MILHO

  • Metade das lavouras de milho do Estado estão colhidas

    O milho segue na fase predominante de colheita no Rio Grande do Sul, atingindo 50% das áreas cultivadas já colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado, nesta quinta-feira (27/02), pela Emater/RS-Ascar em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a cultura tem apresentado boa produtividade e boa qualidade do grão. As lavouras no Estado encontram-se 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 18% em enchimento de grãos e 17% maduro, pronto para colher.

    Teve início a colheita da soja que está com 2% das áreas plantadas já colhidas. A cultura está 4% em fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 59% na fase de enchimento de grãos e 16% maduro, e 2%. As lavouras de arroz no Estado se beneficiando com as temperaturas quentes e a elevada taxa de radiação solar, associadas à disponibilidade de água para as plantas. Tais fatores indicam bom rendimento na ocasião da colheita. A fase é de germinação/desenvolvimento vegetativo em 4% da área com a cultura, em 28% é de floração, 37% em enchimento de grãos, 26% em maturação e 5% foram colhidos.

    Na região de Soledade, a colheita do feijão primeira safra foi concluída nos cerca de 4,1 mil hectares cultivados. A produtividade média alcançou 1,1 toneladas por hectare. Apesar do período com restrição hídrica em grande parte do ciclo da cultura, a produtividade média final e a qualidade do grão são consideradas satisfatórias. E o plantio do feijão segunda safra avança na regional de Frederico Westphalen, chegando a 90% da área semeada, prevista em sete mil hectares; 100% das lavouras estão em estágio de germinação e desenvolvimento vegetativo.

  • Novo milho tem melhor desempenho no frio

    Um grupo de pesquisadores liderado por David Stern, presidente do Instituto Boyce Thompson, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de milho que se recupera muito mais rapidamente após um período frio. Stern também é professor adjunto de biologia vegetal na Faculdade de Agricultura e Ciências da Vida da Universidade de Cornell, também nos EUA.

    “No campo, o estresse no frio acontece com mais frequência na primavera, quando as temperaturas frias se combinam com a forte luz solar, causando o alvejamento das plantas”, disse Stern. “Portanto, um milho mais tolerante ao resfriamento pode ajudar os agricultores a plantar no início do ano com a confiança de que sua colheita sobreviverá a um período frio e se recuperará rapidamente assim que o tempo esquentar novamente”, completou.

    Este trabalho foi desenvolvido com base em pesquisa publicada em 2018, que mostrou níveis crescentes de uma enzima chamada Rubisco levaram a plantas maiores e de maturação mais rápida. Rubisco é essencial para as plantas transformarem dióxido de carbono atmosférico em açúcar, e seus níveis nas folhas de milho diminuem drasticamente no tempo frio.

    No estudo mais recente, Stern e colegas cultivaram plantas de milho por três semanas a 25 ° C, baixaram a temperatura para 14 ° C por duas semanas e depois aumentaram de volta para 25 ° C. “O milho com mais Rubisco teve um desempenho melhor que o normal antes, durante e após o resfriamento”, disse Coralie Salesse-Smith, primeira autora do artigo.

    De fato, comparado ao milho comum, o milho produzido teve maiores taxas de fotossíntese ao longo do experimento e se recuperou mais rapidamente do estresse de resfriamento, com menos danos às moléculas que realizam as reações dependentes da luz da fotossíntese.

  • Novo milho tem melhor desempenho no frio

    Um grupo de pesquisadores liderado por David Stern, presidente do Instituto Boyce Thompson, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de milho que se recupera muito mais rapidamente após um período frio. Stern também é professor adjunto de biologia vegetal na Faculdade de Agricultura e Ciências da Vida da Universidade de Cornell, também nos EUA.

    “No campo, o estresse no frio acontece com mais frequência na primavera, quando as temperaturas frias se combinam com a forte luz solar, causando o alvejamento das plantas”, disse Stern. “Portanto, um milho mais tolerante ao resfriamento pode ajudar os agricultores a plantar no início do ano com a confiança de que sua colheita sobreviverá a um período frio e se recuperará rapidamente assim que o tempo esquentar novamente”, completou.

    Este trabalho foi desenvolvido com base em pesquisa publicada em 2018, que mostrou níveis crescentes de uma enzima chamada Rubisco levaram a plantas maiores e de maturação mais rápida. Rubisco é essencial para as plantas transformarem dióxido de carbono atmosférico em açúcar, e seus níveis nas folhas de milho diminuem drasticamente no tempo frio.

    No estudo mais recente, Stern e colegas cultivaram plantas de milho por três semanas a 25 ° C, baixaram a temperatura para 14 ° C por duas semanas e depois aumentaram de volta para 25 ° C. “O milho com mais Rubisco teve um desempenho melhor que o normal antes, durante e após o resfriamento”, disse Coralie Salesse-Smith, primeira autora do artigo.

    De fato, comparado ao milho comum, o milho produzido teve maiores taxas de fotossíntese ao longo do experimento e se recuperou mais rapidamente do estresse de resfriamento, com menos danos às moléculas que realizam as reações dependentes da luz da fotossíntese.

  • Milho começa a semana caindo em Chicago com preocupações sobre o coronavírus

    A segunda-feira (27) começa com desvalorização para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam quedas entre 4,75 e 6,25 pontos por volta das 08h49 (horário de Brasília).

    O vencimento março/20 era cotado à US$ 3,81 com perda de 6,25 pontos, o maio/20 valia US$ 3,86 com desvalorização de 6,00 pontos, o julho/20 era negociado por US$ 3,92 com baixa de 5,75 pontos e o setembro/20 tinha valor de US$ 3,91 com queda de 4,75 pontos.

    Segundo informações da Agência Reuters, os mercado do milho futuro, assim como da soja e do trigo, perdem força com as preocupações crescentes com o surto de vírus na China desencadeando vendas amplas.

    O número de mortos pelo novo coronavírus da China aumentou para 80 na segunda-feira, quando os residentes da província de Hubei, onde a doença se originou, foram proibidos de entrar em Hong Kong em meio a esforços globais para impedir a rápida disseminação do surto.

    “O vírus deve prejudicar o crescimento na China, o maior importador mundial de soja e outros produtos agrícolas, depois de meses de preocupações econômicas com as tensões comerciais com os Estados Unidos”, diz Naveen Thukral da Reuters Singapura.

    A publicação aponta ainda que, “os comerciantes e agricultores continuaram aguardando sinais de aumento da compra chinesa de produtos agrícolas dos EUA depois que Pequim prometeu aumentar significativamente as importações em um acordo comercial inicial assinado pelos países na semana passada”.

  • Chuvas recuperam de forma parcial lavouras de milho, que segue em colheita

    As chuvas ocorridas atenuaram parcialmente a situação de déficit hídrico que a cultura do milho enfrenta no Estado e favoreceram a evolução para as fases de maturação e colheita na maioria das regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (23/01) pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as lavouras de milho estão 15% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 25% em enchimento de grãos, 26% maduro e 22% do total já foram colhidos.

    Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, que corresponde a 10% da área cultivada com milho no Estado, ainda que a umidade no solo tenha retornado, não foi possível a recuperação das lavouras em estágio fisiológico avançado de final de ciclo. À medida que a colheita avança, a produtividade das lavouras tem sido menor, em consequência da falta de água nos estágios críticos. Apesar disso, o produto colhido tem apresentado boa qualidade.

    Na região de Santa Rosa, onde 60% do milho estão colhidos, a produtividade teve pequena queda em função da baixa umidade do solo, que atingiu lavouras em plena floração e formação inicial do grão. Com a melhora das condições de umidade do solo, foi iniciada a semeadura para o cultivo da segunda safra (milho safrinha) nas áreas colhidas. As chuvas da semana frearam as atividades de colheita e os produtores buscam a retirada do produto da forma mais célere possível, para liberar as áreas também para a semeadura da soja safrinha. A boa produtividade obtida e os preços com tendência de elevação devem possibilitar boa rentabilidade da cultura nesta safra.

    SOJA – O cultivo da soja no RS alcançou a totalidade da área prevista para a safra 2019/2020, que é de 5.956.504 hectares. Das lavouras implantadas, 48% se encontram em desenvolvimento vegetativo, 39% em floração e 13% na fase de enchimento de grãos. Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, que corresponde a 11,8% da área de soja no Estado, o desenvolvimento das lavouras ainda é satisfatório, mesmo com as condições de falta de umidade e de altas temperaturas nas últimas semanas. As chuvas recuperaram parcialmente as lavouras, apesar de já haver perdas, sobretudo nas Missões.

    Na regional de Ijuí, o retorno das chuvas influenciou a emissão de folhas novas, de ramos laterais e o aumento da floração. Em geral, as plantas apresentam tamanho menor do que o ideal, com índice foliar abaixo do esperado e potencial produtivo comprometido devido à estiagem. Os índices de redução do potencial produtivo são diferentes conforme a localização das lavouras, o período de semeadura e o ciclo das cultivares. No Corede Alto Jacuí é onde se identificam as maiores reduções de produtividade. Até o momento, há baixa incidência de pragas.

    ARROZ – Atualmente no RS 62% das lavouras estão em germinação/desenvolvimento vegetativo, 26% em floração, 11% em enchimento de grãos e 1% em maturação. Em geral, a lavoura mantém bom desenvolvimento. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, onde 90% das lavouras encontram-se em estágio de florescimento, as chuvas na semana (50 mm) auxiliaram no manejo da água nas lavouras e na reposição dos mananciais. Em Quaraí, as lavouras de arroz apresentam bom estande de plantas, sem incidência de problemas de pragas e doenças. Os produtores têm realizado ajustes sistemáticos na irrigação, de modo a assegurar água para todo o ciclo. Já na região de Soledade, as chuvas ocorridas ainda não são suficientes para repor os volumes dos mananciais. As lavouras mais adiantadas no ciclo da cultura seguem recebendo tratos culturais. Já nas áreas semeadas com restrição de umidade do solo, há falhas devido à germinação desuniforme. Em geral, as lavouras se mantêm com bom estado fitossanitário.

    Na região de Santa Maria, 85% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 15% em floração. Os produtores que contam com reservas de água não sofreram os efeitos da estiagem, prevendo inclusive superior qualidade de grãos. Já aqueles que tiveram problemas, atrasaram o plantio em função das chuvas ocorridas na primavera; foi o que ocorreu em Cacequi, onde 30% dos 11 mil hectares do município foram semeados após o período recomendado. Tal medida fará com que a fase de floração ocorra entre fevereiro e março, quando há menor insolação e maior risco de temperaturas noturnas baixas, condições que podem vir a comprometer a produtividade e a qualidade dos grãos a serem colhidos.

    FEIJÃO 1ª SAFRA – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está na fase final de colheita, com produtividade média de 25 sacos por hectare. As últimas lavouras colhidas apresentaram redução de produtividade, mas ainda boa qualidade dos grãos. Na de Santa Rosa, 95% da área já está colhida, e a produtividade média é de 1.200 quilos por hectare. Os produtores aguardam até o final de janeiro para o plantio da segunda safra (safrinha); dessa forma, o ciclo da cultura atingirá as fases de floração e enchimento de grãos em março, quando a tendência é de temperaturas amenas e de regime regular de precipitações. Já na região de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos e 90% já foram colhidas. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade. A produtividade média tem se mantido em 1.800 quilos por hectare.

    OLERÍCOLAS

    Cebola – Na regional de Pelotas, o clima seco de dezembro e janeiro favoreceu a colheita e a cura da cultura, resultando em produto com ótima casca e cor, qualidades distintivas para a comercialização do produto. A colheita foi praticamente concluída, e a comercialização da cebola está bastante lenta, principalmente pelo preço baixo ofertado ao produtor.

    Batata – Na região de Caxias do Sul, 25% da área implantada de 10.300 hectares está colhida ou pronta para colheita; o restante da área se divide em estádio reprodutivo e crescimento vegetativo. Há perdas na produção devido ao déficit hídrico, ao estresse térmico e à forte insolação, refletindo-se no tamanho das batatas e na esvalorização do produto.

    FRUTÍCOLAS

    Uva – Na regional de Caxias do Sul, estão em plena colheita as variedades superprecoces Chardonay, Riesling, Pinot Noir, Concord e Isabel precoce e inicia a das variedades de ciclo precoce, como Niágara e Bordô. A maioria dessas variedades apresenta cacho de tamanho bem menor que o tradicional, bagas mais finas e cachos ralos. As duas primeiras características derivam da deficiência hídrica e forte radiação solar, e a última é consequência do excesso de chuvas e da baixa radiação solar em outubro e novembro, período do estádio de florescimento. São fatos positivos tanto a excelente sanidade das bagas quanto o bom grau de açúcar. As chuvas das últimas semanas estancaram o avanço de murchamento de brotos e bagas, o secamento e a perda de folhas e brotos. As cultivares de ciclo médio e tardio apresentam maturação forçada e bastante adiantada; mas mesmo com o retorno das chuvas, não haverá tempo para recuperação do calibre das bagas. Principal uva de mesa da região, a Niágara rosada, vem sendo fortemente ofertada pelos viticultores, mesmo com baixa qualidade, a fim de reduzir perdas e aliviar as plantas. Tal fato derrubou a precificação da fruta. Os preços médios na propriedade para as uvas de mesa são os seguintes: americanas sem proteção a R$ 2,00/kg, Niágara protegida a R$ 5,00 e uvas finas a R$ 10,00/kg.

    MORANGO – Na regional de Pelotas, onde são cultivados 50 hectares, segue a colheita do morango cultivado em canteiros e no solo. Os frutos apresentam tamanho menor devido ao calor e à radiação solar intensa. A colheita das cultivares de dias curtos foi encerrada. Produtores intensificam os manejos de limpeza das plantas e iniciam o preparo das áreas para plantio das mudas para o novo ciclo, que deverá ser implantado com mudas importadas da Espanha.

    OUTRAS CULTURAS

    Erva-mate – Na regional de Erechim, segue a colheita, com produtividade média de 600 arrobas por hectare. Na de Soledade, a estiagem atrasou o crescimento da erva-mate, mas os ervais iniciaram a recuperação com a volta de chuvas regulares. No entanto, o maior problema está nos plantios e replantios realizados em função da morte de mudas; em alguns locais, chegou a mais de 50% delas. Na regional de Passo Fundo, a área implantada com a cultura é de 1.110 hectares, com produção anual de em torno de 11.700 toneladas de folha verde. Os principais municípios produtores são Nova Alvorada, Machadinho e Capão Bonito do Sul. Agricultores realizam monitoramento e controle de pragas, manejo da cobertura de solo e adubação. A colheita ocorre normalmente. No entanto, neste período os ervais estão em brotação, reduzindo o processo de industrialização, que passará a normalizar a partir de março.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    Com a continuidade das chuvas ocorridas na semana, os campos nativos e as pastagens cultivadas retomaram seu desenvolvimento, propiciando melhores condições de pastejo para os animais. As pastagens cultivadas perenes se recuperam e aumentam a produção de massa verde mais rapidamente do que os pastos nativos. As áreas destinadas à fenação têm apresentado um bom rendimento.

    PISCICULTURA – No geral, o volume de água dos açudes é satisfatório, mas ocorrem alguns casos de deficiente oxigenação da água, em consequência das altas temperaturas. O desenvolvimento dos peixes é bom, e as despescas realizadas têm bons resultados. Vários açudes ainda estão sendo povoados para a produção de peixes destinados à comercialização da Semana Santa.

    PESCA ARTESANAL – A pesca de Camarão está ocorrendo normalmente e com boa produtividade na Lagoa do Peixe. Em alguns dias da semana, os ventos fortes ocorridos no litoral dificultaram a prática da pesca artesanal marinha. O camarão capturado na Lagoa do Peixe está sendo comercializado a R$ 15,00/kg com casca e entre R$ 45,00 e R$ 60,00/kg descascado. Na regional de Porto Alegre, as espécies de pescado artesanal marinho mais capturadas e vendidas foram Papa-Terra e Pescada, a preços em torno de R$ 10,00/kg.

  • Seca agrava escassez do milho

    A estiagem que atinge o sul do Brasil afeta a produção e a produtividade das lavouras de milho e de soja. Para Santa Catarina, maior importador de milho do País, a seca pode agravar o abastecimento das cadeias de aves e suínos.

    Levantamento preliminar da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) aponta que a metade sul do território barriga-verde – considerando a BR-282 como linha divisória – foi a mais afetada.

    O vice-presidente Enori Barbieri acionou os Sindicatos Rurais filiados à FAESC para obter um quadro atualizado da situação. Uma faixa territorial do lado catarinense do Vale do Rio Uruguai, desde Itapiranga até os campos de Lages, está comprometida. O milho retido na propriedade para nutrição do gado leiteiro (milho-silagem) teve redução de 40%, o que certamente impactará a produção de lácteos.

    Grande produtora de grãos, a região do meio oeste foi muito prejudicada. Em Campos Novos, 18% dos 55.000 hectares de soja, 15% dos 12.000 hectares de milho e 12% dos 5.000 hectares de feijão foram perdidos. O município já contabiliza R$ 45 milhões em prejuízos econômicos. No oeste e extremo oeste as perdas situam-se em 30%

    Já havia uma previsão de insuficiência de milho em decorrência de fatores naturais (seca em outros Estados, queimadas, atraso no plantio e redução de área cultivada) e econômicos (aumento das exportações do grão em face da situação cambial favorável). Agora, com a extensão da estiagem, agrava-se o quadro de abastecimento.

    Barbieri assinala que é crucial encontrar novas fontes de abastecimento interno, observando que o preço da commodittie registra elevação consistente no mercado brasileiro.

    O presidente da FAESC José Zeferino Pedrozo – que também é vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) – avalia que a saída será ampliar as importações de milho da Argentina e do Paraguai. Além disso, deve prosperar a chamada Rota do Milho que ligará o oeste catarinense com a região produtora do Paraguai. Esse país-membro do Mercosul situa-se muito próximo do grande oeste de Santa Catarina,  produz 5,5 milhões de toneladas, mas pode chegar a 15 milhões com o estímulo das importações brasileiras.

    Em resumo: a Faesc prevê que deve faltar milho ainda neste primeiro semestre. “O cenário é preocupante porque, da demanda total, 96% destinam-se à nutrição animal, principalmente dos plantéis de aves e suínos”, expõe o dirigente.

    O mercado interno ficará dependente da segunda safra (a “safrinha”), a ser colhida em julho, que responde por 70% da produção total de milho. A safra dependerá totalmente do clima e, se as chuvas não forem suficientes, o quadro de oferta e demanda ficará extremamente desequilibrado. A agroindústria espera que a segunda safra de milho garanta o abastecimento no segundo semestre, regularizando o cenário de oferta.

  • ALERTA: Falta de chuva afeta o milho e ameaça a soja

    Com precipitações muito abaixo da média esperada para dezembro em diferentes partes do Estado, a safra de milho começa a ficar comprometida no Rio Grande do Sul. E as perspectivas para os próximos dias não são as melhores para o campo. A falta de chuva deve seguir, pelo menos, até 31 de dezembro e, se o problema persistir, poderá afetar também a soja.

    De acordo com o Inmet, uma das cidades com menor incidência de chuva é Ibirubá, no Noroeste do Estado, onde choveu 86% a menos do que o esperado para dezembro. Na cidade não chove há três semanas, e a situação das lavouras é crítica, diz o secretário da Agricultura da cidade, Olindo de CampoS.

    Os índices do Inmet apontam para precipitações muito abaixo da média também nas regiões da Campanha e Central, e em cidades da Fronteira Oeste, como Alegrete, de acordo com a meteorologista Letícia dos Santos. Em tradicionais cidades produtoras, como Passo Fundo, eram esperados, para dezembro, 173,2 milímetros de chuva, mas o Inmet registrou apenas 46 milímetros até o momento.

    “Um dos poucos lugares onde a ocorrência foi acima da média é São Borja, e, ainda assim, apenas 15%. E a chuva prevista para o dia 31, véspera da virada do ano, não é muito significativa nem deve ser suficiente para suprir o déficit do mês”, alerta Letícia.

    Ainda segundo a meteorologista, entre janeiro e março, a situação deverá se regularizar, com chuva dentro da normalidade ou até um pouco acima da média. Até lá, porém, produtores estão em alerta. O vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Elmar Konrad, diz que a atual escassez de água afetou o cultivo do milho em uma das fases mais críticas.

    “No período da formação da espiga, o milho precisa de uma média de oito milímetros de água por dia. Em muitos lugares, o máximo ficou entre dois e três milímetros. Na soja, o problema, no momento, é o calor, que agrava a ferrugem asiática. E, se persistir a falta de chuva, teremos prejuízo no desenvolvimento das lavouras”, confirma Konrad.

    No Norte do Estado, produtores como Roberto Bergamini já calculam os prejuízos em boa parte da lavoura. O produtor do município de Quatro Irmãos, próximo de Erechim, calcula perda de 40% nos 380 hectares semeados com milho e que não contam com irrigação. Com isso, a produtividade deverá cair a ponto de Bergamini já estimar que o rendimento nesta área não deverá nem pagar os custos de produção.

    “Dos 500 hectares totais plantados com milho, a produtividade só será boa em 120 hectares que contam com pivô. Pelo menos desde 2011 não tinha uma perda assim”, relata Bergamini.

    Os danos no Norte do Estado, porém, são relativos, de acordo com Alexandre Doneda, coordenador técnico de difusão da Cotrijal. Ele considera que ainda é cedo para estimar as perdas. Isso porque, em parte das lavouras, o crescimento ainda pode ser revertido caso venha a chover nos próximos dias. “Mas há perda de potencial de produtividade em diferentes regiões que atendemos”, explica Doneda.

    No caso da soja, em regiões onde houve o plantio superprecoce, como Passo Fundo, Cruz Alta e Não-Me-Toque, nas quais a planta já está florescendo, há alguma quebra, de acordo com o presidente da Aprosoja-RS, Luiz Fernando Fucks. “Mas, dependendo do que ocorrer daqui para frente, pode comprometer a projeção de uma colheita de 119 milhões de toneladas. A irregularidade de chuvas começa a assustar. O mês de janeiro com pouca umidade no solo é perigoso”, alerta Fucks.

    Informativo da Emater aponta perdas na região do Vale do Rio Pardo

    Em Informativo Conjuntural divulgado pela Emater, a entidade mostra que a maior parte das lavouras semeadas com milho no Estado (40%) estão na fase de enchimento de grãos. Nas regiões de Santa Rosa e Frederico Westphalen, respectivamente, 3% e 2% das áreas já foram colhidas. A implantação da cultura do milho no Rio Grande do Sul chegou a 94% da área de 777.442 hectares da intenção de plantio no Estado.

    Atualmente, 30% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 40% em enchimento de grãos e 11% em maturação. No geral, a entidade avalia que as lavouras de milho apresentam bom desenvolvimento, mas em áreas nas quais as chuvas têm sido irregulares e com baixos volumes, já se contabilizam perdas de produtividade, principalmente em lavouras nas quais a fase atual é de enchimento de grãos.

    As perdas mais expressivas ocorrem nos municípios de Rio Pardo, Pantano Grande e Encruzilhada do Sul, onde não ocorreram chuvas ao longo das últimas semanas. A Emater também chama a atenção para a região de Caxias do Sul, com acentuado déficit hídrico afetando o rendimento das lavouras em fase de floração.

    Na região de Frederico Westphalen, a cultura segue com bom aspecto, apesar de algumas áreas apresentarem sintomas de estresse hídrico. Na Regional de Ijuí, 98% da área prevista para a safra está semeada, e a cultura tem apresentado variação no potencial produtivo em virtude da variabilidade do volume de chuvas que ocorreram na região. As áreas cultivadas com irrigação e aquelas em que houve chuvas com excelente volume de precipitação têm colaborado para minimizar os impactos da redução da produtividade na região.

  • Do plantio à colheita, milho segue em desenvolvimento no RS

    O milho segue em desenvolvimento em todo o Estado, com a maior parte das lavouras (40%) na fase de enchimento de grãos. Nas regiões de Santa Rosa e Frederico Westphalen, respectivamente, 3% e 2% das áreas já foram colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, em convênio com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a implantação da cultura do milho no RS chegou a 94% da área de 777.442 hectares da intenção de plantio no Estado. Atualmente, 30% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 40% em enchimento de grãos e 11% em maturação. Já as áreas que estão sendo implantadas se localizam nas regiões de Bagé e Pelotas.

    No geral, as lavouras de milho apresentam bom desenvolvimento, boa aparência e baixo índice de ataque de pragas e de incidência de doenças. Na região de Caxias do Sul, o acentuado déficit hídrico ocorrido na primeira quinzena de dezembro afetou o rendimento das lavouras em fase de floração. Na de Frederico Westphalen, a cultura segue com bom aspecto, apesar de algumas áreas apresentarem sintomas de estresse hídrico. Na Regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, 98% da área prevista para a safra está semeada e a cultura tem apresentado variação no potencial produtivo em virtude da variabilidade do volume de chuvas que ocorreram na região. As áreas cultivadas com irrigação e aquelas em que houve chuvas com excelente volume de precipitação têm colaborado para minimizar os impactos da redução da produtividade na região.

    Na regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, estão semeados 83% da área de milho, sendo que 30% destas lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração e 60% em enchimento de grãos. Em geral, em áreas onde as chuvas têm sido irregulares e com baixos volumes, já se contabilizam perdas de produtividade, principalmente em lavouras nas quais a fase atual é de enchimento de grãos. As perdas mais expressivas ocorrem nos municípios de Rio Pardo, Pantano Grande e Encruzilhada do Sul, onde não ocorreram chuvas ao longo das últimas semanas.

    Soja – O plantio da soja no RS alcançou 97% da área prevista para a safra de 5.978.967 hectares. Das lavouras com a cultura, 91% estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 9% em floração. Na Regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, as áreas de lavouras situadas ao Norte, que correspondem a um terço da área cultivada na região, mantêm-se com bom desenvolvimento em decorrência das precipitações favoráveis à cultura. Nas demais áreas da Regional, formada pelos Coredes Noroeste Colonial e Alto Jacuí, as lavouras enfrentam menor aporte de chuvas, situação que tem comprometido o bom desenvolvimento da cultura.

    Arroz – A cultura no RS está implantada em 99% da área de 944.549 hectares. O tempo favorável em todas as regiões permitiu avanço nos plantios previstos para a safra, além de favorecer o desenvolvimento da cultura. Das lavouras implantadas, 93% estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 7% já em floração. Na Regional de Bagé, as lavouras estão 100% em germinação e desenvolvimento vegetativo. Os produtores seguem realizando tratos culturais para controle de ervas daninhas, adubação de cobertura e manejo da irrigação. Em geral, as lavouras se apresentam com bom aspecto.

    Feijão 1ª safra – A implantação da cultura no RS alcançou 95% da área prevista. Atualmente, 26% das lavouras estão desenvolvimento vegetativo, 18% em floração, 23% em enchimento de grãos, 20% delas em maturação e 13% já foram colhidas. Na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 30% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos, 20% em maturação e 50% já foram colhidas. No geral, a cultura apresenta bom estande e os produtores vêm realizando adubação de cobertura. Na região de Santa Rosa, as lavouras já colhidas apresentaram excelente qualidade de grão e produtividade média de 1.200 quilos por hectare.

    FRUTÍCOLAS
    Ameixa – Na região da Serra, as variedades do cedo já se encontram colhidas. Está em andamento a colheita da Fortune, segunda variedade em área cultivada e volume produzido. Os frutos estão com calibre razoável e boa coloração. A cultura apresenta escassa produção na presente safra, consequência das condições climáticas ocorridas de setembro a novembro, período com muitos dias chuvosos e falta de radiação solar, o que afetou o florescimento, a fecundação e o pegamento das frutas. O preço médio recebido pelo produto na propriedade é de R$ 3,50/kg.

    Pêssego – Em Paim Filho, na região Nordeste do Estado, os produtores continuam com os trabalhos de colheita e comercialização das frutas. As variedades precoces encaminham-se para o final da colheita, prevista para se encerrar na primeira quinzena de janeiro próximo. Para as variedades tardias, a previsão é de que a colheita inicie depois da primeira quinzena de janeiro. Os produtores seguem realizando monitoramentos de pragas e doenças e aplicações de iscas para mosca-das-frutas, tendo em vista a maturação das frutas e a realização da colheita.

    Viticultura – Seguem em fase de maturação as variedades precoces da Niágara em alguns municípios da Regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo. A colheita está se iniciando em pequenas quantidades e deverá aumentar de forma gradativa a partir da próxima semana. Os produtores realizam monitoramento de pragas e doenças, bem como tratamentos fitossanitários e tratos culturais.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES – O clima tem sido favorável para todas as espécies forrageiras, marcado pela alta disponibilidade de radiação solar, por temperaturas elevadas e pela redução da umidade no solo, com alta taxa de produção de forragem com excelente qualidade. No entanto, em algumas regiões, produtores relatam que a redução dos níveis de umidade no solo está afetando as pastagens com trevos e cornichão, paralisando inclusive o crescimento do campo nativo em alguns locais. Produtores aguardam as chuvas para retomar os trabalhos de implantação de pastagens de verão (capim sudão, milheto e sorgo forrageiro).

    BOVINOCULTURA DE LEITE – As forrageiras perenes e anuais de verão (aries, jiggs, tífton, milheto, capim sudão) estão em pleno desenvolvimento e ofertam boa qualidade de forragem nas áreas manejadas adequadamente. A diminuição das chuvas em dezembro reduziu o crescimento das pastagens; no entanto, ainda não afeta a disponibilidade de forragem para os animais.

    As lavouras de milho silagem semeadas em final de agosto e início de setembro estão sendo colhidas. Muitas destas ainda não estariam no ponto de colheita, mas devido ao calor precisam ser colhidas para não queimarem ao sol. De modo geral, essas lavouras do cedo ficaram com porte baixo, devido ao estresse hídrico sofrido no início do ciclo, e aos dias de baixas temperaturas durante o desenvolvimento vegetativo. As lavouras semeadas em outubro e novembro estão em desenvolvimento vegetativo e início de florescimento, muito dependentes de ocorrência de chuvas. O período é de nascimento de terneiros.

    Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

  • Safrinha de milho deve ganhar fôlego

    A safrinha brasileira de milho deve ganhar um fôlego extra com o incentivo dos preços, mesmo com um atraso na safra soja, segundo o que informou a mais nova análise da consultoria INTL FCStone. De acordo com a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, a área plantada é estimada em 13,17 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 2,24% frente a 2018/2019.

    Na questão da produção, o grupo estima produção de 72,11 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas a menos que o recorde registrado no ciclo anterior.  “Os preços mais sustentados e as exportações recordes podem acabar incentivando a safrinha. Esse leve aumento da produção foi resultado de uma revisão na produtividade esperada para o Rio Grande do Sul, que passou de 7,26 para 7,49 toneladas por hectares, diante de condições climáticas muito favoráveis para o desenvolvimento do cereal”, comenta.

    Em relação ao estado do Rio Grande do Sul, este deve ser o principal produtor da primeira safra, o que acabou influenciando na produtividade média do Brasil, agora estimada em 6,39 toneladas por hectare pela INTL FCStone. “As estimativas para as exportações de milho foram calculadas em 35 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno ficou em 68,5 milhões de toneladas. Mesmo considerando um consumo maior, com a produção total de milho (1ª, 2ª e 3ª safras – utilizou-se o número da Conab para a 3ª safra) em 99,92 milhões de toneladas, os estoques ficariam acima e 10 milhões de toneladas”, completa a companhia.

    Com a soja, “não houve ajustes na área plantada e as perspectivas continuam positivas, com o regime de chuvas apresentando um padrão mais regular em todo o país”, indica a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi. O clima nas próximas semanas deve ser acompanhado de perto, já que o nível de umidade é central na fase de enchimento de grãos.

  • Demanda brasileira de milho saltará em 2020

    A demanda por milho no Brasil crescerá em 2020 impulsionada pelo maior consumo do cereal por produtores de etanol e de carnes, segundo previsão do Rabobank divulgada nesta quinta-feira.

    O analista de grãos do Rabobank, Victor Ikeda, disse que os agricultores estão aumentando as vendas antecipdas de milho a níveis acima da média nos últimos anos.

    Ele espera que a área plantada para a segunda safra de milho, a principal do cereal do Brasil, cresça para 13,4 milhões de hectares em 2020, contra 12,5 milhões de hectares em 2019, uma vez que os agricultores reagem às perspectivas positivas.