GAFANHOTOS

  • Nevasca e gafanhotos levam Argentina a declarar emergência agrícola

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina decretou estado de emergência agrícola no país após forte nevasca nas províncias de Rio Negro, Neuquén e Chubut, onde produtores enfrentam, além da neve, uma praga de tucura, também chamados de “gafanhotos crioulos”.

    Segundo o governo argentino, a partir desta sexta-feira (31/7) começa a funcionar o projeto coordenado de assistência rápida, para acelerar prazos dos procedimentos de declaração e não atrasar os auxílios destinados a produtores das fazendas de gado de Rio Negro, além dos agricultores que produzem cebola, abóbora, milho, batata, quinoa, sorgo, e vegetais.

    Produtores de vinho, frutas secas, videiras e outras culturas também receberão benefícios pelo prazo de um ano a partir da assinatura do decreto.

    No caso de Neuquén, foi recomendado declarar emergência e/ou desastre agrícola para fazendas de gado e agricultura familiar, afetadas pelo excesso de neve. Em relação a Chubut, os decretos protegem os pequenos produtores e povos indígenas da peste tucura.

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    Quarta Nuvem de Gafanhoto

    Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) chegou a uma quarta nuvem de gafanhotos após denúncia de produtor local. O novo grupo dos insetos está localizado em Salta, no noroeste do país.

    O governo argentino ainda não tem informações sobre o tamanho dessa quarta nuvem. Uma equipe do Senasa deve ir até o local para verificar a presença das pragas. No Twitter o órgão alertou para possíveis deslocamentos das nuvens nos próximos dias devido a elevação das temperaturas.

    As outras três nuvens estão no município de Federación, há 90 km da fronteira com o Rio Grande do Sul, onde aplicações de inseticidas diminuíram consideravelmente a aglomeração da praga; a segunda nuvem está em El Pintado, na divisa com o Paraguai e a terceira em Ingeniero Juárez, província de Formosa, na Argentina.

  • Argentina controla gafanhotos com pulverização aérea

    O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), da Argentina, trabalha em coordenação com equipes de pulverizadores aéreos para tentar controlar a praga de gafanhotos do deserto do Paraguai que se estabeleceu no nordeste do país, ameaçou o sul do Brasil e agora se dirige ao Uruguai. “Os gafanhotos se instalam à noite em grandes quantidades, em um pequeno volume de hectares, num raio de 5 a 25 ha”, explicou o aeroaplicador e membro da Federação Argentina de Câmaras Agro-Aéreas (Fearca) Guido Kindwerley.

    “Continuamos com as ações conjuntas, neste caso no estabelecimento El Chañar, 55 km a oeste de Curuzú Cuatiá, para controlar a nuvem de gafanhotos. Trabalho em equipe”, publicou o Senasa, em seu perfil oficial na rede social Twitter. “Amanhã de manhã, se tivermos as condições e com a colaboração de @SRCorrientes e @CRAprensa e no município de Curuzú Cuatiá, serão realizados tratamentos para continuar diminuindo a população de gafanhotos. A colaboração dos produtores é fundamental”, disse em outra publicação.

    Os insetos já percorreram as províncias de Formosa, Chaco e Santa Fe, agora chegaram a Corrientes e podem atravessar para Entre Ríos, embora no momento não tenha havido movimento da nuvem nesse último local. Kindwerley explicou que a organização está atuando “em coordenação com o Senasa, que são os que fazem todo o trabalho de monitoramento e detectam o local onde estão paralisados”.

    “Você tem que se organizar para fazer o tratamento o mais cedo possível, deixar o avião cheio de combustível à noite para sair antes que ele acalme, chegar em um momento em que não se mexam, porque quando se movem não há mais oportunidade”, disse ele.

