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  • Cereais de inverno podem substituir milho na ração

    Com o milho valorizado as criações de suínos e aves perdem na relação de troca. Por isso pesquisadores buscam alternativas para substituir o cereal na ração dos animais e diminuir a dependência do milho. Estudos desenvolvidos na Embrapa Trigo (RS) e na Embrapa Suínos e Aves (SC) apontam que cereais de inverno, como trigo, aveia, centeio, cevada e triticale, são opções viáveis para substituir o milho na formulação de rações e concentrados para alimentar suínos e aves.

    O resultado amplia o mercado para os cereais de inverno, que ocupam cerca de 20% da área potencial de cultivo e poderiam aproveitar áreas ociosas de cerca de 6 milhões de hectares no inverno, especialmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Os pesquisadores avaliaram a viabilidade econômica e nutricional no uso de cereais de inverno na composição de rações, além da caracterização de cultivares mais adequadas à alimentação de suínos e aves. Os resultados mostram que o trigo e o triticale tem bom potencial para substituir o milho e o farelo de soja, no entanto, os valores nutricionais desses cereais são variáveis, dependendo da cultivar, do local e ano de produção. Por isso, é fundamental a avaliação de cada lote dessas matérias-primas antes de seu uso na produção de rações.

    Outro bom resultado é notado na cevada. Conforme as avaliações nutricionais, os níveis ótimos para inclusão do trigo e do triticale na ração de suínos ficam ao redor de 35%, enquanto para a cevada esses níveis ficam entre 20% e 25% a partir da fase de crescimento. No caso dos frangos de corte e poedeiras, recomenda-se níveis de 20% a 30% de inclusão de trigo ou triticale, e até 20% de cevada na ração a partir da fase inicial.

    Entenda o impacto

    Para se ter ideia do impacto a produção de milho no Brasil chegou a 100 milhões de toneladas na safra 2019/20. Desse volume, 43 milhões de toneladas têm como destino as exportações e outras 4,5 milhões de toneladas vão para a produção de etanol. Do total de grãos destinados ao consumo interno, mais da metade é utilizada para a alimentação animal. Cada brasileiro consome, em média, 43 kg de frango e 15 kg de carne suína por ano. Para atender essa demanda, é necessário produzir cerca de 30 milhões de toneladas de grãos como milho, trigo, soja e outros.

    Somente para atender à demanda da indústria de proteína animal, que ano passado contabilizou uma produção de 2,7 milhões de toneladas de suínos e quase oito milhões de toneladas de frango, foram necessários 21,5 milhões de toneladas de milho. O déficit de milho na Região Sul é suprido pelos grãos trazidos do centro-oeste do Brasil, com custos de logística que sobrecarregam a produção.

    *com informações da Embrapa

     

    Fonte: Agrolink

  • “Vamos estimular a mulher rural”, diz ministra

    No Brasil cerca de 19% dos estabelecimentos rurais são dirigidos por mulheres, totalizando quase 1 milhão que trabalham como produtoras, segundo Censo Agropecuário 2017, do IBGE. A maioria está na Região Nordeste (57%), seguidas pelo Sudeste (14%), Norte (12%), Sul (11%) e Centro-Oeste (6%). Nesta semana o papel da mulher no agronegócio está sendo discutido sob diversos ângulos no 5º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que segue até quinta-feira (29).

    Nesta segunda-feira (26) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participou da abertura do evento. Ela voltou a ressaltar a força no agronegócio mesmo com a pandemia e o trabalho para recuperar alguns setores que tiveram dificuldades, como do de HF, por exemplo. Sobre a presença feminina no campo, a ministra acredita que ainda existem muitas dificuldades como dificuldade de acesso à tecnologia, mais crédito e recursos produtivos. Também apontou o cooperativismo como forma de impulsionar pequenos e médios estabelecimentos.

    “As mulheres sempre tiveram mais dificuldade de acesso ao crédito, à tecnologia, à inovação e também menor acesso ao cooperativismo, ferramenta da maior importância. Mas nós estamos trabalhando para mudar isso e incentivá-las cada vez mais”, disse.

    A defesa do acordo Mercosul/UE

    A ministra também defendeu a aprovação do acordo Mercosul/União Européia, que esta sendo discutido e enfrenta contrariedade de alguns países europeus por argumentarem que os produtos brasileiros carregam consigo o desmatamento. “Temos que colocar na mesa esse debate e discutir o que for preciso, de maneira responsável, mostrando o que temos de bom e o que precisamos avançar e melhorar. Colocando na balança, no entanto, sei que temos mais exemplos bons do que ruins. Os produtores europeus que combatem a nossa agricultura são fruto de desinformação”, ressaltou.

    A ministra da Agricultura de Portugal, Maria do Céu, com quem Tereza Cristina esteve recentemente, também defendeu o acordo como benéfico para todas as nações e no combate às mudanças climáticas. “Para mudar isso temos que comunicar bem, de forma transparente e aberta, aquilo que todos cremos para este acordo. Entendemos que um modelo agrícola está respaldado na gestão mais eficiente dos recursos naturais, podendo alimentar ainda outros setores da atividade econômica”, disse a líder da pasta portuguesa.

    Fonte: Agrolink

  • Colheita do trigo se aproxima do fim

    A colheita da nova safra de trigo caminha para o fim no Paraná, maior estado produtor do País. No Rio Grande do Sul, as atividades de campo se aproximam de 1/3 da área. Apesar disso, pesquisas do Cepea mostram que os valores do trigo e dos derivados continuam avançando no Brasil, influenciados, especialmente, pela retração das vendas por parte de produtores.

    De acordo com boletim informativo do Cepea, a alta nos preços externos e a estimativa de redução na safra da Argentina também sustentam as cotações no Brasil. Entre 19 e 26 de outubro, os preços do trigo no mercado de lotes subiram 5,05% no Paraná e 8,8% no Rio Grande do Sul, fechando respectivamente a R$ 1.343,56/tonelada e R$ 1.311,2/t nessa segunda-feira, 26.

    Fonte: Agrolink

  • “China vai superar México e Japão como maior importador de milho do mundo”

    Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) as compras chinesas de milho americano para entrega no ano comercial 2020/2021 estão em cerca de 10 milhões de toneladas. No mesmo período do ano passado o volume era de 59 mil toneladas.

    A demanda chinesa por milho levou a consultoria a Agrinvest Commodities a afirmar que a China vai ser a maior importadora de milho do mundo.

    “Isso tudo é um reflexo da recuperação do rebanho na China após a Peste Suína Africana. O governo chinês tem feito leilões dos estoques e hoje, já estão no menor nível e o governo vai precisar recompor o seu estoque, demandando ainda mais o cereal”, explica o analista de mercado Marcos Araújo.

    Milho brasileiro
    Ainda de acordo com o especialista, o Brasil pode sim ser beneficiado neste cenário. “Ainda existem algumas barreiras sanitárias para serem superadas e isso requer um alinhamento do Ministério da Agricultura do Brasil com a China. Além disso, apesar dos Estados Unidos estarem focados no país asiático, os norte-americanos não possuem estratégias de escoamento para demandar também para o mercado de milho”, afirma.

    Fonte: Canal Rural – http://tempuri.org/tempuri.html

  • Autossuficiência pode ser garantida com “trigo tropical”

    Dependente da importação de trigo, o Brasil começa um movimento, adotado no passado no plantio de soja, para se tornar autossuficiente na produção do grão e mudar a má fama da farinha nacional. É no calor e na seca do Cerrado que agricultores pretendem alavancar a lavoura. Eles apostam nas características da região e na tecnologia do preparo de novas sementes.

    Hoje, metade das 12 milhões de toneladas de trigo consumidas no País por ano é importada. A Embrapa vê no cultivo do “trigo tropical” a melhor chance de dobrar as 6 milhões de toneladas que hoje são produzidas em 2,2 milhões de hectares em diversas áreas do País e economizar R$ 400 milhões com a redução nas importações.

    O potencial do Cerrado é promissor na quantidade e na qualidade da matéria-prima do pãozinho do dia a dia. Na colheita deste mês, em Goiás, surgiram registros de produtividade três vezes superior à média nacional, de 45 sacas por hectare. O trigo da região é considerado de alta qualidade, o tipo usado na panificação.

    O governo planeja, a partir de 2021, ampliar em 50% os cerca de 200 mil hectares de trigo plantados no Cerrado. A meta é alcançar 1 milhão, até 2025, em regiões de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o que pode reduzir custos de derivados.

    “Temos de ter política de financiamento para a safra. Temos um plano, estamos discutindo com o Ministério da Agricultura, que é aumentar em mais 100 mil hectares a produção no Cerrado no ano que vem. Isso reduziria a importação de trigo e o Brasil economizaria aproximadamente R$ 400 milhões”, diz Celso Luiz Moretti, presidente da Embrapa.

    A expectativa para as novas safras é empurrada pelos resultados considerados surpreendentes, em 2019 e 2020 – inclusive com um inédito cultivo no Ceará a partir de variedades desenvolvidas para o Cerrado.

    O segredo do sucesso do “trigo tropical” está no avanço das técnicas de manejo da cultura e na tecnologia da Embrapa, que permite gerar sementes adaptadas ao clima. A empresa intensificou o desenvolvimento de variedades a partir dos anos 1980. Com o avanço dos melhoramentos, surgiram espécies mais tolerantes à seca, ao calor e a doenças.

    Cruzamentos. O aprimoramento consiste em complexos cruzamentos genéticos entre espécies variadas. As sementes identificadas como BRS 254, BRS 264 e BRS 404, lançadas em 2005 e 2014, são as mais populares na região. A 404, por exemplo, tem a melhor resistência à brusone, doença comum nos campos do Centro-Oeste. Uma vez alcançados, nos laboratórios da Embrapa, os requisitos para a adaptação, a geografia do Cerrado trata de oferecer o restante.

    A ausência de chuvas nas épocas de colheita, o período de seca bem definido e o forte calor dos dias, em contraste com as temperaturas amenas da noite, encurtam o intervalo entre plantar e colher.

    Enquanto isso, no Sul do País, chuvas podem coincidir com colheitas, algo danoso para a qualidade dos grãos e para a produtividade. Rio Grande do Sul e Paraná, hoje, concentram cerca de 90% da produção nacional de trigo. O processo de tropicalização do trigo é costumeiramente associado ao de expansão das lavouras de soja, que também começaram pelos climas temperados do Sul e, aos poucos, foram interiorizadas.

    Com os planos e incentivos para expansão das lavouras de trigo, o Brasil ficará menos dependente do produto que compra da Argentina. O país vizinho é responsável por cerca de 82% dos grãos importados pelos moinhos brasileiros. Como os compradores impõem critérios de qualidade aos vendedores, o produto que chega ao País é o mais nobre, com o qual se faz a farinha para o pão.

    Mas, de acordo com técnicos, o produto brasileiro é ainda superior, característica que em algumas regiões não é acentuada em razão de processos que acabam misturando grãos de qualidades distintas. O trigo tropical não tem o mesmo problema e agricultores do Cerrado entregam produtos equiparados aos melhores do mundo, os do Canadá.

    Ideologia
    Estima-se que o Brasil vai gastar este ano aproximadamente R$ 10 bilhões com a importação do grão e da farinha de trigo. Para além do respiro econômico, há um aspecto político no esforço nacional em direção à autossuficiência. O presidente Jair Bolsonaro tem ressalvas ideológicas e busca um distanciamento da Casa Rosada desde que Alberto Fernandez assumiu o governo argentino. O mandatário e sua vice, Cristina Kirchner, lidam com uma profunda crise econômica.

    O governo brasileiro, porém, não vê riscos à balança comercial. A Argentina tem aberto mercados para seu trigo na Ásia e agora tenta introduzir no Brasil, seu principal comprador de trigo, um polêmico cereal transgênico, ainda mais resistente.

    “Quanto à relação com países do Mercosul, não vemos qualquer dificuldade, pois apesar de direcionarem parte da produção para o Brasil, há outros mercados para os quais já exportam”, diz ao Estadão a ministra da Agricultura, Teresa Cristina.

    No DF, produtor quer ampliar área de trigo
    Parte dos produtores do trigo tropical está na região do PAD-DF, o Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal, implantado no fim dos anos 70 pelo governo local para submeter áreas rurais até então inexploradas a processos produtivos. Localizada a cerca de 80 quilômetros de Brasília, a região é um polo agrícola.

    O produtor rural Fabrício Marchese, de 46 anos, recebeu a reportagem do Estadão em cima do trator com piloto automático que usava para lançar sementes de soja em uma área da propriedade de 400 mil hectares que possui no PAD-DF. O terreno em preparação fica ao lado dos 30 hectares do trigo que cultiva, quase na divisa com Goiás, em uma modalidade que para ele ainda é experimental.

    Enquanto os triticultores da região já colheram os grãos, Marchese aguarda a fase final da maturação. Em vez de maio, como os demais, plantou em junho a semente do tipo 254, entre as safras de milho e soja. É uma estratégia para abastecer o solo com novos nutrientes e fazer renda extra. “Quando muda a estação, o dia fica longo e encurta o ciclo. O ciclo de 120 dias passa a ser de 100. A gente faz uma rotação de cultura a curto prazo e eu faço mais uma safra. Além de dar uma rentabilidade boa, ajuda no solo. A produção de soja melhora, tudo melhora.”

    A previsão é colher 90 sacas por hectare, o dobro da média nacional. Caso confirmada a expectativa, o produtor deve ampliar os Campos de trigo na entressafra de suas culturas principais no ano que vem.

    Tudo o que colhe vai direto para a cooperativa dos produtores rurais da região, instalada nas redondezas. Lá, o trigo vai para silos capazes de armazenar cerca de 250 mil sacas, até ser moído, tratado, peneirado e embalado. “É como lapidar um diamante”, explica o gerente de produção Rômulo Pereira. Por mês, a Coopa-DF processa 1 milhão de quilos de farinha, produto que vai para moradores do DF, Goiás e Minas Gerais.

    Para o chefe-geral da Embrapa Trigo, Osvaldo Vasconcellos Vieira, a última barreira para o avanço do trigo tropical é a brusone, doença causada pelo fungo Pyricularia grisea que tem como sintoma mais comum o branqueamento de parte da espiga começando no ponto de infecção.

    “Se resolvermos o problema da brusone, estamos a passos largos para mudar a geopolítica do trigo no mundo. O Brasil pode não só ser autossuficiente, mas exportador. Esse é o grande desafio da pesquisa, e acho que estamos muito próximos disso.”

    Fonte: GauchaZH – http://tempuri.org/tempuri.html

  • Confira os fatores que devem mexer com o mercado do milho na semana

    O mercado do milho vive um momento de preços altos, tanto a nível interno, quanto no mercado internacional. O tamanho da colheita nos Estados Unidos deverá chamar atenção dos produtores na semana. No Brasil, o foco passa a ser o andamento do plantio da safra de verão.

    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da Safras Consultoria, Paulo Molinari.
    O mercado internacional segue acompanhando a fase final de colheita nos Estados Unidos;
    O milho acima dos US$ 4 por bushel continua sendo um preço muito alto para a atual composição de estoques;
    China ainda não chegou a comprar 7 milhões de toneladas dos EUA neste ano. O total fica em 6,67 milhões de toneladas, portanto, não há fator China nos preços da CBOT;
    O trigo com suporte devido aos riscos de clima na Europa, Austrália e Argentina vem colaborando para sustentar os preços do milho;
    Exportações semanais dos EUA apenas dentro do normal, ou já esperado, nada de novo no ambiente externo do milho;
    Preços são altos neste momento na CBOT;
    O mercado interno segue com preços muito firmes;
    O Mato Grosso tem preços acima de R$ 65 a saca, além do recorde demonstra o longo caminho do mercado local até julho de 2021;
    Nas demais praças, a grande preocupação é o plantio de verão. Com as chuvas retornando em várias localidades, o plantio foi retomado na última semana;
    Contudo, já há perdas de produção no Sul do Brasil e a dependência é de chuvas neste fechamento de outubro para amenizar a situação;
    A tensão climática deverá seguir ainda até fevereiro e depois com a safrinha 2021 plantada mais tardiamente;
    As exportações do Brasil estão dentro do normal: até agora 25,8 milhões de toneladas comprometidas, com meta de 34 milhões no ano;
    Não há nenhuma importação de milho programada a chegar ao Brasil nos próximos 90 dias pelo menos, de qualquer origem;
    Lembrando que milho norte-americano tem dificuldades de entrada no Brasil devido à transgenia;
    As fixações nas cooperativas e cerealistas continuam baixas, assim como as vendas diretas de produtores, fator que vai sustentando preços regionais;
    No momento em que os produtores voltarem a vender mais agressivamente, os preços podem se acomodar.

    Fonte: Canal Rural – http://tempuri.org/tempuri.html

     

  • Milho: segunda-feira começa com leves altas na B3

    A segunda-feira (26) começa com os preços futuros do milho levemente mais altos na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,13% e 0,82% por volta das 09h14 (horário de Brasília).

    O vencimento novembro/20 era cotado  com elevação de 0,50%, o janeiro/21 valia com ganho de 0,56%, o março/21 era negociado  com valorização de 0,82% e o maio/21 tinha valor com alta de 0,13%.

    As movimentações cambiais abriram a semana dando sustentação aos contratos do cereal brasileiro. Por volta das 09h17 (horário de Brasília), o dólar subia 0,54% e era cotado à R$ 5,64.

     

    Mercado Externo

    Já os preços internacionais do milho futuro iniciaram a segunda-feira caindo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 1,50 e 2,25 pontos por volta das 09h07 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 4,17 com desvalorização de 2,25 pontos, o março/21 valia US$ 4,18 com queda de 2,00 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,19 com perda de 2,00 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,18 com baixa.

    Segundo informações do site internacional Farm Futures, previsões de tempo claro no meio-oeste provavelmente abrirão o caminho para um aumento na atividade de colheita esta semana. Uma rodada de realização de lucros por trader também estava em jogo devido aos preços mais baixos desta manhã.

    Porém, antes disso, é esperado que uma semana de chuvas e neve provavelmente interromperão o progresso da colheita de milho no relatório de progresso da safra de hoje. “O relatório de hoje provavelmente mostrará o progresso da colheita nas planícies, mas retardando o avanço no vale do rio Mississippi superior e no cinturão oriental do milho”, aponta a analista Jacqueline Holland.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Como o fósforo do solo economiza fertilizantes?

    Um artigo publicado na Revista Nature, elaborado por pesquisadores brasileiros da Esalq/USP e da Bangor University, da Inglaterra, avaliou como o melhor aproveitamento do fósforo acumulado no solo pode gerar economia em fertilizantes.

    O fósforo é um dos nutrientes mais limitantes do crescimento das plantas em solo brasileiro. Algumas culturas demandam bastante o nutriente como é o caso do feijão e do milho. Segundo a Embrapa a necessidade de aplicar altas doses de fertilizantes para atender à necessidade de uma cultura representa maior dependência externa, que mais de 50% dos fertilizantes fosfatados são importados.

     

    Equilibrar o nível de fósforo (P) na lavoura é um dos desafios à produtividade atrelada à sustentabilidade agrícola. De acordo o professor Paulo Pavinato, do departamento de Ciência do Solo, da Esalq/USP, que liderou o estudo, em geral, o problema não é a baixa concentração de P no solo, e sim, a baixa disponibilidade desse P às plantas. “Grande parte (cerca de 70%) do P aplicado via fertilizantes (mineral ou orgânico) é acumulado no solo em formas pouco ou não acessíveis às plantas”, explica.

    Segundo o estudo desde os anos de 1960, cerca de 33,4 milhões de toneladas de fósforo foram acumuladas nos solos agrícolas brasileiros. Essa quantia representa um acúmulo de 1,6 milhões de toneladas de fósforo por ano nesta última década, e se seguirmos nesse ritmo serão mais de 100 milhões de toneladas acumuladas até 2050.

    Estima-se que em 50 anos as melhores reservas do nutriente se esgotem e, por isso, algumas alternativas podem ajudar a extrair ele do próprio solo. Entre elas estão manejos como calagem, sistema plantio direto com rotação de culturas, sistemas integrados, variedades melhoradas e inoculação de microorganismos solubilizadores de fósforo podem proporcionar melhor aproveitamento do nutriente que está acumulado no solo.

    Esse melhor aproveitamento pode gerar uma economia de US$ 20 bilhões nas próximas décadas em fertilizantes fosfatados. “Estes números chamam a atenção, e ilustram o enorme potencial que ainda temos para tornar a agricultura brasileira ainda mais eficiente, rentável e sustentável”, complementa o professor Maurício Cherubin, também do departamento de Ciência do Solo, um dos autores do estudo.

    O artigo, intitulado Revealing soil legacy phosphorus to promote sustainable agriculture in Brazil, pode ser lido na íntegra neste link.

     

    FONTE: AGROLINK

  • Soja sobe mais uma vez em Chicago nesta 5ª, confirmando viés altista do mercado

    A quarta-feira (21) registra novas e boas altas para o mercado da soja na Bolsa de Chicago. Perto de 7h10 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 8,50 e 10 pontos, levando o novembro a US$ 10,73 e o março a US$ 10,57 por bushel. Não há grandes novidades para os futuros da oleaginosa no momento, porém, os fundamentos atuais já são suficientes para a manutenção das altas, como explicam analistas e consultores.

    “Os fundamentos conspiram a favor de preços internacionais mais altos, movimento que só deve ser interrompido por momentos de garantia de lucros, especialmente se o clima voltar a se normalizar no Brasil e/ou houver maior grau de pessimismo em relação a vacina Covid19”, afirma consultor da TradeHelp e da Cerealpar, Steve Cachia.

    Assim, o viés altista para os preços na CBOT continua, ainda segundo Cachia, e monitorando a demanda chinesa nos EUA, o plantio atrasado no Brasil e também o movimento do dólar frente ao real.

    “O dólar dá um passo para trás e dois para frente, visto que ainda há muitas incertezas relacionadas a eleição presidencial nos EUA, Covid19 no mundo e da situação fiscal no Brasil, as quais levam investidores a se proteger mais do que arriscar”, complementa o consultor.

    No mercado brasileiro, os preços da soja continuam subindo.

    Fonte: Notícias Agrícolas