pecuaria

  • KIT ACELERA O DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE BOVINA

    A Embrapa Gado de Corte (MS) desenvolveu um kit que promete maior agilidade no diagnóstico da tuberculose bovina, com alta precisão. A inovação está em associar o método Elisa (sigla inglesa para ensaio de imunoadsorção enzimática) ao teste intradérmico, atualmente o único oficial para a doença no país.

    O novo kit apresenta como vantagens a praticidade, rapidez e possibilidade de testar várias amostras em curto espaço de tempo, além de automação na obtenção dos resultados, baixo custo e fácil padronização para uso em diferentes laboratórios. A tecnologia deve chegar ao mercado em breve.

    “O exame é feito em placas e quando a reação é positiva ele gera uma coloração. Além de acelerar o saneamento do rebanho, não interfere no estado imunológico do animal, podendo ser feito várias vezes”, destaca o pesquisador da Embrapa Gado de Corte Flábio Ribeiro Araújo.

    De acordo com ele, durante as pesquisas foi possível detectar, corretamente, 88,7% dos animais doentes e 94,6% dos sadios. A técnica não exige que os animais sejam manuseados mais de uma vez para a coleta de amostras de sangue, que podem ser utilizadas também para diagnóstico de outras doenças, o que representa benefício econômico. Vale destacar ainda que a coleta de sangue pode ser feita a qualquer momento para ser testada de imediato ou armazenada para estudos retrospectivos.

    A nova tecnologia da Embrapa pode impactar também a exportação. Atualmente, a tuberculose bovina é um grande problema em função das crescentes exigências sanitárias por parte dos países importadores, que impõem, cada vez mais, restrições às propriedades com diagnóstico positivo. Estima-se que as perdas anuais com essa doença no mundo girem em torno de 3 bilhões de dólares.

    A doença acomete rebanhos leiteiros e de corte, acarretando prejuízos sanitários e econômicos para o país.  É uma enfermidade infectocontagiosa de evolução crônica, causada pela bactéria M. bovis, e contagia não só bovinos como também caprinos, ovinos, suínos, animais silvestres e domésticos, caracterizando-se como uma zoonose.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/

  • LAVOURAS E PECUÁRIA TÊM MAIOR AUMENTO EM 30 ANOS

    O Ministério da Agricultura divulgou o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de maio. O montante é de R$ 1,11 trilhão. A cifra é 11,8% superior ao obtido em 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões. O bom desempenho é reflexo na maior alta de lavouras e pecuária dos últimos 32 anos. Lavouras aumentaram 15,8% e a pecuária, 3,8%.

    Alguns grupos têm tido desempenho negativo, como a batata-inglesa, café, feijão, laranja, tomate, uvas e na pecuária, leite, suínos e ovos. Isso ocorre devido a efeitos de menores preços ou de menores quantidades produzidas.

    Apesar de terem existido períodos de seca que afetaram lavouras, como milho e feijão, os preços têm contribuído para reduzir esse impacto. Esses efeitos foram sentidos, principalmente, no Paraná e em Mato Grosso. O milho foi particularmente prejudicado. A segunda safra, que é a mais importante, teve uma redução em relação a 2020, de 5 milhões de toneladas, e menor produtividade de grãos.

    O crescimento do VBP pode ser atribuído, como destacado em relatórios anteriores, ao excepcional desempenho das exportações de soja em grãos e carnes, preços favoráveis e a safra de grãos, que apesar de problemas de falta de chuvas ocorridos, mesmo assim as projeções da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) e do IBGE são de uma safra expressiva.

    Os dados regionais do VBP continuam mostrando a liderança de Mato Grosso com participação de 17,2% no valor, Paraná 13,2%, São Paulo 11,2%, Rio Grande do Sul 10,8%, e Minas Gerais 10%.

    O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

    Fonte: AgroLink

    https://www.agrolink.com.br/

  • Quais as 10 regras de ouro do confinamento?

    O confinamento de gado é um sistema de criação em que lotes de bovinos são alojados em currais ou piquetes com dimensões determinadas. A oferta de água e alimentação de qualidade é feita à vontade, por meio de cochos. Esse tipo de criação vem ganhando espaço entre os bovinos de corte no Brasil. Em 2020 apontou que a pecuária brasileira bateu recorde do número de animais terminados em confinamento. De acordo com o Censo DSM de Confinamento foram 6,2 milhões de cabeças engordadas em cocho, o que representou um aumento de 6% sobre o ano anterior.

    1. Balanceamento correto da dieta dos animais

    A dieta dos bovinos confinados deve ser corretamente balanceada em todos os nutrientes essenciais, como: proteínas, fibras, nutrientes digestíveis totais, minerais e vitaminas. Esse é um fator importante e que permite que os animais atinjam o bom desempenho zootécnico e produtivo esperado. Dietas que não são balanceadas adequadamente e/ou desprovidas de nutrientes essenciais, como minerais e vitaminas, por exemplo, podem comprometer o desempenho e expor os animais às deficiências e enfermidades de origem nutricional.

    2. Disponibilidade de água limpa

    O fornecimento constante de água feito por meio de bebedouros apropriados e bem localizados é de vital importância para o sucesso do confinamento. Água limpa e à vontade deve ser uma prioridade em todos os confinamentos, sem a qual os desempenhos zootécnicos planejados não serão atingidos. Limpeza periódica e manutenção constante dos bebedouros é regra. Contudo, nota-se no campo que, muitas vezes, essa regra é negligenciada ou deixada em segundo plano, o que representa um erro “fatal” para o sucesso da atividade.

    3. Inclusão de aditivos na dieta (tecnologia de nutrição)

    A inclusão de ingredientes com tecnologias que aumentam o desempenho zootécnico dos animais e a rentabilidade dos produtores é outra regra muito importante. São eles núcleos minerais vitamínicos que possuem em sua formulação diversos ingredientes e aditivos, soluções que melhoram a digestibilidade do amido do milho da dieta, reduzindo as perdas do milho nas fezes e aumentando o ganho de peso diário (GPD). Blends de óleos essenciais, substitui com vantagens o uso de antibióticos na ração empregados como melhoradores de desempenho e melhora a eficiência alimentar. Além de produtos que melhoram o rendimento de carcaça e o peso da carcaça quente, gerando expressivo aumento da produtividade, e os Minerais que reduzem o estresse e aumentam a produção de arrobas.

    4. Gestão zootécnica do confinamento

    Controle eficiente dos indicadores zootécnicos, como consumo diário de ração, ganho de peso diário (GPD), ganho médio diário de carcaça (GMDC), rendimento de carcaça (RC), eficiência biológica, conversão alimentar (CA) e quantidade de arrobas produzidas por animal. Isso é fundamental a todos os confinadores que almejam conhecer e fazer a gestão correta dos índices de produtividade. Os produtores eficientes devem evitar o manejo de “bica corrida”, que consiste em fornecer a ração sem o devido controle da quantidade por baia.

    5. Gestão financeira (custos, receitas, lucro em R? e % e ROI)

    O controle eficiente dos indicadores financeiros é um ponto de atenção ao envolver os custos operacionais, custo da ração, custo por animal ao dia, custo por animal por período, custo total final, receita e lucro (ou ROI – retorno sobre o investimento). Nesse aspecto, um bom aliado dos confinadores é o aplicativo Mais Arroba, desenvolvido pela DSM e pelo Cepea-USP, ao permitir realizar vários cálculos e projeções financeiras.

    6. Capacitação da mão-de-obra

    Equipe treinada e capacitada para operar nos confinamentos é fundamental. Importante frisar, porém, que a equipe deve compreender de fato o que ela está executando no confinamento e não simplesmente realizar tarefas no “modo automático”. Treinamento constante nas áreas de manejo, lida do gado, nutrição e sanidade permitem ao produtor contar com uma mão-de-obra rural que reconhece a importância das suas atividades diárias e contribuem para o sucesso do confinamento.

    7. Acompanhamento do mercado

    Saber as tendências e perspectivas dos preços da arroba e do milho (base da ração) é um ponto vital para os confinadores se planejarem e impulsionarem os resultados econômicos e financeiros da atividade. Saber a hora de comprar o boi magro e os insumos da ração, como milho, farelo de soja, núcleos minerais vitamínicos e demais ingredientes faz parte do negócio e reflete de forma expressiva no resultado do confinamento. O aplicativo Mais Arroba (DSM e Cepea-USP) também fornece ao confinador informações valiosas de mercado do boi e do milho em diversas regiões.

    8. Bem-estar animal e instalações apropriadas

    A infraestrutura do confinamento também é uma das prioridades dos confinadores bem-sucedidos. Currais de manejo bem planejados, com baias construídas com materiais adequados e bem dimensionadas, com bebedouros e cochos em lugares corretos é fundamental para o bem-estar dos animais e, consequentemente, para a saúde e para o seu desempenho zootécnico.

    9. Controle sanitário estratégico

    Cumprir de forma correta o calendário de vacinação é mais uma regra de ouro. Realizar a vermifugação dos animais e manter uma farmácia com os medicamentos adequados próximo ao escritório do confinamento também é importante. Praticar ronda sanitária periódica (diária) por meio de equipe devidamente treinada é mais uma regra que o confinador deve praticar.

    10. Controle dos ingredientes da ração (inventário)

    Realizar um inventário periódico é mais uma regra importante. Controlar compras dos ingredientes, os estoques, época ideal de compra de gado, milho, soja etc. Deixar faltar um ingrediente no meio do manejo pode colocar em risco o sucesso da atividade. Da mesma forma, deixar sobrar também pode representar prejuízos e perdas. Portanto, estocar os ingredientes em barracões apropriados e corretamente dimensionados é uma atenção que pode fazer diferença no bolso do confinador.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/

  • Exportações de carne bovina “derrapam” neste início de fevereiro e podem fechar abaixo de fev/20, aponta analista

    De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Camex) do Governo Federal, divulgadas nesta quarta-feira (17) os resultados das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada até a segunda semana de fevereiro estão aquém do esperado.

    Conforme explica o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os dados acenderam um sinal de alerta e mostram uma falta de oferta de animais para abate fora do padrão de exportação para a China.

    “Isso é complicado, porque as exportações foram muito importantes no ano passado para uma curva ascendente de preços no mercado interno, e com estes resultados atuais, é possível que este mês se encerre com resultados abaixo do que foi fevereiro de 2020”, disse.

    No caso das toneladas por média diária, foram 4498,6239, queda de 26,77% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado para o quesito na semana anterior, observa-se uma retração de 4,5%.

    Já o preço pago por tonelada, US$ 4552,470, foi 2,81% maior do que o praticado em fevereiro do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve alta de 0,6%.

    A receita obtida com as exportações de carne bovina nos dez dias úteis de fevereiro de 2021, US$ 204.798,54, representam 42% do total obtido em todo o mês de fevereiro de 2020, que foi 489.658,449. No caso do volume embarcado, as 44.986,239 toneladas são 40,7% do total exportado em fevereiro do ano passado, que foi de 110.579,672.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Embrapa divulga estudo inédito sobre tendências para a cadeia de carne bovina

    Um dos pilares do agronegócio brasileiro, a cadeia da pecuária de corte movimentou o correspondente a 8,7% do PIB do país em 2018, totalizando R$ 597,22 bilhões. Para os próximos anos, o setor continuará a crescer, sustentado por um mercado consumidor de carne bovina crescente, com o aumento considerável da demanda, em especial pelos países asiáticos, como China e Hong Kong. Os dois países, só em 2018, compraram o correspondente a 43,6% de todo o montante exportado.

    A busca por cortes diferenciados e de denominação de origem abrirão novas oportunidades de agregação de valor. No entanto, o maior grau de exigência do consumidor será um gatilho transformador da atividade, bem como a concorrência com outras fontes de proteína, que forçarão a cadeia a produzir melhor. O bem-estar animal será mandatório, desde a cria ao abate.

    Os dados são do estudo que integra a mais recente edição da série “Desafios do Agronegócio Brasileiro”, elaborada por pesquisadores da Embrapa que integram o Centro de Inteligência da Carne Bovina da Embrapa Gado de Corte (Cicarne) e o Sistema Agropensa. Participaram do estudo os pesquisadores Guilherme Malafaia, Fernando Dias, Paulo Biscola e Elísio Contini e o analista Adalberto Araújo.

    De acordo com os autores, a inovação digital será uma das duas maiores forças disruptivas para o mercado nas próximas duas décadas e acelerará o processo de transformação da cadeia, injetando gestão e inteligência na atividade. Terá papel central na certificação, rastreabilidade e qualidade do produto carne.

    A busca por soluções sustentáveis transformará toda a cadeia produtiva, desde a indústria de insumos até a carne na prateleira do supermercado. Tecnologias de ponta como a biotecnologia moderna aumentarão a eficiência produtiva, com ganhos para os produtores e consumidores finais.

    As tendências para a cadeia de carne bovina do país vão exigir melhor gestão do negócio, digitalização e intensificação produtiva por parte dos pecuaristas para que seja alcançado o potencial de incremento de 23% da produção nos próximos oito anos, diz o estudo.

    Por outro lado, o impacto social será muito relevante – pois muitos pecuaristas não conseguirão se adaptar e deixarão a atividade.  “Vamos ter menos produtores, que serão mais tecnificados e terão maior volume de produção. Quem for pequeno ou se organiza em cooperativas, em associações, em rede, ou não sobreviverá”, afirma o pesquisador Elísio Contini.

    De acordo com o especialista, a previsão é que poderão deixar a atividade quase metade dos 1,3 milhão de pecuaristas hoje em atividade, apesar de promissora projeção de o país se consolidar como líder global nesse mercado.

    “Parcela considerável vai ser excluída da atividade e substituída por fazendas corporativas. Até 2040, cerca de 50% dos produtores devem sair do mercado”, afirma o coordenador do Cicarne, Guilherme Malafaia.

    Mais carne em menos área

    As projeções elaboradas pelo estudo indicam que os próximos anos serão de muito desenvolvimento e sucesso para os bons gestores. A pecuária brasileira produzirá mais carne em menos área, liberando terras para a agricultura e silvicultura. O setor ocupará espaço no cenário internacional, exportando desde genética a produtos altamente especializados e de elevado valor agregado. “O Brasil terá uma pecuária altamente tecnificada, profissional, competitiva e uma referência global, não só pelo gigantismo, mas também por sua tecnologia, qualidade, segurança e sustentabilidade”, afirmam os autores.

    Eles chamam atenção também para os impactos da covid-19 no mercado e na produção da carne bovina. A pandemia colocará no topo do debate global a preocupação com a sanidade animal, onde devem crescer as exigências e consistência sobre os sistemas de vigilância e controle de doenças que atingem animais e humanos. “Esta pode ser uma grande oportunidade para a cadeia da carne bovina mostrar ao mundo, de forma transparente, como os nossos processos produtivos, tanto no campo como na indústria, são confiáveis”, afirmam.

    De acordo com o estudo, a maior transformação será no processo de distribuição, seja de insumos, gado ou da carne. A relevância da sanidade, qualidade e sustentabilidade crescerá via interação digital com o consumidor final. Entretanto, torna-se de fundamental importância a promoção de melhorias no sistema de conectividade no território brasileiro, especialmente, no campo.

    “É de fundamental importância a criação e fortalecimento dos diálogos entre stakeholders em rede no setor de carne bovina. A integração e coordenação da cadeia é extremamente necessária e estratégica. É preciso romper a cultura demarcada pela falta de relacionamentos sistêmicos e avançar em modelos colaborativos em rede, já realizado com êxito por países como Austrália, Canadá, China, Estados Unidos, Reino Unido e Uruguai. A Câmara Setorial da Bovinocultura de Corte do Ministério da Agricultura poderia ser um fórum propício para germinar uma ação nesse sentido”, afirma Elísio Contini.

    Desafio para o escoamento das exportações

    A concentração das exportações de carne bovina nos portos das regiões Sul e Sudeste evidencia os corredores de exportação dos estados brasileiros produtores de carne situados nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. No caso dos frigoríficos de Mato Grosso, por exemplo, as rodovias BR-364 e BR-163 estão entre as principais vias de escoamento da produção do território destinada à exportação, convergindo aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Já a produção do território goiano segue, sobretudo, pelas BR-153, BR-364 e a BR-050, em direção ao porto de Santos.

    No entanto, o estudo apontou a necessidade de reorientar a matriz de transporte para maior integração entre os percursos rodoviário e ferroviário. O transporte rodoviário poderia ser realizado entre os frigoríficos e os pátios de transbordo da ferrovia, por ser o mais flexível, com maior disponibilidade de vias de acesso e rapidez na entrega. Por sua vez, o modal ferroviário seria adequado para o transporte de carga por longas distâncias, desde os pátios da ferrovia até os portos litorâneos. Em relação à logística de exportação da carne bovina, nota-se uma concentração em alguns portos da região Sul e Sudeste.

    Para diminuir essa concentração, sugere-se maior exportação pelos portos do Nordeste e Norte brasileiro, quando o produto tiver como destino os portos da Europa, do Oriente Médio e da América do Norte.

    As projeções para a pecuária brasileira mostram que o setor deve apresentar um significativo crescimento nos próximos anos e a expectativa é que a produção de carne bovina no Brasil continue a crescer na próxima década. Segundo projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no período de 2018 a 2028, a produção de carne bovina do Brasil deverá crescer 2,1% ao ano. Neste contexto, espera-se atingir 12,15 milhões toneladas produzidas em 2028, com 22,7% de variação em relação a 2018.

    Clique aqui para acesso à NT na página do Agropensa.

    *Com informações da nota técnica 04 da Série “Desafios do Agronegócio Brasileiro”, Sistema Agropensa.

  • Especialista cita benefícios da dieta carnívora

    A especialista Jade Soller, considerada embaixadora da dieta carnívora no Brasil, listou uma série de benefícios de se comer carne. De acordo com ela, a carne é um alimento saudável e estava presente na dieta de ancestrais reconhecidos pela baixa incidência de doenças crônicas e pela excelente saúde.

    De acordo com ela, os principais benefícios são a perda de peso, redução de inflamações, aumento da testosterona, melhoria na digestão, melhoria na saúde mental e ajuda com acnes. “Além disso, a carnívora pode ajudar com a inflamação e fornece quantidades abundantes de nutrientes importantes para a pele como Vitamina A, DHA, Zinco e Vitamina E. Escolha alimentos ricos em nutrientes ??e com baixo teor de carboidratos, que minimizam os níveis de insulina e reduzem a inflamação, para que você obtenha uma pele mais saudável”, comentou, em um texto publicado no portal especializado suinoculturaindustrial.com.

    Outros benefícios, segundo ela, podem incluir melhora da saúde bucal, simplificação da dieta, redução na pressão arterial, diminuição dos sintomas de síndromes metabólicas, diminuição nos níveis de triglicerídeos, aumento do colesterol bom, além de gerar saciedade. “Muitas pessoas inconscientemente comem menos calorias quando só conseguem comer carne, o que facilita muito a perda de peso. Você terá o hábito de comer apenas quando precisar e de consumir apenas o suficiente para mantê-lo satisfeito”, completa.

