MILHO

  • Safrinha de milho deve ganhar fôlego

    A safrinha brasileira de milho deve ganhar um fôlego extra com o incentivo dos preços, mesmo com um atraso na safra soja, segundo o que informou a mais nova análise da consultoria INTL FCStone. De acordo com a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, a área plantada é estimada em 13,17 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 2,24% frente a 2018/2019.

    Na questão da produção, o grupo estima produção de 72,11 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas a menos que o recorde registrado no ciclo anterior.  “Os preços mais sustentados e as exportações recordes podem acabar incentivando a safrinha. Esse leve aumento da produção foi resultado de uma revisão na produtividade esperada para o Rio Grande do Sul, que passou de 7,26 para 7,49 toneladas por hectares, diante de condições climáticas muito favoráveis para o desenvolvimento do cereal”, comenta.

    Em relação ao estado do Rio Grande do Sul, este deve ser o principal produtor da primeira safra, o que acabou influenciando na produtividade média do Brasil, agora estimada em 6,39 toneladas por hectare pela INTL FCStone. “As estimativas para as exportações de milho foram calculadas em 35 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno ficou em 68,5 milhões de toneladas. Mesmo considerando um consumo maior, com a produção total de milho (1ª, 2ª e 3ª safras – utilizou-se o número da Conab para a 3ª safra) em 99,92 milhões de toneladas, os estoques ficariam acima e 10 milhões de toneladas”, completa a companhia.

    Com a soja, “não houve ajustes na área plantada e as perspectivas continuam positivas, com o regime de chuvas apresentando um padrão mais regular em todo o país”, indica a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi. O clima nas próximas semanas deve ser acompanhado de perto, já que o nível de umidade é central na fase de enchimento de grãos.

  • Demanda brasileira de milho saltará em 2020

    A demanda por milho no Brasil crescerá em 2020 impulsionada pelo maior consumo do cereal por produtores de etanol e de carnes, segundo previsão do Rabobank divulgada nesta quinta-feira.

    O analista de grãos do Rabobank, Victor Ikeda, disse que os agricultores estão aumentando as vendas antecipdas de milho a níveis acima da média nos últimos anos.

    Ele espera que a área plantada para a segunda safra de milho, a principal do cereal do Brasil, cresça para 13,4 milhões de hectares em 2020, contra 12,5 milhões de hectares em 2019, uma vez que os agricultores reagem às perspectivas positivas.

  • Milho: área plantada no verão deve crescer de 2% a 4%

    A área plantada de milho primeira safra deve crescer de 2% a 4% no Brasil em 2019/20, projetou o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho), Sérgio Luís Bortolozzo, em entrevista ao Broadcast Agro. “Tem previsão de aumento de consumo interno, e as exportações foram boas este ano. Produtor está tendo um estímulo para poder plantar mais”, disse. Segundo ele, a perspectiva de rentabilidade é atrativa no verão em relação à soja e o custo, embora tenha aumentado, é inferior ao do algodão.

    Quanto ao milho safrinha, segundo Bortolozzo, há incerteza sobre o tamanho da área por causa do atraso no plantio da soja, que tende a protelar a semeadura da segunda safra do cereal. “Acho que o plantio de milho vai sair um pouquinho da janela, e a janela de segunda safra é curta. Tem que começar logo”, disse. Em alguns casos produtores têm semeado a soja mesmo com umidade insuficiente para não perder o período ideal de implantação da lavoura de milho em fevereiro. “Tem muita gente até forçando um pouco o plantio da soja, mesmo com tempo seco, para conseguir plantar o milho depois. Isso tem levado um pouco a replantio”, disse Bortolozzo.

    Ainda assim, a possibilidade de calendário apertado para a semeadura do milho de inverno e a demanda aquecida têm dado suporte às cotações do cereal. “O produtor está recebendo um preço bom; estamos com uma expectativa boa”, disse o presidente da associação.

  • Plantio do milho avança no RS

    O plantio de milho no Rio Grande do Sul atinge 72% da área de 771.578 hectares estimados para a safra 2019-2020, 1% superior à safra anterior. A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, cuja produtividade deverá alcançar 7.710 quilos por hectare. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24/10), o plantio do milho acontece entre o início de agosto e o final de janeiro, conforme zoneamento agroclimático para a cultura.

    Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as lavouras de milho implantadas apresentam desenvolvimento inicial, pois as chuvas ocorridas na semana passada, aliadas às temperaturas mais amenas à noite, têm favorecido o desenvolvimento vegetativo. O retorno da umidade também assegurou condições técnicas necessárias às operações de controle de invasoras e de realização de adubação em cobertura. Assim, a cultura vem respondendo de forma positiva à alta evapotranspiração observada na semana. As primeiras lavouras implantadas já se encontram no início da fase de florescimento.

    Na soja, o plantio está previsto para até 31 de dezembro. A área estimada para esta safra é de 5.956.504 hectares, 1,93% superior à anterior. A expectativa de produção é de 19.746.793 toneladas, e a de produtividade é de 3.315 quilos por hectare. O plantio no Estado continua pelas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Rosa e Soledade, e está em início de implantação nas de Erechim, Pelotas e Bagé.

    As primeiras áreas cultivadas com soja na região de Ijuí estão na fase de germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. As demais áreas da região estão sendo preparadas para o plantio, e os produtores aguardam melhores condições de umidade do solo. Nas áreas onde há cultura de trigo, os produtores aguardam a colheita para introduzir a soja. Já na região de Soledade, os produtores intensificam o preparo das áreas e preveem o início da semeadura ainda em outubro. Com o período chuvoso da semana, os produtores aproveitam para regulagem de semeadoras e ajustes de máquinas; o plantio deverá se concentrar nas próximas semanas.

    No arroz, levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar indica que serão plantados 961.377 hectares no Estado, com redução de área de 2,03% em relação à safra anterior. A produção estimada é de 7.510.872 toneladas, um acréscimo de 4,71%. A produtividade média inicial estimada é de 7.813 quilos por hectare. A maior parte (83%) das lavouras de arroz no Estado localiza-se em áreas das regiões de Bagé, Porto Alegre e Pelotas.

    Para safra 2019-2020, a área de produção de feijão no RS foi estimada em 36.027 hectares, reduzindo em 1,74% em relação à área da safra anterior. A produção estimada para o feijão de primeira safra é de 62.672 toneladas, acrescendo 8,3% em relação à safra 2018-2019. A produtividade média inicial está prevista em 1.740 quilos por hectare. Na regional de Frederico Westphalen, a cultura está 100% implantada e as lavouras estão em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. Os produtores vêm realizando os tratos culturais recomendados para esta fase, que consiste no controle das invasoras e adubação nitrogenada. De modo geral, as lavouras têm apresentado bom stand de plantas.

    Culturas de inverno

    Enquanto segue o plantio das culturas de verão, as de inverno são colhidas. Do trigo, por exemplo, já foram colhidas 16% das lavouras, estando 1% em floração, 25% em enchimento de grãos e 58% estão em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

    Na canola, nos 32,7 mil hectares plantados segue a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura atingiu 23% na fase de enchimento de grãos, 35% em fase de maturação e 42% das lavouras já foram colhidas.

    A área cultivada com cevada no RS avança no ciclo de desenvolvimento. As fases predominantes são enchimento de grãos e maturação.

    No RS, a área estimada com plantio de aveia branca para grão é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, predomina as fases de enchimento do grão e maturação. As áreas colhidas estão sendo preparadas para sucessão com a soja.

    Olerícolas e frutícolas

    Cebola – Na região Nordeste, as lavouras estão em formação de bulbos. Seguem atividades de adubação de cobertura e tratamentos fitossanitários. A previsão é que a colheita inicie na primeira quinzena de novembro. Já na região Serrana, iniciou a colheita das áreas implantadas com variedades superprecoces. Em breve, a produção será direcionada ao mercado, tendo em vista que o abastecimento do varejo é feito por bulbos vindos do centro do país. Iniciou a bulbificação da Crioula, principal variedade, que é de ciclo tardio. A cultura se mantém com bom aspecto geral, bom desenvolvimento e boa sanidade.

    Citros ? A safra da bergamota encerrou no Alto Uruguai e no Vale do Caí, principal região produtora de citros do Estado, está praticamente encerrada. Entre as bergamotas, ainda resta colher 2% da Montenegrina, cultivar com a maior área de pomares no RS e que também é comercializada para outros estados do Brasil. Entre as laranjas, ainda resta colher 10% da cultivar Valência, 10% da Céu tardia e 5% da umbigo Monte Parnaso. Também está em colheita a lima ácida Taiti, o limãozinho verde, que não tem um período definido de colheita, já que floresce e produz em diversos períodos do ano.

    Criações

    Nas diversas regiões do Estado, os bovinos de corte apresentam um bom estado físico e sanitário. Continua o período de nascimento dos terneiros, durante o qual se destacam os cuidados pré e pós-parto com as matrizes e os cuidados com os terneiros recém-nascidos. No manejo pós-parto, a manutenção de boas condições nutricionais para as matrizes é essencial para garantir uma boa taxa de repetição de crias. A aquisição, o melhoramento e o preparo de touros também são estratégicos para a boa produção de terneiros. Neste mês, intensificou-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Intensifica-se também o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

    Os rebanhos leiteiros no RS apresentam bom estado físico e sanitário e boa produção leiteira. O rebrote e o crescimento das pastagens nativas e pastagens cultivadas de verão, especialmente as perenes, têm suprido as necessidades alimentares e nutricionais das vacas, compensando a defasagem das pastagens de inverno, já em final de ciclo. Onde as pastagens de verão e o campo nativo não apresentam produção suficiente de massa verde, os criadores recorrem à suplementação alimentar à base de silagem e concentrados proteicos, para evitar a queda de produção leiteira.

    A adequação às instruções normativas (INs) 76 e 77 segue sendo motivo de preocupação dos produtores de leite, que devem manter o produto dentro dos parâmetros exigidos de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS). Em função dos parâmetros das normativas, pequenos produtores sinalizam a possibilidade de abandonar a atividade, em diversas localidades do Estado. Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, em Pedras Altas, uma associação de produtores de leite local adquiriu novos resfriadores para viabilizar a adequação dos produtores às normativas.

    A partir do início de novembro, os produtores que excederem os limites de CBT nas três últimas médias geométricas trimestrais terão coleta de leite suspensa pela indústria. Em não havendo nova orientação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a determinação implicará que cerca de 10% dos produtores de leite sejam impedidos de comercializar o leite na indústria.

  • Cuidado com a mato-competição

    Com a nova safra de milho já em andamento, o produtor precisa estar atento às interferências das plantas daninhas no progresso da cultura. Segundo a Embrapa, um dos pontos mais importantes para se identificar é o período em que a lavoura deve ficar livre dessas invasoras para que não tenha sua produtividade quantitativa e/ou qualitativamente prejudicada, pois além da competição por água, luz e nutrientes, elas também podem ser excelentes hospedeiras para pragas e doenças. E o manejo deve ser feito de maneira sustentável, com a integração de métodos de controle para proporcionar a máxima vantagem competitiva para a cultura sobre as espécies infestantes.

    O manejo preventivo é sempre mais importante, dessa forma é possível evitar o estabelecimento dessas daninhas na lavoura e reduzir o bando de sementes no solo. Mas não pense que apenas a dessecação resolve questão. É preciso associar isso à outras medidas, como a limpeza correta do maquinário agrícola, a utilização de sementes certificadas com elevado valor cultural (pureza x germinação) e não permitir o trânsito de animais entre as áreas livre e infestadas.

    Contudo, se todos os cuidados foram tomados e, ainda assim, houver ocorrências de invasoras, a solução é o controle químico. De acordo com Rafael Milleo, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF, a multinacional recomenda a aplicação do herbicida Liberty® no manejo pós-emergente, para as variedades tolerantes ao glufosinato de amônio. “Como esse produto tem amplo espectro, controlando tanto folhas largas como estreitas, é um recurso eficiente contra capim-amargoso, azevém, capim-pé-de-galinha e buva, espécies que causam os maiores danos na produtividade do milho, chegando a ter reduções drásticas que podem comprometer o resultado financeiro do produtor”, esclarece.

    A indicação para aplicações pós-emergentes varia de acordo com o estádio das plantas daninhas. As de folhas largas, por exemplo, precisam receber o herbicida enquanto têm até 8 folhas, e as gramíneas até 4 folhas. Lembrando que, de forma geral, os resultados obtidos após esses estádios demonstram deficiência no controle. Também é importante ficar atento ao melhor horário de pulverização, que tem de acontecer em períodos de temperaturas mais amenas e com umidade relativa do ar acima de 60%. Outro ponto importante, é que as invasoras não devem estar em condições de estresse, principalmente por falta de água, pois dificulta sua absorção do defensivo e reduz a eficácia do manejo.

    Fonte: Basf
  • Colômbia aprova primeiro milho transgênico “sem patente”

    A Colômbia aprovou a sua primeira variedade de milho transgênico livre de patente e fabricado em um laboratório nacional. O Instituto Agrícola da Colômbia (ICA) autorizou esse cultivo nos vales dos rios Cauca, Magdalena, Orinoquia e Zona Café, com o objetivo de ter maior produtividade e menor exposição a pragas.

    A autorização foi concedida à Federação de Cultivadores de Cereais, Leguminosas e Soja (Fenalce), que desde 2014 pesquisa e desenvolve híbridos de milho, por meio do Centro de Pesquisa da Cadeia Agroalimentar de Cereais e Leguminosas (Cenicel), Grupo de Engenharia Genética Vegetal da Universidade Nacional da Colômbia e do Fundo Nacional de Cereais (FNC). A autorização é para a semeadura de sementes de milho geneticamente modificadas contendo o evento TC-1507. Estes foram desenvolvidos com tecnologias de melhoramento genético de plantas cujas patentes expiraram, também conhecidas como ‘código aberto’ (fora da patente).

    As regiões onde esse milho transgênico pode ser semeado são o Caribe úmido, os vales de Cauca, Magdalena, Orinoquia e Zona do Café, com altitudes entre 1.200 e 1.800 metros acima do nível do mar. Segundo Fenalce, os resultados bem-sucedidos obtidos nos processos de pesquisa, desenvolvimento e testes de campo permitiram à entidade de vigilância e controle dar lugar livre à semeadura comercial através da resolução 13025 emitida pela ICA em 26 de agosto.

    A tecnologia usada para desenvolver essas novas sementes híbridas de milho inclui introgressão, ou seja, o movimento de genes de uma espécie para outra, por métodos convencionais de melhoramento de plantas, assistidos molecularmente, com base em patentes que já expiraram.

  • Mais 500 toneladas de milho serão entregues a pequenos criadores do Estado

    Nesta semana, a Unidade Armazenadora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Rio Branco começou a receber as primeiras cargas de milho destinadas ao abastecimento do Programa de Vendas em Balcão (ProVB). Serão entregues aproximadamente 500 toneladas do produto neste lote contratado para ser removido dos estoques públicos em Sapezal/MT para o Acre.

    Com a conclusão das operações, cerca de 1,3 mil pequenos criadores cadastrados em 13 municípios do estado deverão ser beneficiados. São eles: Acrelândia, Bujari, Brasileia, Capixaba, Feijó, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Sena Madureira, Senador Guiomard, Tarauacá e Xapuri.

    O ProVB é executado na Unidade Armazenadora de Rio Branco, localizada nas mesmas instalações da Sede da Superintendência Regional da Conab, e destinado a criadores e agroindústrias de pequeno porte, para que tenham acesso aos estoques oficiais do governo por meio de vendas diretas e a preços compatíveis com os do mercado atacadista local. No estado, cada criador pode comprar até 10 toneladas por mês. Os beneficiados são pequenos criadores de aves, suínos, bovinos, caprinos, ovinos, entre outros.

    A saca de 60kg está sendo comercializada a R$ 43,20 no estado. Para participar do programa é necessário fazer um registro prévio no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican). A seguir, o criador pode ir à Unidade Armazenadora da Conab, levando copia do RG e CPF, além de comprovante da identificação, endereço e qualificação de suas atividades e escala de produção/consumo.

    A Conab aceita documentos de outros órgãos de extensão rural ou das entidades de classe pertinente. No caso dos criadores de bovinos, também é necessária a apresentação de comprovante de vacinação do rebanho contra a febre aftosa. O pagamento é realizado à vista, via Guia de Recolhimento da União (GRU).

  • Micotoxina: Desafio brasileiro

    De acordo com a Pesquisa Mundial de Micotoxinas (MTX Survey), a América do Sul apresenta um risco para micotoxinas “acima dos limites de segurança” em matérias-primas como milho, trigo, soja, seus subprodutos relacionados e rações animais. Nessa entrevista (Comunidade Engormix), o professor Carlos Mallmann, do Laboratório de Análises de Micotoxinas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), revela o tamanho do desafio enfrentado no Brasil.

    Qual é a extensão e a importância do controle da micotoxina no Brasil?

    O tamanho do desafio é ‘São Pedro’. Nós estamos em um país tropical e subtropical, onde as condições climáticas são extremamente favoráveis ao crescimento fúngico. Então nós não temos como controlar isso em determinadas situações. Evidentemente que o agronegócio necessita do fungicida para minimizar a presença, não só pela parte da micotoxina, mas pela parte da questão produtiva, que tem um efeito colateral de minimizar também a pressão contaminante dos fungos que podem ser toxigênico, ou micotoxigênicos.

    Se não conseguirmos controlar isso, dependendo do ano que a gente tem, nós vamos ter a possibilidade de deixar esse fungo crescer com a velocidade e com a possibilidade de produção de toxinas. Esse vai ser um desafio constante que o País terá, não conseguiremos nos livrar das micotoxinas nunca, por serem contaminantes naturais. As estratégias são para minimizar essa pressão contaminante, mas solução momentânea não existe e vai levar muitos anos para que isso possa talvez ocorrer.

    Então a melhor prática é realmente a prevenção? É detectando isso, por exemplo, no grão armazenado?

    O que está sendo feito para ajudar o produtor é a seleção na genética para que seja possível encontrar um equilíbrio entre produtividade e produção de rações. São duas coisas diferentes: produtividade são aquelas toneladas que o produtor consegue tirar da sua área e a produção é no que aquilo vai se transformar.

    O milho em si passa a ter valor no momento em que ele é transformado em proteína, o animal tem que receber uma ração com a nutrição adequada e com a segurança, portanto é uma equação que tem que atender os dois lados, de um lado a quantidade e de outro a qualidade, sem que seja necessária a inclusão de aditivos.

    O grande cuidado que se deve ter é com o mercado externo, com a imagem e com o que o Brasil representa?

    Aí entra um segundo fator. Nós produzimos, conseguimos controlar isso, vamos secar esse material e vamos armazenar. A armazenagem não melhora em nada a qualidade do material, ela apenas pode conservar aquilo que a gente conseguiu ensilar, então esse é um outro ponto em que nós podemos falhar, já que nossa estrutura de armazenagem não é suficientemente capaz de abrigar e conservar essa produtividade de várias supersafras.

    Esse ano o Brasil vai exportar cerca de 30 milhões de toneladas de milho e isso tem que sair com uma segurança e, por barreira sanitária, o comprador pode recusar o recebimento de qualquer produto que está previsto dentro da legislação específica daquele país e isso gera um custo de avaliar a presença disso, assegurando o mercado com o provimento de material previamente segurado.

    Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

  • Cruz Alta/RS finaliza plantio do milho e se prepara para semear a soja

    O plantio do milho já se encerrou em Cruz Alta no Rio Grande do Sul, com os produtores aproveitando as chuvas regulares durante a janela de semeadura entre o final de agosto e meados de setembro. Agora, as atenções se voltam para o cultivo da soja, que devem começar na semana que vem e se intensificar depois do dia 15 de outubro.

    De acordo com o produtor rural Maurício de Bortoli, as previsões de clima são boas e a região espera atingir média de produtividade de até 160 sacas por hectare para o milho sequeiro, 220 sacas para o milho irrigado e, na soja, média entre 55 e 70 sacas por hectare.

    Com os custos de produção bastante altos, principalmente para os fertilizantes e defensivos, os produtores precisam aproveitar as boas oportunidades de negociações. De Bortoli destaca que existem boas opções de vendas neste momento para o agricultor cobrir seus custos tanto na soja quanto no milho.

    Fonte: Noticias Agricolas

  • RS deve plantar 772 mil hectares de milho

    Os agricultores gaúchos já deram início ao plantio do milho da nova safra. Em todo o Rio Grande do Sul, a estimativa da Emater/RS-Ascar para a temporada 2019/20 aponta para área de 772 mil hectares, com produtividade prevista de 7.710 quilos por hectare. Na regional de Soledade, que compreende 39 municípios, a projeção é de 80.770 hectares de milho para grão e outros 24.200 hectares de milho silagem. O assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Josemar Parise, afirma que deve haver leve crescimento na área cultivada em nível de Estado, mas na região a cultura vem perdendo espaços para a soja.

    “As lavouras do cedo começaram a ser plantadas em setembro”, salientou Parise. Até outubro, aproximadamente 60% das áreas deverão estar semeadas na região, onde o restante do milho normalmente é semeado na resteva do tabaco, nos meses de dezembro e janeiro. Ele comenta que, de maneira geral, as lavouras implantadas apresentam boa germinação e emergência, com bom estande de plantas. “O clima, com chuvas regulares e períodos quentes, tem contribuído, mas breves períodos de baixas temperaturas acabam desacelerando o desenvolvimento da cultura”, ressaltou.

    Para o especialista, o grão é estratégico para a agricultura no Estado, ainda mais para as pequenas propriedades de perfil familiar. “Além do aspecto econômico e da necessidade de buscar a autossuficiência na produção de grãos no Estado, o milho é importante na rotação de culturas, pois quebra o ciclo de doenças, pragas e plantas invasoras”, explicou. “E também tem excelente produção de palhada e sistema radicular para melhorar as características biológicas e físicas do solo.” Apesar das vantagens, comenta que a necessidade de altas produtividades para compensar os elevados custos de produção acaba constituindo um entrave.

    “Nesse caso, o clima tem de ser favorável, com chuvas regulares, para evitar quebra de safra. Nas últimas sete safras, o milho, de uma maneira geral, teve ótimas produtividades e lucratividade”, enfatizou. Em setembro do ano passado, o produto esteve cotado a R$ 39,00 pela saca de 60 quilos. Neste ano, no mesmo mês, está sendo vendido a R$ 32,00. “A Emater/RS-Ascar tem trabalhado em nível de Estado a secagem e a armazenagem de grãos com ar natural nas propriedades rurais”, frisou. “Assim, o agricultor poderá vender o produto na época em que os preços estiverem mais favoráveis. Isso ajuda a fortalecer a produção de milho gaúcha.”

    Um aliado da diversificação produtiva
    O milho grão é considerado um negócio estratégico na propriedade da família Tatsch, em Rincão Del Rey, no interior de Rio Pardo. Na atual safra, o agricultor Edson José Tatsch e seus filhos Lafaieti e Lenon José Balparda Tatsch deram início ao plantio dos 20 hectares da cultura no começo de agosto. “As plantas estão se desenvolvendo bem, já estão com aproximadamente cinco folhas. Tem tudo para ser uma ótima safra”, projetou Lafaieti. A família desenvolve há gerações essa atividade e vende a produção para agropecuárias e outros agricultores.

    Na unidade familiar, todo o processo é mecanizado, do plantio à colheita. A expectativa dos Tatsch é começar a retirar a produção da lavoura no próximo mês de fevereiro. Em paralelo, eles ainda cultivam soja – principal atividade agrícola da propriedade – e pastagens (aveia e milheto) para a alimentação do gado de corte. “Tentamos diversificar o máximo possível para não depender de uma única fonte de renda”, justificpu. Com silos próprios, pai e filhos ainda têm a vantagem de armazenar as colheitas a fim de obter poder de barganha nos melhores momentos para a venda dos grãos.

    Milho em Rio Pardo
    Conforme o técnico em agropecuária Felipe Moro Barbieri, do escritório da Emater/RS-Ascar de Rio Pardo, a expectativa é de que o município cultive na safra 2019/20 aproximadamente 3 mil hectares de milho sequeiro, 350 hectares de milho irrigado e outros 500 hectares de milho para silagem – somando safra e safrinha. A estimativa foi projetada na semana passada, em reunião do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com entidades agrícolas do município. “É uma cultura importante para a economia agrícola de Rio Pardo”, ressaltou.