SAFRA

  • CONAB ELEVA SAFRA DE GRÃOS A 273 MILHÕES DE TONELADAS

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, na quinta-feira (8), o 7º levantamento da safra brasileira de grãos. A marca é recorde. A safra 2020/21 deverá somar 273,8 milhões de toneladas, volume nunca atingido na história do país. O crescimento em relação à safra anterior é de 6,5% ou 16,8 milhões de toneladas a mais.

    A área total de plantio registra um crescimento de 3,9% sobre a safra anterior, com previsão de alcançar 68,5 milhões de hectares. Esse volume conta com a participação de cerca de 20 milhões de hectares provenientes das lavouras de segunda e terceira safras e as de inverno, que ocuparão a pós-colheita da soja e do milho primeira safra.

    No caso da soja, que tem o Brasil como maior produtor mundial, o volume deve alcançar novo recorde, estimado em 135,5 milhões de toneladas, 8,6% ou 10,7 milhões de toneladas superior à produção da safra 2019/20.

    O milho total também sinaliza  produção recorde, com a previsão de atingir 109 milhões de toneladas e crescimento de 6,2% sobre a produção passada. Serão produzidas 24,5 milhões na primeira safra, 82,6 milhões na segunda e 1,8 milhão na terceira safra.

    Por outro lado, a produção de arroz deve sofrer redução de 0,8% frente ao volume colhido na safra anterior, obtendo 11,1 milhões de toneladas. Para o algodão, a produção estimada é de 6,1 milhões de toneladas do produto em caroço, correspondendo a 2,5 milhões de toneladas de pluma.

    Quanto ao feijão, é esperado crescimento de 2% na produção, somando-se as três safras, totalizando 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra tem a colheita praticamente concluída, a segunda está em andamento e a terceira com o plantio a partir da segunda quinzena de abril.

    Completam os números do levantamento também o amendoim, com  produção total de 595,8 mil toneladas e crescimento de 6,9%, e o trigo, cujo plantio  deve ser intensificado a partir do próximo mês, mas já sinalizando uma produção de 6,4 milhões de toneladas.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/

  • EMATER/RS-ASCAR E SECRETARIA DA AGRICULTURA LANÇAM ESTIMATIVA FINAL DA SAFRA DE VERÃO

    Com uma produção de 24,6 mi de toneladas, o Rio Grande do Sul vai colher nesta safra de verão (2020/2021) 59,24% a mais do que na safra anterior (2019/2020). Destaque para a soja, que tem um incremento na produção de 80,02%, passando de 11,2 mi de toneladas para 20,2 mi de toneladas nesta atual safra, e de produtividade (76,63%%), com rendimento projetado de 3,32 toneladas por hectare, em área de 6 milhões de hectares, apenas 1,56% maior que no ano anterior.

    As estimativas finais da Safra de Verão 2020/2021 foram divulgados pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e a Emater/RS-Ascar na manhã desta quinta-feira (25/03), em Coletiva de Imprensa Virtual. Mais de 270 pessoas acompanharam o lançamento das estimativas através de transmissão pelo Facebook e pelo YouTube da Emater/RS-Ascar.

    Participaram do evento o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, o presidente e o diretor técnico da Emater/RS, Geraldo Sandri e Alencar Rugeri, além de extensionistas, imprensa e representantes de entidades do setor agropecuário do RS.

    Safra Excepional

    Para o secretário Covatti Filho, o Rio Grande do Sul é um dos principais estados na produção agropecuária do Brasil. “É uma alegria apresentarmos esses números muito significativos, pois estamos batendo recordes e temos muito bons relatos da colheita”, disse, ao ressaltar a importância do “fortalecimento do Agro, que está dando respostas positivas nesse momento de pandemia”.

    O presidente da Emater/RS, Gerando Sandri, comemorou “os números expressivos que se refletirão na vida dos gaúchos”. Ele ressaltou “a grande parceria com as diretorias da Seapdr, liderada pelo secretário Covatti, defensor da Emater”, e parabenizou agricultores, pecuaristas e entidades parceiras da agropecuária, além da pesquisa, das federações, “e às políticas públicas, que chegam até as propriedades rurais através da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) da qual representamos, dando vazão aos serviços pelos quais somos contratados”, disse Sandri, que estendeu os parabéns aos extensionistas envolvidos na coleta e divulgação das informações.

    Segundo o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, a safra deste ano está “excepcional”. Os dados apresentados foram coletados na primeira quinzena de março. “É importante ressaltar que estão baseados na tendência apresentada pelas produtividades médias municipais registradas nos últimos dez anos e, por isso, estão muito acima do resultado obtido na última safra, prejudicada pela estiagem”.

    Confira a estimativa final dos grãos de verão no RS:

    • Soja
      • Área: 6 milhões ha (+1,56%)
      • Produção: 20,20 milhões ton (+80,02%)
      • Produtividade: 3,32 ton/ha (+76,63%)
    • Milho Grão
      • Área: 796,2 mil ha (+5,9%)
      • Produção: 4,32 milhões ton (+4,16%)
      • Produtividade: 5,43 ton/ha (-2,97%)
    • Feijão 1ª safra
      • Área: 37,4 mil ha (+1,23%)
      • Produção: 51,5 mil ton (-4,87%)
      • Produtividade: 1,37 ton/ha (-6,34%)
    • Feijão 2ª safra
      • Área: 23,4 mil ha (+0,82%)
      • Produção: 31,5 mil ton (+19,80%)
      • Produtividade: 1,34 ton/ha (=14,1%)
    • Milho Silagem
      • Área: 351,8 mil hectares (-0,66%)
      • Produção: 9,82 milhões ton (+8,84%)
      • Produtividade: 27,9 ton/ha (+9,33%)

    Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural – Seapdr

    https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • SOJA: COLHEITA SE INTENSIFICA NO BRASIL E VALORES RECUAM

    O avanço da colheita de soja no Brasil, a melhora do clima na Argentina e a falta de cota para embarcar o grão nos portos nacionais pressionaram os valores internos e também os prêmios de exportação da oleaginosa na semana passada, conforme indicam pesquisadores do Cepea.

    No campo, em Mato Grosso, o baixo volume de chuva no início da semeadura de soja e, depois, o excesso das precipitações na colheita elevaram a quantidade de grãos avariados e com excesso de umidade, o que pode resultar em descontos nos valores pagos.

    No Paraná, produtores consultados pelo Cepea indicam que um pequeno volume dos primeiros grãos colhidos estava avariado, mas isso não deve impactar na produção total do estado.

    Já no Rio Grande do Sul, o déficit hídrico e o aumento dos casos de pragas e fungos nas lavouras de soja preocupam agricultores. O estado gaúcho é o que mais apresentou focos de ferrugem asiática nesta temporada.

    Fonte: www.cepea.esalq.usp.br

  • AGRO GERA MAIS DE 30 MIL EMPREGOS EM JANEIRO

    Foram divulgados nesta terça-feira (16), pelo Ministério da Economia, os números do Cadastro Geral de Desempregados (Caged) referentes a janeiro de 2021.

    O Brasil abriu 260.353 vagas de emprego com carteira assinada no mês. O total de empregos com carteira no país somou 39.6 milhões em janeiro, o que representa uma variação de 0,66% em relação ao mês anterior. O resultado representa o melhor desempenho de janeiro dos últimos 30 anos. Até então, a maior geração de empregos formais, para meses de janeiro, havia sido registrada em 2010 (+181.419 vagas).

    Os cinco setores tiveram alta. O maior número de vagas geradas foi na indústria, com mais de 90 mil postos. Em segundo vem o setor de serviços com mais de 83 mil vagas. Em terceiro aparece a construção civil, com mais de 43 mil postos. A agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aqüicultura vem em quarto com mais de 32 mil vagas preenchidas e, por fim, em quinto o setor de comércio com 9 mil postos.

    Na agricultura as colheitas de soja e de maçã demandaram mais profissionais. Nos pomares foram 12.222 contratações e nas lavouras da oleaginosa 9.194. A região que mais contratou no agro foi o Sudeste, com 17.569 pessoas, seguido do Sul com 10.539 pessoas. O Centro-Oeste contratou 5.755, o Norte 388 trabalhadores e o Nordeste foi o único que teve queda de -1.265 trabalhadores.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/

  • Produção de trigo no Brasil deve ser recorde em 2021

    A safra brasileira de trigo deve ser recorde em 2021. De acordo com a projeção da consultoria Safras & Mercado, divulgada nesta segunda, 8, a colheita deve alcançar 7,625 milhões de toneladas no país.

    O analista da Safras Élcio Bento, ressalta que esse é o potencial produtivo, que leva em conta a não ocorrência de problemas climáticos. Em 2020, o Brasil produziu 6,245 milhões de toneladas. A variação anual projetada é de 22%.

