estiagem

  • Agricultor de Tenente Portela mostra como conservar água no solo em tempos de estiagem

    Em Tenente Portela, um dos 340 municípios gaúchos que enfrentam problemas por conta da estiagem, o produtor Valdemar da Motta, tem enfrentado o problema da falta de água na safra de grãos com medidas simples e baratas.
    Acreditando que o solo é um de seus principais patrimônios, Motta decidiu protegê-lo do sol forte e, ao mesmo tempo, torná-lo mais fofo e poroso, a fim de que possa acolher e reter a escassa água da chuva. No fim de janeiro, após ter colhido a safra de milho, Motta plantou, novamente, milho, na mesma área de 15 hectares. Sem gastar muito dinheiro, o agricultor semeou 60 kg/ha do próprio milho, que havia acabado de colher. Recentemente, no final de abril, Motta deitou as plantas, com ajuda de uma grade e trator, e, sobre a cama feita de palha de milho, ele planeja semear trigo, em junho.

    “Não gastei mais do que 55 reais por hectare, contando o diesel”, explica o agricultor. “E se eu não tivesse plantado milho, agora eu estaria gastando uns 70 reais por hectare com veneno para matar o inço que teria nascido na lavoura, então, na verdade, eu zerei a conta”, comparou Motta. “O benefício é muito alto, até porque a pesquisa diz que as raízes de milho ficam por uns 18 meses na terra”, completou o agricultor de Tenente Portela.

    “Uma operação com custo baixíssimo e um retorno grandioso”, disse o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Dejair Burtet. “O agricultor devolveu ao solo uma bela cobertura e uma grande quantidade de raízes, que, junto com os seres vivos do solo, irão devolver a capacidade de infiltração de água, fertilidade e descompactação das camadas adensadas, aproximadamente, até 10 cm de profundidade”, continuou o extensionista rural da Emater/RS-Ascar. “Esta prática barata permite melhorar a estrutura do solo e garantir mais água para as culturas que virão depois”, finalizou Burtet.

    Motivação

    Foram decisivas para a tomada de decisão do agricultor, a participação dele em um seminário sobre conservação do solo e água, promovido pela Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), bem como uma excursão, que o levou até a sede da Embrapa Trigo e da Fazenda Falcão, em Passo Fundo. Durante essas visitas, Motta conversou com pesquisadores e técnicos sobre manejo e conservação do solo.

    “Se não investirmos na terra, os filhos não vão ficar, mas se fizermos bem feito, a gente vê o resultado e dá pra fazer”, resumiu o agricultor Motta, que tem dois filhos.

    Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional de Ijuí

  • Medidas para produtores atingidos pela seca são bem recebidas por cooperativas

    Segundo a FecoAgro/RS, a união entre entidades do setor e parlamentares gaúchos foi importante para manter o desenvolvimento agropecuário do Estado

    Publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, 9 de abril, resolução do Banco Central de número 4.802 vai apoiar os produtores rurais do Rio Grande do Sul atingidos pela estiagem que persiste no Estado desde o final de 2019. A medida foi bem recebida pelas cooperativas agropecuárias gaúchas. O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, lembra que as tratativas iniciaram na última Expodireto Cotrijal.

    Para o dirigente, esta é a construção de uma saída para que o setor não perca o desenvolvimento e o ímpeto de crescimento e investimento experimentado nos últimos anos. “Nós não podíamos ter uma ruptura de crescimento, de investimento. Então o sistema cooperativo, através da FecoAgro/RS  e  outras entidades, como a Fetag,  a Farsul e a Acergs, propôs e teve uma recepção muito boa por parte da bancada gaúcha, no sentido de agilizar uma estrutura de socorro para que não houvesse essa ruptura”, destaca.

    As cooperativas integrantes do Procap-Agro vão poder renegociar as dívidas com os associados por meio da disponibilização de até R$ 65 milhões para cada e limite de R$ 40 mil por produtor e prazo de até quatro anos para pagamento. Segundo Pires, mesmo que não seja a medida ideal, ela é importante com o retorno do juro fixo. “Se não era o pacote desejado, foi o pacote possível dentro de todo este momento especial que o país vive”, observa.

    O presidente da FecoAgro/RS frisa, ainda, o empenho do Ministério da Agricultura, especialmente na figura da ministra Tereza Cristina e do secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio, e do secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, na solução das medidas. “Também tivemos grande apoio dos parlamentares gaúchos, mostrando que, quando um Estado está unido, ele tem força. E junto com as federações nós conseguimos avançar”, ressalta.

    Além da FecoAgro/RS, também participaram das ações entidades como Cotrijal, Farsul, Fetag/RS, Federarroz, Aprosoja/RS, Febrac, Agapomi, Sindag, Acergs e Abraleite. No último levantamento da Rede Técnica Cooperativa (RTC), a estimativa de perdas na cultura da soja chegava a 47,2% da safra.

