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  • RS: mais um município decreta emergência

    Subiu o número de municípios que decretaram situação de emergência em função da estiagem no Rio Grande do Sul. Nesta manhã foi a vez de Dom Feliciano, na Região Centro-Sul. As cidades que já decretaram são Chuvisca, Camaquã, Amaral Ferrador, Cristal e Cerro Grande do Sul (Sul); Pantano Grande, Sinimbu, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Vera Cruz e Venâncio Aires (Vale do Rio Pardo), Boqueirão do Leão (Vale do Taquari), Maquiné (Litoral Norte) e Mariana Pimentel (Centro-Sul).

    Na tarde de hoje a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) divulgou os dados preliminares das perdas no Estado. No milho, a redução pode ser de cerca de 1,879 milhões de toneladas, enquanto na soja este valor chega a aproximadamente 2,490 milhões de toneladas. A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) estima que as perdas no tabaco cheguem a 30%. A estiagem  também trará impactos na produção gaúcha de leite. Na avaliação da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) a seca afeta especialmente a safra de milho e os produtores que dependem da cultura para a silagem estão colhendo as folhagens sem o grão ou com péssima qualidade.

    Na Região do Vale do Rio Pardo o prejuízo que ultrapassa os R$ 280 milhões e  outras cidades devem emitir o decreto nos próximos dias, como Candelária, Rio Pardo e Gramado Xavier. Em Camaquã o prejuízo aos produtores ultrapassa os R$ 70 milhões. Em Dom Feliciano há perdas expressivas na produção agrícola de tabaco (35%), milho (30%), batata doce (20%), melancia (35%), soja (35%), feijão (70%), uva (45%), além de queda na produção agropecuária de bovinos de corte (25%), bovinos de leite (25%), ovinos (30%), mel (50%) e peixes (10%).Os danos sociais, materiais, ambientais e prejuízos econômicos estimados em R$ 57 milhões.

    Também há relatos de desabastecimento de água para consumo humano e animal em muitos municípios. Com o decreto de emergência será possível a renegociação de dívidas do PRONAF e o PROAGRO, por exemplo.

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) estabeleceu um grupo para acompanhar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul. Em reunião com diretores dos departamentos de Políticas Agrícolas, Agricultura Familiar e de Defesa Agropecuária, além de diretores da Emater/RS, o secretário em exercício, Luiz Fernando Rodrigues Júnior, solicitou que a Emater fizesse, ao longo dessa semana, um acompanhamento mais aprofundado da situação da safra do milho e da soja.

    De acordo com a Defesa Civil desde 1979 (quando teve início a série histórica) aproximadamente a cada dois anos há um evento de estiagem relevante, sendo o mais danoso o que ocorreu no ano de 2004, com 694 ocorrências registradas pela Defesa Civil do Estado (diversos municípios com mais de um registro de estiagem naquele ano). A última estiagem relevante ocorreu no ano de 2018, com 41 municípios afetados. O verão de 2019/20 não deve ter influência de “El Niño” nem de “La Niña”, caracterizando-se como um verão de “neutro”, porém espera-se chuvas abaixo da média, que é de cerca de 120 mm no mês de janeiro para o Estado do RS. Há previsão de chuva no Estado nesta quinta-feira.

  • Chuva ganha força na quinta-feira no Rio Grande do Sul

    Mesmo que na última semana tenha chovido sobre o Sul do Brasil, os acumulados não foram expressivos ou com boa distribuição. No Rio Grande do Sul, as lavouras estão com índices de umidade do solo abaixo de 50% nas áreas produtoras por conta da estiagem que percorre o Estado gaúcho desde o fim do ano passado.

    Uma nova frente fria se aproxima pela fronteira com o Uruguai e Argentina e nesta segunda-feira (06) deve provocar chuvas que podem vir com temporais (raios, ventos e granizo). No restante do Estado a chuva ocorre de forma mais isolada e há previsão de calor com forte sensação de abafamento.

    Na terça-feira (07), o sistema se desloca levando a chuva para toda a metade norte gaúcha e nas áreas produtoras as instabilidades perdem força e o sol volta a predominar com o avanço de uma nova massa de ar seco. Só volta a chover de forma mais generalizada no RS a partir da quinta-feira (09) com a passagem de mais uma frente fria.

    Confira a previsão para as seis regionais

    Fronteira Oeste

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira (06) na região. Atenção com temperaturas elevadas, mas sem calor extremo. Entre terça-feira (07) e quarta-feira (08), o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira (09) uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Campanha

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Central

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Planície Costeira Interna

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Planície Costeira Externa

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Zona Sul

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

     Por: IRGA
  • ATENÇÃO: Último dia do ano terá calor histórico no RS

    A onda de calor que atinge o Rio Grande do Sul deve atingir seu ápice justamente nesta terça-feira, último dia de 2019. A expectativa é de previsão de máximas históricas no Estado. O calor extremo e a queda na pressão atmosférica poderão gerar temporais intensos, especialmente na metade Sul e no Oeste.

