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  • Mulher vai liderar maior divisão agrícola brasileira

    Na segunda-feira (10.08), a Bayer anunciou mudanças no quadro de gestão da divisão agrícola no Brasil. Gerhard Bohne, que atuava há 34 anos na empresa, deixa a liderança da divisão agrícola, mas ainda perrmanecerá na empresa, pelos próximos meses, conduzindo o processo de transição.

    A executiva Malu Nachreiner assume de forma imediata o cargo de Líder da Divisão Crop Science da Bayer no Brasil. Até o momento, ela estava à frente da área de Marketing na divisão para a América Latina. Malu é agrônoma, com mais de 15 anos de atuação na empresa, e já ocupou posições de liderança nas áreas de Vendas, Operações Comerciais e Marketing.

    Fonte: Agrolink

  • Blockchain será usada para rastrear suprimentos

    A empresa argentina de tecnologia para produção agrícola com atuação no Brasil, S4, anunciou que irá utilizar a tecnologia de blockchain da IBM para rastrear suprimentos agrícolas na América do Sul. As companhias afirmaram que estão trabalhando juntas para acelerar a transformação digital no setor, que é a maior região exportadora de alimentos do mundo.

    De acordo com um comunicado enviado ao CriptoFácil, a S4 vai usar as soluções da IBM Food Trust e da The Weather Company. A iniciativa visa fortalecer o uso da tecnologia agrícola em todas as indústrias que podem se beneficiar dos dados do agronegócio. Além disso, vai ajudar empresas e produtores através do fornecimento de novos serviços complementou a empresa no comunicado. Ambev, Indigo e Tomorrow Food são algumas das organizações que integram o ecossistema agrícola da S4.

    Para o CTO da S4, Sebastián Priolo, no contexto atual, é cada vez mais necessário que empresas conheçam mais detalhes sobre produtos alimentícios. “Com essa colaboração, além contar com um Marketplace transparente e acessível para as empresas, usamos a tecnologia para propor melhorias no planejamento da produção e na rastreabilidade de alimentos”, comenta.

    “O gerenciamento de riscos climáticos e a rastreabilidade de alimentos estão se tornando críticos. E as soluções IBM Food Trust e The Weather Company permitirão que os integrantes da cadeia agroindustrial tomem decisões com base em dados, como monitoramento em tempo real de lavouras, níveis de crescimento, impacto climático, entre outros”, enfatizou Carina Spero, Diretora de Vendas e Ecossistema da IBM Argentina.

    Fonte: Agrolink

  • Demanda externa impulsiona Chicago

    Dados ligados à demanda externa permitiram estimular os preços na Bolsa de Chicago, informou a T&F Consultoria Agroeconômica. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou vendas de 699.000 tons para a nova safra, dos quais 588.000 foram comprados pela China.

     

    “Enquanto isso, o progresso foi limitado por boas perspectivas de produção para a América do Norte. O desenvolvimento climático favorece as culturas e o mercado desconta um cenário de oferta frouxo. Para o próximo USDA mensal, os analistas privados arriscam um cenário produtivo próximo de 115 milhões de toneladas”, comenta a consultoria.

    O complexo de soja foi de alta em soja e farelo de soja, mas o óleo fechou mais baixo. “No primeiro mês cotado, os futuros da soja fecharam a sessão com ganhos de até 6 centavos e meio liderados pela entrega de agosto. Os outros meses foram 4 3/4 a 5 3/4 centavos mais altos. Os futuros de farelo de soja subiram de US$ 2,2 para US$ 2,5 no sino de fechamento. Antes do vencimento de sexta-feira, houve 1.122 contratos de agosto de farelo entregues contra futuros”, completa.

    “As entregas de óleo de soja são de 764 contratos. Ainda houve zero entregas contra soja de agosto. Os contratos futuros de óleo de soja fecharam na segunda-feira com perdas de 7 a 16 pontos. O USDA anunciou três grandes vendas de exportação de soja esta manhã. Exportadores privados relataram vendas de 111.000 tons para desconhecidos, 324.000 tons para a China e outros 264.000 tons para a China em relatórios atrasados. O relatório semanal de Inspeções de Exportação do USDA mostrou que 23,4 mbu (636,83 mil tons) de soja foram embarcados na semana encerrada em 6 de agosto”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • “Brasil e China têm muito a cooperar e se beneficiar”

    Geraldo Berger, Líder de Assuntos Regulatórios da Bayer para a América Latina, analisa o atual cenário regulatório do Brasil e em que aspectos o País precisa evoluir. Nesta entrevista, publicada originalmente no portal chinês AgroPages, ele explica como funcionaria a “sincronia regulatória” proposta pela Bayer entre Brasil e China.

     

    Como analisa o atual cenário regulatório do Brasil?

    O Brasil tem evoluído positivamente no marco regulatório da biotecnologia, sempre tendo como base avaliação de risco embasada em ciência. A primeira Lei de Biossegurança foi promulgada em 1995, que permitiu o avanço científico da biotecnologia no Brasil para além das Universidades e Institutos de Pesquisa, criando um marco regulatório que abriu a oportunidade para o avanço da biotecnologia em instituições públicas e privadas. Com este marco, evoluiu-se a ponto da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovar o primeiro produto comercial de biotecnologia no Brasil em 1998, que foi a soja Roundup Ready.

    Nos anos subsequentes, observou-se a necessidade de evoluir este marco e dar mais ênfase aos componentes científicos e avaliação de risco como base para as avaliações de biossegurança de produtos da biotecnologia no Brasil. Tanto a base científica quanto a exigência dos membros da CTNBio ter formação acadêmica (Ph.D.) em diversas áreas biológicas de plantas, meio ambiente, animais e humanos foi fundamental para consolidar normas técnicas com rigor científico para avaliação, revisão e aprovação de diversos produtos da biotecnologia. Hoje, são centenas de produtos ligados a diferentes áreas, entre as quais as plantas geradas pela biotecnologia que são fundamentais para o desenvolvimento sustentável de nossa Agricultura Tropical. Um aspecto relevante é a transparência, abertura e frequência das reuniões e decisões da CTNBio, que são públicas e também os pareceres técnicos (extratos) que são publicados no Diário Oficial da União para publicidade destas decisões.

    Que avanços acredita serem importantes para o País nos próximos anos?

    A CTNBio continua evoluindo e revendo suas normativas para modernização de seu sistema de avaliação de produtos da biotecnologia. Isto tem permitido a participação cada vez maior de novos atores em diversos seguimentos, desde plantas até vacinas desenvolvidas pela biotecnologia. Uma evolução pioneira foi o estabelecimento de uma normativa para avaliar se uma inovação por edição gênica é ou não considerada um organismo geneticamente modificado (OGM). Caso negativo, este produto segue o processo já estabelecido nos órgãos de fiscalização e registro (Agricultura, Ibama, ou Anvisa) seguindo para sua comercialização.

    Acredito que o aspecto fundamental é justamente as avaliações de risco que a CTNBio realiza baseada em ciência. Hoje, a agricultura brasileira nas culturas de soja, milho e algodão, principalmente, mas também cana-de-açúcar e eucalipto, tem na biotecnologia a sua principal ferramenta para auxiliar o agricultor a crescer na produção sustentável. Vale ressaltar que neste momento de pandemia do COVID-19, a vasta maioria das pesquisas e desenvolvimentos de vacinas utilizam a biotecnologia como base para esta evolução e a CTNBio está avaliando e aprovando as pesquisas nesta área que é tão relevante para humanidade hoje.

    Como funcionaria a “sincronia regulatória” proposta pela Bayer entre Brasil e China?

    Para que um produto de biotecnologia seja avaliado e testado na China, é necessário que um país que irá cultivar este produto o aprove comercialmente. Ou seja, o processo regulatório Chinês somente se inicia após previamente a aprovação comercial em outro país, como o Brasil, por exemplo. Isto é um requerimento que somente a China possui no mundo e cria um atraso muito grande no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias que auxiliam os agricultores a terem mais produtividade, sustentabilidade e também uma maior estabilidade de produção e consistência de geração de grãos, que é um dos principais produtos que a China importa. Ou seja, o que propomos é que a China retire este requerimento e permita o início da revisão científica e testes em paralelo, ao mesmo tempo que o Brasil. Esta simples mudança pode reduzir entre 3 a 5 anos o lançamento de novas tecnologias. Não apenas o Brasil se beneficiaria, mas a própria China também teria benefícios com cada vez mais disponibilidade e estabilidade de produção de grãos do Brasil.

    Há boas cooperações e colaborações técnicas entre Brasil e China em seus fóruns bilaterais. Brasil e China deveriam estabelecer um projeto-piloto para avaliar esta oportunidade, que pode beneficiar cientificamente ambos os países, os agricultores brasileiros e a disponibilidade de grãos para a China. Este projeto-piloto estaria respaldado pela avaliação de risco de biossegurança de todos as plantas geneticamente modificadas aprovadas no Brasil pela CTNBio que também foram aprovadas pela National Biosafety Council (NBC/MARA) na China. Ou seja, os critérios científicos são a base sólida destas avaliações e há muita oportunidade de colaboração científica entre CTNBio e NBC.

    Após a aprovação da Intacta 2 Xtend na China, em que estágio se encontra a liberação na Europa?

    A Intacta 2 Xtend (I2X) está na fase final de aprovação na Europa. Já existe parecer favorável da Autoridade de Segurança alimentar (EFSA) da Europa para a I2X e necessita apenas a ratificação da União Europeia, que estimamos para o final de 2020.

    Que inovações gostaria de destacar para os próximos anos e meses?

    A I2X irá trazer um novo patamar de produtividade para o agricultor brasileiro. Isto proporcionará uma produção mais eficiente e sustentável de soja no Brasil. A biotecnologia é uma ferramenta fundamental que deve ser ampliada para desenvolver novos produtos para agricultura tropical. O Brasil e a China têm muito a cooperar e se beneficiar mutuamente desta tecnologia.

    Fonte: Agrolink

  • Vai vender o milho? Veja o que pode mexer com os preços nesta semana

    O analista Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado, preparou um relatório com dicas do que está influenciando os mercados externo e interno de milho.

    Atenção, pois são fatores que podem mexer com os preços nos próximos dias!

    Inicialmente, não há nenhum problema grave para o mercado internacional de milho;

    Os preços na China, que eram a discussão recente, começam a ceder e não têm influência na Bolsa de Chicago;

    Estimativas bastante otimistas para a produtividade nos Estados Unidos. Na próxima quarta-feira, 12, o Departamento de Agricultura do país (USDA) atualiza seu quadro de oferta e demanda. A expectativa é de produtividade projetada acima de 180 bushels por acre;

    Uma produção maior pode levar a um estoque acima dos já altos 67 milhões de toneladas previstos para o próximo ano comercial;

    Os EUA precisam de exportações maiores para sustentar preços acima dos US$ 3/bushel na Bolsa de Chicago no segundo semestre. Assim, os norte-americanos terão que acelerar seus embarques, competindo com Brasil, Argentina e Ucrânia;

    China não é referência importante neste momento para o escoamento da produção dos EUA;

    Mercado interno surpreende com preços em alta em plena colheita.

    Os embarques na exportação são bons mas não se traduzem em um fator para tal agressividade de preços e prêmios nos portos. Esse movimento tem a ver com o erro de originação das tradings, que estão descobertas com embarques de curto prazo;

    Produtores colhem, cumprem contratos e retraem nas vendas do restante da segunda safra;

    Consumidores internos avançam em compras com receios de oferta mais discreta nos próximos meses;

    Um conjunto de fatos com notícias distorcidas ajuda a manter o produtor retraído nas vendas e preços firmes;

    Com corte na área de verão do milho, o risco de que este quadro de abastecimento siga ajustado até julho de 2021;

    Não há nada de novo nas exportações de milho, com meta de 35 milhões de toneladas no ano e sem participação de compras por parte da China;

    Perdas de produtividade na safrinha do Paraná, do Mato Grosso e em São Paulo vão se confirmando.

    Fonte: Canal Rural

  • RS diminui área e busca utilizar sistema de produção que aumente resultados

    Um sistema de produção que permita obter melhores resultados com menos área e custos. Este vem sendo o grande objetivo buscado no setor arrozeiro gaúcho, que responde pela maior parte da cultura no País, envolve cerca de 140 municípios, seis mil produtores e 20 mil empregos diretos, mas tem enfrentado dificuldades. A diminuição de área é fato já consumado por vários anos, enquanto se procura melhorar a produtividade e baixar gastos para manter sustentável a atividade, com a adoção de formas de gestão e tecnologias adequadas a este propósito.

    A área do arroz no Rio Grande do Sul diminuiu mais de 250 mil hectares em dez anos, comentou Alexandre Velho, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), na abertura da colheita de 2020, em fevereiro, em Capão do Leão, na Zona Sul. Este fato, conforme o líder, revela dificuldades do setor, com falta de renda. Em vista disso, acentua que o segmento está empenhado em intensificar um sistema de produção que busque maior sustentatibilidade.

    Neste processo, considera que a rotação de culturas é essencial, como meio de diminuir custos, que são muito altos, e aumentar a produtividade, que precisa atingir um nível mínimo. Ele próprio desenvolveu experiência e mediu resultados neste sentido na sua propriedade localizada em Mostardas, no Litoral Sul, onde planta arroz há cerca de 30 anos e soja há sete, verificando que assim obteve em média redução de custos na ordem de 15% e aumento no rendimento por área de 10% a 20%.

    É muito importante aumentar a produtividade, reforça Alexandre, observando que o ponto de equilíbrio para o produtor alcançar renda é da ordem de 160 sacos por hectare, a partir do qual passa a ter retorno. Hoje, mesmo com a melhora já alcançada no aspecto, a média do Estado ainda fica abaixo deste patamar, em 150 sacos/hectare. Além disso, enfatiza que, pela rotação e pelo uso de outros produtos na lavoura, diminui a resistência das plantas à aplicação de determinados defensivos.

    A cobertura vegetal no solo, com a implantação de pastagens de inverno (azevém, aveia, trevo persa), também é salientada no sistema de produção indicado e intensificado, segundo o dirigente da Federarroz, apontando a possibilidade de assim incluir a pecuária, outra fonte de renda na propriedade. Dentro deste sistema de cultivo, é fundamental a busca de melhorias na saúde do solo, reitera, por sua vez, Guinter Frantz, presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

    UMA TRANSFORMAÇÃO

    Guinter Frantz observa que, quanto menor o revolvimento do solo, melhor, onde se inserem práticas como o plantio direito e o cultivo mínimo, que “deixam o solo mais saudável, aumentado resultados”. Destaca ainda que a rotação de culturas, do arroz com soja e pastagem transformada em proteína animal, rotaciona também agroquímicos, promove manejo de fertilização, conseguindo reduzir custos e melhorar a produtividade, assim como a rentabilidade.

    Na opinião do dirigente do Irga, é preciso transformar a propriedade em sistema saudável, com mínimo ou nenhum revolvimento de solo e menor uso possível de agroquímicos, com o que considera ser viável melhorar também a preservação do meio ambiente. E, ao final desta forma de procedimento, conclui Frantz, “é importante ainda lembrar que o produtor vai colocar  no mercado um alimento mais saudável”.

  • Suíno vivo chega a R$ 6,51 no Rio Grande do Sul

    O preço pago pelo quilo do suíno vivo no Rio Grande do Sul segue em valorização, de acordo com a Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). A pesquisa realizada na última sexta-feira (7) apontou a cotação média de R$ 6,51 para o preço pago ao produtor.

    Ainda conforme o levantamento, o custo médio da saca de 60 quilos de milho no estado ficou R$ 49,50. Já o preço da tonelada do farelo de soja (preço da indústria – FOB) é de R$ 1.845,00 para compras à vista e, no prazo (30 dias), é de R$ 1.865,00.

