soja

  • RS suspende aplicação do agrotóxico 2,4-D até o fim do ano

    A aplicação do agroquímico 2,4-D será suspensa no Rio Grande do Sul até o dia 31 de dezembro, podendo ser revogada se os fiscais estaduais agropecuários encerrarem a greve antes do fim do mês. A decisão foi tomada nesta terça-feira (3) em reunião na Secretaria Estadual da Agricultura com grupo de trabalho formado por representantes de governo, Ministério Público (MP), produtores de grãos, indústrias químicas e fruticultores atingidos pela deriva do produto.

    No mesmo dia, foi divulgado o restante das análises laboratoriais feitas em 103 propriedades: das 143 amostras coletadas, 132 deram resultado positivo para presença do herbicida – 92% dos casos – em 41 municípios (veja lista abaixo).

  • Soja terá a menor expansão de 4 safras, diz Rabobank

    O Rabobank divulgou nesta segunda-feira (02) as perspectivas para o negócio brasileiro. Entre os destaques está a soja.  A  previsão é de que a área de soja semeada no Brasil atinja 36,5 milhões de hectares na safra 2019/20, aumento de 1,7% em relação à temporada anterior. Este é o menor percentual de expansão do que a média das últimas 4 safras (2,8%).

    Mesmo assim o estudo aponta que ainda há espaço para conversão de pastagens subutilizadas para áreas agrícolas no país. Com a perspectiva de expansão de área e retomada da produtividade o Rabobank estima que a produção brasileira de soja alcance 121 milhões de toneladas na safra 2019/20.

    ACESSO O COTRIFACIL, O MERCADO ONLINE DA COTRIJUC

    Um cenário que chama a atenção é a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Este ano foi marcado por oscilações nas cotações da oleaginosa no mercado internacional justamente pela tensão entre os dois países.

    Em meio a isso os prêmios de exportação no Brasil também se mostraram pressionados, o que resultou em um cenário mais desafiador de preços, principalmente no que se refere às cotações em dólar no Brasil. A relação comercial entre as duas potências econômicas segue no foco em 2020. Em caso de trégua a China compraria cerca de 8 milhões de toneladas de soja norte-americana por trimestre.

    A China, que atualmente atravessa um surto de Peste Suína Africana, também está no foco da soja brasileira. Caso o país consiga superar o problema sanitário poderia retomar as importações da oleaginosa, com projeção de 90 milhões de toneladas em 2020, 8,5% superior ao esperado em 2019.

    Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

  • Nematoides em Soja: Importância e manejo

    Autores: Caroline Wesp Guterres – Doutora em fitotecnia com ênfase em fitopatologia Pesquisadora da CCGL; Elaine Deuner – Bióloga e Engenheira Agrônoma Encarregada de Laboratório CCGL

    ESPÉCIES MAIS COMUNS E SINTOMATOLOGIA

    Nematoides são vermes fitoparasitas que afetam o fluxo de absorção e translocação de água e nutrientes na planta, podendo causar perdas na produtividade de soja que variam entre 15 e 20%. Em situações de ambiente favorável, uso de cultivares suscetíveis e altos níveis populacionais, as perdas podem ser ainda maiores. No Rio Grande do Sul os problemas com nematoides vêm crescendo em importância.

    Isto se deve ao sistema intensivo de cultivo de soja, sem rotação de culturas, mas principalmente, ao desconhecimento sobre a ocorrência do problema nas áreas. Por serem, de certa forma, desconhecidos dos produtores, os sintomas causados por nematoides geralmente são creditados a outras causas, como estresses hídricos, problemas nutricionais, compactação ou encharcamento de solo e, até mesmo, fungos de solo.

    As espécies mais importantes no Rio Grande do Sul são dos nematoides de galhas (Meloidogyne javanica e M. incognita), nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e nematoide de cisto (Heterodera glycines) (Quadros et al., 2003).  De acordo com levantamento realizado por Ghissi-Mazzetti et al., (2016) em amostras de 116 municípios do RS, Meloidogyne spp. e Pratylenchus spp. são os gêneros mais frequentes. Dentre os nematoides de galha, a espécie mais frequente no RS é javanica, encontrada em 82% das amostras avaliadas por Kirsch et al. (2016) nas regiões Norte, Noroeste e Sul do RS.

    Os sintomas mais comuns do ataque de nematoides ocorrem em reboleiras e se caracterizam pela redução no crescimento de raízes e parte aérea, amarelecimento de plantas e abortamento de vagens. Porém, os sintomas podem variar de acordo com a espécie ocorrente. Por exemplo, o engrossamento do sistema radicular e a presença de folhas carijós é característico dos nematoides de galhas, gênero Meloidogyne spp.; a presença de cistos superficialmente nas raízes, é característica do nematoide de cisto, gênero Heterodera e a presença de lesões escuras nas raízes, do nematoide das lesões radiculares, gênero Pratylenchus spp. (Figura 1) Dias et al. (2010).


     

    ESTRATÉGIAS DE MANEJO

    O controle de nematoides é complexo e envolve diversas práticas integradas a fim de reduzir os níveis populacionais. Sendo assim, é fundamental evitar a introdução do patógeno em áreas não infestadas, já que após a infestação, é praticamente impossível erradicar os nematoides da área. Devido ao desconhecimento, não há um cuidado específico, como no trânsito de máquinas e implementos agrícolas de áreas infestadas, para áreas não infestadas, contribuindo para a disseminação do patógeno. Quando o problema com nematoides já existe, o primeiro passo é identificar qual espécie está presente na lavoura e quais seus níveis populacionais para, a partir daí, direcionar as melhores práticas de manejo.

    As principais estratégias incluem a utilização de cultivares de soja resistentes ou com baixo fator de reprodução e a rotação bem planejada com espécies não hospedeiras (Quadro 1) (Matsuo et al., 2012, Dias et al, 2010).

    Outras ações importantes são a eliminação de plantas daninhas (que podem multiplicar nematoides); a manutenção de bons níveis de potássio; a melhoria do pH em todo o perfil do solo; o aumento nos teores de matéria orgânica;


    Quadro 1. Diferentes espécies de plantas e suas respectivas reações ás principais espécies de nematoides da soja encontradas no Rio Grande do Sul. Adaptado de Inomoto & Asmus (2014) e Santos (2019).A adoção de práticas que desfavoreçam a compactação de solos; a utilização de tratamento químico nas sementes ou no sulco de plantio (abamectina, cadusafós, fluensulfona, fluazinam + tiofanato-metílico, imidacloprido + tiodicarbe e tiodicarbe); o controle biológico (Bacillus spp., Pasteuria spp., Paecilomyces lilacinus e Trichoderma spp.) e a limpeza de máquinas e implementos agrícolas utilizados em áreas infestadas, que devem sempre ser manejadas por último (Quadros et al., 2003).

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Para a correta identificação de qual espécie de nematoides predomina em uma área afetada, deve-se realizar amostragem de solo e raízes e enviar a laboratório capacitado na realização destas análises. A partir do início de 2020 o Laboratório de Fitopatologia da CCGL irá realizar análises nematológicas. Com esta informação, os produtores terão mais subsídios para determinar as melhores estratégias de manejo a serem utilizadas em suas áreas, reduzindo os prejuízos com nematoides e maximizando a produtividade da soja.

    Fonte: CCGL

    Texto originalmente publicado em:
    Boletim Técnico nº 76
    Autor: CCGL
  • Mercado comercial

    Preços para hoje: 26/11/2019
    Soja: R$ 79,50
    Milho: R$ 35,00
    Trigo PH 78 ou + : R$ 38,00

    Mercado (25/11/19): Janeiro -4,5 ponto a US$ 8,92 por bushel / Março -4,25 ponto a US$ 9,07 por bushel.

    Dólar (25/11/19): +0,53% à R$ 4,215.

    O dólar disparava em relação ao real nesta terça-feira e bateu nova máxima recorde acima de 4,26 reais, com os investidores pessimistas após o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”.

    Às 10:31, o dólar avançava 1,15%, a 4,2636 reais na venda, tendo atingido a máxima recorde intradia de 4,2682 reais. Já na sequência, por volta de 11h20, a moeda americana já reduzia o ganho para ser cotada a R$ 4,244.

    O desempenho do real acompanhava o movimento da principais moedas emergentes, em meio à força generalizada do dólar nos mercados diante da falta de avanços na guerra comercial entre Estados Unidos e China.

    Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou a sessão regular em uma máxima histórica, com alta de 0,53%, a 4,2150, superando o recorde anterior para um fechamento de 4,2061 reais.

    CONHEÇA O COTRIFACIL, O MERCADO ONLINE DA COTRIJUC!

    O contrato mais negociado de dólar futuro registrava alta de 0,86% na B3, a 4,265 reais.

    Os temores sobre a permanência das altas acentuadas da divisa norte-americana foram acentuados após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que, diante da redução da taxa básica de juros no país, o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”. “Os comentários do Guedes mostram que não tem uma preocupação com a taxa de câmbio no atual patamar”, explicou Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets. “O mercado acaba achando que isso é uma indicação de que o BC não vai atuar.”

    O ministro afirmou ainda na segunda-feira, nos Estados Unidos, que o Brasil tem uma moeda forte e que flutuações no câmbio não são motivo de preocupação. “Temos um câmbio flutuante… Às vezes ele está um pouco acima, por exemplo, quando o juro desce, ele sobe um pouco.” Em nota, economistas do UBS refletiram a fala de Guedes ao dizer que a forte queda na taxa Selic desde 2017 tem sido um importante fator para a depreciação do real. “A perspectiva de que os juros permanecerão baixos está levando a um ajuste na alocação dos investidores locais e no mix de passivos das empresas, com esses fatores levando à demanda por dólar”, afirmou o banco. Segundo o UBS, “uma liquidação adicional pelo BC poderia pressionar o real, já que as restrições de balanços afetam a capacidade dos bancos de vender dólares de volta ao BC”.

    “O Banco Central pode aliviar esses problemas vendendo reservas sem comprar dólares ao liquidar swaps cambiais e adicionar reservas temporárias de câmbio ao mercado para atender às pressões sazonais”, acrescentou o UBS. No entanto ainda não há uma perspectiva clara de atuação da instituição. Nesta terça-feira, o Banco Central vendeu 3.500 contratos de swap cambial reverso e 175 milhões de dólares em moeda spot, de oferta de até 15.700 e 785 milhões, respectivamente.
    Adicionalmente, a autarquia leiloará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento janeiro de 2020.”

    Mercado agora: Janeiro -8,25 ponto a US$ 8,84 por bushel / Março -8 ponto a US$ 8,98 por bushel.

    Dólar agora: +1,07% à R$ 4,259.

  • Mercado comercial

    Preços para hoje: 22/11/2019
    Soja: R$ 79,50
    Milho: R$ 35,00
    Trigo PH 78 ou + : R$ 38,00

    Mercado (21/11/19): Janeiro -4 ponto a US$ 9,01 por bushel / Março -3,75 ponto a US$ 9,15 por bushel.

    Dólar (21/11/19): -0,26% à R$ 4,193.

    “…Falta de direcionamento nas cotações deverá perdurar até o feriado prolongado da próxima semana, o Thanksgiving dia (28). Nenhuma resolução comercial entre EUA e China deverá ser concretizada no curto-prazo. Muito pelo contrário, continua na crença de que enquanto Trump estiver na liderança estadunidense, nenhum tipo de acordo total deverá ser alcançado. A disponibilidade crescente de grãos frente à finalização da colheita norte-americana tem reduzido os preços de oferta para exportação da soja e milho. Nesta semana, um total de 1,5 milhões de toneladas de soja- EUA foi vendida para embarque até agosto de 2020. Este é o maior volume para esta semana do ano, desde 2015. Importadores europeus estão usufruindo dos preços interessantes para adicionar cobertura de necessidade futura.

