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  • Sem tratamento, ferrugem da soja pode causar perda de quase R$ 12 bi ao setor

    Pragas e doenças na agricultura podem resultar em queda no volume de produção, em prejuízos à qualidade dos produtos, e, conforme a situação, até causar a morte das plantas e dizimar cultivos inteiros. A decadência do cacau no sul da Bahia, devido à vassoura-de-bruxa, é uma ilustração emblemática deste risco.

    A ausência de controle das pragas e doenças nos cultivos agrícolas teria como impacto direto o comprometimento das safras. Portanto, para o produtor, ao se defrontar com a presença desses organismos em suas culturas, é necessário adotar algum tipo de controle de modo a preservar seus investimentos e recursos alocados no cultivo, suas margens de lucro e a própria viabilidade socioeconômica de sua atividade produtiva.

    Além dos métodos de controle químico, há possibilidades de complementar ou substituir, em algumas situações, por métodos mecânicos, controle biológico, gestão da nutrição de plantas, uso de variedades resistentes às pragas, entre outros.

    O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), monitorou a evolução da ocorrência das principais pragas e doenças que atingiram as culturas de soja, milho e algodão nas safras 2014/15, 2015/16 e 2016/17 e os respectivos impactos econômicos para produtores e para o País. Para isso, o Cepea desenvolveu uma metodologia de avaliação econômica da incidência das principais pragas, baseada em dados obtidos nos levantamentos anuais de campo nas principais regiões produtoras.

    Mensuração econômica
    Nesta primeira parte do estudo, disponibilizado ontem (22/5) no site do Cepea, pesquisadores mostram que, na safra 2016/17, o custo dos produtores de soja com fungicidas foi de R$ 8,3 bilhões (96% para controle da ferrugem), de R$ 6,2 bilhões em inseticidas e de R$ 4,8 bilhões em herbicidas, totalizando R$ 19,3 bilhões.

    Este valor correspondeu a 16,5% do Custo Total (CT) com a produção de soja no Brasil naquela safra. O montante total para cultivar uma área de 33,9 milhões de hectares e produzir 114 milhões de toneladas de soja foi de R$ 117 bilhões na safra 2016/17.

    No caso da ferrugem da soja, especificamente, para avaliar a implicação econômica do controle da doença, pesquisadores do Cepea simularam uma situação em que os produtores não utilizassem fungicidas. Com isto, economizariam R$ 5,75 bilhões, mas a queda na oferta de soja é estimada em 30%.

    Supondo que os produtores pudessem compensar essa perda em produtividade, expandindo a área cultivada, gastariam R$ 33 bilhões em recursos adicionais para custear um aumento de quase 1/3 na área produtiva nacional. Esses custos referem-se apenas aos recursos terra, trabalho e capital privados dos produtores; não incluem custos de abertura de novas áreas e infraestrutura produtiva e logística etc.

    No cenário sem essa compensação da queda de produtividade pelo aumento da área cultivada, o modelo econômico estima um aumento de 22,9% no preço no mercado interno. Assim, nesse contexto, embora os produtores reduzissem os custos (sem o controle da ferrugem), a elevação dos preços não seria suficiente para evitar a queda da receita bruta, de 13,9%. Diante disso, o resultado econômico com o plantio de soja passaria de um lucro de R$ 8,32 bilhões para um prejuízo de R$ 3,37 bilhões para o segmento produtivo nacional. Logo, os produtores incorreriam em uma perda de R$ 11,7 bilhões.

    Para o país, em termos macroeconômicos, isto implicaria na queda de 30% em volume exportado, equivalente a perdas de US$ 4,5 bilhões em faturamento externo para os produtos do complexo da soja.

    Pesquisadores do Cepea estimam ainda que o aumento de 22,9% nos preços da soja, devido à perda na produção, teria um impacto de 0,57 ponto percentual no IPCA geral de 2017. Ou seja, o IPCA passaria de 2,95% para 3,52%. Este mesmo raciocínio aplicado ao IPCA de alimentos, implicaria em variação de 1,03 ponto percentual no índice, ou seja, saltaria de -1,87% para também negativos -0,84% no ano de 2017.

    Fonte: Agroemdia

  • Milho abre a quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago e dezembro atinge maior patamar em um ano

    A quinta-feira (23) começa com os preços internacionais do milho futuro apresentando valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 1,75 e 2,25 pontos por volta das 08h59 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,96, o setembro/19 valia US$ 4,05 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,15.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os futuros de milho estão um pouco mais elevados nesta manhã, consolidando o aumento recente e com dezembro liderando o caminho, passando para o seu nível mais alto em quase um ano.

    Enquanto os agricultores ponderam as decisões sobre o milho, um novo estudo da Farm Futures mostra que o produtor médio provavelmente pode empatar ao evitar a instalação, embora os pagamentos provavelmente não cubram todos os custos econômicos.

    “Enquanto isso, o clima continua a tornar o sistema fluvial uma bagunça, com o porto de St. Louis previsto para fechar hoje e talvez ficar inundado na primeira semana de junho. Compradores em terminais ainda capazes de entregar de Toledo ao Rio Ohio aumentaram as ofertas, já que os estoques estão escassos no Golfo”, aponta Knorr.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja opera estável nesta 5ª feira em Chicago ainda acompanhando o clima no Corn Belt

    Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham bem próximos da estabilidade nesta quinta-feira (23), testando ligeiras baixas. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h45 (horário de Brasília), perdiam entre 0,25 e 0,75 ponto.

    O mercado, segundo explicam analistas internacionais, segue acompanhando os mapas climáticos para os EUA – que ainda trazem muiats chuvas para os próximos dias – bem como as informações ainda do lado da política.

    A demanda da China também é acompanhada de perto, com mais atençaão ainda sobre as questões da Peste Suína Africana e em como a doença seguirá afetando o consumo de soja e derivados no país.

    Nesta quinta-feira também o mercado se mantém atento aos números das vendas semanais para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz. As expectativas variam entre 100 mil e 800 mil toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • USDA: aumento da produção de milho para o ciclo 2019/2020

    O relatório de maio de oferta e demanda de grãos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe as expectativas para a safra 2019/2020.

    De acordo com o relatório para o milho a produção mundial deverá aumentar 1,3% frente a safra 2018/2019. Para o grão norte americano o relatório estima aumento de 4,1% na produção. Serão 381,8 milhões de toneladas frente as 366,3 milhões de toneladas do ciclo anterior.

    Para o Brasil as revisões para a produção também foram para cima, com acréscimo de 1,0%, porém, o destaque brasileiro é para o consumo interno e exportações.

    De acordo com o relatório, o Brasil consumirá 4,5% a mais de milho frente à temporada anterior, aumento de 3,0 milhões de toneladas. Já as exportações somarão 34,0 milhões de toneladas, o que representa acréscimo de 6,3%.

    Fonte: Agrolink

  • Agricultura vai mapear área rural para instalação de antenas de celular

    Os ministérios da Agricultura e da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) irão fazer um mapeamento de todo o relevo das regiões agricultáveis para identificar os melhores locais para a instalação de antenas de celular, anunciou ontem (21/5), o diretor do departamento de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Luis Claudio França.

    “Iremos também fazer o levantamento das necessidades de licenças ambientais, para que possamos acelerar o investimento com a conectividade no campo ainda este ano”, afirmou ele.

    Segundo França, o acesso à internet é o principal desafio da agricultura de precisão. E a proposta do ministério para a política de conectividade é que ela se transforme em alternativa para os agricultores de todos os tamanhos. “Não pode haver isolamento”, afirmou.

    Entre as iniciativas do ministério, estão sendo criados o fórum de Inovação Agropecurário; serão fortalecidos os polos tecnológicos agropecurários; e políticas para a difusão de inovação e melhoramento de recursos genéticos.

    NB Iot
    A dificuldade para as redes de telecomunicações avançar para as áreas rurais, apontou Jueliton Silveira, diretor de Relações Públicas e Comunicações da Huawei. Segundo o executivo, a tecnologia NB-IoT (Narrow Band Internet das Coisas) traz mais vantagens para os investimentos nas áreas rurais em relação à tecnologia LTE (4G). Entre elas, a bateria da NB dura mais de 10 anos, ou 20 vezes mais do que a LTE, a área de cobertura é mais ampla (alcança quatro vezes mais do que a LTE) e é capaz de receber 100 mil sensores por célula. Os executivos participam do painel Telebrasil 2019.

    Fonte: Telesíntese

  • Após sequência de ganhos, milho abre o dia em baixa na Bolsa de Chicago

    A quarta-feira (22) começa com os preços internacionais do milho apresentando desvalorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam quedas entre 2,75 e 5,00 pontos por volta das 09h17 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,89, o setembro/19 valia US$ 3,97 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,06.

    O analista Tony Dreibus da Successful Farming destaca a queda nas cotações do milho após os valores atingirem o patamar mais alto em quase um ano. Isso levou alguns investidores que fizeram apostas otimistas sobre as safras a vender seus contratos e contabilizar lucros.

    Já Bryce Knorr da Farm Futures aponta que os contratos futuros de milho estão apresentando perdas modestas, digerindo os ganhos das últimos dias.

    Enquanto isso, os produtores continuaram a relatar o progresso do plantio aos trancos e barrancos. Aqueles no leste do Cinturão do Milho enfrentaram os maiores obstáculos à medida que mais chuvas varriam a região. “O lote do milho que foi plantado foi plantado em solo que foi aberto e depois plantado, ainda debaixo de terra”, relatou um agricultor no oeste de Illinois, que tinha 65% de sua cobertura. Apenas 10% emergiram.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com estabilidade em Chicago nesta 4ª feira com olhos no clima e na política

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago caminham bem próximos da estabilidade nesta quarta-feira (22). Perto de 8h10 (horário de Brasília), as cotações tinham variações somente nos dois primeiros contratos de 0,25 ponto, com o julho valendo US$ 8,22 e o agosto, US$ 8,29 por bushel.

    Dividido entre as questões da guerra comercial e do clima no Corn Belt, o mercado se atenta agora também à real área plantada da safra 2019/20 e também à questões políticas norte-americanas.

    Ontem, notícias de que o programa de ajuda do governo Trump aos produtores que estão sendo impactados pela guerra comercial e que poderia pagar até US$ 2,00 por bushel de soja de subsídio movimentou o mercado e provocou muita especulação. As informações, porém, ainda são divergentes e os preços terminaram o dia perdendo mais de 9 pontos.

    O mercado agora espera por esclarecimentos, mais detalhes sobre os próximos pagamentos e, principalmente a confirmação desses valores – que para o milho poderia ser de US$ 0,04 por bushel e para o trigo, US$ 0,63.

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) se posicionou e disse que essas informações chegaram mais a frente.

    Enquanto isso, o mercado segue atento ao clima muito úmido nos EUA e com previsões indicando a chegada de mais chuvas – de elevados volumes – no curto prazo. A janela para o plantio da soja no país ainda está aberta, porém, com os atrasos causados pelo clima se mostra cada vez mais estreita.

    Paralelamente, nesta quarta, a China afirmou que está pronta para novas conversas comerciais com os Estados Unidos. A declaração foi do embaixador da China nos Estados Unidos, Cui Tiankai.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Governo federal aprova registro de mais 31 agrotóxicos, somando 169 no ano

    O Ministério da Agricultura formalizou hoje (21/5) o registro de mais 31 agrotóxicos. No ano todo, já são 169 produtos autorizados.

    O número de defensivos registrados vem crescendo significativamente nos últimos três anos, fato que preocupa ambientalistas e profissionais da saúde. Em 2015, foram 139. Em 2018, 450.

    O registro de um agrotóxico é feito pelo Ministério da Agricultura (Mapa), que analisa se ele funciona no combate a pragas e doenças no campo. Mas o registro só é concedido quando o produto também é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia os riscos à saúde, e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que analisa os perigos ambientais. Sem o aval dos três órgãos, ele não é liberado.

    Segundo o Ministério da Agricultura, o aumento da velocidade dos registros se deve a ganhos de eficiência possibilitados por “medidas desburocratizantes” implementadas nos três órgãos nos últimos anos, em especial na Anvisa. A agência confirma esforços para diminuir a lista de produtos em análise.

    A lista dos 169 produtos, entretanto, não é homogênea. Ela contém desde um novo princípio ativo (produto técnico) e suas “cópias” quando caem as patentes (produto técnico equivalente) até o composto que chega ao agricultor (produto formulado) e os “genéricos” desse composto (produto formulado equivalente).

    Em 2019, ainda não houve o registro de nenhum princípio ativo novo. O último produto técnico registrado foi o sulfoxaflor, no fim do ano passado – ainda não foram liberados produtos formulados à base dessa substância e, portanto, ela ainda não chegou ao mercado para o agricultor. Esse princípio ativo é associado à redução do número de abelhas em estudos feitos fora do país.

    Dos 31 agrotóxicos registrados nesta terça-feira, 29 são produtos técnicos equivalentes, ou seja, reproduções de princípios ativos já autorizados, sendo três do polêmico glifosato, associado a um tipo de câncer em processos bilionários nos Estados Unidos.

    Os outros dois são produtos finais: Compass e Troia, à base de ametrina e mancozebe, respectivamente, substâncias que já usadas na composição de outros venenos.

    Somados todos os atos de registros de agrotóxicos publicados pelo Ministério da Agricultura em 2019, o número de produtos chega a 197. Isso acontece porque os registros de 28 produtos concedidos no ano passado foram formalizados em janeiro deste ano.

    Fonte: G1 Agro

  • Colheita da soja se encerra em Tupanciretã/RS com produtividade entre 49 e 50 sacas por hectare

    A colheita da soja já se encerrou em Tupanciretã no Rio Grande do Sul. Após um início de ciclo bastante conturbado, em que 20% da área teve que ser replantada, a média final de produtividade ficou entre 49 e 50 sacas por hectare.

    Segundo José Domingos Lemos Teixeira, coordenador do núcleo da Aprosoja RS em Tupanciretã, ainda restam 60% dessa produção para ser negociada no município e as tensões do mercado internacional e os preços de venda cerca de 10% menores do que os do ano passado estão prejudicando essa comercialização.

    Agora, os produtores da região apostam no cultivo de safras de inverno como trigo, aveia branca e aveia preta. De acordo com Teixeira, a área de trigo será maior do que a do ano passado, mas ainda sim pequena, uma vez que o agricultor está desanimado com o cenário de mercado dos últimos anos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho segue com altas em Chicago após USDA divulgar atraso no plantio americano

    A terça-feira (21) começa com valorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram altas entre 4,50 e 6,25 pontos por volta das 09h05 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,95, o setembro/19 valia US$ 4,02 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,09.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os contratos futuros de milho foram mais altos durante a noite, registrando novas valorizações na primavera, depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou um progresso recorde de plantio lento na segunda-feira.

    No fim da tarde da última segunda-feira o USDA divulgou que a área plantada de milho nos EUA passou, em uma semana, de 30% para 49%, contra 78% do ano passado e 80% de média das últimas cinco safras. O mercado esperava algo entre 42% e 61% e as médias eram de 50%; 51% e 54% entre os analistas e consultores americanos.

    Fonte: Notícias Agrícolas