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set 01 2026 Inicia colheita da canola no Rio Grande do Sul
A colheita da canola iniciou nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. A cultura está predominantemente em estágios reprodutivos, sendo 62% da área em floração e 28% em enchimento de grãos. As áreas mais tardias (8%) ainda estão em desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces (2%) em maturação. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (27/08), o desempenho das lavouras de canola está satisfatório e o potencial produtivo nas principais áreas produtoras, adequado.
A disponibilidade de umidade tem sustentado o desenvolvimento das plantas, embora o excesso de precipitações e a baixa luminosidade tenham provocado restrições pontuais quanto à entrada de máquinas e à manutenção do ritmo de manejo. Ainda não foi possível realizar levantamento de eventuais impactos por geada sobre as áreas cultivadas com canola no Estado, que nesta safra totalizam 353.397 hectares, com produtividade média estimada em 1.619 kg/ha.
Na região de Santa Rosa, 7% das lavouras de canola estão em desenvolvimento vegetativo, 51% em floração, 40% em enchimento de grãos e 2% em maturação. Os períodos ensolarados, associados às temperaturas amenas, favoreceram a evolução dos estádios reprodutivos, especialmente a formação e o enchimento das síliquas. A cultura apresenta bom desempenho e elevado potencial produtivo.
Trigo – A cultura de trigo apresenta desenvolvimento dentro da normalidade, embora a baixa luminosidade e as chuvas frequentes tenham limitado o ritmo de crescimento e a execução de operações de manejo nas diferentes regiões produtoras. Predomina no RS o estágio de desenvolvimento vegetativo (61%), e as parcelas mais adiantadas se encontram em floração (28%), enchimento de grãos (10%) e em maturação (1%). A área de trigo projetada para esta Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha.
Nas áreas em floração, a combinação de elevada umidade relativa, nebulosidade e precipitações aumentou o risco de incidência de doenças da espiga, especialmente giberela, o que exigiu o monitoramento de possível infecção floral. Também foram observados sintomas de doenças foliares e oídio, sobretudo em cultivos com maior disponibilidade de nitrogênio. O excesso de umidade do solo tem restringido a entrada de máquinas, retardando aplicações de nitrogênio e produtos fitossanitários.
Carinata – As lavouras se encontram em estágios reprodutivos, sendo 63% em floração plena e 27% em enchimento de grãos. Os estádios vegetativo e de maturação correspondem, respectivamente, a 9% e 1% da área cultivada. O desenvolvimento está satisfatório, e houve evolução adequada das estruturas reprodutivas. A melhora da luminosidade durante o período favoreceu a atividade dos polinizadores nas áreas em florescimento e contribuiu para o avanço do enchimento dos grãos nas lavouras mais adiantadas.
Aveia-branca – As lavouras de aveia-branca estão nas fases de desenvolvimento vegetativo (30%), floração (35%), enchimento de grãos (33%) e maturação (2%). Algumas áreas pontuais foram colhidas, mas não apresentam expressão estatística. Os cultivos no RS apresentam boa sanidade, embora as temperaturas e a recorrência de chuvas tenham influenciado a evolução do ciclo. Em áreas onde o manejo fitossanitário foi realizado com maior intensidade, observa-se melhor condição sanitária; a incidência de doenças é pontual. A estimativa de plantio é de 387.697 hectares, e a produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.
Cevada – A cevada apresenta distribuição fenológica concentrada no desenvolvimento vegetativo, que abrange 78% da área estadual. Estão 16% em floração e 6% em enchimento de grãos. O excesso de umidade e a persistência de condições climáticas pouco favoráveis têm reduzido o ritmo de desenvolvimento, causando amarelecimento na base das plantas. A área estimada de cultivo é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha.
CULTURAS DE VERÃO
Milho – Os cultivos estão em fase inicial de semeadura, com ritmo condicionado pela elevada umidade dos solos e pela ocorrência de chuvas, que têm limitado o acesso do maquinário e, em alguns locais, prejudicado as condições de plantabilidade. As áreas já implantadas evoluem para os estádios iniciais de emergência e desenvolvimento vegetativo, favorecidas por temperaturas mais elevadas, registradas no início do período. Nas regiões onde houve maior abertura de janela operacional de plantio indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), em especial no Noroeste do RS, a semeadura avançou de forma mais expressiva. Já em localidades mais frias ou com maior persistência de umidade, a implantação ainda ocorre de modo pontual.
A área de milho a ser cultivada no Estado na Safra 2026/2027 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. As projeções iniciais apresentam tendência de aumento de área cultivada. As estimativas para a Safra de Grãos de Verão serão apresentadas durante a 49ª edição da Expointer, que acontece de 29 de agosto a 06 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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ago 27 2026 Vazio sanitário reforça cuidados antes da nova safra
O avanço da ferrugem-asiática na última safra reforça a necessidade de atenção durante o vazio sanitário da soja. O período, além de ajudar a interromper o ciclo da doença, permite antecipar decisões importantes para o próximo plantio.
O Consórcio Antiferrugem contabilizou 379 registros da doença na safra 2025/26, cerca de três vezes as 124 ocorrências do ciclo anterior. Durante o vazio sanitário, não é permitida a presença de plantas vivas de soja, inclusive as voluntárias, que podem manter o fungo no campo entre as safras.
Segundo Renato de Souza Rodrigues, representante comercial da Conceito Agrícola, retardar a entrada da doença contribui para preservar a eficiência dos fungicidas, reduzir aplicações e custos e diminuir riscos à produtividade. O descumprimento do período também pode resultar em penalidades.
A entressafra ainda pode ser usada para manejo de pragas e plantas daninhas, revisão de máquinas e análise do solo. O diagnóstico permite orientar calagem, gessagem e adubação, além de identificar limitações em camadas mais profundas.
O período também favorece a definição de cultivares, tratamento de sementes, fertilidade e estratégias fitossanitárias, facilitando a organização de insumos, máquinas e operações antes da semeadura. “É nesse momento que conseguimos reunir os dados da propriedade e transformar essas informações em planejamento. Acreditamos que uma grande safra começa muito antes do plantio. Nossa equipe está presente no campo compartilhando conhecimento, planejamento e prestando assistência técnica para que cada hectare expresse seu máximo potencial produtivo e econômico”, conclui Rodrigues.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 27 2026 Bactéria mostra potencial além do controle de pragas
Bactérias associadas à agricultura podem apresentar funções diferentes conforme a cepa e a interação estabelecida com as plantas. Segundo Fernando Souza, engenheiro agrônomo, um trabalho com Bacillus thuringiensis mostra que o potencial do microrganismo pode ir além do controle de pragas, especialmente de lagartas, ao indicar efeito de promoção de crescimento na cultura do milho.
O estudo avaliou a cepa Bt RZ2MS9, de origem tropical, aplicada de forma isolada e em coinoculação com Azospirillum brasilense Ab-V5. A hipótese era de que o uso conjunto proporcionaria resposta mais robusta no crescimento do milho do que a aplicação isolada da RZ2MS9. O objetivo também incluiu o monitoramento da colonização da bactéria nos tecidos da planta e a avaliação da produção de compostos orgânicos voláteis.
As análises de qPCR e microscopia de fluorescência mostraram que a Bt RZ2MS9-GFP foi capaz de colonizar tecidos internos de raízes e folhas, caracterizando comportamento endofítico. Nos parâmetros de crescimento, a inoculação isolada elevou em 13% o diâmetro das raízes e em 34% o volume radicular. A altura da parte aérea aumentou 22% com RZ2MS9 isoladamente e 20% na coinoculação com Ab-V5.
O sistema radicular respondeu positivamente aos dois tratamentos testados. Também houve avanço na massa seca. Nas raízes, o ganho foi de 40% com a cepa isolada e de 51% com a coinoculação. Na parte aérea, os aumentos chegaram a 66% e 80%, respectivamente. Para Souza, os resultados reforçam a importância de não generalizar funções com base apenas em gêneros ou espécies, já que a resposta depende da especificidade de cada cepa.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 25 2026 Cuidados na pós-colheita ajudam a preservar a qualidade dos grãos
Durante a 49ª Expointer, realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, serão apresentadas tecnologias e práticas que podem auxiliar as famílias produtoras nos processos de secagem e armazenagem de grãos, diminuindo perdas, otimizando o uso de energia e diminuindo as emissões de gases de efeito estufa. Cada etapa, da colheita ao armazenamento, influencia a qualidade e o aproveitamento dos cereais produzidos nas propriedades rurais.
Sensores capazes de acompanhar temperatura e umidade, que permitem identificar alterações no ambiente dos silos e tomar decisões antes que problemas comprometam a qualidade do produto, farão parte das demonstrações. Assim como o controle automatizado de sistemas de aeração e secagem, que possibilita utilizar os equipamentos somente quando necessário, evitando consumo excessivo de energia e combustível.
Além da tecnologia, o manejo adequado continua sendo fundamental para preservar a produção. A regulagem das máquinas durante a colheita, o acompanhamento das perdas no campo, a correta determinação da umidade dos grãos e os cuidados com limpeza, classificação e armazenamento são medidas que ajudam a reduzir desperdícios e manter a qualidade do produto e serão temas tratados ao longo do evento.
De acordo com o extensionista rural Rodrigo Sasso, a adoção de soluções adaptadas à realidade das pequenas propriedades é um dos caminhos para proporcionar autonomia às famílias no pós-colheita. “O modelo de silo secador que é apresentado garante para a pequena propriedade a possibilidade de secar e armazenar esse grão na propriedade. É uma construção simples, feita de alvenaria, com capacidade a partir de 500 até 3 mil sacos, que possui um sistema de aeração e permite que o fluxo de ar seque os grãos de forma natural”, explica.
A eficiência no pós-colheita também está relacionada à sustentabilidade da produção. Processos de secagem mais precisos podem reduzir o consumo de energia e combustíveis, enquanto a diminuição das perdas evita que recursos utilizados na produção sejam desperdiçados. Dessa forma, o cuidado com os grãos após a colheita contribui não apenas para a conservação da qualidade e da renda, mas também para a redução dos impactos ambientais da atividade.
Segundo o extensionista rural, manter o grão na propriedade também representa uma estratégia de sustentabilidade e segurança para as famílias, ao possibilitar a formação de reservas econômicas, energéticas e alimentares.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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ago 24 2026 Trigo mantém potencial produtivo satisfatório no RS apesar das condições meteorológicas
As lavouras de trigo apresentam desenvolvimento regular no Rio Grande do Sul, parcialmente prejudicado pelo excesso de precipitações, pela persistência de nebulosidade e pela baixa disponibilidade de radiação solar. Apesar das limitações meteorológicas, o potencial produtivo permanece, em geral, satisfatório.
Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta sexta-feira (21/08), essas condições reduziram a taxa de crescimento e retardaram a progressão fenológica em parte das lavouras. Como consequência, observam-se plantas de menor porte, coloração verde-pálida e, nos ambientes mais úmidos, amarelecimento das folhas inferiores. Também se observa a formação de colmos mais delgados, levando ao menor acúmulo de biomassa.
Em termos fenológicos, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo, que representam 82% da área. As parcelas implantadas mais precocemente avançam para a floração, com 14%, e para o enchimento de grãos, com 4%.
O prolongado período de molhamento foliar e a elevada umidade têm aumentado a pressão de doenças – especialmente oídio, manchas foliares e ferrugens. Nas áreas em floração, a elevada umidade do solo vem restringindo o trânsito de máquinas e reduzindo as janelas para a aplicação de fungicidas.
A área projetada para a Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 quilos por hectare.
Canola
As lavouras de canola apresentam estabelecimento e desenvolvimento adequados. Predominam as fases de florescimento, formação de síliquas e enchimento de grãos. A estrutura reprodutiva demonstra, em geral, elevada emissão floral e bom potencial de formação de síliquas. Porém, em algumas áreas, é observada redução no desenvolvimento dessas estruturas e no número de sementes por síliqua.
O excesso de precipitações, a persistência de elevada umidade e a baixa luminosidade também interferiram no desempenho das parcelas mais tardias e aumentaram a preocupação com a polinização e a condição física do solo.
Em termos fitossanitários, foram identificados focos localizados de traça-das-crucíferas, com danos às síliquas, além da necessidade de monitoramento para as doenças canela-preta e mofo-branco. Apesar de as condições meteorológicas terem imposto restrições ao acesso às lavouras e à realização de tratamentos, o quadro sanitário está, em geral, favorável, e o potencial produtivo permanece positivo.
Carinata
Os cultivos de carinata apresentam evolução fenológica concentrada nos estádios reprodutivos, acompanhando o padrão observado para outras brássicas de inverno. A maior parte das áreas se encontra em florescimento ou enchimento de grãos, com desenvolvimento considerado satisfatório e sem registro de problemas fitossanitários expressivos nas áreas.
A condição meteorológica de elevada umidade exigiu atenção dos produtores à evolução das estruturas reprodutivas. Porém, até o momento, não alterou de forma significativa o potencial produtivo.
Aveia-branca
As lavouras de aveia-branca apresentam desenvolvimento variável entre as regiões do Estado, mas ainda predomina o estágio final da fase vegetativa. Como resultado da elevada umidade no ambiente e das temperaturas amenas, observou-se o aumento da incidência de doenças, especialmente ferrugens, manchas foliares e giberela, exigindo maior monitoramento e controle.
Embora algumas áreas mantenham bom desenvolvimento e sanidade, há registros de queda no potencial produtivo devido à maior incidência de doenças e à elevada umidade em alguns cultivos.
Cevada
As lavouras de cevada apresentam padrão satisfatório. Entretanto, houve redução no ritmo de desenvolvimento devido à baixa luminosidade e à recorrência de chuvas. Observa-se amarelecimento das folhas basais em parte das áreas, mesmo sem elevada incidência de doenças até o momento.
Há preocupação dos produtores com a evolução da cultura para os estádios reprodutivos sob elevada umidade, pois se eleva o risco de doenças fúngicas, especialmente de giberela, cuja infecção ocorre durante o florescimento. A recorrência das precipitações tem reduzido as janelas para a realização dos tratamentos preventivos, que precisam ser efetuados antes da infecção pelo patógeno.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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ago 17 2026 Maior parte das lavouras de canola está em floração no Rio Grande do Sul
A cultura da canola apresenta evolução predominantemente reprodutiva no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na sexta-feira (14/08), 69% das lavouras estão em floração, 23% em desenvolvimento vegetativo, e 8% em enchimento de grãos. Algumas áreas da região Noroeste estão em processo de maturação.
O desenvolvimento geral dos cultivos é considerado satisfatório, com adequado estabelecimento, vigor vegetativo e condição sanitária na maior parte das áreas. Porém, as chuvas frequentes, a elevada umidade relativa e a baixa radiação solar têm limitado a drenagem do solo e reduzido temporariamente a atividade dos insetos polinizadores, além de favorecer doenças.
Pontualmente, foram observados impactos de granizo e, em áreas sujeitas a maior volume de chuvas, possibilidade de perdas de solo e nutrientes por lixiviação. A condição fitossanitária está, de modo geral, adequada e os produtores fazem o monitoramento direcionado à praga traça-das-crucíferas e às doenças canela-preta e mofo-branco.
