Workshop de Jovens aborda Gestão e Sustentabilidade da Empresa Rural
Pais e filhos, duas gerações reunidas com um propósito: a longevidade do negócio da família, que é a propriedade rural. Esse foi o objetivo da Cotrijuc ao promover, junto com o seu Núcleo Jovem, a 3ª edição do Workshop Jovens do Agro, com o tema “Gestão e Sustentabilidade da Empresa Rural”. O evento aconteceu na noite desta terça-feira, dia 9 de setembro, na Afuntrijuc, em Júlio de Castilhos.
Na abertura, a coordenadora do Núcleo, Lara Michelon Piovesan, apresentou o grupo, atualmente composto por 22 jovens e falou do intuito de estarem mobilizados, buscando a formação de novos gestores, tanto na propriedade rural como na Cooperativa. “A gente busca inovação, conectividade e trazer cada vez mais informações e a juventude para dentro do agronegócio”, destacou. O vice-presidente da Cotrijuc, Estanislau Quevedo, manifestou o contentamento em ver concretizada meta de muitos anos, que é trazer os jovens para contribuírem com o cooperativismo. Ele também reforçou a importância do evento para discutir alternativas para superar as adversidades enfrentadas pelos agricultores gaúchos.
A programação iniciou com a palestra do economista e ceo da Agromoney, Antonio da Luz, patrocinada pelo Sescoop/RS. Ele abordou a gestão da propriedade, principalmente pelo viés financeiro. Com mais de 20 anos de experiência na área, Antonio compartilhou um exemplo de empresa rural que não deu certo, os fatores que levaram ao fracasso e como algumas mudanças podem proporcionar resultados melhores que a média. “A renegociação de dívidas não resolve o problema, o que resolve é a colheita, a produção, e as decisões que nós tomamos após a colheita. Essas decisões têm que ser orientadas para as questões financeiras, ainda mais com as dificuldades que nós vivemos”, pontuou. Sobre a presença dos jovens, o economista afirmou que visualiza uma geração que está se preparando mais, algo que os pais não tiveram, mas que estão oportunizando e que “não está criando o agro no futuro de crescimento constante, mas de solidificação”.
Na sequência, a advogada e consultora da Safras & Cifras, Paula Timm Brito, seguiu a abordagem com enfoque no processo sucessório e gestão da continuidade. Ela trouxe a reflexão sobre o momento ideal para preparar as próximas gerações para dar continuidade aos negócios que os patriarcas construíram. “Muito mais que pensar em passar o patrimônio, entender como podemos criar regras e definições para que essas gerações, filhos e netos, estejam em um negócio atrativo para eles, com benefícios, vantagens e um propósito”, enfatizou. Há cerca de seis anos prestando consultoria para empresas rurais, Paula também colocou as principais dificuldades enfrentadas nas sucessões familiares.
O evento contou com o apoio da FecoAgro/RS e do Sescoop/RS.













