    Além de um clima favorável, esse número depende da consolidação da intenção de plantio neste ano, atualmente estimada em 2,576 milhões de hectares – alta de 12% em relação aos 2,297 milhões do ano passado.

    “De um modo geral, os produtores de trigo vêm negociando a safra atual com uma margem de lucro muito acima da média histórica. O trigo é plantado na sequência da soja, o que faz com que os custos fixos da lavoura sejam divididos com a oleaginosa. Essa atratividade do cereal tende a motivar um aumento da área plantada com a cultura de inverno, especialmente nas regiões em que não compete com o milho safrinha. Este vem sendo um forte concorrente, mostrando margem bastante acima das verificadas para o grão de inverno”, explica.

    A produção do Paraná deve crescer 15% neste ano, passando de 3,4 para 3,9 milhões de toneladas. A área no estado deve ser 11% maior na comparação com o ano passado, passando de 1,13 para 1,25 milhão de hectares. A produtividade das lavouras paranaenses deve crescer 4% em 2021.

    Para o Rio Grande do Sul, a área é estimada em 1,035 milhão de hectares, contra 900 mil hectares em 2020. A produção gaúcha deve crescer 37% ano a ano, saltando de 2,15 para 2,95 milhões de toneladas. A variação do rendimento médio neste ano deve ser positiva em 19%, levando em conta a expectativa de uma safra sem perdas, em comparação com a quebra provocada pela geada no ano passado.

    “Na safra passada, o Rio Grande do Sul teve grandes perdas devido às geadas. No Paraná esse evento climático foi menos intenso, mas houve perdas devido à ocorrência de chuvas no momento da colheita. Alargando-se a análise, nas últimas sessenta safras, em trinta e uma delas houve alguma complicação climática e quebra de produtividade”, lembra o analista.

    A safra de São Paulo deve crescer 15%, passando de 260 para 290 mil toneladas. Santa Catarina deve colher 175 mil toneladas, 17% a mais do que em 2020. Minas Gerais deve ter uma safra 5% maior em relação ao ano passado, passando de 143 para 150 mil toneladas. O Mato Grosso do Sul deve colher 90 mil toneladas de trigo, alta de 10%, e Goiás deve colher 70 mil toneladas, alta de 17%.

    Texto: Canal Rural

    https://www.canalrural.com.br/

  • Safra de grãos se encaminha para o fim

    No Paraná, a safra de grãos 2019/20 se encaminha para o final com a colheita da segunda safra e dos cereais de inverno. A expectativa de produção aponta para um volume total de 41,01 milhões de grãos que serão colhidos no Estado, que representa um acréscimo de 5 milhões de toneladas em relação à safra anterior (18/19), que somou 36 milhões de toneladas de grãos. Esse será o resultado das três safras cultivadas no Estado, a de verão, segunda safra, e de inverno, conforme estimativa do Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, divulgada nesta sexta-feira (31).

    O resultado final da safra 19/20 foi alavancado pelo desempenho das lavouras de soja e feijão na primeira safra, da segunda safra de milho e das culturas de inverno que ainda estão a campo, com bom desenvolvimento.

    O aumento de produtividade surpreendeu os analistas do Deral. Houve perdas nas culturas da segunda safra, em decorrência da falta de chuvas, mas elas foram compensadas ao produtor com o aumento nos preços dos produtos.

    Para o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, mesmo passando por períodos de estiagem prolongada, jamais vista no Estado em muitos anos, o resultado da safra de grãos no Paraná é considerado surpreendente, tanto em volume como em valor de venda. Os produtores se beneficiaram do aumento das cotações do dólar, já que a maioria dos produtos cultivados no Paraná são commodities.

    Para o diretor do Deral, Salatiel Turra, a safra 2019/20 transcorreu bem, apesar de algumas intempéries climáticas provocadas pela estiagem e altas temperaturas. “Se algumas culturas tiveram prejuízos e reduções de produção, como no caso do feijão das secas e milho da segunda safra, outras se sobressaíram, como foi o caso da soja que alcançou recorde de produção”, afirmou.

    Turra chama a atenção para os retornos econômicos bastante interessantes ao produtor com a atual safra, como no caso da soja, milho e possivelmente para o trigo.

    Particularmente sobre o milho da segunda safra, que está em fase de colheita, Turra atribuiu ao produtor o resultado favorável da cultura, apesar de ter sido penalizada pela estiagem severa que atingiu o Paraná entre os meses de março a maio.

    “A princípio a estimativa de perda para o milho de segunda safra era para ser maior, mas devido ao investimento em tecnologia nas sementes, nos insumos, ou seja, na qualidade desses produtos utilizados pelos produtores, que estão sendo cada vez mais modernos, mais avançados, a redução de produção não foi tão acentuada como se previa inicialmente”. Turra salientou que a tecnologia está ajudando os produtores a garantir uma produção boa, mesmo em situações de déficit hídrico.

    TRIGO   – A cultura do trigo foi uma das que mais surpreendeu positivamente este ano, com potencial para revelar uma produção excepcional, em muitos anos. O Paraná deverá produzir 3,7 milhões de toneladas, que corresponde a 1,6 milhão de toneladas de trigo a mais que está sendo colhido no Estado, em comparação com o ano passado, quando foram colhidas 2,14 milhões de toneladas do grão.

    Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, o trigo, como cultura de inverno, é muito vulnerável aos riscos do clima. Porém este ano as geadas não foram fortes neste mês de julho, considerado o mais crítico, e a cultura está se desenvolvendo de forma bastante satisfatória.

    A preocupação, salientou, está no decorrer dos próximos 15 dias, cuja previsão climática é de ausência de chuvas e ocorrência de dias quentes, que pode vir a prejudicar o desempenho final das lavouras.

    Os produtores já venderam em torno de 15% da produção estimada, o que é outra raridade para um mês de julho, frisou Godinho. O máximo de venda antecipada de trigo que já ocorreu em julho foi de 10%.

    O atrativo são os bons preços do trigo, em torno de R$ 60,00 a saca com 60 quilos.

    MILHO – O milho da segunda safra foi outro grão que respondeu satisfatoriamente, apesar de ter sofrido perdas nas lavouras com a estiagem. A colheita avançou entre 35% e 40% da área plantada e está revelando boas produtividades, menores que no ano passado, mas melhores do que o esperado se for considerado o impacto da estiagem que foi uma das mais fortes que atingiu a cultura em pleno desenvolvimento, explicou o analista do Deral, Edmar Gervásio.

    Segundo o Deral, a produção deve atingir 11,5 milhões de toneladas, uma queda de 13% em relação à safra passada, que atingiu volume de 13,2 milhões de toneladas na safra 2018/19. Segundo Gervásio, a seca contribuiu para evitar a incidência de doenças, o que ajudou a reduzir as perdas decorrentes da falta de água.

    A exemplo do trigo, houve avanço também na comercialização de milho da segunda safra. Os produtores venderam antecipadamente acima de 40% do milho de segunda safra neste mês de julho para aproveitar os bons preços no mercado.  Está sendo vendido a uma média em torno de R$ 38,00 a R$ 40,00 a saca com 60 quilos, sendo que de janeiro a junho o milho vinha sendo vendido a uma média de R$ 35,00 a saca. “Mesmo com produção menor, os produtores estão faturando mais”, disse.

    FEIJÃO DA SEGUNDA SAFRA  – A colheita já foi encerrada, com uma produção de 259,4 mil toneladas, volume 28% inferior à safra em igual período do ano passado, cuja colheita rendeu 360 mil toneladas de feijão no Paraná. Com a estiagem, a produtividade das lavouras caiu em torno de 41% e o Paraná deixou de colher 179 mil toneladas do grão, informou o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador.

    Computando as três safras do período 2019/20, que está se encerrando, o Paraná deverá colher um total de 579 mil toneladas de feijão, uma redução de apenas 5% em relação ao ano passado.

    Segundo Salvador, o desempenho da primeira safra – feijão das águas – salvou o resultado final. Na primeira safra, a produção de feijão no Paraná foi 29% maior que em igual período da safra anterior.

    Com a estiagem e a perspectiva de quebra da segunda safra de feijão, o produto estava com preço aquecido até o mês de maio. A saca de feijão, com 60 quilos, estava sendo vendida em torno de R$ 300,00, um preço considerado excelente. Com a entrada de produção de outros estados no mercado, o preço caiu e se estabilizou entre R$ 180,00 a R$ 190,00 a saca, o que ainda é considerado um bom preço pago ao produtor, acima dos custos de produção, avaliou o técnico.

    SOJA – A colheita da soja foi totalmente concluída, com um volume recorde de 20,7 milhões de toneladas, um aumento de 28% sobre o resultado da safra anterior que atingiu 16,13 milhões de toneladas. Foram mais de 4,5 milhões de toneladas colhidas a mais no Paraná, disse o economista do Deral, Marcelo Garrido.