Trigo
A semeadura do trigo já foi concluída no Estado. Os cultivos estão em desenvolvimento vegetativo (89%), em floração (10%) e em enchimento de grãos (1%). O potencial produtivo se mantém dentro da expectativa inicial para a safra, embora as condições meteorológicas do período tenham provocado efeitos conforme a região e a época de semeadura.
A elevação das temperaturas acelerou o crescimento e antecipou as fases de elongação do colmo, espigamento e início do florescimento em parte das lavouras. Em áreas submetidas a chuvas frequentes, à elevada nebulosidade e à baixa radiação solar, observa-se maior alongamento das plantas, redução da coloração foliar e, em alguns casos, desenvolvimento vegetativo aquém do potencial, associado também à lixiviação de nitrogênio.
Em termos fitossanitários, a elevada umidade tem proporcionado condições favoráveis à incidência de manchas foliares, aumentando a atenção fitossanitária nas lavouras que ingressam no estágio de florescimento, especialmente pelo risco de giberela. A incidência de insetos-praga continua baixa, e a sanidade geral é considerada satisfatória.
Os produtores efetuam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de plantas indesejáveis e os tratamentos fungicidas. Em algumas áreas, a elevada umidade do solo tem restringido o trânsito de máquinas e retardado os manejos.
Carinata
A carinata apresenta predominância de estágios reprodutivos, sendo 59% em floração, 5% em enchimento de grãos, e 36% em desenvolvimento vegetativo. A evolução ocorre de modo satisfatório, mas a ocorrência de chuvas frequentes e de elevada umidade relativa coincidente com a fase de floração, em parcela expressiva das lavouras, condiciona o ritmo de atividade dos polinizadores e mantém atenção redobrada à sanidade das plantas.
Cevada
As lavouras estão predominantemente em desenvolvimento vegetativo (91%), em floração são 8% e em enchimento de grãos aproximadamente 1%. A elevação das temperaturas acelerou o crescimento, levando uma parcela expressiva das áreas para as fases de elongação do colmo e emissão das espigas.
A condição geral está satisfatória, mas o avanço fenológico ocorre sob elevada umidade, o que favorece a ocorrência de ferrugens e de manchas foliares, além de aumentar a demanda por acompanhamento fitossanitário. Em algumas áreas, também se verificou necessidade de reforço da adubação nitrogenada em cobertura.
Aveia-branca
As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Aproximadamente 65% da área está em desenvolvimento vegetativo, 24% em floração e 11% em enchimento de grãos. O aspecto geral dos cultivos e o potencial produtivo estão apropriados, embora sejam observados danos pontuais decorrentes das condições climáticas do período e das deficiências nutricionais em algumas áreas.
Em geral, as condições fitossanitárias estão adequadas, mesmo com o aumento da incidência de ferrugens e de manchas foliares em algumas regiões, o que demanda monitoramento e controle.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 11 2026 Cooperativismo amplia competitividade no agronegócio
O cooperativismo tem se consolidado como uma estratégia capaz de ampliar a competitividade no agronegócio ao reunir produtores em torno de objetivos comuns. A avaliação é de Adriano Leite, diretor da Xs3 Consultoria, que destaca a força econômica criada quando produtores individuais passam a atuar de forma coletiva.
Na prática, a associação permite ganhar escala, reduzir custos, melhorar o acesso a tecnologia e crédito e ampliar o poder de negociação. Esse movimento também pode aumentar a capacidade de capturar valor ao longo da atividade, especialmente para pequenos e médios produtores que, isoladamente, enfrentariam mais dificuldades para acessar mercados, logística, conhecimento e soluções tecnológicas.
O desempenho das grandes cooperativas do agro brasileiro reforça essa lógica. Há organizações que movimentam bilhões de reais em receita, demonstrando que cooperação e eficiência empresarial podem avançar juntas. Mais do que compartilhar resultados, o modelo amplia a capacidade competitiva dos associados e cria condições para uma atuação mais estruturada no mercado.
Segundo a análise apresentada por Leite, a principal lição para o ambiente de negócios é que crescer não exige, necessariamente, fazer tudo sozinho. A escolha de parceiros e a construção de relações coletivas podem se transformar em vantagem competitiva quando há estratégia e boa execução.
No agronegócio, essa dinâmica mostra que cooperação pode gerar escala, eficiência e valor. O modelo também abre espaço para uma reflexão sobre seu potencial de aplicação em outros setores da economia, principalmente em atividades nas quais empresas e profissionais enfrentam desafios semelhantes de acesso, custo e negociação.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 10 2026 Chuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul
As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na semana, as chuvas mantiveram o solo úmido e dificultaram o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias nas áreas cultivadas.
De acordo com a Emater, nas lavouras mais desenvolvidas, o aumento da radiação solar no fim do período favoreceu a retomada do crescimento e o avanço para as fases reprodutivas iniciais, que já representam 3% da área. As áreas implantadas mais tardiamente, que somam 97%, seguem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.
O quadro indica evolução da cultura em diferentes estágios no Estado, com predominância de lavouras ainda em fase vegetativa. Nas áreas em estágio mais avançado, a melhora das condições de radiação contribuiu para o desenvolvimento das plantas após o período de maior umidade no solo.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 06 2026 O que pode mudar com a queda da safra de trigo?
O setor de moagem de trigo entrou em alerta diante das perspectivas para a safra de 2026. A combinação de menor produção nacional, aumento da necessidade de importações e custos elevados no mercado internacional deve ampliar a pressão sobre a cadeia de abastecimento e a indústria de alimentos, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).
Considerado um dos principais alimentos da segurança alimentar mundial, o trigo responde por cerca de 20% das calorias e proteínas consumidas no planeta, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). No Brasil, o cereal é a base para a fabricação de produtos como pães, massas, biscoitos e bolos.
Como o país depende de importações, principalmente da Argentina, o mercado brasileiro permanece exposto às oscilações externas. “O Brasil não é autossuficiente em trigo e, por isso, qualquer turbulência externa tem impacto direto sobre custos, disponibilidade e previsibilidade do abastecimento”, afirma o presidente-executivo da Abitrigo, Associação Brasileira da Indústria do Trigo, Rubens Barbosa.
Entre os fatores que aumentam a preocupação do setor estão os conflitos entre Rússia e Ucrânia e as tensões no Oriente Médio, que seguem pressionando o mercado global de commodities. Segundo a entidade, esse cenário eleva os custos de energia, combustíveis, fretes, seguros e logística, tornando mais cara a importação do cereal e dificultando o planejamento das indústrias moageiras.
No mercado interno, o quadro também inspira cautela. De acordo com a Conab Companhia Nacional de Abastecimento, a combinação de fatores climáticos e econômicos reduziu a área cultivada e deverá resultar em uma safra de trigo 23,5% menor em 2026 na comparação com o ano anterior. A projeção também indica que as importações em 2027 deverão aumentar em 1,9 milhão de toneladas.
Além da menor produção prevista, o excesso de chuvas registrado no Rio Grande do Sul, principal estado produtor de trigo do país, gera incertezas sobre a produtividade, a qualidade dos grãos e o volume efetivamente disponível da safra atualmente em colheita. “Estamos diante de um cenário que combina menor oferta interna, maior necessidade de importação e custos internacionais mais elevados. Isso aumenta significativamente a complexidade da operação das indústrias moageiras”, destaca Barbosa.
Outro ponto de atenção para o setor é o mercado de farelo de trigo. A queda nas cotações do milho reduziu o valor desse coproduto, comprometendo parte da receita das indústrias de moagem e pressionando os custos de produção.
“Quando o farelo perde valor, parte importante da receita da indústria é afetada. Isso acaba pressionando o custo final da farinha e, por consequência, de diversos alimentos consumidos diariamente pela população. Diante desse cenário, garantir o abastecimento em quantidade, qualidade e custo adequados torna-se um desafio crescente”, afirma o presidente-executivo da Abitrigo.
