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  • TRIGO/CEPEA: Preços oscilam no mercado brasileiro

    De acordo com pesquisas do Cepea, os preços do trigo estão oscilando no mercado brasileiro. Nos momentos de baixa, a pressão vem do fraco ritmo de negociação envolvendo a nova safra nacional. Já os momentos de alta se devem à posição firme de vendedores que ainda detêm lotes remanescentes.

    No balanço da semana, no entanto, os valores registraram queda. Em relação às cotações do farelo e da farinha, conforme levantamento do Cepea, subiram. No caso do farelo, a demanda por parte da pecuária segue sustentando os valores, enquanto para as farinhas, as valorizações se devem ao ligeiro aumento no ritmo de negócios.

    Fonte: CEPEA/ESALQ

  • Soja tem novo dia de baixas em Chicago nesta 3ª ainda sentindo pressão da disputa EUA x China

    Como já vinha sendo esperado pelos traders, o governo norte-americano impôs mais US$ 200 bilhões em tarifas sobre produtos chineses, intensificando uma guerra comercial que já se estende desde maio e o mercado internacional da soja segue sentindo os efeitos.

    No pregão desta terça-feira (18) na Bolsa de Chicago, as cotações recuavam, por volta de 7h50 (horário de Brasília), entre 3,50 e 3,75 pontos, com o novembro/18 valendo US$ 8,19 por bushel. O março/19, referência para a safra do Brasil, tinha US$ 8,47.

    As baixas só não são mais intensas, como explicam analistas e consultores, porque o mercado já vinha esperando por mais esta medida do presidente Donald Trump. O importante, por outro lado, será acompanhar o desenvolvimento dos negócios ao longo dos próximos dias.

    “Veremos se o maior volume de negocios durante o dia será dominado pelo pessimismo que pode provocar uma pressão vendedora ainda maior”, explica Steve Cachia, diretor da Cerealpar.

    Os preços da soja são pressionados também pelo bom início da colheita no Corn Belt, que já apresenta um ritmo recorde. De acordo com números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, 6% da área cultivada já foi colhida.

    No ano passado eram 4% e a média dos últimos cinco anos é de 3%. O índice fica bem acima das expectativas do mercado que variavam de 2% a 3% para esta semana.

    O reporte mostra ainda que 67% das lavouras dos EUA estavam em boas ou excelentes condições, contra 68% da semana anterior. 23% dos campos se apresentavam em situação regular e 10% em condições ruins ou muito ruins.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Produção deverá ser mais sofisticada no futuro, diz Lopes

    O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, escreveu um artigo dizendo que os métodos de produção agrícola deverão ser mais sofisticados no futuro. Segundo ele, a demanda por alimentos está aumentando, assim como as exigências da população por uma alimentação cada vez mais saudável.

    “Um dos grandes desafios nas análises globais de segurança alimentar é a necessidade de sofisticação de modelos e análises que permitam estimar, de forma confiável, a demanda futura por alimentos. Isso porque teremos uma população cada vez mais numerosa, mais urbana, mais educada, rica e exigente, o que produzirá substancial pressão na produção e na sofisticação de alimentos até meados desse século”, comenta.

    Ele cita também um estudo recente produzido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) que indica que a produção agrícola mais que triplicou entre 1960 e 2015. Entretanto, o presidente da Embrapa alerta para os efeitos negativos das mudanças climáticas sobre as culturas agrícolas, que estão fazendo com que o aumento da produtividade seja prejudicado.

    “No entanto, os impactos decorrentes das mudanças climáticas e do desgaste dos recursos naturais – em especial solo e água – fazem crescer as incertezas e o receios acerca da capacidade de resposta aos desafios à frente”, estima.

    De acordo com Lopes, a demanda por alimentos irá aumentar 47% entre 2010 e 2050, o que representa menos da metade do crescimento que foi notado nos quarenta anos anteriores. Nesse cenário, ele afirma que será necessário repensar os métodos de produção para conseguir suprir todas essas necessidades.

    “Portanto, será preciso lidar com uma realidade desafiadora para o mundo da agricultura e da alimentação no horizonte de 2050. Crescimento econômico e dinâmica populacional serão os principais motores das transformações, com impactos significativos nos padrões de consumo e de produção de alimentos em todo o mundo”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Desmatamento em áreas de soja no cerrado é o menor em 16 anos

    Um estudo encomendado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) em parceria com a The Nature Conservancy e elaborado pela Agrosatélite, com base em imagens de satélite, indicou que o desmatamento em áreas de soja no cerrado é o menor desde 2001. De acordo com a publicação, entre 2014 e 2017, a área de soja aumentou apenas 7% ao ano no cerrado em regiões de desmatamento.