    “Nós, humanos, somos projetados para comer uma dieta à base de carne. Carne é um alimento saudável. Sim, isso é contrário ao que nos foi ensinado. Mas seguir as “diretrizes” levou a problemas de saúde epidêmicos como obesidade, diabetes, doenças cardíacas, câncer e demência”, conclui.

  • Pecuária de corte: confinamento sem fronteiras

    Os materiais elaborados pela Biogénesis Bagó trazem dados técnicos e práticas de como deve ser feita a gestão de custos de produção no confinamento, quais sãos as estruturas adequadas, o que é necessário para se confinar, além de esclarecer sobre como fazer um manejo sanitário a fim de diminuir perdas e quais os riscos sanitários e os desafios nesta modalidade de produção.

    “Estima-se que 71,9% das intercorrências no confinamento sejam por problemas respiratórios. Isso porque houve um aumento para 83,3% de inclusão de concentrado na dieta dos confinamentos, a chamada dieta seca. Essa intensificação acaba contribuindo para as doenças respiratórias, um cenário comum que vamos nos deparar ao longo deste ano. Com um protocolo sanitário bem estabelecido, fornecemos as ferramentas corretas para combater este e outros tipos de problemas”, afirma o gerente de Relacionamento com Fazendeiros da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo.

    Além de abordar as doenças respiratórias, o manual e também o vídeo técnico trazem informações sobre como fazer a prevenção e/ou combater clostridioses, lesões de casco, raiva, feridas e miíases, tristeza parasitária, verminoses, diarreias, timpanismo, acidose ruminal e poliencefalomalácia.

    Segundo Di Rienzo, as projeções para o primeiro giro de confinamento apontam que o custo com sanidade corresponde a 0,4% do valor total da operação, que chega a R$ 12,87 por animal. “Esse valor é irrisório pelo benefício e retorno oferecidos. A cadeia produtiva de carne bovina conta com alta disponibilidade de tecnologias, que se bem empregadas, poderão gerar resultados robustos na produção de bovinos de corte e na competitividade do setor. O conhecimento de todas essas etapas é fundamental para o resultado positivo da engorda intensiva em sua excelência”, reforça.

    Uma das medidas que o produtor deve adotar é ter indicadores sanitários para a tomada de decisão precisa, baseada na análise crítica dos dados da fazenda. “A partir daí, após tomar conhecimento de todos os pontos críticos de controle e os riscos inerentes ao sistema adotado, iniciamos o processo de construção do programa sanitário que melhor se adeque àquela situação específica”, explica.

    Produzir cada vez mais e melhor

    Contribuir para que o pecuarista possa identificar seus atuais índices de produção, estimular a reflexão de como avançar na brecha tecnológica e auxiliar o produtor a otimizar os recursos dentro da fazenda é a missão da Biogénesis Bagó com o “Fronteiras Produtivas”. “Muitos pecuaristas estão longe dos índices tidos como ideais e a chave para alcançar a Fronteira Produtiva está em utilizar de forma eficiente os recursos disponíveis, já que não é viável aumentar a quantidade de cabeças, pois áreas destinadas à pastagem não estão avançando. O pecuarista só vai encontrar o modelo ideal analisando seu custo de produção. Não há fórmula pronta. É preciso trabalhar para produzir mais e melhor com os recursos disponíveis no momento”, comenta Marcelo Bulman, Country Manager da Biogénesis Bagó no Brasil.

    “Esperamos que o conteúdo do manual e o vídeo de Confinamento sejam suportes para que a produção avance sem nenhum contratempo e os investimentos sejam cada vez mais otimizados”, finaliza Bulman.

