EXPORTAÇÃO

  • Exportações de carne bovina “derrapam” neste início de fevereiro e podem fechar abaixo de fev/20, aponta analista

    De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Camex) do Governo Federal, divulgadas nesta quarta-feira (17) os resultados das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada até a segunda semana de fevereiro estão aquém do esperado.

    Conforme explica o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os dados acenderam um sinal de alerta e mostram uma falta de oferta de animais para abate fora do padrão de exportação para a China.

    “Isso é complicado, porque as exportações foram muito importantes no ano passado para uma curva ascendente de preços no mercado interno, e com estes resultados atuais, é possível que este mês se encerre com resultados abaixo do que foi fevereiro de 2020”, disse.

    No caso das toneladas por média diária, foram 4498,6239, queda de 26,77% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado para o quesito na semana anterior, observa-se uma retração de 4,5%.

    Já o preço pago por tonelada, US$ 4552,470, foi 2,81% maior do que o praticado em fevereiro do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve alta de 0,6%.

    A receita obtida com as exportações de carne bovina nos dez dias úteis de fevereiro de 2021, US$ 204.798,54, representam 42% do total obtido em todo o mês de fevereiro de 2020, que foi 489.658,449. No caso do volume embarcado, as 44.986,239 toneladas são 40,7% do total exportado em fevereiro do ano passado, que foi de 110.579,672.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Exportação de farelo de soja do Brasil à China exige mais conversa

    A exportação de farelo de soja do Brasil para a China exige mais negociação, mas as conversas estão em andamento, disse nesta quinta-feira a ministra da Agricultura brasileira, Tereza Cristina, que está em visita ao país asiático.

    A China é o maior importador global de soja do mundo e o principal cliente do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa em grãos.

    Mas os embarques de farelo de soja brasileiro ao gigante asiático são inexpressivos, uma vez que os chineses preferem importar a matéria-prima do produto para a produção de ração.

    Em nota, o Ministério da Agricultura do Brasil afirmou nesta quinta-feira que estão sendo acertados protocolos para exportação de farelo de algodão e de farelo de soja aos chineses, “mas essa negociação exige mais conversas entre as equipes técnicas dos dois países”.

    “Temos também, na área de produtos vegetais, um encaminhamento do protocolo de farelo de algodão, de farelo de soja —que está um pouco mais complicado, mas em andamento”, disse a ministra, sem elaborar, em vídeo publicado no Twitter.

    Enquanto as exportações de soja do Brasil à China somaram 68,6 milhões de toneladas em 2018, os embarques de farelo de soja, um produto de maior valor agregado, somaram apenas 90 mil toneladas, aproximadamente, segundo dados do governo.

    A indústria de soja do Brasil já negocia há um tempo um acordo para exportar mais farelo de soja aos chineses.

    Enquanto isso não ocorre, a Argentina, maior exportadora global de farelo de soja e de óleo de soja, obteve em setembro a habilitação de sete processadoras para exportar farelo à China.

    Procurada, a Abiove, associação da indústria de soja do Brasil, não comentou o assunto imediatamente.

    A ministra também disse em sua publicação que o Brasil está confiante de que autoridades chinesas irão conceder autorizações para mais exportadores brasileiros de carne antes que o presidente do país asiático, Xi Jinping, visite o Brasil no próximo mês.

    Ao final de sua segunda viagem à China, a ministra disse também que houve discussões com autoridades chinesas a respeito de açúcar, algodão e etanol do Brasil.

  • Brasil exporta 1,989 milhão de sacas em outubro

    Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que as exportações brasileiras de café em grão, de 1º a 20 de outubro, foram de 1.989.100 sacas de 60 quilos, com receita de US$ 231,2 milhões (US$ 16,5 milhões) e um preço médio de US$ 116,20 por saca.

    Como comparação, em setembro de 2019 as exportações brasileiras de café em grão totalizaram 2.693 milhões de sacas e alcançaram 3.276 milhões de sacas em outubro de 2018.

    A receita média diária obtida com as exportações foi de US$ 14,446 milhões na terceira semana de outubro (14 a 20). A média diária até agora no mês é de US$ 18,215 milhões, 2.0% superior no comparativo com o mês anterior, que foi de US$ 17,851 milhões.

    Em relação a outubro de 2018, quando a média diária dos embarques totais de café atingiu US$ 21,948 milhões, a receita média de exportações de café de outubro de 2019 até agora é 17% menor, conforme os dados acumulados até o dia 20.