grãos

  • CONAB ELEVA SAFRA DE GRÃOS A 273 MILHÕES DE TONELADAS

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, na quinta-feira (8), o 7º levantamento da safra brasileira de grãos. A marca é recorde. A safra 2020/21 deverá somar 273,8 milhões de toneladas, volume nunca atingido na história do país. O crescimento em relação à safra anterior é de 6,5% ou 16,8 milhões de toneladas a mais.

    A área total de plantio registra um crescimento de 3,9% sobre a safra anterior, com previsão de alcançar 68,5 milhões de hectares. Esse volume conta com a participação de cerca de 20 milhões de hectares provenientes das lavouras de segunda e terceira safras e as de inverno, que ocuparão a pós-colheita da soja e do milho primeira safra.

    No caso da soja, que tem o Brasil como maior produtor mundial, o volume deve alcançar novo recorde, estimado em 135,5 milhões de toneladas, 8,6% ou 10,7 milhões de toneladas superior à produção da safra 2019/20.

    O milho total também sinaliza  produção recorde, com a previsão de atingir 109 milhões de toneladas e crescimento de 6,2% sobre a produção passada. Serão produzidas 24,5 milhões na primeira safra, 82,6 milhões na segunda e 1,8 milhão na terceira safra.

    Por outro lado, a produção de arroz deve sofrer redução de 0,8% frente ao volume colhido na safra anterior, obtendo 11,1 milhões de toneladas. Para o algodão, a produção estimada é de 6,1 milhões de toneladas do produto em caroço, correspondendo a 2,5 milhões de toneladas de pluma.

    Quanto ao feijão, é esperado crescimento de 2% na produção, somando-se as três safras, totalizando 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra tem a colheita praticamente concluída, a segunda está em andamento e a terceira com o plantio a partir da segunda quinzena de abril.

    Completam os números do levantamento também o amendoim, com  produção total de 595,8 mil toneladas e crescimento de 6,9%, e o trigo, cujo plantio  deve ser intensificado a partir do próximo mês, mas já sinalizando uma produção de 6,4 milhões de toneladas.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/

  • EMATER/RS-ASCAR E SECRETARIA DA AGRICULTURA LANÇAM ESTIMATIVA FINAL DA SAFRA DE VERÃO

    Com uma produção de 24,6 mi de toneladas, o Rio Grande do Sul vai colher nesta safra de verão (2020/2021) 59,24% a mais do que na safra anterior (2019/2020). Destaque para a soja, que tem um incremento na produção de 80,02%, passando de 11,2 mi de toneladas para 20,2 mi de toneladas nesta atual safra, e de produtividade (76,63%%), com rendimento projetado de 3,32 toneladas por hectare, em área de 6 milhões de hectares, apenas 1,56% maior que no ano anterior.

    As estimativas finais da Safra de Verão 2020/2021 foram divulgados pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e a Emater/RS-Ascar na manhã desta quinta-feira (25/03), em Coletiva de Imprensa Virtual. Mais de 270 pessoas acompanharam o lançamento das estimativas através de transmissão pelo Facebook e pelo YouTube da Emater/RS-Ascar.

    Participaram do evento o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, o presidente e o diretor técnico da Emater/RS, Geraldo Sandri e Alencar Rugeri, além de extensionistas, imprensa e representantes de entidades do setor agropecuário do RS.

    Safra Excepional

    Para o secretário Covatti Filho, o Rio Grande do Sul é um dos principais estados na produção agropecuária do Brasil. “É uma alegria apresentarmos esses números muito significativos, pois estamos batendo recordes e temos muito bons relatos da colheita”, disse, ao ressaltar a importância do “fortalecimento do Agro, que está dando respostas positivas nesse momento de pandemia”.

    O presidente da Emater/RS, Gerando Sandri, comemorou “os números expressivos que se refletirão na vida dos gaúchos”. Ele ressaltou “a grande parceria com as diretorias da Seapdr, liderada pelo secretário Covatti, defensor da Emater”, e parabenizou agricultores, pecuaristas e entidades parceiras da agropecuária, além da pesquisa, das federações, “e às políticas públicas, que chegam até as propriedades rurais através da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) da qual representamos, dando vazão aos serviços pelos quais somos contratados”, disse Sandri, que estendeu os parabéns aos extensionistas envolvidos na coleta e divulgação das informações.

    Segundo o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, a safra deste ano está “excepcional”. Os dados apresentados foram coletados na primeira quinzena de março. “É importante ressaltar que estão baseados na tendência apresentada pelas produtividades médias municipais registradas nos últimos dez anos e, por isso, estão muito acima do resultado obtido na última safra, prejudicada pela estiagem”.

