CONAB

  • Conab divulga resultado da pesquisa sobre perdas no transporte e armazenagem

    O Brasil perde no transporte de grãos das rodovias até os portos de embarque para exportação, especialmente de arroz, trigo e milho, percentuais de 0,13%, 0,17% e 0,10%, respectivamente, segundo pesquisa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Os índices, que incluem também a perda em armazenagem, serão divulgados nesta terça-feira (5), durante o I Seminário sobre Eficiência e Redução de Perdas no Armazenamento e Transporte de Grãos no Brasil, em Curitiba/PR.

    As perdas desses grãos, segundo o estudo, são causadas basicamente por três fatores que se correlacionam, sendo eles “as más condições das rodovias, a precariedade da frota de caminhões e a imprudência de motoristas”, conclui.

    O estudo apurou também que o arroz, cuja maior produção nacional tem origem nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, tem uma variação de 1,5 a 4% de perdas na armazenagem em silos. Os pesquisadores destacaram, no entanto, a boa conservação sanitária dos grãos tanto nos segmentos de armazenagem quanto na industrialização e comercialização.

    Já para o trigo, a apuração chegou a um índice médio mensal obtido de quebra técnica nos grãos, calculado por meio de amostragens, de 0,43% para silos de alvenaria e de 0,11% para os metálicos.

    Os estudos serão divulgados durante o seminário e a apresentação dos artigos técnicos referentes a cada uma das pesquisas estará disponível no portal da Conab após o término do evento.

  • Conab mostra expertise de mercado e agricultura familiar

    A experiência na realização de compras institucionais está entre os temas demonstrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (28) durante a feira agropecuária Expointer, realizada em Esteio/RS. A palestra aborda o trabalho da Companhia com o público da agricultura familiar, que atua nas operações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) desde 2003, com amostras dos números de entidades, produtores e municípios atendidos em todo o Brasil, desde o início do programa.

    Quem fala sobre este assunto é a analista da Conab, Natacha Putton Casagrande, que também deve abordar a ação de distribuição de alimentos a grupos populacionais específicos, outra expertise da empresa. Serão apresentados ainda os números das compras institucionais realizadas desde 2013 e os principais desafios.

    Entre o público presente espera-se representantes de órgãos da União no Estado do Rio Grande do Sul que são compradores atuais da Agricultura Familiar, ou em potencial, além de produtores e suas cooperativas, demais entidades e autoridades envolvidas com o setor.

    A análise sobre o mercado do trigo também figurou entre as abordagens da Companhia, desta vez pela analista Flávia Machado Starling Soares, na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Produtos de Inverno. De acordo com o último levantamento, o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de trigo do país e deverá colher 1,94 milhão de toneladas nesta safra. Junto com o Paraná, são responsáveis por aproximadamente 86% de todo o trigo produzido no Brasil.

    O presidente da Companhia, Newton Araújo Silva Júnior, também participará da Expointer a partir desta quinta-feira (29), quando deverá integrar a comitiva da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina.

  • Safra recorde de grãos deve chegar a 240,7 milhões de toneladas

    Os números do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019, divulgados nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indicam que a produção no Brasil deve chegar a 240,7 milhões de toneladas, mais um recorde da série histórica.

    O crescimento deverá ser de 5,7% ou 13 milhões de toneladas acima da safra 2017/18. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.

    Um dos maiores destaques do período, frente à safra passada, é o milho segunda safra, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de t, crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, ou seja, queda de 2,5%. Outro destaque é o algodão, com aumento de produção na faixa de 32,9%.

    Isso equivale ao volume de 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. No caso da soja há uma redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de t. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

    O arroz tem produção estimada em 10,4 milhões de t, 13,6% menor que a obtida em 2017/18, devido às reduções ocorridas nos principais estados produtores. Já o feijão primeira safra também apresentou uma redução (22,5%), ficando em 996,9 mil t.

    O clima favorável contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t do feijão segunda safra, 7,1% acima da anterior. E a terceira safra, com plantio finalizado em meados de julho, deve ter produção de 721,5 mil t, 17,5% superior ao volume já produzido em 2017/18.

    Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

    Culturas de inverno – Com uma área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018, a produção de trigo deve ser de 5,5 milhões de toneladas. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras.