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  • Soja cai mais de 1% em Chicago nesta 6ª com melhores chuvas na América do Sul

    Os preços da soja registram baixas de quase 2% na Bolsa de Chicago nesta manhã de sexta-feira (22). Por volta de 7h25 (horário de Brasília), as cotações cediam entre 20 e 23,25 pontos, com o março já valendo US$ 13,47 e o maio, US$ 13,46 por bushel. A baixa acumulada nesta semana já é a mais intensa em mais de um mês, de acordo com informações da Reuters Internacional.

    Analistas e consultores atribuem as baixas intensas ainda à pressão que as chuvas melhores na América do Sul trouxeram nos últimos dias. As condições das lavouras, principalmente na Argentina, melhoraram consideravelmente e deram espaço para a realização de lucros e para vendas de posições por parte dos fundos investidores.

    “Os mercados de grãos e soja estão revertendo parte da tendência altista observada nas últimas semanas”, diz um analista à Reuters. O que ainda limita o movimento continua sendo o cenário apertado de oferta e demanda, e que não deverá ser revertido ainda nas próximas safras.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Representantes legais dos caminhoneiros descartam greve

    Representante legal da categoria no Brasiil, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) se posicionou contrária à realização de uma greve dos caminhoneiros no próximo dia 1º de fevereiro de 2021. O movimento foi insuflado por entidades menos representativas, tais como Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), além de alguns poucos sindicatos locais.

    O Ministério de Infraestrutura do governo Bolsonaro também já descartou a possibilidade de uma greve. Assessores da pasta dizem que o relacionamento com a categoria é bom e o momento de pandemia exige sensibilidade com a importância do transporte de itens de necessidade. Confira a nota da CNTA na íntegra:

    Posicionamento da CNTA sobre a convocação de paralisação dos caminhoneiros para o dia 1º fevereiro de 2021

    A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) vem a público se posicionar contrária à convocação de paralisação divulgada para ocorrer no dia 1º de fevereiro de 2021.

    O posicionamento da entidade, que tem a representação legal da categoria, segue o parecer emitido por toda a sua base representativa, formada por federações e sindicatos de todo território nacional.

    A CNTA entende que apesar das dificuldades dos caminhoneiros, este não é o momento ideal para uma paralisação, principalmente, em virtude da delicada realidade que o País está passando. A entidade acredita que o atual cenário é propício para o fortalecimento do trabalho do caminhoneiro e a sua contribuição para o enfrentamento da pandemia.

     Dentre os fatores analisados pela entidade para estabelecer tal posição, estão:

    I – Pandemia da Covid-19 e seus riscos

        • Uma paralisação pode acarretar aglomeração e aumentar o risco de contaminação dos caminhoneiros, familiares e da população em geral;
    • A paralisação das atividades da categoria afetará a circulação de mercadorias, produtos farmacêuticos, alimentos e insumos para indústria, comércio e agricultura. Tal fato, pode impactar significativamente no combate e tratamento da doença;
    • O impacto no fluxo de mercadorias e matéria-prima pode agravar a situação econômica do País em um momento delicado, gerando incertezas na área da indústria e comércio, prejudicando a geração de emprego e renda.

    II – Cenário positivo para o transporte rodoviário de cargas e para o transportador autônomo

        • Início da safra de soja com aumento de área de 3,4%, segundo dados da Conab, o que torna o período um dos melhores para a demanda de trabalho da categoria;
    • O mercado de vendas de caminhões novos e usados altamente aquecido, a falta de caminhoneiros empregados nas transportadoras, além do constante aumento de inclusões de novos registros de caminhoneiros  autônomos na ANTT, demonstram que o mercado de transporte rodoviário de cargas está em plena expansão econômica, tornando o cenário com boas perspectivas de oferta  de frete para o caminhoneiro.

    III – Relacionamento com o Governo

        • O transporte rodoviário de cargas tem sido foco de diálogo e projetos constantes pelo Governo. A CNTA foi inserida em diversas discussões que possibilitaram uma abertura de diálogo inédita com apresentação de demandas específicas que beneficiarão o caminhoneiro autônomo.

    IV – Sobre a convocação de uma greve

        • A decisão sobre eventual paralisação é prerrogativa exclusiva da categoria, manifestada em assembleias geral especialmente convocada para este fim e formalizada por uma entidade legalmente constituída (sindicatos);
    • Uma greve deve ser pautada pelo interesse coletivo da categoria e não por interesses pessoais e políticos de indivíduos com fins de autopromoção;
    • A entidade enfatiza que o caminhoneiro pode e deve procurar a solução de muitas das suas insatisfações de modo regional. Para isso, a categoria pode contar com o apoio e atuação das entidades representativas, como sindicatos e federações.
    • A CNTA também ressalta a necessidade de que haja responsabilidade na divulgação sobre uma paralisação, pois tal decisão pode causar instabilidade e insegurança na categoria e na população de modo geral, e isto, pode ter um resultado contrário ao objetivo da promoção de uma greve.

     Por fim, a CNTA tem como obrigação esclarecer e tornar público os fatos, evitando ansiedade e sofrimentos adicionais desnecessários da categoria bem como de toda a sociedade brasileira, além dos já enfrentados durante esta pandemia.

    A entidade sempre apoiará movimentos que reflitam os interesses coletivos e a vontade da maioria da categoria seguindo o respeito à ordem pública, as instituições, as leis e a sociedade como um todo.

    A CNTA acredita que a deflagração de uma greve, especialmente de caminhoneiros, deve ocorrer somente quando esgotadas todas as alternativas plausíveis de discussão e negociação.

    Fonte: Agrolink.

  • Soja ameniza perdas, mas segue operando no vermelho na Bolsa de Chicago nesta 4ª

    A baixa dos preços da soja continua na Bolsa de Chicago nesta tarde de quarta-feira (20), porém, um pouco mais amena do que o recuo registrado mais cedo. Por volta de 13h50 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 18 e 20,25 pontos nos principais vencimentos, levando o março a US$ 13,67 e o maio a US$ 13,65 por bushel. Em duas sessões, os futuros da oleaginosa já perderam mais de 60 centavos de dólar.

    O mercado ainda reflete, segundo analistas e consultores, a melhora das condições de clima na América do Sul, com chuvas mais volumosas e bem distribuídas, exerce pressão sobre as cotações, e alimenta uma realização de lucros com o ajuste de posições por partes dos fundos de investimentos e que já vinha sendo esperada na sequência de altas fortes.

    Além do clima sul-americano, os traders refletem ainda, como explica a Agrinvest Commodities, a volta dos lockdowns na China – em função do aumento do número de casos de Covid-19 – e os impactos que as medidas poderiam gerar sobre a demanda. Além disso, também na nação asiática, as margens das indústrias processadoras diminuiu, os mercados também passam por recuos e a pressão, consequentemente, chega à CBOT.

    “Há uma demanda grande e real por alimentos e até que haja produção suficiente para baixar estes preços e corrigir esse cenário fundamentalista, esse patamar de preços favoráveis deve continuar”, explica Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing.

    E os Estados Unidos já comprometeram mais de 91% de seu total estimado para ser exportado no ano comercial 2021/22, de pouco mais de 60 milhões de toneladas.

    “Vamos manter o foco sobre os relatórios de exportações. Não há grandes mudanças nas notícias e nos números que pudessem alimentar essas vendas intensas de posições que foram iniciadas ontem. O quadro de oferta e demanda continua favorável aos altistas”, explica Al Kluis, da Kluis Advisors ao Successful Farming.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • MetSul: La Niña afeta o regime de chuvas no RS, mas deixa Paraná e Santa Catarina em alerta pra chuva forte nos próximos 10 dias

    Esteal Sias, meteorologista da Metsul, destacou em entrevista ao Notícias Agrícolas que o regime de chuvas na região sul do Brasil continua sob influência de um La Niña. Segundo a especialista, a partir de agora o Rio Grande do Sul deve registrar um corte expressivo nas precipitações, enquanto Santa Catarina e Paraná tem previsão de muita chuva para os próximos dias.

    Para o Rio Grande do Sul, Estael destacou que apenas o extremo norte do estado pode se beneficiar de algumas chuvas. “Ainda assim, é importante ficar em alerta levando em consideração que entre março e maio o corte nas chuvas acontece devido a chegada do outono, o que pode comprometer ainda mais a condição do RS”, afirma.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Cotações do milho operam em campo misto na B3 nesta 3ªfeira

    Os preços futuros do milho passaram a operar em campo misto na Bolsa Brasileira (B3) nesta terça-feira (19). As principais cotações registravam movimentações entre 0,40% negativo e 0,71% positivo por volta das 11h43 (horário de Brasília).

    O vencimento março/21 era cotado à R$ 88,80, com queda de 0,40%, o maio/21 valeu R$ 85,03 com perda de 0,37%, o julho/21 era negociado por R$ 78,50 com alta de 0,71% e o setembro/21 tinha valor de R$ 76,25 com elevação de 0,46%.

    De acordo com análise da Agrifatto Consultoria, a estabilidade está presente para o preço do milho no Brasil. “A alta vertiginosa das últimas semanas afastou os compradores, que, com a manutenção das cotações na casa dos R$ 84,50/sc, se mantêm distantes de novas compras. A oferta escassa dificulta a desvalorização do cereal no Brasil”.

    Mercado Externo

    Já os preços internacionais do milho futuro perderam força na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 1,75 e 4,50 pontos por volta das 11h32 (horário de Brasília).

    O vencimento março/21 era cotado à US$ 5,29 com baixa de 1,75 pontos, o maio/21 valia US$ 5,32 com queda de 2,75 pontos, o julho/21 era negociado por US$ 5,28 com perda de 3,25 pontos e o setembro/21 tinha valor de US$ 4,81 com desvalorização de 4,50 pontos.

    Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho sentiram uma rodada de realização de lucros. Porém, as perdas foram limitadas por um volume recorde de importações chinesas de milho dos Estados Unidos em 2020.

    “Os relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) da última terça-feira reacenderam uma corrida de alta no mercado de milho depois que uma safra de milho americana menor do que a esperada em 2020 reduziu os estoques para a menor margem desde o ano comercial de 2013/14. A notícia, somada às preocupações com a quebra de safras no Brasil e na Argentina, aumentou o interesse dos compradores no mercado de milho”, explica a analista Jacqueline Holland.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Clima traz mudanças na safra de verão; fevereiro terá chuvas fortes no Sul/Sudeste e menos chuvas no Centro-Oeste e Matopiba, confirma Climatempo

    O aquecimento das águas do Atlântico e a continuidade das águas frias no Pacífico (La Niña) modificaram o panorama climático da safra de verão, explica João Castro, agrometeorologista da Climatempo/Agroclima.

    — ” Se antes havia o temor de corte nas chuvas para o sul e sudeste do País, agora os modelos mostram exatamente o contrário. Teremos muita chuva sobre o sul do País e chuvas abaixo da média do Brasil Central para cima. Chamamos a atenção principalmente do Matopiba, que vai vivenciar períodos de estiagens cada vez mais frequentes pelo menos até março”.

    Os modelos rodados pelo NOAA (serviço meteorológico dos Estados Unidos), mais os estudos da equipe de meteorologistas da Climatempo confirmam que o INMET já antecipou ao Notícias Agrícolas: mudança surpreendente nas previsões, provocada principalmente pelo aquecimento das águas do Atlântico Sul.

    — “Vejam as simulações, a massa de água quente é enorme na costa do Rio Grande do Sul, isso provoca a formação de muita umidade para a região. Também com a ajuda da umidade que vem da Amazônia — que, na verdade, são frentes úmidas que entram pelo Atlântico Norte e rebatem na Cordilheira dos Andes, está sendo formado um corredor de umidade que permanecerá praticamente por todo o verão no centro sul do Brasil.” diz João Castro.

    No entanto, o agrometeorologista considera impactante também o corte das chuvas para o Norte/Nordeste e Centro-Oeste do País:

    –“Não é que não haverá chuvas para essas regiões, mas elas diminuirão de intensidade. De agora em diante as frentes vão encontrar resistência para subir até o Matopiba; em compensação, teremos muitas chuvaradas no sul do País”.

     

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Veja como fica o tempo nesta sexta-feira (15)

    Nesta sexta-feira (15/01) o predomínio do sistema da Alta da Bolívia ainda atua de forma significativa sobre o continente, mantendo as instabilidades de altitude em boa parte do país. Em conjunto, o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) ganhou força e está centrado no estado da BA. Esses sistemas, são vórtices que ficam nas camadas mais altas da atmosfera, e nas bordas desses vórtices os ventos ficam mais intensificados gerando instabilidades nas camadas abaixo. Além disso, temos o retorno dos jatos de baixos níveis, levando ar quente e úmido da região amazônica em direção ao centro-sul do país.

    As instabilidades nas partes mais altas da atmosfera, em conjunto com o forte calor próximo à superfície e umidade disponíveis, serão os ingredientes para as chuvas no norte do país. Principalmente no setor oeste do estado do AM, AC, RR, sul do PA e no estado do TO, que também estará com as instabilidades influenciadas pelo VCAN. No norte do PA e RO, há condição para chuvas isoladas sem acumulados significativos. No AP, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), continua atuando de forma significativa, portanto o tempo segue instável, com condiç?os para chuvas volumosas no litoral do estado.