Apesar das dificuldades, a entidade afirma que não há risco de desabastecimento de trigo no mercado brasileiro. Segundo Barbosa, o setor segue adotando medidas para manter o fornecimento regular da matéria-prima. “A segurança do abastecimento de trigo passa por planejamento, gestão de riscos e acompanhamento constante dos mercados. O setor está mobilizado, mas o contexto exige vigilância permanente”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 05 2026 Tratamento de sementes reduz doenças nas lavouras
A sanidade das sementes tem ganhado espaço entre os principais fatores que determinam o desempenho das lavouras, ao lado das qualidades genética, física e fisiológica. Embora pouco conhecida fora do meio técnico, essa característica é considerada decisiva para evitar a disseminação de patógenos que podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade das culturas.
Segundo o presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), engenheiro agrônomo e professor sênior da ESALQ-USP, José Otávio Menten, a semente é a forma mais eficiente de transporte de agentes causadores de doenças. “Não existe maneira mais eficiente de um patógeno ser transportado e depois transmitido para a planta do que pela semente. Ele pode vir pelo vento, pela água ou por vetores, mas na semente ele já está junto com seu hospedeiro.”
O pesquisador explica que o controle dos patógenos ainda na fase da semente reduz o risco de prejuízos durante todo o ciclo da cultura. De acordo com Menten, quando a infecção ocorre logo no início do desenvolvimento da planta, os impactos tendem a ser maiores devido à multiplicação contínua do agente causador da doença.
“Quanto mais cedo uma doença aparece, maior dano vai ter, porque vão ter mais ciclos daquele patógeno. Além disso, patógenos associados às sementes podem matar a semente ou causar tombamento ou “damping-off” que reduzem a população de plantas. Também podem debilitar as plantas através de podridão das raízes e lesões nas hastes. Por isso a sanidade deve receber a mesma atenção dedicada às qualidades genética, física e fisiológica das sementes. O tratamento de sementes é uma tecnologia extremamente importante porque permite controlar tanto patógenos associados à própria semente quanto aqueles presentes no solo, reduzindo o inóculo inicial e diminuindo a necessidade de aplicações posteriores durante a safra”, afirma.
Apesar de os métodos tradicionais de análise continuarem amplamente utilizados, o avanço da biologia molecular, da inteligência artificial e das ferramentas de análise de dados deve ampliar a capacidade de monitoramento da sanidade das sementes. Essas tecnologias prometem tornar os diagnósticos mais rápidos, precisos e acessíveis aos produtores.
Na avaliação de Menten, um dos principais desafios da pesquisa será integrar essas novas ferramentas para identificar com maior precisão os patógenos de maior relevância para cada cultura. “Com essas técnicas de inteligência artificial, de bancos de dados bem organizados, isso vai nos auxiliar bastante a termos maior clareza de quais são as principais limitações.”
O especialista acredita que o cruzamento de grandes volumes de informações permitirá avaliar de forma mais consistente os riscos fitossanitários e mensurar o impacto econômico da presença de diferentes patógenos nas sementes.
O aumento do potencial produtivo das cultivares também elevou a importância da sanidade das sementes. Com materiais genéticos mais exigentes, o manejo precisa ser mais preciso desde o estabelecimento da lavoura para preservar o potencial produtivo das plantas.
Nesse cenário, Menten destaca que o tratamento biológico de sementes, associado aos produtos químicos, desponta como uma das principais linhas de pesquisa na agricultura. “Nós estamos numa época que eu gostaria de estar me formando agora. Agora nós estamos numa agricultura muito mais refinada. Hoje nós temos materiais e tecnologias que exigem que o profissional entenda com muito mais precisão e possa tomar decisões muito mais baseadas em ciência e tecnologia.”
Fonte:https://www.agrolink.com.br/