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  • RS entra em alerta para chuva extrema e temporais

    Um cenário de alto risco meteorológico começa a se formar sobre a Região Sul do Brasil e deve provocar vários dias consecutivos de tempestades intensas, principalmente no Rio Grande do Sul, a partir desta quinta-feira (16). Segundo informações da Meteored, a combinação entre um Rio Atmosférico, um Jato de Baixos Níveis e uma intensa onda de calor favorecerá a ocorrência de chuva extrema e eventos severos.

    De acordo com a previsão, um dos principais fatores responsáveis pela intensificação das instabilidades será o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis, com ventos que podem superar 150 km/h nos próximos dias. Ao mesmo tempo, o calor intenso deve aumentar a instabilidade atmosférica. Entre sexta-feira (17) e segunda-feira (20), as temperaturas poderão ultrapassar os 32°C em diversos municípios da Região Sul. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a anomalia térmica poderá alcançar até 15°C acima da média.

    A interação entre calor, grande disponibilidade de umidade e o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis criará condições favoráveis para a formação de tempestades intensas no Rio Grande do Sul. Os temporais devem começar nesta quinta-feira (16), seguir até domingo (19) e podem continuar ao longo da próxima semana.

    O sábado (18) é apontado como o período de maior preocupação. As projeções indicam elevado potencial para tempestades severas entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai, com possibilidade de granizo, rajadas destrutivas de vento, microexplosões e até mesmo tornados.

    Nos próximos dez dias, os acumulados de chuva podem variar entre 200 e 300 milímetros em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, sendo o território gaúcho o mais afetado. A previsão também não descarta volumes ainda maiores em pontos isolados, o que amplia o risco de impactos.

    Com esse cenário, aumentam as chances de interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e galhos, danos em telhados, estruturas e lavouras provocados pelo granizo, além de transbordamento de rios, alagamentos e ocorrência de descargas elétricas.

    A Meteored destaca ainda que um dos principais indicadores para previsão de eventos extremos, o Índice de Previsão Extrema (EFI) do modelo numérico ECMWF, aponta valores elevados para precipitação entre os dias 17 e 22 de julho sobre o Rio Grande do Sul e áreas vizinhas, incluindo partes de Santa Catarina, Uruguai e Argentina. O índice sinaliza uma elevada probabilidade de volumes de chuva excepcionalmente altos.

     Outro fator de atenção é o Índice de Energia Potencial Convectiva Disponível (CAPE), que deve atingir valores extremamente elevados no sábado (18). Na prática, isso indica uma atmosfera muito instável e favorável à formação de tempestades de grande intensidade.

    Segundo a análise da Meteored, não está descartada a possibilidade de que os impactos previstos durante a segunda quinzena de julho se aproximem das proporções observadas nas enchentes históricas registradas em 2024. Diante desse cenário, a recomendação é de atenção redobrada por parte das autoridades e da população para reduzir os riscos relacionados a transbordamentos, inundações, deslizamentos de terra e outros eventos severos.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Carinata ganha espaço na rotação de culturas

    A área cultivada com carinata segue em expansão no Rio Grande do Sul nesta safra de inverno, impulsionada pelo interesse dos produtores em diversificar os sistemas de produção e ampliar a rotação de culturas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar, que aponta bom desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do Estado.

    Na região administrativa de Santa Rosa, a estimativa é de aproximadamente 2.600 hectares cultivados. Giruá e São Luiz Gonzaga concentram as maiores áreas destinadas à cultura. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras estão, em sua maioria, na fase de desenvolvimento vegetativo, com estabelecimento e evolução do ciclo considerados satisfatórios. As condições são semelhantes às observadas na canola, principalmente em relação à presença de pragas, que exigem monitoramento constante. De forma geral, o desenvolvimento das plantas é favorecido pelas condições climáticas registradas até o momento.

