AGROPECUÁRIA

  • PREVISÃO DO TEMPO: avanço de frente fria provoca chuva no Centro-Sul

    O avanço da frente fria entre o sul e sudeste do país, continuará provocando chuvas em algumas localidades do centro-sul, nesta quinta-feira. Porém estas instabilidades não sofrerão avanço significativos para a direção norte. Já no nordeste do Brasil, há condições para pancadas de chuvas em boa parte da região devido à atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), pois este sistema favorece a formação de instabilidades em suas bordas.

    No decorrer do dia, o alinhamento do fluxo de umidade entre o sul da Região Amazônica, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, dará forma a uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) que deverá se manter pelo menos até o próximo final de semana. A ZCAS deverá se configurar provocar chuva mais regulares entre MT, GO, centro-sul e oeste de MG, centro-sul do RJ e SP.

    A tendência é que, até o domingo (28) não deveremos ter mudanças expressivas nas condições de tempo. A chuva deverá se concentrar principalmente na faixa central do país e parte do interior do Nordeste. Em grande parte do Sul do país (exceto no norte e leste do PR e leste de SC) o tempo deverá ficar mais seco, com pouca condição para chuva.

    Região Sul

    Como a frente fria não sofrerá avanços significativos, em virtude disso, o tempo terá condições para acumulados expressivos entre o norte e leste do estado do PR e ao norte do estado de SC. Sendo que as instabilidades na faixa leste do estado do PR serão reforçadas com a presença da região de baixa pressão no litoral do sudeste. Já no estado do RS, a influência será da massa de ar seco associada ao sistema de alta pressão na retaguarda da frente fria, manterá o tempo sem condições para instabilidades sobre o estado gaúcho.

    Fonte: Agrolink.

  • Exportações de carne bovina “derrapam” neste início de fevereiro e podem fechar abaixo de fev/20, aponta analista

    De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Camex) do Governo Federal, divulgadas nesta quarta-feira (17) os resultados das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada até a segunda semana de fevereiro estão aquém do esperado.

    Conforme explica o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os dados acenderam um sinal de alerta e mostram uma falta de oferta de animais para abate fora do padrão de exportação para a China.

    “Isso é complicado, porque as exportações foram muito importantes no ano passado para uma curva ascendente de preços no mercado interno, e com estes resultados atuais, é possível que este mês se encerre com resultados abaixo do que foi fevereiro de 2020”, disse.

    No caso das toneladas por média diária, foram 4498,6239, queda de 26,77% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado para o quesito na semana anterior, observa-se uma retração de 4,5%.

    Já o preço pago por tonelada, US$ 4552,470, foi 2,81% maior do que o praticado em fevereiro do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve alta de 0,6%.

    A receita obtida com as exportações de carne bovina nos dez dias úteis de fevereiro de 2021, US$ 204.798,54, representam 42% do total obtido em todo o mês de fevereiro de 2020, que foi 489.658,449. No caso do volume embarcado, as 44.986,239 toneladas são 40,7% do total exportado em fevereiro do ano passado, que foi de 110.579,672.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Carne bovina brasileira é a mais cara da América do Sul, mas mantém demanda firme no mercado internacional

    No mercado internacional, os valores da carne bovina estão bem elevados e já é o preço em dólar mais caro da América do Sul. A expectativa do mercado é que a demanda externa continue crescendo com a China como principal comprador, mas com a baixa oferta de gado no Brasil a tendência é que os preços fiquem em patamares mais elevados do que os observados em anos anteriores.

    As perspectivas para a demanda externa ainda seguem favoráveis e o preço da arroba internacional está ao redor de US$ 55,00 sendo que no meio do ano passado estava em US$ 35,00. “Eu acredito que a China vai continuar fazendo a diferença e pode impulsionar ainda mais os valores do gado brasileiro. Porém a grande questão é saber se vamos ter animal para o abate e que justifica os valores elevados”, relata.