  • ARGENTINA COLOCA FRONTEIRA GAÚCHA EM ALERTA POR NUVEM DE GAFANHOTOS

    O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agro-Alimentar (SENASA), do governo da Argentina, confirmou que uma nuvem enorme de gafanhotos vinda do Paraguai avança por províncias da Argentina. A nuvem é monitorada desde o dia 28 de maio.

    A praga avançou da província argentina de Formosa, onde existem muitos produtores de mandioca, milho e cana de açúcar e do Chaco, até chegar finalmente à província de Santa Fé. Agora ruma para Entre Rios e Córdoba.

    Há alerta na província de Corrientes, que faz fronteira com o Oeste do Rio Grande do Sul, e o território provincial, incluindo a fronteira gaúcha, foi colocada em estado de atenção pela SENASA.

    O coordenador do programa nacional de gafanhotos do órgão, Héctor Medina, afirmou que a nuvem se moveu quase 100 quilômetros em um dia devido às altas temperaturas e ao vento.

    O especialista enfatizou que é um gafanhoto sul-americano. Para ter uma idéia dos danos que podem causar, explicou que uma manga das características que foram monitoradas em um quilômetro quadrado tem até 40 milhões de insetos.

    “Uma manga de um quilômetro quadrado pode comer o mesmo que 35.000 pessoas ou cerca de 2.000 vacas por dia, afetando principalmente pastagens e pastagens”, explicou Medina.

    A extensão da nuvem detectada pode chegar a 10 quilômetros. Medina explicou: “Essa invasão pela qual estamos passando neste momento não é uma novidade, pois, nos anos anteriores, tivemos uma situação semelhante; era previsível que, em 2020, esse cenário se repetisse, estamos tentando acompanhar a situação”.

    Além disso, a SENASA ressaltou que estão avaliando o comportamento da praga e as medidas a serem tomadas em conjunto com as autoridades provinciais. Tempo frio e chuvoso é aguardo pelas autoridades para frear o avanço dos gafanhotos.

     

  • Infestação de gafanhotos destrói plantações na África

    A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) classificou como uma infestação “extremamente alarmante” a onda de gafanhotos do deserto que assola plantações na África Oriental, especialmente em países como Quênia, Etiópia e Somália.

    Um relatório recente da FAO afirma que este é o “pior surto de gafanhotos do deserto já visto na região em décadas”. “Dezenas de milhares de hectares de terras cultivadas e pastagens foram danificados na Etiópia, Quênia e Somália, com consequências potencialmente graves em uma região onde 11,9 milhões de pessoas já estão com insegurança alimentar. O potencial de destruição é enorme”, diz o relatório da entidade.

    Apenas um enxame de um quilômetro quadrado de gafanhotos pode comer a mesma quantidade de comida em um dia que alimentaria 35 mil pessoas, detalha a FAO. A organização ainda emitiu um comunicado relatando que a infestação dos insetos está se alastrando e chegando ao Oriente Médio. Registros de enxames foram encontrados às margens do Golfo Pérsico, no Kuwait, Barein, Qatar e no sudoeste do Irã.

    No Quênia, país que mais deve estar sofrendo com a infestação, os gafanhotos do deserto causaram danos em uma área superior a 190 mil hectares de plantações e destruíram outros quase 300 mil hectares de vegetação em Wajir, segundo o governador da localidade, Mohamed Abdi.

    A preocupação é ainda maior porque mais enxames são aguardados conforme os ventos trazem os insetos do sul. “A criação de animais está em andamento nos dois lados do Mar Vermelho no Egito, Sudão, Arábia Saudita e Eritreia, onde grupos de funis, bandas e grupos adultos imaturos se formaram, o que provavelmente causarão enxames em breve”, diz a FAO.

    O governador da região de Mandera (também no Quênia), Ali Roba, disse que mais de 80% das terras da localidade estão sob ataque dos gafanhotos. Roba acrescenta que a estimativa é de uma perda diária de 220 a 350 toneladas de colheitas em virtude dos insetos. A FAO informou que a infestação iniciou na África Oriental em dezembro de 2019.