    CLIMA – AMÉRICAS
    Ao longo dos próximos 5 dias, acumulados entre 20-45 milímetros são projetados sobre a maior parte do Centro-Oeste brasileiro, chegando também a toda região produtora de Minas Gerais e do norte de São Paulo. Como afirmamos anteriormente, um padrão mais seco segue projetado sobre toda a região sul brasileira, mesmo cenário previsto para o sul do Mato Grosso do Sul e todo o Paraguai. Na Argentina, chuvas generalizadas e com bons volumes devem regar as lavouras do Centro-Norte do país nos próximos dias, trazendo boas condições para as lavouras já cultivadas e uma melhoria no padrão de umidade para o avanço da semeadura de soja.”

    Mercado agora: Janeiro +0,5 ponto a US$ 9,01 por bushel / Março +0,25 ponto a US$ 9,15 por bushel.

    Dólar agora: -0,36% à R$ 4,177.

  • O Brasil exporta pouco, mas o agronegócio prospera

    O Brasil nunca teve destaque no comércio internacional. Pelo seu tamanho e potencial, deveria ter mais protagonismo no fluxo de mercadorias que transitam entre as nações, exportando e importando mais. Porém, sua participação nas transações comerciais globais é pequena: 1,16% em Fev. 2019 (OMC), com US$ 240 bilhões exportados, ocupando o 27º posição entre os exportadores mundiais. Dentre os oito produtos mais valorizados que o Brasil exporta, cinco têm origem no agro: soja em grão, carne de frango, farelo de soja, carne bovina e grão de café.

    Embora ainda modestas, as exportações brasileiras evoluíram e são mais diversificadas em relação ao que foram no passado. No início do século XX, 70% das exportações brasileiras restringiam-se a um único produto: o café.

    Atualmente, a participação do café no comércio exterior brasileiro ocupa a 7ª posição e não alcança 3% do total exportado, apesar de o volume produzido ter aumentado de 31 milhões de toneladas (Mt) para 43 Mt, no período 2001 a 2015 (Conab). A queda de protagonismo do café deveu-se, portanto, não ao menor volume produzido e exportado, mas ao crescimento espetacular de outros produtos agrícolas: soja, carnes e celulose, principalmente, alçando o Brasil ao posto de 3º maior exportador global de produtos agrícolas, depois de Estados Unidos e União Europeia. No cômputo geral do comércio global, no entanto, ainda é um anão, pois concentra suas poucas exportações em produtos de baixa tecnologia (commodities agrícolas e minerais, principalmente) e, portanto, com baixo valor agregado, caracterizando-se como uma nação pouco desenvolvida. Para almejar sua participação entre as nações desenvolvidas, o Brasil precisa alterar esta realidade.

    Para que o Brasil possa ter mais protagonismo nas exportações, também precisa apresentar protagonismo nas importações. Não existe a opção de destacar-se apenas como exportador, sem que em contrapartida não importe volumes equivalentes dos parceiros comerciais.

    Apesar de a participação brasileira no comércio global ser pequena, no âmbito do agronegócio ela é gigante, tendo gerado mais de US$ 1,0 trilhão de superávit no período 2001 a 2019, bem maior do que o superávit do próprio Brasil, indicando saldos negativos na balança comercial dos demais setores da economia, cobertos pelos saldos positivos do agronegócio. Por vezes esses déficits foram tão grandes que os vultosos superávits do agronegócio não foram suficientes para tapar o buraco e a balança comercial brasileira foi negativa, como ocorreu em 2014, quando os US$ 80 bilhões de saldo positivo gerado pelo agronegócio não foi suficiente para zerar o déficit e a balança comercial brasileira ficou negativa em US$ 3,96 bilhões.

    As causas do reduzido protagonismo brasileiro nas transações comerciais internacionais são muitas e as soluções não são simples. Algumas dependem de nós mesmos, outras não. Dentre as causas que independem do esforço brasileiro para exportar mais, estão as barreiras tarifárias e não tarifárias que os parceiros impõem ao Brasil.