    Agroindústrias e cooperativas

    O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 4,55. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Cooperalfa/Aurora: R$ 4,50 (base suíno gordo) e R$ 4,50 (base leitão de 6 a 23 quilos); Cosuel/Dália Alimentos R$4,40; Cooperativa Languiru R$ 4,25; Majestade R$ 4,20; Ouro do Sul R$ 5,90; Alibem R$ 4,20; Adelle Foods R$ 4,50; JBS R$ 4,20.

    Bolsa será divulgada nas sextas-feiras

    Realizada desde 2013 todas as segundas-feiras, a Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, Milho e Farelo de Soja no Rio Grande do Sul, feita pela Acsurs, a partir de agora passará a ser divulgada todas as sextas-feiras.

    O presidente da entidade, Valdecir Luis Folador, explica que é uma forma de antecipar as informações que já estão finalizadas e anunciar antes para mercado o resultado dos preços para semana seguinte. “Todos outros estados já fazem isso”, frisa.

    A pesquisa é composta por dados de suinocultores com granjas situadas em vários municípios do Rio Grande do Sul, sendo solicitado o preço do suíno que foi comercializado, a quantidade de animais vendidos, o peso do animal. A partir disso, é feita a média ponderada e assim resulta na cotação do suíno gaúcho da semana.

  • RS: clima favorece pastagens e fruticultura

    O clima com dias ensolarados dos últimos períodos favoreceu o desenvolvimento das pastagens no Alto Uruguai, propiciando uma excelente oferta de forragem aos animais, de acordo com levantamento do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim. O tempo efetivo de pastejo dos animais foi alto e o manejo dos rebanhos, facilitado pela baixa precipitação pluviométrica e temperaturas amenas. Na região, tem sido boa a procura por bezerros. Os rebanhos, tanto de bovinos de corte como de leite, estão em boas condições sanitárias.

    De acordo com a Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), os produtores da região do Alto Uruguai estão encaminhando projetos de crédito rural para custeio e investimento para a safra 2020/2021. Até o momento, já foram encaminhadas às instituições financeiras mais de três mil propostas, totalizando um valor de R$ 112 milhões.

    Fruticultura

    As condições climáticas também foram benéficas para a cultura do morango. As mudas novas plantadas há pouco tempo estão em fase de florescimento. Preço de R$ 15,00/kg para o produtor. Há aumento de novas áreas plantadas na região, financiadas em banco.

    No cultivo do pêssego, que está em frutificação, os produtores estão realizando procedimentos de poda e aplicação de calda sulfocálcica. Nos municípios de Barra do Rio Azul, São Valentim e Erechim, estão sendo implantadas novas áreas.

    Em relação à laranja, os produtores concentram a colheita da variedade Valência. Já a bergamota variedade Montenegrina está em início da colheita. Os produtores de uva iniciaram a prática de poda frutificação. Há expectativa de novas áreas de cultivo em São Valentim e Floriano Peixoto. A área na região é de 418 hectares.

  • Embrapa Milho e Sorgo lança Programa Conexões para Inovação

    A Embrapa Milho e Sorgo está lançando o Programa Conexões para Inovação, uma iniciativa em busca de empreendedores que queiram atuar em conjunto com a Embrapa na busca de soluções de problemas ou na apresentação de novas oportunidades para as cadeias produtivas do milho, do sorgo e do milheto, agregando conhecimentos e experiências dos setores público e privado.

    “A Embrapa Milho e Sorgo é uma Unidade que já conta com um amplo número de parcerias público-privadas. Com esse novo programa de inovação aberta, queremos atrair novas empresas e ideias para oxigenar e renovar nosso ecossistema de inovação, visando ampliar ainda mais as entregas e os impactos das tecnologias da Embrapa no setor produtivo” explica a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento Maria Marta Pastina.

    Segundo o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia Lauro Guimarães, esse tipo de abordagem (inovação aberta) permite a conexão direta entre a Embrapa e o setor produtivo, maximizando esforços para a solução de problemas em conjunto com o parceiro privado. “É uma estratégia institucional mais moderna e efetiva, uma vez que agrega a expertise do setor privado que está atuando diretamente com as demandas do setor produtivo”, complementa.

    O Conexões para Inovação é um programa que irá trazer diversas iniciativas para a aproximação de ideias entre o setor público e o privado, sendo que sua primeira ação em 2020 será o lançamento da Chamada Pública 01/2020. Por meio dos mecanismos de inovação aberta previstos no Marco Regulatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), serão selecionadas propostas de projetos a serem construídos pelo parceiro proponente em conjunto com pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo. Essas propostas devem atender a demandas de mercado bem definidas e devem ter duração máxima de 36 meses.

    Poderão participar desde microempresas a empresas de grande porte, além de parceiros para inovação social. As propostas deverão ser apresentadas até o dia 25 de agosto de 2020, via formulário on-line, disponível no Portal do Programa Conexões para Inovação, da Embrapa Milho e Sorgo: www.embrapa.br/milho-e-sorgo/inovacao-aberta. A seleção será feita por uma comissão constituída por especialistas das diversas áreas abordadas por esta Chamada Pública, e o processo de avaliação será composto por duas etapas, sendo uma qualificatória e outra classificatória. O resultado final será divulgado até 4 de setembro de 2020.

    Abaixo, conheça as linhas de pesquisa prioritárias.

    Cultivares

    • Genética ou codesenvolvimento de cultivares de milho, sorgo e milheto com adaptação a diferentes sistemas de cultivo ou regiões do Brasil;
    • Técnicas inovadoras de melhoramento de precisão (melhoramento assistido por marcadores, seleção genômica, transgenia, RNAi ou edição gênica) para tolerância a estresses bióticos e abióticos, e/ou para agregação de valor em grãos ou biomassa de milho e/ou de sorgo;
    • Técnicas de fenotipagem de alto rendimento, de inteligência artificial ou outras ferramentas 4.0 em programas de melhoramento de milho e/ou de sorgo;
    • Desenvolvimento/validação de cultivares Embrapa para inclusão sócioprodutiva e tecnologia social.

    Insumos Biológicos

    • Insumos biológicos eficientes na produção de etanol e outros bioprodutos, utilizando milho e/ou sorgo como matéria-prima;
    • Insumos biológicos para controle de insetos-pragas, nematoides, para tolerância ao déficit hídrico ou para promoção do crescimento em plantas;
    • Desenvolvimento de novas tecnologias para formulação comercial de insumos biológicos para controle de pragas (insetos-pragas e plantas daninhas), doenças e nematoides, para tolerância ao déficit hídrico, promoção do crescimento e suprimento de nutrientes;
    • Controle biológico conservativo de pragas (insetos-pragas e plantas daninhas), doenças e nematoides nos diferentes sistemas de produção de grãos.

    Sistemas de Produção

    • Integração de plataformas de precisão e digitais para eficiência no uso da água em sistemas irrigados de produção de grãos;
    • Recuperação e manejo sustentável de solos em sistemas de produção de grãos;
    • Metodologias e processos baseados em imagens, técnicas espectroscópicas e análises moleculares para diagnóstico de doenças foliares e de pragas em sistemas de produção de milho e/ou de sorgo;
    • Ferramentas para integração de agricultura de precisão e/ou digital em sistemas intensificados e sustentáveis de produção de grãos, com foco no uso racional de insumos agrícolas, eficiência produtiva, rastreabilidade da produção visando certificação e rotulagem de produto de origem sustentável;
    • Plataformas e serviços digitais atrelados à cadeia produtiva de milho e/ou de sorgo.

