OIDIO

  • ATENÇÃO: Controle de Oídio em trigo

    A incidência de oídio Blumeria graminis f.sp. tritici na safra de trigo 2019 está elevada. O controle da doença pode ser feito através do cultivares resistentes e da utilização de fungicidas, tanto em tratamento de sementes como em parte aérea. Para a efetividade do controle químico, é importante que as aplicações de fungicida sejam realizadas ao aparecimento dos primeiros sintomas.

    Em ensaios conduzidos pela CCGL, nas duas últimas safras, em que se variou o fungicida utilizado após a observação dos primeiros sintomas de oídio (ao final do perfilhamento), foram obtidos controles de 60% a 85%.

    O incremento da produtividade em relação ao tratamento sem a aplicação do final do perfilhamento (inicio da elongação) variou de 1 a 16%. Os dados indicam que é importante controlar a doença logo após o seu aparecimento, a fim de obter bons níveis de controle e minimizar as perdas de produtividade.

    Figura 1 –  Controle de Oídio (%) e produtividade (sacos/ha) com o uso de diferentes tratamentos fungicidas iniciando ao final do perfilhamento de trigo (entre 35 e 40 DAE). O tratamento sem aplicação no perfilhamento contou com uma aplicação a menos que os demais, tendo sido iniciado na elongação. Após as aplicações  do perfilhamento, os fungicidas utilizados foram os mesmos em todos os tratamentos avaliados. Os resultados apresentados são referentes às médias obtidas na safra de inverno 2017 e 2018. *Tratamento testado somente em uma safra.

    Fonte: CCGL Tecnologia

  • Alerta: aumentam os focos de Oídio nas lavouras do Sul

    O clima ameno e seco registrado na região Sul do Brasil traz um alerta para os produtores de trigo pois já existem registros da ocorrência de Oídio nas lavouras. O ataque do fungo acontece especialmente nas lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e nas regiões Sudoeste, Campos Gerais e Central do Paraná.

    Segundo o engenheiro agrônomo da Biotrigo Genética, Everton Garcia, a doença é causada por um fungo (Blumeria graminis f.sp. tritici) que desenvolve um mofo esbranquiçado sobre folhas e colmos e leva uma vantagem em relação as outras doenças nestas condições climáticas, pois o fungo não precisa de molhamento foliar para causar a infecção e colonização.

    Everton explica ainda que o vento é o principal agente de disseminação da doença, que ao atingirem a planta de trigo, conseguem germinar, infectar e colonizar o tecido foliar. Por isso, ele ressalta a importância do monitoramento. “Nesse momento, mesmo com o bom desenvolvimento da cultura nesta safra, o ambiente tem sido favorável para a infecção do fungo. Tivemos clima mais seco e com temperaturas mais altas, entre 15 e 22°C. Por isso, é preciso monitorar as lavouras para não perder o controle nessas primeiras áreas que podem gerar grande quantidade de inóculo para outras lavouras”, alerta Everton.

    Manejo

    A alternativa para reduzir os impactos da doença é realizar a aplicação de fungicidas, porém o agrônomo ressalta que em lavouras que o fungo infectou a planta na fase de alongamento, a aplicação já não se torna tão eficiente. “Na medida que a planta cresce, a cobertura da pulverização se torna mais difícil na região do colmo e na base da planta, mantendo o inóculo do Oídio”, explica. Nestes casos, é importante estar atento a intensidade da doença e realizar a aplicação de fungicidas antes do fechamento das entrelinhas da lavoura para uma adequada eficiência de controle e manutenção do potencial produtivo da cultivar.

    Nos casos em que a fase está mais adiantada, é importante estar atento ao volume de calda utilizado na pulverização, para que se tenha uma melhor cobertura. Outra medida que pode ser realizada de forma preventiva é a escolha de cultivares resistentes tendo no tratamento de sementes uma ação preventiva e importante para cultivares mais sensíveis.