    Segundo ele, a soja nunca rendeu tanto no Estado como este ano, reflexo do clima favorável durante o desenvolvimento vegetativo das lavouras, cujo período teve a ocorrência de chuvas regulares nos momentos certos.

    Para coroar o bom desempenho das lavouras, a comercialização do grão está sendo uma das melhores dos últimos anos para os produtores, beneficiados pelo aumento da cotação do dólar frente ao real. Para se ter uma ideia, a saca de soja está sendo vendida em torno de R$ 100,00 a saca com 60 quilos, o que garante muita lucratividade ao produtor. Segundo Garrido, há um ano, a soja era vendida por R$ 66,00 a saca, quase 50% de aumento nominal nas cotações.

    Segundo o Deral, aproveitando os bons preços, cerca de 91% da soja paranaense, que corresponde a cerca de 18 milhões de toneladas, já foi vendida. Para o analista, se por um lado o preço está explodindo, por outro quase não há mais soja para vender porque os mercados externos vieram em busca do produto brasileiro e paranaense com muita voracidade este ano.

    Mesmo com aumento de custos já previstos para plantar a safra 2020/21, Garrido salienta que o produtor está capitalizado para enfrentar esse desafio.

    CAFÉ –   A produção de café no Estado deverá atingir esse ano cerca de 56 mil toneladas, repetindo o desempenho do ano passado. Cerca de 81% desse volume já foi colhido, movimento facilitado pelos poucos dias frios e sem chuvas neste mês de julho, disse o engenheiro agrônomo do Deral. Paulo Franzini.

    Ele ressaltou a qualidade do café paranaense, que está sendo colhido, e para a lentidão na comercialização. O produtor vendeu cerca de 27% da safra, o suficiente apenas para pagar a colheita, que é o item mais caro da lavoura e agora deve esperar uma reação nos preços.

    O preço, cotado em torno de R$ 515 a saca em maio, caiu para R$ 400,00 em junho. Em julho, com uma pequena reação, o preço do café foi a R$ 440,00 a saca.

    Segundo Franzini, o produtor não está endividado e vai esperar uma reação do mercado. Este ano o volume de exportação de café brasileiro pode ser o segundo recorde da história, com uma exportação avaliada entre 30 a 35 milhões de sacas. O café brasileiro é exportado para 125 países, sendo os maiores compradores os Estados Unidos e países da Europa.

    CEVADA – A cultura da cevada está em campo, e o desenvolvimento vegetativo é considerado bom. Foram plantados em torno de 62,7 mil hectares, repetindo a área ocupada no ano passado. A produção esperada é de 288 mil toneladas, volume 13% acima da safra anterior.

    De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral, Rogério Nogueira, a região de Guarapuava – maior produtora e consumidora de cevada no Estado – aumentou a área de plantio em 11% e já vendeu 50% de sua produção para uma indústria de malte local.

    MANDIOCA – O plantio de mandioca aumentou 3%, passando de 136,4 mil hectares no ano passado para 140,2 mil hectares esse ano. A produtividade do cultivo de mandioca no Paraná é o dobro da brasileira.

    A produção esperada é de 3,38 milhões de toneladas, volume 9% maior que o colhido no ano passado, que atingiu 3,11 milhões de toneladas. Essa produção seria ainda maior não fosse afetada pela falta de chuvas, principalmente na região Noroeste do Estado onde se concentra o cultivo de mandioca, salientou o economista do Deral, Methódio Groxko.

    A colheita este ano está mais acelerada que no ano passado. Cerca de 55% do volume esperado já foi colhido. Segundo Groxko, a pandemia afetou bastante o setor, que reflete o consumo em baixa. Isso porque a maior parte da mandioca paranaense é transformada em fécula, matéria-prima utilizada por indústrias variadas, cujos desempenhos foram afetados com queda nas vendas.

    Sem venda, não há consumo de fécula e não há aquecimento nos preços da mandioca, explica Groxko. Para se ter uma ideia, a raiz cuja tonelada era vendida por R$ 415,00 em janeiro caiu para cerca de R$ 334,00 atualmente, uma queda muito acentuada que provoca perdas de 20% no rendimento potencial do agricultor.

    Segundo o Deral, a fécula de mandioca está com redução de preços de 22% e a farinha de mandioca está com redução nos preços de 13%. A farinha foi menos prejudicada porque há demanda maior dos estados do Norte e Nordeste para o consumo das famílias.

    Informações do Governo do Estado do Paraná.

  • Bate-papo técnico no Campo Tecnológico Cotrijuc Getagri

    A manhã desta quarta-feira, dia 22 de janeiro, foi de troca de informações e muito conhecimento com o Pesquisador e Professor Marcelo Madalosso.

    A equipe técnica da Cotrijuc e Getagri atualizou suas informações sobre a safra de soja 2020 e os cuidados que se deve ter daqui pra frente após a estiagem e as novas chuvas. Para Madalosso, com o inicio do processo de florescimento a soja voltou com toda a força e esse momento é muito delicado.

    “Após as chuvas entramos em um período com condição de  temperatura menor, o que favorece muito o fungo, que não tínhamos antes, por isso o mês de fevereiro é que vai comandar todos os principais cuidados, afinal, é possível que se repita o que tivemos no ano de 2012”, finaliza o pesquisador.

    Dia da Campo – Campo Técnológico Cotrijuc Getagri

    Nos dias 19 e 20 de fevereiro acontece o dia de campo. Para essa edição, foram implantados trabalhos com cultivares, fungicidas, herbicidas, inseticidas, manejo de fertilidade, manejo de rotação de culturas, entre outros, onde se busca novas tecnologias para auxiliar o cooperado na missão de produzir e rentabilizar.

    “Entendemos que a informação é uma importante ferramenta na agricultura, principalmente quando a mesma tem por objetivo maximizar a renda do cooperado”, explica o coordenador das áreas experimentais, Felipe Michelon.

    Também, estão sendo realizados trabalhos em conjunto com a Rede Técnica Cooperativa (RTC) que é gerenciada pela equipe de pesquisadores da CCGL e tem como objetivo gerar informações técnicas em conjunto com as cooperativas. Os trabalhos são realizados na Área Experimental da CCGL e também nas áreas experimentais das cooperativas participantes do projeto.

    Desde já, todos os cooperados da Cotrijuc e assistidos da Getagri Assessoria Agrícola estão convidados a participar do Campo Tecnológico e das demais atividades de divulgação dos resultados dos trabalhos.

     

  • Agricultores preparam semeadura da safra de soja 2019/2020

    O uso de sementes de qualidade, com altos índices de germinação e vigor, é muito importante para um bom estabelecimento da lavoura.

    Principal cultura das lavouras gaúchas, a soja deve começar a tomar conta do Rio Grande do Sul no início do mês de outubro. Os agricultores estão se mostrando otimistas com a próxima safra, e algumas decisões tomadas no pré-plantio são essenciais para garantir boas produtividades.

    De acordo com o responsável pelo licenciamento de cultivares do RS e de SC, Renan Canzi Comin, o produtor deve minimizar os riscos optando por medidas preventivas. “O uso de sementes de qualidade, com altos índices de germinação e vigor, é muito importante para um bom estabelecimento da lavoura”, explica Comin.

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    O tratamento industrial de sementes é mais uma importante  ferramenta utilizada com a finalidade de minimizar os riscos no campo, semear em uma área com uma boa palhada, em condições climáticas favoráveis e com máquinas operando na velocidade adequada são fatores primordiais para a obtenção de uma lavoura homogênea e de bom potencial produtivo.

    Além disso, Comin lembra que é importante escolher cultivares adaptadas à região de plantio, e observar a melhor época indicada para sua semeadura. A cultivar FPS 1954 RR, por exemplo, é recomendada para a abertura de plantio no Rio Grande do Sul.

    “Por ser um material de ciclo precoce, seu melhor desempenho se dá na abertura de plantio no mês de outubro em áreas de alta fertilidade. Essa assertividade proporcionará que a cultivar expresse uma de suas principais características, que é o alto peso de mil sementes”, esclarece Renan Canzi Comin.

    Já a cultivar FPS 1859 RR é indicada para ser semeada entre final de outubro e metade de dezembro. “Trata-se de um material em evidência no estado, pelo seu alto potencial produtivo, sua excelente sanidade radicular e seu grupo de maturação (5.9), que proporciona uma grande janela de semeadura de norte a sul do RS, SC e PR”, comenta Renan.

  • Trigo no RS está em floração

    Apresentando bom desenvolvimento, a cultura do trigo entra agora no que é conhecido como o período crítico, pois o plantio está na fase de espigamento, altamente vulnerável às variáveis climáticas.

    De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19/09), 19% das lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo), 50% em floração, 30% na fase de enchimento do grão e 1% encontra-se madura e pronta para a colheita.

    Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares. A área de cultivo de trigo no RS corresponde a 37% da área brasileira com o grão.