Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 582 entries

  • Entenda a importância do controle parasitário integrado em meses de temperatura e umidade do ar elevadas

    Estudos indicam que as perdas econômicas relacionadas a parasitos podem atingir cerca de U$ 14 bi por ano no Brasil

    Nos meses de temperatura e umidade do ar elevadas, o controle parasitário integrado torna-se crucial para assegurar a sanidade e o bem-estar do rebanho na bovinocultura. Estudos científicos indicam que as perdas econômicas relacionadas a parasitos externos e internos, como carrapatos, bicheiras e vermes, podem atingir cerca de U$ 14 bilhões por ano no Brasil, considerando queda na produção leiteira, danos ao couro e perdas de peso.

    Octaviano Pereira Neto, médico-veterinário e gerente técnico da Elanco Saúde Animal, destaca que o controle parasitário é um desafio constante para os pecuaristas, especialmente durante as altas temperaturas e umidade. Ele enfatiza a importância de adotar um protocolo de combate integrado capaz de lidar simultaneamente com diferentes parasitos.

    “Manejar um grande número de cabeças é uma operação complicada. O produtor que implementa o cuidado sanitário integrado economiza tempo, dinheiro e aumenta a produtividade, além de reduzir o estresse do animal”, afirma Octaviano. Ele defende o controle parasitário integrado como peça-chave para a produtividade do rebanho, otimizando investimentos em nutrição, o maior custo para os pecuaristas.

    A Elanco oferece o EzatectTM, uma solução que reúne moléculas como abamectina, doramectina e ivermectina, cada uma focada em um parasito específico. Essa formulação exclusiva, aliada a uma tecnologia de solubilização pioneira, proporciona ação eficaz, duradoura e excreção residual rápida. Octaviano destaca a importância de uma administração simples e fácil, sendo o EzatectTM de dose única e injetável, facilitando o manejo na fazenda.

    Além da estratégia integrada, Octaviano ressalta a importância do manejo preventivo, incluindo higienização das instalações, nutrição adequada e hidratação. A Elanco também capacita técnicos para apoiar a gestão de informações e acompanhar os resultados obtidos no controle parasitário integrado. “A gestão de dados é fundamental para a revisão de condutas e equações de aplicação”, conclui o médico-veterinário.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Objetos e contato social amenizam estresse da desmama em bezerros leiteiros

    O intuito é melhorar a capacidade dos bezerros em lidar com mudanças de ambiente; foram 60 dias de observações comportamentais

    A fase de aleitamento é um período sensível e estressante para os bezerros leiteiros, por conta do afastamento da mãe e, em alguns casos, do isolamento social.

    Buscando alternativas para minimizar os impactos negativos dessa fase, a Embrapa Pecuária Sudeste conduziu um experimento para testar a efetividade do enriquecimento social e físico.

    A pesquisa avaliou os efeitos do enriquecimento social no comportamento dos bezerros leiteiros em sistemas a pasto. O intuito, de acordo com a pesquisadora Teresa Alves, foi melhorar a capacidade dos animais em lidar com mudanças de ambiente. Além disso, o enriquecimento físico, com a disponibilização de objetos como escova, bola e espantalho, buscou identificar benefícios funcionais e biológicos.

    A separação do filhote e a mãe logo após o nascimento é uma prática corriqueira entre os produtores de leite, principalmente para assegurar maior eficiência no recebimento do colostro. Quando separados, muitos são colocados em baias individuais, a fim de diminuir a transmissão de doenças e a competição por alimento.

    Por outro lado, a criação coletiva de bezerros oferece um ambiente com espaço e estímulos necessários ao bom desenvolvimento cognitivo. A interação com outros animais pode melhorar a capacidade de lidar com mudanças de ambiente e situações de estresse. Porém, um desafio frequente nesse modelo é a ocorrência da mamada cruzada (ato de bezerros em sugar um ao outro).

    A ação pode resultar em ferimentos de partes do corpo do animal sugado e interferir no desempenho produtivo. Nesse caso, a inserção de “brinquedos” é uma forma de reduzir o problema, melhorando sanidade, índices reprodutivos, aumento da aptidão inclusiva e redução de comportamento doloroso. E não é necessário um grande investimento para o produtor.

    Resultados

    Nos lotes com enriquecimentos social e físico a interação social e o comportamento de explorar o ambiente foram menores, visto que os animais ocuparam parte do tempo interagindo com os objetos oferecidos.

    Os bezerros interagiram em maior frequência com a escova (48,2%), seguida da interação com bola (26,5%) e com o  espantalho (25,6%). Além disso, neste grupo houve maior frequência de visita ao concentrado e menor tempo em pastejo. Em relação ao ócio e à ruminação, não ocorreu influência dos enriquecimentos entre os lotes.

    Para Teresa, o maior tempo gasto com a escova pode ser explicado pelo fato dos bovinos se coçarem para remover sujeira, restos de excrementos, ectoparasitas e fluídos corporais. Assim, a incorporação de objetos com algum tipo de função específica é eficaz para o bem-estar.

    “A criação de bezerros em grupo promove um importante enriquecimento que são as interações sociais, embora quando disponibilizado ‘brinquedos’, eles gastam tempo interagindo com esses recursos”, destacou Teresa.

    A pesquisadora considera que a interação dos bezerros com o espantalho nos horários próximos ao fornecimento do leite pode estar relacionada com o contato humano-animal. É provável que os bezerros tenham associado à imagem do espantalho à pessoa responsável pelo manejo, uma vez que os bonecos usavam a mesma vestimenta dos tratadores.

    Experimento

    Participaram do estudo 35 bezerros das raças Holandês e Jersolando distribuídos em dois tratamentos: um apenas com enriquecimento social – piquetes coletivos de criação; e outro com enriquecimento social e físico. Nesses, além dos piquetes serem coletivos, foram colocados diferentes objetos (espantalho, bola e escova), oferecidos simultaneamente.

    O experimento foi conduzido no Sistema de Produção de Leite da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). A distribuição dos grupos foi aleatória, com a condição de que os animais não tivessem diferença de idade maior do que 15 dias e, no máximo, cinco filhotes.

    Os bezerros foram separados de suas mães logo após o nascimento e receberam o colostro por meio de baldes individuais com bico. Desde o primeiro dia de vida, tiveram acesso livre à água e ao concentrado. O desaleitamento ocorreu, gradativamente, próximo aos dois meses de idade.

    O sistema de criação coletivo possui área composta por capim, com 12 piquetes de 64m² cada, com sombra artificial. A pesquisadora explicou que o sistema foi planejado para que houvesse piquetes ociosos para mudança do lote para áreas com melhor qualidade sanitária, principalmente no período das chuvas.

    Os animais foram avaliados diariamente e pesados a cada 14 dias, com a avaliação de mucosa, infestação de carrapatos e temperatura retal. As observações comportamentais também foram a cada 14 dias, anotadas durante 10 horas, com identificação dos bezerros. Foram 60 dias de observações do comportamento do nascimento ao desmame.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Fungo pode controlar praga que atinge o milho, aponta estudo

    O fungo afeta o comportamento da cigarrinha-do-milho dois dias após a pulverização do bioinseticida e não oferece riscos ao consumidor

    A cigarrinha-do-milho tornou-se um problema sério para a agricultura. Esse inseto está hoje amplamente distribuído nas Américas, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina.

    No Brasil, ele utiliza apenas as plantas de milho como hospedeiras e ainda são desconhecidos seus mecanismos de adaptação a outros vegetais. Na planta do milho, a cigarrinha causa um dano direto, pela sucção da seiva do floema – o tecido vivo através do qual circulam compostos orgânicos solúveis, em especial a sacarose, pelo corpo vegetal.

    Mas esse não é o principal problema: o inseto é também um transmissor de bactérias e vírus que podem causar grandes danos às espécies vegetais, afetar a produtividade e, por decorrência, a produção do milho.

    Para combater a cigarrinha-do-milho – reduzindo sua população e principalmente impedindo a transmissão de fitopatógenos para novas plantas hospedeiras –, duas estratégias são habitualmente adotadas: a pulverização com defensivos agrícolas e o controle biológico. Os defensivos são, de longe, os mais empregados. Mas, o controle biológico vem obtendo crescente adesão.

    Um dos agentes bioinseticidas utilizados em produtos atualmente comercializados é o fungo Cordyceps javanica. Essa espécie generalista apresenta alto potencial de controle sobre insetos sugadores. Mas, até agora, não se sabia exatamente como isso acontecia.

    Para elucidar o mecanismo de atuação do fungo entomopatogênico sobre a cigarrinha-do-milho foi realizado um estudo pioneiro no Centro de Pesquisa Avançada de São Paulo para Controle Biológico (SPARCBio), constituído pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela empresa Koppert Biological Systems na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

    A investigação foi conduzida pela engenheira agrônoma Nathalie Maluta, pós-doutora na área de fitossanidade e pesquisadora da Koppert Brasil. Teve a participação de Thiago Rodrigues de Castro, coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Koppert Brasil, e de João Roberto Spotti Lopes, professor da Esalq-USP.

    “Nosso trabalho evidenciou que o fungo começa a afetar o comportamento da cigarrinha-do-milho dois dias após a pulverização do bioinseticida, reduzindo a atividade alimentar dos insetos nos vasos do floema das plantas de milho, local onde ocorre a transmissão de fitopatógenos”, conta Maluta à Agência Fapesp.

    Para obter esse resultado, a pesquisadora aplicou uma técnica, ainda pouco conhecida no Brasil, chamada de electrical penetration graph (EPG). Nesta, a cigarrinha de teste, ativa sobre a planta de milho, é conectada a um eletrodo.

    E a atividade de seu estilete – isto é, da estrutura bucal, semelhante a minúsculos canudos, utilizada para sugar a seiva – pode ser assim monitorada e representada por meio de um gráfico, permitindo a associação das formas de onda produzidas com as atividades biológicas desempenhadas pelos insetos. Guardadas as devidas proporções, o procedimento é semelhante ao do eletrocardiograma, que monitora graficamente a atividade do coração.

    “A técnica de EPG gera formas de onda com diferentes características, como nível de tensão, frequência e amplitude, que podem ser correlacionadas com atividades biológicas do inseto. Isso nos permite saber, em tempo real, o que ele está fazendo ou o que está acontecendo com ele – inclusive o efeito do bioinseticida sobre sua atividade sugadora ou transmissora de patógenos”, informa Maluta.

    A Koppert comercializa, há tempos, um produto bioinseticida que tem como princípio ativo o Cordyceps javanica. E o artigo agora publicado explica seu mecanismo de ação.

    “O produto, contendo o fungo, é pulverizado sobre a planta e atinge os insetos ali presentes. Também deixa um filme na superfície vegetal com o qual os insetos que pousam depois entram em contato. De uma maneira ou de outra, o fungo penetra nos corpos dos insetos. Seu efeito não é imediato. Ele precisa de alguns dias para germinar e produzir esporos, levando o inseto à morte. Mas, bem antes disso, o fungo já começa a afetar os seus comportamentos, inclusive o comportamento alimentar”, relata Maluta.

    A pesquisadora afirma que a atuação do Cordyceps javanica é inteiramente específica e não oferece nenhum risco ao consumidor humano ou animal, tanto que seu uso é permitido para cultivos orgânicos. “Esse fungo já existe e atua na natureza. Não foi fabricado em laboratório por manipulação genética”, enfatiza.

    Maluta afirma que, além de estar sendo agravada agora pela crise climática, a grande proliferação da cigarrinha-do-milho é uma decorrência direta da expansão da monocultura em larga escala e, principalmente, do uso inadequado das ferramentas de manejo, como o controle químico.

    “Ao aplicar inseticidas químicos sem prévio monitoramento e sem saber se há necessidade de entrar com alguma medida de controle, ocorre a seleção de indivíduos resistentes, uma vez que os insetos suscetíveis morrem e os resistentes permanecem no campo, até o ponto em que nenhum instrumento de controle funciona mais. É preciso mudar radicalmente as estratégias de manejo”, diz.

    “Esse inseto afeta o milho há muito tempo. Mas, nos últimos anos, sua população cresceu de forma explosiva. Isso também foi afetado pelos cultivos sucessivos. Hoje, temos não só as safras, mas também as chamadas safrinhas, o que aumenta a taxa de proliferação da praga, porque ela tem disponibilidade de comida praticamente o tempo todo”, ressalta.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Retorno da chuva contribui com a soja do Rio Grande do Sul

    Apesar do cenário positivo, proliferação de ferrugem-asiática tem feito produtores intensificarem os tratos culturais

    O retorno das chuvas com volumes expressivos em todo o Rio Grande do Sul foi importante para o desenvolvimento das lavouras de soja, principalmente nas áreas em estágio reprodutivo. A avaliação é do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (22).

    Segundo o órgão, as temperaturas mais amenas após as precipitações também foram favoráveis à cultura, que sofria com os dias quentes de períodos anteriores.

    “Na maioria das regiões, seguem intensas as aplicações de fungicidas para a prevenção e controle da ferrugem-asiática. Os produtores utilizam inseticidas para o controle de pragas na mesma aplicação. Entre as fases, 34% estão em floração, 47% em enchimento de grãos e 3% entraram em floração”, diz a nota.

    De acordo com dados computados até quarta-feira (21) pelo Consórcio Antiferrugem, o Rio Grande do Sul já conta com 96 casos registrados da doença, sendo o segundo com o maior número de ocorrências. O Paraná, com 126, lidera.

    Abortamento de flores da planta de soja

    Na Fronteira Oeste, em Maçambará, as chuvas registradas em 13 de fevereiro proporcionaram a retomada do desenvolvimento das lavouras de soja, de acordo com a Emater-RS.

    Contudo, o estresse sofrido durante 20 dias sem precipitações causou o abortamento de flores e quedas de folhas no terço inferior das plantas, refletindo em redução no potencial produtivo.

    Segundo o órgão, as primeiras lavouras estabelecidas já receberam a terceira aplicação de fungicida. “A presença de lagarta-desfolhadora tem exigido a utilização de inseticidas na mesma aplicação dos produtos para controle da ferrugem-asiática”.

    Proliferação de ferrugem

    No município de Manoel Viana, as chuvas ocorridas nas lavouras em áreas arenosas melhoraram o aspecto da cultura. “Os produtores mantêm monitoramento intensivo da ferrugem devido à incidência da doença desde dezembro no município e, com a volta das chuvas, as condições de proliferação são mais favoráveis”, afirma o Informativo.

    Na região de Ijuí, os cultivos também foram beneficiados pelo retorno da chuva, que estancou os sintomas de déficit hídrico, possibilitando o retorno completo da turgescência das plantas e a interrupção do amarelecimento e da queda das folhas.

    De acordo com a Emater-RS, as áreas em fase final de enchimento de grãos recuperaram o desenvolvimento dos grãos, mas começam a demonstrar falhas de enchimento nas vagens.

    Segundo o Informativo, observa-se nas lavouras em início de formação de vagens uma redução do potencial produtivo, em função do número de vagens, situação que poderá ser melhor avaliada nos próximos dias.

    Produtividade de soja

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, dos mais de 800 mil hectares implantados na safra, a estimativa inicial de produtividade era de 3.321 kg/ha (55,3 sacas).

    Porém, devido ao período seco e com temperaturas elevadas ocorridas no final de janeiro e em fevereiro, houve perdas nos cultivos. O percentual pode chegar a 12% de perda em função da profundidade do solo, de sua capacidade em armazenar água, do estádio fenológico e, ainda, da possível ocorrência de chuvas pontuais.

    “Dessa forma, a expectativa atual é de 2.922 kg/ha (48,7 sacas de soja). Algumas lavouras ainda podem recuperar a capacidade produtiva, dependendo das condições meteorológicas até o final do ciclo”, afirma o órgão.

    Assim, algumas áreas implantadas precocemente (menos de 1%), em especial as cultivadas próximas ao Rio Uruguai, já foram colhidas e as produtividades atingem em torno de 3.900 kg/ha (65 sacas).

    Clima na próxima semana

    A próxima semana terá calor e retorno da chuva no Rio Grande do Sul. Nesta sexta-feira (23), a aproximação de uma área de baixa pressão favorecerá o aumento da nebulosidade e poderão ocorrer pancadas de chuva, típicas de verão na maioria das regiões.

    Segundo a previsão da Emater-RS, no sábado e domingo (24 e 25), o deslocamento de uma frente fria provocará chuva, com possibilidade de temporais isolados. Já na segunda e terça-feira, a propagação de uma área de baixa pressão manterá a nebulosidade e a chuva em todas as regiões. Na quarta, o ingresso de ar seco e frio afastará as instabilidades e provocará o ligeiro declínio das temperaturas.

    Os totais de chuva previstos deverão ser inferiores a 30 e 45 mm na maior parte do estado. Somente na Fronteira Oeste os volumes esperados deverão superar 50 mm.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Carne baixo carbono: protocolos reduzem emissão de gás de efeito estufa em até 15%

    Pesquisadora explicou os critérios presentes nos protocolos dessas práticas na pecuária

    Em entrevista, a pesquisadora da Embrapa Cerrados Giovana Maciel responsável por um estudo sobre produção de carne carbono neutro e carne de baixo carbono, destaca os critérios presentes nos protocolos dessas práticas na pecuária. Ela explica que a diferença fundamental entre os dois protocolos está na presença de árvores plantadas no sistema.No protocolo de carne carbono neutro, a presença de árvores, como o eucalipto, desempenha um papel crucial. Essas árvores neutralizam as emissões de carbono, sequestrando-o em seus sistemas radiculares, troncos e folhas. Já o protocolo de carne de baixo carbono não envolve árvores plantadas, focando em boas práticas agrícolas, como pastos bem manejados e regulamentação ambiental.

    Maciel ressalta a importância de adotar um protocolo integrado, capaz de combater simultaneamente carrapatos, bicheiras e vermes. Ela destaca que, ao adotar práticas sustentáveis, os produtores podem reduzir custos, sendo esse resultado obtido em sua pesquisa devido à genética animal utilizada. Animais que ganham peso de forma eficiente contribuem para a redução dos custos de produção.

    Além disso, o estudo mostra que sistemas de carne de baixo carbono e carbono neutro podem reduzir os custos dos produtores, tornando a produção mais eficiente. A integração de projetos, como a lavoura pecuária floresta, é apontada como uma ferramenta para produzir de maneira mais sustentável, proporcionando benefícios tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico.

    Maciel destaca o papel fundamental da pecuária na descarbonização, indicando que pastagens bem manejadas são eficientes sumidouros de carbono. Ela enfatiza que o Brasil já é referência nesse sentido, especialmente quando se consideram pastagens bem manejadas, que sequestram mais carbono do que florestas estáveis.

    Por fim, Giovana orienta os produtores interessados em adotar esses protocolos a procurar informações nas plataformas da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e certificadoras locais. Ela destaca que os protocolos recomendam boas práticas agrícolas, sendo essenciais para a sustentabilidade e eficiência na produção.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Brasil produziu 10 mi de t de soja a mais que EUA em área menor

    Comparação de números do USDA e da Conab, considerando área de soja semeada, dá larga vantagem aos produtores brasileiros

    A área de soja nos Estados Unidos na safra 2023/24 deve ser de 35,41 milhões de hectares, aumento de 4,7% ante o semeado na temporada passada.

    O número foi divulgado nesta quinta-feira (15) no 100º Agricultural Outlook Fórum, fórum mundial da agricultura realizado no estado da Virgínia.

    De acordo com o relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura do país (USDA), estima-se que a produção de lá atinja 113,3 milhões de toneladas no ciclo atual.

    Comparando com o Brasil, que partiu de 33,90 milhões de hectares em 2016/17 para 35,15 milhões de hectares com soja na safra 2017/18 (aumento de 3,5%), pode-se dizer que o desempenho dos produtores norte-americanos – influenciado, logicamente, pelas intempéries climáticas – deixa a desejar.

    Isso porque na temporada 2017/18 – com 300 mil hectares a menos do que a atual área norte-americana – foram colhidas 123,2 milhões de toneladas de soja em solo nacional, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Mesmo na temporada 2018/19, quando houve quebra de safra de 2,8% em relação à anterior e o Brasil produziu 119,71 milhões de toneladas, a comparação entre áreas dá vantagem aos sojicultores tupiniquins.

    Assim, com base nos dados do USDA e da Companhia Nacional, é possível afirmar que os produtores brasileiros conseguiram obter 10 milhões de toneladas de soja a mais do que os norte-americanos em área menor.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Cultivar de capim mostra bom desempenho ao anteceder a soja

    O controle do capim BRS Zuri com uso de herbicidas antes do plantio da soja é uma estratégia de manejo eficiente e segura para os produtores

    Estudo realizado pela Embrapa Agropecuária Oeste (MS) mostrou que o uso da cultivar de capim BRS Zuri antecedendo a soja é viável e pode trazer bons resultados em sistemas de integração-lavoura-pecuária (ILP).
    Isso é possível adotando-se uma estratégia de manejo adequada. Essa cultivar é conhecida pela elevada produção de forragem, alto valor nutritivo, resistência à cigarrinha-das-pastagens e à mancha das folhas, o que a torna interessante para a alimentação do gado. Por outro lado, essa forrageira necessita de manejo especial para que ela não permaneça no campo na hora de plantar a soja.
    “As cultivares mais vigorosas, como os capins BRS Zuri, Mombaça e Miyagui, têm sido deixadas de lado pelo fato de serem mais tolerantes ao herbicida glifosato, por formarem touceiras e devido ao porte elevado, que dificulta um pouco o plantio da cultura em sucessão”, completa o pesquisador da Embrapa Luís Armando Zago Machado.

    Ele salienta que esses capins são os mais produtivos, em condição de pastejo, capazes de produzir 40 arrobas de carcaça por hectare, por ano, quando em sistemas de integração lavoura-pecuária.

    “Esse potencial de produção do capim BRS Zuri foi o que motivou estudar seu controle com herbicidas, já que, nos sistemas integrados, a pecuária necessita ser muito lucrativa para justificar sua rotação com culturas anuais”, declara Machado.

    Quando o capim BRS Zuri foi avaliado nos ensaios de valor de cultivo e uso, ele foi mais produtivo que os capins Tanzânia e Mombaça, além de apresentar melhor valor nutricional que esse último.

    Ao ser avaliado em sistemas integrados, foi obtida produtividade de 20% a 40% maior que a braquiária. “Porém, os P. maximum são mais exigentes em adubação, para que expressem todo seu potencial de produção, por isso eles vão tão bem nos sistemas integração lavoura-pecuária”, alerta Zago.

    Resultados obtidos com a dessecação do capim BRS Zuri

    O uso de cultivares de P. maximum de porte alto como a BRS Zuri nos sistemas integrados é bem-sucedido quando as plantas são rebaixadas. Esse trabalho comprovou que o sucesso do controle químico consiste na aplicação de duas doses de herbicida sistêmico ou a primeira com sistêmico e a segunda de contato, antes do plantio da soja. A primeira aplicação deve ser realizada com 12 a 14 dias antes do plantio da soja.

    A segunda aplicação pode ser feita de quatro a dez dias após a primeira, dependendo da dose e do produto aplicado. Essas duas aplicações foram eficientes para a dessecação do capim. Foram utilizados os herbicidas sistêmicos (glyphosate ou haloxyfop) ou de contato (glufosinato) e ambos apresentaram resultados positivos.

    O estudo comprovou que o controle do capim BRS Zuri com uso de herbicidas antes do plantio da soja é uma estratégia de manejo eficiente e que pode ser usada com segurança pelos produtores. “Com essa informação, é possível realizar o controle e diminuir o intervalo para posterior semeadura da soja”, diz Zago.

    O capim BRS Zuri é mais uma espécie a ser empregada nos sistemas de integração lavoura-pecuária, possibilitando a diversificação das forrageiras, principalmente, com as do gênero Brachiaria, que são bastante cultivadas e apresentam características muito interessantes, segundo os pesquisadores.

    Eles recomendam manter alguns talhões com Brachiaria, já que elas são menos estacionais, ou seja, a redução na produção de forragem durante a seca é menor em Brachiaria, em relação a Panicum.

    Outro aspecto a ser considerado no estabelecimento do capim BRS Zuri em sucessão à soja é o percevejo barriga-verde, que é uma praga secundária da soja, mas pode inviabilizar o estabelecimento desse capim. Nesse caso, está sendo avaliado em outro projeto o controle dessa praga.

    Observou-se que a pulverização de inseticida é pouco eficiente, já que a planta fica abrigada sob a palha da soja. Os melhores resultados têm sido obtidos com o tratamento das sementes da forrageira.

    Zago acrescenta que, no sistema ILP, o capim desempenha um papel fundamental na rotação de culturas e estruturando o solo, que pode contribuir para intensificar e gerar melhorias no ambiente de produção e, consequentemente, promover o aumento de produtividade nas lavouras de soja de forma sustentável.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja: Safras corta estimativa de produção do Brasil para 149,076 mi de t

    Em 5 de janeiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 151,36 milhões de toneladas

    A produção brasileira de soja em 2023/24 deverá totalizar 149,076 milhões de toneladas, com retração de 5,5% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 157,83 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada por Safras & Mercado.

    Em 5 de janeiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 151,36 milhões de toneladas. A redução sobre a previsão anterior é de 1,5%.

    Safras indica aumento de 1,6% na área, estimada em 45,41 milhões de hectares. Em 2022/23, o plantio ocupou 44,68 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.550 quilos por hectare para 3.299 quilos.

    Foram feitos ajustes nas produtividades médias esperadas para estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. “O avanço dos trabalhos de colheita começa a revelar a realidade da safra brasileira, especialmente nos estados que sofreram com a baixa umidade e temperaturas elevadas durante o último trimestre de 2023”, explica o analista e consultor Safras, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

    Apesar disso, a chegada de chuvas a partir dos últimos dias de dezembro trouxe um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das lavouras do Centro-Norte do país, principalmente nas áreas que foram semeadas mais tardiamente ou replantadas. “Tal fato deve impedir uma queda ainda maior nas produtividades médias esperadas para alguns estados, em especial na Região Nordeste. Se chuvas regulares continuarem atingindo certos estados, podemos ter surpresas positivas nas próximas semanas”, completou.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Integração lavoura-pecuária pode reduzir o uso de fertilizantes e mitigar impactos climáticos

    Rotação auxilia na proteção da matéria orgânica e na melhoria do solo, além de reduzir as emissões de GEE

    Estudo conduzido pela Embrapa no Bioma Cerrado mostra que a adoção de sistemas integrados pode ser benéfica tanto na diminuição das emissões de óxido nitroso (N2O) como na redução das aplicações de fósforo e potássio, se comparados a sistemas de lavouras contínuas fertilizadas com as doses normalmente recomendadas desses nutrientes.Os sistemas de lavoura contínua, sem a presença da pastagem na rotação e baseados no cultivo solteiro de soja e sorgo, por exemplo, promoveram emissões mais elevadas de N2O quando foi aplicada a fertilização recomendada em relação aos sistemas que receberam metade da dose, aplicadas como fertilização de manutenção, conforme resultados obtidos em
    experimento de longa duração conduzido na Embrapa Cerrados (DF) entre 1991 e 2013.

    O pastejo na área do sistema Integração Lavoura-Pecuária (ILP) nos anos anteriores ao estudo e a adubação com metade das doses de fósforo e potássio reduziram as emissões acumuladas do gás de efeito estufa (GEE) em 59%. Para os autores do estudo, diante da crise mundial de fertilizantes, os resultados têm extrema relevância para a agricultura no Brasil e no mundo.

    “A relação entre as emissões de N2O e a fertilização nitrogenada, assim como as menores emissões de N2O resultantes da adoção de sistemas integrados, já estão bem documentadas na literatura científica. No entanto, ainda não havia informações disponíveis sobre a relação das emissões desses GEE com outros nutrientes comumente aplicados na lavoura, como fósforo e potássio,” argumentam os autores.

    O trabalho partiu da premissa de que os sistemas integrados são mais eficientes na utilização dos nutrientes aplicados ao solo, e que em solos de fertilidade construída (após vários anos de cultivo) é possível reduzir significativamente as doses de fósforo e potássio aplicadas na fase lavoura da rotação.

    Segundo os pesquisadores, a rotação entre lavoura e pastagem traz diversos benefícios para a qualidade do solo, que tem como consequência a proteção da matéria orgânica e a melhoria do funcionamento biológico do solo, além da redução das emissões de GEE.

    No sistema integrado na modalidade “boi safrinha”, por exemplo, o pastejo de entressafra reduz a disponibilidade de biomassa no solo, aumentando a mineralização do nitrogênio, a ciclagem de nutrientes e estimulando o sistema radicular da gramínea forrageira.

    “Confirmamos a hipótese de que com a adoção de sistemas integrados em áreas consolidadas de agricultura é possível reduzir a adubação fosfatada e potássica e, ao mesmo tempo, mitigar as emissões de N2O em comparação com lavouras contínuas que recebem
    altas doses desses nutrientes”, afirma Marchão.

    Estudo comparou dois sistemas com diferentes históricos de adubação

    Para testar essa hipótese, foram avaliadas as emissões de N2O, variáveis edafoclimáticas (de clima e solo), atributos químicos do solo, a produção de resíduos vegetais, o rendimento de grãos e a emissão relativa (kg de N2O emitido por kg de grãos produzido).

    As avaliações foram realizadas nos sistemas integrados em comparação a sistemas de lavouras contínuas, ambos em dois níveis de fertilidade e com diferentes históricos de adubação. Os sistemas avaliados fazem parte do experimento mais antigo de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) do Brasil, implantado na Embrapa Cerrados em 1991.

    O estudo foi realizado durante dois anos agrícolas consecutivos, durante a fase lavoura dos sistemas integrados, rotacionados a cada quatro anos entre lavoura e pecuária (pastagem). Desde a implantação do experimento de ILP, as áreas foram conduzidas sob dois níveis de fertilização fosfatada e potássica.

    Dessa forma, foram estabelecidos quatro contrastes entre sistemas: lavouras contínuas adubadas com metade das doses recomendadas de fósforo e potássio; lavouras contínuas nas doses recomendadas de fósforo e potássio; sistema ILP com metade das doses recomendadas de fósforo e potássio; e sistema ILP nas doses recomendadas de P e K. Uma área de Cerrado nativo adjacente foi utilizada como referência para monitoramento da emissão de óxido nitroso.

    No primeiro ano do estudo, em ambos os sistemas (ILP e lavoura contínua) a cultura de soja foi sucedida pelo pousio devido à escassez de chuva que inviabilizou o cultivo da segunda safra. No segundo ano, no sistema ILP, foi realizado, após a colheita da soja, por meio do plantio do sorgo de segunda safra em consórcio com Panicum maximum BRS Tamani para pastejo na entressafra.

    Já nas áreas de lavoura contínua, o sorgo foi plantado na entressafra da soja, sendo consorciado com um mix de espécies de plantas de cobertura – capim pé-de-galinha, capim braquiária, feijão-guandu, crotalária e nabo-forrageiro.

    Sistema integrado apresentou menores valores para emissões de N2O diárias e acumuladas

    As emissões de N2O foram medidas ao longo de 603 dias, totalizando 78 campanhas de coleta de gases. As amostragens do gás foram realizadas com o uso de câmaras estáticas instaladas em cada sistema de manejo.

    Os fluxos diários de óxido nitroso variaram de −5,33 a 73,51 µg N2O/m 2/h no primeiro ano agrícola e de -3,27 a 77,17 µg N2O/m 2/h no segundo – fluxos com valores positivos significam emissões do GEE para a atmosfera, enquanto valores negativos representam sequestro do gás. Segundo os pesquisadores, apesar de não serem tão altos, esses valores já são preocupantes no contexto das mudanças climáticas.

    O maior fluxo diário de N2O foi observado no sistema lavoura contínua com as doses recomendadas de fósforo e potássio no segundo ano de avaliação. De acordo com o estudo, os fluxos mais altos de N2O foram registrados imediatamente após a semeadura e ao final do ciclo da soja, e após a adubação de cobertura nitrogenada do sorgo na segunda safra.

    As médias de fluxos diários de óxido nitroso no período analisado foram de 23,2 µg N2O/m 2h no sistema de lavoura contínua com a adubação recomendada, 16,9 N2O/m 2 /h no sistema de lavoura contínua com metade da adubação fosfatada e potássica, 14,3 µg N2O/m 2/h no sistema integrado com adubação recomendada e 12,4 µg N2O/m 2/h no sistema integrado com metade da dose, enquanto na vegetação nativa de Cerrado, a média diária dereferência foi de 6,2 µg N2O/m 2/h.

    O trabalho também mensurou as emissões acumuladas de N2O, considerando sistema e níveis de fertilidade.

    O sistema de lavoura contínua e dose recomendada (1,32 kg N2O/ha) emitiu mais N2O quando comparado ao sistema integrado com metade da dose (0,46 kg N2O/ha) no primeiro ano de avaliação, porém não diferiu dos demais sistemas no segundo ano, e ao considerar todo o período de avaliação (603 dias), continuou sendo o sistema que mais emitiu (2,74 kg N2O/ha), enquanto o sistema integrado com metade da dose contribuiu
    no mesmo período com 1,12 kg N2O/ha, ou seja 59% menos.

    “Esse resultado possivelmente é explicado pelo pastejo em anos anteriores a esse estudo nos sistemas ILP, o que, associado à fertilização de fósforo e potássio no sistema integrado com metade da dose, resultou em menor quantidade de resíduos culturais. Isso provocou aumento da mineralização e menor disponibilidade do nitrogênio. Em consequência, houve mitigação de N2O”, explica Arminda Carvalho.

    Nos demais sistemas, as emissões acumuladas no período estudado foram de 1,62 kg N2O/ha (lavoura contínua com metade da dose), 1,41 kg N2O/ha (no sistema integrado e dose recomendada) e de 0,38 kg N2O/ha no Cerrado nativo.

    “Nossos resultados sugerem que os sistemas integrados, que incluem lavouras e pastagem, e com metade da dose de P e K, são mais efetivos em mitigar emissões de N2O, o que, no contexto atual de crise climática e na indústria global de fertilizantes, é um aspecto de grande relevância para a agricultura no Brasil e no mundo”, concluem os autores.

    Tecnologia importante para as mudanças climáticas

    Os sistemas integrados já são uma realidade no Brasil e representam uma das tecnologias disponíveis para enfrentar as mudanças climáticas, sendo uma das principais estratégias previstas no Plano ABC+, atual política pública brasileira para mitigação das emissões de GEE no setor agrícola.

    A expectativa é de que a implementação de políticas públicas de pagamento por serviços ambientais e a possiblidade de negociar o excedente do carbono em mercado público ou
    privado tornará ainda mais atrativa a adoção de sistemas integrados.

    “Para isso, é necessário estabelecer métricas que possibilitem comparar sistemas tradicionais, como lavouras continuas de grãos, ou de pecuária, com os intensificados, como os de Integração Lavoura-Pecuária e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Nesse sentido, nosso estudo contribui para a elaboração dessas métricas”, finalizam os autores.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Exportação de carne bovina cresce 28% em janeiro

    A China se manteve como o principal cliente da carne bovina brasileira, mas importou 3,1% menos em janeiro de 2024

    exportação de carne bovina (in natura e processada) em janeiro cresceu 28% em volume ante igual mês de 2023, de 183,81 mil toneladas para 235,34 mil toneladas.

    Os preços médios caíram de US$ 4.630 por tonelada em janeiro de 2023 para US$ 3.954 por tonelada em janeiro de 2024 (-14,6%).

    A receita total atingiu US$ 930,6 milhões contra US$ 851,1 milhões em janeiro do ano passado, crescimento de 9,3%.

    As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    A China se manteve como o principal cliente da carne bovina brasileira, mas importou 3,1% menos em janeiro de 2024 – de 100,16 mil toneladas para 97,05 mil toneladas.

    O preço médio pago pela China caiu de US$ 4.845 para US$ 4.404 em janeiro deste ano (-9%).

    Os Estados Unidos foram o segundo maior importador da carne bovina brasileira em janeiro. O volume aumentou de 15,29 mil toneladas para 49,85 mil toneladas (+225,9%). Mas o preço recuou 43,3%, de US$ 5.214 por tonelada para US$ 2.957 por tonelada.

    Os Emirados Árabes Unidos ficaram em terceiro lugar entre os maiores importadores. Foram 11,80 mil toneladas (alta de 309,9%). Hong Kong, com 10,71 mil toneladas, e Egito, com aquisição de 7,29 mil toneladas, completaram a relação dos cinco maiores importadores de carne bovina do Brasil em janeiro.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/