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  • Plantio de soja avança no Brasil e tira atraso ante média histórica

    O plantio de soja no Brasil avançou para 22,8% da área estimada no país na safra 2019/20, tirando um atraso inicial ante a média histórica para o período, informou nesta sexta-feira a consultoria Arc Mercosul em nota.

    Em uma semana, o plantio aumentou 13,3 pontos percentuais, ficando levemente acima da média de 22,7% para esta época do ano, segundo dados da Arc Mercosul.

    No entanto, os trabalhos ainda estão atrasados frente ao mesmo período do 2018, quando o maior exportador global de soja havia plantado 35,9% da área projetada, beneficiado por mais chuvas do que neste ano.

  • Primeiras lavouras implantadas estão apresentando boa emergência

    O período de plantio de soja no Estado ocorre entre 11 de setembro e 31 de dezembro, de acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura no Rio Grande do Sul, ano-safra 2019-2020, definido pela Portaria nº 76, de 11/07/2019. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17/10), o plantio da soja está iniciando lentamente, com algumas áreas plantadas nas regionais de Ijuí, Santa Rosa e Soledade.

    Nas regiões da Emater/RS-Ascar de Ijuí e de Soledade, as primeiras lavouras implantadas estão apresentando boa emergência e os produtores concentram-se na dessecação de áreas. Há incidência de lagartas de solo (Elasmopalpus lignosellus) e lagarta-rosca (Agrotis ipsilon), sendo necessário adicionar inseticida no momento da dessecação das áreas. Já na região de Santa Rosa, a semeadura da cultura deverá ser intensificada a partir da segunda quinzena de outubro, culminando com maior percentual de área a ser plantada na primeira semana de novembro.

    A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra de soja 2019-2020 indica uma área de 5.956.504 hectares, um aumento de 1,93% em relação à safra anterior e uma produção estimada de 19.746.793 toneladas. Isso resulta em uma produtividade de 3.315 quilos por hectare.

    No milho, a semana fecha com 68% da área plantada, com avanço de 10% em relação à semana anterior. A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra de milho 2019-2020 indica uma área de 771.578 hectares, aumento de 1% em relação à safra anterior, e produção estimada de 5.948.712 toneladas. Isso resulta em produtividade de 7.710 quilos por hectare. Segundo o zoneamento agroclimático para o milho, definido pela Portaria nº 59, de 01/07/2019, o período de plantio ocorre entre o início de agosto e o final de janeiro.

    CULTURAS DE INVERNO
    Trigo – No Rio Grande do Sul, 4% das lavouras encontram-se em fase de floração, 47% estão na fase de enchimento do grão, 42% estão em maturação e 7% das lavouras foram colhidas, em especial nas regiões de Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen. As produtividades variam entre 3.100 e 3.300 quilos por hectare, com PH acima de 78. Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, o que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

    Canola – A produção de canola nos 32,7 mil hectares plantados no RS tem mantido a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura se encontra com 39% em enchimento de grãos, 24% em fase de maturação e 37% das lavouras já foram colhidas.

    Cevada – A área cultivada com cevada no RS, de acordo com a estimativa da Conab, responde por 36,6% da área da cultura no país. Na área de 42,4 mil hectares implantada no Estado, a Emater/RS-Ascar identificou rendimento de 2.073 quilos por hectare. Atualmente, o cultivo se encontra em floração (8%), enchimento do grão (47%) e em maturação (37%). As lavouras colhidas já atingiram 8% da área com a cultura.

    Aveia branca – A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão no RS é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, 7% das lavouras se encontram em floração, 30% em enchimento do grão, 40% em maturação e 23% das lavouras já foram colhidas. A produtividade esperada é de 2.006 quilos por hectare.

    Aveia preta – Na região Central, a aveia preta apresenta expressiva área plantada, 17.620 hectares. Dentre os municípios que se destacam nesse cultivo estão Vila Nova do Sul, com 4 mil hectares, seguido de Jari, 3.500 hectares, e Capão do Cipó, com 3.200 hectares.

    OLERÍCOLAS
    Cebola – Na Serra, todas as variedades estão em desenvolvimento vegetativo, recebendo tratos culturais. Alguns produtores iniciaram a colheita de variedades superprecoces. Já na região Sul, a cultura segue em fase de bulbificação, apresentando bom estado sanitário. Produtores realizam tratamentos fitossanitários para prevenção das doenças, principalmente o míldio. O início da colheita na região está previsto para o final de outubro.

    Aipim/mandioca – Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, o plantio da maior parte das lavouras de mandioca foi finalizado. Nas propriedades onde ainda são observados remanescentes de material propagativo, a implantação das lavouras deverá ocorrer mais tarde, quando a temperatura do solo é maior. Nas primeiras lavouras implantadas, é efetuada a capina para controle das invasoras e são observadas a formação de bom estande e as boas condições de sanidade das plantas. Produtores seguem realizando a colheita das lavouras de mandioca da safra passada.

    FRUTÍCOLAS
    Banana – O Litoral Norte do RS responde com 98% da área cultivada com bananas. A fruta está em colheita, com produtividade aproximada de dez toneladas por hectare; a qualidade é boa.

    Citros – Na região do Vale do Rio Pardo, os citros estão em final de floração e pegamento dos frutos. Em alguns pomares, é intenso o ataque de pulgões nas brotações novas; dependendo do nível de incidência, o manejo é necessário. Seguem a colheita de bergamota Montenegrina, Murcott e de laranja Valência e os tratamentos fitossanitários para antracnose e estrelinha.

    Pêssego – No Alto Uruguai, variedades mais precoces como PS e Chimarrita começam a ser colhidas, apresentando boa qualidade. Na região Serrana, variedades de ciclo superprecoce vêm sendo colhidas, com frutos apresentando bom calibre e coloração. As variedades de ciclo precoce estão em estágio de maturação fisiológica e com boa sanidade. Já as variedades de ciclo médio encontram-se em crescimento dos frutos, brotação abundante, sendo iniciado o raleio; as variedades tardias, em fase de flor limpa e frutos em crescimento. Os pomares em geral apresentam boa sanidade. É realizada a aplicação de fungicidas.

    Na região Sul, 99% da cultura do pêssego está em frutificação, ocorrendo de forma desuniforme. Seguem intensas as atividades de raleio em pomares e cultivares em que este manejo é necessário. Produtores também realizam tratamentos fitossanitários de frutificação e aplicam a adubação. Iniciou a colheita das cultivares mais precoces, para consumo in natura, como Precocinho, Conserva 1104 e Libra. O preço de comercialização está entre R$ 3,00 e R$ 4,00/kg no mercado local, variando em razão da qualidade, do tamanho e da coloração da fruta.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES
    As condições climáticas continuam favoráveis ao desenvolvimento mais intenso dos campos nativos. Assim, eles vão melhorando as condições alimentares e nutricionais dos rebanhos. No caminho oposto, as pastagens cultivadas de inverno, que chegam ao período final de seu ciclo produtivo, vão diminuindo a massa verde, tornando-se fibrosas e perdendo qualidade.

    Também favorecidas pelo clima, as pastagens cultivadas perenes de verão, como as braquiárias, panicuns e tíftons, começam a crescer de forma mais intensa. Por sua vez, as pastagens cultivadas anuais de verão, como milheto, sorgo forrageiro e capim sudão, estão em fase de preparo de solo ou de implantação, apresentando um bom desenvolvimento inicial. Os produtores que fazem a integração lavoura-pecuária continuam desocupando áreas destinadas ao cultivo de soja.

    APICULTURA – Com boas floradas disponíveis, há grande atividade nas colmeias, gerando expectativa de uma ótima colheita de mel. Visando aumentar a produção, os apicultores executam práticas como revisões e roçadas de apiários; limpeza e/ou reforma de caixilhos, melgueiras e ninhos; instalação de caixas-isca para captura de enxames.

    Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

  • Plantio da soja chega a 167,6 mil hectares na safra 19/20

    Os agricultores de Mato Grosso do Sul plantaram 167,6 mil hectares da safra de soja 2019/2020, segundo dados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga/MS). Essa semeadura representa atraso de 19,5% em relação a safra 218/2019, resultado influenciado pela estiagem que atingiu todo o Estado no mês de setembro e nos primeiros dias de outubro.

    O percentual de plantio chegou a 5,3% no dia 11 de outubro, enquanto na mesma data do ano passado, alcançava 24,8%. O presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja/MS), André Dobashi, destaca que apesar do atraso o Estado continua na melhor época para o plantio e ainda não há expectativas de que o atraso prejudique o andamento da safra.

    Conforme o boletim técnico publicado nesta terça-feira (15), a região Sul está com o plantio mais avançado, em média 6%, do total previsto, enquanto a região Centro está com 4,2% e a região Norte com 4% de média.

    A previsão para a safra 2019/2020 é de aumento de área plantada em aproximadamente 6,18%, chegando a 3,163 milhões de hectares. Além disso há expectativa de crescimento de 12,57% em relação ao volume de produção de grãos (de 8,800 milhões de toneladas na safra 2018/2019 para 9,906 milhões de toneladas na safra 2019/2020). A produtividade para a próxima safra está estimada em 52,19 sc/ha.

  • Uso de soja tolerante ao dicamba aumentou

    O uso de sementes de soja geneticamente modificadas e tolerantes ao dicamba aumentou rapidamente, beneficiando os adotantes, mas prejudicando as lavouras em alguns campos, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se deixadas sem tratamento, as infestações severas de ervas daninhas podem reduzir o rendimento da soja em mais de 50%.

    À medida que o uso de sementes tolerantes ao glifosato se tornou mais comum, um número crescente de agricultores começou a usar glifosato, e apenas glifosato, para o controle de ervas daninhas na soja. Em alguns campos, um pequeno número de ervas daninhas naturalmente resistentes, de um pequeno número de espécies de plantas daninhas, sobreviveu (ou escapou) às aplicações de glifosato.

    Uma maneira de controlar as ervas daninhas tolerantes ao glifosato é tratá-las com herbicidas diferentes do glifosato, como dicamba ou colina 2,4-D. As empresas químicas e de sementes desenvolveram recentemente novas variedades de soja que são tolerantes a esses herbicidas. Por exemplo, a soja Xtend, que é tolerante ao dicamba, foi comercializada em 2016. A soja, que é tolerante à colina 2,4-D, foi comercializada antes da estação de crescimento de 2019.

    No entanto, o movimento fora do alvo do dicamba pode danificar outras plantas – particularmente a soja não tolerante ao dicamba, que é altamente suscetível ao dicamba, mesmo em doses muito baixas. Esse movimento geralmente ocorre quando gotículas de dicamba “flutuam” no nível do solo durante a aplicação, ou quando o dicamba se vaporiza após a aplicação, sobe na atmosfera e flutua centenas a milhares de pés na direção do vento.

  • Plantio de soja do Brasil tem início mais lento em 6 anos, diz AgRural

    SÃO PAULO (Reuters) – O plantio de soja havia atingido até a última quinta-feira 3,1% da área estimada para o Brasil na safra 2019/20, contra 0,9% uma semana antes, o que configura o início mais lento desde a safra 2013/14, quando 2,7% da área brasileira estava plantada no início de outubro, informou nesta segunda-feira a consultoria AgRural.

    O tempo mais seco neste ano e a irregularidade de chuvas deixam produtores mais cautelosos em realizar o plantio, que nesta mesma época em 2018 havia alcançado 9,5% da área plantada, segundo a AgRural.

    “Algumas pancadas de chuva registradas na semana passada deram mais ritmo ao plantio da safra 2019/20 de soja no Paraná e em Mato Grosso. Mesmo assim, o atraso em relação ao ano passado e à média de cinco anos continua, pois as precipitações seguem irregulares…”, disse a AgRural em relatório.

