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  • MILHO: VALORES SEGUEM RENOVANDO RECORDES EM MUITAS REGIÕES

    Os preços do milho seguem renovando os patamares recordes na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em importantes praças produtoras, o valor do cereal nesta parcial de abril já representa o dobro da média verificada no mesmo mês de 2020.

    Pesquisadores do Cepea indicam que as contínuas altas estão atreladas à baixa oferta do milho no spot nacional. Preocupados com os possíveis impactos do clima sobre a produção da segunda safra, produtores limitam as vendas.

    Consumidores, por sua vez, estão preocupados com os atuais patamares – que extrapolam os custos de produção em muitos casos. Os compradores que precisam recompor estoques têm tido dificuldades em encontrar novos lotes e os que conseguem se esbarram nos elevados preços negociados.

    Fonte: Cepea

    www.cepea.esalq.usp.br

  • CONAB ELEVA SAFRA DE GRÃOS A 273 MILHÕES DE TONELADAS

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, na quinta-feira (8), o 7º levantamento da safra brasileira de grãos. A marca é recorde. A safra 2020/21 deverá somar 273,8 milhões de toneladas, volume nunca atingido na história do país. O crescimento em relação à safra anterior é de 6,5% ou 16,8 milhões de toneladas a mais.

    A área total de plantio registra um crescimento de 3,9% sobre a safra anterior, com previsão de alcançar 68,5 milhões de hectares. Esse volume conta com a participação de cerca de 20 milhões de hectares provenientes das lavouras de segunda e terceira safras e as de inverno, que ocuparão a pós-colheita da soja e do milho primeira safra.

    No caso da soja, que tem o Brasil como maior produtor mundial, o volume deve alcançar novo recorde, estimado em 135,5 milhões de toneladas, 8,6% ou 10,7 milhões de toneladas superior à produção da safra 2019/20.

    O milho total também sinaliza  produção recorde, com a previsão de atingir 109 milhões de toneladas e crescimento de 6,2% sobre a produção passada. Serão produzidas 24,5 milhões na primeira safra, 82,6 milhões na segunda e 1,8 milhão na terceira safra.

    Por outro lado, a produção de arroz deve sofrer redução de 0,8% frente ao volume colhido na safra anterior, obtendo 11,1 milhões de toneladas. Para o algodão, a produção estimada é de 6,1 milhões de toneladas do produto em caroço, correspondendo a 2,5 milhões de toneladas de pluma.

    Quanto ao feijão, é esperado crescimento de 2% na produção, somando-se as três safras, totalizando 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra tem a colheita praticamente concluída, a segunda está em andamento e a terceira com o plantio a partir da segunda quinzena de abril.

    Completam os números do levantamento também o amendoim, com  produção total de 595,8 mil toneladas e crescimento de 6,9%, e o trigo, cujo plantio  deve ser intensificado a partir do próximo mês, mas já sinalizando uma produção de 6,4 milhões de toneladas.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/

  • COMO ESTÃO AS DOENÇAS NA FASE FINAL DA CULTURA DA SOJA?

    Conforme os dados da Rede Técnica Cooperativa (RTC), a safra de soja 20/21 iniciou com deficit hídrico, atrasando as semeaduras no Rio Grande do Sul (RS). Em função das condições climáticas, a ferrugem chegou mais tarde, embora o oídio já estivesse presente cedo nas lavouras. Quando as chuvas retornaram, em janeiro por vários dias consecutivos, os produtores tiveram dificuldade de realizar as aplicações.

    Segundo a Pesquisadora e Fitopatologista da CCGL Caroline Wesp Guterres, nas lavouras onde o controle de doenças foi realizado de forma correta, no momento certo e com produtos eficientes, as doenças foram bem controladas. — Porém, nas situações em que as doenças foram subestimadas em razão do clima, nota-se aumento na intensidade de ferrugem, oídio e manchas foliares, principalmente nas semeaduras que ocorreram a partir de dezembro — relata Caroline.

    A pesquisadora salienta que muitas lavouras já estão sendo colhidas, mas outras ainda estão em fase final de enchimento de grãos, momento em que a proteção às doenças é imprescindível. — É importante atentar para a escolha dos fungicidas a serem utilizados neste momento, pois devem ser adequados às doenças ocorrentes e predominantes, que podem variar de acordo com as cultivares utilizadas. O residual de controle, que varia conforme os produtos e combinações utilizadas, deve ser avaliado e adequado de acordo com o período que a soja permanecerá no campo — reforça a Fitopatologista.

    Caroline explica que os intervalos de aplicação nessa reta final podem ser reduzidos. — Intervalos de cerca de 12 dias entre as últimas aplicações têm garantido melhor controle de doenças nas últimas safras — finaliza a pesquisadora. Para mais informações, procure a CCGL ou técnico de sua cooperativa.

    Texto | Foto: ASCOM CCGL

  • MUDANÇAS CLIMÁTICAS PODEM INTERFERIR NA RESISTÊNCIA A INSETICIDAS

    As mudanças climáticas têm ocasionado uma série de alterações nos ecossistemas, como elevação das temperaturas, dos níveis de dióxido de carbono (CO₂), mudanças nos níveis de radiação ultravioleta e na previsibilidade das chuvas. Como consequência a essas alterações, diversas espécies de animais, incluindo insetos, têm evoluído rapidamente para sobreviver no habitat impactado pelas mudanças climáticas.

     No caso dos insetos, ocorrem mudanças com relação à distribuição geográfica e em seus metabolismos, podendo acarretar no aumento do número de gerações anuais. A agricultura pode ser impactada diretamente por essas mudanças, pois acarretará no aumento dos danos diretos causados por insetos e também na incidência de doenças transmitidas por insetos vetores. Além disso, existe ainda a possibilidade de que as mudanças climáticas interfiram nas frequências alélicas dos genes envolvidos na resistência a inseticidas, pois esses genes estão ligados a outras características dos insetos como resistência à desidratação e maior tolerância a variações térmicas.
     
    Pesquisas nesta área costumam se basear na resistência por mutações dos sítios de ação (diminuição ou inviabilização da ligação do inseticida ao seu sítio de ação) e também pela resistência metabólica (aumento da capacidade de metabolização dos ingredientes ativos, através de enzimas de detoxificação). Geralmente isso ocorre em populações que estão sob pressão de seleção causada pelo uso contínuo e/ou inadequado de inseticidas.

    Como exemplo, temos o caso de indivíduos de Drosophila melanogaster que devido a mutação em um único gene, conferiu além da resistência aos inseticidas ciclodienos, um fenótipo mais sensível à temperatura, ou seja, um único gene controla diversas características do fenótipo e em alguns casos estas características não estão relacionadas. Em biologia isto se chama pleiotropia. E é justamente este efeito pleitrópico que causa o chamado custo adaptativo nos insetos resistentes.

    Assim como observado para Drosophilla melanogaster, há também estudos para outras espécies como por exemplo o mosquito da malária Anopheles gambiae, a traça das crucíferas Plutella xylostella e para o ácaro Halotydeus destructor. Essas interações entre a termotolerância e a resistência a inseticidas, podem alterar as frequências dos alelos de resistência aos inseticidas no campo à medida que ocorrem as mudanças climáticas, de forma positiva ou negativa, dependendo dos fatores genéticos, moleculares e dos fatores climáticos envolvidos. Apesar destas fortes evidências, é necessário ressaltar a importância da realização de mais estudos em diferentes espécies de insetos-praga, utilizando diferentes inseticidas para avaliar como as mudanças na temperatura devido às mudanças climáticas podem afetar a resistência a inseticidas em populações no campo.

     No que diz respeito a adaptações para resistir à desidratação, os insetos possuem uma camada externa na superfície do corpo que é uma cera de hidrocarbonetos cuticulares (CHCs), que apresenta característica hidrofóbica, possui papel importante no controle de perda de água, reduzindo a taxa de evaporação através da cutícula. Ou seja, à medida que os insetos se adaptam a ambientes mais secos como resultado das mudanças climáticas, também apresentariam variações na composição e quantidade de produção da camada cerosa, o que ocasionará na diminuição da permeabilidade cuticular aos inseticidas, resultando na redução/perda da eficácia deste método de controle por este mecanismo de resistência. Como o aumento na produção da camada cerosa em insetos está relacionado a resistência à desidratação, provavelmente a seleção para esta característica também selecionaria insetos com o mecanismo de resistência por alteração da penetração cuticular de inseticidas.
     
    Em análise as informações acima apresentadas, é possível sugerir que no futuro o manejo de resistência a inseticidas deverá levar em conta o efeito das mudanças climáticas sobre os alelos resistentes. Também será necessária uma maior compreensão da base genética dos casos de resistências, considerando as alterações ambientais e climáticas de maneira regional, a fim de modelar a evolução da resistência a inseticidas. O uso de inseticidas com mecanismos de ação diferentes e associado ao controle biológico e cultural também são estratégias importantes para o manejo de resistência ante as mudanças climáticas.
    Fonte: Irac BR
  • PROBLEMAS COM SAFRINHA NO RADAR

    A tendência do mercado de milho brasileiro é altíssima, embora os problemas com a Safrinha estejam no radar, aponta a Consultoria TF Agroeconômica. “No mercado internacional (exportação para o Brasil), a tendência dos preços a curto prazo é de baixa, por diversos motivos”, explica a equipe de analistas de mercado.

    FATORES DE ALTA

    *Grande escassez de milho no Brasil, faltando ainda três meses para a Safrinha
    *Alta do dólar valoriza os preços do milho importado e pode impulsionar a exportação, enxugando a disponibilidade interna
    *Elevação do preço do milho paraguaio, necessário para completar a demanda de SC

    FATORES DE BAIXA

    *Preços do trigo mais competitivos do que os do milho, no mercado internacional e com mais proteína
    *Recusa de lotes dos compradores internacionais por preços muito elevados
    *Aumento de 1,31% da área americana sobre as estimativas do Outlook Forum, em janeiro
    *No Brasil, nível muito elevado restringe compras e podem levar a ações de redução de preço
    *Forte aumento dos custos dos consumidores pode forçar retração dos preços
    *Queda nas exportações brasileiras de carne

    Fonte: AgroLink

    https://www.agrolink.com.br/

  • EMATER/RS-ASCAR E SECRETARIA DA AGRICULTURA LANÇAM ESTIMATIVA FINAL DA SAFRA DE VERÃO

    Com uma produção de 24,6 mi de toneladas, o Rio Grande do Sul vai colher nesta safra de verão (2020/2021) 59,24% a mais do que na safra anterior (2019/2020). Destaque para a soja, que tem um incremento na produção de 80,02%, passando de 11,2 mi de toneladas para 20,2 mi de toneladas nesta atual safra, e de produtividade (76,63%%), com rendimento projetado de 3,32 toneladas por hectare, em área de 6 milhões de hectares, apenas 1,56% maior que no ano anterior.

    As estimativas finais da Safra de Verão 2020/2021 foram divulgados pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e a Emater/RS-Ascar na manhã desta quinta-feira (25/03), em Coletiva de Imprensa Virtual. Mais de 270 pessoas acompanharam o lançamento das estimativas através de transmissão pelo Facebook e pelo YouTube da Emater/RS-Ascar.

    Participaram do evento o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, o presidente e o diretor técnico da Emater/RS, Geraldo Sandri e Alencar Rugeri, além de extensionistas, imprensa e representantes de entidades do setor agropecuário do RS.

    Safra Excepional

    Para o secretário Covatti Filho, o Rio Grande do Sul é um dos principais estados na produção agropecuária do Brasil. “É uma alegria apresentarmos esses números muito significativos, pois estamos batendo recordes e temos muito bons relatos da colheita”, disse, ao ressaltar a importância do “fortalecimento do Agro, que está dando respostas positivas nesse momento de pandemia”.

    O presidente da Emater/RS, Gerando Sandri, comemorou “os números expressivos que se refletirão na vida dos gaúchos”. Ele ressaltou “a grande parceria com as diretorias da Seapdr, liderada pelo secretário Covatti, defensor da Emater”, e parabenizou agricultores, pecuaristas e entidades parceiras da agropecuária, além da pesquisa, das federações, “e às políticas públicas, que chegam até as propriedades rurais através da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) da qual representamos, dando vazão aos serviços pelos quais somos contratados”, disse Sandri, que estendeu os parabéns aos extensionistas envolvidos na coleta e divulgação das informações.

    Segundo o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, a safra deste ano está “excepcional”. Os dados apresentados foram coletados na primeira quinzena de março. “É importante ressaltar que estão baseados na tendência apresentada pelas produtividades médias municipais registradas nos últimos dez anos e, por isso, estão muito acima do resultado obtido na última safra, prejudicada pela estiagem”.

    Confira a estimativa final dos grãos de verão no RS:

    • Soja
      • Área: 6 milhões ha (+1,56%)
      • Produção: 20,20 milhões ton (+80,02%)
      • Produtividade: 3,32 ton/ha (+76,63%)
    • Milho Grão
      • Área: 796,2 mil ha (+5,9%)
      • Produção: 4,32 milhões ton (+4,16%)
      • Produtividade: 5,43 ton/ha (-2,97%)
    • Feijão 1ª safra
      • Área: 37,4 mil ha (+1,23%)
      • Produção: 51,5 mil ton (-4,87%)
      • Produtividade: 1,37 ton/ha (-6,34%)
    • Feijão 2ª safra
      • Área: 23,4 mil ha (+0,82%)
      • Produção: 31,5 mil ton (+19,80%)
      • Produtividade: 1,34 ton/ha (=14,1%)
    • Milho Silagem
      • Área: 351,8 mil hectares (-0,66%)
      • Produção: 9,82 milhões ton (+8,84%)
      • Produtividade: 27,9 ton/ha (+9,33%)

    Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural – Seapdr

    https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • OS DESAFIOS DA VARIAÇÃO DO PREÇO DO LEITE

    No mês de fevereiro, o preço do leite ao produtor fechou, pela primeira vez em seis meses, abaixo de R$ 2 por litro – a “Média Brasil” líquida foi de R$ 1,9889/litro. Com isso, a baixa no acumulado do primeiro bimestre chegou a 7,5%, em termos reais (descontando a inflação pelo IPCA de fevereiro/21). Esse movimento de queda no campo deve persistir em março, influenciando, portanto, as cotações do leite que foi captado em fevereiro. Expectativas de agentes do setor indicam que o recuo no preço deve ser em torno de 2,5%, o que, caso se concretize, resultaria em diminuição de 9,8% no acumulado do primeiro trimestre de 2021.

    Ainda assim, os valores registrados neste primeiro trimestre superam os do mesmo período de anos anteriores, representando recorde da série histórica do Cepea (iniciada em 2004). A média deste trimestre supera em 34,5% a do mesmo período de 2020, em termos reais.

    A desvalorização do leite no campo se deve ao enfraquecimento da demanda por lácteos, dado o contexto de diminuição do poder de compra do brasileiro, do fim do auxílio emergencial para muitas famílias, do recente agravamento dos casos de covid-19 e da elevação do desemprego. Desde dezembro de 2020, observa-se intensificação da pressão exercida pelos canais de distribuição junto às indústrias para obter preços mais baixos nas negociações de derivados. E o fraco desempenho das vendas de derivados em fevereiro deve influenciar negativamente o pagamento ao produtor pelo leite captado naquele mês (e a ser pago em março).

    Quanto ao preço do leite fornecido em março e que será pago em abril, há dúvidas sobre a manutenção ou não da tendência de queda. Apesar de as cotações de muçarela terem recuado na primeira quinzena de março, houve valorização no leite UHT e no leite em pó no período. Além disso, os preços do leite spot (negociado entre indústrias) saltaram de R$ 1,95/litro na primeira quinzena de março, para R$ 2,33/litro na segunda quinzena, ou seja, expressiva alta de 19,8%. Esse cenário mostra que, mesmo com a demanda final fragilizada, a oferta de leite no campo começa a ficar limitada, o que estimula maior concorrência entre as indústrias para a compra de matéria-prima e, por consequência, preços mais elevados junto ao produtor.

    Ressalta-se que o mês de março marca, sazonalmente, um período de transição para a entressafra da produção leiteira, especialmente no Sul do País. Além do impacto climático negativo sobre as pastagens, a produção de leite deve ser prejudicada pelas menores quantidade e qualidade das silagens neste início de ano, devido ao clima desfavorável no último trimestre de 2020. Ademais, a valorização considerável e contínua dos grãos (principais componentes dos custos de produção da pecuária leiteira) tem comprometido a margem do produtor leiteiro.

    É preciso considerar, também, que, diante da desvalorização do Real frente ao dólar e da alta nos preços internacionais de lácteos, as importações devem permanecer em queda, o que pode intensificar a restrição de oferta nos próximos meses.

    Fonte: CEPEA – ESALQ/USP

    https://www.cepea.esalq.usp.br/br

  • SOJA: COLHEITA SE INTENSIFICA NO BRASIL E VALORES RECUAM

    O avanço da colheita de soja no Brasil, a melhora do clima na Argentina e a falta de cota para embarcar o grão nos portos nacionais pressionaram os valores internos e também os prêmios de exportação da oleaginosa na semana passada, conforme indicam pesquisadores do Cepea.

    No campo, em Mato Grosso, o baixo volume de chuva no início da semeadura de soja e, depois, o excesso das precipitações na colheita elevaram a quantidade de grãos avariados e com excesso de umidade, o que pode resultar em descontos nos valores pagos.

    No Paraná, produtores consultados pelo Cepea indicam que um pequeno volume dos primeiros grãos colhidos estava avariado, mas isso não deve impactar na produção total do estado.

    Já no Rio Grande do Sul, o déficit hídrico e o aumento dos casos de pragas e fungos nas lavouras de soja preocupam agricultores. O estado gaúcho é o que mais apresentou focos de ferrugem asiática nesta temporada.

    Fonte: www.cepea.esalq.usp.br

  • MICROSOFT: HABILIDADES DIGITAIS SERÃO FUNDAMENTAIS NO MEIO RURAL

    A disposição de habilidades para lidar com as ferramentas digitais serão fundamentais no meio rural, de acordo com o documento “Habilidades digitais no meio rural: Um imperativo para reduzir desigualdades na América Latina e no Caribe”, elaborado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Microsoft.

    Levando em consideração parâmetros baseados em dados da União Europeia (2020), o aumento de 1% nas competências simples de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) é associado a um aumento de 2,5% na produtividade do trabalho e um aumento de 1% nas competências complexas, a um aumento de 3,7% na produtividade do trabalho. No entanto, o estudo apresentado revela que 30,5% da população urbana em países pesquisados são capazes, por exemplo, de enviar uma mensagem pela internet com um arquivo anexado, contra apenas 14,1% no campo.

    Além disso, 37,6% das pessoas no campo em países pesquisados não usam a internet porque não sabem como; 13,5% por não ter acesso a um dispositivo e 26,2% por não saber o que é internet. “Os 16 milhões de agricultores familiares que vivem e trabalham nas áreas rurais da América Latina e do Caribe são a espinha dorsal da agricultura, atividade que garante a segurança alimentar e nutricional da região”, ressaltou o diretor-geral do IICA, Manuel Otero.

    “É dever de todos derrubar as novas barreiras que impedem o acesso dos agricultores e das agricultoras ao conhecimento, algo decisivo para melhorar a produção e a renda, e para garantir às suas famílias e às próximas gerações a educação, o trabalho e o enraizamento nos territórios”, complementou.

    Para Luciano Braverman, diretor sênior de educação da Microsoft para a América Latina, a aceleração da adoção de tecnologia terá um grande impacto na força de trabalho. “Não há dúvida de que está sendo criada uma necessidade direta de empregos muito conectada à tecnologia em todas as indústrias. A maioria dos novos empregos tem um componente tecnológico muito importante. Enfrentamos esse desafio, pois muitos dos empregos do futuro ainda não foram inventados e o desenvolvimento dessas novas habilidades para preenche-los é cada vez mais importante”, indicou.

    “O acesso à tecnologia e o domínio das habilidades digitais são condições necessárias para uma transição e adaptação a empregos do futuro que ofereçam mais prosperidade para nossas comunidades e mais equidade para todos. Sabemos das enormes lacunas que caracterizam o setor rural e, dentro deste setor, as desvantagens que as mulheres enfrentam. No BID, estamos trabalhando prioritariamente para a recuperação econômica que é justamente a recuperação para uma sociedade em que as lacunas na participação no trabalho e na participação econômica feminina sejam menores do que as que tínhamos antes. O potencial, as habilidades e o dinamismo das mulheres, devem estar no centro da recuperação econômica da região”, finalizou María Caridad Araujo, chefe da divisão de gênero e diversidade do BID.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/

  • AGRO GERA MAIS DE 30 MIL EMPREGOS EM JANEIRO

    Foram divulgados nesta terça-feira (16), pelo Ministério da Economia, os números do Cadastro Geral de Desempregados (Caged) referentes a janeiro de 2021.

    O Brasil abriu 260.353 vagas de emprego com carteira assinada no mês. O total de empregos com carteira no país somou 39.6 milhões em janeiro, o que representa uma variação de 0,66% em relação ao mês anterior. O resultado representa o melhor desempenho de janeiro dos últimos 30 anos. Até então, a maior geração de empregos formais, para meses de janeiro, havia sido registrada em 2010 (+181.419 vagas).

    Os cinco setores tiveram alta. O maior número de vagas geradas foi na indústria, com mais de 90 mil postos. Em segundo vem o setor de serviços com mais de 83 mil vagas. Em terceiro aparece a construção civil, com mais de 43 mil postos. A agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aqüicultura vem em quarto com mais de 32 mil vagas preenchidas e, por fim, em quinto o setor de comércio com 9 mil postos.

    Na agricultura as colheitas de soja e de maçã demandaram mais profissionais. Nos pomares foram 12.222 contratações e nas lavouras da oleaginosa 9.194. A região que mais contratou no agro foi o Sudeste, com 17.569 pessoas, seguido do Sul com 10.539 pessoas. O Centro-Oeste contratou 5.755, o Norte 388 trabalhadores e o Nordeste foi o único que teve queda de -1.265 trabalhadores.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/