CLIMA

  • Cotrijuc arrecada 1 tonelada de alimentos e milhares de peças de roupas em ação interna

    A Cotrijuc realizou uma ação interna que desafiou seus colaboradores a arrecadar roupas e alimentos não perecíveis. Divididos em equipes multissetoriais, uma “gincana de doações” foi promovida entre os dias 23 de maio e 3 de julho.

    Nossa campanha interna resultou na arrecadação de 1 (uma) tonelada de alimentos, 6 mil peças de roupas, 100 cobertores e 580 pares de calçados. Em breve as entidades de Júlio de Castilhos e dos municípios da área de atuação da cooperativa receberão os donativos.

    “Integrar e fazer o bem de maneira simples é a melhor forma de exercer o voluntariado. Através dessa campanha, os colaboradores se tornaram agentes de transformação social, fortalecendo as comunidades da área de atuação da cooperativa”, destaca o gerente de desenvolvimento humano e marketing, Evandro Freitas.

    A ação integra o Dia C, celebrado neste dia 4 de julho, sendo um grande movimento nacional de estímulo às iniciativas voluntárias diferenciadas, contínuas e transformadoras, realizadas por cooperativas, fazendo parte da agenda estratégica do cooperativismo brasileiro.

    Drive-thru

    Complementado a campanha, neste sábado, dia 4 de julho, continuaremos a arrecadação em um sistema de drive-thru, ou seja, os interessados de fora da cooperativa em contribuir com ação poderão trazer até a Cotrijuc, em frente ao prédio administrativo, em Júlio de Castilhos, suas doações.

    O material arrecadado (Agasalhos, cobertores e Alimentos) serão destinados ao Hospital Bernardina Salles de Barros, Lar Recanto do Amanhecer, Centro Social e a Secretaria de Assistência Social de Júlio de Castilhos. As arrecadações das unidades ficarão para os municípios onde estão localizadas as filias da Cotrijuc.

    Saiba mais:
    O Dia de Cooperar (Dia C) é uma iniciativa das cooperativas brasileiras, e consiste na promoção e estímulo à realização de ações voluntárias diversificadas e simultâneas nos Estados onde a Campanha ocorre. As ações são definidas e executadas pelas próprias cooperativas e contam com o apoio do Sistema OCB.

  • Condições das chuvas mudaram em maio

    Enfim, a chave virou! O mês de maio de 2020 teve chuvas superiores à média climatológica, trazendo alívio a estiagem no Rio Grande do Sul. Vários municípios da metade Oeste somaram entre 200 e 250mm de chuva. Dessa forma, a anomalia da precipitação foi positiva na maior parte do Estado. Ainda assim, alguns municípios da Planície Costeira Interna e Externa e das regiões Norte e Nordeste registraram acumulados abaixo da média climatológica. De qualquer forma, as chuvas de maio foram providenciais para recuperar parte dos mananciais.

    As temperaturas mínimas ficaram com anomalias negativas, entre -1,0 e -2,0 °C, em relação à média climatológica. Já as máximas ficaram praticamente dentro do normal.

    Situação atual do fenômeno ENOS (El Niño-Oscilação Sul) e perspectivas

    A condição de Neutralidade continua no Oceano Pacífico Central, no entanto, as águas daquela região iniciaram processo de resfriamento neste último mês. Com isso, consegue-se observar uma pequena área com anomalias negativas na região do Niño3.4. É por isso que se fala que o inverno será com condições Neutras, com viés negativo. O trimestre março, abril e maio de 2020 ficou com anomalia de +0,3 °C, na região do Niño. As águas do Oceano Atlântico Sul estão com anomalias negativas (mas, nada extremo) que, associadas com o pequeno resfriamento que ocorre no Pacífico, podem ter seus efeitos somados e acarretar gradual redução nas chuvas no RS, ou causar maior variabilidade nas mesmas, ou seja, períodos secos intercalados com períodos chuvosos.

    Ao monitorar a temperatura das águas subsuperficiais (até 300 metros abaixo do nível do mar, na região do Pacífico), nota-se que há uma grande porção de águas bastante frias, ou seja, anomalias negativas que chegam entre -4,0 e -6,0 °C, e que irão aflorar em superfície, mantendo o resfriamento por mais algum tempo. É por isso que alguns modelos têm sugerido a configuração de um episódio La Niña. No entanto, este resfriamento em profundidade está posicionado entre o Centro e o Leste do oceano, não abrangendo toda a extensão do Pacífico. A Oeste, as águas estão neutras, com leve aquecimento e é por isso que outra gama de modelos aponta para a continuidade da fase Neutra do ENOS (El Niño-Oscilação Sul).

    O IRI (International Research Institute for Climate and Society) (Universidade de Columbia-EUA), em relatório divulgado no dia 11 de junho, prevê em 60% a probabilidade de que a fase Neutra continue no trimestre junho, julho e agosto de 2020. Entre os meses de agosto, setembro e outubro de 2020 e janeiro, fevereiro e março de 2021, o consenso dos modelos prevê chances de La Niña e Neutralidade praticamente iguais, variando ao redor de 45% para cada uma das fases. Por isso, é necessário ter muita cautela, pois estiagens curtas poderão ocorrer, porém é difícil dizer se serão parecidas com as da safra 2019/2020.

    Previsão para a precipitação no trimestre julho, agosto e setembro de 2020

    Falando sobre o mês de julho, a previsão passada, apontava para chuvas superiores à média climatológica, o que deverá ocorrer em boa parte das regiões gaúchas. Lembrando que o inverno iniciou no dia 20 de junho, às 18h44min. Para o trimestre julho, agosto e setembro é esperado que as chuvas continuem ocorrendo e fiquem na média ou acima da média.

    Julho: as simulações anteriores apontavam para chuvas acima da média e passaram a oscilar um pouco. Agora, nas últimas atualizações, o modelo CFSv2 tem mostrado que as chuvas deverão ficar acima da média climatológica, principalmente na Metade Sul do RS, com valores de até +50 mm.

    Agosto: a previsão apresentava bastante variação nas simulações anteriores. Agora, elas têm mostrado um agosto com chuvas um pouco acima da média na Metade Sul do Estado, com valores de até +30 mm.

    Setembro: as previsões anteriores mostravam setembro mais seco, depois mudou para chuvoso. Nas últimas previsões, as simulações continuam mostrando que as chuvas serão um pouco acima da média climatológica, sendo de até +30 mm.

    Estas oscilações nas previsões de precipitação para o mês inteiro são normais, visto que se está e se continuará em período de Neutralidade climática, o que significa irregularidade na precipitação. Ou seja, haverá momentos com chuva mais frequentes e fortes e outros sem ocorrência de chuvas. Haverá, também, variação na temperatura. Aliás, junho tem tido dias com temperaturas bem altas, superiores à média climatológica do mês. Esse padrão deverá ocorrer também nos meses de julho e agosto, ou seja, dias bastante frios, intercalados com períodos de temperaturas mais altas, que se aproximam dos 28°C.

    Aos produtores, sobretudo os de arroz: sabe-se que nos meses de julho e agosto, não raramente, ocorrem os veranicos, ou seja, aqueles períodos mais longos de tempo seco e temperaturas mais altas do que a média. Pensando em preparo de solo para a semeadura do arroz da safra 2020/2021, o produtor deve estar atento a estes períodos, que podem ser curtos, de 7 a 15 dias. Então, quando possível, deve-se priorizar e manter as áreas bem drenadas, assim, qualquer janela de tempo mais seco possibilitará o preparo da terra.

    Ressalta-se que a maioria dos produtores iniciam o processo de semeadura do arroz em setembro e/ou outubro, meses preferenciais para a semeadura do arroz, e estes meses geralmente possuem maior frequência e volume de chuvas, principalmente outubro. Então, estejam preparados!

    Jossana Cera é meteorologista, doutora em Engenharia Agrícola pela UFSM e consultora do Irga.

  • Primeiras chuvas significativas no RS

    O mês de maio foi um alívio para o produtor rural, após um longo período sem chuvas significativas, as chuvas de maio foram o suficiente para deixar os acumulados acima do esperado para o mês – exceto nas regiões mais proximas com a divisa de SC como Vacaria e Erechim, e na região de Passo Fundo. Pelo menos 17 estações pluviométricas do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) registraram acumulados acima de 200 mm no mês e estações como Alegrete (284.4 mm), Quaraí (272.6 mm), Uruguaiana (270.8 m), Arroio do Tigre (269 mm), Segredo (258.6 mm) e Horizontina (253.4 mm) os acumulados passaram dos 250 mm. Esses acumulados ficaram mais concentrados na terceira semana de maio, e até o dia 04/06 não foram registrados acumulados significativos.

    Apesar dos acumulados em maio serem expressivos, não foram o suficiente para permear no solo e alcançar o lençol freático. O reflexo disso fica evidente nos níveis dos reservatórios e nos principais rios do estado que seguem estáveis ou em declínio. Segundo o relatório diário do SEMA-RS (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura) do dia 04/06 as bacias do Gravataí, Lago Guaíba, Sinos, Caí, Baixo Jacuí, Alto Jacuí, Taquari-Antas, Camaquã, Apuaê-Inhandava, além do Rio Uruguai em todo seu trecho segue em condição hidrológica de ALERTA em função da baixa disponibilidade hídrica.

    A boa notícia é que os modelos de previsão do tempo apontam para acumulados expressivos na sexta feira dia 05/06, sendo a primeira chuva significativa para o mês de Junho de 2020. Favorecidos pelo fortalecimento de uma zona de baixa pressão sobre o estado, combinada aos jatos de baixos níveis que trazem o ar quente e úmido da região amazônica, que contribuem para a formação de nuvens carregadas sobre o estado. Regiões como Salto do Jacuí e entre Dom Pedrito e Rosário do Sul podem registrar acumulados acima dos 50 mm. E até o fim do mês, de acordo com os modelos de previsão climática, Junho de 2020 apresenta uma tendência de chuvas acima do esperado. O que pode normalizar a situação hídrica em boa parte do estado.

    A boa notícia é que os modelos de previsão do tempo apontam para acumulados expressivos na sexta feira dia 05/06, sendo a primeira chuva significativa para o mês de Junho de 2020. Favorecidos pelo fortalecimento de uma zona de baixa pressão sobre o estado, combinada aos jatos de baixos níveis que trazem o ar quente e úmido da região amazônica, que contribuem para a formação de nuvens carregadas sobre o estado. Regiões como Salto do Jacuí e entre Dom Pedrito e Rosário do Sul podem registrar acumulados acima dos 50 mm. E até o fim do mês, de acordo com os modelos de previsão climática, Junho de 2020 apresenta uma tendência de chuvas acima do esperado. O que pode normalizar a situação hídrica em boa parte do estado.

    FONTE: AGROLINK

  • RS: semana será quente e com pancadas de chuva

    No início da semana passada, a passagem de um sistema de baixa pressão atmosférica trouxe chuva irregular ao Rio Grande do Sul. Áreas do Centro, Sul e Oeste do Estado receberam até 50 milímetros. Mesmo assim, a umidade do solo permaneceu baixa no período exigindo irrigação complementar. No mês, o acumulado varia entre 100 e 200mm e a temperatura está próxima da média na maior parte das áreas produtoras.

    De acordo com o boletim metereológico do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a semana será caracterizada pelo calor e pelas pancadas de chuva. O acumulado total será baixo, inferior aos 10mm na maior parte das áreas produtoras.

    Somente no Leste, região da Planície Costeira Externa, espera-se chuva mais intensa, entre 40 e 60mm. Boa parte dessa precipitação acontecerá na quinta-feira (30). O próximo período com chuva significativa acontecerá entre 9 e 16 de fevereiro.

  • RS terá rápida frente fria nesta semana

    Nos últimos sete dias, choveu por volta de 100mm na Região Central, 35mm na Fronteira Oeste e na Planície Costeira Interna, porém, menos de 10mm na Zona Sul, Campanha e Planície Costeira Externa. Os índices de umidade do solo estão abaixo de 40% neste momento na maior parte das áreas. No entanto, a irrigação ainda não foi afetada nas áreas que recebem água do Rio Jacuí.

    Semana com tempo aberto e quente no Rio Grande do Sul, o que permite maior evapotranspiração. Uma rápida frente fria passa pelo Estado entre quarta-feira (15) e quinta-feira (16), mas mesmo com chuva forte os acumulados não revertem o déficit hídrico da maior parte do RS. Atenção apenas ao granizo previsto neste sistema. Na próxima semana há chuvas muito isoladas e intercaladas com períodos mais prolongados de tempo seco e quente.

    Na Fronteira Oeste semana com tempo firme e seco na maior parte dos dias. Entre quarta-feira (15) e quinta-feira (16), uma rápida frente fria passa pelo Estado, trazendo rajadas de vento e trovoadas. Há alto potencial para queda de granizo na passagem do sistema. Os acumulados são modestos e ficam na casa dos 20mm. Nos demais dias da semana, o tempo fica mais firme e com bastante calor em toda essa região orizícola.

    Nas regiões da Campanha, Central, Planície Costeira Interna, Planície Costeira Externa e Zona Sul semana com tempo firme e seco na maior parte dos dias. Entre quarta-feira e quinta-feira, uma rápida frente fria passa pelo Estado, trazendo rajadas de vento e trovoadas. Há baixo potencial para queda de granizo na passagem do sistema. Os acumulados são modestos e ficam na casa dos 15mm. Nos demais dias da semana, o tempo fica mais firme e com temperaturas em elevação.

  • RS: mais um município decreta emergência

    Subiu o número de municípios que decretaram situação de emergência em função da estiagem no Rio Grande do Sul. Nesta manhã foi a vez de Dom Feliciano, na Região Centro-Sul. As cidades que já decretaram são Chuvisca, Camaquã, Amaral Ferrador, Cristal e Cerro Grande do Sul (Sul); Pantano Grande, Sinimbu, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Vera Cruz e Venâncio Aires (Vale do Rio Pardo), Boqueirão do Leão (Vale do Taquari), Maquiné (Litoral Norte) e Mariana Pimentel (Centro-Sul).

    Na tarde de hoje a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) divulgou os dados preliminares das perdas no Estado. No milho, a redução pode ser de cerca de 1,879 milhões de toneladas, enquanto na soja este valor chega a aproximadamente 2,490 milhões de toneladas. A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) estima que as perdas no tabaco cheguem a 30%. A estiagem  também trará impactos na produção gaúcha de leite. Na avaliação da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) a seca afeta especialmente a safra de milho e os produtores que dependem da cultura para a silagem estão colhendo as folhagens sem o grão ou com péssima qualidade.

    Na Região do Vale do Rio Pardo o prejuízo que ultrapassa os R$ 280 milhões e  outras cidades devem emitir o decreto nos próximos dias, como Candelária, Rio Pardo e Gramado Xavier. Em Camaquã o prejuízo aos produtores ultrapassa os R$ 70 milhões. Em Dom Feliciano há perdas expressivas na produção agrícola de tabaco (35%), milho (30%), batata doce (20%), melancia (35%), soja (35%), feijão (70%), uva (45%), além de queda na produção agropecuária de bovinos de corte (25%), bovinos de leite (25%), ovinos (30%), mel (50%) e peixes (10%).Os danos sociais, materiais, ambientais e prejuízos econômicos estimados em R$ 57 milhões.

    Também há relatos de desabastecimento de água para consumo humano e animal em muitos municípios. Com o decreto de emergência será possível a renegociação de dívidas do PRONAF e o PROAGRO, por exemplo.

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) estabeleceu um grupo para acompanhar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul. Em reunião com diretores dos departamentos de Políticas Agrícolas, Agricultura Familiar e de Defesa Agropecuária, além de diretores da Emater/RS, o secretário em exercício, Luiz Fernando Rodrigues Júnior, solicitou que a Emater fizesse, ao longo dessa semana, um acompanhamento mais aprofundado da situação da safra do milho e da soja.

    De acordo com a Defesa Civil desde 1979 (quando teve início a série histórica) aproximadamente a cada dois anos há um evento de estiagem relevante, sendo o mais danoso o que ocorreu no ano de 2004, com 694 ocorrências registradas pela Defesa Civil do Estado (diversos municípios com mais de um registro de estiagem naquele ano). A última estiagem relevante ocorreu no ano de 2018, com 41 municípios afetados. O verão de 2019/20 não deve ter influência de “El Niño” nem de “La Niña”, caracterizando-se como um verão de “neutro”, porém espera-se chuvas abaixo da média, que é de cerca de 120 mm no mês de janeiro para o Estado do RS. Há previsão de chuva no Estado nesta quinta-feira.

  • RS pode ter perdas generalizadas com estiagem

    Se em outubro a chuva era intensa no Rio Grande do Sul, a ponto de atrasar o plantio da soja e do arroz, neste final de 2019 e começo de 2020 produtores de diversas regiões sofrem com a estiagem. E o cenário não é positivo. No último boletim divulgado em dezembro o Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) manteve a previsão de neutralidade climática, sem El Niño ou La Niña, ou seja, a temperatura do Pacífico deve ficar dentro da média. Sem o El Niño a tendência para o estado gaúcho é de menos precipitações e mais calor. As temperaturas devem ficar, constantemente, próximas dos 40 graus e longos períodos sem chuva.

    A combinação climática não é nada favorável à algumas culturas. No milho estão previstas perdas de pelo menos 30%. Cerca de um milhão de toneladas de milho já foram perdidas no Rio Grande do Sul devido à estiagem severa, o equivale a 15% da produção do Estado. Na Região Central o município de Venâncio Aires deve decretar estado de emergência nesta sexta-feira (03). Grande parte do milho foi perdido e em diversas localidades, os produtores rurais estão enfrentando a falta de água para consumo das famílias e até dos animais.

    De acordo com a Emater-RS em Erechim, no Norte, são estimadas perdas de 10%. Em Pelotas, no Sul, a semeadura do grão foi paralisada pela estiagem, deixando para apostar na safrinha. No Vale do Taquari as áreas em fase de enchimento de grãos registram folhas queimadas e menos espigas, afetando a produção de grãos e silagem. Em Santa Maria, no Centro, as perdas são consideradas irreparáveis. Persistindo a estiagem, as perdas deverão aumentar significativamente.

    A soja também está sendo afetada. O calor excessivo está causando estresse hídrico nas lavouras, afetando a semeadura e a emergência das plantas. O plantio está 99% concluído.

    As lavouras de tabaco devem contabilizar as perdas no início da comercialização mas entidades do setor projetam de 16 a 20% de quebra. A seca queimou as folhas e lavouras inteiras. Com isso há perda de valor comercial e peso. A Região Centro-Sul é a mais afetada. Em muitas propriedades os agricultores optaram por arar a terra com o tabaco em cima e plantar milho. Na manhã de hoje o município de Camaquã decretou emergência.

    Em dezembro o acumulado de chuva foi de apenas 10 mm. Os prejuízos estão na soja, que teve uma quebra de 60% na produtividade, no tabaco 40%, milho 40%, feijão com perda de aproximadamente 80%, além de prejuízos na bacia leiteira e na área de pecuária. O prejuízo financeiro aos produtores ultrapassa os R$ 70 milhões na cidade. Ainda na região outros municípios também estão fazendo levantamento necessário para decretar emergência.

  • Tempo seco preocupa na América do Sul e soja sofre em regiões produtoras do Brasil e Argentina

    O 2020 começa com as condições de clima na América do Sul exigindo monitoramento constante, principalmente para a nova safra de soja do país. No Brasil, a virada do ano trouxe algumas chuvas em regiões que necessitavam bastante, assim como na Argentina. Entretando, o alívio ainda não parece ser permanente.

    Segundo informações do Commodity Weather Group (CWG), na Argentina, o estresse foi limitado, ao menos por agora, mas as previsões mostram que as precipitações seguirão limitas nos próximos 6 a 15 dias.

    De acordo com mapas, de 2 a 11 de janeiro, os volumes ficarão abaixo da média em importantes regiões produtoras do país, como o Chaca, Santa Fé e Buenos Aires, além de outras.

    No entanto, ainda como explicam os especialistas da agência meteorológica, o estresse pela condição do tempo seco se limita a algo entre 10% e 15% das áreas de soja e milho da Argentina, enquanto se expande para 35% da área de algodão nas próximas duas semanas.

    Nos próximos cinco dias, as previsões indicam chuvas de 6,35 a 31,75 mm, alcançando cerca de 45% das áreas de soja e milho argentinas.

    Para o Brasil, o alívio também deverá ser localizado, segundo as previsões do CWG. As precipitações, no próximos 7 dias, podem alcançar de 12,7 a 101 mm em algumas localidades, abrangendo até 95% da região produtora brasileira de soja e milho verão.

    “Algumas chuvas espalhadas foram registradas pelo norte e nordeste do Brasil nos últimos dois dias, mas a melhora começa a aparecer nesta segunda-feira, para aliviar alguns déficits”, diz o Commodity Weather Group em seu boletim diário.

    Ainda segundo os meteorologistas, o tempo seco volta a preocupar nos próximos 6 a 15 dias – como mostram os três mapas acima – em aproximadamente 1/4 da área de produção.

    São esperadas chuvas abaixo da média em estados como Minas Gerais, Bahia, partes de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul de 7 a 11 de janeiro. Já de 12 a 16, as precipitações seguem escassas no estado baiano, e voltam a se ausentar do Rio Grande do Sul. Para o Centro-Oeste, os volumes deverão ficar na média.

    “Para os próximos a tendência é de que as chuvas se concentrem no Centro-Norte do país, beneficiando regiões como o oeste da região Nordeste e norte de Minas Gerais, que vem vivenciando um regime de chuvas bastante irregular. Já no Rio Grande do Sul, o alívio ocorre somente em relação às temperaturas, devido ao avanço de uma massa de ar mais seco e frio. Aliás, com a mudança de padrão, a sensação tende a ser mais amenas em todo o Centro-Sul”, diz o meteorologista Tiago Robles, em um artigo publicado nesta quinta-feira (2).

    Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
    Fonte: Notícias Agrícolas
  • ATENÇÃO: Último dia do ano terá calor histórico no RS

    A onda de calor que atinge o Rio Grande do Sul deve atingir seu ápice justamente nesta terça-feira, último dia de 2019. A expectativa é de previsão de máximas históricas no Estado. O calor extremo e a queda na pressão atmosférica poderão gerar temporais intensos, especialmente na metade Sul e no Oeste.

    De acordo com a MetSul Meteorologia, também há risco de chuva e temporais nas demais localidades do Estado, mas de forma isolada e passageira. Assim, a metade Norte do Estado tem mais chance de tempo seco na virada.

    Em Porto Alegre, sol aparece, mas há chance de chuva. Mínima deve ser de 23°C, e máxima chegará aos 40°C.

    Mínimas e máximas no RS

    Torres 22°C / 31°C
    Erechim 23°C / 34°C
    Alegrete 23°C / 39°C
    Pelotas 23°C / 33°C
    Santa Rosa 24°C / 34°C
    Santa Maria 23°C / 39°C

     via Correio do Povo
  • Previsão do Tempo até o dia 04/12

    Na segunda-feira (02) e terça-feira (03), o ingresso ar seco e frio reduzirá a nebulosidade e as temperaturas nas regiões do Sul do Estado; nas regiões da Metade Norte, deverá atuar um sistema de baixa pressão que provocará pancadas de chuva, típicas de verão. Entre a terça e a quarta-feira (04), os volumes pluviométricos previstos podem chegar próximo dos 50 mm na região Norte.

    A circulação ciclônica e a formação de uma nova frente fria trarão novamente instabilidades ao Estado, principalmente nas regiões do Nordeste e Norte do RS. Os totais de chuva previstos, mais significativos, deverão oscilar entre 20 e 70 mm nas Missões, no Alto Uruguai, no Planalto Médio, nos Campos de Cima da Serra e nas Encostas Superior e Inferior do Nordeste. Nas demais regiões do Estado, os valores deverão variar
    entre 5 e 20 mm.