    O material completo está disponível em nossas plataformas digitais:

    Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=HWEO-8dBOcw

    Instagram / Facebook: @biogenesisbagobr

  • Descarte correto de leveduras pode evitar a proliferação mosca-do-estábulo

    Comum em regiões onde há usinas de cana-de-açúcar e atividade pecuária, a mosca-do-estábulo traz muitos prejuízos a criadores de gado. O inseto, que se reproduz na vinhaça – resíduo gerado no processo de fabricação de etanol – pica os animais e se alimenta do seu sangue. A picada dói e causa feridas que coçam. Estressados, os animais se alimentam menos, emagrecem e produzem menos leite.

    A vinhaça descartada meio ambiente, além de contribuir para a rápida reprodução das moscas, pode contaminar o solo e os rios próximos às usinas. A cada litro de álcool produzido, sobram cerca de 30 gramas de levedura seca. Pode parecer pouco, mas se for considerado o volume total de produção de álcool no Brasil, que está estimado em 33,1 bilhões de litros para 2020, há um grande passivo ambiental nas usinas.

    Segundo Sidmeire Oliveira, coordenadora de qualidade da ICC Brazil, empresa pioneira na produção de soluções inovadoras para a nutrição animal à base de aditivos de levedura, o fermento das dornas para a produção álcool é constituído por leveduras, que são micro-organismos vivos. Elas se multiplicam e o excesso de leveduras precisa ser retirado das dornas para não prejudicar o rendimento alcoólico. “Quando a usina tem um secador de leveduras, este fermento sobressalente é transformado em ingrediente para nutrição animal, seco e não perecível. Se a usina não tem como secar este fermento, as leveduras então são descartadas junto com a vinhaça e destinada à fertirrigação, ou seja, é lançada no solo elevando a matéria orgânica disponível”, explica.

    A ICC Brazil é uma empresa sustentável e aproveita, em seu processo produtivo, subprodutos oriundos das indústrias do setor sucroalcooleiro. A empresa tem parceria com cerca de 20 usinas fornecedoras de leveduras, que garantem a entrega dos produtos para os clientes, abastecendo o mercado de nutrição animal com uma proteína de alto valor funcional, prevenindo o descarte inadequado no ambiente. Por ano, a ICC Brazil produz um volume médio de 65 mil toneladas de levedura, sendo 70% da sua produção destinada ao mercado internacional, para atender grandes clientes.

    Por: AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA

  • Passo a passo ajuda produtor a planejar produção de forragem e alimentação do rebanho

    Para enfrentar contratempos e minimizar os riscos do negócio, o pecuarista deve planejar a produção de forragem e a alimentação de bovinos de corte ao longo do ano. O planejamento deve contar com a estimativa do rebanho durante o período, da capacidade de produção de forragem dos pastos e ainda saber qual é o ganho de peso dos animais em cada categoria.

    Com a estratégia em mãos, o pecuarista aumenta as chances de um sistema de produção animal mais sustentável e lucrativo. Com o intuito de ajudar nessa atividade complexa, a Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), fez um passo a passo em vídeos para planejar a produção de forragem e a alimentação adequada de bovinos de corte.

    De acordo com a pesquisadora Patrícia Menezes, coordenadora técnica do material, “técnicos e produtores têm dificuldades para fazer projeções futuras do rebanho, estimar a produção de forragem e identificar alternativas tecnológicas para atender essa demanda. A ideia é dar ferramentas para eles serem capazes de planejar e evitar problemas de oferta de pasto na propriedade”.

    O primeiro passo é definir as características do sistema de produção, como épocas de compra e venda de animais e índices zootécnicos. Em seguida, estimar necessidade de forragem a cada mês e identificar alternativas de produção de forragem para a propriedade. Para a pesquisadora, conhecer as características climáticas da região e os impactos sobre o desenvolvimento do capim também é importante para reduzir os riscos do período de seca. Os zoneamentos agroclimáticos para plantas forrageiras podem servir de subsídio no planejamento das atividades agropecuárias.

    Com um bom planejamento ainda é possível reduzir custos com a compra de insumos e alimentos.