    Confira a estimativa final dos grãos de verão no RS:

    • Soja
      • Área: 6 milhões ha (+1,56%)
      • Produção: 20,20 milhões ton (+80,02%)
      • Produtividade: 3,32 ton/ha (+76,63%)
    • Milho Grão
      • Área: 796,2 mil ha (+5,9%)
      • Produção: 4,32 milhões ton (+4,16%)
      • Produtividade: 5,43 ton/ha (-2,97%)
    • Feijão 1ª safra
      • Área: 37,4 mil ha (+1,23%)
      • Produção: 51,5 mil ton (-4,87%)
      • Produtividade: 1,37 ton/ha (-6,34%)
    • Feijão 2ª safra
      • Área: 23,4 mil ha (+0,82%)
      • Produção: 31,5 mil ton (+19,80%)
      • Produtividade: 1,34 ton/ha (=14,1%)
    • Milho Silagem
      • Área: 351,8 mil hectares (-0,66%)
      • Produção: 9,82 milhões ton (+8,84%)
      • Produtividade: 27,9 ton/ha (+9,33%)

    Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural – Seapdr

    https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Exportação de grãos irá crescer 40% na próxima década

    As projeções de exportação para os próximos dez anos apontam o embarque de 138 milhões de toneladas de grãos, com acréscimo de 39 milhões de toneladas em relação a 2019, o que corresponde a 40% de incremento. Os dados fazem parte do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29, produzido pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

    O algodão em pluma é um dos destaques e deverá registrar aumento nas vendas externas em 43%, a soja em grão, 42%; e o milho, 33%. Entre os principais produtos exportados, o açúcar sai de 18 milhões de toneladas alcançando 24 milhões de toneladas, e o café, de 35 milhões de sacas para 41,2 milhões de sacas.

    O estudo destaca que, em 2028/29, 35,5% da produção de soja devem ser destinados ao mercado interno, no caso do milho, 65,3%; e no café, 49,2%. “Haverá, assim uma dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devida ao crescimento do mercado interno e das exportações do país. As carnes deverão ter uma forte importância no crescimento”.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, 2019) projeta que, em 2028/29, o Brasil será o maior fornecedor mundial de soja (49%) e o segundo maior de farelo de soja (26,9%). No caso do milho, ficaremos na segunda posição, com 21,7%, atrás somente dos norte-americanos (35,8%).

    Frutas
    A participação das frutas têm crescido no mercado interno quanto no internacional. No próximo decênio, terão alta os embarques de manga, maçã e uva, com incremento de 61%, 54% e 41%, respectivamente.

    Em 2018, as exportações renderam US$ 980,6 milhões, o equivalente a 878 mil toneladas, incluindo nozes e castanhas. Mamão papaya (US$ 50 milhões), mangas (US$ 178,82 milhões) e melões (US$ 136 milhões) apresentaram, no ano passado, os melhores desempenhos em valor nas vendas externas.

    No entanto, o Brasil exporta pouco do que produz. O país é o terceiro maior produtor mundial de frutas (fica atrás da China e Índia), porém exporta apenas 2,5% da produção, conforme dados do ministério e do setor de 2018.

    “As exportações de mamão, maçã e uva, representam em torno de 3% da quantidade produzida. Os principais mercados para as frutas brasileiras são os Países Baixos, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha”, diz o estudo.

  • Safra recorde de grãos deve chegar a 240,7 milhões de toneladas

    Os números do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019, divulgados nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indicam que a produção no Brasil deve chegar a 240,7 milhões de toneladas, mais um recorde da série histórica.

    O crescimento deverá ser de 5,7% ou 13 milhões de toneladas acima da safra 2017/18. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.

    Um dos maiores destaques do período, frente à safra passada, é o milho segunda safra, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de t, crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, ou seja, queda de 2,5%. Outro destaque é o algodão, com aumento de produção na faixa de 32,9%.

    Isso equivale ao volume de 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. No caso da soja há uma redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de t. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

    O arroz tem produção estimada em 10,4 milhões de t, 13,6% menor que a obtida em 2017/18, devido às reduções ocorridas nos principais estados produtores. Já o feijão primeira safra também apresentou uma redução (22,5%), ficando em 996,9 mil t.

    O clima favorável contribuiu para uma produção de 1,3 milhão de t do feijão segunda safra, 7,1% acima da anterior. E a terceira safra, com plantio finalizado em meados de julho, deve ter produção de 721,5 mil t, 17,5% superior ao volume já produzido em 2017/18.

    Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

    Culturas de inverno – Com uma área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018, a produção de trigo deve ser de 5,5 milhões de toneladas. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras.

  • Soja: Nesta 3ª, mercado testa ligeiras altas em Chicago, mas ainda sente pressão da guerra comercial

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, na sessão desta terça-feira (13), seguem o movimento positivo do fechamento de ontem e registram leves altas na manhã de hoje. Por volta de 7h35 (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 3 pontos, com o maio/18 valendo US$ 10,44 por bushel.

    Segundo explicam analistas internacionais, embora o mercado ainda encontre espaço para testar essas altas, permanece limitado pela tensão da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

    “Os traders continuam a ver o impacto das tarifas de Trump sobre o aço e o alumínio sobre a agricultura”, diz o boletim diário da consultoria internacional Allendale.

    Além disso, também segundo analistas e consultores, o mercado – que concentra elevadas posições compradas por parte dos fundos de investimento – também estaria pronto para mais um movimento de realização de lucros. Somente na última sexta-feira, de acordo com dados do CFTC, teriam sido adicionados 37 mil contratos líquidos na soja, totalizando 184 mil.