    Segurança de Alimentos e Nutrição

    • Produtos à base de milho e/ou de sorgo com características sensoriais e/ou nutricionais equivalentes aos derivados de proteína animal, que atendam nichos de consumidores com restrições ou preferências alimentares específicas;
    • Compostos de milho e/ou de sorgo como aditivos naturais (pigmentos, antioxidantes, antimicrobianos, entre outros) em alimentos e outros produtos, via processos convencionais e/ou nanotecnologia;
    • Metodologias e processos baseados em imagens e técnicas espectroscópicas para classificação, rastreabilidade e certificação da qualidade tecnológica e sanitária de grãos e sementes de milho e/ou de sorgo;
    • Práticas e processos para redução da infestação de pragas e/ou da incidência de micotoxinas em grãos e sementes de milho e/ou de sorgo.

    Serviço

    Programa Conexões para Inovação – Embrapa Milho e Sorgo

    O que é: programa de inovação aberta focado na construção de alianças estratégicas com empresas, instituições ou demais agentes do setor produtivo, interessados no codesenvolvimento de soluções tecnológicas para transformar a agricultura e a pecuária brasileiras.

    Objetivo: identificação de empreendedores que queiram solucionar problemas ou apresentar novas oportunidades para as cadeias produtivas do milho, do sorgo e do milheto, agregando conhecimentos e experiências do setor público e privado.

    Calendário

      • Lançamento da Chamada: 05/08/2020
      • Data limite para a submissão das propostas: 25/08/2020
      • Divulgação do resultado preliminar: 31/08/2020
      • Prazo para interposição de recursos: 02/09/2020
      • Divulgação do resultado final pós-recursos: 04/09/2020
      • Elaboração do projeto conjunto (Parceiro/Embrapa): 04/09 a 25/09/2020

    Análise do projeto pela Comissão Avaliadora: 26/09 a 05/10/2020
    Prazo final para submissão do projeto pós-ajustes:  09/10/2020
    Prazo final para assinatura do acordo de cooperação técnica: 23/10/2020

    Mais informações:
    Portal do Programa Conexões para Inovação: www.embrapa.br/milho-e-sorgo/inovacao-aberta

    Expertise

    A Embrapa Milho e Sorgo conta atualmente com mais de 50 parceiros atuando no desenvolvimento conjunto de soluções tecnológicas inovadoras para o agronegócio brasileiro e global. Entre as soluções estão produtos macro e microbiológicos para o controle de insetos-pragas; inoculantes biológicos para suprimento de nutrientes e promoção do crescimento em plantas; cultivares, linhagens, genes e outros ativos genéticos de alto valor agregado; e sistemas de produção agropecuários intensificados e sustentáveis.

  • Comportamento das vacas leiteiras revela “rede social”

    Um estudo publicado na revista  Frontiers in Veterinary Science  ofereceu novas idéias sobre o comportamento “social” de vacas leiteiras, com base em um corpo de pesquisa que poderia um dia ajudar a remodelar as práticas de gerenciamento agrícola para criar ambientes de vida mais saudáveis para os animais. Uma equipe de cientistas chilenos e norte-americanos passou 30 dias observando um pequeno rebanho de vacas leiteiras que havia dado à luz recentemente para entender a rede de interações bovinas com base no comportamento de higiene, também conhecido como alogação.

    Nos modernos sistemas de produção leiteira, as vacas são constantemente misturadas em diferentes grupos, dependendo de fatores como estágio de lactação, necessidades nutricionais e criação. Os animais devem restabelecer sua estrutura social durante cada reagrupamento, o que, de acordo com pesquisas anteriores, causa efeitos negativos no comportamento, na saúde e na produtividade.

    Acredita-se que a alogação, que geralmente envolve uma vaca lambendo a outra ao redor da cabeça e do pescoço, atenda a vários propósitos sociais. Por exemplo, a preparação social é uma maneira de estabelecer laços individuais entre os membros de um grupo e também melhora a coesão social geral no rebanho.

    “Nosso objetivo era entender como as vacas formam a ‘rede social’ depois de se conhecerem no início do período de ordenha e quais fatores podem influenciar essas mudanças. Isso é importante porque o gado forma laços fortes, que lhes oferecem apoio e ajuda para lidar com os estresses que ocorrem regularmente na vida das vacas leiteiras “, diz o autor principal, Dr. Gustavo E. Monti, do Instituto de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Austral do Chile.