    Na região de Santa Maria, onde são previstos 1.526 hectares, o plantio foi concluído. Em Tupanciretã, município responsável por 1.105 hectares da área cultivada, as lavouras permanecem em desenvolvimento vegetativo, dentro do esperado e com boas condições sanitárias. Os produtores realizam a adubação em cobertura e o controle de plantas daninhas. Conforme o levantamento, a ocorrência de geadas pode ter provocado prejuízos, mas os possíveis impactos ainda estão sendo avaliados.

     Na região de Pelotas, o plantio também está praticamente finalizado. A expectativa é de 1.298 hectares cultivados. As áreas já implantadas apresentam desenvolvimento considerado normal para a época, e todas as lavouras permanecem na fase vegetativa.

    Na região de Erechim, alguns agricultores optaram pela carinata como alternativa para o cultivo de inverno, principalmente em substituição ao trigo, em razão dos preços praticados para o cereal. Toda a área prevista já foi implantada e também se encontra em estágio de desenvolvimento vegetativo.

    Em relação à comercialização, o informativo indica que o valor pago ao produtor na região de Santa Rosa é de R$ 125,22 por saca de 60 quilos. Na região de Erechim, o preço estabelecido em contratos chega a R$ 147,00 por saca.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Colheita da safrinha 2026 avança abaixo do ritmo

    Levantamento da DATAGRO aponta atraso na colheita do milho safrinha no Brasil, com Mato Grosso à frente do calendário e demais estados em ritmo mais lento. Dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Relatório Diário da DATAGRO, mostrando reflexos do atraso no plantio sobre o avanço da colheita em todo o país.

    A colheita do milho safrinha 2026 atingiu 36,7% da área cultivada até o dia 10 de julho, segundo dados divulgados pela DATAGRO. O percentual está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 42,4% das lavouras já haviam sido colhidas, e também fica atrás da média histórica para a data, de 41,1%. De acordo com a DATAGRO, o atraso reflete tanto o cronograma mais lento de plantio quanto as condições climáticas irregulares enfrentadas ao longo de todo o ciclo da safrinha neste ano.

    Na avaliação regional, o Mato Grosso concentra os trabalhos mais avançados de colheita, despontando como o estado que mais avançou no calendário. Já Paraná, Mato Grosso do Sul e os estados da região Sudeste seguem com ritmo mais lento, ainda sentindo os efeitos das dificuldades enfrentadas no início da safra.

    Apesar do atraso na colheita, a oferta de milho no mercado brasileiro segue ampla, mesmo durante o período de entressafra. Segundo a DATAGRO, esse cenário, somado ao avanço gradual dos trabalhos de campo, contribui para elevar a disponibilidade do cereal.

    Essa maior disponibilidade tem pressionado as cotações do grão no mercado interno, de acordo com a visão da consultoria. Com preços menos atrativos, muitos produtores optam por não vender no momento, o que resulta em um cenário de liquidez reduzida.

    Assim, o mercado de milho segue em compasso de espera. Vendedores aguardam melhores condições de preço para negociar, enquanto compradores se beneficiam da oferta elevada para manter a pressão sobre os valores pagos pelo cereal.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias

  • Frio persistente e chuvas volumosas elevam risco para lavouras de inverno e pastagens no RS

    O Rio Grande do Sul enfrenta uma combinação de frio prolongado e excesso de chuva entre os dias 18 e 23 de julho. Um bloqueio atmosférico, associado a uma frente fria, mantém o tempo instável sobre a maior parte do estado, com acumulados que podem superar 100 mm em várias regiões. O cenário acende alerta para produtores de trigo, pastagens e pecuária, especialmente nas áreas de maior persistência da umidade, como a Campanha e a Fronteira Oeste. A orientação é para que o produtor rural adote uma postura preventiva e regionalizada, priorizando o monitoramento fitossanitário e a logística de campo.

    Cenário meteorológico: bloqueio e frente fria mantêm instabilidade

    Entre os dias 18 e 23 de julho, o Rio Grande do Sul permanece sob a influência de um bloqueio atmosférico que, combinado com a passagem de uma frente fria, mantém o tempo fechado e com chuvas frequentes. O sistema atua de forma irregular, com maior concentração de precipitação em algumas áreas e volumes mais moderados em outras, mas a persistência do padrão é o principal fator de risco para as atividades agropecuárias.

    A previsão indica que a chuva será mais volumosa nas regiões da Campanha, Fronteira Oeste e Centro do estado, com acumulados que podem ultrapassar 50 mm no por dia em vários pontos. Em Bagé, por exemplo, a soma prevista para o período chega a 45 mm no primeiro dia, com rajadas de vento de até 60 km/h. Já em Santana do Livramento, o acumulado previsto é de 60 mm no dia 18, seguido por mais 55 mm no dia 20, com ventos de até 80 km/h. A irregularidade na distribuição das chuvas, no entanto, exige cautela: nem todas as áreas receberão os mesmos volumes, e a confirmação de alagamentos ou encharcamento do solo depende de validação local.

    Tempo severo e risco de alagamentos

    O sistema de alertas indica que 37 regiões do estado estão sob atenção ou alerta para chuva forte e tempestades. As regiões de Uruguaiana, Santana do Livramento e Santo Ângelo estão entre as que apresentam risco de tempo severo, com possibilidade de ventos intensos e granizo. A previsão aponta que, em Uruguaiana, os acumulados podem chegar a 52 mm, com pontuais de até 107 mm. Em Santo Ângelo, o alerta é para chuva forte, com pontuais de 138 mm.

    Outras regiões, como Santa Maria, São Gabriel – Caçapava do Sul e Santiago, também estão em alerta para chuva severa ou forte, com risco de alagamentos e encharcamento do solo. A persistência da chuva é um fator crítico: em Bagé, Cachoeira do Sul, Santiago, Uruguaiana, São Luiz Gonzaga, Cerro Largo e Sobradinho, a previsão indica chuva por seis dias consecutivos, de 18 a 23 de julho. Já em Montenegro, a chuva persiste por seis dias, com vento também previsto para o mesmo período.

    Impactos na agropecuária: atenção redobrada para trigo e pastagens

    O cenário de frio persistente e chuvas volumosas eleva o risco de encharcamento do solo e hipóxia radicular, especialmente em lavouras de trigo e pastagens. A condição prevista pode inviabilizar o tráfego de maquinário, atrasar a colheita mecanizada e aumentar o risco de lixiviação de nutrientes, como nitrogênio e potássio. Além disso, a alta umidade favorece o desenvolvimento de doenças fúngicas, como a ferrugem asiática e o mofo branco, e pode comprometer a qualidade dos grãos e sementes, com risco de micotoxinas e grão ardido.

    Para a pecuária, o frio prolongado e a umidade excessiva podem afetar o conforto térmico animal e reduzir a disponibilidade de pastagens. O risco de perda de suporte forrageiro é uma preocupação, especialmente nas regiões onde a chuva for mais intensa e persistente.

    Saiba onde o risco é maior

    Campanha e Fronteira Oeste: Bagé, Santana do Livramento, Uruguaiana e São Gabriel – Caçapava do Sul estão entre as regiões com maior volume de chuva previsto e alertas de tempo severo. A persistência da umidade por seis dias consecutivos exige monitoramento constante das lavouras e pastagens.

    Centro do estado: Santa Maria, Cachoeira do Sul e Santiago também estão sob alerta, com pontuais de chuva que podem ultrapassar 100 mm. A irregularidade na distribuição, no entanto, pode gerar situações muito distintas entre talhões vizinhos.

    Norte e Noroeste: Regiões como Passo Fundo, Carazinho, Soledade e Palmeira das Missões estão em atenção para chuva moderada a forte, com pontuais que podem chegar a 112 mm por dia. A persistência da chuva por cinco a seis dias também é um fator de risco.

    Vales e Serra: Bento Gonçalves, Lajeado, Sobradinho e Encantado estão em alerta para chuva moderada a forte, com risco de alagamentos. A condição pode afetar a logística de escoamento da produção, especialmente em estradas de terra.

    Ações recomendadas

    Diante do cenário, a recomendação é que produtores e técnicos de campo adotem uma postura preventiva. Entre as ações sugeridas estão: planejar janelas operacionais estreitas para atividades de campo, avaliar a capacidade de drenagem das áreas, interromper a colheita mecanizada se a umidade do grão estiver elevada, reforçar a logística de escoamento e redobrar o monitoramento fitossanitário. A suspensão de pulverizações é indicada devido ao risco de deriva ou lavagem dos defensivos.

    É importante ressaltar que a confirmação de danos agrícolas, alagamentos ou granizo depende de validação local, seja por meio de estações meteorológicas, Defesa Civil ou relatos de campo. O cenário previsto indica risco, mas a intensidade e a distribuição dos eventos podem variar significativamente entre municípios e até mesmo dentro de uma mesma propriedade.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Homeopatia complementa estratégias de manejo bovino no inverno

    Na região Sul, o inverno impõe uma série de desafios à pecuária de corte, principalmente no Pampa gaúcho. As baixas temperaturas, a ocorrência de geadas, a redução da oferta e da qualidade das pastagens e as frequentes variações climáticas exigem um manejo mais criterioso para preservar a saúde, o bem-estar e o desempenho produtivo do gado.

    Diante desse cenário, a prevenção torna-se importante aliada do produtor. Entre as estratégias adotadas em muitas propriedades está a inclusão da homeopatia como parte do plano sanitário. Integrada às boas práticas de manejo, os medicamentos homeopáticos auxiliam na imunidade e fortalecem a energia vital dos bovinos e ovinos, neste período, mas devem ser utilizados de forma correta.

    O tratamento homeopático pode auxiliar na adaptação às variações climáticas, favorecendo a manutenção da vitalidade e do bem-estar do rebanho. Também é utilizado com o objetivo de apoiar o aproveitamento nutricional em épocas de menor disponibilidade e qualidade das forragens, além de integrar programas preventivos voltados à sanidade animal.

    Durante o inverno, fatores como o frio intenso, os ventos, a umidade e o estresse provocado pelas mudanças ambientais podem aumentar a demanda metabólica dos bovinos. Por isso, associar o cuidado nutricional ao monitoramento constante da saúde dos animais é fundamental para reduzir perdas de desempenho e manter a eficiência produtiva.

    Tomás Machado, técnico agrícola e extensionista rural da Emater/RS-Ascar, especialista em Homeopatia em animais, plantas e agroecossistemas, explica que um dos diferenciais dos programas homeopáticos é sua integração a um planejamento sanitário anual. “As estratégias são ajustadas conforme as necessidades de cada fase produtiva e as características de cada estação”, destaca.

    Machado ressalta que a adoção da homeopatia nas propriedades deve ocorrer de forma integrada ao planejamento sanitário, sem substituir os protocolos terapêuticos convencionais, especialmente nas situações que exigem intervenção imediata. “A proposta é oferecer ao produtor uma abordagem complementar para a condução da sanidade do rebanho”, afirma. Segundo o especialista, mais do que uma medida isolada, a homeopatia integra um conjunto de práticas que, quando incorporadas a um programa sanitário bem estruturado, podem contribuir para que o rebanho enfrente o inverno com melhores condições de adaptação, bem-estar e desempenho.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Estudo da RTC discute a Agricultura 6.0 e a construção do potencial produtivo através da qualidade química do solo

    A Rede Técnica Cooperativa desenvolveu um estudo, de autoria do Dr. Jessé Fink, pesquisador da RTC/CCGL, que define o conceito de “Agricultura 6.0” como uma mudança de paradigma focada na construção intencional do potencial produtivo da lavoura. O estudo aponta que, nesta abordagem, o pH do solo atua como o indicador-chave do ambiente produtivo, tendo como referência a elevação do pH para valores maiores que 6,0 na camada de 0–20 cm.

    O boletim técnico alerta que um dos principais entraves à produtividade das grandes culturas no Rio Grande do Sul continua sendo a baixa exploração do perfil do solo, ocasionada pela acidez em subsuperfície. A presença de alumínio tóxico restringe o crescimento radicular e limita o volume de solo explorado, reduzindo a eficiência das plantas no acesso à água e nutrientes, mesmo que estes estejam disponíveis.

    Segundo o pesquisador, a correção da acidez não deve ser vista como uma prática isolada, mas como um investimento estruturante. A elevação do pH promove benefícios sistêmicos, reduzindo a atividade do alumínio tóxico e melhorando processos químicos, físicos e biológicos do solo, o que confere maior resiliência das culturas frente a déficits hídricos e aumenta a eficiência de fertilizantes e produtos fitossanitários.

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/noticias

  • Carbono no solo amplia produtividade e retenção de água

    Durante anos, o carbono no solo esteve associado diretamente aos debates ambientais e ao mercado de crédito de carbono. No entanto, pesquisadores e produtores rurais têm ampliado o debate sobre o tema ao observarem os impactos diretos na produtividade agrícola, retenção de água e resiliência das lavouras diante de eventos climáticos extremos.

    Uma pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Solos) em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indicou que os solos brasileiros armazenam cerca de 36 bilhões de toneladas de carbono orgânico, volume equivalente a aproximadamente 5% do estoque global.

    Nesse contexto, as pesquisas voltadas à saúde do solo, agricultura de baixo carbono e manejo regenerativo ganharam força no país. A avaliação de especialistas é de que solos mais saudáveis tendem a registrar maior capacidade de armazenar água, ciclar nutrientes e reduzir perdas produtivas em cenários de estresse climático.

    De acordo com José Siqueira, professor emérito da UFLA (Universidade Federal de Lavras – MG), pesquisador em Ciências do Solo e membro do comitê de governança do projeto Regenera Cerrado, o funcionamento dos sistemas agrícolas está diretamente ligado à dinâmica do carbono no solo e ao manejo adotado nas áreas cultivadas.

    “O solo pode funcionar como fonte de gases de efeito estufa ou como dreno de carbono da atmosfera, ou seja, depende do manejo que se aplica. Quando aumentamos o teor de matéria orgânica, o sistema passa a reter mais carbono e isso influencia diretamente a qualidade, a produtividade e a sustentabilidade das lavouras”, explica.

    A matéria orgânica no solo favorece a retenção de carbono e a sustentabilidade das lavouras. Foto: Adriano Cruvinel

    Nesse sentido, a matéria orgânica é uma das principais variáveis do sol, além de ser responsável pela regulação das propriedades físicas, químicas e biológicas. Desse modo, práticas regenerativas adotadas no projeto Regenera Cerrado ganham relevância não apenas pelo aspecto ambiental, mas também pelo impacto agronômico e econômico nas propriedades rurais.

    Matéria orgânica ajuda a reter água e aumentar a resiliência das lavouras

    Entre os principais efeitos observados em solos com maior teor de carbono está a capacidade de retenção hídrica. Conforme explica José Siqueira, a matéria orgânica atua diretamente no armazenamento de água no solo e ajuda as culturas a enfrentarem períodos de seca e altas temperaturas.

    “Para cada 1% de aumento no teor de matéria orgânica, o solo pode armazenar até 150 mil litros de água por hectare. Isso tem impacto direto sobre a resiliência das lavouras, porque regula o estado hídrico das plantas e reduz os efeitos da falta de chuva e do calor excessivo”, afirma.

    O pesquisador reforça que práticas como plantio direto, manutenção da palhada, rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e redução do revolvimento do solo contribuem para diminuir a degradação da matéria orgânica e aumentar o acúmulo de carbono nas áreas agrícolas.

    Sistema de plantio direto em lavoura de soja regenerativa. Foto: Regenera Cerrado

    No entendimento de Jorge Gustavo, Analista de Sustentabilidade do Negócio Agrícola da Cargill, os desafios climáticos têm reforçado a importância de práticas agrícolas capazes de aumentar a resiliência produtiva no campo. “Nesse contexto, iniciativas voltadas à saúde do solo e ao fortalecimento da matéria orgânica ganham relevância e a agricultura regenerativa representa um caminho importante para conciliar produtividade, sustentabilidade e adaptação climática no longo prazo”.

    Integração entre ciência e campo fortalece agricultura regenerativa

    A diretora do Instituto BioSistêmico (IBS), Priscila Terrazzan, acredita que a integração entre pesquisa, produtores e instituições parceiras (verificada no Regenera Cerrado) é fundamental para ampliar sistemas agrícolas mais resilientes, produtivos e alinhados à conservação dos recursos naturais.

    “Iniciativas desenvolvidas diretamente em áreas agrícolas comerciais têm papel estratégico para aproximar ciência e realidade do campo. No Regenera Cerrado, buscamos gerar conhecimento aplicado sobre práticas regenerativas em condições reais de produção, considerando os desafios dos solos tropicais e as demandas dos produtores rurais”.

    O professor José Siqueira reforça que o desafio da agricultura tropical passa pela capacidade de construir sistemas produtivos mais equilibrados biologicamente e com aptidão de manter produtividade sem ampliar processos de degradação do solo.

    “O teor de matéria orgânica é considerado o alicerce da produtividade agrícola. Solos com baixos níveis de matéria orgânica normalmente são menos produtivos e mais suscetíveis às variações climáticas e outros eventos ambientais que impactam as lavouras. Já solos com maiores teores apresentam melhor equilíbrio biológico e físico, favorecendo o desenvolvimento das culturas e sistemas produtivos mais estáveis”, conclui.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Produtividade da soja cai 14,8% no Rio Grande do Sul

    A colheita da soja foi concluída no Rio Grande do Sul, restando apenas áreas pontuais de segunda safra, sem representatividade estatística nos resultados estaduais. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, os números finais da safra refletem a grande variação no volume de chuvas ao longo do ciclo, fator que provocou diferenças expressivas de produtividade entre regiões, municípios e propriedades.

    De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média estadual da safra 2025/2026 foi revisada para 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior aos 3.180 quilos por hectare projetados antes do início do plantio. A área cultivada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi finalizada. O levantamento aponta grande variação de rendimento entre os municípios. As menores produtividades foram registradas em áreas de Augusto Pestana, Coronel Barros e Jóia, onde os volumes de chuva ficaram abaixo da necessidade da cultura durante fases consideradas críticas do desenvolvimento. Em contrapartida, Santa Bárbara do Sul apresentou desempenho superior, com produtividade média acima de 3.600 quilos por hectare.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Produtor gaúcho tem até 10 de julho para fazer a Declaração Anual de Rebanhos

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) prorrogou, em caráter excepcional, até o dia 10 de julho, o prazo para a Atualização Cadastral das Explorações Agropecuárias e para a Declaração Anual de Rebanhos 2026. A medida foi oficializada por meio da Instrução Normativa nº 05/2026, publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (29/6).

    A declaração é obrigatória para todos os produtores rurais que possuem animais de interesse da defesa sanitária animal no Rio Grande do Sul. Devem ser informados os rebanhos existentes na propriedade, incluindo bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos, suínos, aves, peixes, abelhas e outras espécies previstas na legislação estadual.

    As informações fornecidas pelos produtores são fundamentais para manter atualizado o cadastro pecuário do Estado, subsidiar as ações de vigilância sanitária e fortalecer os programas de prevenção, controle e erradicação de doenças animais. Os dados também contribuem para a rastreabilidade da produção, ampliam a segurança sanitária e ajudam a manter os mercados consumidores para os produtos de origem animal do Rio Grande do Sul.