    Na região nordeste, devido à atuação do VCAN, a previsão é de acumulados expressivos no litoral, sul e oeste da BA, e entre os estados do MA e PI. Entretanto, como o VCAN impede a formação de nuvens de chuva no seu centro, nas áreas entre o norte BA ao CE o tempo segue mais seco, apenas com condição para chuva fraca e passageira nos litorais de PB, PE e RN.

    No centro-oeste, as chuvas ficarão bem distribuídas em todos os estados e no Distrito Federal. Essa condição se dá devido ao transporte de ar quente e úmido da região amazônica pelos jatos de baixos níveis, semelhantes a rios voadores, além das instabilidades provocadas pelo calor em superfície, uma região de baixa pressão entre o Paraguai e MS e a influência da Alta da Bolívia nas partes mais altas da atmosfera. Com isso, em praticamente todo o estado do MT há condições para chuvas, e na faixa oeste do estado esses acumulados podem chegar aos 50mm. No estado do GO, os volumes mais significativos ficam no setor centro-sul e nas áreas adjacentes ao estado de MG. Já em MS, os acumulados mais expressivos ficarão entre o centro-sul e leste do estado.

    O fluxo de umidade dos jatos de baixos níveis, também contribui para os volumes de chuvas no sudeste. Principalmente entre o leste de SP, que além da umidade amazônica, recebe a umidade do mar trazida pela circulação marítima. Em MG e no RJ a condição de chuva se mantém, porém com volumes menores do que os registrados nos últimos dias.

    A umidade marítima também predomina no tempo entre SC e PR, principalmente na faixa leste dos estados. E essa condição deixa o tempo mais encoberto com a possibilidade de chuva a qualquer momento. No RS uma massa de ar quente e seco será predominante, elevando gradativamente as temperaturas, indicando a aproximação de um novo sistema de baixa pressão que dará origem a uma nova frente fria no sábado.

    A presença do jato de baixos níveis (JBN) e o sistema de baixa pressão, vai provocar mudanças no tempo em parte do RS no sábado (16/01), onde haverá temporais isolados. Por conta disso, frente fria irá se formar no final do dia do sul ao oeste do RS e reforçará as instabilidades, resultante da influência do sistema de baixa pressão na região do Chaco e os fortes ventos nas camadas mais altas da atmosfera. Essas instabilidades influenciarão o tempo no RS e o PR e no MS, a medida que avançará no decorrer do dia 17, onde haverá condições para pancadas de chuva forte com chance de temporais isolados, sendo que do sul ao oeste do RS o tempo começará a ter pouca nebulosidade a partir da tarde. No dia 18 a instabilidade estará alinhada entre o MS e SC, e deverá provocar chuva forte em MS, em SC e no PR, com chance de acumulados expressivos do centro ao nordeste e ao litoral do PR.

    Confira o Mapa de Chuvas para esta sexta-feira:

     

    Temperaturas Máxima do Dia:

    Informações da equipe Agrotempo

  • Soja trabalha em alta nesta manhã de 5ª feira em Chicago de olho na força dos fundamentos

    Os preços da soja voltam a subir na Bolsa de Chicago nesta manhã de quinta-feira (14), depois de realizar lucros na sessão anterior. Por volta de 7h50 (horário de Brasília), os contratos mais negociados ganhavam entre 8,75 e 11,75 pontos, levando o março a US$ 14,15 e o julho a US$ 13,98 por bushel.

    Depois da disparada da terça e da correção da quarta-feira, o mercado se volta novamente a seus fundamentos e ajusta suas posições à espera de novas notícias. No foco principal permanece o clima na Argentina – ainda muito seco e castigando o nova safra do país. Paralelamente, atenção ainda ao comportamento da demanda, em especial nos EUA, onde as vendas voltaram a ser mais frequentes nesta semana.

    Os traders acompanham também a direção do dólar, tanto frente ao real quanto diante de outras divisas, a questão da inflação dos alimentos que vem sendo registrada em todo mundo, que poderia vir, em determinado momento, a racionar a demanda por alguns produtos.

    No médio prazo, o mercado também já se prepara para as primeiras especulações mais fortes sobre a nova safra de grãos dos Estados Unidos. Já é sabido que o país deve registrar uma intensa disputa por área entre soja e milho frente, justamente, ao bom momento de preços tanto para o grão, quanto para a oleaginosa.

  • Como fica o tempo nos próximos dias

    Os sistemas meteorológicos de altitude, a cerca de 10km em relação à superfície, como a Alta da Bolívia e um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), continuam atuando e intensificando as áreas de instabilidades em parte do centro norte do Brasil. Além disso, o avanço da frente fria, posicionada no oceano, ajuda a alinhar o fluxo de umidade e consequentemente as instabilidades, principalmente na região sudeste.

    Na região norte, as chuvas ficam melhor distribuídas no estado do AM, em relação aos dias anteriores, com possibilidade de chuvas volumosas no setor ocidental do estado, bem como no AC, RO, no centro norte do estado do PA. No estado do AP a zona de convergência intertropical (ZCIT) diminui de intensidade reduzindo o volume das chuvas. No estado do TO, devido às instabilidades provocadas pelos ventos em altitude, há condições temporais localmente fortes, principalmente na região sul do estado. Em contraste, a região do Araguaia no PA, terá uma tendência de tempo mais seco com chuvas mal distribuídas.

    No nordeste, os ventos de altitude também provocam instabilidades desde o MA até a BA, entretanto, o tempo fica mais instável na faixa do agreste nordestino. As regiões de instabilidades têm potencial para serem localmente fortes no litoral e oeste baiano, sul de PE, e na região central entre MA e PI. Já no litoral do CE a AL, há chances de chuva fraca e passageira.

    No centro oeste, a previsão é para chuvas volumosas e bem distribuídas no estado do GO e norte matogrossense. Já no nordeste do estado do MT, o tempo segue sob o regime de uma massa de ar mais seco. No MS, uma região de baixa pressão, fortalece as instabilidades em praticamente todo o estado, com menor força na região do pantanal.

    No sudeste, as chuvas continuam concentradas entre a zona da mata mineira, norte de sp, e sul de RJ. Pela influência da frente fria no oceano, pelo fluxo de ar quente e úmido, e pelo deslocamento de ar em altitude. Esses fatores somados, são quem mantém essas condiçioes para a região.  Entretanto, no norte de MG e ES as chuvas terão menos intensidade.

    Na região sul, por conta do avanço da frente fria e a chegada de uma região de alta pressão ao sul. O tempo no RS fica firme e limpo, principalmente na parcela sul do estado. Porém as temperaturas ficam menos elevadas em comparação com os dias anteriores. Já em SC e PR, o tempo segue instável, também devido à influência do sistema frontal no oceano.

    Para os próximos dias, entre o nordeste e litoral norte de SC ao litoral do PR haverá persistência da chuva até o dia 15, podendo resultar em acumulados expressivos neste período. As instabilidades em parte do centro e sudeste do país continuarão a se alinhar pelo interior e norte do país, as instabilidades em altitude, devido a Alta da Bolívia e o VCAN, além do calor.

    A partir de sexta-feira (15/01), o sistema frontal não influenciará mais no país, mas o avanço de novas instabilidades manterão a condição de chuvas em parte do centro-sul do Brasil, de forma menos significativa. Estes sistemas continuarão a se alinhar pelo interior e norte do país. A presença do jato de baixos níveis (JBN) e um cavado (região alongada de baixa pressão) influenciará o tempo em parte do RS no sábado (16/01), onde haverá temporais isolados, principalmente na metade sul a partir da tarde. Com isso, uma onda frontal se formará entre o Uruguai e o RS, onde formará uma frente fria no final do dia do sul ao oeste do RS e reforçará as instabilidades.

     

    Material com base em informações equipe Agrotempo

  • Soja testa movimento mais contido em Chicago nesta 4ª feira após fortes ganhos

    O mercado da soja trabalha de forma muito mais tímida e contida nesta manhã de quarta-feira (13) na Bolsa de Chicago, depois das altas de quase 50 pontos registradas na sessão anterior na sequência da divulgação dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

    Assim, por volta de 7h35 (horário de Brasília), as cotações registravam estabilidade, subindo entre 0,75 e 1 ponto nos principais vencimentos, com o março sendo cotado a US$ 14,19 e o julho a US$ 14,00 por bushel. A exceção fica pelo janeiro, que subia 13,75 pontos para ser cotado a US$ 14,35.

    Os traders acompanham os desdobramentos dos novos dados trazidos nesta terça (12) que sinalizaram safras menores nos EUA, na Argentina e mundial, além dos estoques finais também muitos ajustados no mundo todo. Assim, para analistas e consultores, os preços têm espaço para alcançancar patamares ainda mais elevados.

    Afinal, o mercado segue acompanhando o clima adverso na América do Sul, com foco ainda nas perdas sendo registradas, principalmente, na Argentina, o comportamento da demanda, e as primeiras especulações sobre a disputa por área nos EUA para a safra 2021/22.