    Passo a passo

    Os três vídeos são tutoriais e demonstram para o produtor ou técnico como elaborar tabelas para cada fase do planejamento. Os vídeos são rápidos e com linguagem simples.

    O primeiro apresenta uma tabela para auxiliar como calcular a evolução do peso e consumo de forragem para cada lote de animais ou esquema de alimentação. No segundo vídeo, o pecuarista tem um tutorial de como acompanhar a evolução do rebanho e estimar a demanda de forragem por meio da elaboração de uma tabela. O último passo, o terceiro vídeo, apresenta como montar uma tabela para determinar os setores de produção de forragem de uma propriedade e, assim, atender à demanda por alimentos projetada para a propriedade.

    A série Planejamento da produção de forragens – vídeos 1, 2 e 3  está disponível no canal da Embrapa no Youtube e na página da Embrapa Pecuária Sudeste, no menu multimídia: www.embrapa.br/pecuaria-sudeste/videos.

  • CNA debate propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2020/2021

    A Comissão Nacional de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na quinta (23), por videoconferência, para debater propostas do setor para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2020/2021.

    O principal tema levantado na discussão foi a redução da taxa de juros. O vice-presidente da CNA e presidente da Comissão, deputado José Mário Schreiner, afirmou que as taxas praticadas atualmente no crédito rural são muito elevadas e não acompanharam a tendência de queda da Selic e do crédito em outros setores.

    “A redução da taxa de juros e dos custos acessórios na contratação do crédito será a bandeira do setor agropecuário na discussão do Plano Safra”.

    No encontro, o vice-presidente da Comissão e economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, apresentou um estudo da CNA que traz os principais números do crédito rural, a variação das taxas de juros de custeio e comercialização e alguns possíveis cenários para 2021.

    “O que observamos é que cada vez menos produtores conseguem acessar o crédito rural. De 2007/2008 até 2019/2020, houve uma redução de 560 mil contratos. Porém, enquanto o número de contratos cai, o valor médio do ticket sobe”.

    Um dos destaques do estudo é a análise dos custos administrativos e tributários das instituições financeiras. Esses custos são acrescidos à taxa de juros paga pelo produtor rural para remunerar as instituições financeiras. Antônio explicou que a soma da taxa de juros paga pelo produtor e pelo Tesouro Nacional a essas instituições aumentou consideravelmente nos últimos anos.

    “Quando comparamos os números percebemos que eles não condizem com a realidade do produtor rural brasileiro. Esses dados servem de alerta para mostrar que há um exagero na cobrança dos juros do crédito rural”, destacou.

    Outro assunto debatido na reunião foi o combate à venda casada na contratação de crédito e outros serviços financeiros. O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, reforçou a importância da campanha da entidade “Nada além do que preciso” para proteger os produtores rurais de práticas abusivas de instituições financeiras.

    “Precisamos orientar cada vez mais os produtores para que eles tenham acesso a todas as informações necessárias sobre seus direitos na contratação de serviços e continuem denunciando essas práticas abusivas”, disse Bruno. A denúncia pode ser feita pelo endereço www.consumidor.gov.br ou pelo telefone 151 (Procon). Para reclamação anônima, a CNA criou uma plataforma de denúncia.

    Durante o encontro virtual, a assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, falou sobre a Lei 13.986/202 (MP do Agro).

    Ela destacou que “a Lei não revoga os instrumentos e modelos de financiamento rural tradicionais, previstos em leis anteriores e que produtor rural já está acostumado. A nova legislação foi elaborada e aprovada para ampliar o elenco dos mecanismos, ferramentas e alternativas de financiamentos e de garantias à disposição do produtor com objetivo final de obter crédito a um custo cada vez menor”.

    A assessora técnica também apresentou as ações da CNA para viabilizar a adesão das instituições financeiras às condições de composição de dívidas previstas pela Resolução 4.755 do Conselho Monetário Nacional (CMN).