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  • Chuvas recuperam de forma parcial lavouras de milho, que segue em colheita

    As chuvas ocorridas atenuaram parcialmente a situação de déficit hídrico que a cultura do milho enfrenta no Estado e favoreceram a evolução para as fases de maturação e colheita na maioria das regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (23/01) pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as lavouras de milho estão 15% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 25% em enchimento de grãos, 26% maduro e 22% do total já foram colhidos.

    Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, que corresponde a 10% da área cultivada com milho no Estado, ainda que a umidade no solo tenha retornado, não foi possível a recuperação das lavouras em estágio fisiológico avançado de final de ciclo. À medida que a colheita avança, a produtividade das lavouras tem sido menor, em consequência da falta de água nos estágios críticos. Apesar disso, o produto colhido tem apresentado boa qualidade.

    Na região de Santa Rosa, onde 60% do milho estão colhidos, a produtividade teve pequena queda em função da baixa umidade do solo, que atingiu lavouras em plena floração e formação inicial do grão. Com a melhora das condições de umidade do solo, foi iniciada a semeadura para o cultivo da segunda safra (milho safrinha) nas áreas colhidas. As chuvas da semana frearam as atividades de colheita e os produtores buscam a retirada do produto da forma mais célere possível, para liberar as áreas também para a semeadura da soja safrinha. A boa produtividade obtida e os preços com tendência de elevação devem possibilitar boa rentabilidade da cultura nesta safra.

    SOJA – O cultivo da soja no RS alcançou a totalidade da área prevista para a safra 2019/2020, que é de 5.956.504 hectares. Das lavouras implantadas, 48% se encontram em desenvolvimento vegetativo, 39% em floração e 13% na fase de enchimento de grãos. Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, que corresponde a 11,8% da área de soja no Estado, o desenvolvimento das lavouras ainda é satisfatório, mesmo com as condições de falta de umidade e de altas temperaturas nas últimas semanas. As chuvas recuperaram parcialmente as lavouras, apesar de já haver perdas, sobretudo nas Missões.

    Na regional de Ijuí, o retorno das chuvas influenciou a emissão de folhas novas, de ramos laterais e o aumento da floração. Em geral, as plantas apresentam tamanho menor do que o ideal, com índice foliar abaixo do esperado e potencial produtivo comprometido devido à estiagem. Os índices de redução do potencial produtivo são diferentes conforme a localização das lavouras, o período de semeadura e o ciclo das cultivares. No Corede Alto Jacuí é onde se identificam as maiores reduções de produtividade. Até o momento, há baixa incidência de pragas.

    ARROZ – Atualmente no RS 62% das lavouras estão em germinação/desenvolvimento vegetativo, 26% em floração, 11% em enchimento de grãos e 1% em maturação. Em geral, a lavoura mantém bom desenvolvimento. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, onde 90% das lavouras encontram-se em estágio de florescimento, as chuvas na semana (50 mm) auxiliaram no manejo da água nas lavouras e na reposição dos mananciais. Em Quaraí, as lavouras de arroz apresentam bom estande de plantas, sem incidência de problemas de pragas e doenças. Os produtores têm realizado ajustes sistemáticos na irrigação, de modo a assegurar água para todo o ciclo. Já na região de Soledade, as chuvas ocorridas ainda não são suficientes para repor os volumes dos mananciais. As lavouras mais adiantadas no ciclo da cultura seguem recebendo tratos culturais. Já nas áreas semeadas com restrição de umidade do solo, há falhas devido à germinação desuniforme. Em geral, as lavouras se mantêm com bom estado fitossanitário.

    Na região de Santa Maria, 85% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 15% em floração. Os produtores que contam com reservas de água não sofreram os efeitos da estiagem, prevendo inclusive superior qualidade de grãos. Já aqueles que tiveram problemas, atrasaram o plantio em função das chuvas ocorridas na primavera; foi o que ocorreu em Cacequi, onde 30% dos 11 mil hectares do município foram semeados após o período recomendado. Tal medida fará com que a fase de floração ocorra entre fevereiro e março, quando há menor insolação e maior risco de temperaturas noturnas baixas, condições que podem vir a comprometer a produtividade e a qualidade dos grãos a serem colhidos.

    FEIJÃO 1ª SAFRA – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está na fase final de colheita, com produtividade média de 25 sacos por hectare. As últimas lavouras colhidas apresentaram redução de produtividade, mas ainda boa qualidade dos grãos. Na de Santa Rosa, 95% da área já está colhida, e a produtividade média é de 1.200 quilos por hectare. Os produtores aguardam até o final de janeiro para o plantio da segunda safra (safrinha); dessa forma, o ciclo da cultura atingirá as fases de floração e enchimento de grãos em março, quando a tendência é de temperaturas amenas e de regime regular de precipitações. Já na região de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos e 90% já foram colhidas. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade. A produtividade média tem se mantido em 1.800 quilos por hectare.

    OLERÍCOLAS

    Cebola – Na regional de Pelotas, o clima seco de dezembro e janeiro favoreceu a colheita e a cura da cultura, resultando em produto com ótima casca e cor, qualidades distintivas para a comercialização do produto. A colheita foi praticamente concluída, e a comercialização da cebola está bastante lenta, principalmente pelo preço baixo ofertado ao produtor.

    Batata – Na região de Caxias do Sul, 25% da área implantada de 10.300 hectares está colhida ou pronta para colheita; o restante da área se divide em estádio reprodutivo e crescimento vegetativo. Há perdas na produção devido ao déficit hídrico, ao estresse térmico e à forte insolação, refletindo-se no tamanho das batatas e na esvalorização do produto.

    FRUTÍCOLAS

    Uva – Na regional de Caxias do Sul, estão em plena colheita as variedades superprecoces Chardonay, Riesling, Pinot Noir, Concord e Isabel precoce e inicia a das variedades de ciclo precoce, como Niágara e Bordô. A maioria dessas variedades apresenta cacho de tamanho bem menor que o tradicional, bagas mais finas e cachos ralos. As duas primeiras características derivam da deficiência hídrica e forte radiação solar, e a última é consequência do excesso de chuvas e da baixa radiação solar em outubro e novembro, período do estádio de florescimento. São fatos positivos tanto a excelente sanidade das bagas quanto o bom grau de açúcar. As chuvas das últimas semanas estancaram o avanço de murchamento de brotos e bagas, o secamento e a perda de folhas e brotos. As cultivares de ciclo médio e tardio apresentam maturação forçada e bastante adiantada; mas mesmo com o retorno das chuvas, não haverá tempo para recuperação do calibre das bagas. Principal uva de mesa da região, a Niágara rosada, vem sendo fortemente ofertada pelos viticultores, mesmo com baixa qualidade, a fim de reduzir perdas e aliviar as plantas. Tal fato derrubou a precificação da fruta. Os preços médios na propriedade para as uvas de mesa são os seguintes: americanas sem proteção a R$ 2,00/kg, Niágara protegida a R$ 5,00 e uvas finas a R$ 10,00/kg.

    MORANGO – Na regional de Pelotas, onde são cultivados 50 hectares, segue a colheita do morango cultivado em canteiros e no solo. Os frutos apresentam tamanho menor devido ao calor e à radiação solar intensa. A colheita das cultivares de dias curtos foi encerrada. Produtores intensificam os manejos de limpeza das plantas e iniciam o preparo das áreas para plantio das mudas para o novo ciclo, que deverá ser implantado com mudas importadas da Espanha.

    OUTRAS CULTURAS

    Erva-mate – Na regional de Erechim, segue a colheita, com produtividade média de 600 arrobas por hectare. Na de Soledade, a estiagem atrasou o crescimento da erva-mate, mas os ervais iniciaram a recuperação com a volta de chuvas regulares. No entanto, o maior problema está nos plantios e replantios realizados em função da morte de mudas; em alguns locais, chegou a mais de 50% delas. Na regional de Passo Fundo, a área implantada com a cultura é de 1.110 hectares, com produção anual de em torno de 11.700 toneladas de folha verde. Os principais municípios produtores são Nova Alvorada, Machadinho e Capão Bonito do Sul. Agricultores realizam monitoramento e controle de pragas, manejo da cobertura de solo e adubação. A colheita ocorre normalmente. No entanto, neste período os ervais estão em brotação, reduzindo o processo de industrialização, que passará a normalizar a partir de março.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    Com a continuidade das chuvas ocorridas na semana, os campos nativos e as pastagens cultivadas retomaram seu desenvolvimento, propiciando melhores condições de pastejo para os animais. As pastagens cultivadas perenes se recuperam e aumentam a produção de massa verde mais rapidamente do que os pastos nativos. As áreas destinadas à fenação têm apresentado um bom rendimento.

    PISCICULTURA – No geral, o volume de água dos açudes é satisfatório, mas ocorrem alguns casos de deficiente oxigenação da água, em consequência das altas temperaturas. O desenvolvimento dos peixes é bom, e as despescas realizadas têm bons resultados. Vários açudes ainda estão sendo povoados para a produção de peixes destinados à comercialização da Semana Santa.

    PESCA ARTESANAL – A pesca de Camarão está ocorrendo normalmente e com boa produtividade na Lagoa do Peixe. Em alguns dias da semana, os ventos fortes ocorridos no litoral dificultaram a prática da pesca artesanal marinha. O camarão capturado na Lagoa do Peixe está sendo comercializado a R$ 15,00/kg com casca e entre R$ 45,00 e R$ 60,00/kg descascado. Na regional de Porto Alegre, as espécies de pescado artesanal marinho mais capturadas e vendidas foram Papa-Terra e Pescada, a preços em torno de R$ 10,00/kg.

  • Projeto isenta de ITR a geração de energia por biomassa no meio rural

    O Projeto de Lei 6146/19 concede isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) a produtores rurais que utilizem biomassa para produzir energia elétrica na propriedade.

    A biomassa, segundo o autor do projeto, deputado Schiavinato (PP-PR), é uma das maiores fontes de energia disponíveis na área rural, aparecendo na forma de resíduos vegetais e animais, tais como restos de colheita, esterco animal e efluentes agroindustriais.

    “Esses resíduos podem ser utilizados pelo produtor rural ou pela agroindústria para, na queima direta, produzir calor ou biogás em biodigestores”, sugere o deputado. “Além de ser renovável, a biomassa gera baixas quantidades de poluentes, favorece o reaproveitamento de recursos, é fácil de transportar e possui baixo custo de operação.”

    Schiavinato avalia, no entanto, que o alto custo de implantação ainda é o principal limitador para a disseminação desse modelo de geração. “Necessitamos estabelecer incentivos aos produtores, como forma de compensação desses investimentos”, finaliza.

    Tramitação
    O texto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Minas e Energia; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

  • Greve de transportes na França afeta mercado de cereais

    Greves em andamento que interromperam as atividades ferroviárias e portuárias da França podem ter um forte impacto no setor de cereais, informou a Reuters citando atores da indústria de grãos francesa. A greve de um mês para o transporte público dificultou que os produtores de grãos levassem suas colheitas aos portos e fábricas.

    A Intercereales, a organização francesa de grãos, disse em uma carta em 20 de janeiro que a situação agora é dramática para as exportações. “A indústria de grãos não pode ficar sem frete de trem, que é particularmente adaptado ao transporte maciço de grãos, nem sem portos para exportar quase 50% de sua produção”, disse a Intercereales em carta vista pela Reuters . “As greves … estão paralisando a campanha de marketing que deveria ser melhor do que nos anos anteriores”, completa.

    Alguns produtores de alimentos para animais sofreram interrupções porque não conseguem produzir colheitas suficientes, de acordo com representantes do setor agrícola. A Intercereales disse que 450.000 toneladas de grãos no valor de cerca de 100 milhões de euros (US $ 111 milhões) foram bloqueadas nos portos franceses, indica a Reuters.

    O grupo de lobby alertou que os clientes internacionais agora estão se voltando para origens alternativas, incluindo o norte da Europa, os países bálticos e o Mar Negro. Essa paralisação no transporte, que afeta trens, metrôs e ônibus desde 5 de dezembro, já é a mais longa da história da França. Superou a mobilização de 1986, quando os trabalhadores da companhia ferroviária francesa (SNCF) entraram em greve por 28 dias consecutivos.

  • Como se prevenir do mosquito Aedes aegypti neste verão

    O ano de 2019 foi o segundo com maior número de ocorrências de dengue no país, com mais de 1,5 milhão de notificações de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados só ficam atrás de 2015 com 1,7 milhão de casos da doença. Por isso, a BASF reuniu uma série de dicas importantes para prevenir as doenças transmitidas pelo inseto, o especialista Jeferson de Andrade faz os alertas sobre o mosquito A. aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

    -O mosquito A. aegypti não põe ovos apenas em água limpa

    A fêmea do mosquito põe seus ovos em água, preferencialmente limpa. No entanto, existem casos reportados, ainda que raros, de larvas em águas sujas ou poluídas.  Os ovos podem ficar ativos por um período de até um ano, à espera de água para eclodir. Por esse motivo, os cuidados devem ser constantes.

    -Os criadouros nem sempre estão em locais sombreados

    Mesmo que busquem preferencialmente lugares protegidos e sombreados, os insetos também são encontrados em recipientes com água parcial ou totalmente expostos ao sol. As larvas fogem do sol, mas este não é um fator que impede o seu desenvolvimento.

    -Os recipientes considerados criadouros podem ter qualquer tamanho Nem sempre os criadouros se formam em pequenos e médios recipientes, o mosquito A. Aegypti pode por seus ovos em qualquer concentração de água. Vale ressaltar que qualquer tipo de recipiente pode se tornar criadouro se não houver o hábito de organização e limpeza no entorno do domicílio, para evitar o desenvolvimento das larvas.

    -Um recipiente é considerado criadouro quando pode conter água por cerca de 7 dias

    Há recipientes que não têm capacidade para reter água por vários dias e, portanto, não são um risco. Mas se a chuva frequente os mantêm cheios, pode ser um recipiente de risco que necessita ser eliminado.

    -Uma piscina pode ser um criadouro potencial

    Se a piscina não é usada, é preciso esvaziá-la. Caso acumule água depois da chuva, ela deve ser tratada com cloro, observando a dosagem correta, para eliminar as possíveis larvas geradas.

    -O controle do mosquito também deve continuar no inverno

    É certo que as baixas temperaturas reduzem o aparecimento de mosquitos porque  tornam os ciclos biológicos mais longos, ou seja, demora mais para o mosquito atingir a fase adulta. Além disso, a menor incidência de chuvas também reduz o aparecimento de possíveis criadouros e a reprodução dos mesmos. No entanto, os ovos podem sobreviver durante o inverno e continuar seu desenvolvimento na primavera.

    -Só aplicar inseticida não é suficiente

    Um programa de controle do mosquito A. aegypti requer um trabalho conjunto de toda a sociedade. Não há inseticida ou larvicida que, por si só e de forma isolada, possibilite resolver um tema tão complexo. Todos nós fazemos parte da solução. Os inseticidas são uma das ferramentas deste trabalho.

    De acordo com Jeferson de Andrade, pesquisador de desenvolvimento de produto e mercado da BASF, o conhecimento é o maior aliado na prevenção das doenças e no controle do vetor. “Para um controle eficaz do mosquito é essencial conscientizar a população através de medidas simples, como usar telas nas portas e janelas, colocar areia nos vasos de plantas, manter sempre a residência livre de entulhos e outros possíveis locais de criadouros de larvas e colaborar com os agentes de saúde pública para proteger toda casa contra o mosquito. Além disso, empresas especializadas no controle de pragas urbanas também podem ser acionadas para aplicação de inseticidas e outras técnicas de controle em áreas com maior incidência de casos”, finaliza Jeferson.

  • Cooperativas gaúchas atualizam levantamento sobre perdas relativas à estiagem

    Dez dias depois do primeiro levantamento, a Rede Técnica Cooperativa (RTC), a pedido da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), apresentou uma segunda estimativa das perdas com a estiagem na safra gaúcha. Com isso, na soja a redução fechou em 18,9% e no milho em 30% neste estudo.

    No levantamento anterior, de 7 de janeiro, as perdas na cultura da soja com os impactos da estiagem no Rio Grande do Sul, eram estimadas em 13% enquanto no milho o valor era de 33%. A análise, antes feita de forma linear, agora considera uma média ponderada em uma área pesquisada de 3,2 milhões de hectares de soja e 337 mil hectares de milho. Foram consultadas 22 cooperativas que compõem a RTC.

    No caso do milho, houve uma avaliação mais detalhada, que mostrou algumas regiões como a das Missões e de Santa Rosa, por exemplo, com boas áreas e muito pouca quebra que fez com que as perdas, em relação ao primeiro levantamento, diminuísse o percentual. Quanto a soja, segundo o estudo, houve o inverso, com quedas mais acentuadas em regiões tradicionais de plantio muito intenso aumentando as perdas até o momento para 18,9% ou seja, praticamente 50% a mais de prejuízos que o levantamento anterior.

    A FecoAgro/RS lembra sempre que esse quadro de perdas, principalmente da soja, pode ser agravado se para frente, houver condições de clima desfavoráveis. Já no milho, os números estão mais consolidados, já que o Rio Grande do Sul tem uma boa parte de área colhida e a maioria das perdas, onde houveram, já estão definidas.

  • Soja: Mercado em Chicago dá continuidade ao movimento de baixas nesta 5ª feira

    Segue a baixa das cotações da soja na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (23). As cotações, por volta de 8h15 (horário de Brasília), perdiam entre 3,75 e 4 pontos nos principais contratos, com o março já atuando na casa dos US$ 9,10 por bushel. O maio tinha US$ 9,23 e o julho, US$ 9,37.

    “Os mercados de grãos seguem cautelosos, enquanto os traders aguardam sinais de nova demanda chinesa por meio de avisos de vendas de exportação. Com o feriado do Ano Novo Lunar na próxima semana para toda a China, porém, o mercado está preocupado com essa ‘distância’ ainda da demanda”, explica a consultoria internacional Allendale, Inc.

    No paralelo das relações China x EUA, o mercado de commodities e financeiro se focam também nas notícias sobre o Coronavírus, que tem provocado mortes e muita preocupação.

    “Com a colheita no Brasil sem maiores problemas, o foco imediato continua sendo a crise provocada pelo Coronavírus. Por outro lado, há o processo de impeachment do Trump, por mais improvaável que seja, e a expectativa em torno de alguma notícia bombástica vinda de Davos, o que mantém traders atentos”, explica Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar.

  • Bate-papo técnico no Campo Tecnológico Cotrijuc Getagri

    A manhã desta quarta-feira, dia 22 de janeiro, foi de troca de informações e muito conhecimento com o Pesquisador e Professor Marcelo Madalosso.

    A equipe técnica da Cotrijuc e Getagri atualizou suas informações sobre a safra de soja 2020 e os cuidados que se deve ter daqui pra frente após a estiagem e as novas chuvas. Para Madalosso, com o inicio do processo de florescimento a soja voltou com toda a força e esse momento é muito delicado.

    “Após as chuvas entramos em um período com condição de  temperatura menor, o que favorece muito o fungo, que não tínhamos antes, por isso o mês de fevereiro é que vai comandar todos os principais cuidados, afinal, é possível que se repita o que tivemos no ano de 2012”, finaliza o pesquisador.

    Dia da Campo – Campo Técnológico Cotrijuc Getagri

    Nos dias 19 e 20 de fevereiro acontece o dia de campo. Para essa edição, foram implantados trabalhos com cultivares, fungicidas, herbicidas, inseticidas, manejo de fertilidade, manejo de rotação de culturas, entre outros, onde se busca novas tecnologias para auxiliar o cooperado na missão de produzir e rentabilizar.

    “Entendemos que a informação é uma importante ferramenta na agricultura, principalmente quando a mesma tem por objetivo maximizar a renda do cooperado”, explica o coordenador das áreas experimentais, Felipe Michelon.

    Também, estão sendo realizados trabalhos em conjunto com a Rede Técnica Cooperativa (RTC) que é gerenciada pela equipe de pesquisadores da CCGL e tem como objetivo gerar informações técnicas em conjunto com as cooperativas. Os trabalhos são realizados na Área Experimental da CCGL e também nas áreas experimentais das cooperativas participantes do projeto.

    Desde já, todos os cooperados da Cotrijuc e assistidos da Getagri Assessoria Agrícola estão convidados a participar do Campo Tecnológico e das demais atividades de divulgação dos resultados dos trabalhos.

     

  • Jogos Rurais acontece dia 26/01 no Céu Azul

    Cerca de 600 atletas de nove comunidades do interior de Júlio de Castilhos participam neste domingo (26), da décima sexta edição dos Jogos Rurais do município, na comunidade Céu Azul, na sede do Palmeiras. A previsão é que participem mais de mil pessoas.

    Os tradicionais jogos e brincadeiras têm o objetivo de oportunizar o lazer e a confraternização entre as comunidades rurais do município.
    Nove comunidades ( Cerrito, Céu Azul, Santa Julia, Ramada, Alvorada, Santa Terezinha, São João do Barro Preto Val de Serra e Santo Antão) devem participar dos Jogos Rurais.

    Veja programação esportiva do evento:

    07:45 hs: Abertura oficial do Jogos Rurais com os pronunciamentos de autoridades e organizadores do evento.

    08:30: Início simultâneo das seguintes competições:

    01: Futebol Veterano

    02: Futebol Masculino

    03: Futebol Sub 17

    04: Futebol Feminino

    05: Volibol Feminino

    06: Voleibol Masculino

    07: Canastra Masculino e feminino

    08: Três Sete Masculino e feminino

    09: Bocha Trio Masculino

    10: Bocha Trio Feminino

    11: Corrida Mini Maratona 100 metros

    12: Vaca Parada

    13/ 09:30 hs  Corrida do saco

    14/ 10:00 hs: Bolãozinho

    15/ 10:00 hs:  Pênalti no Pneu

    16/ 11:30 hs: Tiro de Bocha 48 Masculino

    17/ 11:30 hs: Tiro de Bocha 48 Feminino

    12:00 hs: Almoço

    18/ 13:00 hs Escolha da Garota (Rainha e Princesas )

    19/ 14:00 hs Dança das Cadeiras

    20/ 15:00 hs: Lançamento Milho no Balaio

    21/ 15:30 hs: Debulha de Milho

    22/ 16:00  hs Jogo do Bodoque

    23/ 16:30 hs: Jogo do Serrote

    24/ 17:00 hs Cabo de Guerra

    18:00 hs: Entrega de Troféus. As medalhas serão entregues na semana seguinte aos jogos para lideranças das comunidades.

    Durante o dia, serão oferecidos lanches, sorvetes e churrasco para o almoço, além de risoto e saladas.

    Em 2019 as competições foram realizadas no Assentamento Alvorada e o campeão foi a Comunidade do Cerrito.

    A comissão organizadora dos Jogos Rurais de Júlio de Castilhos é formada pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura, através da Secretaria da Agricultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) e Comunidade Céu Azul .

    A comissão organizadora dos Jogos rurais da Comunidade da Céu Azul tem como presidente Gilson Mohr e vice Presidente Claudio Uliana e diretores Edson Karling, Roni Nicolodi, Genir Tissot , Leandro Karling e leimar Karling e demais diretores.

    Fonte: http://www.alcir61.net/

  • É sustentável a produção agrícola do Brasil

    Produzir sustentavelmente, conforme o próprio termo indica, significa que o recurso natural que sustentou o avô, o pai e o filho, precisa manter-se produtivo para a sobrevivência do neto, bisneto e tataraneto. Nenhuma geração tem o direito de abusar do recurso que recebeu produtivo, desfruta-lo irresponsavelmente e repassa-lo para a geração seguinte em condições piores do que o recebeu.

    Via de regra, os processos produtivos da agricultura brasileira são sustentáveis. Nossa produção agrícola, no correr do último meio século, cresceu mais em função do aumento da produtividade do que pela incorporação de novas áreas de cultivo. A soja foi o motor dessa transformação, dado o aumento da demanda mundial pelo grão e pelos bons preços de mercado daí decorrentes.

    O Brasil não merece as críticas sistemáticas que vem recebendo de nativos e de estrangeiros, quanto aos métodos de exploração agrícola do seu território. Contrastando, por exemplo, a área de 34 milhões de hectares (Mha) e produção de 58 milhões de toneladas (Mt) de grãos das lavouras brasileiras de 1990, com a área e produção atuais (63 Mha e 247 Mt), resulta uma produtividade de 1.706 kg/ha em 1990 (58/34) e de 3.921 kg/ha em 2019/20 (247/63). Fica evidente, portanto, que para produzir a atual safra de 247 Mt de grãos com a produtividade de 1990 precisaríamos, não 63 Mha, mas de 145 Mha (247/1,706); 82 Mha adicionais.  Esta é a área teoricamente salva do desmatamento pelo aumento da eficiência produtiva dos campos de produção brasileiros.

    A evolução do Código Florestal do Brasil foi essencial para proteger nossas florestas do desmatamento. Contudo, outro aspecto positivo deve ser enfatizado: segundo levantamento da Embrapa Monitoramento por Satélite, tomando como base os registros do CAR (Cadastro Ambiental Rural), mais de 20% da vegetação nativa brasileira é preservada dentro das propriedades, sem nenhum pagamento ao proprietário por esta renúncia involuntária de área produtiva. Em outras palavras, o agricultor brasileiro reconhece a importância de se preservar as matas nativas.

    Mas a sustentabilidade não pode ser considerada apenas desde uma perspectiva ambiental. Também é importante proteger outros ativos ambientais, como o solo e a água, por exemplo.  Para ser completa, a sustentabilidade precisa considerar, também, os aspectos sociais, os tecnológicos, os trabalhistas e os econômicos. Uma propriedade agrícola ambientalmente bem administrada, mas que escraviza seus colaboradores ou uma propriedade altamente produtiva, mas que fecha o ciclo de uma safra com prejuízo porque seus custos de produção ultrapassaram o valor de comercialização da colheita, são insustentáveis.

    E as ferramentas utilizadas na busca por sustentabilidade não param com o estabelecimento do CAR. Num futuro próximo, a preocupação chegará às gôndolas dos supermercados, onde estarão disponíveis mecanismos de averiguação sobre a sustentabilidade da cadeia produtiva que gerou os produtos disponibilizados nas prateleiras do estabelecimento, desde uma perspectiva ambiental e também social.

    Por: Amélio Dall’Agnol

  • Chuvas se regularizam no Rio Grande do Sul, mas novos veranicos não estão descartados

    Vórtice volta a atuar sobre oeste da Bahia e norte de Minas interrompendo as chuvas nestas regiões até o próximo dia 20 de janeiro

    Francisco de Assis Diniz – Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet

    A atuação de um vórtice ciclônico na região do Nordeste leva condições de estiagem para áreas do Matopiba nos próximos dias. Segundo Francisco de Assis Diniz – Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), já estava previsto o período sem chuvas e as condições devem mudar na região a partir do próximo dia 17.

    Imagens de satélite do Inmet indicam que a atuação do vórtice está acontecendo em todo o Nordeste, com destaque para o oeste da Bahia, importante região de produção agrícola e que já está com o volume de chuva mais baixo quando comparada com os demais estados do Matopiba.

    A previsão indica que as chuvas voltam acontecer dia 17, mas ainda em volumes baixos. “O sistema vai subir mais pra norte, dando mais condições de chuvas ao poucos no norte de Minas e da Bahia”, afirma o meteorologia.

    De acordo com os mapas de previsão do NOAA, no período entre 13 e 21 de janeiro, volta a chover no oeste da Bahia, com precipitações previstas entre 13 e 20 milímetros. Neste período, os volumes já ficam mais elevados nas demais áreas do Matopiba.

    Entre 21 e 29 de janeiro os mapas indicam chuvas mais volumosas para oeste da Bahia, com precipitações entre 90 e 100 milímetros, sendo esperados os volumes mais expressivos para o Tocantins e Maranhão, com precipitação de até 125 mm em alguns pontos.

    FONTE: https://www.noticiasagricolas.com.br/