    Com relação à rentabilidade das indústrias, o consultor ressalta que em janeiro de 2019 o spread era de 54%, e hoje é 27% para as negociações no mercado externo. O spread nas margens de lucro é de 3,50% para o mercado doméstico. “Por outro lado, essa situação é mais complicada para o pecuarista que paga caro nesse boi e não tem um ambiente bom para o repasse interno. Além disso, o mercado doméstico está perdendo competitividade com a proteína do frango”, aponta.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Ramo pecuário segue impulsionando PIB do agronegócio

    O PIB do agronegócio brasileiro acumulou crescimento de 0,21% de janeiro a setembro de 2019, refletindo os comportamentos opostos entre os ramos, de acordo com cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz). Enquanto o ramo pecuário teve forte alta de 10,76%, o agrícola recuou 3,7%.

    De acordo com pesquisadores do Cepea, no ramo agrícola, o PIB tem sido pressionado especialmente pela queda dentro da porteira. Nesse segmento (primário agrícola), apesar das boas safras de culturas como milho, algodão, laranja, banana e mandioca, a renda tem sido prejudicada por quedas de preços para diversos produtos (como algodão, café, mandioca, milho e soja) e pelo aumento dos custos de produção. É importante mencionar que há perspectivas de que esse cenário se amenize em alguma medida até o fechamento do PIB do segmento em 2019. Isso pode ocorrer devido aos aumentos dos preços (ainda não computadas no PIB) da soja, do milho e do algodão em outubro e novembro e do café em novembro.

    Já o ramo pecuário acumulou crescimento expressivo em todos os segmentos no período. Pesquisadores do Cepea indicam que a ocorrência da Peste Suína Africana (PSA) nos países asiáticos e o consequente aumento importante das importações chinesas de carnes suína, bovina e de aves favoreceram em grande medida as cadeias pecuárias brasileiras. Com o aumento da demanda externa, as exportações de carnes têm mantido ritmo forte em 2019, o que tem impulsionado os preços domésticos.

    Especificamente quanto ao segmento de insumos do agronegócio, mantém crescimento elevado no ano, para ambos os ramos. Para os agrosserviços, também há uma relativa manutenção do cenário, com aumento importante nos serviços pecuários, mas decréscimo nos agrícolas. No ramo pecuário, o bom desempenho das atividades dentro da porteira e também da indústria de abate influencia na demanda por serviços, como de transporte, comercialização, armazenagem, entre outros. E no ramo agrícola, ao contrário, a produção em queda ou estagnada para diversas indústrias importantes impacta negativamente na necessidade desse tipo de serviço.

  • Reflexões sobre medidas de produtividade e alguns resultados para a agropecuária brasileira

    O sucesso da agropecuária brasileira está calcado na produtividade de suas diversas cadeias, que cresceu, nas últimas décadas, a taxas elevadas, superando em mais de duas vezes a média mundial. Como consequência, o Brasil se tornou uma das três potências agrícolas e o terceiro maior exportador de alimento.

    A produtividade pode ser definida com a variação do produto depois de descontados os efeitos do maior ou menor uso de fatores de produção/insumos. Diferentemente das produtividades parciais do trabalho e capital, a PTF (Produtividade do Total dos Fatores) é uma medida de produtividade abrangente e que permite que se avalie ganhos de eficiência na economia ou em setores específicos dela decorrentes do uso conjunto dos recursos no processo produtivo.

    Assim, a PTF indica a eficiência obtida com a totalidade dos recursos ou fatores de produção combinados para gerar bens e serviços, e se refere ao crescimento do produto relacionado às melhorias no processo de produção. Isso, por sua vez, pode se dar, entre outros fatores, por introdução de novas tecnologias, uso de recursos de qualidade superior (como terra, no caso da agropecuária), combinação mais eficiente dos fatores e melhor gestão do negócio.

    Gasques, em diversos estudos realizados nas últimas décadas, tem apontado que a PTF é o principal fator responsável pelo crescimento do produto agropecuário. Considerando-se os anos de 1975 a 2018, foi estimada pelo autor uma taxa média de crescimento da PTF para a agropecuária brasileira em 3,36% a.a. (índice médio do produto de 3,81% a.a e índice de fatores de 0,44% a.a). Para fim de comparação, dados sobre a PTF da agricultura norte-americana indicam que, entre 2007 e 2015, a média da taxa de crescimento anual foi de 0,53% a.a., sendo a taxa histórica de 1,58% a.a.