    “O posicionamento acentuado de contratos comprados deixa o mercado tensionado para uma eventual reversão”, informa a AgResource Mercosul (ARC).

    No paralelo, o mercado ainda observa também o clima na Argentina. Há expectativas de algumas boas precipitações chegando ao país a partir de 16 de março. No entanto, especialistas afirmam que estas precipitações estariam chegando tarde demais para promover uma recuperação significativa da safra, a qual pudesse mudar o atual cenário.

    “Agora que a safra na Argentina caminha para a maturação, a interferência das chuvas no fator de produtividade é limitada”, completa a ARC.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Cotrijuc presente no Fórum da Soja

    Um dos eventos mais esperados da Expodireto Cotrijal é o Fórum Nacional da Soja, que completou sua 29ª edição neste ano. A programação reuniu produtores, empresários, pesquisadores e acadêmicos do setor que atuam no Brasil e no mundo para discutir o Plantio Direto e as suas contribuições para o sistema de produção. Entre eles, o presidente da Cotrijuc, Caio Vianna; o diretor Administrativo e Financeiro da Cotrijuc, Estanislau Quevedo e o Gerente de Controle e Tecnologia da Cotrijuc, Maicon Buzatti.

    Especialistas renomados sobre o tema realizaram três palestras que se estenderam até o início da tarde do segundo dia de feira, 6/3. Através de uma explanação que Marcos Fava Neves classifica como “agro humor” os presentes ouviram atentos sua projeção sobre o “Futuro do Agronegócio”. O professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo trouxe uma perspectiva favorável de crescimento para o Brasil no setor de agronegócios nos próximos anos.

    “O Brasil tem exportado por ano 100 bilhões de dólares. E isso apenas em soja, milho, algodão e carnes. Nos próximos dez anos, a nossa exportação vai crescer 155 bilhões de dólares. É muita renda entrando na região e a perspectiva de preço é essa que está aí. Portanto, é necessário que os produtores saibam como construir margem, ou seja, ao preço atual tentar reduzir os custos de produção, para que tenham margens e consigam trazer todos estes bilhões de dólares que estão à disposição do Brasil no mercado mundial”, explica.

    Pedro Francisco Müller, produtor de Tio Hugo, elogiou os temas escolhidos e disse ser muito interessante escutar o que José Ruedell, Antônio Luis Santi e Marcos Fava Neves trouxeram para o Fórum da Soja deste ano. Segundo ele, tudo que diz respeito a plantio direto e rotação de culturas é importante para atualizar os conhecimentos e levá-los para a propriedade.

    Repensar o plantio direto

    A primeira palestra do dia foi ministrada pelo coordenador técnico da Cooperativa Central Gaúcha Ltda. – CCGL, José Ruedell, e tratou sobre “Plantio Direto: história, motivações e fundamentos técnicos”. Ruedell fez um resgate histórico do processo, que considera uma grande revolução, principalmente na agricultura da América, onde está concentrada a maior parte do plantio direto do mundo.

    No mundo, há um bilhão e 500 milhões de hectares sendo cultivados em Sistema de Plantio Direto, sendo 50% no Brasil, Argentina e Estados Unidos. Só no Brasil, são 160 milhões de hectares (10% do total). Apesar dos números positivos, o sistema está comprometido. “Estamos investindo demais em uma cultura ótima em termos de rentabilidade, a soja, mas que em termos de sustentabilidade do solo não é boa. Temos que ter outras culturas paralelas, não deixar espaço para que se tenha esse processo erosivo que começa a aparecer em muitas lavouras. Ainda mais que a soja é colhida entre fevereiro e março, então até a entrada das culturas de inverno você tem um espaço vazio que é perigoso”, alerta.

    Cuidar do solo é fundamental

    Antônio Luis Santi, representante do Fórum dos Pro-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprof) na Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão – Cbap, falou sobre o tema “A busca por altas produtividades: O solo, as plantas de cobertura e a qualidade da lavoura”. Santi destaca que a temática escolhida para sua fala, que também permeia várias discussões e eventos na programação da 19ª Expodireto Cotrijal, é pertinente e urgente e reforça que é possível atingir altas produtividades de soja e de milho repensando a qualidade do sistema.

    “A base da alta produtividade é a qualidade do solo. Temos que repensar algumas questões oriundas do Plantio Direto. É preciso intensificar a rotação de culturas primando principalmente por coquetel de plantas, misturas de plantas ou consórcio de plantas, porque isso tem apressado e proporcionado uma melhoria mais rápida no solo. Devemos aproveitar este momento em que não estamos produzindo soja ou milho, para dar comida para a superfície”.

    Para o engenheiro agrônomo, é necessário que os produtores busquem banir de vez o vazio outonal, já que após a colheita da soja há um longo período sem plantas crescendo em muitas lavouras, sem cobertura. Com isso o produtor será ineficiente em 25% do tempo, ou seja, há cada quatro anos em um deles não se produz palha no sistema.

    Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal