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  • Saiba como é a evolução da fertilidade do solo

    A Fertiláqua tem realizado semanalmente transmissões online com representantes do seu corpo técnico e especialistas do agronegócio para debater principais pontos da agricultura e auxiliar os produtores com dicas e orientações que, até então, eram dadas no campo.

    Mais uma Live “DM em Campo” foi ao ar com a participação dos especialistas em solo Dorotéia Ferreira e Eduardo Cancellier. A mediação foi feita pelo coordenador de desenvolvimento de mercado da Fertiláqua, Caio Alves. O tema desta edição foi “Evolução da fertilidade do solo: Integração do sistema”.

    Dorotéia iniciou traçando uma linha do tempo desde o início das análises de solo, por volta de 1889. No cerrado brasileiro, os primeiros experimentos datam de 1900, quando testaram tratamentos com fontes de nutrientes e mediu-se o desenvolvimento da planta e a produção. Nas décadas de 60 e 70, foram iniciados os programas para avaliar as formas analíticas, e as análises de tecido vegetal e de foliar são dos anos 80.

    O Brasil por ser muito diversificado apresenta uma mescla de solos em seu território e por isso cresceu a necessidade de manejo de solo e de entender quais tecnologias podem ser inseridas nele. “O sul, com sua temperatura mais amena, retarda a decomposição acelerada de resíduos e, sendo pioneiro em Plantio Direto, soube construir a fertilidade. No cerrado, foi necessária a abertura de ambientes, e com isso fez-se adubação e calagem, uma vez que se sabia que a restrição era química, pois são solos bem profundos e drenados, porém naquele momento com equilíbrio biológico. E na região de nordeste, semiárida, a genética dos solos não ajudam muito, mas colocando água e trabalhando o manejo, a planta responde”, explica Dorotéia.

    Já os trabalhos em calagem e adubação datam do fim da década 70. Segundo Eduardo, a calagem deve ser a primeira ação a se utilizar, pois a partir do momento em que se realiza a correção da acidez do solo, se melhora a disponibilidade de diversos nutrientes.

    A análise de solo é um artifício criado para tentar imitar o que a planta faz. Nem a melhor análise de solo no mundo é tão boa quanto o que a planta nos ‘fala’, com relação a fertilidade do solo. “Todo conhecimento veio sendo construído e tabelado. Porém, o nível de manejo aprimorou-se tanto que se precisa renovar o trabalho. Ainda nos prendemos na análise tradicional do solo. A ciência já tem novos conceitos, métodos e formas de ver o solo, mas ainda por padronização, tem dificuldade de adotar novas ferramentas”, comenta o especialista.

    Uma das novas formas adotadas por agricultores atualmente é o sistema de integração, mas, de acordo com Dorotéia, é um trabalho ainda pontual e que necessita ir para grandes áreas: “Nele, quando há mudança de cultura, trabalha-se a adubação de manutenção, repõe o que a planta extraiu, e aproveita-se outras fontes de fornecer nutrientes para planta. Integra os componentes do sistema, física, química e biologia”.

    Para um solo de qualidade, um dos pontos a se observar é a disponibilidade de nutrientes. Os ácidos orgânicos, provenientes da decomposição de matéria orgânica e presente nos produtos a base de ácidos húmicos e fúlvicos, são complexantes naturais e ajudam na movimentação de alguns nutrientes, como cálcio, potássio e magnésio. Os nutrientes que possam estar com baixa disponibilidade no solo podem ser complexados por moléculas orgânicas e ter sua disponibilidade aumentada para absorção da planta. Mas, os especialistas destacam que não basta só ter o nutriente no solo, tem que se preocupar em como será disponibilizado para a planta.

    Além disso, outros fatores interferem para que a fertilidade seja voltada para a planta e garanta a produtividade: componentes que atuam no sistema como um todo, favorecendo disponibilidade de nutrientes, desenvolvimento radicular, ativação biológica e a proteção de plantas.

    “Lavouras de alta produtividade devem ter como base o perfil de solo bem corrigido em termos de acidez e de alta disponibilidade de cálcio em profundidade para não impedir o crescimento do sistema radicular, com equilíbrio na relação cálcio, magnésio e potássio”, afirma Eduardo.

  • Mapa publica zoneamento das culturas da soja e do girassol

    Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou hoje (29) no Diário Oficial da União as portarias números 145 a 160 que estabelecem o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da soja.  O objetivo é reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e também o risco fitossanitário causado pela ferrugem asiática da soja. O Zarc leva em conta recomendações de instituições de pesquisa e órgãos estaduais sobre medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio para reduzir os riscos relacionados aos aspectos fitossanitários.

    A principal novidade nas portarias de soja são as novas cultivares indicadas por grupo de maturação e Unidade da Federação (UF). Para a safra 2020/2021, no total, 9.356 indicações foram feitas, considerando que a mesma cultivar pode ser indicada para diferentes UFs, número 15% superior a safra passada, desse montante de indicações 64% são referentes a cultivares do Grupo 1, indicando que o desenvolvimento de cultivares precoces vem ganhando destaque junto aos obtentores.

    Na última sexta-feira, dia 22 de maio de 2020, também foram publicadas as portarias de Zarc números 125 a 144, da cultura do girassol, que apresenta características de boa tolerância ao estresse hídrico, dessa forma, se encaixa em sistemas de produção que realizam duas safras.

    Com a publicação do Zarc de girassol e soja, o Mapa finaliza o cronograma de publicações de portarias do mês de maio de 2020, cumprindo com o objetivo de divulgar com pelo menos 90 dias de antecedência ao plantio. Dessa forma, os produtores rurais e os agentes financeiros têm uma melhor segurança para o fechamento de contratos de seguro e crédito rural para a safra 2020/2021.

    Mesmo com a pandemia do Covid-19, os serviços, que envolvem desde o estabelecimento da metodologia e aplicação da modelagem até o recebimento de informações de cultivares e publicação no Diário Oficial da União, foram realizados de forma remota por meio de sistemas de informação, o que permitiu, neste ano, a antecipação da publicação das Portarias de Zarc para a safra de verão subsequente.

  • Laboratório de Análise de solos da CCGL auxilia na produtividade da lavoura

    Local trabalha em conformidade com métodos oficiais e possibilidade de acompanhamento online das amostras

    A análise de solo é o instrumento essencial para o diagnóstico da lavoura. De posse de uma boa análise o produtor é capaz de tomar decisões mais assertivas para a correção do seu solo, fator fundamental para a obtenção de altas produtividades. Pensando nisso, o Laboratório de Análise de Solos da CCGL oferece resultados precisos, em conformidade com métodos oficiais, qualidade e transparência.

    O laboratório possuí credenciamento junto a Rede Oficial de Laboratórios de Análise de Solo e de Tecido Vegetal dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina (ROLAS) e realiza análises seguindo rigorosos padrões de qualidade, além de contar com uma estrutura moderna e informatizada, que permite que seus clientes acompanhem o andamento de suas amostras em tempo real, exportem os resultados em planilhas, bem como, imprimam os laudos com selo e assinatura digital.

    Conforme o Gerente de pesquisas da CCGL – Geomar Corassa, a análise de solo deve ser entendida como base do processo produtivo, ela é o exame da lavoura. Por meio da análise química, o produtor pode diagnosticar de forma precisa a necessidade de uso de corretivos e fertilizantes, o que permite um melhor planejamento das intervenções, além é claro, de evitar o uso de insumos desnecessários. Solo corrigido é sinônimo de maior produtividade – explica Geomar.

    Outro ponto importante, é que se considerarmos o custo da análise de solo comparada a sua importância para produtividade agrícola, fica muito claro que estamos falando que um diagnóstico muito acessível. As informações sobre a forma correta de para realizar a coleta das amostras, momento e profundidade de amostragem podem ser obtidas junto a sua cooperativa.

    O laboratório realiza análises químicas de solo (macro e micronutrientes) e análises granulométricas (física). Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (55) 3321.9449 ou e-mail [email protected]

  • Abelhas aceleram floração perfurando plantas

    A primavera começou mais cedo do que nunca este ano, acompanhada por temperaturas mais típicas do início do verão. Muitas plantas já estavam em plena floração em meados de abril, cerca de três a quatro semanas antes do normal. Esses tipos de anomalias sazonais estão se tornando mais frequentes devido às mudanças climáticas, e a incerteza resultante ameaça interromper o momento de relações mútuas entre plantas e seus polinizadores de insetos, explicou Peter Rüegg, da ETH Zurique.

    Uma equipe de pesquisa liderada pelos professores da ETH, Consuelo De Moraes e Mark Mescher, descobriu que um comportamento peculiar do zangão pode ajudar a superar esses desafios, facilitando a coordenação entre as abelhas e as plantas que polinizam. O grupo descobriu que as abelhas trabalhadoras usam suas peças bucais para comprimir as folhas das plantas que ainda não floresceram e que o dano resultante estimula a produção de novas flores que florescem mais cedo.

    “Trabalhos anteriores mostraram que vários tipos de estresse podem induzir plantas a florescer, mas o papel dos danos das abelhas na aceleração da produção de flores foi inesperado”, diz Mescher.

    Os pesquisadores notaram o comportamento durante outras experiências de um dos autores, Foteini Pashalidou, onde os polinizadores morderam as folhas das plantas de teste na estufa. “Em uma investigação mais aprofundada, descobrimos que outros também observaram esses comportamentos, mas ninguém havia explorado o que as abelhas estavam fazendo nas plantas ou relatado um efeito na produção de flores”, explica Mescher.

    Após suas observações, os pesquisadores da ETH desenvolveram várias novas experiências de laboratório e também realizaram estudos ao ar livre usando colônias de abelhas comercialmente disponíveis, que geralmente são vendidas para polinização de culturas agrícolas e uma variedade de espécies de plantas.

  • Como a inovação pode ser decisiva no agronegócio?

    A inovação vem ocupando um espaço central em diversos setores, e até então, a questão era a necessidade de inovar para manter-se integrado a um sistema produtivo eficiente, sustentável e dinâmico.

    O artigo Como a inovação pode ser decisiva no agronegócio apresenta os aspectos e a importância de ser inovador. Veja abaixo:

    Percebemos cada vez mais a importância da inovação em tempos como o vivido por nós hoje, quando se espera a descoberta de uma nova droga ou uma vacina que possa conter o avanço do COVID-19 e seus impactos na saúde e na economia mundial.

    O agronegócio não fica à margem dessa discussão e vem apresentando cada vez mais opções tecnológicas e inovadoras, seja para o produtor, empresários ou consumidores finais.

    No passado, o modelo tradicional de inovação caracterizava-se pelo empreendedor que tinha uma ideia, contratava pessoas, alugava uma sala, comprava móveis, equipamentos, computadores, passava de seis meses a um ano produzindo e somente depois buscava o seu consumidor final. Atualmente, quando a eficiência é um fator extremamente importante, em que não há como desperdiçar tempo, esforços e recursos financeiros, o consumidor assume um papel central no desenvolvimento de novas tecnologias e novos produtos.

    Primeiro, busca-se entender quais são os principais problemas ou necessidades enfrentadas, para depois criar soluções para satisfazê-los. Com isso, minimizam-se os riscos envolvidos no desenvolvimento de novos produtos ou serviços.

    A cultura da experimentação é extremamente importante para que se possa entender a fundo o que o consumidor precisa, e se a solução em desenvolvimento atrai o seu interesse. Somente depois de tudo isso é que se deve propor uma produção em larga escala.

    No agronegócio, o primeiro passo, e o mais importante, é manter contato constante com o seu cliente, seja ele o produtor, o empresário ou a população urbana. É preciso encurtar os caminhos, acabar com o isolacionismo produtivo, saber das necessidades, vontades, problemas e tendências para que a inovação seja efetiva e agregue valor à cadeia produtiva.

    Hoje, o produtor consegue monitorar sua produção em tempo real, ser preciso na ação de combate a pragas e doenças, em diminuir as perdas no campo e assim ser muito mais eficiente e assertivo na tomada de decisão.

    E como essas inovações afetam o agronegócio e quais as suas tendências? Atualmente, existem possibilidades enormes de mapeamento de dados, de clima, solo, cultura, pragas, etc, e o importante é conseguir transformar esses dados em informações que possam ajudar o produtor a tomar decisões mais rápidas e alinhadas aos desejos de seus clientes. São diversos os exemplos de inovação já adotadas pelo agronegócio em larga escala, seja na utilização de sensores, drones, softwares de gestão, nos modelos de negócios, ou seja, na maneira como se relaciona com o cliente e demais stakeholders. Mais importante do que saber qual inovação adotar, ou qual tecnologia implantar, é preciso saber exatamente qual a necessidade enfrentada pelo seu cliente. Então, é hora de sair do escritório ou da propriedade e fazer os que os sábios e antigos já faziam costumeiramente, conversar com seu cliente.

    Eduardo Garbes Cicconi – Gerente do Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto (SP)

    José Luiz Rampazo Filho – Sócio Diretor da Agrobrain Consultoria

    Oswaldo Junqueira Franco – Sócio Diretor da Agrobrain Consultoria

  • Vias de acesso a Cotrijuc recebem asfalto

    Nos dias 26 e 27 de maio as ruas Coronel Severo Barros e Pedro Machado foram contempladas com capeamento asfáltico.

    No início do mês de maio, Júlio de Castilhos começou a ganhar novas pavimentações em mais de 10 ruas do município. A novidade é que, desta vez, as que tem o pavimento em paralelepípedo ou que precisam de recomposição da via, ganharam uma camada de asfalto.

    As ruas de acesso a Cooperativa Agropecuária de Júlio de Castilhos – COTRIJUC, Coronel Severo Barros e Pedro Machado foram contempladas com o capeamento asfáltico através da destinação das verbas parlamentares. Fica o nosso agradecimento ao Deputado Jerônimo Pizzolotto Goergen do Partido Progressista que não mediu esforços para garantir que a obra pudesse ser realizada, e agradecemos também a Prefeitura Municipal de Júlio de Castilhos.

    A Cotrijuc é hoje a principal empresa arrecadadora da região e a principal propulsora de aporte de tecnologia e assistência técnica na sua área de atuação estando entre as 5 maiores cooperativas do RS em faturamento e captação de soja.

  • Diagnóstico irá revelar como os gaúchos nutrem sua árvore símbolo

    Um projeto de trabalho inédito e conjunto entre Emater/RS-Ascar e Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), dentro do Programa Gaúcho para a Qualidade e a Valorização da Erva-Mate, proporcionará a realização de um diagnóstico nutricional dos ervais, nos cinco polos ervateiros do Estado. O objetivo é verificar e compreender como está a situação nutricional da erva-mate, árvore símbolo do Estado, e o manejo adotado pelos produtores rurais na condução da atividade.

    De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Ilvandro Barreto de Melo, o diagnóstico proporcionará também o entendimento entre a relação da produtividade, do manejo, da fertilidade do solo e da dinâmica nutricional na planta. Em resumo, vamos saber como os gaúchos estão alimentando sua árvore símbolo, explicou.

    Neste primeiro semestre do ano serão realizadas cem amostragens de solo e cem amostragens de folhas, em 20 propriedades rurais de cada polo ervateiro. Com a análise, a equipe estima que será possível traçar o perfil localizado e a impressão técnica/científica em cada região ervateira do Estado.

    A parceria entre as instituições representa um marco importante na cadeia produtiva da erva-mate, visto focar em um elo extremamente sensível que é a fertilidade e gestão nutricional aplicada à erva-mate, nas milhares de propriedades que cultivam a planta em solo gaúcho. Enquanto a Emater, através de seus técnicos, realiza o trabalho de campo na identificação das propriedades e coleta das amostras, os pesquisadores da Seapdr realizarão as análises laboratoriais de solo e de folhas, avalia Melo.

    Os resultados obtidos servirão para criar um marco na nutrição da erva-mate, bem como para alinhavar estratégias que possibilitem correções e adequações na condução da cultura e na valorização para maior qualidade e produtividade dos ervais.

    A nutrição das árvores é uma prática com elevado grau de controle, pois está intimamente correlacionada ao equilíbrio nutricional, à sanidade, à produtividade, à perenidade, à qualidade do produto e à viabilidade econômica do empreendimento, finaliza o engenheiro agrônomo.

  • Especialista cita benefícios da dieta carnívora

    A especialista Jade Soller, considerada embaixadora da dieta carnívora no Brasil, listou uma série de benefícios de se comer carne. De acordo com ela, a carne é um alimento saudável e estava presente na dieta de ancestrais reconhecidos pela baixa incidência de doenças crônicas e pela excelente saúde.

    De acordo com ela, os principais benefícios são a perda de peso, redução de inflamações, aumento da testosterona, melhoria na digestão, melhoria na saúde mental e ajuda com acnes. “Além disso, a carnívora pode ajudar com a inflamação e fornece quantidades abundantes de nutrientes importantes para a pele como Vitamina A, DHA, Zinco e Vitamina E. Escolha alimentos ricos em nutrientes ??e com baixo teor de carboidratos, que minimizam os níveis de insulina e reduzem a inflamação, para que você obtenha uma pele mais saudável”, comentou, em um texto publicado no portal especializado suinoculturaindustrial.com.

    Outros benefícios, segundo ela, podem incluir melhora da saúde bucal, simplificação da dieta, redução na pressão arterial, diminuição dos sintomas de síndromes metabólicas, diminuição nos níveis de triglicerídeos, aumento do colesterol bom, além de gerar saciedade. “Muitas pessoas inconscientemente comem menos calorias quando só conseguem comer carne, o que facilita muito a perda de peso. Você terá o hábito de comer apenas quando precisar e de consumir apenas o suficiente para mantê-lo satisfeito”, completa.

    “Nós, humanos, somos projetados para comer uma dieta à base de carne. Carne é um alimento saudável. Sim, isso é contrário ao que nos foi ensinado. Mas seguir as “diretrizes” levou a problemas de saúde epidêmicos como obesidade, diabetes, doenças cardíacas, câncer e demência”, conclui.

  • Secretaria da Agricultura publica Instrução Normativa que reestrutura serviço de defesa agropecuária

    Instrução Normativa SEAPDR nº 11/2020

    Estrutura e organiza o serviço de defesa agropecuária do Estado do Rio Grande do Sul.

    O SECRETÁRIO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E DESENVOLVIMENTO RURAL, no uso das atribuições elencadas na Constituição Estadual, e ainda, considerando a Lei Federal 8.171, de 17 de janeiro de 1991, o Decreto Federal 5.741, de 30 de março de 2006, a Lei Estadual nº 14.733, de 15 de setembro de 2015, a Lei Estadual nº 13.467, de 15 de junho de 2010, bem como suas respectivas atualizações e regulamentações;

    Considerando a necessidade de normatizar a estruturação e a organização do serviço de defesa agropecuária do Estado do Rio Grande do Sul; Considerando os Relatórios de Auditoria QUALI-SV do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com definições técnicas e diretrizes em relação à estruturação do serviço de defesa agropecuária em território gaúcho;

    Considerando a necessidade de concretização do princípio da eficiência, com a modernização dos processos de trabalho através da organização administrativa e funcional da SEAPDR;

    Considerando as recentes e iminentes aposentadorias, especialmente as atinentes aos quadros da SEAPDR pertencentes às categorias funcionais de Fiscal Estadual Agropecuário e de Técnico Superior Agropecuário, somada à dificuldade de provimento de cargos face à suspensão da abertura de novos concursos públicos estabelecida pelo Decreto Estadual nº 54.984, de 14 de janeiro de 2020, e Decreto Estadual nº 55.211, de 29 de abril de 2020;

    Considerando a conclusão técnica da Assessoria do Departamento de Defesa Agropecuária – DDA/SEAPDR, devidamente homologada pela Direção do Departamento;

    RESOLVE:

    Art. 1º – O serviço de defesa agropecuária abrangerá todo o território do Estado do Rio Grande do Sul, com unidades estruturais definidas e organizadas na forma do art. 2º.

    Art. 2º – Para os efeitos desta Instrução Normativa, considera-se:

    I – Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA): É a unidade estrutural localizada em município-sede, podendo abranger municípios com Escritório de Defesa Agropecuária e/ou Municípios Atendidos, e que contará com serviços de, pelo menos, um fiscal agropecuário – médico veterinário.

    II – Escritório de Defesa Agropecuária (EDA): É a unidade estrutural de atendimento à comunidade local de município vinculado a uma IDA, mantido diretamente pela SEAPDR ou por convênio.

    III – Município Atendido (MA): Municípios sem EDA, mas igualmente vinculados a uma IDA.

    Art. 3º – A área de abrangência de cada IDA será definida a partir da análise dos aspectos territoriais e das características epidemiológicas dos municípios, a partir de estudo técnico realizado pelo DDA/SEAPDR, o qual poderá ser revisto a cada dois anos, observada a condição a que se refere o art. 7º desta instrução normativa.

    Art. 4º – Com base no estudo técnico referido no artigo 3º, os municípios gaúchos serão classificados de acordo com as necessidades de atenção veterinária por análise multicritério ponderada desenvolvida pelo DDA/SEAPDR e obterão pontuação numa escala de 1 a 10.

    Parágrafo único: Os critérios técnicos para mensuração da pontuação são os seguintes:

    I – Área territorial;

    II – Distanciamento da linha de fronteira internacional;

    III – Número de propriedades rurais;

    IV – Quantitativo de populacional de animais de interesse do Serviço Veterinário Oficial – SVO;

    V – Movimentação animal;

    VI – Análise de risco de ocorrência de doenças de interesse do SVO, compreendendo a introdução, manutenção e disseminação.

    Art. 5º – Cada IDA será constituída pelos municípios cuja soma de pontuação atinja, no mínimo, 2 e, no máximo, 20 pontos, sendo que a definição dos municípios que a constituem e a respectiva sede basear-se-á em critérios estruturais, administrativos e de defesa sanitária animal.

    Art. 6º – Na IDAfuncionarão: médico veterinário, na função de fiscalização agropecuária; técnico agropecuário, na função de apoio operacional e; auxiliar administrativo, na função de apoio administrativo, nos quantitativos mínimo e máximo do Anexo I, conforme a classificação do §1º deste artigo.

    §1º – AIDAserá classificada, pela soma da pontuação de seus municípios, conforme a pontuação referida no artigo 5º, da seguinte forma:

    I – Classe I: unidade com pontuação entre 02 e 03;

    II – Classe II: unidade com pontuação entre 04 e 09;

    III – Classe III – unidade com pontuação entre 10 e 20.

    §2º – Os cargos que desempenharão as funções de médico veterinário, técnico agropecuário e auxiliar administrativo serão definidos pelo Departamento de Defesa Agropecuária em conjunto com o Departamento Administrativo desta Secretaria, tendo em vista as respectivas atribuições, permitida a contratação de serviços para o exercício de função de apoio administrativo.

    §3º – Além dos médicos veterinários na função de fiscal agropecuário referidos nas classes II e III, a IDA também poderá contar adicionalmente com profissionais atuantes em Inspeção de Produtos de Origem Animal – IPOA.

    §4º – O número de profissionais constante no Anexo I poderá ser alterado, excepcionalmente, de acordo com a necessidade do serviço, desde que devidamente proposto e justificado pelo Diretor do DDA, e aprovado pela Direção-Geral.

    Art. 7º – As Supervisões Regionais de Defesa Agropecuária e as IDAs que as compõem, com seus respectivos municípios-sede, municípios com escritório e municípios atendidos, estão relacionadas no Anexo II desta Instrução Normativa, podendo ser revista após um ano de sua publicação.

    Art. 8º – Esta Instrução Normativa entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data da publicação, período no qual haverá as adequações necessárias, revogando-se as disposições em contrário.

    LUIS ANTONIO FRANCISCATTO COVATTI

    leia mais:

    https://www.agricultura.rs.gov.br/secretaria-da-agricultura-publica-instrucao-normativa-que-reestrutura-servico-de-defesa-agropecuaria

  • Como fazer uma silagem de alta qualidade

    A alimentação é o componente mais importante no custo de produção de um litro de leite e a qualidade do volumoso ofertado é de vital importância na viabilidade do processo produtivo. O engenheiro agrônomo, mestre em fitotecnia e gerente de Produto Silagem da KWS Sementes, Dimas Cardoso, tratou sobre o assunto em uma live. Ele explicou que a produção de uma silagem de alta energia ajuda a reduzir custos. “O que mais pesa no leite hoje é o concentrado. Com milho e soja em alta o concentrado já está representando cerca de 38% do custo total da produção.

    Quem não busca reduzir o nível de milho na dieta já está em 44% do custo e na atividade leiteira o ideal é não passar de 50% porque há gastos que não podem ser controlados como mão-de-obra, energia, genética. O que está na mão do produtor e que ele pode controlar é a silagem, para ter maior performance com menos”, diz.

    Com esse comentário o especialista citou outros motivos para fazer uma silagem de alta energia. Com a intensificação da atividade pecuária, automaticamente vem demandando mais produção de milho para silagem para tirar a máxima capacidade de leite por hectare. Por isso, além do custo, o produtor de leite deve observar:
    – Capacitação da equipe: qualquer erro na execução do processo pode gerar silagem ruim;
    – Segurança alimentar: uma vez que coloca os animais confinados é importante ofertar alimento de alta qualidade;
    – Saúde animal – bovinos que ruminam mais têm melhor condição reprodutiva. Na falta de fibras na dieta a performance dos animais fica comprometida;
    – Processo 100% mecanizado – desde plantio, colheita, fabricação e armazenagem;
    – Produzir na 1ª e 2ª safra – hoje é possível produzir silagem o ano todo.

    Veja no gráfico produzido pelo professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Marcos Pereira, sobre a composição da silagem.

    De 32 a 38% de matéria seca é a janela ideal de colheita para atingir uma boa silagem, que provoca boa fermentação e digestibilidade de amido no gado. A composição média é em suma energia e fibra: 40% amido e 40% fibra. A silagem é complementada com uma média de 8% proteína, 3% extrato etéreo e 4% minerais. “Da lavoura até o momento que se vai fornecer a silagem ao animal é normal ter uma perda de 15% a 20%. Isso tem que estar na conta do produtor na hora de fazer o planejamento”, aponta Cardoso.

    Culturas que podem melhorar a produção de silagem

    O pesquisador ressalta que a baixa matéria orgânica no solo gera compactação e pode exigir intervenção de máquinas como trator e escarificador, além de condição de umidade ideal. Isso pode resultar em baixa qualidade de milho e acamamento.

    Para resolver pode-se usar uma cultura de sucessão que produza palhada e raiz. Cardoso cita alguns bons exemplos:
    – Brachiaria: produz até 14 toneladas de palha e raiz e 5kg de nitrogênio por tonelada de palha além de agregar ao sistema e 50kg potássio hectare ano;
    – Sorgo granífero: além de ser tolerante à seca, rende cerca de 8 toneladas de palha e raiz;
    – Milheto: rende de 30 a 35 sacas de grãos por hectare, 4,5 toneladas de palha e 1,5 toneladas de raízes;
    – Trigo forrageiro: 2 toneladas de raízes e soca;
    – Aveia, azevém e cevada: são 4,4 toneladas de palha e 1,3 toneladas de raízes.

    Um experimento realizado em 2019 pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), no município mineiro de Cajuri, mostrou como a palhada de Brachiaria Ruziziensis refletiu na produção de silagem. As condições incluíram  29 dias de seca em janeiro e temperatura média 4 graus acima.  O resultado foi de 2,3% a mais de silagem e 4,5 mil kg de leite por hectare. “Nesse ensaio o número era pra ser até maior porque quando removida a cobertura, as raízes da brachiaria ficaram mas de qualquer forma mostra o efeito da cobertura em  segurar umidade, filtrar nutrientes e diminuir compactação do solo”, finaliza o especiliasta.