pandemia se instalou duas preocupações foram fundamentais nas propriedades: saúde e segurança das pessoas e das operações de colheita. E tudo seguiu normalmente. “O agro é aquele setor que permitiu a quarentena sem faltar alimento porque o que produzimos dá para alimentar sete vezes nossa população. O agro está mostrando seu valor”, destaca.

    Guillaumon ressaltou que o desemprego deve aumentar e, consequentemente, pode haver uma redução importante da demanda. Mas, ele lembra que houve um desabastecimento de proteína no início da pandemia, em decorrência da gripe suína, que dizimou 40% do rebanho de porcos do mundo. Isso resultou em um avanço da exportação brasileira. “O agro brasileiro tem um custo de produção muito competitivo, o que lhe dá uma grande vantagem diante dos outros países produtores. Temos que ter sabedoria e humildade pra superar a crise. Temos que aprender a falar para os diferentes, falar para os que não entendem nosso negócio”, defendeu.

  • Como o produtor rural pode facilitar suas vendas?

    Como os produtores rurais possam agilizar as suas vendas e aumentar a rentabilidade?

    Veja abaixo as dicas de Christian Hunt, um dos sócios da Agropad, que ressalta a necessidade de

    Logística de entrega

    É fundamental fazer o cadastro em plataformas confiáveis, que facilitem o acesso a frota adequada e, preferencialmente, especializada na logística rural, uma vez que os insumos devem estar bem acondicionados para não haver perdas.

    Produtos de qualidade

    Não basta apenas contar com uma boa logística, mas também manter a qualidade dos produtos, uma vez que o cliente é cada vez mais exigente e o consumidor final que, antes ia ao supermercado ou às feiras livres, intensificou agora compra online e espera receber frutas, legumes, verduras em boa conservação e durabilidade.

    Avaliação

    Entrega no prazo, preço e qualidade são os três principais pilares para quem compra pela internet. Portanto, não esqueça de verificar uma plataforma capaz de oferecer sistema de avaliação dos clientes. Isso aumentará a sua visibilidade entre os seus concorrentes, assim como a reputação da empresa. Consequentemente, outros consumidores ou compradores escolherão aqueles com melhor desempenho.

    Visibilidade

    Invista em sua marca e visibilidade. Há plataformas que permite a inclusão de anúncios, hoje um recurso cada vez mais observado pelo consumidor. Afinal, quem não é visto não é lembrado.

    O sistema da Agropad tem seu desenvolvimento pautado nas dicas acima.

    A plataforma ficará pronta no segundo semestre de 2020, faça seu pré-cadastro para vender ou comprar acessando www.agropad.com.br. pensar no fluxo de entrega dos produtos, prevendo possíveis atrasos e diversas particularidades.