    Os dados comparados mostraram que em 2007 e 2013, esse percentual era de 18% ao ano e, entre 2001 e 2006, de 27% ao ano. Para o presidente da Abiove, André Nassa, a tendência é de que os números melhorem ainda mais. “Estamos na menor fase de desmatamento do Cerrado, a queda é expressiva e a tendência é de redução”, afirma.

    De acordo com ele, isso ocorreu porque, cada vez mais, a expansão da soja está ocorrendo em áreas que já estão abertas, respeitando a vegetação nativa do local. Como principais motivos para que essa tendência se fortaleça cada vez mais, ele cita um maior rigor na fiscalização e o aumento da produtividade das lavouras que já existem, fazendo com que os agricultores não precisem expandir a sua produção para áreas de terras cobertas pela vegetação local.

    Segundo os dados coletados, o cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e possui metade ainda em vegetação nativa e a outra metade de terra aberta. Do total de 204 milhões de hectares, 17 milhões de hectares são cultivados com soja, 10,5 milhões de hectares são de vegetação nativa nas fazendas e o restante, 11,6 milhões de hectares, são áreas já abertas e podem ser aproveitadas para o cultivo da soja.

    Fonte: Agrolink

  • Aumenta registro de clorotalonil

    De acordo com o engenheiro agrônomo, MBA e consultor da AllierBrasil, Flavio Hirata, está em franco crescimento o registro de produtos à base do ingrediente ativo clorotalonil na América Latina. Em artigo para o Portal chinês Agropages.com, o especialista aponta que a explicação para essa expansão vem do objetivo maior desses ‘players’ – que é acessar os principais mercados consumidores de agroquímicos: Brasil e Estados Unidos.

    Hirata explica que o clorotalonil é um fungicida muito importante utilizado em legumes, porém mais recentemente vem sendo mais empregado no controle de doenças da soja no Brasil. “Considerando que a soja é a principal cultura no país, o volume também é proporcionalmente grande”, afirma o consultor da AllierBrasil.

    Ele lembra que até dez anos atrás, apenas dois ‘players’ eram os principais fornecedores de clorotalonil: Syngenta e Oxon. Desde então várias novas marcas foram lançadas tendo como fonte de matéria-prima diferentes fábricas chinesas. Hoje existem 47 marcas registradas: Syngenta, com 10; Oxon, também 10; Ihara, com 7; e Sipcam detendo 5 são as expoentes.

    “As importações de clorotalonil em agosto no Brasil foram apenas da China. Isso mostra a alta dependência deste produto de poucos fabricantes com produção limitada. Por outro lado, as restrições de produção deste produto na China podem ser um incentivo para sintetizar o clorotalonil em outros países, mais provável na América Latina, visando o Brasil e os EUA. A AllierBrasil, como empresa de consultoria, já foi contatada por diferentes grupos de investidores interessados em se registrar para os países da América Latina”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Preço segue em alta e alcança maior patamar real desde julho/16

    A demanda externa pela soja brasileira segue firme, principalmente por parte da China. E agora que os estoques domésticos estão menores, os prêmios de exportação voltaram a subir. Além disso, a taxa de câmbio dólar/Real é a maior desde a implementação do Plano Real. Com isso, os preços domésticos da soja seguem em alta, voltando aos maiores patamares desde julho/16, em termos reais (IGP-DI ago/18). O interesse de venda é maior para exportação, visto que o valor está acima do oferecido pelas indústrias domésticas. Desta forma, enquanto vendedores consideram o cenário atual positivo, compradores domésticos estão com dificuldades na aquisição da matéria-prima. Mesmo com os preços elevados, a liquidez interna tem sido limitada pelos altos valores de frete, que subiram significativamente nas últimas semanas.

    Fonte: Cepea

  • Soja convencional ainda é cultivada no Brasil, mas área plantada diminui

    A soja transgênica domina a produção brasileira, mas ainda existem compradores que preferem a convencional. O principal destino dela é a exportação para a Europa e a Ásia. Esse nicho de mercado, porém, vem diminuindo ano a ano.

    Na safra passada, o grão convencional ocupou 17,3% da área total de cultivo e, neste ano, deve ficar entre 10% e 12%, segundo estimativa do Instituto Soja Livre.

    “Estou falando de 10% a 12% de um total de 9,5 milhões de hectares”, pondera Eduardo Vaz, analista do instituto. Ele fez a projeção com base nos volumes de comercialização de sementes.

    Fonte: Globo Rural

  • Soja começa a semana em baixa na Bolsa de Chicago com pressão da guerra comercial EUA x China

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham em baixa no pregão desta segunda-feira (17). O mercado internacional dá início à esta nova semana com perdas de pouco mais de 4 pontos entre os principais vencimentos, com o novembro/19 valendo US$ 8,25 por bushel, por volta de 7h50 (horário de Brasília).

    Os traders começam a semana de olho nas tensões comerciais dos Estados Unidos não só com a China, mas com outros países também, inclusive as negociações em torno do Nafta. Nesta semana, o presidente Donald Trump pode anunciar novas tarifas sobre a nação asiática na casa de US$ 200 bilhões e volta a assustar os players.

    Diante dessa possibilidade, o índice acionário de Xangai caiu ao seu menor nível em quase quatro anos nesta segunda-feira. De acordo com informações da Reuters, Trump pode fazer o anúncio das novas tarifações ainda nesta segunda.

     

     O mercado segue ainda pressionado por seus próprios fundamentos, como o avanço da colheita norte-americana e a chegada da nova safra dos EUA ao mercado.

    No boletim semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no fim do dia de hoje, após o fechamento do pregão, poderia mostrar os trabalhos de colheita concluídos no Corn Belt entre 2% e 3% da área.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja em alta com números do USDA e reaproximação com China

    O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quarta-feira (12.09) ganhos de 8,25 pontos no contrato de Novembro/18, fechando em US$ 8,40 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com valorizações entre 7,75 e 8,75 pontos.

    O mercado norte-americano da soja teve um dia de ganhos nos principais contratos futuros, com a redução dos estoques mundiais de soja para 2018/19. A T&F Consultoria Agroeconômica destaca que fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires relatam que os Estados Unidos propuseram à China uma nova rodada de negociações comerciais, em um esforço para dar a Pequim outra oportunidade de abordar as preocupações de Washington sobre questões comerciais antes que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, implemente tarifas adicionais sobre as importações chinesas.

    A Consultoria AgResource destaca que o relatório do USDA até chegou a trazer um movimento de pressão nos primeiros minutos após a sua publicação: “No geral, um aumento de produtividade para a safra estadunidense já era esperado. A estimativa atualizada para 59,2 sacas/hectare (elevada 1,34 sacas) define um novo recorde para a safra estadunidense. Nem mesmo o excepcional cenário climático de 2016 foi capaz de gerar produtividades em tais níveis – naquele ano foi registrado 58,24 sacas/hectare”.

    “Entretanto, a especulação já precificava tais números, com o Mercado sendo regido pela falta de interesse em vendas físicas nos Estados Unidos, usuários finais (consumidores de grão) adicionando compras e novas especulações sobre a reabertura de negociações entre EUA e China”, concluem os analistas da ARC.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo: USDA aumenta estoques mundiais e preços caem

    A disponibilidade mundial de trigo para 2018/19 foi aumentada em 4,7 milhões de toneladas (MT) pelo relatório do USDA divulgado nesta quarta-feira (12.09). De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, isso ocorreu devido ao aumento de 3,4 milhões de toneladas nos estoques iniciais.

    “A safra russa foi aumentada em 3,0 MT devido à atualização dos resultados na região de trigo de inverno e ao clima excelente na região do trigo de primavera. A safra do Casaquistão foi aumentada em 0,5MT também devido às excelentes condições do trigo de primavera. A produção mundial foi aumentada em 2,7 milhões de toneladas na Índia para o recorde de 99,7MT, diante da atualização feita pelo governo local”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.

    Segundo ele, estes aumentos foram parcialmente compensados pela redução de 2,0MT da safra da Austrália e à redução de 1,0MT da safra do Canadá, ambas devido às continuadas condições de seca durante o período de crescimento. As exportações mundiais foram reduzidas em 2,5MT diante da redução de 2,0MT das exportações da Austrália e 0,5MT de redução nas exportações do Canadá, devido à redução das suas respectivas safras.

    “As importações da Indonésia e do Irã foram reduzidas em 1,0MT e 0,5MT, respectivamente. O uso mundial do trigo aumentou 2,3 milhões de toneladas, devido ao aumento de 2,0MT no uso da Rússia para ração e uso residual e 1,0MT de aumento de rações e uso residual na União Europeia”, pontua Pacheco.

    “Com o total das disponibilidades aumentando mais que o uso, os estoques finais globais aumentaram 2,3MT para 261,2MT, mas ainda são 5% menores do que o recorde do ano passado. Para o Brasil e a Argentina o USDA manteve os mesmos números do mês passado, isto é produção de 4,7MT para o Brasil (contra 5,24MT estimadas pela Conab, ontem) e 19,5MT para a Argentina (contra 20,1MT estimadas pelo mercado do país)”, conclui.

    Fonte: Agrolink