CLIMA TEMPO

  • MUDANÇAS CLIMÁTICAS PODEM INTERFERIR NA RESISTÊNCIA A INSETICIDAS

    As mudanças climáticas têm ocasionado uma série de alterações nos ecossistemas, como elevação das temperaturas, dos níveis de dióxido de carbono (CO₂), mudanças nos níveis de radiação ultravioleta e na previsibilidade das chuvas. Como consequência a essas alterações, diversas espécies de animais, incluindo insetos, têm evoluído rapidamente para sobreviver no habitat impactado pelas mudanças climáticas.

     No caso dos insetos, ocorrem mudanças com relação à distribuição geográfica e em seus metabolismos, podendo acarretar no aumento do número de gerações anuais. A agricultura pode ser impactada diretamente por essas mudanças, pois acarretará no aumento dos danos diretos causados por insetos e também na incidência de doenças transmitidas por insetos vetores. Além disso, existe ainda a possibilidade de que as mudanças climáticas interfiram nas frequências alélicas dos genes envolvidos na resistência a inseticidas, pois esses genes estão ligados a outras características dos insetos como resistência à desidratação e maior tolerância a variações térmicas.
     
    Pesquisas nesta área costumam se basear na resistência por mutações dos sítios de ação (diminuição ou inviabilização da ligação do inseticida ao seu sítio de ação) e também pela resistência metabólica (aumento da capacidade de metabolização dos ingredientes ativos, através de enzimas de detoxificação). Geralmente isso ocorre em populações que estão sob pressão de seleção causada pelo uso contínuo e/ou inadequado de inseticidas.

    Como exemplo, temos o caso de indivíduos de Drosophila melanogaster que devido a mutação em um único gene, conferiu além da resistência aos inseticidas ciclodienos, um fenótipo mais sensível à temperatura, ou seja, um único gene controla diversas características do fenótipo e em alguns casos estas características não estão relacionadas. Em biologia isto se chama pleiotropia. E é justamente este efeito pleitrópico que causa o chamado custo adaptativo nos insetos resistentes.

    Assim como observado para Drosophilla melanogaster, há também estudos para outras espécies como por exemplo o mosquito da malária Anopheles gambiae, a traça das crucíferas Plutella xylostella e para o ácaro Halotydeus destructor. Essas interações entre a termotolerância e a resistência a inseticidas, podem alterar as frequências dos alelos de resistência aos inseticidas no campo à medida que ocorrem as mudanças climáticas, de forma positiva ou negativa, dependendo dos fatores genéticos, moleculares e dos fatores climáticos envolvidos. Apesar destas fortes evidências, é necessário ressaltar a importância da realização de mais estudos em diferentes espécies de insetos-praga, utilizando diferentes inseticidas para avaliar como as mudanças na temperatura devido às mudanças climáticas podem afetar a resistência a inseticidas em populações no campo.

     No que diz respeito a adaptações para resistir à desidratação, os insetos possuem uma camada externa na superfície do corpo que é uma cera de hidrocarbonetos cuticulares (CHCs), que apresenta característica hidrofóbica, possui papel importante no controle de perda de água, reduzindo a taxa de evaporação através da cutícula. Ou seja, à medida que os insetos se adaptam a ambientes mais secos como resultado das mudanças climáticas, também apresentariam variações na composição e quantidade de produção da camada cerosa, o que ocasionará na diminuição da permeabilidade cuticular aos inseticidas, resultando na redução/perda da eficácia deste método de controle por este mecanismo de resistência. Como o aumento na produção da camada cerosa em insetos está relacionado a resistência à desidratação, provavelmente a seleção para esta característica também selecionaria insetos com o mecanismo de resistência por alteração da penetração cuticular de inseticidas.
     
    Em análise as informações acima apresentadas, é possível sugerir que no futuro o manejo de resistência a inseticidas deverá levar em conta o efeito das mudanças climáticas sobre os alelos resistentes. Também será necessária uma maior compreensão da base genética dos casos de resistências, considerando as alterações ambientais e climáticas de maneira regional, a fim de modelar a evolução da resistência a inseticidas. O uso de inseticidas com mecanismos de ação diferentes e associado ao controle biológico e cultural também são estratégias importantes para o manejo de resistência ante as mudanças climáticas.
    Fonte: Irac BR
  • Clima traz mudanças na safra de verão; fevereiro terá chuvas fortes no Sul/Sudeste e menos chuvas no Centro-Oeste e Matopiba, confirma Climatempo

    O aquecimento das águas do Atlântico e a continuidade das águas frias no Pacífico (La Niña) modificaram o panorama climático da safra de verão, explica João Castro, agrometeorologista da Climatempo/Agroclima.

    — ” Se antes havia o temor de corte nas chuvas para o sul e sudeste do País, agora os modelos mostram exatamente o contrário. Teremos muita chuva sobre o sul do País e chuvas abaixo da média do Brasil Central para cima. Chamamos a atenção principalmente do Matopiba, que vai vivenciar períodos de estiagens cada vez mais frequentes pelo menos até março”.

    Os modelos rodados pelo NOAA (serviço meteorológico dos Estados Unidos), mais os estudos da equipe de meteorologistas da Climatempo confirmam que o INMET já antecipou ao Notícias Agrícolas: mudança surpreendente nas previsões, provocada principalmente pelo aquecimento das águas do Atlântico Sul.

    — “Vejam as simulações, a massa de água quente é enorme na costa do Rio Grande do Sul, isso provoca a formação de muita umidade para a região. Também com a ajuda da umidade que vem da Amazônia — que, na verdade, são frentes úmidas que entram pelo Atlântico Norte e rebatem na Cordilheira dos Andes, está sendo formado um corredor de umidade que permanecerá praticamente por todo o verão no centro sul do Brasil.” diz João Castro.

    No entanto, o agrometeorologista considera impactante também o corte das chuvas para o Norte/Nordeste e Centro-Oeste do País:

    –“Não é que não haverá chuvas para essas regiões, mas elas diminuirão de intensidade. De agora em diante as frentes vão encontrar resistência para subir até o Matopiba; em compensação, teremos muitas chuvaradas no sul do País”.

     

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Inmet alerta para risco de geadas nas regiões sul e centro do PR e Sul do MS na quinta-feira (07)

    Frente fria chega nesta segunda-feira (04), provoca boas chuvas nos estados do Sul e avança para a região central do país

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    Entrevista com Francisco de Assis Diniz – Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet sobre a Previsão do Tempo

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    A frente fria que estava prevista para o início desta semana para o Rio Grande do Sul já começa a levar condição de chuvas para o Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (4) e a tendência é que as condições avancem também para áreas de Santa Catarina e Paraná. Além das chuvas, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) faz alerta para a queda de temperaturas em todo o país após a passagem do sistema pela região sul.

    Segundo Francisco de Assis Diniz, meteorologista do Inmet, a frente fria deve avançar para as demais regiões atingindo também pontos do Centro-Oeste, Sudeste e até do Nordeste. “Essa é a primeira massa de ar frio que avança pelo centro do continente, chegando realmente na região norte, causando quedas nas temperaturas”, destaca.

    A partir da terça-feira (5) os volumes devem ficar mais expressivos, podendo atingir todo o RS e começa avançar para Santa Catarina. A Climatempo afirma ainda que no dia 6 o tempo ficará chuvoso entre o entre o norte do Rio Grande do Sul e o estado de Santa Catarina, que também ficam com alertas para temporais. O modelo Cosmo aponta ainda que na quarta-feira (6) os sistemas avançam de maneira mais expressiva para os demais estados da região sul, com precipitação prevista entre 20 e 30 mm em Santa Catarina e sul do Paraná.

    As chuvas também podem atingir parte do Mato Grosso do Sul a partir de quarta-feira (6), formando um novo corredor de chuvas em o Paraná e Mato Grosso do Sul, com chuvas de até 50 milímetros nas duas áreas. “Até quarta-feira essa chuva vai avançar e chegar na região central, Paraná e São Paulo até o final do dia”, destaca.  Os modelos apontam também chuvas para áreas de Minas Gerais.

    Após a passagem da frente fria, a partir do dia 7, uma massa de ar polar vai derrubar as temperaturas na região sul do país. De acordo com o Inmet, para o Rio Grande do Sul são previstas temperaturas minímas entre 2 e 4 graus em todo o estado. Em Santa Catarina as temperaturas minímas devem ficar entre 4 e 6ºC. As mesmas condições são esperadas para o Centro-Sul do Paraná. A tendência é que as temperaturas fiquem mais baixas também no Mato Grosso do Sul e São Paulo, com temperaturas previstas entre 12 e 18 graus nos dois estados.

    Veja a previsão de precipitação para as próximas 93 horas em todo o Brasil: 

    93 horas - Inmet
    Fonte: Inmet 

    Por:

    Aleksander Horta e Virgínia Alves

    Fonte:

    Notícias Agrícolas

  • Chuvas se regularizam no Rio Grande do Sul, mas novos veranicos não estão descartados

    Vórtice volta a atuar sobre oeste da Bahia e norte de Minas interrompendo as chuvas nestas regiões até o próximo dia 20 de janeiro

    Francisco de Assis Diniz – Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet

    A atuação de um vórtice ciclônico na região do Nordeste leva condições de estiagem para áreas do Matopiba nos próximos dias. Segundo Francisco de Assis Diniz – Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), já estava previsto o período sem chuvas e as condições devem mudar na região a partir do próximo dia 17.

    Imagens de satélite do Inmet indicam que a atuação do vórtice está acontecendo em todo o Nordeste, com destaque para o oeste da Bahia, importante região de produção agrícola e que já está com o volume de chuva mais baixo quando comparada com os demais estados do Matopiba.

    A previsão indica que as chuvas voltam acontecer dia 17, mas ainda em volumes baixos. “O sistema vai subir mais pra norte, dando mais condições de chuvas ao poucos no norte de Minas e da Bahia”, afirma o meteorologia.

    De acordo com os mapas de previsão do NOAA, no período entre 13 e 21 de janeiro, volta a chover no oeste da Bahia, com precipitações previstas entre 13 e 20 milímetros. Neste período, os volumes já ficam mais elevados nas demais áreas do Matopiba.

    Entre 21 e 29 de janeiro os mapas indicam chuvas mais volumosas para oeste da Bahia, com precipitações entre 90 e 100 milímetros, sendo esperados os volumes mais expressivos para o Tocantins e Maranhão, com precipitação de até 125 mm em alguns pontos.

    FONTE: https://www.noticiasagricolas.com.br/

  • RS pode ter perdas generalizadas com estiagem

    Se em outubro a chuva era intensa no Rio Grande do Sul, a ponto de atrasar o plantio da soja e do arroz, neste final de 2019 e começo de 2020 produtores de diversas regiões sofrem com a estiagem. E o cenário não é positivo. No último boletim divulgado em dezembro o Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) manteve a previsão de neutralidade climática, sem El Niño ou La Niña, ou seja, a temperatura do Pacífico deve ficar dentro da média. Sem o El Niño a tendência para o estado gaúcho é de menos precipitações e mais calor. As temperaturas devem ficar, constantemente, próximas dos 40 graus e longos períodos sem chuva.

    A combinação climática não é nada favorável à algumas culturas. No milho estão previstas perdas de pelo menos 30%. Cerca de um milhão de toneladas de milho já foram perdidas no Rio Grande do Sul devido à estiagem severa, o equivale a 15% da produção do Estado. Na Região Central o município de Venâncio Aires deve decretar estado de emergência nesta sexta-feira (03). Grande parte do milho foi perdido e em diversas localidades, os produtores rurais estão enfrentando a falta de água para consumo das famílias e até dos animais.

    De acordo com a Emater-RS em Erechim, no Norte, são estimadas perdas de 10%. Em Pelotas, no Sul, a semeadura do grão foi paralisada pela estiagem, deixando para apostar na safrinha. No Vale do Taquari as áreas em fase de enchimento de grãos registram folhas queimadas e menos espigas, afetando a produção de grãos e silagem. Em Santa Maria, no Centro, as perdas são consideradas irreparáveis. Persistindo a estiagem, as perdas deverão aumentar significativamente.

    A soja também está sendo afetada. O calor excessivo está causando estresse hídrico nas lavouras, afetando a semeadura e a emergência das plantas. O plantio está 99% concluído.

    As lavouras de tabaco devem contabilizar as perdas no início da comercialização mas entidades do setor projetam de 16 a 20% de quebra. A seca queimou as folhas e lavouras inteiras. Com isso há perda de valor comercial e peso. A Região Centro-Sul é a mais afetada. Em muitas propriedades os agricultores optaram por arar a terra com o tabaco em cima e plantar milho. Na manhã de hoje o município de Camaquã decretou emergência.

    Em dezembro o acumulado de chuva foi de apenas 10 mm. Os prejuízos estão na soja, que teve uma quebra de 60% na produtividade, no tabaco 40%, milho 40%, feijão com perda de aproximadamente 80%, além de prejuízos na bacia leiteira e na área de pecuária. O prejuízo financeiro aos produtores ultrapassa os R$ 70 milhões na cidade. Ainda na região outros municípios também estão fazendo levantamento necessário para decretar emergência.

  • ALERTA: Falta de chuva afeta o milho e ameaça a soja

    Com precipitações muito abaixo da média esperada para dezembro em diferentes partes do Estado, a safra de milho começa a ficar comprometida no Rio Grande do Sul. E as perspectivas para os próximos dias não são as melhores para o campo. A falta de chuva deve seguir, pelo menos, até 31 de dezembro e, se o problema persistir, poderá afetar também a soja.

    De acordo com o Inmet, uma das cidades com menor incidência de chuva é Ibirubá, no Noroeste do Estado, onde choveu 86% a menos do que o esperado para dezembro. Na cidade não chove há três semanas, e a situação das lavouras é crítica, diz o secretário da Agricultura da cidade, Olindo de CampoS.

    Os índices do Inmet apontam para precipitações muito abaixo da média também nas regiões da Campanha e Central, e em cidades da Fronteira Oeste, como Alegrete, de acordo com a meteorologista Letícia dos Santos. Em tradicionais cidades produtoras, como Passo Fundo, eram esperados, para dezembro, 173,2 milímetros de chuva, mas o Inmet registrou apenas 46 milímetros até o momento.

    “Um dos poucos lugares onde a ocorrência foi acima da média é São Borja, e, ainda assim, apenas 15%. E a chuva prevista para o dia 31, véspera da virada do ano, não é muito significativa nem deve ser suficiente para suprir o déficit do mês”, alerta Letícia.

    Ainda segundo a meteorologista, entre janeiro e março, a situação deverá se regularizar, com chuva dentro da normalidade ou até um pouco acima da média. Até lá, porém, produtores estão em alerta. O vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Elmar Konrad, diz que a atual escassez de água afetou o cultivo do milho em uma das fases mais críticas.

    “No período da formação da espiga, o milho precisa de uma média de oito milímetros de água por dia. Em muitos lugares, o máximo ficou entre dois e três milímetros. Na soja, o problema, no momento, é o calor, que agrava a ferrugem asiática. E, se persistir a falta de chuva, teremos prejuízo no desenvolvimento das lavouras”, confirma Konrad.

    No Norte do Estado, produtores como Roberto Bergamini já calculam os prejuízos em boa parte da lavoura. O produtor do município de Quatro Irmãos, próximo de Erechim, calcula perda de 40% nos 380 hectares semeados com milho e que não contam com irrigação. Com isso, a produtividade deverá cair a ponto de Bergamini já estimar que o rendimento nesta área não deverá nem pagar os custos de produção.

    “Dos 500 hectares totais plantados com milho, a produtividade só será boa em 120 hectares que contam com pivô. Pelo menos desde 2011 não tinha uma perda assim”, relata Bergamini.

    Os danos no Norte do Estado, porém, são relativos, de acordo com Alexandre Doneda, coordenador técnico de difusão da Cotrijal. Ele considera que ainda é cedo para estimar as perdas. Isso porque, em parte das lavouras, o crescimento ainda pode ser revertido caso venha a chover nos próximos dias. “Mas há perda de potencial de produtividade em diferentes regiões que atendemos”, explica Doneda.

    No caso da soja, em regiões onde houve o plantio superprecoce, como Passo Fundo, Cruz Alta e Não-Me-Toque, nas quais a planta já está florescendo, há alguma quebra, de acordo com o presidente da Aprosoja-RS, Luiz Fernando Fucks. “Mas, dependendo do que ocorrer daqui para frente, pode comprometer a projeção de uma colheita de 119 milhões de toneladas. A irregularidade de chuvas começa a assustar. O mês de janeiro com pouca umidade no solo é perigoso”, alerta Fucks.

    Informativo da Emater aponta perdas na região do Vale do Rio Pardo

    Em Informativo Conjuntural divulgado pela Emater, a entidade mostra que a maior parte das lavouras semeadas com milho no Estado (40%) estão na fase de enchimento de grãos. Nas regiões de Santa Rosa e Frederico Westphalen, respectivamente, 3% e 2% das áreas já foram colhidas. A implantação da cultura do milho no Rio Grande do Sul chegou a 94% da área de 777.442 hectares da intenção de plantio no Estado.

    Atualmente, 30% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 40% em enchimento de grãos e 11% em maturação. No geral, a entidade avalia que as lavouras de milho apresentam bom desenvolvimento, mas em áreas nas quais as chuvas têm sido irregulares e com baixos volumes, já se contabilizam perdas de produtividade, principalmente em lavouras nas quais a fase atual é de enchimento de grãos.

    As perdas mais expressivas ocorrem nos municípios de Rio Pardo, Pantano Grande e Encruzilhada do Sul, onde não ocorreram chuvas ao longo das últimas semanas. A Emater também chama a atenção para a região de Caxias do Sul, com acentuado déficit hídrico afetando o rendimento das lavouras em fase de floração.

    Na região de Frederico Westphalen, a cultura segue com bom aspecto, apesar de algumas áreas apresentarem sintomas de estresse hídrico. Na Regional de Ijuí, 98% da área prevista para a safra está semeada, e a cultura tem apresentado variação no potencial produtivo em virtude da variabilidade do volume de chuvas que ocorreram na região. As áreas cultivadas com irrigação e aquelas em que houve chuvas com excelente volume de precipitação têm colaborado para minimizar os impactos da redução da produtividade na região.