RIO GRANDE DO SUL

  • De onde sairão as 500 mil tons de soja nomeada do RS?

    Já existem mais de 500 mil toneladas de soja nomeadas para Rio Grande em março e a preocupação dos analistas é de onde essa soja vai sair, já que o Rio Grande do Sul só começa a colher na segunda quinzena de março. De acordo com a TF Agroeconômica, deverá  haver  um  aceleramento  das entregas no porto, com o consequente inflacionamento ainda  maior  do  frete,  que  já  está  muito  alto  e  outras despesas inerentes aos embarques.

    No Paraná, os fretes subiram de 60% a 70% no estado. “Normalmente o frete do interior do estado (de 600 km) até o porto  estava em  R$ 100,00/tonelada, mas, neste ano, os preços subiram astronomicamente. Veja abaixo a  nova  tabela  válida  para  esta  semana,  apenas  para  a região  Oeste  do  estado  até  Paranaguá,  mas  os  preços são  válidos  para  outras  regiões  quando  tem  a  mesma quilometragem”, indica.

    Em Minas Gerais, os preços estão parados assim como o mercado. “Tanto  Minas  quanto  Mato  Grosso  são  duramente impactados  pelas  variações  na  bolsa  por  se  basear  na exportação tão fortemente. Ademais, os preços estão lucrativos e é preciso esperar pela evolução da colheita. Hoje  soubemos  que  duas  categorias  cruzaram  os  Braços  em  Minas  gerais,  transportadores  de  combustível  e motoristas de caçamba, já falta combustível em vários locais do estado de Minas Gerais”, conclui.

    Fonte: Agrolink.

  • Lavouras de soja são monitoradas no RS

    Na última semana a equipe da Emater/RS-Ascar de Novo Tiradentes realizou visitas de monitoramento e acompanhamento técnico em lavouras de soja do município. Na grande maioria das lavouras a cultura encontra-se em fase de enchimento de grãos, apresentando boa sanidade e demonstrando alto potencial de produtividade.

    O extensionista rural Luciano Schievenin alerta aos produtores sobre os possíveis ataques de pragas e, principalmente, ao aparecimento de sintomas de doenças, as quais poderão ser evitadas com tratamento preventivo, para evitar perdas na produção. “O produtor também deve observar o intervalo entre uma aplicação e outra e procurar realizar uma aplicação adequada, observando fatores climáticos como umidade, vento e temperatura. É importante avaliar o bom funcionamento do pulverizador, escolher ponteiras adequadas, realizar a limpeza dos bicos, calcular o tamanho de gota e manter o pulverizador sempre bem calibrado”, observou Schievenin.

    Com a finalidade de auxiliar os produtores no manejo da Ferrugem Asiática da Soja (FAS) no RS, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, à qual a Emater/RS-Ascar é vinculada, e em colaboração com laboratórios privados, instituições de ensino e pesquisa do Estado, iniciou um projeto piloto para o monitoramento de esporos de ferrugem asiática da soja nas regiões produtoras. Na safra agrícola 2020/21 esta ferramenta se aprimora com a inclusão de informações relativas às condições meteorológicas (precipitação pluvial, temperatura e molhamento foliar), dando início ao Programa de Monitoramento da Ferrugem Asiática da Soja no RS – Programa Monitora Ferrugem RS.

    O objetivo do Programa é desenvolver uma ferramenta de suporte ao manejo da ferrugem asiática da soja e, desta forma, auxiliar os produtores na tomada de decisão do momento inicial da aplicação preventiva de fungicidas para o controle da FAZ e contribuir para a diminuição do uso de fungicidas, dano ambiental e custo econômico das lavouras de soja.

    O Programa Monitora Ferrugem RS tem como estratégia metodológica a detecção da presença de esporos, associada às condições meteorológicas, para gerar mapas indicativos de predisposição da ocorrência da FAS e auxiliar técnicos e produtores na tomada de decisão e adoção de medidas de manejo da doença. Produtores interessados em mais informações sobre o programa e orientação técnica para o manejo da cultura da soja, devem entrar em contato as equipes da Emater/RS-Ascar do seu município.

    Fonte: Agrolink.

  • Rio Grande do Sul terá piloto de novo formato do programa Campo Futuro

    CNA e Esalq-Cepea para a coleta de informações sobre custos de produção. O levantamento faz parte do projeto Campo Futuro que está em seu décimo terceiro ano. A novidade está na forma como pesquisa será realizada. Com apoio do Sindicato Rural de Carazinho, será realizada uma videoconferência. Essa foi a alternativa para dar continuidade a um trabalho, já consolidado, diante das medidas de distanciamento social no combate ao novo coronavírus.

    O formato é inédito no estudo realizado em todo país, conforme informa o economista Ruy Silveira Neto, representante do Sistema Farsul na pesquisa há cinco anos. Esta primeira reunião será piloto e no dia seguinte já está agendada uma avaliação para eventuais ajustes e ampliação das praças no Rio Grande do Sul e, posteriormente, no Brasil.

    O economista informa que a intenção é realizar uma reavaliação a cada duas videoconferências para aperfeiçoamento do trabalho. Com a aprovação da forma, as próximas datas e praças das reuniões serão agendadas.