    Foto: FecoAgro RS/Divulgação
    Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

  • Estiagem e Covid-19: anunciadas medidas de socorro ao agro gaúcho

    O Ministério da Agricultura atendeu na noite desta quarta-feira (08) pauta de reivindicações da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e anunciou medidas de socorro aos agricultores gaúchos que tiveram perdas com a estiagem e com o Covid-19.

    Entre as ações construídas, destaque para a renegociação dos custeios e investimentos e aberturas de linhas e créditos para produtores, cooperativas, cerealistas e agroindústrias.

    De acordo com o secretário da Agricultura, Covatti Filho, as medidas contemplam pauta elaborada pela Secretaria, em conjunto com entidades do agro gaúcho. “Com diagnóstico preliminar das perdas no campo e a preocupação com a situação dos produtores rurais, articulamos propostas junto ao governo federal para minimizar os efeitos da falta de chuvas e, agora, fomos atendidos. É um alívio para nós, mas principalmente para o produtor”, comemora Covatti.

    Para produtores afetados pela estiagem

    1. Renegociação das dívidas de custeio, podendo ser parcelados em até sete anos.

    2. Prorrogação das dívidas de investimentos para depois da última parcela do contrato.

    3. Abertura de linhas de créditos para cooperativas de até R$ 65 milhões por tomador, com prazo de até quatro anos para pagamento

    Para produtores afetados pelo coronavírus

    1. Prorrogação de dívidas de custeio e investimento de todos os produtores até o dia 15 de agosto de 2020

    2. Abertura de linha de crédito emergencial de R$ 20 mil para produtores do Pronaf e R$ 40 mil para produtores Pronamp que trabalham com culturas de hortifrútis, flores, leite, pesca e aquicultura, com prazo de pagamento em até três anos e aplicação de juros já praticados pelos dois programas;

    3. Recursos para comercialização para cooperativas, cerealistas e agroindústrias de até R$ 65 milhões por tomador por meio do Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP).

    Medidas amenizam perdas

    Mais da metade dos municípios gaúchos já decretou situação de emergência por problemas causados pela estiagem. As perdas nas lavouras já chegam a 45% em algumas culturas, como a da soja. Em relação ao milho, a produção deve ser 30% menor, mesmo percentual da safra da maçã. A alta do dólar e a pandemia do coronavírus deixam a situação ainda mais alarmante.

    Segundo Covatti, o monitoramento da seca vai continuar e, caso necessite de novas medidas, serão discutidas pelo grupo de trabalho que conta com representantes da Secretaria da Agricultura, governo federal e entidades do agro. “A ministra Tereza Cristina deixou as portas abertas e vamos manter o diálogo. Novas pautas podem surgir e estaremos preparados para trabalhar”, diz Covatti.

    Além das propostas estudadas junto ao governo federal, a Secretaria da Agricultura agiu intensamente nos últimos meses com a aprovação de importantes medidas:

    Programa de Sementes Forrageiras: Para 2020 estão previstos R$ 6,6 milhões – mais que o dobro em relação ao ano passado, quando o programa tinha R$ 3 milhões. O programa subsidia ao produtor 30% do valor das sementes forrageiras a serem utilizadas na formação de pastagens de inverno e verão para alimentação dos rebanhos.

    Programa Troca-Troca de Sementes: Prorrogação do prazo de pagamento dos contratos, de 30 de abril para 31 de maio.

    Lançamento do Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho (Pró-Milho RS) ,que tem entre seus subprogramas a intensificação da assistência técnica aos produtores, para maior eficácia tecnológica na produção e ampliar a área irrigada de milho, entre outros objetivos.

    Perfuração de poços artesianos e construção de microaçudes em municípios que decretaram situação de emergência.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/

  • Chuvas recuperam de forma parcial lavouras de milho, que segue em colheita

    As chuvas ocorridas atenuaram parcialmente a situação de déficit hídrico que a cultura do milho enfrenta no Estado e favoreceram a evolução para as fases de maturação e colheita na maioria das regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (23/01) pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as lavouras de milho estão 15% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 25% em enchimento de grãos, 26% maduro e 22% do total já foram colhidos.

    Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, que corresponde a 10% da área cultivada com milho no Estado, ainda que a umidade no solo tenha retornado, não foi possível a recuperação das lavouras em estágio fisiológico avançado de final de ciclo. À medida que a colheita avança, a produtividade das lavouras tem sido menor, em consequência da falta de água nos estágios críticos. Apesar disso, o produto colhido tem apresentado boa qualidade.

