Lucas Batistella

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  • Soja: Mercado responde ao clima na América do Sul e preços têm bom avanço em Chicago nesta 2ª

    A semana começa positiva para os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. A commodity subia na sessão desta segunda-feira (22), por volta de 7h20 (horário de Brasília), pouco mais de 6 pontos, levando os vencimentos julho e agosto de volta ao patamar dos US$ 10,00 por bushel. O maio/18 era cotado a US$ 9,95.

    Com esse avanço, segundo a Reuters internacional, os preços alcançam suas máximas em seis semanas ainda diante das preocupações que o clima na América do Sul traz. Na Argentina, o tempo seco ainda chama a atenção dos traders, tal qual as condições que atrasam a colheita no Brasil. Há muitos pontos em que as chuvas passam a ser um problema em função de seu excesso, travando o andamento dos trabalhos de campo.

    “O mercado da soja respondeu ao quadro climático adicionando alguns prêmios de risco aos preços, e o prêmio climático, agora, é grande o suficiente para levar o contrato março a superar a média do média do mês passado”, diz o analista do Commonwealth Bank da Austrália, Tobin Gorey.

    Sobre o clima na Argentina, a consultoria internacional AgResource explica que “os totais pluviométricos são bem mais escassos do que o previsto e as chuvas projetadas não são de fato confirmadas, ocasionando a redução expressiva dos níveis de umidade do solo”.

    Neste início de semana ainda, atenção dos investidores voltados também para a movimentação do dólar frente às principais moedas mundo a fora, bem como para a atualização de dados da demanda, com o boletim semanal dos embarques norte-americanos de grãos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja segue testando leves altas em Chicago com olho no clima e no dólar nesta 6ª feira

    No pregão desta sexta-feira (19), os preços da soja dão continuidade às altas observadas ontem e seguem trabalhando em campo positivo na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 8h (horário de Brasília), subiam entre 2 e 2,50 pontos, levando o março a US$ 9,75 e o maio/18 a US$ 9,86 por bushel.

    Segue o foco sobre a América do Sul, porém, com os traders esperando por um clareza maior sobre seu tamanho. Há problemas sendo pontuados no Brasil, porém, as perdas ainda não foram quantificadas. Na Argentina, a preocuopação com o clima seco continua, todavia, essas são informações já absorvidas pelo mercado e as estimativas têm divergido muito sobre o tamanho da colheita no país.

    Os fundos investidores se mostram atentos ainda ao comportamento do dólar, que segue recuando diante de uma série de outras moedas, ajudando a ampliar o espaço para a recuperação da commodity no mercado futuro norte-americano.

    Nesta sexta ainda, atenção aos números das vendas semanais para exportação norte-americanas que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualiza nesta sexta-feira. Tradicionalmente, o reporte chega às quintas-feiras, porém, em função do feriado da última segunda foi adiado para hoje.

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Soja: Preços sobem em Chicago com possibilidade de atraso na chegada da oferta da América do Sul

    O mercado da soja na Bolsa de Chicago operou por boa parte do dia, mais uma vez, com estabilidade na sessão desta quinta-feira (18), mas ganhou alguma força no fim do dia e encerrou os negócios de forma positiva. Os ganhos entre as principais posições foram de pouco mais de 4 pontos, mantendo o maio/18 acima dos US$ 9,80 por bushel.

    Esse movimento, como explica o analista de mercado Marlos Correa, da Insoy Commodities, se deu, principalmente sobre as expectativas dos investidores depois das últimas movimentações, especialmente depois do último relatório mensal de oferta e demanda trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na sexta-feira passada (12).

    E essas expectativas se dão diante da espera dos traders por uma clareza sobre a nova safra da América do Sul e seu real potencial. Afinal, apesar dos problemas que vêm sendo registrados, com mais força na Argentina, os números das produções ainda estão dentro do que espera o mercado, ainda segundo Correa.

    Na contramão, entretanto, esses problemas pontuais – de excesso de chuvas em algumas regiões, falta em outras, doenças e pragas, e um atraso do ciclo em alguns pontos – pode trazer ocasionar também um atraso da entrada dessa oferta no mercado.
    Confirmado, poderia  haver uma maior demanda pela soja norte-americana – que está com as vendas para exportação mais lentas este ano – criando algum espaço de sustentação para as cotações em Chicago.