    Ao analisar a taxa média de crescimento da PTF da agropecuária mundial no período 1991 a 2009, Fuglie conclui que ela é menor que 2% a.a. O mesmo autor cita que, de 2001 a 2009, a região Nordeste da América do Sul (produção predominantemente brasileira) apresentou a maior taxa crescimento da PTF do mundo, seguida pela região nordeste da Asia (principalmente China).

    No caso da agropecuária, na literatura pertinente foram considerados que alguns fatos podem sugerir um aumento da capacitação da mão de obra, o que poderia levar ao aumento da produtividade do trabalho: i) houve incremento no nível educacional dos trabalhadores rurais entre 1996 e 2009, que passaram de uma média de 2,6 anos de estudo para 4 anos; ii) os Censos Agropecuários de 2006 e 2017 registraram pequenos ganhos na qualificação dos empregados rurais; iii) setores específicos da agropecuária estão fazendo esforço para cumprir a legislação vigente sobre a necessidade de treinamento de trabalhadores, principalmente aqueles que valorizam as certificações.

    No entanto, há ainda um grande caminho a percorrer quando se trata de produtividade do trabalho, e acredita-se que os ganhos na qualificação formal e informal dos trabalhadores sejam ainda pequenos. Assim, consideramos que os números apresentados na literatura sobre produtividade parcial do trabalho na agropecuária, que superam a os valores da PTF para período correspondente, certamente estão incluindo a parcela que trata do maior uso de máquinas e equipamentos, e até mesmo de sementes geneticamente modificadas, como é o caso da soja, por exemplo, que exige um menor número de empregados dedicados à lavoura do grão.  Gasques estimou, para o período 1975 a 2018, taxa média de crescimento do capital utilizado na agropecuária de 0,80% a.a., enquanto no caso da mão de obra ela foi negativa (-0,39% a.a) e no da terra de pequena magnitude, apesar de positiva (0,03% a.a.).

    Em relação ao aumento da produtividade da terra, ele ocorre pelo uso de parcelas com maior potencial de produção (solos com qualidades edáficas satisfatórias considerando as atividades agrícolas potenciais). Também os rearranjos locacionais das atividades agrícolas, compatibilizando as exigências das culturas agrícolas com a condições edáficas dos solos disponíveis, podem gerar mais produto por quantidade do fator utilizados.

    No caso da agropecuária, o uso de inovações tecnológicas buscando redução de custos médios de produção é decorrente da necessidade de os agentes desse segmento da economia manterem suas posições no mercado concorrencial em que estão inseridos. Inovações tecnológicas certamente têm um papel importante a desempenhar nesse processo. De outro lado, também as economias de escala e de escopo obtidas com propriedades de maior tamanho auxiliam no processo de manutenção da competitividade.

    Ao levar-se em conta os dados apresentados neste texto sobre as taxas de crescimento do uso de fatores, pode-se inferir que o capital empregado na agropecuária foi o principal determinante do aumento da produtividade brasileira. Isso ocorre especificamente pelo aumento da eficiência do fator capital (tecnologia cristalizada).

  • PIB gaúcho é o maior dos últimos seis anos com forte influência da agropecuária

    O bom desempenho da agropecuária fortaleceu a economia gaúcha no primeiro semestre de 2019, quando o Estado alcançou 3,8% de crescimento, enquanto o Brasil cresceu 0,7% no mesmo período. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul nos seis primeiros meses do ano foi fortemente influenciado pelos desempenhos da agropecuária, que cresceu 7,2% (impulsionada pelas safras de soja e milho), e da indústria, com crescimento de 5,5% – destaque para a fabricação de veículos, de implementos e produtos químicos. Desde o primeiro semestre de 2013, o PIB do Estado não crescia tanto na primeira metade do ano.

    “Temos repetido que o agro é pilar de sustentação do Rio Grande do Sul, e isso se confirma mais uma vez com os dados divulgados”, opina o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho.

    O PIB do segundo trimestre de 2019 foi apresentado na tarde desta segunda-feira (14/10) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). O excelente resultado, segundo os pesquisadores que elaboraram o indicador, deve ser comemorado com cautela.

    “O crescimento do primeiro semestre de 2019 se deu sobre uma base deprimida, devido à estiagem e à greve dos caminhoneiros que ocorreram na primeira metade de 2018”, pondera Roberto Rocha, pesquisador em economia da Seplag.

    Rocha destaca o desempenho do setor automotivo no Estado. A produção de automóveis, implementos e carrocerias contribuiu decisivamente para o crescimento de 6,4% da indústria de transformação no período.

    A dinamização da agropecuária e de segmentos da indústria do RS fez com que, no semestre, os serviços crescessem mais do que na média nacional: 1,8% em comparação com 1,2% do país. O crescimento dos três setores foi maior no Estado do que no Brasil, evidenciando, mais uma vez, o desempenho superior da economia gaúcha em 2019, aponta a pesquisa.

    O resultado positivo do segundo trimestre deste ano é o quarto numa sequência que teve início no terceiro trimestre de 2018, logo após a greve dos caminhoneiros. Desde então, a economia gaúcha cresce em todas as comparações.

    Em relação ao trimestre imediatamente anterior (2° trim./2019 sobre o 1° trim./2019), o crescimento do PIB foi de 1,4%. Neste comparativo, a economia nacional evoluiu tão somente 0,4%. Mais uma vez, a agropecuária (6%) teve o melhor desempenho proporcional na comparação aos três primeiros meses do ano, enquanto a indústria ficou 1,1% positivo, mesmo assim ainda acima do desempenho do país. O setor de serviços cresceu 0,3% no RS no segundo trimestre em comparação ao trimestre que o antecedeu, reproduzindo a mesma expansão acanhada verificada em todo o Brasil.

    Quando comparado ao mesmo trimestre do ano passado (2° trim./2019 sobre 2° trim./2018), o crescimento da economia gaúcha chegou a 4,7%. O país, considerando o mesmo período de um ano para o outro, teve variação positiva de 1%. Em virtude do crescimento verificado em atividades de grande peso na arrecadação tributária, como a indústria de transformação e o comércio, o volume dos impostos sobre produtos no RS subiu 5,7%, enquanto, no Brasil, essa taxa foi de 1,7%. Com isso, o Valor Adicionado Bruto (VAB) do Estado cresceu 4,6%, bem acima da variação do Brasil, que foi de 0,9%.

    Neste quadro comparativo, a economia gaúcha apresentou crescimento nos três setores, com destaque para a agropecuária e a indústria. Porém, também nesse aspecto, os pesquisadores do DEE salientam que esta expansão se deu a partir de uma base baixa em 2018, consequência da estiagem que afetou a produção agrícola e da greve dos caminhoneiros, que impactou negativamente a produção industrial. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, as duas atividades com pior desempenho foram a indústria extrativa, com queda 5,5%, e a construção, com variação positiva de 0,1%.

    Acumulado do ano

    A taxa acumulada em quatro trimestres do PIB gaúcho ficou em 3,9%, o que demonstra um processo de recuperação da economia gaúcha. A expansão no período de um ano (até junho de 2019) foi resultado do crescimento da agropecuária (6,2%), da indústria (5,8%) e dos serviços (1,6%). Comparando com a trajetória da economia brasileira pós-crise, nota-se que o RS apresenta uma recuperação mais acelerada, notadamente quando comparada com a estagnação do desempenho nacional neste ano, diz o estudo.

    Para a chefe da Divisão de Indicadores Estruturais do DEE, Vanessa Sulzbach, “apesar de estarmos com crescimento significativo há quatro trimestres seguidos, a tendência é de que as taxas se arrefeçam a partir do terceiro trimestre de 2019, em parte porque a influência da agropecuária se concentra na primeira parte do ano, e também porque os indicadores mais recentes da indústria já sinalizam uma certa desaceleração em alguns segmentos”. Além disso, acrescenta, as perspectivas para a economia brasileira, importante mercado dos produtos gaúchos, dão conta de um crescimento inferior a 1%.