    Na região de Santa Rosa, onde 60% do milho estão colhidos, a produtividade teve pequena queda em função da baixa umidade do solo, que atingiu lavouras em plena floração e formação inicial do grão. Com a melhora das condições de umidade do solo, foi iniciada a semeadura para o cultivo da segunda safra (milho safrinha) nas áreas colhidas. As chuvas da semana frearam as atividades de colheita e os produtores buscam a retirada do produto da forma mais célere possível, para liberar as áreas também para a semeadura da soja safrinha. A boa produtividade obtida e os preços com tendência de elevação devem possibilitar boa rentabilidade da cultura nesta safra.

    SOJA – O cultivo da soja no RS alcançou a totalidade da área prevista para a safra 2019/2020, que é de 5.956.504 hectares. Das lavouras implantadas, 48% se encontram em desenvolvimento vegetativo, 39% em floração e 13% na fase de enchimento de grãos. Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, que corresponde a 11,8% da área de soja no Estado, o desenvolvimento das lavouras ainda é satisfatório, mesmo com as condições de falta de umidade e de altas temperaturas nas últimas semanas. As chuvas recuperaram parcialmente as lavouras, apesar de já haver perdas, sobretudo nas Missões.

    Na regional de Ijuí, o retorno das chuvas influenciou a emissão de folhas novas, de ramos laterais e o aumento da floração. Em geral, as plantas apresentam tamanho menor do que o ideal, com índice foliar abaixo do esperado e potencial produtivo comprometido devido à estiagem. Os índices de redução do potencial produtivo são diferentes conforme a localização das lavouras, o período de semeadura e o ciclo das cultivares. No Corede Alto Jacuí é onde se identificam as maiores reduções de produtividade. Até o momento, há baixa incidência de pragas.

    ARROZ – Atualmente no RS 62% das lavouras estão em germinação/desenvolvimento vegetativo, 26% em floração, 11% em enchimento de grãos e 1% em maturação. Em geral, a lavoura mantém bom desenvolvimento. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, onde 90% das lavouras encontram-se em estágio de florescimento, as chuvas na semana (50 mm) auxiliaram no manejo da água nas lavouras e na reposição dos mananciais. Em Quaraí, as lavouras de arroz apresentam bom estande de plantas, sem incidência de problemas de pragas e doenças. Os produtores têm realizado ajustes sistemáticos na irrigação, de modo a assegurar água para todo o ciclo. Já na região de Soledade, as chuvas ocorridas ainda não são suficientes para repor os volumes dos mananciais. As lavouras mais adiantadas no ciclo da cultura seguem recebendo tratos culturais. Já nas áreas semeadas com restrição de umidade do solo, há falhas devido à germinação desuniforme. Em geral, as lavouras se mantêm com bom estado fitossanitário.

    Na região de Santa Maria, 85% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 15% em floração. Os produtores que contam com reservas de água não sofreram os efeitos da estiagem, prevendo inclusive superior qualidade de grãos. Já aqueles que tiveram problemas, atrasaram o plantio em função das chuvas ocorridas na primavera; foi o que ocorreu em Cacequi, onde 30% dos 11 mil hectares do município foram semeados após o período recomendado. Tal medida fará com que a fase de floração ocorra entre fevereiro e março, quando há menor insolação e maior risco de temperaturas noturnas baixas, condições que podem vir a comprometer a produtividade e a qualidade dos grãos a serem colhidos.

    FEIJÃO 1ª SAFRA – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está na fase final de colheita, com produtividade média de 25 sacos por hectare. As últimas lavouras colhidas apresentaram redução de produtividade, mas ainda boa qualidade dos grãos. Na de Santa Rosa, 95% da área já está colhida, e a produtividade média é de 1.200 quilos por hectare. Os produtores aguardam até o final de janeiro para o plantio da segunda safra (safrinha); dessa forma, o ciclo da cultura atingirá as fases de floração e enchimento de grãos em março, quando a tendência é de temperaturas amenas e de regime regular de precipitações. Já na região de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos e 90% já foram colhidas. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade. A produtividade média tem se mantido em 1.800 quilos por hectare.

    OLERÍCOLAS

    Cebola – Na regional de Pelotas, o clima seco de dezembro e janeiro favoreceu a colheita e a cura da cultura, resultando em produto com ótima casca e cor, qualidades distintivas para a comercialização do produto. A colheita foi praticamente concluída, e a comercialização da cebola está bastante lenta, principalmente pelo preço baixo ofertado ao produtor.

    Batata – Na região de Caxias do Sul, 25% da área implantada de 10.300 hectares está colhida ou pronta para colheita; o restante da área se divide em estádio reprodutivo e crescimento vegetativo. Há perdas na produção devido ao déficit hídrico, ao estresse térmico e à forte insolação, refletindo-se no tamanho das batatas e na esvalorização do produto.

