Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 698 entries

  • EUA: USDA diminui estimativas de produção para soja e eleva para milho em 2024/25

    Em seu relatório mensal de oferta e demanda, a agência estimou a safra de soja 2024/25 em 4,435 bilhões de bushels (120,71 milhões de toneladas)

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua estimativa para a produção de soja no país em 2024/25. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, publicado na sexta-feira (12), a agência estimou a safra de soja 2024/25 em 4,435 bilhões de bushels (120,71 milhões de toneladas), ante previsão no mês anterior de 4,450 bilhões de bushels (121,12 milhões de toneladas). Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam um número menor, 4,416 bilhões de bushels (120,20 milhões de toneladas).

    Para o milho, o USDA manteve a elevou de colheita de 14,86 bilhões de bushels para 15,10 bilhões de bushels (de 377,44 milhões de toneladas para 383,54 milhões de toneladas) em 2024/25. Analistas esperavam um aumento um pouco menor, para 15,060 bilhões de bushels (382,52 milhões de toneladas).

    Para a produção de trigo dos EUA em 2024/25, USDA elevou sua projeção de 1,875 bilhão de bushels para 2,008 bilhões de bushels (de 51,03 milhões de toneladas para 54,65 milhões de toneladas). Analistas esperavam um aumento para 1,913 bilhão de bushels (52,07 milhões de toneladas).

    Quanto aos estoques domésticos, o USDA diminui a expectativa para as reservas de soja ao fim da temporada 2024/25 de 455 milhões para 435 milhões de bushels (de 12,38 milhões de toneladas para 11,84 milhões de toneladas). A nova previsão veio abaixo da expectativa de analistas, que esperavam redução para 445 milhões de bushels (12,11 milhões de toneladas). Para 2023/24, a estimativa foi reduzida para 345 milhões de bushels (9,39 milhões de toneladas).

    Para o milho, a projeção do USDA é de estoques de 2,097 bilhões de bushels (53,26 milhões de toneladas) em 2024/25, ante a estimativa de 2,102 bilhões de bushels (53,39 milhões de toneladas) em junho. A expectativa do mercado era de 2,272 bilhões de bushels (57,71 milhões de toneladas). Para 2023/24, a estimativa passou de 2,022 bilhões de bushels para 1,877 bilhão de bushels (de 51,36 milhões de toneladas para 47,68 milhões de toneladas).

    Em relação ao trigo, o USDA estimou as reservas em 856 milhões de bushels (23,30 milhões de toneladas) em 2024/25, em comparação a 758 milhões de bushels (20,63 milhões de toneladas) em junho. Analistas esperavam um volume menor, de 793 milhões de bushels (21,58 milhões de toneladas). Para 2023/24, a estimativa foi elevada de 688 milhões de bushels para 702 milhões de bushels (18,73 milhões de toneladas para 19,12 milhões de toneladas).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • La Niña à vista: Brasil se prepara para mudanças no clima

    Modelos de previsão indicam uma crescente probabilidade, de até 58%, do fenômeno se estabelecer até outubro deste ano

    Após um período sob a influência do El Niño, o Oceano Pacífico Equatorial dá sinais de que pode estar entrando em uma nova fase climática: a La Niña.

    Modelos de previsão indicam uma crescente probabilidade, de até 58%, do fenômeno se estabelecer até outubro deste ano. Mas o que isso significa para o Brasil?

    La Niña: quais os possíveis impactos?

    La Niña, o oposto do El Niño, é caracterizada pelo resfriamento anormal das águas do Pacífico e pode ter impactos significativos no clima global. No Brasil, a La Niña tende a trazer um aumento das chuvas na região Sul e potencial para secas no Nordeste, invertendo o padrão observado durante o El Niño.

    No entanto, a intensidade e distribuição geográfica desses efeitos podem variar.

    Outro fator que influencia

    Enquanto o Pacífico se prepara para a possível chegada da La Niña, o Atlântico também apresenta anomalias. O aquecimento anormal das águas do Atlântico Norte, conhecido como Dipolo do Atlântico, já causa impactos no Brasil, com temperaturas 1,3°C acima da média e redução das chuvas no norte da Região Nordeste.

    O futuro do clima no Brasil

    Com a possibilidade da La Niña e a persistência do Dipolo do Atlântico, o cenário climático para o Brasil nos próximos meses apresenta desafios e incertezas. Acompanhar as previsões e entender os possíveis impactos desses fenômenos é crucial para o planejamento e adaptação às mudanças climáticas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Pecuária: saiba como planejamento nutricional pode diminuir custos e aumentar produção

    A nutrição animal pode representar até 60% dos gastos totais de uma fazenda

    A nutrição animal pode representar até 60% dos gastos totais de uma fazenda, podendo chegar a 90% com gado confinado. Portanto, é fundamental que o pecuarista elabore um planejamento nutricional eficiente para o rebanho, criando uma dieta balanceada que contemple vitaminas e melhore a disponibilidade de alimentos para os animais.

    Em entrevista, o médico veterinário Alexandre Camargo Costa destacou a importância de um bom planejamento nutricional, especialmente durante a estação seca, quando o pasto é prejudicado. Segundo ele, é crucial que o pecuarista se prepare com antecedência, buscando alternativas de alimentação para garantir a qualidade do pasto e a saúde do rebanho. Alexandre também ressaltou a necessidade de suplementação com recursos adicionais, como ração ou produção interna de alimentos.

    Outro ponto importante é a qualidade e quantidade de água fornecida aos animais, especialmente durante a seca. Além disso, a suplementação com sal mineral é essencial em todas as épocas do ano. Alexandre recomendou que os pecuaristas utilizem o suporte técnico das empresas de sal mineral para otimizar a nutrição do rebanho.

    Em conclusão, um planejamento nutricional eficaz não só reduz custos, mas também melhora a qualidade dos animais, resultando em carcaças de maior valor no mercado. A assistência técnica adequada e a escolha de bons fornecedores são elementos-chave para o sucesso na pecuária.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Poder de compra de fertilizantes tem aumento de 8%

    Cenário mais positivo decorre mesmo com a queda nos preços médios das commodities e do aumento do adubo

    O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) de junho de 2024 alcançou o valor de 1.05. O resultado representa um aumento de 8% em comparação com o mês passado, quando o índice estava em 0.97. Os dados fazem parte do compilado mensal divulgado pela Mosaic.

    Esse cenário mais positivo decorre mesmo com a queda nos preços médios das commodities e do aumento do adubo.

    De forma geral, o preço médio da produção agrícola apresentou queda de 4%, liderada pela cana-de-açúcar (-5%), seguida pelo algodão (-4%), milho (-4%) e soja (-3%).

    No entanto, os mercados de milho e soja estiveram bem pressionados pelas expectativas de uma safra norte-americana robusta, que permanecem positivas. Além disso, as perspectivas de produção na Argentina e no Brasil também se mostram promissoras, contribuindo para um cenário favorável no médio prazo.

    Preço dos fertilizantes

    Preço dos fertilizantes - variação mensal
    Índice de poder de compra de fertilizantes

    O preço médio dos fertilizantes subiu cerca de 5%, com destaque para o aumento de 15% na ureia, 5% no fosfato monoamônico (MAP) e 4% no superfosfato simples (SSP).

    O documento produzido pela Mosaic lembra, ainda, que no período analisado, o dólar sofreu um aumento de cerca de 5%. Contudo, o mercado segue atento aos movimentos do Banco Central brasileiro em relação à taxa Selic e às diretrizes econômicas do governo, que visam estabilizar a moeda e controlar a inflação.

    “A safra nos Estados Unidos continua com boas perspectivas, e as negociações e intenções de plantio para a próxima safra brasileira estão em andamento, mostrando sinais positivos”.

    O IPCF destaca que há um leve atraso na comercialização de fertilizantes para a segunda safra (safrinha) 24/25 em relação ao histórico.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • PIB do agro recua 2,2% no 1º trimestre, aponta Cepea

    Com base no desempenho do primeiro trimestre, projeta-se que o PIB do agronegócio brasileiro poderá atingir R$ 2,45 trilhões em 2024

    O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou uma queda de 2,2% no primeiro trimestre de 2024, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    A desvalorização dos preços agropecuários e a redução na produção de importantes commodities agrícolas foram os principais fatores que influenciaram esse resultado.

