Notícias

  • Safra 2019/20 de soja tem uma das maiores margens brutas dos últimos 10 anos

    O mercado da soja na Bolsa de Chicago voltou a operar com estabilidade e assim encerrou ontem (26/3) os negócios e fechou com oscilações bastante tímidas. “Temos muitas limitações para o mercado ainda”, diz o Diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo. “Foi um dia de ajuste dos preços hoje”, completou.

    Os traders continuam acompanhando as questões ligadas aos desdobramentos da pandemia do coronavírus – como uma baixa de 7% no petróleo, por exemplo – as expectativas sobre a economia mundial e suas possibilidades de recuperação, ao mesmo tempo em que começa a se alinhar diante das expectativas para a nova safra de grãos dos EUA, e a possibilidade de uma menor área destinada à soja em detrimento do milho.

    Na contramão, uma demanda melhor e um pouco mais presente nos EUA, por parte da China, ajuda a equilibrar o mercado e a trazer alguma sustentação á cotações no mercado internacional, ainda como explica Cogo.

    “A demanda da China é consistente, por grãos e carnes, e deve comprar cerca de 10% a mais, em tonelagem, de soja do que comprou no ano passado”, diz o analista.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Produtores rurais apostam em “feira digital” com entregas delivery para driblar prejuízos durante pandemia

    Em meio à pandemia do novo coronavírus e à suspensão de diversas atividades, como as feiras livres, produtores rurais de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, se uniram em uma central de delivery para entregar produtos do campo na casa de consumidores e evitar prejuízos.

    O sistema começou a funcionar nesta quinta-feira (26) e saiu do papel após uma parceria dos feirantes com a prefeitura da cidade e uma startup.

    Por meio de uma plataforma chamada “Feira Fácil Genial”, os consumidores conseguem escolher produtos hortifrutigranjeiros. A entrega é feita em casa em 24 horas.

    Após o pedido cair no sistema, os produtores embalam toda a produção em um espaço que foi cedido pela prefeitura na Estação Arte, no Parque Ambiental.

    O produtor rural Romualdo Siuta é um dos agricultores que está vendendo produtos na plataforma, como abobrinha, alface e milho. Ele conta que o novo coronavírus gerou um baque na rotina

    “Já não fizemos a feira na semana passada, ficamos sem chão. É coisa nova, mas eu acho que é o caminho. Uma maneira da gente não ficar no prejuízo, vai nos ajudar muito”, disse.

    Ideia
    O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Bruno Costa, disse que a ideia já estava sendo desenvolvida antes dos casos da Covid-19. Com a pandemia, a criação da plataforma foi acelerada.

    “Nós estávamos idealizando o projeto para o ano que vem, era um projeto piloto. Depois que tudo se acalmar esse vai ser um novo conceito de compra das feiras. Nós queremos manter”, afirmou.

    Segundo o secretário, os preços são tabelados e até 20% menores do que os praticados nas feiras. As entregas serão feitas por empresas terceirizadas, ou pelos próprios produtores.

    A prefeitura informou que a plataforma estreou com 18 produtores cadastrados.

    Logística
    As entregas são feitas de segunda-feira a sábado, das 9h às 17h. O preço do frete é de R$ 5. Os consumidores podem fazer o pagamento em dinheiro, cartão de crédito, boleto ou transferência bancária.

    Na central de distribuição, os produtores possuem regras de aglomeração e higienização para evitar o contágio do novo coronavírus.

    Podem entrar no programa agricultores que já participam de feiras, ou até mesmo que vendem os próprios produtos para estabelecimentos comerciais.

    Para entrar na plataforma, os produtores precisam entrar em contato pelo telefone (42) 3220-1000, informando o ramal 1246.

    Fonte: G1 PR

  • Transporte de soja segue forte apesar de desafios por vírus, diz Sotran Logística

    O transporte de grãos por caminhões se mantém forte, com o país escoando uma safra recorde de soja, apesar de alguns desafios impostos pelo coronavírus, como o fechamento de restaurantes e borracharias nas estradas, o que atrapalha a vida dos caminhoneiros, disse ontem (26/3) o co-presidente-executivo da Sotran Logística, Charlie Conner.

    A companhia, líder na contratação de transporte rodoviário de cargas de grãos no Brasil, com expectativa de transportar mais de 16 milhões de toneladas em 2020, disse que neste momento em que o câmbio está perto de máximas históricas, favorecendo os preços em reais da soja, os “clientes querem limpar os silos”.

    “Diferente do resto da economia, o que está acontecendo no agronegócio é que está bombando, o coronavírus pegou em momento de pico de safra, de safra recorde, volumes muito altos… e o câmbio continuou subindo”, disse Conner, observando que o transporte de soja para os portos não parou.

    “A demanda da companhia para março está 30% acima da do ano passado, e abril deve ser 40% acima do ano passado… está rodando ao máximo”, disse ele, lembrando que esses percentuais da empresa se devem muito mais aos investimentos para ampliar sua plataforma digital de contratação de fretes, por meio do aplicativo TMOV.

    Ele admitiu, contudo, que “o campo está rodando, porém a situação de logística está um pouco vulnerável”, em meio ao avanço do coronavírus, uma vez que muitos estabelecimentos, como restaurantes nas cidades por onde passam os motoristas estão fechados, em função das medidas para combater a doença.

    “É uma preocupação importante… esses serviços são necessários, isso impacta muito a vida do cidadão, é ruim ter uma longa jornada e não poder sentar e comer…”, disse ele, ressaltando que a Sotran está conversando com parceiros para ofertar álcool gel e lanches aos motoristas.

    Entre outros efeitos do coronavírus, ele disse que alguns motoristas mais idosos, que estão no grupo de risco para doença, deixaram de trabalhar.

    Ele afirmou também que algumas empresas de transportes menores, com menos capital de giro, estão enfrentando problemas, uma vez que alguns clientes estão demorando mais tempo para pagar, impactados pelas medidas contra a doença.

    Esses e outros fatores, aliás, estão por trás de uma queda expressiva no volume transportado de cargas gerais no Brasil, apontou nesta quinta-feira uma pesquisa da associação de empresas de transporte NTC&Logística. O indicador da entidade apontou queda de 26%, ainda que o transporte de soja esteja registrando bem menos problemas que outros setores.

    Ontem, a indústria do trigo reportou problemas para a entrega de farinha aos clientes, devido à descoordenação entre ações federais, estaduais e municipais de combate ao coronavírus, o que tem criado gargalos para o transporte de mercadorias.

    Uma reunião do setor com o governo prevista para sexta-feira em Brasília deverá discutir o assunto. Enquanto isso, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar normas editadas por Estados e municípios que determinaram o fechamento de fronteiras locais como forma de contenção da pandemia do novo coronavírus.

    A Sotran, que conecta em tempo real caminhoneiros e grandes tradings de grãos, avalia ainda que o serviço digital da empresa oferece uma vantagem neste momento em que as pessoas têm evitado o contato social, como medida preventiva à doença.

    Fonte: Reuters

  • Mercado da soja volta a subir em Chicago nesta 6ª e busca fôlego na demanda nos EUA

    A demanda mais presente no mercado norte-americano de soja continua sendo um dos principais combustíveis para a tentativa da recuperação da oleaginosa na Bolsa de Chicago. Nas últimas duas semanas, o mercado já acumula uma retomada importante e volta a subir nesta sexta-feira (27).

    As cotações, por volta das 7h10 (horário de Brasília), subiam entre 6,25 e 7 pontos nos principais contratos, com o maio sendo cotado a US$ 8,87 e o julho, US$ 8,91 por bushel. Ontem, os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) das vendas semanais para exportação trouxeram um volume ligeiramente acima das expectativas do mercado e superaram as 900 mil toneladas, reforçando esse otimismo em relação à demanda.

    “Com a China presente no mercado americano e compras de outros países aumentando, cresce o sentimento de que está havendo uma processo de formação de estoques de matéri- prima e alimentos por parte de alguns governos e população em geral”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e da AgroCulte.

    E embora a China esteja mais presente no mercado dos EUA, segue ainda concentrando um grande volume de compras no Brasil, que se mantém como protagonista já que continua desempenhando um papel importante de fornecedor, com sua logística, inclusive, acontecendo normalmente, sofrendo apenas com pequenos e pontuais problemas municipais.

    “Portanto, enquanto duram as incertezas, o mercado segue volátil, mas, ao mesmo tempo, apresentado boas oportunidades de negócios em níveis historicamente altos neste curto prazo”, complementa Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Áreas de soja: confira a previsão do tempo para quinta e sexta-feira

    O tempo seco vai se espalhando pelo país ao longo da semana. Agora além do Sul e Sudeste, boa parte do Nordeste deve ter tempo mais firme nesta quinta-feira (26/3). No Centro-Oeste a tendência é de chuvas volumosas em Mato Grosso, mas tempo seco em Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira pouco coisa muda, a não ser para o Maranhão e Piauí que terão o retomo das chuvas.

    SUL
    Mais uma previsão confirmada e a quinta-feira será novamente de tempo seco para os três estados da região. Na sexta a tendência ainda segue a mesma, tempo seco.

    SUDESTE
    Nesta quinta nada muda em relação ao dia anterior e o tempo seco prevalece tanto nas áreas de soja de São Paulo, quanto de Minas Gerais. Ao que tudo indica a sexta-feira também não promete ter chuvas para a região.

    CENTRO-OESTE
    Na quinta-feira pouca coisa muda e a chuva ainda se espalha pela maior parte do Centro-Oeste. Volumes significativos ainda podem ser registrados em Mato Grosso, especialmente em áreas de abrangência de Cuiabá onde não se descarta o risco de temporais. Em Goiás e no Distrito Federal, chuva isolada e sem grande intensidade. Falando de Mato Grosso do Sul, condição de chuva isolada no norte do estado, enquanto que nas demais áreas, o tempo firme ainda predomina.

    Amanhã a grande novidade será o retorno da chuva em Mato Grosso do Sul e de forma generalizada devido a formação de instabilidades no interior do continente. Pancadas ainda rápidas, sem grandes acumulados, mas que já trazem um alívio devido a estiagem. Por enquanto volumes mais expressivos somente no estado de Mato Grosso.

    NORDESTE
    As chuvas seguem estacionadas no extremo oeste da Bahia nesta quinta-feira, bem na divisa do estado. Por isso algumas áreas de soja do oeste não terão instabilidades. Em Barras o tempo será seco, já em Barreiras os acumulados passam dos 10 mm. Na sexta-feira o tempo seco se espalha por todo o estado.

    No Piauí deve garoar nesta quinta-feira, mas de maneira manchada. Ou seja, não deve atingir todas as áreas. Os acumulados não passam dos 2 mm para as áreas de soja. Na sexta-feira as chuvas retornam para todo o estado e os maiores acumulados passam dos 25 mm, em Uruçuí.

    No Maranhão a tendência é um dia mais seco, ou no máximo garoas. Em Balsas os acumulados não passam dos 1 mm. Na sexta-feira as chuvas retornam com força e várias áreas de soja podem enfrentar temporais, como Imperatriz, com acumulados de 20 mm.

    NORTE
    Na quinta-feira possibilidade de chuva em todo o Norte brasileiro devido as instabilidades tropicais. Pancadas rápidas, intercaladas com períodos de sol e calor. Volumes significativos podem ser registrados entre o sudeste do Pará e o Tocantins devido a formação de instabilidades em níveis médios da atmosfera, há mais ou menos, 5km de altura.

    Na sexta-feira, a expectativa é de chuva novamente em toda a região nortista, mesmo que sejam pancadas rápidas, intercaladas com períodos de sol e calor. Trovoadas até podem se espalhar pelos estados, mas volumes significativos serão registrados apenas entre o sudeste paraense e o norte do Tocantins.

    Fonte: Canal Rural

  • CNA pede apoio a ministra para produtor superar crise e manter produção

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ontem (25/3), à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em caráter de urgência, um conjunto de propostas para que os produtores rurais brasileiros possam superar os transtornos e impactos causados pela pandemia do coronavírus. As medidas são voltadas especialmente para a prorrogação dos prazos dos financiamentos, sem que isso acarrete em dificuldades de acesso ao crédito rural para a safra 2020/2021, e diferimento da tributação, aponta a entidade.

    “É preciso amparar o produtor rural, que se mantém no campo produzindo e garantindo o abastecimento de alimentos no País e no mundo, mesmo diante da situação da calamidade pública instaurada a partir da pandemia do coronavírus”, ressalta o presidente da CNA, João Martins, em ofício encaminhado à ministra.

    A lista de medidas inclui a prorrogação dos vencimentos dos financiamentos de custeio e investimento para os produtores das cadeias mais atingidas pela crise, que estão com sérias dificuldades de comercialização dos seus produtos, em função das restrições de locomoção de distribuidores, clientes e dos próprios produtores, além do fechamento de diversos canais de distribuição. Essa situação tem impactos expressivos sobre a receita de curto prazo desses setores, o que impede que os compromissos assumidos sejam honrados no prazo acordado antes desse cenário de Covid-19, informa a CNA. Além disso, em função da perecibilidade de muitos produtos, o produtor não consegue armazená-los para venda futura, o que compromete também o seu fluxo futuro de receitas.

    Em razão disso, a entidade solicita a prorrogação das parcelas de custeio por seis meses, sem incidência de juros e correção monetária, alegando que a medida já foi adotada para outros setores econômicos, com o objetivo de manutenção dos negócios e dos empregos. No caso de parcelas de financiamentos de investimento vencidas ou com vencimento em 2020, a CNA solicita a prorrogação para depois da última parcela do contrato.

    No documento, também é defendida a flexibilização emergencial de alguns procedimentos necessários para a formalização das operações de crédito rural, sejam novas ou de alongamento e reprogramação. Entre essas medidas, destaca-se a dispensa temporária da necessidade de registro dos contratos e aditivos em cartório, tendo em vista que os cartórios estão fechados em vários municípios do país, o que inviabiliza a formalização completa das operações e a liberação de recursos tempestivamente.

    Outra medida sugerida é a retirada de tarifas que são cobradas pelas instituições financeiras para estudo dos pedidos de alongamento e repactuação das operações de crédito, que, especialmente nesse momento, oneram o produtor rural significativamente, e estão na contramão das medidas emergenciais que têm sido adotadas pelo governo recentemente para minimizar os impactos da crise econômica.

    A CNA também pleiteia que as operações repactuadas não sejam reclassificadas para operações com fonte de recursos não controlados, o que certamente onerará sobremaneira o pequeno e médio produtor, e que o produtor fique dispensado da entrega presencial de documentos comprobatórios da aplicação de crédito, como recibos de armazenagem dos produtos, Guia de Trânsito Animal (GTA), ficha sanitária do rebanho, entre outros documentos, em função do fechamento das agências ou de sua limitada capacidade de atendimento no momento.

    Nesse sentido, a CNA sugere que as instituições financeiras façam maior uso das tecnologias disponíveis para contratação do crédito rural, na época em que acontece a maior parte das contratações de pré-custeio para a safra 2020/2021.

    Segundo a CNA, também há a necessidade de celeridade na sanção presidencial da MP 897/2019, a MP do Agro, pois a MP traz inovações importantes relacionadas às garantias nas operações de crédito, segurança jurídica nas operações por meio de registradoras eletrônicas e fomento aos financiamentos privados.

    Duas medidas importantes contidas na MP e que darão fôlego aos produtores são o repasse de recursos de fundos constitucionais às cooperativas de crédito, independentemente de aprovação do cronograma de reembolso das operações pelos Conselhos Deliberativos Regionais, e novos prazos de adesão para renegociação de dívidas nas áreas de abrangência da Sudene e Sudam e da Dívida Ativa da União (Lei 13.340/2016).

    Quanto à questão tributária, as demandas são: prorrogação do prazo de entrega e pagamento do Imposto de Renda Pessoa Física para 30 de junho; prorrogação do prazo de entrega das obrigações acessórias para pessoas jurídicas por 90 dias e diferimento do pagamento, por seis meses, do Programa de Regularização Tributária Rural (PRR).

    A CNA também solicita a suspensão por seis meses das inscrições de operações na Dívida Ativa da União, e adiamento para julho dos pagamentos de tributos federais (PIS/Cofins e IPI) com vencimento em abril, maio e junho, sem incidência de juros e multa e parcelamento em três vezes.

    Fonte: Canal Rural

  • Embrapa alerta sobre elevado índice de sementes de soja esverdeada

    Os pesquisadores da Embrapa Soja têm recebido diversos relatos sobre o elevado índice de sementes de soja esverdeadas – superiores a 50% – na safra 2019/2020, em diversas regiões brasileiras. “As sementes com coloração intensa de verde ou mesmo esverdeadas, geralmente apresentam elevados índices de deterioração, que podem levar a redução da germinação, do vigor e da viabilidade de lotes de soja”, alerta o pesquisador José de Barros França Neto. “Ainda não temos um levantamento de quantos lotes serão descartados, mas podemos dizer que os produtores de semente terão prejuízo com o elevado índice de sementes esverdeadas”, ressalta França Neto.

    Pré-colheita – Dados da Embrapa Soja, em conjunto com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), sugerem que em pré-colheita, níveis de até 9,0% de sementes esverdeadas poderão ser tolerados. Acima deste valor, é preciso retirar as sementes esverdeadas dos lotes, o que acarretará elevação nos custos. “A remoção de sementes esverdeadas pode ser realizada por equipamentos selecionadores de cores, que, apesar de caros, removem grande parte dessas sementes esverdeadas”, diz França.

    Classificação – Além disso, como as sementes esverdeadas são menores, a classificação por tamanho das sementes pode resultar em melhoria da qualidade fisiológica do lote de semente. “Desta forma, a maior concentração de sementes esverdeadas ocorrerá nas menores classes de tamanho, que poderão ser descartadas; as sementes das classes maiores, por terem um menor porcentual dessas sementes, tenderão a apresentar melhores germinação e vigor”, diz França Neto. Segundo ele, para preservar a qualidade das sementes durante o armazenamento, as sementes devem estar em condições climatizadas de 10 a 15ºC e 60% UR.

    Causas do problema – Segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), o Brasil produziu aproximadamente 3 milhões de toneladas de sementes de soja, na safra 2018/19. Para França Neto, o problema das sementes esverdeadas está relacionado à ocorrência de seca, na última safra, associado a elevadas temperaturas nas fases de enchimento de grãos e em pré-colheita. “Isso resultou em morte prematura das plantas e na maturação forçada das sementes. Com isso, as duas principais enzimas associadas à degradação da clorofila (magnésio quelatase e clorofilase) foram desativadas, culminando na produção de altos níveis de sementes esverdeadas”, relata França Neto.

    Vídeo: http://tempuri.org/tempuri.html

    Por Embrapa Soja
    Fonte: Paraná Cooperativo

  • Alerta sobre vacinas veterinárias

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que as vacinas registradas na pasta contra coronaviroses são exclusivamente para uso em animais. Jamais devem ser utilizadas em humanos. Ressaltamos ainda que os agentes responsáveis pelas doenças nos animais são muito diferentes do coronavírus responsável pela Covid-19.

    As avaliações feitas pelo Mapa são voltadas às espécies-alvo dessas vacinas, como cães, bovinos e aves. Não existe segurança clínica muito menos qualquer indicação de utilização de vacinas de uso veterinário por humanos, sob risco de reações graves e efeitos colaterais severos.

    REAFIRMAMOS: ESSAS VACINAS SÃO DE USO VETERINÁRIO EXCLUSIVO! JAMAIS DEVEM SER UTILIZADAS EM HUMANOS!

    Fonte: MAPA

  • Soja volta a subir na Bolsa de Chicago nesta 4ª com atenção à demanda e economia global

    Nesta quarta-feira (25), o mercado da soja volta a subir na Bolsa de Chicago, depois de terminar o pregão anterior com estabilidade. As cotações subiam entre 2,75 e 6,25 pontos nos principais contratos, por volta de 7h10 (horário de Brasília), com o maio sendo cotado a US$ 8,89 e o julho, US$ 8,91 por bushel.

    O mercado internacional passa por esse momento de recuperação, após perdas consecutivas na CBOT, agora olhando com um pouco mais de otimismo para o combate à pandemia do coronavírus e com perspectivas melhores à demanda pela oleaginosa norte-americana. Entretanto, como explica Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da AgroCulte, as notícias ligadas ao vírus são frágeis, tem rápida validade e a mudança de comportamento dos traders só viria com uma vacina.

    “A única carta que de curtíssimo prazo que pode alterar este cenário de incerteza e a confirmação de uma vacina e/ou cura. Para tanto, as cotações das commodities agricolas tendem a seguir sob pressão. Claro que haverá tentativas de reação como está tendo no momento na soja, milho e trigo, mas precisamos de mais dados sobre como o Covid-19 está afetando a demanda antes de comemorar que as mínimas já foram feitas”, explica Cachia.

    Mundo a fora, o mercado vai recebendo as informações e processando-as, especialmente aquelas ligadas aos estímulos e medidas que vêm sendo propostas por países e nas principais economias globais. Nesta quarta, os índices asiáticos registraram suas máximas em uma semana, bem como nos EUA foi acordado entre Congresso e negociadores um pacote de US$ 2 trilhões para ajuda no combate ao coronavírus. A votação pelo Senado e Câmara deve acontecer na tarde desta quarta.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • ILPF e manejo de carrapatos elevam potencial produtivo

    Pesquisas já comprovaram a eficiência do sistema de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF). A técnica permite plantar grãos, criar gado e cultivar florestas em uma única área, com ganhos para todas elas, além de ser benéfica para a conservação do solo com pastagens e redução do efeito estufa.

    A Fazenda Cachoeira, em Itaberá (320 km de São Paulo), usa o sistema em uma área não muito grande, cerca de 2800 hectares, sendo que destes 800 são de reserva natural. Nos dois mil hectares restantes é plantada soja, milho grão e sorgo silagem (além de feijão para rotacionar) no sistema de plantio direto, é feita cria e recria de gado nelore, são 150 hectares com eucalipto e metade da propriedade tem pastagem. Cerca de 110 hectares da área agrícola e 70 hectares do pasto são irrigados com pivô central.

    A propriedade também adota sistema de meteorologia e monitoramento com aplicativos para manter o padrão produtivo. “Usamos do bom senso. Com tecnologia, investimos na correção e adubação do pasto, cuidamos do bezerro, fazemos melhoramento e optamos pela prevenção de parasitas como o carrapato, que traz enormes prejuízos sanitários e econômicos”, aponta o proprietário Bernhard Kiep.

    Assista a reportagem da série “Pecuária 4.0: o caminho do boi brasileiro”: http://tempuri.org/tempuri.html

    Fonte: Agrolink