TRIGO

  • Plantio do trigo chega a 95% no Estado

    O plantio do trigo já chega a 95% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural publicado nesta quinta-feira (09/07) pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, a semana foi marcada pela instabilidade com predomínio de tempo encoberto, temperaturas baixas e chuvas, que em muitos municípios os acumulados superaram a 100 milímetros. Os produtores aguardam a melhoria do tempo para dar continuidade aos plantios e ao monitoramento de pragas, doenças e ervas nas áreas já implantadas.

    Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as lavouras de canola estão predominantemente na fase de desenvolvimento vegetativo (66%) e 29% já estão na fase de floração. O excesso de chuvas e a falta de sol da última semana prejudicou o desenvolvimento da cultura. Grande parte das lavouras já recebeu adubação nitrogenada; nas de semeadura mais tardia, a atividade deverá ser realizada assim que as condições de umidade do solo diminuírem. As geadas da sexta-feira (03/07) e do sábado (04/07), que atingiram as lavouras na fase reprodutiva (florescimento e início de enchimento de grãos), poderão ter impacto perceptível na maturação.

    Na regional de Ijuí, a cultura da aveia branca está com desenvolvimento satisfatório e encontra-se em final de desenvolvimento vegetativo, evoluindo para o estágio reprodutivo. O tempo úmido favorece o aparecimento de sintomas de manchas foliares nas folhas baixeiras; há necessidade de monitoramento das lavouras e acompanhamento da evolução das doenças. Além disso, o aumento da emergência e desenvolvimento de ervas daninhas requerer que haja controle.

    O plantio da cevada foi concluído na região de Erechim. Na regional de Ijuí, a cultura está com bom desenvolvimento vegetativo, boa densidade de plantas e crescimento rápido e vigoroso até o momento. A semeadura programada para a semana não foi realizada, pois as condições de umidade no solo não permitiram. Em geral, as lavouras estão em perfilhamento recebem adubação nitrogenada em cobertura e controle de ervas. A presença de manchas foliares está sendo monitorada, não necessitando controle.

    CULTURAS DE VERÃO

    A próxima safra de soja está sendo planejada pelos produtores que já encaminham amostragem de solo para análise laboratorial, aplicação de calcário quando necessário, controle de invasoras e aquisição de insumos, com o assessoramento técnico dos escritórios da Emater/RS-Ascar. As áreas de milho em período de entressafra recebem os manejos conforme as necessidades de melhorias para a próxima safra. Na regional de Pelotas, produtores de arroz estão satisfeitos com os rendimentos obtidos e também com os preços de comercialização, que têm se mantido com pouca variação.

    OLERÍCOLAS

    Em geral, a semana foi desfavorável aos fatores de produção e qualidade das hortaliças em praticamente todas as regiões do Estado. As fortes chuvas, baixas temperaturas, ventos fortes e baixa incidência de radiação solar prejudicam o crescimento e desenvolvimento das olerícolas. A condição de tempo úmido e chuvoso também favorece o surgimento de doenças fúngicas e bacterioses. As intensas chuvas também provocaram erosão/perda de nutrientes de áreas preparadas para plantio no modo convencional.

    FRUTÍCOLAS

    Na regional de Porto Alegre, a passagem de um ciclone atingiu com forte intensidade os bananais no Litoral Norte gaúcho. Estão sendo levantadas as perdas na cultura, que devem ficar acima dos 40% da produção potencial da região. Considerando que outras regiões produtivas de Santa Catarina também foram atingidas, pode se projetar redução de oferta.

    Na regional de Ijuí, segue o plantio de frutíferas para recomposição de pomares e formação de pomar doméstico. Baixa procura por frutíferas para formação de novos pomares em grande escala. Na regional de Santa Rosa, frutíferas de clima temperado, de modo especial videiras e pessegueiros, estão sendo favorecidas com as baixas temperaturas no período de dormência, acumulando horas de frio para propiciar rebrote homogêneo e uma boa produtividade. A colheita da nogueira pecã chega ao final, com frutos de boa qualidade, mas com baixa produtividade. Inicia o tratamento de inverno das videiras com controle de cochonilhas e doenças foliares.

  • PR tem nova estimativa para safra de trigo

    O Departamento de Economia Rural divulgou nova estimativa para produção de trigo no Paraná, que deve chegar a 3,67 milhões de toneladas.

    Caso a safra que está sendo plantada seja confirmada, o principal Estado produtor de trigo no país teria um aumento de 72% na produção ante a temporada passada, quando as lavouras sofreram com problemas climáticos.

    De acordo com informações divulgadas pela Reuters, a segunda safra de milho do Paraná foi estimada em 11,36 milhões de toneladas, praticamente estável ante maio, e um recuo de 14% na comparação com o ciclo anterior.

  • Trigo é implantado no RS

    O cultivo do trigo iniciou nas regiões de Frederico Westphalen, Santa Maria, Santa Rosa, Soledade, Ijuí e Bagé. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04/06), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na região administrativa de Frederico Westphalen as áreas já semeadas estão em germinação e desenvolvimento vegetativo. O plantio se intensificará na primeira quinzena de junho e a expectativa é de aumento de 15% da área de cultivo em relação à safra passada.

    Na de Santa Maria, os produtores estão confiantes para uma primavera com menos chuva e à cotação atrativa do preço do trigo. Na regional de Santa Rosa, o plantio já atinge 80,7 mil hectares e as lavouras semeadas estão com boa e uniforme germinação, com bom estande. A produtividade média esperada é de 3.070 quilos por hectare. Na de Soledade, as áreas estão em início de semeadura, favorecida pelo retorno das condições de umidade do solo com as precipitações ocorridas na semana, contribuindo para a boa germinação. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, o plantio avançou para 30 mil hectares. As lavouras implantadas apresentam germinação rápida, com estabelecimento inicial satisfatório, conferindo uma boa formação das lavouras. Na de Bagé, na Fronteira Oeste e Campanha, a semeadura foi intensificada devido às adequadas condições do tempo e de umidade do solo, com expectativa de incremento de área.

    Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim e Passo Fundo, segue intenso o preparo das áreas para o cultivo do trigo. Em Caxias do Sul, a semeadura inicia em junho, com maior concentração em julho; a perspectiva é de acréscimo de 20% da área plantada em relação à da safra passada, principalmente em Muitos Capões, Vacaria e Esmeralda, que juntos correspondem a 81% da área da região. Na de Erechim, os produtores preparam as áreas e adquirem os insumos para o plantio.

    Há previsão de aumento de área diante da expectativa de preços favoráveis e pelo fato de que produtores tentam compensar as perdas ocorridas nas culturas de verão. Na de Passo Fundo, produtores se organizam para o plantio no período entre 10 de junho e 10 de julho, com previsão de aumento de 30% área de plantio em relação a 2019.

    Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Rosa, é intenso o ritmo de implantação da cultura da canola. Na de Ijuí, os cultivos foram totalmente implantados, com as lavouras apresentando boa emergência, uniformidade de plantas e boa densidade. Diante das condições satisfatórias de umidade no solo na regional de Santa Rosa, a semeadura das lavouras avançou durante o início da semana e já alcança 10.450 hectares. As lavouras se encontram com germinação uniforme e muito bom aspecto.

    Na cevada, iniciaram os plantios nas regionais de Erechim e de Ijuí. Na de Erechim, há expectativa de manter a área plantada em 2019. Na de Ijuí, já foram implantados durante a semana 1.460 hectares. A emergência ainda não iniciou na cultura.

    Aveia branca – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, durante a semana a semeadura foi intensificada, aproveitando o período recomendado pelo zoneamento de risco climático para a região, encerrado em 31 de maio. Nos próximos dias, produtores finalizam a implantação de algumas áreas. As lavouras implantadas apresentam boa emergência, uniformidade e rápido desenvolvimento inicial. Em Santo Augusto, com tradição no cultivo da aveia branca, a semeadura foi realizada mais cedo, e as plantas iniciam o estádio reprodutivo com o alongamento do colmo e surgimento das primeiras panículas.

    CULTURAS DE VERÃO

    Milho – Apesar das precipitações de baixa intensidade na semana, a predominância de tempo seco permitiu avanços na colheita que chegou a 97% dos cultivos. Seguem ocorrendo no Estado as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural. Até a última terça-feira (02/06) foram realizadas 6.445 vistorias de Proagro em lavouras de milho por técnicos da Emater/RS-Ascar. Em culturas e hortigranjeiros, já foram realizadas 18.238 vistorias; os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro de 2019, por conta dos danos devido à estiagem.

    Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Frederico Westphalen e Ijuí, a colheita do milho está encerrada, com produtividade média de 7.082 quilos por hectare na de Santa Rosa, de 6.840 quilos por hectare na de Frederico Westphalen, e na região de Ijuí, o rendimento médio ficou em 7.200 quilos por hectare.

    Nas regionais de Soledade e Caxias do Sul, 93% das lavouras já foram colhidas. Na de Soledade, o rendimento atual é de 2.810 quilos por hectare. As lavouras de milho com semeadura tardia e que se encontram nas fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica se beneficiam com as chuvas das últimas semanas. Porém as chuvas trouxeram o frio, que aumenta o ciclo do milho atrasando a colheita, devido à redução de dias com temperatura adequada para o seu pleno desenvolvimento. Na de Caxias do Sul, o rendimento médio atual é de 4.984 quilos por hectare. Os produtores que armazenam o grão em silos secadores e dispõem de um produto de qualidade conseguem comercializar por valor acima do preço médio pago pelo mercado, chegando a R$ 52,00/sc.

    Feijão 2ª safra – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita se aproxima do final. Em geral, o rendimento médio é de 1.340 quilos por hectare. Os produtores que adotaram sistema de cultivo sem irrigação estão solicitando amparo do Proagro devido ao baixo potencial produtivo em consequência da estiagem. Na de Frederico Westphalen, a colheita alcançou 90% dos cultivos; a produtividade é de 1.110 quilos por hectare, com perdas que chegam a 38,5% em relação à esperada. Em geral, os efeitos da estiagem afetaram as lavouras acarretando desuniformidade no desenvolvimento vegetativo e na formação de grãos.

    OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS

    Alho – Na regional de Caxias do Sul, iniciou o plantio da nova safra da cultura, que deve se estender durante o mês de junho, sendo intensificado nas lavouras dos Campos de Cima da Serra em julho. Embora a safra 2019-2020 que está sendo concluída não tenha atingido produtividade potencial e esperada por interferência das condições climáticas, a comercialização dos bulbos apresentou valoração acima dos patamares previstos, sendo altamente remuneradora. Tal fato vem impingindo uma atmosfera de bastante entusiasmo entre os alhicultores. Duas consequências naturais e imediatas decorrem desse panorama: o nível tecnológico das lavouras deverá alcançar o auge, e a intenção da área de plantio deverá ser maior.

    Cebola – Na regional de Passo Fundo, produtores intensificaram o preparo do solo e já iniciaram tanto o transplante de mudas quanto o plantio e/ou a semeadura em local definitivo. Há tendência de pequeno aumento da área a ser cultivada. Na regional de Pelotas, a semeadura da cebola para produção de mudas atingiu 90% da área prevista de 2.350 hectares. Em Tavares, Rio Grande e São José do Norte, ainda há produto; o preço da cebola tipo 3 está entre R$ 3,00 e R$ 3,50/kg.

    Citros – Na regional de Lajeado, o retorno da umidade no solo trouxe alento aos citricultores do Vale do Caí. A chuva não recupera os prejuízos causados nas cultivares precoces de bergamoteiras e laranjeiras, mas ameniza as perdas nas cultivares tardias, como a bergamota Montenegrina, fruta cítrica com a maior área de cultivo na região. Com o maior volume de bergamota da cultivar Caí entrando no mercado, o preço que bateu os R$ 45,00/cx. de 25 quilos no início da colheita, em meados de maio, agora está para o citricultor em média a R$ 35,00/cx. O volume da Caí colhido até o momento é 10%. Bergamota Poncã em início de colheita, atrasada em função da estiagem; o preço também está reduzindo pelo aumento da oferta no mercado; o citricultor recebe em média R$ 28,00/cx. de 25 quilos.

    Os prejuízos causados pela estiagem já consolidados são estimados em 50% da produção das frutas precoces. Na grande maioria dos pomares, ocorreram queda de frutos, frutos não desenvolvidos, rachados e morte de plantas. A perda maior é em relação à qualidade dos frutos. Em anos anteriores, se obtinha frutos extra ou seleção; neste ano praticamente 10% a 25% enquadram-se como frutos de primeira, e o restante, como fruta para suco. No caso da bergamota Montenegrina, a maior área de cultivo e produção de frutas, as perdas ainda não estão consolidadas por ser uma cultivar tardia, cujas frutas ainda estão em crescimento. Entretanto, a perda em virtude de frutas rachadas já é visível e representa atualmente 5% do total, por enquanto inferior à expectativa que havia antes das últimas chuvas.

    Pinhão – O pinhão é um alimento rico em calorias e contém minerais como cobre, zinco, manganês, ferro, magnésio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre e sódio. Além disso, são encontrados ácidos graxos linoleico (ômega 6) e oleico (ômega 9). Na regional de Caxias do Sul, segue a colheita; pinhas e pinhões apresentam boa qualidade e sanidade. Há relatos de alguns coletores sobre a ocorrência de pinhas com maior proporção de falhas do que em safras normais e também de pinhas secas, que não completaram seu desenvolvimento. Parte das árvores apresenta pinhas maduras em fase de debulha ou já debulhadas, e parte está em final de maturação. Já na regional de Passo Fundo, as chuvas contínuas no período de polinização e a estiagem no desenvolvimento do fruto (pinha) e da semente (pinhão) implicaram na redução de tamanho e na formação imperfeita da amêndoa amilácea, a parte comestível. Nesta regional, os preços pagos ao produtor variam de R$ 4,00 a R$ 6,00/kg. No atacado, o pinhão é vendido a valores entre R$ 8,00 e R$ 10,00/kg; no mercado, de R$ 12,00 a R$ 14,90/kg.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    Nas diversas regiões do RS, as pastagens cultivadas de inverno estão se desenvolvendo com mais intensidade, mas ainda não oferecem condições de pastejo na maior parte das áreas, em virtude de terem sofrido considerável atraso em sua implantação. Os campos nativos, que costumam ter seu crescimento mais ativo com temperaturas mais elevadas, sofreram em demasia com o período de estiagem e, embora tenham rebrotado parcialmente após as últimas chuvas, não propiciam boa oferta de forragem na maior parte das áreas. Com isso, vai se caracterizando um severo e prolongado vazio forrageiro neste outono. Nos poucos locais em que foi possível fazer o plantio em março e abril e nos quais a estiagem foi menos severa, está sendo possível disponibilizar as pastagens cultivadas de inverno para pastoreio com o manejo adequado, amenizando os efeitos do vazio forrageiro nesses locais.

    BOVINOCULTURA DE CORTE – Na maior parte das áreas de criação de bovinos de corte do Estado, o gado apresenta escore corporal abaixo do normal para a estação. As chuvas ocorridas foram insuficientes para recuperar os níveis de água dos bebedouros. Nas regiões de Santa Maria e Porto Alegre, além da perda de peso dos rebanhos, continuam sendo relatados casos de redução da taxa de prenhez das matrizes.

    PISCICULTURA – Em função da ocorrência de chuvas, continua aumentando o nível de água dos viveiros em todo o Estado. Boa parte dos açudes onde havia sido realizada a despesca está sendo repovoada com alevinos. Em alguns açudes ainda não repovoados e com níveis baixos de água vêm sendo realizados procedimentos de manutenção, como reparos nas taipas e aplicação de calcário para correção da acidez. Nos açudes povoados, o manejo alimentar dos peixes é realizado para diminuir as quantidades de suplementação, uma vez que com temperaturas mais baixas o consumo de alimentos diminui.

    PESCA ARTESANAL – O período de defeso na Lagoa dos Patos começou em primeiro de junho e se estenderá até 31 de janeiro de 2021. Na região da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, na atividade de pesca artesanal a espécie mais capturada durante a semana foi a Tainha. No estuário do rio Tramandaí, houve boa captura de Camarão. Na região de Pelotas, em Jaguarão, o baixo nível das águas da Lagoa Mirim dificultou a movimentação e o atraque de barcos, mas ainda assim os pescadores realizaram uma boa captura de peixes durante a semana.

  • RTC aponta para aumento de 21% na área cultivada com trigo

    A área cultivada com trigo deve crescer de forma significativa no RS. É o que aponta um levantamento realizado pela Rede Técnica Cooperativa (RTC). Com parte da semeadura da cultura já iniciada no estado, os números levantados junto as cooperativas apontam para um aumento 21% na área cultivada em comparação a safra 2019.

    Os bons preços praticados para o cereal, associados as previsões climáticas que apontam para um inverno favorável para a triticultura do estado, estão entre os principais fatores que impulsionam este aumento. 🌱🌿🚜🌾

    📊Os números foram coletados junto a 21 cooperativas agropecuárias gaúchas, vinculadas ao projeto da RTC. Juntas, estas cooperativas representam mais de 70% da área cultivada com trigo no estado. Na safra 2019, o RS cultivou 735 mil hectares e a produtividade média foi de 3000 kg/ha.

    FONTE: ASCOM – RTC

  • China confirma tarifa de 80% na cevada australiana

    A China anunciou que vai impor uma tarifa antidumping e antissubvenções de cinco anos, 80%, à cevada importada da Austrália, a partir de 19 de maio. O Ministério do Comércio da China anunciou a medida, que essencialmente corta o mercado do maior cliente de cevada da Austrália. Nos últimos anos, a China comprou mais de US$ 1 bilhão em cevada por ano da Austrália.

    A Austrália indicou que pode apelar para a Organização Mundial do Comércio. A ação foi tomada em meio a crescentes tensões entre os dois países. A Austrália pediu uma investigação independente sobre as origens da pandemia de coronavírus (COVID-19), que se originou em Wuhan, China, no final de 2019 e se espalhou pelo mundo, infectando quase 5 milhões de pessoas e matando 320.000.

    Além disso, o Bloomberg informou em 19 de maio que um navio contendo cevada australiana com destino à China mudou de rumo e agora está se dirigindo para o porto de Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos. Na semana passada a China sinalizou que estava preparando algumas tarifas sobre o produto.

    “O governo australiano está profundamente preocupado com os relatórios de que direitos injustificados podem ser cobrados sobre as importações australianas de cevada para a China”, disse Simon Birmingham, ministro do Comércio da Austrália. A China, que lançou uma sonda antidumping sobre as importações de cevada australiana em 2018, prorrogou a investigação por seis meses em novembro de 2019.

    O governo australiano espera provar nos próximos dias que os agricultores e produtores de cevada australianos “não recebem subsídios e não despejam seus produtos no mercado externo. Mas se o caso fosse contra eles, reservamo-nos absolutamente o direito de seguir todas as outras vias, inclusive através da OMC (Organização Mundial do Comércio)”.

  • Trigo pode diminuir nematóides na soja

    As perdas por nematóides chegam a 10,6% da soja mundial e estão presentes em todo território brasileiro. Um problema para o produtor que acontece de quatro formas principais: nematóide das galhas (Meloidogyne incognita), nematóide das lesões (Pratylenchus brachyurus), nematóide de cistos (Heterodera glycines) e nematóide reniforme (Rotylenchulus reniformis).

    Os danos causados à planta vem pela injeção de toxinas. Com um tipo de estilete que tem na cabeça, o nematoide injeta enzimas que degradam células dos vegetais e gera prejuízos. As raízes não conseguem absorver água e nutrientes e isso reflete no tamanho da planta e qualidade produtiva.

    A engenheira agrônoma e professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM/PR), Cláudia Arieira, destaca a evolução rápida da doença. “Se na germinação da planta entrar 1 nematoide na raiz em 25 dias serão 500 ovos. Se apenas 5% reinfectar serão 25 nematoides em 25 dias. Em 50 dias de semeadura serão 625. Aos 75 dias seriam 15,625 e aos 100 dias quase 340 mil nematoides”, exemplifica.

    A especialista participou de um Webinar promovido pela Biotrigo e mostrou que dificilmente haverá só um tipo de nematoide em uma lavoura. “Por isso o ideal é atacar o nematóide na fase ovo e juvenil ou reduzir no período de entressafra para evitar os danos”, comenta.

    Neste cenário entra o manejo integrado que demanda diversas estratégias combinadas: controle químico (nematicidas em TSI), genético (cultivares resistentes e performance no campo), cultural (rotação e sucessão de culturas) e biológico (responde por 90% do tratamento no Brasil com uso de bacilos, fungos, bactérias aplicados em semente ou sulco de semeadura, sendo isolada ou associada no manejo).

    No manejo cultural Cláudia aponta algumas questões:

    – A primeira estratégia é bloquear a entrada do nematoide. Isso é difícil porque os nematóides já estão nativos do nosso solo. Cuidado no transporte de máquinas; faça eliminação das plantas voluntárias de milho e soja (tiguera); plantas daninhas são hospedeiras e multiplicadoras na entressafra, com destaque para buva e capim-amargoso.

    – Solos com mais matéria orgânica tem menos nematóides por isso plantio direto é opção. Para gerar matéria orgânica na própria lavoura é interessante optar por cultivares que deixem boa palhada.

    – Quanto mais variável as plantas do sistema de sucessão (mix de culturas) mais é possível controlar nematóides.

    – Alterar cultura de sucessão à soja.

    Trigo é opção

    O trigo é uma cultivar diferente de soja e milho e, por isso, entra como aliada no controle de nematóides. O cereal entra no sistema de sucessão trazendo retorno econômico, palhada com boa cobertura de solo e impede germinação de daninhas, além de maior produtividade da soja em sucessão e de ser adaptado às condições climáticas do inverno para todas regiões do Brasil.

    “Se eu tenho uma área infestada com nematóide ideal é consultar um técnico para ver que cultivar de trigo mais se adéqua às minhas necessidades e tipos de nematóides presentes no sojo”, completa a pesquisadora.

    Ela ainda aponta os passos para o sucesso na lavoura: primeiro ponto é conhecer o nematóide que tem na sua propriedade, planejar um manejo integrado e monitorar constantemente.

  • RS já colheu 67% do trigo

    O estado do Rio Grande do Sul já colheu 67% do seu trigo plantado e, além disso, tem 30% em maturação e 3% em enchimento de grãos, segundo informações divulgadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). A umidade alta dificultou o desenvolvimento da colheita.

    “Relatório semanal da EMATER apontou que, no Rio Grande do Sul, 3% das lavouras de trigo estão em enchimento do grão, 30% em fase de maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita) e 67% foram colhidas. O período de alta umidade dificultou o avanço rápido da colheita. As condições climáticas possibilitaram apenas dois dias para colher, mesmo com a umidade do solo muito elevada para a execução da operação”, indica.

    Nesse cenário, as lavouras colhidas ainda apresentaram boa produtividade, mas com grande perda de qualidade do produto final colhido. “Várias lavouras com peso hectolitro (PH) abaixo de 75, considerado trigo tipo 3, com menor remuneração”, completa a informação a T&F Consultoria Agroeconômica.

    “A média Cepea dos preços do trigo no Rio Grande do Sul ficou praticamente estável, caindo apenas 2 centavos, nesta quinta-feira. A média do dia ficou em R$ 694,01/tonelada, contra R$ 694,03 do dia útil anterior. No acumulado do mês os preços já recuaram 0,28% no estado. No mercado físico do Rio Grande do Sul, os negócios continuam travados, com poucos negócios. Fontes do mercado indicam que os negócios fechados tiveram preços entre R$ 700,00 e R$ 730,00, estável em relação ao dia anterior”, conclui a empresa de consultoria, especializada em agricultura.

  • Os egípcios já modificaram o trigo há 3.000 anos

    Uma equipe internacional sequenciou o genoma de uma amostra de trigo egípcio de 3.000 anos de idade. A análise de DNA deste cereal antigo mostra que os seres humanos já o haviam submetido a um processo de domesticação no ano 1.000 aC Segundo os cientistas, o trabalho serve para encontrar variantes genéticas que podem se adaptar melhor às mudanças climáticas.

    O farro ( Triticum turgidum  subsp.  Dicoccon ) era o cereal mais popular no Egito antigo. Quando os romanos invadiram o país africano, adotaram o uso desse cereal, que eles chamavam de “trigo dos faraós” ou farro (daí a palavra farinha). Atualmente, a maioria das variedades de trigo cultivadas é o resultado de uma hibridação entre o farro e a grama selvagem.

    A pesquisadora do Centro de Pesquisa em Agrigenômica (CRAG), Laura R. Botigué, e a arqueobotanista da University College London (UCL) no Reino Unido, Dorian Fuller, encontraram uma amostra desse trigo antigo, proveniente de uma escavação realizada pela a arqueóloga Gertrude Caton-Thomson, em 1924, em uma coleção do Museu Petrie de Arqueologia Egípcia da UCL, e eles convenceram os conservadores a deixá-los extrair DNA de alguns grãos de farro.

    Graças à colaboração do laboratório de Mark Thomas, do Instituto de Genética da UCL, eles conseguiram extrair um DNA de qualidade suficiente para sequenciá-lo e fazer as análises subsequentes. A revista  Nature Plants  agora detalha os resultados do sequenciamento do genoma dessa variedade de trigo que foi colhida há mais de 3.000 anos no Egito.

    Os pesquisadores mostram que essa variedade já havia sido profundamente domesticada há 3.000 anos e que, na realidade, seu genoma é muito semelhante ao das variedades modernas de farro cultivadas na Índia, Omã e Turquia.

  • Chuva preocupa triticultor e sustenta valores no RS

    Fortes chuvas no Rio Grande do Sul têm deixado agentes atentos às condições das lavouras, que podem registrar perdas. Segundo colaboradores do Cepea, por enquanto, produtores aguardam para avaliar possíveis estragos, mas esse cenário já tem sustentado os preços do cereal no estado sul-rio-grandense e limitado as quedas nos valores do trigo no Paraná.

    Já quando comparadas as médias estaduais mensais de setembro e outubro, os preços recuaram nos estados do Rio Grande do Sul (12,3%), Paraná (3,4%), São Paulo (1,7%) e Santa Catarina (0,6%).

  • Trigo tem 50% da área colhida no RS

    No Rio Grande do Sul, apesar da alta umidade dos últimos dias, 50% das lavouras de trigo foram colhidas, estando 5% das lavouras em enchimento de grãos e 45% na fase de maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (31/10), a área destinada para o cultivo do trigo no RS é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

    Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, que representa 30% da área de trigo no Estado, os produtores estão preocupados com as previsões meteorológicas que apontam longo período com alta umidade no Estado. Há grande variabilidade de produtividade média entre as lavouras, em decorrência da tecnologia utilizada e alguns danos ocasionados pelo clima (geadas, granizo e ventos fortes), com aumento dos sintomas de incidência de giberela na maturação da cultura. Lavouras bem conduzidas e sem danos climáticos apresentam produtividade acima de 70 sacas por hectare.

    Na canola, 24% das lavouras estão em fase de maturação e 76% já colhidas. Na regional de Santa Rosa, a cultura está praticamente toda colhida, atingindo 96% das lavouras, restando apenas 4% em fase de maturação. A produtividade média atingiu 1.457 quilos por hectare. Em lavouras implantadas no tarde e que foram recentemente colhidas, a produtividade esteve acima da média da região (dois mil quilos por hectare). Mesmo assim insuficiente para elevar a média regional da produtividade e reduzir o percentual de perdas. A expectativa para a próxima semana é de que haja dias sem precipitações, para encaminhar a colheita e finalizar a safra de canola na região.

    CULTURAS DE VERÃO

    A cultura da soja está em fase de implantação da safra 2019-2020, com plantio previsto até 31 de dezembro, de acordo com o zoneamento da soja no RS. Da área projetada para o Estado, que é de 5.956.504 hectares, 13% já foram implantados. As lavouras se encontram em fase de germinação/desenvolvimento vegetativo. A fase inicial de implantação está 3% superior a igual período da safra anterior.

    No milho, 77% dos 771.578 hectares estimados para esta safra já foram implantados, com a cultura nas fases de germinação/desenvolvimento vegetativo (92%) e floração (8%). A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, com uma produtividade alcançando 7.710 quilos por hectare.

    O arroz atingiu, no período, o plantio de 53% da área prevista para o RS nesta safra, 7% menor do que em igual época na safra anterior. As lavouras implantadas se encontram na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, seguem as atividades de preparo do solo e plantio. A sequência de dias chuvosos interrompeu as atividades de rotina nas lavouras, além de dificultar o transporte dos insumos. As precipitações ocorridas no período têm contribuído para manter os níveis das barragens adequados.

    No RS, a área de feijão 1ª safra se encontra com 85% na fase de desenvolvimento vegetativo, 12% em floração e 3% em enchimento de grãos. Na regional de Frederico Westphalen, a primeira safra já está implantada, sendo que 80% das lavouras se encontram na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo e 20% em floração. Os produtores estão realizando os tratos culturais de controle das invasoras e adubação nitrogenada. Em geral, as lavouras se mantêm com bom stand de plantas.

    OLERÍCOLAS
    Alho – Na região Serrana, as lavouras apresentam bom vigor, sanidade razoável e estão em formação do bulbo. O excesso de umidade no solo e a pouca insolação, consequência das frequentes chuvas das semanas anteriores, interferiram na fisiologia das plantas, afetando o seu desenvolvimento quanto à bulbificação, transformando os bulbilhos (dentes) em brotações. Essa anomalia deprecia o bulbo no seu valor culinário e comercial, tanto no peso e quanto na precificação. Em casos mais severos, o bulbo é descartado. Produtores realizam tratamentos fitossanitários para prevenção/cura de fitopatias e controle de pragas, controle químico de ervas espontâneas e adubação nítrico-potássica de cobertura.

    Cebola – Na região Sul, iniciou a colheita de cebola, que está sendo destinada ao comércio local devido à pouca presença de casca. A fase predominante nas lavouras da região é a bulbificação, apresentando bom desenvolvimento e estado sanitário. A safra deve ser normal, sendo que a região tem 2.460 hectares de cebola. Produtores intensificaram os tratamentos fitossanitários para prevenção das doenças, principalmente o míldio, mesmo não havendo ocorrência significativa de pragas.

    FRUTÍCOLAS
    Melão – Na regional de Porto Alegre, o cultivo de melão nesta safra é de 380 hectares e estão implantadas 98% das lavouras. A previsão de início da colheita é em novembro, estendendo-se até fevereiro.

    Pêssego – Na região Sul, segue a colheita das cultivares mais precoces, destinadas ao mercado in natura. O preço de comercialização está entre R$ 3,00 e R$ 4,00/kg. A cultura em geral está em frutificação. Produtores realizam tratamentos fitossanitários. O boletim 09/2019 do sistema de alerta da mosca-das-frutas informa que as condições climáticas com maior ocorrência de chuvas exigem atenção redobrada no controle de doenças, com aplicação de fungicidas, além de realizar a retirada de frutos e ramos com podridão-parda das plantas. Sua eliminação, feita em um local adequado, é essencial, enterrando para reduzir a presença do fungo no pomar.

    Ameixa – Nas regiões do Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, ameixas precoces estão em fase de formação dos frutos e maturação. Nessa fase, os produtores estão atentos ao manejo da mosca-das-frutas.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES
    Favorecidos pelo clima, que propicia umidade e temperaturas mais elevadas, os campos nativos apresentam bom desenvolvimento, oferecendo uma boa produção de massa verde para alimentação dos animais. Nas regiões de solo mais raso, como nos Campos de Cima da Serra e na Serra do Sudeste, observa-se que o desenvolvimento dos campos naturais é mais lento.

    BOVINOCULTURA DE CORTE – Nas diversas regiões gaúchas, os bovinos de corte apresentam um bom estado corporal e bom ganho de peso. O estado sanitário dos animais também é satisfatório. No manejo do gado, os cuidados com as matrizes, no pré e pós-parto, e os cuidados com os terneiros continuam recebendo atenções especiais. O preparo de matrizes e touros, para o período de acasalamento, também é destaque. Neste mês, intensifica-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Continua o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, que são sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

    APICULTURA – As últimas chuvas têm prejudicado as atividades das colmeias, em boa parte do Estado. Mesmo assim, a atividade das abelhas é satisfatória em vários locais. Na Região de Soledade, segundo o Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, há relatos de mortalidade de enxames. As causas mais prováveis são a ocorrência de doenças ou a contaminação por agrotóxicos utilizados na dessecação de lavouras. Isso porque são aplicados inseticidas, juntamente com os dessecantes. Visando aumentar a produção, os apicultores seguem fazendo o manejo das colmeias. Para isso, executam práticas como revisões e roçadas de apiários, limpeza e/ou reforma de caixilhos, melgueiras e ninhos, e instalação de caixas iscas para captura de enxames.