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jul 17 2026 RS entra em alerta para chuva extrema e temporais
Um cenário de alto risco meteorológico começa a se formar sobre a Região Sul do Brasil e deve provocar vários dias consecutivos de tempestades intensas, principalmente no Rio Grande do Sul, a partir desta quinta-feira (16). Segundo informações da Meteored, a combinação entre um Rio Atmosférico, um Jato de Baixos Níveis e uma intensa onda de calor favorecerá a ocorrência de chuva extrema e eventos severos.
De acordo com a previsão, um dos principais fatores responsáveis pela intensificação das instabilidades será o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis, com ventos que podem superar 150 km/h nos próximos dias. Ao mesmo tempo, o calor intenso deve aumentar a instabilidade atmosférica. Entre sexta-feira (17) e segunda-feira (20), as temperaturas poderão ultrapassar os 32°C em diversos municípios da Região Sul. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a anomalia térmica poderá alcançar até 15°C acima da média.
A interação entre calor, grande disponibilidade de umidade e o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis criará condições favoráveis para a formação de tempestades intensas no Rio Grande do Sul. Os temporais devem começar nesta quinta-feira (16), seguir até domingo (19) e podem continuar ao longo da próxima semana.
O sábado (18) é apontado como o período de maior preocupação. As projeções indicam elevado potencial para tempestades severas entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai, com possibilidade de granizo, rajadas destrutivas de vento, microexplosões e até mesmo tornados.
Nos próximos dez dias, os acumulados de chuva podem variar entre 200 e 300 milímetros em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, sendo o território gaúcho o mais afetado. A previsão também não descarta volumes ainda maiores em pontos isolados, o que amplia o risco de impactos.
Com esse cenário, aumentam as chances de interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e galhos, danos em telhados, estruturas e lavouras provocados pelo granizo, além de transbordamento de rios, alagamentos e ocorrência de descargas elétricas.
A Meteored destaca ainda que um dos principais indicadores para previsão de eventos extremos, o Índice de Previsão Extrema (EFI) do modelo numérico ECMWF, aponta valores elevados para precipitação entre os dias 17 e 22 de julho sobre o Rio Grande do Sul e áreas vizinhas, incluindo partes de Santa Catarina, Uruguai e Argentina. O índice sinaliza uma elevada probabilidade de volumes de chuva excepcionalmente altos.
Outro fator de atenção é o Índice de Energia Potencial Convectiva Disponível (CAPE), que deve atingir valores extremamente elevados no sábado (18). Na prática, isso indica uma atmosfera muito instável e favorável à formação de tempestades de grande intensidade.Segundo a análise da Meteored, não está descartada a possibilidade de que os impactos previstos durante a segunda quinzena de julho se aproximem das proporções observadas nas enchentes históricas registradas em 2024. Diante desse cenário, a recomendação é de atenção redobrada por parte das autoridades e da população para reduzir os riscos relacionados a transbordamentos, inundações, deslizamentos de terra e outros eventos severos.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jul 17 2026 Carinata ganha espaço na rotação de culturas
A área cultivada com carinata segue em expansão no Rio Grande do Sul nesta safra de inverno, impulsionada pelo interesse dos produtores em diversificar os sistemas de produção e ampliar a rotação de culturas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar, que aponta bom desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do Estado.
Na região administrativa de Santa Rosa, a estimativa é de aproximadamente 2.600 hectares cultivados. Giruá e São Luiz Gonzaga concentram as maiores áreas destinadas à cultura. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras estão, em sua maioria, na fase de desenvolvimento vegetativo, com estabelecimento e evolução do ciclo considerados satisfatórios. As condições são semelhantes às observadas na canola, principalmente em relação à presença de pragas, que exigem monitoramento constante. De forma geral, o desenvolvimento das plantas é favorecido pelas condições climáticas registradas até o momento.
Na região de Santa Maria, onde são previstos 1.526 hectares, o plantio foi concluído. Em Tupanciretã, município responsável por 1.105 hectares da área cultivada, as lavouras permanecem em desenvolvimento vegetativo, dentro do esperado e com boas condições sanitárias. Os produtores realizam a adubação em cobertura e o controle de plantas daninhas. Conforme o levantamento, a ocorrência de geadas pode ter provocado prejuízos, mas os possíveis impactos ainda estão sendo avaliados.
Na região de Pelotas, o plantio também está praticamente finalizado. A expectativa é de 1.298 hectares cultivados. As áreas já implantadas apresentam desenvolvimento considerado normal para a época, e todas as lavouras permanecem na fase vegetativa.Na região de Erechim, alguns agricultores optaram pela carinata como alternativa para o cultivo de inverno, principalmente em substituição ao trigo, em razão dos preços praticados para o cereal. Toda a área prevista já foi implantada e também se encontra em estágio de desenvolvimento vegetativo.
Em relação à comercialização, o informativo indica que o valor pago ao produtor na região de Santa Rosa é de R$ 125,22 por saca de 60 quilos. Na região de Erechim, o preço estabelecido em contratos chega a R$ 147,00 por saca.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jul 16 2026 Colheita da safrinha 2026 avança abaixo do ritmo
Levantamento da DATAGRO aponta atraso na colheita do milho safrinha no Brasil, com Mato Grosso à frente do calendário e demais estados em ritmo mais lento. Dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Relatório Diário da DATAGRO, mostrando reflexos do atraso no plantio sobre o avanço da colheita em todo o país.
A colheita do milho safrinha 2026 atingiu 36,7% da área cultivada até o dia 10 de julho, segundo dados divulgados pela DATAGRO. O percentual está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 42,4% das lavouras já haviam sido colhidas, e também fica atrás da média histórica para a data, de 41,1%. De acordo com a DATAGRO, o atraso reflete tanto o cronograma mais lento de plantio quanto as condições climáticas irregulares enfrentadas ao longo de todo o ciclo da safrinha neste ano.
Na avaliação regional, o Mato Grosso concentra os trabalhos mais avançados de colheita, despontando como o estado que mais avançou no calendário. Já Paraná, Mato Grosso do Sul e os estados da região Sudeste seguem com ritmo mais lento, ainda sentindo os efeitos das dificuldades enfrentadas no início da safra.
Apesar do atraso na colheita, a oferta de milho no mercado brasileiro segue ampla, mesmo durante o período de entressafra. Segundo a DATAGRO, esse cenário, somado ao avanço gradual dos trabalhos de campo, contribui para elevar a disponibilidade do cereal.
Essa maior disponibilidade tem pressionado as cotações do grão no mercado interno, de acordo com a visão da consultoria. Com preços menos atrativos, muitos produtores optam por não vender no momento, o que resulta em um cenário de liquidez reduzida.
Assim, o mercado de milho segue em compasso de espera. Vendedores aguardam melhores condições de preço para negociar, enquanto compradores se beneficiam da oferta elevada para manter a pressão sobre os valores pagos pelo cereal.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias
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jul 15 2026 Frio persistente e chuvas volumosas elevam risco para lavouras de inverno e pastagens no RS
O Rio Grande do Sul enfrenta uma combinação de frio prolongado e excesso de chuva entre os dias 18 e 23 de julho. Um bloqueio atmosférico, associado a uma frente fria, mantém o tempo instável sobre a maior parte do estado, com acumulados que podem superar 100 mm em várias regiões. O cenário acende alerta para produtores de trigo, pastagens e pecuária, especialmente nas áreas de maior persistência da umidade, como a Campanha e a Fronteira Oeste. A orientação é para que o produtor rural adote uma postura preventiva e regionalizada, priorizando o monitoramento fitossanitário e a logística de campo.
Cenário meteorológico: bloqueio e frente fria mantêm instabilidade
Entre os dias 18 e 23 de julho, o Rio Grande do Sul permanece sob a influência de um bloqueio atmosférico que, combinado com a passagem de uma frente fria, mantém o tempo fechado e com chuvas frequentes. O sistema atua de forma irregular, com maior concentração de precipitação em algumas áreas e volumes mais moderados em outras, mas a persistência do padrão é o principal fator de risco para as atividades agropecuárias.
A previsão indica que a chuva será mais volumosa nas regiões da Campanha, Fronteira Oeste e Centro do estado, com acumulados que podem ultrapassar 50 mm no por dia em vários pontos. Em Bagé, por exemplo, a soma prevista para o período chega a 45 mm no primeiro dia, com rajadas de vento de até 60 km/h. Já em Santana do Livramento, o acumulado previsto é de 60 mm no dia 18, seguido por mais 55 mm no dia 20, com ventos de até 80 km/h. A irregularidade na distribuição das chuvas, no entanto, exige cautela: nem todas as áreas receberão os mesmos volumes, e a confirmação de alagamentos ou encharcamento do solo depende de validação local.
Tempo severo e risco de alagamentos
O sistema de alertas indica que 37 regiões do estado estão sob atenção ou alerta para chuva forte e tempestades. As regiões de Uruguaiana, Santana do Livramento e Santo Ângelo estão entre as que apresentam risco de tempo severo, com possibilidade de ventos intensos e granizo. A previsão aponta que, em Uruguaiana, os acumulados podem chegar a 52 mm, com pontuais de até 107 mm. Em Santo Ângelo, o alerta é para chuva forte, com pontuais de 138 mm.
Outras regiões, como Santa Maria, São Gabriel – Caçapava do Sul e Santiago, também estão em alerta para chuva severa ou forte, com risco de alagamentos e encharcamento do solo. A persistência da chuva é um fator crítico: em Bagé, Cachoeira do Sul, Santiago, Uruguaiana, São Luiz Gonzaga, Cerro Largo e Sobradinho, a previsão indica chuva por seis dias consecutivos, de 18 a 23 de julho. Já em Montenegro, a chuva persiste por seis dias, com vento também previsto para o mesmo período.
Impactos na agropecuária: atenção redobrada para trigo e pastagens
O cenário de frio persistente e chuvas volumosas eleva o risco de encharcamento do solo e hipóxia radicular, especialmente em lavouras de trigo e pastagens. A condição prevista pode inviabilizar o tráfego de maquinário, atrasar a colheita mecanizada e aumentar o risco de lixiviação de nutrientes, como nitrogênio e potássio. Além disso, a alta umidade favorece o desenvolvimento de doenças fúngicas, como a ferrugem asiática e o mofo branco, e pode comprometer a qualidade dos grãos e sementes, com risco de micotoxinas e grão ardido.
Para a pecuária, o frio prolongado e a umidade excessiva podem afetar o conforto térmico animal e reduzir a disponibilidade de pastagens. O risco de perda de suporte forrageiro é uma preocupação, especialmente nas regiões onde a chuva for mais intensa e persistente.
Saiba onde o risco é maior
Campanha e Fronteira Oeste: Bagé, Santana do Livramento, Uruguaiana e São Gabriel – Caçapava do Sul estão entre as regiões com maior volume de chuva previsto e alertas de tempo severo. A persistência da umidade por seis dias consecutivos exige monitoramento constante das lavouras e pastagens.
Centro do estado: Santa Maria, Cachoeira do Sul e Santiago também estão sob alerta, com pontuais de chuva que podem ultrapassar 100 mm. A irregularidade na distribuição, no entanto, pode gerar situações muito distintas entre talhões vizinhos.
Norte e Noroeste: Regiões como Passo Fundo, Carazinho, Soledade e Palmeira das Missões estão em atenção para chuva moderada a forte, com pontuais que podem chegar a 112 mm por dia. A persistência da chuva por cinco a seis dias também é um fator de risco.
Vales e Serra: Bento Gonçalves, Lajeado, Sobradinho e Encantado estão em alerta para chuva moderada a forte, com risco de alagamentos. A condição pode afetar a logística de escoamento da produção, especialmente em estradas de terra.
Ações recomendadas
Diante do cenário, a recomendação é que produtores e técnicos de campo adotem uma postura preventiva. Entre as ações sugeridas estão: planejar janelas operacionais estreitas para atividades de campo, avaliar a capacidade de drenagem das áreas, interromper a colheita mecanizada se a umidade do grão estiver elevada, reforçar a logística de escoamento e redobrar o monitoramento fitossanitário. A suspensão de pulverizações é indicada devido ao risco de deriva ou lavagem dos defensivos.
É importante ressaltar que a confirmação de danos agrícolas, alagamentos ou granizo depende de validação local, seja por meio de estações meteorológicas, Defesa Civil ou relatos de campo. O cenário previsto indica risco, mas a intensidade e a distribuição dos eventos podem variar significativamente entre municípios e até mesmo dentro de uma mesma propriedade.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jul 07 2026 Homeopatia complementa estratégias de manejo bovino no inverno
Na região Sul, o inverno impõe uma série de desafios à pecuária de corte, principalmente no Pampa gaúcho. As baixas temperaturas, a ocorrência de geadas, a redução da oferta e da qualidade das pastagens e as frequentes variações climáticas exigem um manejo mais criterioso para preservar a saúde, o bem-estar e o desempenho produtivo do gado.
Diante desse cenário, a prevenção torna-se importante aliada do produtor. Entre as estratégias adotadas em muitas propriedades está a inclusão da homeopatia como parte do plano sanitário. Integrada às boas práticas de manejo, os medicamentos homeopáticos auxiliam na imunidade e fortalecem a energia vital dos bovinos e ovinos, neste período, mas devem ser utilizados de forma correta.
O tratamento homeopático pode auxiliar na adaptação às variações climáticas, favorecendo a manutenção da vitalidade e do bem-estar do rebanho. Também é utilizado com o objetivo de apoiar o aproveitamento nutricional em épocas de menor disponibilidade e qualidade das forragens, além de integrar programas preventivos voltados à sanidade animal.
Durante o inverno, fatores como o frio intenso, os ventos, a umidade e o estresse provocado pelas mudanças ambientais podem aumentar a demanda metabólica dos bovinos. Por isso, associar o cuidado nutricional ao monitoramento constante da saúde dos animais é fundamental para reduzir perdas de desempenho e manter a eficiência produtiva.
Tomás Machado, técnico agrícola e extensionista rural da Emater/RS-Ascar, especialista em Homeopatia em animais, plantas e agroecossistemas, explica que um dos diferenciais dos programas homeopáticos é sua integração a um planejamento sanitário anual. “As estratégias são ajustadas conforme as necessidades de cada fase produtiva e as características de cada estação”, destaca.
Machado ressalta que a adoção da homeopatia nas propriedades deve ocorrer de forma integrada ao planejamento sanitário, sem substituir os protocolos terapêuticos convencionais, especialmente nas situações que exigem intervenção imediata. “A proposta é oferecer ao produtor uma abordagem complementar para a condução da sanidade do rebanho”, afirma. Segundo o especialista, mais do que uma medida isolada, a homeopatia integra um conjunto de práticas que, quando incorporadas a um programa sanitário bem estruturado, podem contribuir para que o rebanho enfrente o inverno com melhores condições de adaptação, bem-estar e desempenho.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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jul 06 2026 Estudo da RTC discute a Agricultura 6.0 e a construção do potencial produtivo através da qualidade química do solo
A Rede Técnica Cooperativa desenvolveu um estudo, de autoria do Dr. Jessé Fink, pesquisador da RTC/CCGL, que define o conceito de “Agricultura 6.0” como uma mudança de paradigma focada na construção intencional do potencial produtivo da lavoura. O estudo aponta que, nesta abordagem, o pH do solo atua como o indicador-chave do ambiente produtivo, tendo como referência a elevação do pH para valores maiores que 6,0 na camada de 0–20 cm.
O boletim técnico alerta que um dos principais entraves à produtividade das grandes culturas no Rio Grande do Sul continua sendo a baixa exploração do perfil do solo, ocasionada pela acidez em subsuperfície. A presença de alumínio tóxico restringe o crescimento radicular e limita o volume de solo explorado, reduzindo a eficiência das plantas no acesso à água e nutrientes, mesmo que estes estejam disponíveis.
Segundo o pesquisador, a correção da acidez não deve ser vista como uma prática isolada, mas como um investimento estruturante. A elevação do pH promove benefícios sistêmicos, reduzindo a atividade do alumínio tóxico e melhorando processos químicos, físicos e biológicos do solo, o que confere maior resiliência das culturas frente a déficits hídricos e aumenta a eficiência de fertilizantes e produtos fitossanitários.
Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.
Fonte: https://rtc.coop.br/noticias