    Como fazer

    Os produtores podem fazer a Declaração diretamente nas Inspetorias Veterinárias da Seapi ou de forma Online.

    A declaração pela internet pode ser feita em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui.

    Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online.

    Para mais informações, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/declaracao

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Semeadura da canola está quase concluída no RS

    A semeadura da canola está em conclusão no Rio Grande do Sul e deve atingir uma área de 353.397 hectares, confirme estimativas iniciais da Emater/RS-Ascar. O incremento esperado de aumento de área de 102,64% em relação aos 174.394 hectares cultivados em 2025 (IBGE) faz com que a canola se consolide como a principal cultura em expansão entre os cultivos de inverno na Safra 2026 no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (25/6), as primeiras lavouras implantadas já ingressam na fase de florescimento, enquanto a maior parte das áreas apresenta adequado estabelecimento e uniformidade na emergência e no desenvolvimento vegetativo.

    As condições climáticas têm favorecido a evolução da cultura da canola nas principais regiões produtoras, embora períodos de menor radiação solar e temperaturas mais baixas tenham reduzido o ritmo de crescimento em algumas áreas, sem reflexos expressivos sobre o potencial produtivo. Os produtores realizam o manejo de plantas daninhas, a adubação nitrogenada em cobertura e o monitoramento fitossanitário. A produtividade média estadual está projetada em 1.619 kg/ha, resultando em produção estimada de 571.975 toneladas.

    Trigo – A semeadura do trigo avançou na maior parte das regiões produtoras e alcança cerca de 70% da área projetada, favorecida pela redução dos volumes pluviométricos nas últimas semanas, embora áreas com elevada umidade do solo ainda apresentem ritmo mais lento. As lavouras implantadas estão com bom estabelecimento e desenvolvimento vegetativo inicial, e emergência uniforme.

    A cultura de trigo apresenta retração significativa da área a ser cultivada nesta safra no Estado. A estimativa da Emater/RS-Ascar projeta 814.220 hectares, redução aproximada de 30% em relação aos 1.166.163 hectares cultivados em 2025. Apesar do recuo, o trigo permanece como o principal cereal de inverno do Estado. A produtividade média projetada é de 2.701 kg/ha, e produção estimada de 2,2 milhões de toneladas. A redução da área cultivada é reflexo da combinação de menor rentabilidade, custos de produção elevados, restrições de crédito e maior percepção de risco climático para o ciclo de inverno. Também se observa redução do nível tecnológico em parte das áreas, como racionalização do uso de insumos e maior utilização de sementes salvas.

    Aveia-branca – A semeadura da aveia-branca está, em grande parte, concluída, com as lavouras em fase vegetativa e perfilhamento. Observa-se estande satisfatório e ausência de pragas ou doenças de maior expressão. Para esta Safra 2026, a cultura mantém estabilidade de área, com estimativa de 387.697 hectares, representando variação negativa de 1,38% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.

    Cevada – A projeção da Emater/RS-Ascar aponta acentuada retração de área (-36,52%) nesta Safra 2026, sendo estimada em 20.320 hectares. Na safra anterior foram implantados 32.010 hectares. Essa redução da área cultivada é observada nas principais regiões produtoras e reflete a menor intenção de investimento na cultura, em especial nas áreas tradicionalmente integradas à cadeia cervejeira. Entre os fatores que influenciam essa decisão, destaca-se o aumento da percepção de risco climático associado ao El Niño e à ocorrência de precipitações durante o período de maturação e colheita. Em razão da elevada sensibilidade dos grãos, há risco de comprometimento da qualidade tecnológica, podendo resultar na desclassificação da produção para fins de maltagem e no direcionamento do produto para mercados de menor valor agregado. A Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade média estadual de 3.020 kg/ha, e a expectativa de produção é de 61.369 toneladas

    Apesar da retração, a implantação das lavouras de cevada evolui dentro da janela recomendada, estando concluída ou em fase final nas principais regiões produtoras. As lavouras de cevada implantadas apresentam bom estabelecimento inicial, com emergência uniforme e sem registros de problemas fitossanitários.