    De acordo com a MetSul Meteorologia, também há risco de chuva e temporais nas demais localidades do Estado, mas de forma isolada e passageira. Assim, a metade Norte do Estado tem mais chance de tempo seco na virada.

    Em Porto Alegre, sol aparece, mas há chance de chuva. Mínima deve ser de 23°C, e máxima chegará aos 40°C.

    Mínimas e máximas no RS

    Torres 22°C / 31°C
    Erechim 23°C / 34°C
    Alegrete 23°C / 39°C
    Pelotas 23°C / 33°C
    Santa Rosa 24°C / 34°C
    Santa Maria 23°C / 39°C

     via Correio do Povo
  • Chuva e umidade permanecem no RS nos próximos sete dias

    Na sexta-feira (1º), o ar quente e úmido seguirá predominando, com temperaturas superiores a 30°C, grande variação da nebulosidade e possibilidade de chuvas isoladas. Entre o sábado (2) e o domingo (3), o deslocamento de uma frente fria provocará chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais, rajadas de vento e queda de granizo em áreas isoladas.

    Na segunda (4) e terça-feira (5), a propagação de uma área de baixa pressão manterá a nebulosidade e a chuva em todas as regiões, e novamente há risco de temporais isolados, sobretudo na Metade Norte. Na quarta-feira (6), o ingresso de ar seco manterá o tempo firme, com sol e temperaturas amenas em todo o Rio Grande do Sul.

    Os totais de precipitação previstos deverão oscilar entre 40 e 65 mm na maioria das localidades. Na Fronteira Oeste, Missões, Alto Vale do Uruguai e no Planalto os totais previstos oscilarão entre 80 e 100 mm, podendo superar 120 mm em alguns municípios do Noroeste Gaúcho.

    Fonte: Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado

  • Soja: Está tudo pronto para a safra 2019/20, só falta a chuva!

    Produtores do estado do Paraná, apesar de terem a liberação de plantio desde o último dia 11, ainda não iniciaram o plantio da soja na região. Segundo Marcelo Garrido, do Deral, os produtores estão apreensivos com as condições climáticas e seguem aguardando por chuvas para dar início à safra 19/20.

    Segundo os primeiros dados da safra 19/20, atualmente apenas 20 mil hectares já receberam o plantio, enquanto os números mostram que nas mesmas datas do ano passado, 490 mil/ha já estavam plantados. A estimativa de produtividade para esta safra no estado é de aproximadamente 3.500 kg por hectare.

    De acordo com Garrido, a situação atual é completamente diferente da safra 18/19, quando os produtores puderam antecipar a semeadura. “Esse ano o produtor está segurando o plantio pra esperar uma melhor umidade do solo, para não arriscar tanto.Tem produtor que planta no pó, mas não é o ideal”, explica.

    Para poder iniciar o plantio, é necessário que chova pelo menos 50 milímetros. “A gente tem algumas expectativas de precipitação para algumas regiões do estado no fim de semana e está todo mundo torcendo para que elas se concretizem”, afirma.

    Segundo o economista, além do plantio tardio, os produtores da região também estão com receio de que as condições climáticas também afetem o plantio do milho safrinha. “A situação pode frustrar os produtores que tinham a intenção de plantar bem cedo a soja pra plantar o milho na segunda safra e colher antes”, comenta.

    Produtores da região central do país também estão apreensivos com a falta de chuva na região. No estado do Mato Grosso, o vazio sanitário terminou no último dia 15, mas a grande parte dos produtores também aguardam mudanças nas condições climáticas para iniciar o plantio.

    Segundo Lucia Vivan, pesquisadora da Fundação MT, apenas os agricultores que têm pivô começaram a safra 19/20. “Quem tem pivô já está fazendo o plantio, na região de Primavera do Leste alguns já estão iniciando”, afirma. A região de Cafezal/MT, segundo a pesquisadora, teve uma precipitação hídrica maior e pode ter alguns agricultores iniciando o plantio. No entanto, a região do Sul do estado está mais há cem dias sem chuvas. De acordo com a pesquisadora, o plantio na região ainda está dentro do esperado. Mas que para o solo ficar apto para receber a soja, é necessário que chova entre 50 e 70 milímetros.

    A situação não é diferente no Mato Grosso do Sul, aonde o vazio sanitário também encerrou no dia 15 de setembro. Assim como nas demais localidades, o produtor da região já está com tudo pronto e sofre com o atraso das chuvas. “Por questões legais a região do Mato Grosso do Sul está apta a fazer semeadura da soja.

    O empecilho que a gente tem é o atraso da regularização das chuvas. Se a gente pegar as médias históricas o mês de setembro, sempre tem um volume de precipitação de pelo menos uns 100 milímetros e esse ano nós não tivemos ainda”, explica André Bezerra, da Fundação MS.

    Segundo o analista, alguns pontos do estado receberam algumas chuvas, mas como o volume foi muito abaixo do esperado, não dá para contabilizar como uma precipitação efetiva. Segundo André, as previsões indicam que apenas em meados de outubro a situação deve ser regularizada. A estimativa é de que o plantio seja feito entre os dias 10 e 15 de outubro. “Talvez tenha que readequar o planejamento do milho por conta desse atraso, talvez até diminuir a área desse milho, para ter um alto potencial”, afirma.

    Em questões de produtividade, é esperado que os números sejam mais potivos que a safra 18/19. “Se a gente tiver uma regularização ao longo da safra e uma distribuição normal da chuva, a gente espera que a produtividade da soja retome a patamares da safra 17/18, que o estado fechou média de 56 sacas”, afirma.

    Já no estado de Goiás o vazio sanitário ainda não terminou e os produtores já temem a falta de chuva na região. Segundo Leonardo Machado, analista técnico do IFAG (Instituto para Fortalecimento da Agropecuária de Goiás), são esperadas chuvas apenas na segunda quinzena do mês de outubro, enquanto que o vazio sanitário tem previsão de término no dia 30 de setembro.

    Apesar das previsões climáticas não serem as mais positivas, a expectativa é que o produtor consiga ter uma boa safra. “O objetivo é que quem pretende fazer o algodão consiga fazer uma boa semeadura da soja dentro dos prazos”, afirma.

    Quanto às produtividades, a estimativa é que o produtor não tenha grandes surpresas e consiga bater a média e ficar acima de 56 sacas por hectare. “Podemos ter um acréscimo de até 2% na região, mas a tecnologia pode ajudar até superar esse número”, afirma.

    Por: Virgínia Alves
  • Tempo: chuvas retornam ao RS

    Após a última frente fria no Rio Grande do Sul, as chuvas retornam a partir de quarta-feira. Nesta semana, a chuva mais intensa acontecerá sobre a Zona Sul, Campanha e Planície Costeira Interna, com acumulado acima dos 70mm. Especificamente nas Planícies Costeiras, há risco de aumento do nível de arroios, já que o acumulado aproxima-se dos 100mm em menos de 48 horas.

    Além disso, a temperatura oscilará bastante com retorno do calor na quarta-feira (7) e nova queda de temperatura posteriormente. No sábado (10), a máxima não passa dos 15°C e a mínima fica abaixo dos 5°C na madrugada do dia seguinte.

  • Argentina: chuvas chegarão, mas são insuficientes

    De acordo com as Perspectivas Agroclimáticas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, nos próximos dias os ventos do norte da Argentina causarão uma importante subida de temperatura em parte da área agrícola. A maior parte do interior da área agrícola terá temperaturas superiores a 35 graus. No Noroeste no país, na região denominada de Cuyo (La Rioja, Mendoza, San Luís e San Juan) e no leste da província de Buenos Aires as temperaturas estarão entre 30 e 35 graus.

    Já no oeste do Cuyo e da faixa da cordilheira, as temperaturas terão picos inferiores a 25 graus com valores que diminuirão segundo a altitude. Paralelamente a isso, haverá uma frente fria na zona pampeana com pouca atividade, que provocará chuvas no Norte e sudoeste da área agrícola, enquanto que o resto das regiões registrará chuvas escassas.

    Na região de Chaco, norte da Mesopotâmia (Entre Ríos) e extremo norte da região pampeana receberão precipitações de muito moderadas a muito abundantes, que estarão entre 10 e 75 milímetros. No centro e no Sul da Mesopotâmia, a maior parte da região pampeana e do Cuyo terão chuvas inferiores a 10 milímetros, com focos que terão valores moderados.

    O relatório de perspectivas climáticas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indica que a partir de 15 de março, as perspectivas climáticas indicam que os ventos do Norte provocarão uma intenção onda de calor na maior parte da área agrícola, o qual terá um marcado descenso térmico. Nos primeiros dias, a maior parte da região terá temperaturas máximas superiores a 35 graus, com amplos focos com valores próximos aos 40 graus.

    Fonte: Agrolink