    FRUTÍCOLAS

    Uva – Na regional de Caxias do Sul, estão em plena colheita as variedades superprecoces Chardonay, Riesling, Pinot Noir, Concord e Isabel precoce e inicia a das variedades de ciclo precoce, como Niágara e Bordô. A maioria dessas variedades apresenta cacho de tamanho bem menor que o tradicional, bagas mais finas e cachos ralos. As duas primeiras características derivam da deficiência hídrica e forte radiação solar, e a última é consequência do excesso de chuvas e da baixa radiação solar em outubro e novembro, período do estádio de florescimento. São fatos positivos tanto a excelente sanidade das bagas quanto o bom grau de açúcar. As chuvas das últimas semanas estancaram o avanço de murchamento de brotos e bagas, o secamento e a perda de folhas e brotos. As cultivares de ciclo médio e tardio apresentam maturação forçada e bastante adiantada; mas mesmo com o retorno das chuvas, não haverá tempo para recuperação do calibre das bagas. Principal uva de mesa da região, a Niágara rosada, vem sendo fortemente ofertada pelos viticultores, mesmo com baixa qualidade, a fim de reduzir perdas e aliviar as plantas. Tal fato derrubou a precificação da fruta. Os preços médios na propriedade para as uvas de mesa são os seguintes: americanas sem proteção a R$ 2,00/kg, Niágara protegida a R$ 5,00 e uvas finas a R$ 10,00/kg.

    MORANGO – Na regional de Pelotas, onde são cultivados 50 hectares, segue a colheita do morango cultivado em canteiros e no solo. Os frutos apresentam tamanho menor devido ao calor e à radiação solar intensa. A colheita das cultivares de dias curtos foi encerrada. Produtores intensificam os manejos de limpeza das plantas e iniciam o preparo das áreas para plantio das mudas para o novo ciclo, que deverá ser implantado com mudas importadas da Espanha.

    OUTRAS CULTURAS

    Erva-mate – Na regional de Erechim, segue a colheita, com produtividade média de 600 arrobas por hectare. Na de Soledade, a estiagem atrasou o crescimento da erva-mate, mas os ervais iniciaram a recuperação com a volta de chuvas regulares. No entanto, o maior problema está nos plantios e replantios realizados em função da morte de mudas; em alguns locais, chegou a mais de 50% delas. Na regional de Passo Fundo, a área implantada com a cultura é de 1.110 hectares, com produção anual de em torno de 11.700 toneladas de folha verde. Os principais municípios produtores são Nova Alvorada, Machadinho e Capão Bonito do Sul. Agricultores realizam monitoramento e controle de pragas, manejo da cobertura de solo e adubação. A colheita ocorre normalmente. No entanto, neste período os ervais estão em brotação, reduzindo o processo de industrialização, que passará a normalizar a partir de março.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    Com a continuidade das chuvas ocorridas na semana, os campos nativos e as pastagens cultivadas retomaram seu desenvolvimento, propiciando melhores condições de pastejo para os animais. As pastagens cultivadas perenes se recuperam e aumentam a produção de massa verde mais rapidamente do que os pastos nativos. As áreas destinadas à fenação têm apresentado um bom rendimento.

    PISCICULTURA – No geral, o volume de água dos açudes é satisfatório, mas ocorrem alguns casos de deficiente oxigenação da água, em consequência das altas temperaturas. O desenvolvimento dos peixes é bom, e as despescas realizadas têm bons resultados. Vários açudes ainda estão sendo povoados para a produção de peixes destinados à comercialização da Semana Santa.

    PESCA ARTESANAL – A pesca de Camarão está ocorrendo normalmente e com boa produtividade na Lagoa do Peixe. Em alguns dias da semana, os ventos fortes ocorridos no litoral dificultaram a prática da pesca artesanal marinha. O camarão capturado na Lagoa do Peixe está sendo comercializado a R$ 15,00/kg com casca e entre R$ 45,00 e R$ 60,00/kg descascado. Na regional de Porto Alegre, as espécies de pescado artesanal marinho mais capturadas e vendidas foram Papa-Terra e Pescada, a preços em torno de R$ 10,00/kg.

  • Cooperativas gaúchas atualizam levantamento sobre perdas relativas à estiagem

    Dez dias depois do primeiro levantamento, a Rede Técnica Cooperativa (RTC), a pedido da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), apresentou uma segunda estimativa das perdas com a estiagem na safra gaúcha. Com isso, na soja a redução fechou em 18,9% e no milho em 30% neste estudo.

    No levantamento anterior, de 7 de janeiro, as perdas na cultura da soja com os impactos da estiagem no Rio Grande do Sul, eram estimadas em 13% enquanto no milho o valor era de 33%. A análise, antes feita de forma linear, agora considera uma média ponderada em uma área pesquisada de 3,2 milhões de hectares de soja e 337 mil hectares de milho. Foram consultadas 22 cooperativas que compõem a RTC.

    No caso do milho, houve uma avaliação mais detalhada, que mostrou algumas regiões como a das Missões e de Santa Rosa, por exemplo, com boas áreas e muito pouca quebra que fez com que as perdas, em relação ao primeiro levantamento, diminuísse o percentual. Quanto a soja, segundo o estudo, houve o inverso, com quedas mais acentuadas em regiões tradicionais de plantio muito intenso aumentando as perdas até o momento para 18,9% ou seja, praticamente 50% a mais de prejuízos que o levantamento anterior.

    A FecoAgro/RS lembra sempre que esse quadro de perdas, principalmente da soja, pode ser agravado se para frente, houver condições de clima desfavoráveis. Já no milho, os números estão mais consolidados, já que o Rio Grande do Sul tem uma boa parte de área colhida e a maioria das perdas, onde houveram, já estão definidas.

  • Bate-papo técnico no Campo Tecnológico Cotrijuc Getagri

    A manhã desta quarta-feira, dia 22 de janeiro, foi de troca de informações e muito conhecimento com o Pesquisador e Professor Marcelo Madalosso.

    A equipe técnica da Cotrijuc e Getagri atualizou suas informações sobre a safra de soja 2020 e os cuidados que se deve ter daqui pra frente após a estiagem e as novas chuvas. Para Madalosso, com o inicio do processo de florescimento a soja voltou com toda a força e esse momento é muito delicado.

    “Após as chuvas entramos em um período com condição de  temperatura menor, o que favorece muito o fungo, que não tínhamos antes, por isso o mês de fevereiro é que vai comandar todos os principais cuidados, afinal, é possível que se repita o que tivemos no ano de 2012”, finaliza o pesquisador.

    Dia da Campo – Campo Técnológico Cotrijuc Getagri

    Nos dias 19 e 20 de fevereiro acontece o dia de campo. Para essa edição, foram implantados trabalhos com cultivares, fungicidas, herbicidas, inseticidas, manejo de fertilidade, manejo de rotação de culturas, entre outros, onde se busca novas tecnologias para auxiliar o cooperado na missão de produzir e rentabilizar.

    “Entendemos que a informação é uma importante ferramenta na agricultura, principalmente quando a mesma tem por objetivo maximizar a renda do cooperado”, explica o coordenador das áreas experimentais, Felipe Michelon.

    Também, estão sendo realizados trabalhos em conjunto com a Rede Técnica Cooperativa (RTC) que é gerenciada pela equipe de pesquisadores da CCGL e tem como objetivo gerar informações técnicas em conjunto com as cooperativas. Os trabalhos são realizados na Área Experimental da CCGL e também nas áreas experimentais das cooperativas participantes do projeto.

    Desde já, todos os cooperados da Cotrijuc e assistidos da Getagri Assessoria Agrícola estão convidados a participar do Campo Tecnológico e das demais atividades de divulgação dos resultados dos trabalhos.

     

  • Seca agrava escassez do milho

    A estiagem que atinge o sul do Brasil afeta a produção e a produtividade das lavouras de milho e de soja. Para Santa Catarina, maior importador de milho do País, a seca pode agravar o abastecimento das cadeias de aves e suínos.

    Levantamento preliminar da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) aponta que a metade sul do território barriga-verde – considerando a BR-282 como linha divisória – foi a mais afetada.

    O vice-presidente Enori Barbieri acionou os Sindicatos Rurais filiados à FAESC para obter um quadro atualizado da situação. Uma faixa territorial do lado catarinense do Vale do Rio Uruguai, desde Itapiranga até os campos de Lages, está comprometida. O milho retido na propriedade para nutrição do gado leiteiro (milho-silagem) teve redução de 40%, o que certamente impactará a produção de lácteos.

    Grande produtora de grãos, a região do meio oeste foi muito prejudicada. Em Campos Novos, 18% dos 55.000 hectares de soja, 15% dos 12.000 hectares de milho e 12% dos 5.000 hectares de feijão foram perdidos. O município já contabiliza R$ 45 milhões em prejuízos econômicos. No oeste e extremo oeste as perdas situam-se em 30%

    Já havia uma previsão de insuficiência de milho em decorrência de fatores naturais (seca em outros Estados, queimadas, atraso no plantio e redução de área cultivada) e econômicos (aumento das exportações do grão em face da situação cambial favorável). Agora, com a extensão da estiagem, agrava-se o quadro de abastecimento.

    Barbieri assinala que é crucial encontrar novas fontes de abastecimento interno, observando que o preço da commodittie registra elevação consistente no mercado brasileiro.

    O presidente da FAESC José Zeferino Pedrozo – que também é vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) – avalia que a saída será ampliar as importações de milho da Argentina e do Paraguai. Além disso, deve prosperar a chamada Rota do Milho que ligará o oeste catarinense com a região produtora do Paraguai. Esse país-membro do Mercosul situa-se muito próximo do grande oeste de Santa Catarina,  produz 5,5 milhões de toneladas, mas pode chegar a 15 milhões com o estímulo das importações brasileiras.

    Em resumo: a Faesc prevê que deve faltar milho ainda neste primeiro semestre. “O cenário é preocupante porque, da demanda total, 96% destinam-se à nutrição animal, principalmente dos plantéis de aves e suínos”, expõe o dirigente.

    O mercado interno ficará dependente da segunda safra (a “safrinha”), a ser colhida em julho, que responde por 70% da produção total de milho. A safra dependerá totalmente do clima e, se as chuvas não forem suficientes, o quadro de oferta e demanda ficará extremamente desequilibrado. A agroindústria espera que a segunda safra de milho garanta o abastecimento no segundo semestre, regularizando o cenário de oferta.

  • Cobertura de solo pode ajudar a amenizar estiagem

    Redução na quantidade de chuvas e temperaturas extremas resultaram em estiagem no Rio Grande do Sul indicando perdas na safra de verão 2019/2020. Muitos produtores estão investindo em estratégias de manejo de solo que podem amenizar os impactos do déficit hídrico nos cultivos de grãos de verão.

    Segundo levantamento inicial realizado na primeira semana de janeiro pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com base em informações coletadas junto a 22 cooperativas associadas a rede, as perdas no milho estão estimadas em 33% e na soja em 13%.

    A falta de chuvas afetou mais o milho em função do estágio das lavouras que atravessavam o desenvolvimento vegetativo e a floração. No momento, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS (09/01/20), 75% da soja está em desenvolvimento vegetativo e outros 22% das lavouras estão em plena floração.

    Estiagem ou seca?

    De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Genei Antonio Dalmago, estamos atravessando um período de estiagem no Rio Grande do Sul, quando as lavouras reduzem o potencial produtivo por falta de água. “Se o quadro de falta de água se mantiver, podemos evoluir para uma condição de seca mais intensa, com risco de perda total da lavoura”, informa Genei.

    Os dados meteorológicos coletados junto as estações do INMET confirmam a estiagem em diversos municípios do Estado. Além da distribuição irregular das chuvas nos meses de novembro e dezembro, houve diversos registros de temperaturas extremas, com valores até 1ºC acima da média histórica, com máximas passando dos 40ºC em vários municípios gaúchos.

    A estação meteorológica da Embrapa Trigo, em Passo Fundo, RS, registrou poucas e esparsas chuvas no período de 10/11/19 a 09/01/20 (veja no gráfico). Em novembro, as precipitações somaram 115 milímetros (mm) e estiveram concentradas na primeira semana do mês, seguida de 20 dias sem chuva. O mês também registrou temperaturas do ar mais altas, com mínimas em torno dos 15ºC e máximas acima dos 30ºC. Em dezembro, foram 25 dias sem chuvas, com pancadas isoladas que resultaram em 47,6 mm no mês, o que representa apenas 27% da média histórica. No final de dezembro, as temperaturas passaram dos 36ºC, com umidade relativa do ar abaixo de 60% e insolação 30% superior à média. Até o dia 9 de janeiro, a umidade relativa do ar estava -8% abaixo do normal.

    O cenário foi um pouco diferente na região noroeste do RS, onde o volume de chuvas pode ser considerado satisfatório, com 332 mm acumulados entre novembro e dezembro na estação de São Luiz Gonzaga. O problema na região foram as altas temperaturas do ar, com máximas próximas a 40ºC na maioria dos dias. As mínimas também superaram os 18ºC.

    Em teoria, uma planta consome entre 5 a 7 mm de água por dia, valor que  pode variar em função do ambiente, como calor/frio, radiação solar disponível, capacidade de armazenamento de água no solo, e outros. Avaliando a quantidade  de chuva em Passo Fundo, 47 mm em todo o mês de dezembro supriria as necessidades da planta por apenas uma semana. “Esta é a maior estiagem nos últimos dez anos. Ainda mais expressiva do que o verão de 2013, última estiagem registrada no RS, quando choveu 66,4 mm em dezembro”, conta o analista do laboratório de meteorologia da Embrapa Trigo, Aldemir Pasinato.

    Estresse térmico

    De acordo com o pesquisador Genei Antonio Dalmago, muitas plantas estão apresentando estagnação no crescimento em função do estresse térmico que veio associado ao estresse hídrico. “Mesmo nos casos em que existe disponibilidade hídrica, as plantas estão enfrentando altas temperaturas do ar, mesmo à noite, quando não sofrem diretamente com a radiação solar mas aumentam a respiração, o que se traduz em perda de reservas que iriam para os grãos. Quando a planta está sob constante estresse térmico, ela para de crescer e, em determinadas situações, interrompe o processo de fotossíntese”.

    Cenários

    O último relatório do INMET (23 de dez/2019), indica um cenário de neutralidade climática no Sul do Brasil, ou seja, sem a ocorrência de fenômenos como El Nino (chuvas intensas) ou La Nina (falta de chuvas). Porém, o prognóstico para o RS (jan e mar/2020) indica redução do transporte de umidade da Amazônia para o Sul, implicando na redução de chuvas e temperaturas acima da média histórica.

    De acordo com as previsões, a redução das chuvas tende a ser maior em fevereiro, mês importante para a fase de enchimento de grãos na soja. Contudo, as chuvas ocorridas nos últimos dias (com 76 mm em Passo Fundo nos dias 10 e 11 de janeiro), com boa distribuição no Estado do RS, podem amenizar os efeitos da estiagem.

    Como amenizar os efeitos da estiagem

    A Embrapa Trigo preconiza algumas ações de manejo que podem reduzir perdas por estiagens na produção de grãos. A adoção de práticas de conservação do solo é solução mitigadora reconhecida pelos produtores do RS.

    Estiagens de curta duração têm sido uma das causas de frustração agrícola na safra de verão, especialmente em situações de compactação de solo. De acordo com o Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, a degradação de solo pode ser percebida, normalmente, na camada de 5 cm a 20 cm de profundidade. “A camada superficial, até 5 cm, geralmente apresenta elevada fertilidade, favorável ao desenvolvimento das plantas. Já na camada subsuperficial, de 5 cm a 20 cm, o solo se encontra frequentemente compactado”, explica ele e complementa “a degradação física do solo não permite o aprofundamento das raízes e, com poucos dias sem chuva (5 a 10 dias), o cenário é de estiagem nas lavouras porque as plantas não conseguem absorver água suficiente num solo compactado”.

    Em 2014, um experimento avaliou a produtividade da soja em lavoura comercial em Sarandi, RS, depois da ocorrência de 30 dias sem chuva, seguida de uma precipitação de 7 mm, sequenciada por 45 dias sem chuva e por duas semanas com picos de temperatura superior a 40°C, antecedendo a colheita. A produtividade da soja sob forte estresse hídrico foi de 3.458 kg por hectare (ha), três vezes maior que a média da região. A taxa de infiltração de água no solo foi de 92 mm/h na área em que foram combinadas práticas mecânicas e de diversificação de culturas enquanto em área sem as práticas, a taxa de infiltração foi de 13 mm/h. Além de cobertura permanente no solo, a propriedade de 149 hectares conta com terraços, instalados há mais de 17 anos.

    Nesta safra, os efeitos da palhada para amenizar a estiagem na soja foram sentidos pelo produtor Evandro Martins, que implantou 80 ha de soja e 25 ha de milho em Passo Fundo, RS. Além da descompactação do solo e investimentos em corretivo e fertilizantes, o produtor trabalha com o processo colher-semear, isto é, a colheita de verão é seguida pela semeadura de gramíneas que cobrem o período de vazio outonal até a implantação da lavoura de inverno. O investimento no solo, prática constante na propriedade há 20 anos, mostrou resultados importantes nesta safra: “Semeamos a soja sobre 8 toneladas de matéria seca de aveia. Esta soja não sofre tanto com a estiagem, mantendo a umidade e a atividade biológica do solo. Estimo uma quebra de 25 a 30%, enquanto os outros produtores da região falam em perdas de 70%. No milho, nossa quebra deverá ficar em 30%”, conta Martins.

    O centeio no inverno cobre grande parte da propriedade da família Cereta, em Sobradinho, RS. “Além de reduzir a temperatura do solo com a palhada, as raízes fortes do centeio também ajudam na descompactação do solo, mostrando uma soja mais vigorosa do que nas áreas que foram cobertas por aveia ou azevém”, avalia a engenheira agrônoma Juliana Cereta. Segundo ela, a região central não sofre muito com a estiagem até agora, registrando chuva frequente em pequenos volumes quase toda a semana. “Vamos sentir os impactos do clima, mas com uma quebra menor do que as demais regiões do Estado”, afirma, apostando num rendimento de grãos na soja pouco abaixo dos 75 sacos/ha colhidos na safra passada.

    Em São Gabriel, RS, onde a área de soja triplicou nos últimos 10 anos, a semeadura estava suspensa por falta de umidade no solo que persiste desde o mês de novembro. Contudo, as lavouras que foram semeadas estão suportando bem a estiagem, mesmo em solos mal drenados e pouco profundos. Com a soja entrando no período reprodutivo, a estimativa é manter o nível de perdas em 15%. Para o engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater/RS, Renato Barreto, a prática de cobrir o solo com aveia no inverno pode ter ajudado a amenizar os efeitos do clima adverso. “Muitos produtores utilizam o inverno para a engorda do gado, rapando a lavoura e deixando pouca cobertura para o verão. Iniciamos um trabalho de conscientização que mostra os resultados agora, num momento difícil para a soja”, explica Barreto.

  • Medidas de emergência e levantamento de perdas da estiagem

    O presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, informou as medidas de emergência que a Instituição está tomando para amenizar as consequências da estiagem no Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito na tarde de quinta-feira (09/01), na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), durante reunião de prefeitos, deputados federais e estaduais, o presidente da Famurs, Dudu Freire, o secretário em exercício da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Luiz Fernando Rodriguez Júnior, bem como demais representantes da Secretaria da Defesa Civil, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios e entidades agrícolas do RS.

    Segundo Sandri, a Instituição organizou uma rede com 12 técnicos responsáveis, um em cada Regional, para receber as informações dos seus municípios diariamente e enviá-las para serem compiladas pela Gerência de Planejamento (GPL), no Escritório Central, em Porto Alegre. A Emater/RS-Ascar também está participando dos Grupos de Trabalho da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e Defesa Civil e realizando ações conjuntas com os municípios e entidades.

    “Queremos orientar e dar agilidade às ações para remediar a situação, como auxílio na elaboração dos laudos necessários para encaminhamento do seguro pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Para isso, a Emater deverá realocar técnicos para municípios que tenham um volume maior de solicitantes”, afirma Sandri. Desde o primeiro dia de novembro do ano passado, com o começo da estiagem, até hoje (10/01), tem-se o registro de 976 solicitações de Proagro, sendo 410 apenas no milho e o restante para as perdas na fruticultura e olericultura.

    Diante das ações da Emater/RS-Ascar, a Instituição foi citada, mais de uma vez, em cada pronunciamento realizado no evento por diferentes autoridades e lideranças, “demonstrando assim a relevância e credibilidade de nosso trabalho”, conclui Sandri.

    Na ocasião também foi divulgada a estimativa preliminar de perdas na agropecuária em função do calor excessivo e falta de chuvas no Estado. O levantamento inicial aponta as maiores perdas no milho, sendo 30% nas regiões de Pelotas, Porto Alegre e Caxias do Sul; 32% na região de Ijuí; 26% na de Lajeado; 25% nas regiões de Soledade e Santa Maria e 20% na de Bagé. O milho silagem também apresenta perdas significativas, 65% na região de Caxias do Sul; 40% na de Soledade; 30% na de Porto Alegre e 27% na de Lajeado.

    Outra cultura de verão bastante afetada é a do feijão, com perdas de 30% nas regiões de Porto Alegre e Soledade e de 20% na região de Caxias do Sul. Já a soja apresentou menores perdas em relação aos outros grãos da safra de verão, 20% na região de Soledade; 16% na de Lajeado e 10% nas regiões de Porto alegre e Frederico Westphalen.

    O diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, destacou a dificuldade de mensurar as perdas, “porque a estiagem é desuniforme e ainda está em curso, os dados mudam rapidamente. O caráter regionalizado e fases de cada cultura também influencia na consequência da estiagem e no porcentual de perdas?. disse.

  • Prefeito em exercício de Pinhal Grande faz reunião para avaliar a situação da seca

    O Prefeito em exercício Adilio Batistela, preocupado com a seca que vem assolando o município, decidiu reunir o Secretária da Agricultura, que na ocasião foi representado pelo chefe da Patrulha Agrícola Darci Ferreira dos Santos, a chefe local do Escritório da EMATER, Flavia Dalmolin Michelon e responsável pela Defesa Civil do município Oclecio Uliana, para obter mais informações sobre as perdas, ocasião em que ficou decidido que deverá ser feito um levantamento completo dos prejuízos nas lavouras, para poder decretar situação de emergência, tendo em vista que a EMATER já fez um prévio levantamento, onde aponta perdas significativas nas lavouras de soja, milho, feijão, tabaco e pastagens.

    Na reunião também ficou definido para que seja feito uma reunião na sexta-feira desta semana com outras entidades para decidir pela decretação de emergência.


    O Prefeito Adilio disse que caso ocorra uma chuva nos primeiros dias, mesmo assim grande parte da produção não será recuperada, falou também na questão do abastecimento de água que foi afetada pela longa estiagem, fazendo com que a Prefeitura estabelecesse o racionamento de água em determinados horários, lembrando que a população precisa se conscientizar, não desperdiçando a água.

    Para amenizar a situação dos agricultores, a Patrulha Agrícola vem se empenhando em fazer abertura e reabertura de bebedouros no interior do município para que não falte água também para os animais.

    Fonte e foto  Assessoria comunicação PMPG (Site)