tecnologia

  • Brasil avança o uso de tecnologia na agricultura

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) observou os esforços que o Brasil vem fazendo para promover o uso da tecnologia na agricultura. Por exemplo, o uso de tratores no país cresceu quase 50% na última década, enquanto o uso de irrigação aumentou 52%.

    O setor agrícola agora está trabalhando de mãos dadas com o mundo da tecnologia para capturar dados grandes e transformá-los em insights para “agricultura de precisão”, segundo o artigo sobre 6 IoT em Soluções Agrícolas da AgTech Startups. Fundada em 2006, por exemplo, a empresa catarinense Promip arrecadou US$ 6,2 milhões para o desenvolvimento de “bio-inseticidas” para a prevenção de pragas a longo prazo, que são mais amigáveis ao meio ambiente do que os inseticidas sintéticos.

    Além disso, o mercado agrícola e de dívidas agrícolas do Brasil está avaliado em US$ 50 bilhões por ano e, historicamente, tem sido uma fonte de frustração entre os agricultores. Fundada em 2016, a startup de fintech de São Paulo, Bart Digital, recebeu US$ 692.000 em financiamento até agora para usar a tecnologia blockchain para resolver muitos desses pontos problemáticos.

    Fundada em 2014, a startup mineira InCeres arrecadou US $ 2,6 milhões até o momento para desenvolver uma solução baseada em nuvem para a fertilidade do solo. E a Solinftec, startup de São Paulo, recebeu uma quantia não revelada de financiamento para desenvolver “Alice”, a primeira assistente artificial de inteligência que integra e processa dados de máquinas, pessoas, uma rede de estações climáticas e outras entradas de dados grandes.

  • As 5 tendências da agricultura segundo a Bayer

    O Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da divisão Crop Science da Bayer, Adrian Percy, enumerou cinco tendências que acredita que farão parte da indústria agrícola já neste ano. A primeira tendência mencionada por Percy é a contínua digitalização.

    “As pessoas ficam excitadas com os carros sem motoristas, mas essa tecnologia será ainda mais usada na agricultura. Tratores autônomos, drones e robôs guiados pelo telefone do produtor ou trable vão permitir uma agricultura 24 horas por dia, sete dias por semana. E a integração da inteligência artificial, imagem satelital e um software com previsões ajudarão aos agricultores tomarem decisões em tempo real, poupando tempo, dinheiro e ainda salvar um cultivo do impacto devastador de pestes ou clima extremo”, disse.

    A segunda tendência citada pelo Chefe de Pesquisa da Bayer é uma mudança para dietas mais ricas em proteínas com um consumidor mais velho e um agricultor mais jovem com um desejo de adotar as últimas tecnologias. Percy cita que o mercado global de proteínas deve chegar a US$ 50 bilhões até 2025.

    A terceira tendência apontada pela Bayer é um foco em saúde do solo. “Nossa nova parceria com a Gingko Bioworks é só mais um exemplo de quantas formas a Bayer está abordando essa nova fronteira. Essa nova companhia mira melhorar micróbios associados às plantas e vai se focar na fixação e utilização de nitrogênio, que é uma necessidade crucial na maior parte dos cultivos. Se bem sucedido, essa pesquisa poderia reduzir o custo de fertilização, enquanto que baixa as emissões de gases e a deriva para vias fluviais”.

    A quarta tendência citada por Adrian Percy é o investimento em melhoramento de cultivos. “Métodos recentes, como o CRISPR, permitirão aos melhoradores silenciar um gene particular para produzir uma característica desejada. O que uma vez levou muitos anos de cruzas aleatórias pode ser feito em uma fração de tempo e custo”, afirmou.

    A última tendência citada pelo executivo é a colaboração e transparência. “A inovação é inútil se o público não aceitar o que estamos fazendo. O melhor desinfetante para a desconfiança do público é a transparência e estou feliz de dizer que a Bayer está liderando ao abrir nossa pesquisa de segurança para o escrutínio do público”, anunciou Percy.

    Fonte: Agrolink

  • Capim: tecnologia de inoculação aumenta 15% a produção de biomassa da braquiária

    O produto é classificado como uma “bactéria promotora do crescimento de plantas”; o principal efeito é a produção de fitormônios, que resultam, principalmente, em incrementos consideráveis na biomassa de raízes

    Uma nova tecnologia desenvolvida pela Embrapa Soja, em parceria com a empresa Total Tecnologia conseguiu aumentar 15% na produção de biomassa da braquiária e 25% no conteúdo total de proteína.

    A inovação consiste na inoculação do capim com azototal, primeiro produto comercial com registro para braquiárias. Trata-se de um inoculante que contém estirpes selecionadas da bactéria Azospirillum brasilense.

    O lançamento do produto ocorrerá no Show Rural Coopavel, entre 5 e 9 de fevereiro, em Cascavel (PR). “Com a inoculação, as forrageiras poderão dispor de 25% a mais de proteína, o que irá melhorar a qualidade nutricional da alimentação dos animais”, relatam os pesquisadores Mariangela Hungria e Marco Antonio Nogueira.

    A Azospirillum brasilense é classificada como “bactéria promotora do crescimento de plantas”. O principal efeito desse microrganismo é a produção de fitormônios, que resultam, principalmente, em incrementos consideráveis na biomassa de raízes. “Com o maior crescimento das raízes, a capacidade da forrageira para explorar o solo em busca de nutrientes e água é ampliada e permite, inclusive, maior aproveitamento do fertilizante aplicado”, explica a cientista da Embrapa.

    Recuperação de pastagens
    Estima-se que o Brasil tenha cerca de 180 milhões de hectares ocupados por pastagens, a grande maioria com braquiárias. Desse total, cerca de 70% encontram-se em algum estágio de degradação. “A recuperação de áreas com pastagens degradadas de braquiárias, usando a combinação de fertilizante nitrogenado e azospirillum pode trazer, com baixo custo para o agricultor, um grande impacto na agropecuária brasileira, não só pela maior produção de biomassa, mas também por meio da melhoria na qualidade proteica na alimentação do gado”, relata a pesquisadora.

    Benefícios ao meio ambiente
    O processo de inoculação de braquiária com azospirillum também traz benefícios ambientais, ao favorecer o sequestro de carbono da atmosfera pela maior produção de biomassa de forragem, estimado em, aproximadamente, 100 quilos de carbono por hectare por ano. O carbono absorvido pela planta é convertido em biomassa, portanto, para gerar mais biomassa, a planta retira mais carbono da atmosfera.

    Além disso, a inoculação eliminou a necessidade de uma segunda aplicação de 40 quilos de nitrogênio por hectare, contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa, estimada em 180 equivalentes de gás carbônico por hectare (CO2/ha).

    Fonte: Canal Rural