    Segundo a consultoria, muitas áreas nos principais produtores do Brasil ainda não contam com umidade suficiente para garantir segurança ao plantio e à germinação.

    A AgRural ponderou que, embora o início lento do plantio de soja preocupe os produtores e alimente especulações sobre uma janela mais estreita para a segunda safra, a melhora das chuvas esperada para o decorrer de outubro, aliada à capacidade de plantio muito rápido de grande parte dos produtores, tende a minimizar o atraso observado neste início de temporada.

    “Para isso, porém, as chuvas precisam ficar mais regulares o quanto antes”, acrescentou.

    A maior parte da áreas produtoras deverá receber chuvas abaixo da média histórica para o período nesta semana, segundo dados metereológicos publicados no terminal Eikon, da Refinitiv. O norte de Mato Grosso, contudo, verá os maiores volumes.

    Até o final da semana passada, o plantio de soja da safra 2019/20 em Mato Grosso havia avançado para 6,65% da área projetada, cerca de cinco pontos percentuais acima do verificado na semana anterior, mas ainda com atraso ante o ano passado e frente à média histórica para o período, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O mesmo atraso ante o ano passado é visto no Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

    (Por Roberto Samora)

    Fonte: Reuters
  • Novas vendas de soja e trigo para a China nesta 5ª feira

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou novas vendas de produtos agrícolas para a China nesta quinta-feira (3). O anúncio vem pelo segundo dia consecutivo esta semana e segue confirmando a presença da nação asiática no mercado norte-americano.

    Foram 252 mil toneladas de soja e 130 mil toneladas de trigo branco. Ambos os volumes são da safra 2019/20. E todas as vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo dia e com volume igual ou maior de 100 mil toneladas.

    Nesta quarta, o anúncio de vendas foi de 464 mil toneladas de soja.

  • Agricultores preparam semeadura da safra de soja 2019/2020

    O uso de sementes de qualidade, com altos índices de germinação e vigor, é muito importante para um bom estabelecimento da lavoura.

    Principal cultura das lavouras gaúchas, a soja deve começar a tomar conta do Rio Grande do Sul no início do mês de outubro. Os agricultores estão se mostrando otimistas com a próxima safra, e algumas decisões tomadas no pré-plantio são essenciais para garantir boas produtividades.

    De acordo com o responsável pelo licenciamento de cultivares do RS e de SC, Renan Canzi Comin, o produtor deve minimizar os riscos optando por medidas preventivas. “O uso de sementes de qualidade, com altos índices de germinação e vigor, é muito importante para um bom estabelecimento da lavoura”, explica Comin.

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    O tratamento industrial de sementes é mais uma importante  ferramenta utilizada com a finalidade de minimizar os riscos no campo, semear em uma área com uma boa palhada, em condições climáticas favoráveis e com máquinas operando na velocidade adequada são fatores primordiais para a obtenção de uma lavoura homogênea e de bom potencial produtivo.

    Além disso, Comin lembra que é importante escolher cultivares adaptadas à região de plantio, e observar a melhor época indicada para sua semeadura. A cultivar FPS 1954 RR, por exemplo, é recomendada para a abertura de plantio no Rio Grande do Sul.

    “Por ser um material de ciclo precoce, seu melhor desempenho se dá na abertura de plantio no mês de outubro em áreas de alta fertilidade. Essa assertividade proporcionará que a cultivar expresse uma de suas principais características, que é o alto peso de mil sementes”, esclarece Renan Canzi Comin.

    Já a cultivar FPS 1859 RR é indicada para ser semeada entre final de outubro e metade de dezembro. “Trata-se de um material em evidência no estado, pelo seu alto potencial produtivo, sua excelente sanidade radicular e seu grupo de maturação (5.9), que proporciona uma grande janela de semeadura de norte a sul do RS, SC e PR”, comenta Renan.

  • Produção da soja será desafiadora

    A produção da soja para os produtores brasileiros no ciclo 2019/2020 deve ser desafiadora, ao menos no ponto de vista dos preços, segundo indicou o relatório divulgado pelo Rabobank nesta semana. O texto diz que o ambiente de incertezas decorrentes da indefinição da Guerra Comercial entre chineses e americanos tem gerado limitações de ganhos em Chicago.

    “Isso ocorre mesmo com a perspectiva de que os EUA produzam abaixo das 100 milhões de toneladas em 2019 devido às perdas pelo clima e redução de área, o que significaria retração superior à 25% frente ao observado no ciclo anterior. O principal ponto é que, sem a demanda chinesa, os estoques americanos tendem a se manter elevados nesse próximo ciclo mesmo com a menor produção”, diz o texto.

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    Além disso, o Rabobank estima recuo dos patamares recordes de 29 milhões de toneladas na safra 2018/2019 para 21 milhões de toneladas ao final da 2019/2020. Nesse sentido, caso a safra sul-americana ocorra dentro da normalidade, as perspectivas são de que as cotações em Chicago se mantenham limitadas abaixo dos USD 9/bushel nos próximos meses.

    “Além da pressão sobre os preços em Chicago, a indefinição da Guerra Comercial e estoques elevados na Argentina tem limitado avanços significativos nos prêmios de exportação para vencimentos próximos à colheita da safra 2019/20 no Brasil. A título de comparação, em setembro de 2018, os prêmios para março deste ano estavam próximos de USD 0,90/bushel – atualmente, têm se mantido abaixo dos USD 0,40/bushel”, finalizou o texto do relatório divulgado pela instituição internacional.

  • Soja: Está tudo pronto para a safra 2019/20, só falta a chuva!

    Produtores do estado do Paraná, apesar de terem a liberação de plantio desde o último dia 11, ainda não iniciaram o plantio da soja na região. Segundo Marcelo Garrido, do Deral, os produtores estão apreensivos com as condições climáticas e seguem aguardando por chuvas para dar início à safra 19/20.

    Segundo os primeiros dados da safra 19/20, atualmente apenas 20 mil hectares já receberam o plantio, enquanto os números mostram que nas mesmas datas do ano passado, 490 mil/ha já estavam plantados. A estimativa de produtividade para esta safra no estado é de aproximadamente 3.500 kg por hectare.

    De acordo com Garrido, a situação atual é completamente diferente da safra 18/19, quando os produtores puderam antecipar a semeadura. “Esse ano o produtor está segurando o plantio pra esperar uma melhor umidade do solo, para não arriscar tanto.Tem produtor que planta no pó, mas não é o ideal”, explica.

    Para poder iniciar o plantio, é necessário que chova pelo menos 50 milímetros. “A gente tem algumas expectativas de precipitação para algumas regiões do estado no fim de semana e está todo mundo torcendo para que elas se concretizem”, afirma.

    Segundo o economista, além do plantio tardio, os produtores da região também estão com receio de que as condições climáticas também afetem o plantio do milho safrinha. “A situação pode frustrar os produtores que tinham a intenção de plantar bem cedo a soja pra plantar o milho na segunda safra e colher antes”, comenta.

    Produtores da região central do país também estão apreensivos com a falta de chuva na região. No estado do Mato Grosso, o vazio sanitário terminou no último dia 15, mas a grande parte dos produtores também aguardam mudanças nas condições climáticas para iniciar o plantio.

    Segundo Lucia Vivan, pesquisadora da Fundação MT, apenas os agricultores que têm pivô começaram a safra 19/20. “Quem tem pivô já está fazendo o plantio, na região de Primavera do Leste alguns já estão iniciando”, afirma. A região de Cafezal/MT, segundo a pesquisadora, teve uma precipitação hídrica maior e pode ter alguns agricultores iniciando o plantio. No entanto, a região do Sul do estado está mais há cem dias sem chuvas. De acordo com a pesquisadora, o plantio na região ainda está dentro do esperado. Mas que para o solo ficar apto para receber a soja, é necessário que chova entre 50 e 70 milímetros.

    A situação não é diferente no Mato Grosso do Sul, aonde o vazio sanitário também encerrou no dia 15 de setembro. Assim como nas demais localidades, o produtor da região já está com tudo pronto e sofre com o atraso das chuvas. “Por questões legais a região do Mato Grosso do Sul está apta a fazer semeadura da soja.

    O empecilho que a gente tem é o atraso da regularização das chuvas. Se a gente pegar as médias históricas o mês de setembro, sempre tem um volume de precipitação de pelo menos uns 100 milímetros e esse ano nós não tivemos ainda”, explica André Bezerra, da Fundação MS.

    Segundo o analista, alguns pontos do estado receberam algumas chuvas, mas como o volume foi muito abaixo do esperado, não dá para contabilizar como uma precipitação efetiva. Segundo André, as previsões indicam que apenas em meados de outubro a situação deve ser regularizada. A estimativa é de que o plantio seja feito entre os dias 10 e 15 de outubro. “Talvez tenha que readequar o planejamento do milho por conta desse atraso, talvez até diminuir a área desse milho, para ter um alto potencial”, afirma.

    Em questões de produtividade, é esperado que os números sejam mais potivos que a safra 18/19. “Se a gente tiver uma regularização ao longo da safra e uma distribuição normal da chuva, a gente espera que a produtividade da soja retome a patamares da safra 17/18, que o estado fechou média de 56 sacas”, afirma.

    Já no estado de Goiás o vazio sanitário ainda não terminou e os produtores já temem a falta de chuva na região. Segundo Leonardo Machado, analista técnico do IFAG (Instituto para Fortalecimento da Agropecuária de Goiás), são esperadas chuvas apenas na segunda quinzena do mês de outubro, enquanto que o vazio sanitário tem previsão de término no dia 30 de setembro.

    Apesar das previsões climáticas não serem as mais positivas, a expectativa é que o produtor consiga ter uma boa safra. “O objetivo é que quem pretende fazer o algodão consiga fazer uma boa semeadura da soja dentro dos prazos”, afirma.

    Quanto às produtividades, a estimativa é que o produtor não tenha grandes surpresas e consiga bater a média e ficar acima de 56 sacas por hectare. “Podemos ter um acréscimo de até 2% na região, mas a tecnologia pode ajudar até superar esse número”, afirma.

    Por: Virgínia Alves
  • Rio Grande do Sul pode ter novo recorde de produção soja, com quase 20 mi de t

    O Rio Grande do Sul poderá colher uma safra recorde de quase 20 milhões de toneladas de soja em 2019/20, estimou nesta terça-feira a Emater, órgão ligado ao governo gaúcho, prevendo aumentos de cerca de 2% no plantio e de 4,3% na produtividade média, na comparação com a temporada passada.

    A área plantada chegaria a 5,9 milhões de hectares de soja, com uma rendimento agrícola de 3,3 toneladas por hectare, informou a Emater nesta terça-feira, ao apresentar em Esteio (RS), durante a 42ª Expointer, a primeira estimativa de área, produção e produtividade das principais culturas de verão no Estado.

    Caso a estimativa de produção de soja de 19,7 milhões de toneladas seja atingida, dependendo das condições climáticas para a safra que ainda será plantada, o Rio Grande do Sul disputaria com o Paraná o posto de segundo maior produtor de soja do país, atrás de Mato Grosso.

    Na safra passada, o Rio Grande do Sul superou o Paraná, mas devido a uma quebra pela seca.

    A produção do Paraná atingiria 19,772 milhões de toneladas em 2019/20, ante 16,2 milhões na temporada anterior, com a recuperação das produtividades. Embora a produção paranaense possa subir mais de 20%, a área plantada está estimada para crescer 1%, de acordo com o governo do Estado.

    O Mato Grosso, por sua vez, tem a safra de soja estimada em um recorde de 32,83 milhões de toneladas em 2019/20, alta de 1% ante a temporada passada, quando algumas regiões tiveram problemas climáticos, segundo a mais recente estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    (Por Roberto Samora)