TRIGO

  • RS já colheu 67% do trigo

    O estado do Rio Grande do Sul já colheu 67% do seu trigo plantado e, além disso, tem 30% em maturação e 3% em enchimento de grãos, segundo informações divulgadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). A umidade alta dificultou o desenvolvimento da colheita.

    “Relatório semanal da EMATER apontou que, no Rio Grande do Sul, 3% das lavouras de trigo estão em enchimento do grão, 30% em fase de maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita) e 67% foram colhidas. O período de alta umidade dificultou o avanço rápido da colheita. As condições climáticas possibilitaram apenas dois dias para colher, mesmo com a umidade do solo muito elevada para a execução da operação”, indica.

    Nesse cenário, as lavouras colhidas ainda apresentaram boa produtividade, mas com grande perda de qualidade do produto final colhido. “Várias lavouras com peso hectolitro (PH) abaixo de 75, considerado trigo tipo 3, com menor remuneração”, completa a informação a T&F Consultoria Agroeconômica.

    “A média Cepea dos preços do trigo no Rio Grande do Sul ficou praticamente estável, caindo apenas 2 centavos, nesta quinta-feira. A média do dia ficou em R$ 694,01/tonelada, contra R$ 694,03 do dia útil anterior. No acumulado do mês os preços já recuaram 0,28% no estado. No mercado físico do Rio Grande do Sul, os negócios continuam travados, com poucos negócios. Fontes do mercado indicam que os negócios fechados tiveram preços entre R$ 700,00 e R$ 730,00, estável em relação ao dia anterior”, conclui a empresa de consultoria, especializada em agricultura.

  • Os egípcios já modificaram o trigo há 3.000 anos

    Uma equipe internacional sequenciou o genoma de uma amostra de trigo egípcio de 3.000 anos de idade. A análise de DNA deste cereal antigo mostra que os seres humanos já o haviam submetido a um processo de domesticação no ano 1.000 aC Segundo os cientistas, o trabalho serve para encontrar variantes genéticas que podem se adaptar melhor às mudanças climáticas.

    O farro ( Triticum turgidum  subsp.  Dicoccon ) era o cereal mais popular no Egito antigo. Quando os romanos invadiram o país africano, adotaram o uso desse cereal, que eles chamavam de “trigo dos faraós” ou farro (daí a palavra farinha). Atualmente, a maioria das variedades de trigo cultivadas é o resultado de uma hibridação entre o farro e a grama selvagem.

    A pesquisadora do Centro de Pesquisa em Agrigenômica (CRAG), Laura R. Botigué, e a arqueobotanista da University College London (UCL) no Reino Unido, Dorian Fuller, encontraram uma amostra desse trigo antigo, proveniente de uma escavação realizada pela a arqueóloga Gertrude Caton-Thomson, em 1924, em uma coleção do Museu Petrie de Arqueologia Egípcia da UCL, e eles convenceram os conservadores a deixá-los extrair DNA de alguns grãos de farro.

    Graças à colaboração do laboratório de Mark Thomas, do Instituto de Genética da UCL, eles conseguiram extrair um DNA de qualidade suficiente para sequenciá-lo e fazer as análises subsequentes. A revista  Nature Plants  agora detalha os resultados do sequenciamento do genoma dessa variedade de trigo que foi colhida há mais de 3.000 anos no Egito.

    Os pesquisadores mostram que essa variedade já havia sido profundamente domesticada há 3.000 anos e que, na realidade, seu genoma é muito semelhante ao das variedades modernas de farro cultivadas na Índia, Omã e Turquia.

  • Chuva preocupa triticultor e sustenta valores no RS

    Fortes chuvas no Rio Grande do Sul têm deixado agentes atentos às condições das lavouras, que podem registrar perdas. Segundo colaboradores do Cepea, por enquanto, produtores aguardam para avaliar possíveis estragos, mas esse cenário já tem sustentado os preços do cereal no estado sul-rio-grandense e limitado as quedas nos valores do trigo no Paraná.

    Já quando comparadas as médias estaduais mensais de setembro e outubro, os preços recuaram nos estados do Rio Grande do Sul (12,3%), Paraná (3,4%), São Paulo (1,7%) e Santa Catarina (0,6%).

  • Trigo tem 50% da área colhida no RS

    No Rio Grande do Sul, apesar da alta umidade dos últimos dias, 50% das lavouras de trigo foram colhidas, estando 5% das lavouras em enchimento de grãos e 45% na fase de maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (31/10), a área destinada para o cultivo do trigo no RS é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

    Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, que representa 30% da área de trigo no Estado, os produtores estão preocupados com as previsões meteorológicas que apontam longo período com alta umidade no Estado. Há grande variabilidade de produtividade média entre as lavouras, em decorrência da tecnologia utilizada e alguns danos ocasionados pelo clima (geadas, granizo e ventos fortes), com aumento dos sintomas de incidência de giberela na maturação da cultura. Lavouras bem conduzidas e sem danos climáticos apresentam produtividade acima de 70 sacas por hectare.

    Na canola, 24% das lavouras estão em fase de maturação e 76% já colhidas. Na regional de Santa Rosa, a cultura está praticamente toda colhida, atingindo 96% das lavouras, restando apenas 4% em fase de maturação. A produtividade média atingiu 1.457 quilos por hectare. Em lavouras implantadas no tarde e que foram recentemente colhidas, a produtividade esteve acima da média da região (dois mil quilos por hectare). Mesmo assim insuficiente para elevar a média regional da produtividade e reduzir o percentual de perdas. A expectativa para a próxima semana é de que haja dias sem precipitações, para encaminhar a colheita e finalizar a safra de canola na região.

    CULTURAS DE VERÃO

    A cultura da soja está em fase de implantação da safra 2019-2020, com plantio previsto até 31 de dezembro, de acordo com o zoneamento da soja no RS. Da área projetada para o Estado, que é de 5.956.504 hectares, 13% já foram implantados. As lavouras se encontram em fase de germinação/desenvolvimento vegetativo. A fase inicial de implantação está 3% superior a igual período da safra anterior.

    No milho, 77% dos 771.578 hectares estimados para esta safra já foram implantados, com a cultura nas fases de germinação/desenvolvimento vegetativo (92%) e floração (8%). A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, com uma produtividade alcançando 7.710 quilos por hectare.

    O arroz atingiu, no período, o plantio de 53% da área prevista para o RS nesta safra, 7% menor do que em igual época na safra anterior. As lavouras implantadas se encontram na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, seguem as atividades de preparo do solo e plantio. A sequência de dias chuvosos interrompeu as atividades de rotina nas lavouras, além de dificultar o transporte dos insumos. As precipitações ocorridas no período têm contribuído para manter os níveis das barragens adequados.

    No RS, a área de feijão 1ª safra se encontra com 85% na fase de desenvolvimento vegetativo, 12% em floração e 3% em enchimento de grãos. Na regional de Frederico Westphalen, a primeira safra já está implantada, sendo que 80% das lavouras se encontram na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo e 20% em floração. Os produtores estão realizando os tratos culturais de controle das invasoras e adubação nitrogenada. Em geral, as lavouras se mantêm com bom stand de plantas.

    OLERÍCOLAS
    Alho – Na região Serrana, as lavouras apresentam bom vigor, sanidade razoável e estão em formação do bulbo. O excesso de umidade no solo e a pouca insolação, consequência das frequentes chuvas das semanas anteriores, interferiram na fisiologia das plantas, afetando o seu desenvolvimento quanto à bulbificação, transformando os bulbilhos (dentes) em brotações. Essa anomalia deprecia o bulbo no seu valor culinário e comercial, tanto no peso e quanto na precificação. Em casos mais severos, o bulbo é descartado. Produtores realizam tratamentos fitossanitários para prevenção/cura de fitopatias e controle de pragas, controle químico de ervas espontâneas e adubação nítrico-potássica de cobertura.

    Cebola – Na região Sul, iniciou a colheita de cebola, que está sendo destinada ao comércio local devido à pouca presença de casca. A fase predominante nas lavouras da região é a bulbificação, apresentando bom desenvolvimento e estado sanitário. A safra deve ser normal, sendo que a região tem 2.460 hectares de cebola. Produtores intensificaram os tratamentos fitossanitários para prevenção das doenças, principalmente o míldio, mesmo não havendo ocorrência significativa de pragas.

    FRUTÍCOLAS
    Melão – Na regional de Porto Alegre, o cultivo de melão nesta safra é de 380 hectares e estão implantadas 98% das lavouras. A previsão de início da colheita é em novembro, estendendo-se até fevereiro.

    Pêssego – Na região Sul, segue a colheita das cultivares mais precoces, destinadas ao mercado in natura. O preço de comercialização está entre R$ 3,00 e R$ 4,00/kg. A cultura em geral está em frutificação. Produtores realizam tratamentos fitossanitários. O boletim 09/2019 do sistema de alerta da mosca-das-frutas informa que as condições climáticas com maior ocorrência de chuvas exigem atenção redobrada no controle de doenças, com aplicação de fungicidas, além de realizar a retirada de frutos e ramos com podridão-parda das plantas. Sua eliminação, feita em um local adequado, é essencial, enterrando para reduzir a presença do fungo no pomar.

    Ameixa – Nas regiões do Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, ameixas precoces estão em fase de formação dos frutos e maturação. Nessa fase, os produtores estão atentos ao manejo da mosca-das-frutas.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES
    Favorecidos pelo clima, que propicia umidade e temperaturas mais elevadas, os campos nativos apresentam bom desenvolvimento, oferecendo uma boa produção de massa verde para alimentação dos animais. Nas regiões de solo mais raso, como nos Campos de Cima da Serra e na Serra do Sudeste, observa-se que o desenvolvimento dos campos naturais é mais lento.

    BOVINOCULTURA DE CORTE – Nas diversas regiões gaúchas, os bovinos de corte apresentam um bom estado corporal e bom ganho de peso. O estado sanitário dos animais também é satisfatório. No manejo do gado, os cuidados com as matrizes, no pré e pós-parto, e os cuidados com os terneiros continuam recebendo atenções especiais. O preparo de matrizes e touros, para o período de acasalamento, também é destaque. Neste mês, intensifica-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Continua o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, que são sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

    APICULTURA – As últimas chuvas têm prejudicado as atividades das colmeias, em boa parte do Estado. Mesmo assim, a atividade das abelhas é satisfatória em vários locais. Na Região de Soledade, segundo o Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, há relatos de mortalidade de enxames. As causas mais prováveis são a ocorrência de doenças ou a contaminação por agrotóxicos utilizados na dessecação de lavouras. Isso porque são aplicados inseticidas, juntamente com os dessecantes. Visando aumentar a produção, os apicultores seguem fazendo o manejo das colmeias. Para isso, executam práticas como revisões e roçadas de apiários, limpeza e/ou reforma de caixilhos, melgueiras e ninhos, e instalação de caixas iscas para captura de enxames.

  • Números e condições da safra 2019/2020 serão abordados em reunião

    Representantes do setor de trigo do estado de São Paulo voltam a se reunir no dia 07 de novembro para a última reunião da Câmara Setorial de 2019, que será realizada na sede do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo).

    Na oportunidade, será apresentado o cenário atual da safra 2019/2020. “Esta é a última reunião do ano e será importante para debatermos os resultados obtidos neste período e as expectativas para a nova safra”, pontua o presidente da Câmara Setorial do Trigo, Nelson Montagna.

    O evento ainda traz, por meio da participação das principais cooperativas produtoras de trigo do estado, a estimativa e condições das colheitas da nova safra. Outro assunto que ganhará destaque durante o encontro será a atual Conjuntura Mundial do trigo e câmbio, apresentada por Pedro Sampaio, da Gavilon,

  • Teste cria culturas resistentes de forma rápida e econômica

    Cientistas da Universidade Nacional da Austrália (ANU), do Centro de Excelência ARC em Biologia das Energias Vegetais e da seção “Agricultura e Alimentação” da CSIRO, desenvolveram um novo método para identificar rapidamente o trigo resistente à seca de forma econômica e precisa. A tolerância à seca é de vital importância diante das mudanças climáticas, crescimento populacional e pressão do uso da terra.

    Um teste simples que mede a abundância de quatro aminoácidos nas plantas de trigo pode prever sua capacidade de manter o rendimento sob seca com muito mais precisão e a um custo menor do que os métodos de ponta atuais. Os pesquisadores principais, Arun Yadav e Adam Carroll, disseram que a seleção de trigo que poderia crescer melhor durante a seca a curto e médio prazo é vital para ajudar a combater a insegurança alimentar em todo o mundo.

    “Nosso trabalho pode ser fundamental para que os agricultores maximizem a produção de alimentos diante de uma seca cada vez mais severa. Plantas resistentes que podem manter altos rendimentos sob a seca ajudarão os agricultores a produzir mais alimentos de maneira confiável e manterão os mercados nacionais e de exportação para a Austrália “, disse o Dr. Yadav, da Escola de Pesquisa em Biologia da ARC e do Centro de Excelência em Biologia de Energia Vegetal da ANU.

    O teste simples mediu a abundância relativa de quatro aminoácidos nas plantas de trigo para prever sua capacidade de manter o rendimento sob seca com muito mais precisão do que os métodos de ponta atuais. “Esse teste pode ser feito com precisão em estufas ao longo do ano, a uma fração do custo dos métodos tradicionais de campo. Além disso, oferece previsões mais precisas”, afirmou.

  • Colheita gaúcha do trigo deve iniciar com perspectiva de produtividade

    A colheita das culturas de inverno no Rio Grande do Sul deve iniciar com a perspectiva de bom potencial produtivo. A avaliação é da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Mesmo as chuvas que chegaram ao Estado nesta semana não devem comprometer a produção.

    Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o potencial para a cultura do trigo é positivo para esta safra. Em regiões mais quentes das Missões, o trigo já está em formação e apresenta um ótimo desenvolvimento. “Devemos iniciar a colheita semana que vem, depois dessas chuvas. O trigo, até o momento, apresenta um bom potencial produtivo e mesmo os dias com as precipitações não vão prejudicar este potencial produtivo. Estamos confiando muito nisso”, observa.

    A preocupação, segundo Pires, está na comercialização. Mesmo com a frustração de safra no Paraná, as vendas não estão fluindo. “No ano passado nós tivemos 600 mil toneladas de trigo exportação. Esse ano praticamente não se tem negócios ainda, então é uma notícia até certo ponto preocupante. A colheita vai ser muito boa, apresenta um grande potencial. Claro que enquanto não colher isto não está definido ainda, mas a questão da comercialização é que preocupa um pouco”, destaca.

    Outras culturas de inverno como aveia e canola já estão sendo colhidas. Nas Missões, por exemplo, a cultura da canola está em plena colheita com potencial de 1,8 mil quilos por hectare de produtividade, o que é considerado um resultado relativamente bom para o produtor.

  • Novo estudo acelerará a melhoria do trigo

    Alguns cientistas argentinos identificaram novas regiões cromossômicas significativas para produção de trigo e resistência a doenças, o que acelerará os esforços de melhoria global. O trigo fornece 20% do total de calorias e proteínas da população mundial e é o alimento base para mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo.

    No entanto, atualmente o sistema de produção de cereais enfrenta desafios que exigem soluções imediatas. Como a produtividade do trigo pode ser aumentada para alimentar uma população que chegará a 9.000 milhões em 2050 e, ao mesmo tempo, enfrenta uma limitação de terras para cultivo e os duros efeitos das mudanças climáticas? Tudo isso sem contar a ameaça de pragas para as quais é necessário encontrar medidas sustentáveis que evitem o uso de produtos poluentes.

    Em uma pesquisa publicada recentemente na revista Nature Genetics, uma equipe científica internacional na qual o pesquisador da Universidade de Córdoba Carlos Guzmán participa estudou a validade da seleção genômica para melhorar o trigo e solucionar esses problemas. “Trata-se de testar se é possível usar as informações disponíveis no genoma para prever quão produtiva será uma variedade de trigo, se será resistente à seca ou ao calor ou qual será o nível de qualidade de seus grãos” explica Guzmán.

    Segundo o pesquisador, “graças a este estudo, será possível acelerar programas de melhoria para o desenvolvimento de novas variedades de trigo, pois será possível economizar trabalho de campo e laboratório”. O primeiro objetivo do estudo foi verificar a precisão das previsões feitas com a seleção genômica para cada característica do trigo.

  • Novas vendas de soja e trigo para a China nesta 5ª feira

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou novas vendas de produtos agrícolas para a China nesta quinta-feira (3). O anúncio vem pelo segundo dia consecutivo esta semana e segue confirmando a presença da nação asiática no mercado norte-americano.

    Foram 252 mil toneladas de soja e 130 mil toneladas de trigo branco. Ambos os volumes são da safra 2019/20. E todas as vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo dia e com volume igual ou maior de 100 mil toneladas.

    Nesta quarta, o anúncio de vendas foi de 464 mil toneladas de soja.

  • Brasil planeja cota livre de tarifas a partir de novembro

    O Brasil planeja uma cota livre de tarifas de 750.000 toneladas para as importações de trigo de países fora do bloco comercial da América do Sul a partir de novembro, segundo informações divulgadas pela Agência Reuters.

    A aplicação da cota livre de tarifas poderia ajudar o país a adicionar novos fornecedores, como EUA e Rússia, disse Flavio Bettarello, secretário adjunto do Ministério da Agricultura para Comércio e Relações Exteriores, durante uma conferência do setor.

    Ele disse à Reuters que poderia ser introduzido através de um pedido da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Relações Internacionais ou da Secretaria Executiva de Comércio Exterior.

    Nesse cenário, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) anunciou que também é a favor da cota, que faz parte de uma série de medidas para abrir a economia brasileira e aumentar sua participação no comércio agrícola global.

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    O Brasil possui uma tarifa de 10% sobre todas as importações de trigo de fora do Mercosul, já que é preciso salientar que o país foi o sexto maior importador de trigo do mundo em 2018.

    A partir disso, pode-se dizer que o Brasil deve comprar 7,2 milhões de toneladas de trigo de fornecedores estrangeiros este ano, segundo continuou informando a Reuters. Isso porque, até o mês de julho, o país havia importado 3,87 milhões de toneladas de trigo.

    De acordo com o especialista Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, os preços médios do trigo no Brasil continuam caindo pressionados pela colheita. “No mercado físico, os preços continuam ao redor de R$ 670,00 FOB, no RS para safra nova, mas somente moinhos de fora do estado falam neste preço e escolhendo muito bem os locais”, comenta.