    O movimento positivo das cotações, porém, ainda é frágil e ainda é prematuro dizer que pode continuar e levar as cotações acima dos US$ 10,00 por bushel de forma sustentável, como explica o analista.

    Enquanto isso, o quadro climático sul-americano continua a ser acompanhado mapa a mapa, no entanto, bem menos divergentes do que antes.

    “Os modelos estão praticamente em sintonia com as previsões para a Argentina, com o modelo americano colocando apenas um pouco mais de chuvas para Entre Rios que o Europeu”, explica o diretor da Labhoro Corretora, Ginaldo Sousa.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha em Chicago com leves baixas na manhã desta 4ª feira ainda à espera de direção

    Os preços da soja têm leve baixa na manhã desta quarta-feira (17) na Bolsa de Chicago. Após fechar com boa alta no pregão anterior, a commodity devolve parte dessas altas perdendo pouco mais de 1 ponto entre os principais vencimentos, perto de 7h50 (horário de Brasília).

    O contrato março/18 vinha sendo negociado a US$ 9,66, enquanto a referência para a safra do Brasil – maio/18 – tinha US$ 9,88 por bushel. Ontem, as cotações registraram seus melhores patamares em uma semana.

    O clima na América do Sul, entre os fundamentos, ainda parece ser o principal fator acompanhado pelo mercado. No entanto, com informações divergentes sobre o cenário e o potencial da nova safra, falta direção aos traders.

    Enquanto bolsas locais já reduzem suas projeções para a colheita da Argentina, um adido do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em Buenos Aires soltou um reporte dizendo “ser ainda muito cedo para estimar uma produção menor no país”.

    “A especulação continua na procura de um catalisador fundamental de suporte aos preços em meio aos fundos de investimento ainda em níveis líquidos de posicionamento recorde no lado da venda”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul.

    Recuam nesta quarta também os futuros de óleo e farelo de soja na Bolsa de Chicago.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja retoma negócios em Chicago operando em alta nesta 3ª feira de olho no clima e no dólar

    O mercado da soja na Bolsa de Chicago retomou seus negócios pós-feriado do dia de Martin Luther King atuando do lado positivo da tabela. No pregão desta terça-feira (16), por volta de 7h45 (horário de Brasília), os preços subiam entre 3,75 e 5 pontos, com o março de volta aos US$ 9,65 e o maio/18 – que é referência para a safra brasileira – sendo negociado a US$ 9,76 por bushel.

    Os traders voltam a atuar deixando um pouco de lado os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trazidos na sexta-feira (12) e focando, mais uma vez, a condição climática na América do Sul. No entanto, segue esperando por novidades mais intensas para movimentar os futuros da commodity, assim com o do milho também.

    As preocupações maiores ainda são com a Argentina. Algumas chuvas chegaram ao país no último final de semana, porém, trazendo um alívio apenas pontual, localizado e insuficiente para os problemas que vêm sendo enfrentados em importantes regiões produtoras.

    “O stress já está presente em algumas áreas e isso não está previsto para acabar tão cedo. E esse stress pode trazer um impacto negativo sobre a produção argentina de grãos”, diz o analista internacional Tobin Gorey, do Commonwealth Bank da Austrália ao portal Agrimoney.

    Em seu último reporte, o USDA reduziu sua estimativa para a produção de soja do país de 57 para 56 milhões de toneladas, enquanto a Bolsa de Rosario acredita em uma colheita de pouco mais de 52 milhões.

    Outro fator que contribui com a alta da soja neste começo de semana para os negócios em Chicago é a continuidade da baixa do dólar. Nos últimos dias, a divisa alcançou sua mínima em três anos frente a uma cesta de outras moedas. No Brasil, na última semana, a moeda perdeu mais de 3% frente ao real.

    Ainda nesta terça-feira, atenção também à atualização dos embarques semanais norte-americanos de grãos, que serão atualizados pelo USDA no início da tarde.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Brasil não faz parte da lista de 83 países com problemas em leite, diz Lactalis

    A empresa é proprietária das marcas Parmalat, Batavo, Elegê e Poços de Caldas

    A companhia francesa Lactalis informou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o Brasil não faz parte da lista de 83 países com problemas no leite em pó infantil produzido pela fábrica de Craon, no Noroeste da França. A Lactalis é proprietária das marcas Parmalat, Batavo, Elegê e Poços de Caldas.

    Em dezembro, a companhia descobriu a bactéria salmonela em lotes do leite produzido em Craon. Até agora, 35 bebês foram contaminados na França, dois na Espanha e há um caso suspeito na Grécia. Em reação, o presidente da Lactalis, Emmanuel Besnier, ordenou o recolhimento de 12 milhões de caixas de produtos em 83 países.

    A lista completa não havia sido divulgada, mas a assessoria de imprensa da Lactalis na França confirmou que o Brasil não faz parte do grupo de países em risco.

    Na noite do domingo, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Eduardo Rangel, informou ao Broadcast que a Pasta não havia recebido nenhuma notificação oficial a respeito de eventuais problemas com os produtos da Lactalis. “Não temos nenhum óbice sobre nossos produtos em questões sanitárias”, afirmou.

    Por: Correio do Povo

  • Governo muda regras para empréstimo a agricultores familiares

    Alterações ampliaram os limites de renda e patrimônio exigidos para o acesso às linhas de financiamento

    O governo federal editou, nesta semana, decreto mudando as regras do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). As alterações ampliaram os limites de renda e patrimônio exigidos para acesso às linhas de financiamento. Para agricultores inscritos no Cadastro Único dos programas sociais, a exigência de renda máxima saiu de R$ 9 mil para R$ 20 mil, enquanto a de patrimônio foi de R$ 30 mil para R$ 40 mil.

    Na faixa intermediária, os ganhos máximos permitidos passaram de R$ 30 mil para R$ 40 mil. Para esses produtores, o patrimônio deixou de ser R$ 60 mil e passou para R$ 80 mil. Foi criada uma nova linha para famílias com renda de até R$ 216 mil e patrimônio de até R$ 500 mil. Para todos os casos, o valor máximo a ser financiado é R$ 140 mil. O produtor deve comprovar experiência de pelo menos cinco anos no campo para ter acesso ao financiamento.

    Segundo a subsecretária de Reordenamento Agrário da Secretaria Especial de Agricultura e Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Raquel Santori, a atualização foi motivada pela defasagem dos tetos, uma vez que estes haviam sido reajustados pela última vez há cinco anos.

    Como não houve recomposição, os financiamentos do programa se tornaram insuficientes para a aquisição de imóveis. Em razão disso, o PNCF beneficiou apenas 985 famílias em 2016, segundo dados da Sead. No ano passado, o número foi mais reduzido: 289. Essa baixa deveu-se ao encerramento dos acordos com bancos que oferecem os empréstimos. Com as novas regras, a secretaria espera chegar em 2018 a 2 mil famílias.

    PNCF

    O Programa Nacional de Crédito Fundiário envolve a gestão de empréstimos com recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. As verbas podem ser utilizadas para a compra de imóveis rurais ou de infraestrutura voltada à produção agrícola. As taxas de juros variam de 0,5% a 2% ao ano.

    Ao longo da existência do PNCF, foram beneficiadas agricultores de 2.300 municípios de 21 estados. Já foram disponibilizados R$ 3,4 bilhões para aquisição de terras e R$ 600 milhões para investimentos. O saldo disponível do Fundo está em R$ 730 milhões.

    Mais recursos

    Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), as novas regras representam um avanço por ampliar o escopo do financiamento, mas ainda há problemas. Um deles é o fato de o valor máximo do empréstimo ainda ser baixo para algumas regiões, como Sul e Sudeste.

    Outra questão é o montante aportado pelo Executivo no Fundo de Terras. “O governo não está colocando recurso dentro do programa, e isso é preocupante. O fundo [de Terras] tem hoje mais de R$ 700 milhões, sendo apenas R$ 8 milhões de verba federal. É muito pouco. E ainda não há nada para infraestrutura ou habitação”, afirma o secretário de Política Agrária da Contag, Elias Borges.

    O dirigente sindical considera um desafio o trâmite dos processos, que em alguns casos chega a levar até dois anos até a liberação do empréstimo. Isso dificulta a efetivação das negociações, como a compra de imóveis. “O que se promete na nova modalidade é agilizar o trâmite do processo. A gente entende que isso é importante”, acrescenta Borges.

    Fonte: Correio do Povo

  • Com feriado de Martin Luther King, bolsas de Chicago e Nova York não operam nesta 2ª feira

    Os Estados Unidos comemoram, nesta segunda-feira (15), o feriado do dia de Martin Luther King e assim, as bolsas norte-americanas de Chicago e Nova York não operam.

    Os negócios serão retomados nesta terça-feira (16). E assim, os preços das commodities e soft commodities apresentados na nossa página inicial são referentes ao fechamento da última sexta-feira (12).

    Nos links abaixo, confira os fechamentos semanais dos mercados de soja e milho:

    >> Com USDA dentro do esperado, soja sobe nesta 6ª, mas semana é negativa na Bolsa de Chicago

    >> Milho: Mercado recua mais de 1% em Chicago na semana; nesta 6ª feira dados do USDA pesaram

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: USDA reduz exportações e aumenta estoques finais dos EUA

    Nesta sexta-feira (12), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualizou os dados sobre os estoques trimestrais norte-americanos de grãos e tanto os números da soja, quanto os de milho ficaram dentro das expectativas do mercado.

    Na posição de 1º de dezembro de 2017, os estoques trimestrais de soja ficaram em 86 milhões de toneladas, 9% a mais do que o registrado na mesma data em 2016. As expectativas dos traders variavam entre 80,64 e 89,95 milhões de toneladas, com média de 86,71 milhões.

    Já os de milho ficaram em 317,52 milhões de toneladas, contra projeções que iam de 310,66 a 321,96 milhões de toneladas, e com média de 315,16 milhões de toneladas. Em 1º de dezembro de 2016, os estoques eram de 314,62 milhões.

    Soja EUA

    No cenário norte-americano, o departamento reduziu a safra norte-americana a 119,53 milhões de toneladas, contra 120,43 milhões do mês anterior e diante de projeções que variavam de 119,43 e 121,54 milhões. A produtividade sofreu uma leve correção também, bem como a área plantada.

    Na outra ponta, o USDA revisou os estoques finais americanos de soja para cima, passando de 12,11 milhões para 12,79 milhões, número que também ficou dentro das expectativas. Ao mesmo tempo, o reporte trouxe uma redução expressiva nas exportações americanas de 60,55 para 58,79 milhões de toneladas.

    Soja Mundo

    A produção mundial foi também revisada para cima, porém, de forma bem tímida, passando de 348,47 para 348,57 milhões de toneladas. Assim, os estoques finais globais ficaram em 98,57 milhões de toneladas, contra 98,32 milhões do boletim de dezembro.

    Na América do Sul, as mudanças mais expressivas vieram para o quadro do Brasil. A safra 2017/18 foi revisada de 108 para 110 milhões de toneladas, os estoques para 22,36 milhões e as exportações para 67 milhões de toneladas.

    Já na Argentina, a produção foi reduzida de 57 para 56 milhões de toneladas e os estoques de 37,17 para 36,17 milhões de toneladas. Já as exportações foram mantidas em 8,5 milhões de toneladas.

    As importações da China para o ano comercial 2017/18 também ficaram inalteradas em 95 milhões de toneladas.

    USDA Soja - Janeiro

    Milho EUA

    Os dados do milho também registraram mudanças, porém, ficaram, assim como os da soja, dentro das expectativas do mercado. A safra norte-americana foi revisada para cima e ficou em 370,96 milhões de toneladas, com as projeções variando de 366,64 a 372,46 milhões de toneladas. O USDA trouxe um aumento ainda na produtividade do cereal nesse reporte de janeiro.

    Entre os estoques finais, uma nova alta, nesse caso de 61,9 para 62,92 milhões de toneladas. O mercado esperava por algo entre 57,48 e 63,99 milhões de toneladas. O uso do cereal para a produção de etanol foi mantido em 140,34 milhões de toneladas, bem como as exportações permaneceram em 48,9 milhões.

    Milho Mundo

    A produção mundial de milho foi ligeiramente reduzida e ficou em 1.044,56 bilhão de toneladas, contra 1.044,75 bilhão do boletim reportado em dezembro. Na contramão, os estoques finais mundiais passaram de 204,08 para 206,57 milhões de toneladas.

    No quadro da América do Sul, poucas mudanças foram registradas. A produção do Brasil foi mantida em 95 milhões de toneladas e a da Argentina em 42 milhões. As exportações vieram em, respectivamente, 34 e 29 milhões de toneladas.

    USDA Milho

    USDA eleva projeção para safra de milho dos EUA, reduz a de soja (Reuters)

    WASHINGTON (Reuters) – O Departamento de Agricultura dos Estado Unidos (USDA) elevou nesta sexta-feira sua estimativa para a produção norte-americana de milho graças a um rendimento recorde em importantes Estados produtores, como Illinois, e também em algumas áreas menos tradicionais.

    Em relação à soja, o USDA cortou sua estimativa de produção, embora a safra de 2017 tenha permanecido em níveis recordes em razão da maior área colhida.

    Em paralelo, o governo estimou um plantio de trigo de inverno em 32,608 milhões de acres, o menor desde 1909, mas acima de várias previsões do mercado.

    As volumosas colheitas de milho e soja inundaram os estoques do país, que em 1º de dezembro atingiram os maiores níveis já registrados.

    Conforme o USDA, os EUA devem produzir 14,604 bilhões de bushels em 2017/18, ante uma previsão anterior, de dezembro, de 14,578 bilhões. O rendimento médio do milho foi previsto em 176,6 bushels por acre.

    No caso da soja, a produção foi estimada em 4,392 bilhões de bushels, abaixo da última estimativa do USDA, de 4,425 bilhões de bushels. A produtividade média foi cortada para 49,1 bushels por acre, de 49,5 bushels por acre no relatório anterior.

    O Departamento estimou as áreas colhidas com soja e com milho em 89,522 milhões e 82,703 milhões de acres, respectivamente.

    Os estoques de soja em 1º de dezembro alcançaram 3,157 bilhões de bushels, contra 2,899 bilhões no ano passado. Os de milho aumentaram para 12,516 bilhões, de 12,383 bilhões no ano passado.

    Já os de trigo caíram para 1,874 bilhão, de 2,079 bilhões um ano antes.

    Para a soja, o USDA ainda cortou a perspectiva de exportação dos EUA para 65 milhões de bushels, em meio à crescente demanda por embarques de seu principal concorrente, o Brasil.

    O Departamento elevou sua estimativa da safra brasileira de soja para 110 milhões de toneladas e as perspectivas de exportação do Brasil para 67 milhões de toneladas.

  • Os sinais positivos do relatório da Conab

    Redução nos estoques finais significa alta no mercado

    O Quarto Relatório de Acompanhamento de Safras, divulgado nesta quinta-feira pela Conab, trouxe alterações muito importantes sobre a soja em grão para o período. Na visão do analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, os números podem ser positivos no médio prazo.

    Por um lado estão projetados os maiores estoques iniciais dos últimos seis anos, subindo para 1,92 milhão de toneladas, contra 1,48MT da safra anterior. Foi registrado o segundo maior volume de produção da história da soja no Brasil – 110,44 MT, queda de 3,8% em relação à safra anterior.

    Por outro lado, haverá volume recorde de consumo interno, graças ao aumento do uso do óleo no etanol, para 47,28 MT. Por outro. O volume de exportações será o segundo maior da história do País, com 65 milhões de toneladas, queda de 4,6% em relação à temporada anterior.

    O mais importante resultado é o menor nível de estoques finais dos últimos seis anos: apenas 472,9 mil toneladas, cerca de 75,32% a menos do que as 1,92 milhão de toneladas da temporada anterior.

    Quais as consequências disto sobre os preços? Segundo Pacheco, é a forte possibilidade de alta nos preços internos porque redução nos estoques finais significa alta no mercado: “Esta redução nos estoques está ligada a dois fatores: a continuação do excelente fluxo das exportações que dever se manter 23,78% ou 12,49 milhões de toneladas acima da média dos últimos 5 anos; e o aumento do uso interno do óleo de soja na mistura de biocombustíveis para 10% a partir de março, elevando em pelo menos 1,5 milhão de toneladas o uso interno da soja em grão”.

    “É impossível projetar um preço a que pode chegar a soja, mas, recomendamos que os agricultores fiquem atentos às oscilações diárias do mercado, observando principalmente dois pontos: a sua rentabilidade, ao invés do preço (o preço engana muito, vide safra 2016/17); o gráfico, mais do que o fechamento, porque ele mostra a tendência”, conclui o analista da T&F.

    Por: AGROLINK