    Dentre os gargalos solucionáveis por ações do governo brasileiro, pode-se citar alguns componentes do custo Brasil: baixa eficiência da nossa mão de obra, excesso de burocracia, alta carga de impostos e infraestrutura deficiente em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Além disso, a falta de uma política industrial, a falta de foco na agregação de valor, a falta de agressividade nas negociações internacionais, também contribuem sobremaneira para a pífia participação do Brasil no mercado internacional.

    Nosso Presidente acaba de retornar de uma longa viagem visitando alguns dos nossos principais parceiros preferenciais. Esperamos que de iniciativas como esta resulte algum avanço positivo para o comércio bilateral com o Brasil.

    O agronegócio se orgulha do papel que desempenha na promoção do bem estar dos cidadãos brasileiros. Merece respeito e admiração da sociedade local e, também, da comunidade internacional.

    AMÉLIO DALL’AGNOL
    Atividade: Pesquisador da área de melhoramento genético da cultura da soja

  • Resistência dos percevejos deixa produtores de soja em alerta e à espera de novidades

    A tecnologia é uma importante aliada do agronegócio, inclusive no combate às pragas da soja. Por meio do cultivo de plantas bT e outras soluções, já é possível controlar as principais espécies que ameaçam a produtividade dos plantios. Mas os percevejos ainda são exceções à regra, tornando-se hoje a principal praga da soja brasileira.

    O pesquisador Geraldo Papa, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), explica que o principal prejuízo do inseto à lavoura é atribuído quando ele suga o grão ainda pequeno, no início na formação da vagem. “Com isso, o grão não se desenvolve, fica chocho e cai. Nas picadas em grãos um pouco mais desenvolvidos, e que o produtor ainda consiga colher, ele vai ter uma perda de qualidade enorme em função da injeção de toxina do percevejo”, explica Papa.

    Segundo Papa, hoje a espécie de percevejo-marrom-da-soja, Euschistus heros, é mais frequente e abundante na cultura do país. “Em algumas regiões, temos também o percevejo-verde-pequeno, o Piezodorus guildinii, que produz danos maiores que o marrom, entretanto é menos frequente”. A presença destas “visitas indesejadas” causam danos enorme à rentabilidade e à produtividade da soja. Os grãos danificados, mas que conseguem ficar na planta após o ataque – não caem ou chocham – têm baixíssima qualidade. “Isso será verificado na venda do grão, com a queda de preço, com a classificação ruim daquela soja. No caso de produção de semente de soja atacada pelo percevejo, o ataque inviabiliza aquele grão como semente, uma vez que o percevejo afeta a germinação, além do vigor das plantas originadas desses grãos. Ou seja, é um desastre para a produção. O produtor perde muito, perde em produtividade e perde muito na qualidade desses grãos”, ressalta o pesquisador.

    Hoje, de acordo com Papa, o mercado brasileiro utiliza três inseticidas para controle das pragas da soja: as misturas de um inseticida do grupo dos neonicotinoides, com um inseticida do grupo dos piretroides, e rotacionando com aplicações de acefato. “Fora isso, não há outros inseticidas sendo utilizados. São poucos, inclusive, o acefato acaba sendo um parceiro das misturas. É um leque pequeno de opções. Basicamente, podemos dizer que há dois produtos pra se utilizar, porque as misturas normalmente são compradas prontas e associadas ao acefato”.

    Ter apenas dois inseticidas para serem rotacionados no mercado resulta não só em preços mais altos para os agricultores, como também à resistência, devido a pressão de seleção exercida por apenas estes inseticidas explicados por Papa. “A evolução da resistência quase sempre vem e depende de uma série de fatores, desde a natureza química dos inseticidas que são utilizados, mas, principalmente, da falta de manejo da resistência”, ressalta o pesquisador.

    Ou seja, o aumento da pressão de seleção, ou o uso constante da mesma molécula, faz com que a evolução de resistência da praga seja rápida. E, no caso do controle do percevejo, Papa já nota algumas falhas no campo e perda de efetividade dos inseticidas que são utilizados. Por isso, o mercado já está prestando atenção neste cenário. “São necessários estudos específicos de baseline, de dose diagnóstica, para se ter uma comprovação de como está a real situação de desenvolvimento de resistência desses inseticidas utilizados para controle de percevejo. Mas já há uma ‘luz amarela’, o que já era esperado devido ao uso intenso”.

    Hoje, de acordo com o pesquisador, a soja brasileira recebe em média entre 2,5 e 3 aplicações por ciclo da cultura. “Se levarmos em conta 35 milhões de hectares, são mais de 100 milhões de hectares por ano que recebem uma aplicação desses inseticidas, e, por enquanto, eles estão resolvendo, mas notamos claramente em campo que já há um aumento da dose por conta do próprio agricultor para poder chegar em um controle satisfatório”.

    Por isso, Papa concorda que o mercado brasileiro precisa urgente de novas tecnologias para controle das pragas, principalmente de novas moléculas que retardem a evolução de resistência. “Pois pode ocorrer de o produtor ‘ficar na mão’, já que as opções são poucas, a pressão de seleção é alta e a resistência está batendo nas portas”, conclui.

    IHARA lança no Brasil molécula inédita e exclusiva no combate às pragas 

    Há mais de 50 anos no mercado, a IHARA desenvolve soluções para proteção da agricultura brasileira, sendo hoje uma das principais plataformas do mercado nacional à inovação e qualidade das empresas internacionais de proteção de cultivos. Acompanhando as demandas do campo, a IHARA traz ao Brasil a molécula inseticida Dinotefuran, inédita e exclusiva no combate às principais pragas da agricultura.

    As pesquisas sobre a efetividade da molécula no controle de pragas foram iniciadas no Brasil na década de 1990. Desde então, sua alta e rápida eficiência no controle de sugadores, tanto de percevejos quanto de mosca-branca, já foi comprovada. Além disso, Dinotefuran possui solubilidade e sistemicidade superior aos demais grupos de moléculas semelhantes. Esta molécula exclusiva e inédita no Brasil já é utilizada nos Estados Unidos, Austrália, China, Indonésia, Japão, além de vários países da Europa.

    Para combater percevejos, a força de Dinotefuran estará presente em Zeus. O inseticida chega ao mercado para elevar o poder de combate às pragas e o patamar de produtividade das lavouras. Além de Zeus, o portfólio dos produtos movidos a Dino completa-se com os lançamentos Maxsan, focado no combate de todas as fases da mosca-branca e cigarrinha; e Spirit SC, que tem como alvo as principais pragas do café, o bicho-mineiro, ferrugem e a cigarra do café. Para saber mais, acesse: www.protejaseucultivo.com.br/zeus.

  • Cuidados necessários na semeadura da soja

    Uma boa lavoura de soja se inicia pela semeadura, processo esse que consiste em abertura de sulco, deposição de fertilizantes e sementes e fechamento de sulco. Este processo é influenciado por vários fatores, um deles é a umidade do solo  no momento da semeadura.

    Este fator impacta diretamente na produtividade, pois um solo com umidade excessiva, dificulta  a emergência e torna a sementes mais vulnerável a patogenos e pragas. Além disso as plantas que emergem de um solo excessivamente úmido não possuem vigor adequado.

    Esse cenário torna-se pior ainda quando a semeadura é realizada em solo encharcado e logo após a semeadura ocorrem chuvas torrenciais, como visto nos últimos dias.

    Nas duas últimas semanas foram conduzidos trabalhos na Área Experimental da Cotrijuc / Getagri da semeadura e solo encharcado com o intuito de avaliar quais são os impactos. Na safra de 20187/2018 a semeadura foi iniciada 24 horas após uma chuva de 70 mm, e repetida a cada 24 horas até o solo obter condições ideais de semeadura.

    Confira os resultados:

    Momento da Semeadura                  Produtividade

    24h após a chuva*                                            72,7 scs/ha
    48h após a chuva                                             74,6 scs/ha
    72h após a chuva                                             74,7 scs/ha
    96h após a chuva                                             79,4 scs/ha

    * Chuva de 70mm

    Já na safra seguinte 2018/2019 a semeadura 24 horas após uma chuva de 40 mm ainda recebeu uma chuva de 25mm 4 horas após a semeadura e os resultados são os seguintes:

    Momento da Semeadura                  Produtividade

    24h após a chuva*                                            60,1 scs/ha
    48h após a chuva                                             61,7 scs/ha
    72h após a chuva                                            62,5 scs/ha
    96h após a chuva                                             64,3 scs/ha

    * Chuva de 40mm ** Chuva de 25mm

    Este trabalho foi conduzido em um solo que possui em médio 30% de argila. Lembrando que o período de espera após a chuva varia de acordo com o solo apenas quando o mesmo apresentar condições de semeadura. Além do cuidado com a umidade, é importante semear em um profundidade e velocidade de 4 a 6 km/h respeitando as limitações da semeadora e do solo que está semeado.

    Associado, consulte o departamento técnico-agricola da Cotrijuc e verifique a melhor opção para a sua lavoura.

    Fonte: Felipe Michelon, coordenador técnico da Area Experimental Cotrijuc e Engenheiro Agrônomo.

     

  • Mercado Comercial

    Preços para hoje: 07/11/2019
    Soja: R$ 77,50
    Milho: R$ 35,00
    Trigo PH 78 ou + : R$ 38,00

    Mercado (06/11/19): Janeiro -6,75 ponto a US$ 9,27 por bushel / Março -6,5 ponto a US$ 9,40 por bushel.

    Dólar (06/11/19): +2,22% à R$ 4,082.

    “…Monotonia do mercado desestimula gestores de fundos na manutenção das posições em commodities agrícolas. A falta de atividade política na “reconciliação comercial” entre EUA e China adiciona sérias dúvidas sobre a possibilidade da assinatura da “Fase 1 do Acordo Comercial” – prometida há quase 2 meses. A atenção do mercado brasileiro ficou sobre os leilões de direito de uso de alguns campos de extração de petróleo. O Governo esperava arrecadar um total de R$107 bilhões com a venda das concessões, entretanto apenas 66% deste total foi levantado por compras da estatal Petrobrás. Empresas privadas que estavam listadas no leilão não conseguiram o arremate e não demonstraram interesse nas demais opções disponíveis. O Governo brasileiro continua na necessidade de elevar o caixa com capital estrangeiro.

    CLIMA – AMÉRICAS

    Clima; volta das chuvas sobre as regiões do Centro-Sul do Brasil que sofriam com severas secas por dias, e semanas em alguns casos. Além do mais, o Paraguai, que vem presenciando faltas de chuvas desde o início de plantio, deve se beneficiar desta rodada de precipitações nos próximos 5 dias..”

    Pregão noturno agora: Janeiro +2 ponto a US$ 9,29 por bushel / Março +1,5 ponto a US$ 9,42 por bushel.

  • Pecuária leiteira, soja, sorgo e milho têm custos de produção atualizados

    Esta semana, técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participarão de visitas e painéis no município de Unaí (MG) para atualização dos custos de produção de café arábica, pecuária leiteira, soja, sorgo e milho.

    Os dados apurados servirão como referência para fixação dos preços mínimos desses produtos na região do Distrito Federal e entorno, incluindo Unaí, município mineiro que faz parte da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE). Esta região é atendida pela superintendência regional da Conab no Distrito Federal.

    O município de Unaí foi selecionado por ser referência na produção destas culturas. Para esta atualização estão previstas visitas técnicas a propriedades modais, além de painéis com a participação de produtores, representantes de associações, órgãos de pesquisa, técnicos de extensão e outras instituições que podem contribuir com o trabalho realizado.

    Os dados colhidos pela Conab servem como base para a definição das ações públicas de apoio ao produtor, como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), instrumento utilizado pelo governo federal para diminuir oscilações na renda dos agricultores e assegurar uma remuneração mínima para cada cultura.