    Culturas de Verão

    Soja – A colheita de soja foi encerrada no Estado, restando frações de segunda safra, sem representatividade estatística na composição dos resultados estaduais. Com a conclusão das operações, consolidam-se os efeitos da elevada variabilidade espacial das precipitações ao longo do ciclo, principal fator das diferenças expressivas de rendimento entre regiões, municípios e propriedades.

    A produtividade média estadual da Safra 2025/2026 foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar para 2.707 kg/ha, representando redução de 14,8% nos 3.180 kg/ha projetados antes do início do plantio. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, os resultados evidenciam ampla variabilidade de produtividade da soja entre os municípios. Em Santa Bárbara do Sul, por exemplo, houve elevados rendimentos, com produtividade média superior a 3.600 kg/ha.

    Milho – A colheita de milho está tecnicamente encerrada. Restam áreas residuais, principalmente na Metade Sul, inferiores a 1% da área cultivada no Estado. A produtividade estadual foi reestimada pela Emater/RS-Ascar em 7.362 kg/ha, mantendo-se praticamente estável em relação à projeção inicial de 7.376 kg/ha, realizada antes da implantação da cultura. A área cultivada alcançou 812.540 hectares.

    Milho Silagem – A colheita está encerrada no Estado. A produtividade média de silagem para a Safra 2025/2026 foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar em 36.878 kg/ha, representando redução de 3,8% nos 38.338 kg/ha projetados na ocasião do plantio. A área plantada foi estimada em 349.085 hectares.

    Feijão 2ª Safra – A colheita de segunda safra foi concluída. A área cultivada foi reestimada em 9.818 hectares, representando retração de 45,7% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média estadual se consolidou em 1.414 kg/ha, levemente superior à projeção inicial de 1.401 kg/ha, indicando relativa estabilidade dos rendimentos diante do cenário de redução de área. Ainda na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, o rendimento médio da área colhida foi de 1.604 kg/ha, devido a alguns danos ocasionados por geada no período vegetativo e reprodutivo da cultura.

    Frutícolas

    Citros – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os pomares se encontram em bom estado geral, com produtividade bastante variável entre as propriedades. Os citricultores realizaram tratamentos fitossanitários e adubações de cobertura. As plantas de cobertura do solo, como aveia e azevém, encontram-se em desenvolvimento. As variedades precoces de citros estão em colheita, embora a comercialização seja considerada baixa pelos comerciantes. Já na região de Erechim, a previsão de produtividade para 2026 está na média de 32 t/ha. Algumas variedades de laranja iniciam o amarelecimento, e há interesse comercial pelas cultivares Salustiana, Iapar e Umbigo Navelina, embora os preços sejam considerados baixos pelos produtores, de R$ 0,40/kg. A colheita da laranja Valência para suco está prevista para o final de julho. Para as frutas de ciclo médio, há expectativa de abertura de compra pela indústria por alguns dias no mês de junho.

    Na região de Lajeado, em Palmitinho, a divulgação de foco de greening despertou maior interesse por informações técnicas, organização de reuniões, orientações sobre compra de mudas e vistorias em pomares domésticos e comerciais. A prevenção é prioritária, uma vez que o Vale do Caí é uma importante região citrícola, com milhares de famílias e toda uma cadeia produtiva dependente da atividade. Apesar da redução da atividade vegetativa, típica do inverno, não foram observados danos significativos aos pomares comerciais, uma vez que a maior parte das variedades se encontra em maturação. O frio tem contribuído para o avanço da coloração e melhoria das características das frutas destinadas ao mercado in natura. De maneira geral, os pomares apresentam boa carga produtiva e produtividade estimada pouco acima da média dos últimos anos.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial