Campo Tecnológico: manejo e tecnologia definem o teto produtivo do milho

Com o objetivo de apresentar dados sobre a estabilidade produtiva e o teto de rendimento da cultura, a Cotrijuc realizou nesta quarta-feira (21), a 3ª edição do Campo Tecnológico de Milho. O evento reuniu mais de 100 produtores e técnicos em um roteiro que percorreu duas realidades distintas de manejo.
Conduziram as apresentações sobre o manejo da cultura e a vitrine dos híbridos o coordenador comercial de insumos, Donald Paul, o líder de sementes, Gabriel Pasinatto e o coordenador do Campo Técnológico, Dener Rossato. A primeira etapa ocorreu na área experimental da Cotrijuc junto ao Centro de Pesquisas de Sementes – Fepagro, em Júlio de Castilhos. Sob um sistema de sequeiro, os cooperados puderam observar como diferentes cultivares reagem ao estresse hídrico.

Para aprofundar o conhecimento técnico, o encontro contou com a participação do pesquisador de manejo de culturas da CCGL, Tiago Hörbe. Ele reforçou que a construção da produtividade começa muito antes da planta emergir. “Discutimos aspectos que iniciam no plantio, relacionados à plantabilidade: temperatura do solo, umidade e a importância de uma distribuição uniforme entre as plantas. No milho, quando a gente erra o plantio, não tem uma segunda chance”, alertou.

O pesquisador também detalhou os experimentos de adubação nitrogenada vistos no campo, ressaltando que o nitrogênio é essencial para o teto produtivo, mas exige cuidado com doses e momentos de aplicação para evitar perdas. Além disso, Hörbe explicou a variabilidade na emergência dos híbridos conforme a temperatura do solo, um fator crucial para o sucesso da safra.

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Na segunda parte do roteiro, o grupo se deslocou para a Agropecuária Cechin, na localidade de Portão, interior de Júlio de Castilhos, onde o cenário foi diferente com o uso da irrigação. Lá, a tecnologia garante o suprimento hídrico nos momentos críticos, permitindo que o milho expresse o seu potencial genético.

O contraste entre as áreas de sequeiro e as irrigadas foi o ponto alto do encontro. Enquanto no sequeiro o foco é a estabilidade para minimizar perdas, na área irrigada busca-se a máxima rentabilidade. “A irrigação transforma o milho em uma cultura de segurança para o cooperado”, reforçou Donald Paul.