MILHO

  • RS: PROGRAMA TROCA-TROCA ABRE PRAZO PARA PEDIDOS DE SEMENTES PARA A SAFRINHA

    A partir desta segunda-feira (07), estão abertas as reservas de sementes da etapa da safrinha do Programa Troca-Troca de Sementes da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR). O prazo encerra na sexta-feira (11). São 21 cultivares de milho híbrido convencional, 15 de milho híbrido transgênico e 6 de sorgo, totalizando 42 cultivares, com subsídio de 28%.

    “Para as regiões do Estado em que o clima permite o cultivo de duas safras de milho, a safrinha tem se tornado cada vez mais importante. Com o valor da saca de grãos de milho chegando próximo a R$ 100,00, a safrinha aparece como uma fonte de renda importante para o produtor”, destaca Jonas Wesz, coordenador do Programa Troca-Troca. Outro investimento muito rentável, segundo ele, é o cultivo do milho safrinha para a silagem. “A reserva de alimento para os animais na atividade leiteira é estratégica e o uso da silagem tem sido fundamental no planejamento das propriedades, principalmente em anos adversos, com estiagens severas, como temos passado recentemente na agricultura”, afirma.

    O agricultor interessado em garantir as sementes para o cultivo da safrinha deve procurar as entidades do seu município, durante esta semana, para fazer a reserva nesta etapa do Programa.

    Balanço Troca-Troca Safra

    Na última sexta-feira (04) encerrou o prazo para os pedidos de sementes para a etapa da safra no Programa Troca-Troca de Sementes, iniciado em 10 de maio. Foram mais de 43,6 mil agricultores que reservaram 122.478 sacas de sementes sendo 58.426 de milho híbrido convencional, 59.729 de milho híbrido transgênico e 4.323 de sorgo.

    O Programa irá entregar sementes em 391 municípios do Estado. Acessaram o sistema 491 entidades sendo 287 prefeituras municipais, 200 sindicatos de trabalhadores rurais/agricultores familiares/rurais e 4 associações/cooperativas.

    As sementes da etapa da safra serão entregues nestas entidades, diretamente pelas empresas sementeiras, entre os meses de julho e setembro, de acordo com a prioridade estabelecida no calendário de semeadura da região.

    Safrinha 2021/2022

    Período de reservas no sistema: de 07 a 11 de junho

    Pagamento da parcela referente à transgenia da semente (no caso de milho transgênico): 05 de novembro

    Entrega das sementes da etapa safrinha: de 22 de novembro a 31 de dezembro

    Mais informações: https://www.agricultura.rs.gov.br/troca-troca-de-sementes

    FONTE: Notícias Agrícolas

    https://www.noticiasagricolas.com.br/

  • COLHEITA DE MILHO DE VERÃO 2020/21 ATINGE 96,6% NO BRASIL

    A colheita da safra de verão 2020/21 no Brasil de milho atingia 96,6% da área estimada de 4,353 milhões de hectares até sexta-feira (21), segundo levantamento de SAFRAS & Mercado.

    Os trabalhos de colheita foram concluídos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás/Distrito Federal. As atividades atingem 88,2% em Minas Gerais.

    No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 93,5% da área estimada de 4,119 milhões de hectares da safra verão 2019/20. A média de colheita nos últimos cinco anos para o período é de 94,9%.

    Fonte: Agência SAFRAS

  • MILHO: VALORES SEGUEM RENOVANDO RECORDES EM MUITAS REGIÕES

    Os preços do milho seguem renovando os patamares recordes na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em importantes praças produtoras, o valor do cereal nesta parcial de abril já representa o dobro da média verificada no mesmo mês de 2020.

    Pesquisadores do Cepea indicam que as contínuas altas estão atreladas à baixa oferta do milho no spot nacional. Preocupados com os possíveis impactos do clima sobre a produção da segunda safra, produtores limitam as vendas.

    Consumidores, por sua vez, estão preocupados com os atuais patamares – que extrapolam os custos de produção em muitos casos. Os compradores que precisam recompor estoques têm tido dificuldades em encontrar novos lotes e os que conseguem se esbarram nos elevados preços negociados.

    Fonte: Cepea

    www.cepea.esalq.usp.br

  • MILHO: safra de verão não deve trazer conforto ao mercado

    O relatório mensal da consultoria Agro Itaú salienta que os preços do milho em Chicago seguirão sustentados no curto prazo diante da perspectiva de balanço apertado nos Estados Unidos e da consolidação de mais um ano de déficit no mercado mundial da commodity. Nesse contexto, ganha ainda mais relevância o tamanho final das safras brasileira e argentina.

    Em relação à safra na Argentina, embora suas condições tenham melhorado levemente ao longo de fevereiro, dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires indicam que no dia 25/2 o percentual da lavoura qualificada como boa ou excelente somava 30%, bem inferior aos 59% observado no mesmo período do ano passado. As condições são piores para as áreas plantadas mais cedo (“tempran os”). No Brasil, o ponto de atenção fica para o atraso no plantio do milho safrinha. Estimativas da StoneX indicam que até o dia 26/2 a área plantada com o grão na 2ª safra alcançou 38%, bem inferior à velocidade de 2020, quando o plantio já chegava a 68% da área pretendida. Isso sugere que parte relevante do milho será plantado fora da janela ideal, o que deverá trazer mais riscos ao desenvolvimento da cultura.

    Do lado da demanda, atenção também deverá ser dada à evolução das compras chinesas, que têm sido puxadas pela recuperação do rebanho suíno local. Se elas se acelerarem ainda mais, as cotações na CBOT poderão ganhar fôlego adicional. Os preços da commodity em Dalian no final de fevereiro foram 58% superiores ao mesmo período em 2020.

    No Brasil, o cenário também é de preços firmes nos próximos meses já que a chegada da safra de verão não deverá ser suficiente para trazer grande conforto ao mercado. Além disso, os preços altos em Chicago atrelados ao câmbio desvalorizado devem deixar a paridade com as cotações internacionais em patamares elevados.

    Fonte: Agrolink

    https://www.agrolink.com.br/

     

  • Em 3 dias Brasil exportou 248,1 mil toneladas de milho e fev/21 já está 121% a frente de fev/20

    O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a terceira semana de fevereiro.

    Nestes 13 primeiros dias úteis do mês, o Brasil exportou 753.104,2 toneladas de milho não moído. Este volume representa um acréscimo de 248.163,9 toneladas com relação ao contabilizado até a segunda semana de fevereiro (504.940,3) e é 29,54% de tudo o que foi embarcado durante o mês de janeiro (2.548.860 toneladas).

    Até aqui, o país já embarcou 121,33% a mais do que tudo o que foi registrado durante fevereiro de 2020 (340.255,8 toneladas).

    Com isso, a média diária de embarques ficou em 57.931,1 toneladas, patamar 54,53% menor do que a média do mês passado (127.443 toneladas). Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 206,46% maior do que as 18.903,1 do mês de fevereiro de 2020.

    Em termos financeiros, o Brasil já exportou um total de US$ 153.726,10 no período, contra US$ 69.884,40 de todo fevereiro do ano passado. Já na média diária, o atual mês contabilizou acréscimo de 204,58% ficando com US$ 11.825,10 por dia útil contra US$ 3.882,50 em janeiro do ano passado.

    Já o preço por tonelada obtido registrou queda de 0,62% no período, saindo dos US$ 205,40 do ano passado para US$ 204,10 neste mês de fevereiro.

  • Cotações do milho operam em campo misto na B3 nesta 3ªfeira

    Os preços futuros do milho passaram a operar em campo misto na Bolsa Brasileira (B3) nesta terça-feira (19). As principais cotações registravam movimentações entre 0,40% negativo e 0,71% positivo por volta das 11h43 (horário de Brasília).

    O vencimento março/21 era cotado à R$ 88,80, com queda de 0,40%, o maio/21 valeu R$ 85,03 com perda de 0,37%, o julho/21 era negociado por R$ 78,50 com alta de 0,71% e o setembro/21 tinha valor de R$ 76,25 com elevação de 0,46%.

    De acordo com análise da Agrifatto Consultoria, a estabilidade está presente para o preço do milho no Brasil. “A alta vertiginosa das últimas semanas afastou os compradores, que, com a manutenção das cotações na casa dos R$ 84,50/sc, se mantêm distantes de novas compras. A oferta escassa dificulta a desvalorização do cereal no Brasil”.

    Mercado Externo

    Já os preços internacionais do milho futuro perderam força na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 1,75 e 4,50 pontos por volta das 11h32 (horário de Brasília).

    O vencimento março/21 era cotado à US$ 5,29 com baixa de 1,75 pontos, o maio/21 valia US$ 5,32 com queda de 2,75 pontos, o julho/21 era negociado por US$ 5,28 com perda de 3,25 pontos e o setembro/21 tinha valor de US$ 4,81 com desvalorização de 4,50 pontos.

    Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho sentiram uma rodada de realização de lucros. Porém, as perdas foram limitadas por um volume recorde de importações chinesas de milho dos Estados Unidos em 2020.

    “Os relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) da última terça-feira reacenderam uma corrida de alta no mercado de milho depois que uma safra de milho americana menor do que a esperada em 2020 reduziu os estoques para a menor margem desde o ano comercial de 2013/14. A notícia, somada às preocupações com a quebra de safras no Brasil e na Argentina, aumentou o interesse dos compradores no mercado de milho”, explica a analista Jacqueline Holland.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • RS já plantou 94% do milho

    A sequência de precipitações no estado do Rio Grande do Sul, apesar de esparsas e de baixos volumes, tem contribuído para o desenvolvimento dos cultivos e para a continuidade dos plantios, que já alcançam 94%. Quem trouxe a informação foi a TF Agroeconômica.

    “Na região  de Bagé, produtores com  áreas de  cultivo mais extensas concluíram a segunda época de plantio na  Campanha. As  lavouras  implantadas  entre  o  final de  outubro  e  início  de  novembro  se  aproximam  da fase  reprodutiva.  O  desenvolvimento  é  bom  diante das excelentes  condições de luminosidade, umidade no  solo  e  principalmente  temperaturas  noturnas amenas,  embora  em  alguns  momentos  as  plantas apresentem  sintomas  de  estresse  pelo  calor”, comenta.

    Na região de Frederico Westphalen, a colheita para grãos chega a 20% da área plantada de 82.200 hectares na safra 2020-2021. “Na de Soledade, 85% da intenção  de  plantio está  semeada. Em geral, as lavouras  de grãos  e  silagem  têm  bom crescimento e desenvolvimento, favorecidas pela elevada taxa de radiação solar, por temperaturas amenas à noite e quentes durante o dia, além do adequado teor de umidade do solo”, completa.

    “Na região de Ijuí, as lavouras estão em estágio de formação e enchimento de grãos, muito próximas do início da maturação  fisiológica. Em geral,  os cultivos  apresentam  bom  desenvolvimento,  apesar  da  redução  do  potencial produtivo  ocasionado  pelos  efeitos  da  estiagem.  Após  a  melhora  das  condições  do  tempo  e  as  precipitações regulares,  as  lavouras  irrigadas  têm  se  mantido  com  excelente  desenvolvimento  e  sinalizado  excelente produtividade”, conclui.

  • Embrapa Milho e Sorgo lança Programa Conexões para Inovação

    A Embrapa Milho e Sorgo está lançando o Programa Conexões para Inovação, uma iniciativa em busca de empreendedores que queiram atuar em conjunto com a Embrapa na busca de soluções de problemas ou na apresentação de novas oportunidades para as cadeias produtivas do milho, do sorgo e do milheto, agregando conhecimentos e experiências dos setores público e privado.

    “A Embrapa Milho e Sorgo é uma Unidade que já conta com um amplo número de parcerias público-privadas. Com esse novo programa de inovação aberta, queremos atrair novas empresas e ideias para oxigenar e renovar nosso ecossistema de inovação, visando ampliar ainda mais as entregas e os impactos das tecnologias da Embrapa no setor produtivo” explica a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento Maria Marta Pastina.

    Segundo o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia Lauro Guimarães, esse tipo de abordagem (inovação aberta) permite a conexão direta entre a Embrapa e o setor produtivo, maximizando esforços para a solução de problemas em conjunto com o parceiro privado. “É uma estratégia institucional mais moderna e efetiva, uma vez que agrega a expertise do setor privado que está atuando diretamente com as demandas do setor produtivo”, complementa.

    O Conexões para Inovação é um programa que irá trazer diversas iniciativas para a aproximação de ideias entre o setor público e o privado, sendo que sua primeira ação em 2020 será o lançamento da Chamada Pública 01/2020. Por meio dos mecanismos de inovação aberta previstos no Marco Regulatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), serão selecionadas propostas de projetos a serem construídos pelo parceiro proponente em conjunto com pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo. Essas propostas devem atender a demandas de mercado bem definidas e devem ter duração máxima de 36 meses.

    Poderão participar desde microempresas a empresas de grande porte, além de parceiros para inovação social. As propostas deverão ser apresentadas até o dia 25 de agosto de 2020, via formulário on-line, disponível no Portal do Programa Conexões para Inovação, da Embrapa Milho e Sorgo: www.embrapa.br/milho-e-sorgo/inovacao-aberta. A seleção será feita por uma comissão constituída por especialistas das diversas áreas abordadas por esta Chamada Pública, e o processo de avaliação será composto por duas etapas, sendo uma qualificatória e outra classificatória. O resultado final será divulgado até 4 de setembro de 2020.

    Abaixo, conheça as linhas de pesquisa prioritárias.

    Cultivares

    • Genética ou codesenvolvimento de cultivares de milho, sorgo e milheto com adaptação a diferentes sistemas de cultivo ou regiões do Brasil;
    • Técnicas inovadoras de melhoramento de precisão (melhoramento assistido por marcadores, seleção genômica, transgenia, RNAi ou edição gênica) para tolerância a estresses bióticos e abióticos, e/ou para agregação de valor em grãos ou biomassa de milho e/ou de sorgo;
    • Técnicas de fenotipagem de alto rendimento, de inteligência artificial ou outras ferramentas 4.0 em programas de melhoramento de milho e/ou de sorgo;
    • Desenvolvimento/validação de cultivares Embrapa para inclusão sócioprodutiva e tecnologia social.

    Insumos Biológicos

    • Insumos biológicos eficientes na produção de etanol e outros bioprodutos, utilizando milho e/ou sorgo como matéria-prima;
    • Insumos biológicos para controle de insetos-pragas, nematoides, para tolerância ao déficit hídrico ou para promoção do crescimento em plantas;
    • Desenvolvimento de novas tecnologias para formulação comercial de insumos biológicos para controle de pragas (insetos-pragas e plantas daninhas), doenças e nematoides, para tolerância ao déficit hídrico, promoção do crescimento e suprimento de nutrientes;
    • Controle biológico conservativo de pragas (insetos-pragas e plantas daninhas), doenças e nematoides nos diferentes sistemas de produção de grãos.

    Sistemas de Produção

    • Integração de plataformas de precisão e digitais para eficiência no uso da água em sistemas irrigados de produção de grãos;
    • Recuperação e manejo sustentável de solos em sistemas de produção de grãos;
    • Metodologias e processos baseados em imagens, técnicas espectroscópicas e análises moleculares para diagnóstico de doenças foliares e de pragas em sistemas de produção de milho e/ou de sorgo;
    • Ferramentas para integração de agricultura de precisão e/ou digital em sistemas intensificados e sustentáveis de produção de grãos, com foco no uso racional de insumos agrícolas, eficiência produtiva, rastreabilidade da produção visando certificação e rotulagem de produto de origem sustentável;
    • Plataformas e serviços digitais atrelados à cadeia produtiva de milho e/ou de sorgo.

    Segurança de Alimentos e Nutrição

    • Produtos à base de milho e/ou de sorgo com características sensoriais e/ou nutricionais equivalentes aos derivados de proteína animal, que atendam nichos de consumidores com restrições ou preferências alimentares específicas;
    • Compostos de milho e/ou de sorgo como aditivos naturais (pigmentos, antioxidantes, antimicrobianos, entre outros) em alimentos e outros produtos, via processos convencionais e/ou nanotecnologia;
    • Metodologias e processos baseados em imagens e técnicas espectroscópicas para classificação, rastreabilidade e certificação da qualidade tecnológica e sanitária de grãos e sementes de milho e/ou de sorgo;
    • Práticas e processos para redução da infestação de pragas e/ou da incidência de micotoxinas em grãos e sementes de milho e/ou de sorgo.

    Serviço

    Programa Conexões para Inovação – Embrapa Milho e Sorgo

    O que é: programa de inovação aberta focado na construção de alianças estratégicas com empresas, instituições ou demais agentes do setor produtivo, interessados no codesenvolvimento de soluções tecnológicas para transformar a agricultura e a pecuária brasileiras.

    Objetivo: identificação de empreendedores que queiram solucionar problemas ou apresentar novas oportunidades para as cadeias produtivas do milho, do sorgo e do milheto, agregando conhecimentos e experiências do setor público e privado.

    Calendário

      • Lançamento da Chamada: 05/08/2020
      • Data limite para a submissão das propostas: 25/08/2020
      • Divulgação do resultado preliminar: 31/08/2020
      • Prazo para interposição de recursos: 02/09/2020
      • Divulgação do resultado final pós-recursos: 04/09/2020
      • Elaboração do projeto conjunto (Parceiro/Embrapa): 04/09 a 25/09/2020

    Análise do projeto pela Comissão Avaliadora: 26/09 a 05/10/2020
    Prazo final para submissão do projeto pós-ajustes:  09/10/2020
    Prazo final para assinatura do acordo de cooperação técnica: 23/10/2020

    Mais informações:
    Portal do Programa Conexões para Inovação: www.embrapa.br/milho-e-sorgo/inovacao-aberta

    Expertise

    A Embrapa Milho e Sorgo conta atualmente com mais de 50 parceiros atuando no desenvolvimento conjunto de soluções tecnológicas inovadoras para o agronegócio brasileiro e global. Entre as soluções estão produtos macro e microbiológicos para o controle de insetos-pragas; inoculantes biológicos para suprimento de nutrientes e promoção do crescimento em plantas; cultivares, linhagens, genes e outros ativos genéticos de alto valor agregado; e sistemas de produção agropecuários intensificados e sustentáveis.

  • Metade das lavouras de milho do Estado estão colhidas

    O milho segue na fase predominante de colheita no Rio Grande do Sul, atingindo 50% das áreas cultivadas já colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado, nesta quinta-feira (27/02), pela Emater/RS-Ascar em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a cultura tem apresentado boa produtividade e boa qualidade do grão. As lavouras no Estado encontram-se 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 18% em enchimento de grãos e 17% maduro, pronto para colher.

    Teve início a colheita da soja que está com 2% das áreas plantadas já colhidas. A cultura está 4% em fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 59% na fase de enchimento de grãos e 16% maduro, e 2%. As lavouras de arroz no Estado se beneficiando com as temperaturas quentes e a elevada taxa de radiação solar, associadas à disponibilidade de água para as plantas. Tais fatores indicam bom rendimento na ocasião da colheita. A fase é de germinação/desenvolvimento vegetativo em 4% da área com a cultura, em 28% é de floração, 37% em enchimento de grãos, 26% em maturação e 5% foram colhidos.

    Na região de Soledade, a colheita do feijão primeira safra foi concluída nos cerca de 4,1 mil hectares cultivados. A produtividade média alcançou 1,1 toneladas por hectare. Apesar do período com restrição hídrica em grande parte do ciclo da cultura, a produtividade média final e a qualidade do grão são consideradas satisfatórias. E o plantio do feijão segunda safra avança na regional de Frederico Westphalen, chegando a 90% da área semeada, prevista em sete mil hectares; 100% das lavouras estão em estágio de germinação e desenvolvimento vegetativo.

  • Novo milho tem melhor desempenho no frio

    Um grupo de pesquisadores liderado por David Stern, presidente do Instituto Boyce Thompson, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de milho que se recupera muito mais rapidamente após um período frio. Stern também é professor adjunto de biologia vegetal na Faculdade de Agricultura e Ciências da Vida da Universidade de Cornell, também nos EUA.

    “No campo, o estresse no frio acontece com mais frequência na primavera, quando as temperaturas frias se combinam com a forte luz solar, causando o alvejamento das plantas”, disse Stern. “Portanto, um milho mais tolerante ao resfriamento pode ajudar os agricultores a plantar no início do ano com a confiança de que sua colheita sobreviverá a um período frio e se recuperará rapidamente assim que o tempo esquentar novamente”, completou.

    Este trabalho foi desenvolvido com base em pesquisa publicada em 2018, que mostrou níveis crescentes de uma enzima chamada Rubisco levaram a plantas maiores e de maturação mais rápida. Rubisco é essencial para as plantas transformarem dióxido de carbono atmosférico em açúcar, e seus níveis nas folhas de milho diminuem drasticamente no tempo frio.

    No estudo mais recente, Stern e colegas cultivaram plantas de milho por três semanas a 25 ° C, baixaram a temperatura para 14 ° C por duas semanas e depois aumentaram de volta para 25 ° C. “O milho com mais Rubisco teve um desempenho melhor que o normal antes, durante e após o resfriamento”, disse Coralie Salesse-Smith, primeira autora do artigo.

    De fato, comparado ao milho comum, o milho produzido teve maiores taxas de fotossíntese ao longo do experimento e se recuperou mais rapidamente do estresse de resfriamento, com menos danos às moléculas que realizam as reações dependentes da luz da fotossíntese.