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  • Argentina deve aumentar impostos sobre exportação

    A Argentina, que terá um novo presidente no final do ano de 2019, já que Alberto Fernandez foi eleito ao lado de Cristina Kirchner em primeiro turno, deve aumentar os impostos sobre exportação de commodities. Foi isso que informou o consultor Michael Cordonnier, em um texto publicado no portal agropages.com.

    “Não se sabe muito sobre as políticas econômicas futuras em potencial da presidente eleita Fernandez, mas sabemos muito sobre as políticas econômicas da vice-presidente Kirchner no passado, quando ela foi presidente por dois mandatos e é por isso que o setor agrícola está muito preocupado”, diz ele.

    O presidente eleito Fernandez não nomeou nenhum ministro nem detalhou como ele pretende retirar a Argentina do “abismo econômico”, mas uma mudança que muitos observadores esperam é um aumento nos impostos de exportação de commodities. Atualmente, o imposto sobre a soja é de 25% e pode aumentar para 30%. O imposto atual sobre milho e trigo é de 7% e pode aumentar para 12%.

    “O presidente terá que controlar as despesas e aumentar a receita do governo, e a maioria das pessoas sente que ele aumentará as receitas instituindo impostos de exportação mais altos, provavelmente a partir de 1º de janeiro de 2020. Enquanto isso, espera-se que os agricultores sejam vendedores agressivos de seus grãos, a fim de para se antecipar aos potenciais aumentos de impostos. Um aumento nos impostos de exportação provavelmente ajudaria a estabilizar o peso argentino, o que é absolutamente necessário se eles tiverem alguma esperança de pagar suas dívidas e evitar outro incumprimento”, indica.

  • Argentina: chuvas chegarão, mas são insuficientes

    De acordo com as Perspectivas Agroclimáticas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, nos próximos dias os ventos do norte da Argentina causarão uma importante subida de temperatura em parte da área agrícola. A maior parte do interior da área agrícola terá temperaturas superiores a 35 graus. No Noroeste no país, na região denominada de Cuyo (La Rioja, Mendoza, San Luís e San Juan) e no leste da província de Buenos Aires as temperaturas estarão entre 30 e 35 graus.

    Já no oeste do Cuyo e da faixa da cordilheira, as temperaturas terão picos inferiores a 25 graus com valores que diminuirão segundo a altitude. Paralelamente a isso, haverá uma frente fria na zona pampeana com pouca atividade, que provocará chuvas no Norte e sudoeste da área agrícola, enquanto que o resto das regiões registrará chuvas escassas.

    Na região de Chaco, norte da Mesopotâmia (Entre Ríos) e extremo norte da região pampeana receberão precipitações de muito moderadas a muito abundantes, que estarão entre 10 e 75 milímetros. No centro e no Sul da Mesopotâmia, a maior parte da região pampeana e do Cuyo terão chuvas inferiores a 10 milímetros, com focos que terão valores moderados.

    O relatório de perspectivas climáticas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indica que a partir de 15 de março, as perspectivas climáticas indicam que os ventos do Norte provocarão uma intenção onda de calor na maior parte da área agrícola, o qual terá um marcado descenso térmico. Nos primeiros dias, a maior parte da região terá temperaturas máximas superiores a 35 graus, com amplos focos com valores próximos aos 40 graus.

    Fonte: Agrolink