    Todos os setores do agronegócio apresentaram retração: insumos (-4,9%), primário (-3,43%), agroindústria (-1,31%) e agrosserviços (-1,57%).

    A queda no valor bruto de produção de fertilizantes, rações, máquinas agrícolas e defensivos afetou particularmente o segmento de insumos.

    A queda nos preços de commodities como algodão, café, milho, soja e trigo impactou o PIB do segmento primário agrícola. A expectativa de redução na produção anual, especialmente de milho e soja, também contribuiu para a diminuição de 4,04% no PIB.

    Na pecuária, o PIB também recuou, com destaque para os setores de bovinocultura para corte e leite, e suinocultura.

    Agroindústria

    A agroindústria teve uma queda de 1,31% no trimestre, com um desempenho negativo nas indústrias de base agrícola, contrabalançado pelo crescimento nas de base pecuária.

    Apesar do aumento na produção industrial e da redução nos custos com insumos, os preços mais baixos impactaram o PIB, enquanto na indústria pecuária, a ampliação da produção e a redução de custos impulsionaram o crescimento.

    Os agrosserviços refletiram os resultados dos segmentos a montante em cada ramo. No ramo agrícola, os agrosserviços caíram 3,98%, enquanto no ramo pecuário houve um aumento de 3,91%.

    Com base no desempenho do primeiro trimestre, projeta-se que o PIB do agronegócio brasileiro poderá atingir R$ 2,45 trilhões em 2024, com R$ 1,65 trilhão provenientes do ramo agrícola e R$ 800,61 bilhões do ramo pecuário. Essa projeção indica uma participação do setor na economia nacional em torno de 21,5%, abaixo dos 24% registrados em 2023.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Safra 2024 terá produção maior de algodão, feijão, arroz e trigo, afirma IBGE

    A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 295,9 milhões de toneladas em 2024, queda de 6,2% em relação a 2023

    O Brasil deve colher mais arroz, feijão, algodão e trigo em 2024, mas menos soja, milho e sorgo. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 295,9 milhões de toneladas em 2024, queda de 6,2% em relação a 2023, 19,5 milhões de toneladas a menos.

    Para o ano de 2024, a produção de soja deve recuar 3,4%, enquanto a de sorgo deve encolher 10,4%. A expectativa é de uma produção de milho 13,3% inferior, devido a reduções de 15,0% no milho de 1ª safra e de 12,8% no milho de 2ª safra.

    Por outro lado, são esperados aumentos, em relação ao desempenho de 2023, na produção de algodão herbáceo (9,8%), arroz (4,1%) feijão (9,0%) e trigo (23,7%).

    A estimativa para a soja é que alcance uma produção de 146,8 milhões de toneladas em 2024.

    O milho deve somar 113,7 milhões de toneladas, sendo 23,6 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 90,1 milhões de toneladas de milho na 2ª safra.

    A produção do arroz foi estimada em 10,7 milhões de toneladas, e a de feijão, em 3,2 milhões de toneladas.

    A produção de trigo alcançaria 9,6 milhões de toneladas em 2024, a do algodão herbáceo totalizaria um recorde de 8,5 milhões de toneladas, e a do sorgo, 3,9 milhões de toneladas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Leite: derivados têm preços mais altos em junho, diz Embrapa

    Maior elevação no indicador foi no Paraná, com alta de 7,1% no preço de referência projetado

    As sinalizações dos Conseleites – conselhos formados por produtores e indústrias – para o pagamento do leite entregue em junho apontaram aumento de preços em todos os estados, em linha com o movimento de valorização média dos derivados lácteos e preço no mercado spot, destacou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em nota.
    A maior elevação no indicador foi no Paraná, com alta de 7,1% no preço de referência projetado para o leite entregue em junho a ser pago em julho.

    Quanto aos derivados, destacou o relatório do Centro de Inteligência do Leite da Embrapa, maio foi marcado por forte elevação nas cotações devido às enchentes no Rio Grande do Sul, menor importação, entressafra e demanda firme, segurando os preços.

    “Já em junho a situação se inverteu, com demanda um pouco mais fraca e importações voltando a subir. No mercado consumidor, os repasses seguem ocorrendo, com varejistas buscando melhores margens.” O leite UHT subiu 3,7% ante junho de 2023 e a mussarela, 6,3%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Mercado espera que dólar caia para R$ 5,20 até fim do ano

    Previsão consta do Boletim Focus, divulgado pelo BC

    A previsão do mercado financeiro é de que o dólar terminará o ano de 2024 cotado a R$ 5,20. A informação faz parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central (BC), em Brasília. O estudo semanal traz a mediana das estimativas de instituições financeiras para a economia do país no ano e também para os próximos três anos.
    Há quatro semanas, a expectativa era de uma taxa de R$ 5,05 no fim do ano. Já a previsão atual de R$ 5,20 repete o indicado na edição do Focus divulgada na segunda-feira passada (1º) e situa o valor da moeda americana abaixo do patamar atual de negociação. Na semana passada, o dólar fechou cotado a R$ 5,46. Poucos dias antes, em 2 de julho, o dólar tinha fechado o pregão em R$ 5,66.

    O comportamento da moeda americana frente ao real influencia diretamente o desempenho da economia brasileira. Com o câmbio desvalorizado, ou seja, alta da moeda estrangeira, bens importados ficam mais caros, o que pressiona a inflação para cima. No entanto, favorece as exportações porque deixa os produtos brasileiros mais em conta no exterior.

    Por outro lado, a moeda valorizada – queda na taxa – faz com que produtos importados fiquem mais baratos no país, o que pode ser um alívio para a inflação. Mas pode ser prejudicial à indústria nacional, que precisa concorrer com produtos estrangeiros que ficam com os preços mais competitivos.

    De acordo com o Boletim Focus, as instituições financeiras esperam que 2024 e 2025 também terminem com dólar cotado a R$ 5,20.

    Inflação

    Em relação à inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado o índice oficial de inflação do país – os agentes econômicos ouvidos pelo BC aumentaram a previsão pela nona vez seguida. A estimativa é de o IPCA fechar 2024 em 4,02%. A projeção da semana passada era de 4%; e há quatro semanas, 3,90%.

    Para 2025, o Focus desta semana aponta elevação na projeção de 3,87% para 3,88%. Os dados de 2024 e de 2025 estão dentro do intervalo da meta de inflação do Banco Central, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    Atualmente o IPCA acumulado em 12 meses é de 3,93%. A próxima divulgação, referente a junho, acontece na quarta-feira (10).

    Juros

    A inflação projetada pelo Focus é um dos fatores observados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir a taxa básica de juros do país – a Selic – que serve de referência para todas as demais operações de crédito.

    O Copom faz reuniões a cada 45 dias para decidir sobre a taxa básica de juros. A última reunião foi em 19 de junho. Este ano acontecem mais quatro encontros do órgão.

    Atualmente, a Selic está em 10,5%. O mercado acredita que seguirá nesse patamar até o fim do ano. Para 2025, a estimativa é a Selic terminar em 9,50%. Para 2026 e 2027, o Focus projeta 9%.

    O nível da Selic é um dos fatores mais importantes para o desempenho da economia. A taxa em patamar elevado é considerada anti-inflacionária, pois deixa as operações de crédito mais custosas, desestimulando o consumo. No entanto, o freio na atividade econômica tem potencial para esfriar a economia e desestimular a geração de emprego.

    Já a taxa em níveis reduzidos é um incentivo para a obtenção de crédito e favorece o investimento, gerando emprego e renda. Porém, esse incremento de renda pode se refletir em pressão inflacionária.

    PIB

    Pela segunda semana seguida, o mercado elevou a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país). As instituições ouvidas pelo Boletim Focus acreditam que 2024 terá crescimento do PIB de 2,10%. Na semana passada, a estimativa era de 2,09%, mesmo nível de quatro semanas atrás.

    Para o ano que vem, o mercado espera crescimento de 1,97%, projeção abaixo da semana passada (1,98%) e de quatro semanas atrás (2%).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Campeão do Cesb teve consumo de defensivos 50% menor que a média do Sul

    Economia de água, qualidade do solo e retorno do investimento também chamam a atenção na produção do vencedor do concurso

     O 16º Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) elegeu nesta quinta-feira (4) o produtor Karl Milla e o consultor Rafael Managó como os vencedores. Além do alto índice produtivo, eles conseguiram economizar insumos na área campeã (de 2,5067 hectares).

    Os dois alcançaram a impressionante marca de 138,95 sacas do grão por hectare no talhão auditado, localizado na Fazenda Mariedda, em Candói, no Paraná. Por lá, choveu 933 mm ao longo do ciclo (133 dias), sendo 591 mm no período vegetativo e 342 mm no reprodutivo.

    Contudo, além da contribuição climática, a eficiência agrícola foi o grande diferencial. Exemplo disso foram as raízes da planta de soja encontradas em 90 cm de profundidade e solo que proporcionou o crescimento radicular sem impedimentos físicos ou químicos.

    De acordo com o engenheiro agrônomo e membro fundador do Cesb, Ricardo Balardin, a sucessão de culturas desenvolvidas na fazenda demonstra o respeito ao solo. Veja os detalhes:

    safras anteriores CESB

    Além da tradicional entrega dos prêmios aos campeões de produtividade, esta edição do concurso contou com uma novidade: o Troféu de Máxima Ecoeficiência. A honraria foi entregue a cada um dos produtores, incluindo os regionais e o da categoria irrigada, em reconhecimento ao desempenho ambiental de suas lavouras inscritas.

    Desempenho ambiental e econômico

    O custo total de produção da área vencedora do concurso foi de R$ 7.702,07 por hectare. Os principais investimentos foram em defensivos (44,68%) e em corretivos e fertilizantes (27,41%). A receita líquida obtida pelo produtor foi de R$ 10.048,79. Assim, observa-se retorno de R$ 1,30 a cada real investido.

     O pesquisador e membro fundador do Cesb, Decio Luiz Gazzoni, detalhou que ao comparar o vencedor nacional com a média dos resultados alcançados pelos sojicultores de sua região, ou seja, o Sul do país, é possível notar que o produtor alcançou produtividade de soja 34% superior.

    “Além disso, o campeão teve consumo de defensivos 50% menor que a média da região, além de ter usado 68% menos água. Esses índices caracterizam o melhor desempenho econômico e ambiental do produtor”, afirmou.

    A fazenda com a produção campeã do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja possui 5.681,72 hectares. A área destinada à oleaginosa é de 1509,09 hectares e foi semeada em 21 de outubro de 2023. A população de plantas obtidas foi de 313.200 plantas por hectare.

    O alto desempenho do talhão inscrito no concurso não é exceção: toda a propriedade conseguiu índices muito acima da média nacional, com 93,75 sacas por hectare, considerando que nesta safra o rendimento do país foi de 53,4 sacas, conforme o último levantamento da Conab.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • La Niña à vista: Brasil se prepara para mudanças no clima

    Modelos de previsão indicam uma crescente probabilidade, de até 58%, do La Niña se estabelecer até outubro deste ano

    Após um período sob a influência do El Niño, o Oceano Pacífico Equatorial dá sinais de que pode estar entrando em uma nova fase climática: a La Niña.
    Modelos de previsão indicam uma crescente probabilidade, de até 58%, do fenômeno se estabelecer até outubro deste ano. Mas o que isso significa para o Brasil?

    La Niña: o que é e quais os possíveis impactos?

    La Niña, o oposto do El Niño, é caracterizada pelo resfriamento anormal das águas do Pacífico e pode ter impactos significativos no clima global. No Brasil, a La Niña tende a trazer um aumento das chuvas na região Sul e potencial para secas no Nordeste, invertendo o padrão observado durante o El Niño.

    No entanto, a intensidade e distribuição geográfica desses efeitos podem variar.

    Dipolo do Atlântico: outro fator influenciando o clima no Brasil

    Enquanto o Pacífico se prepara para a possível chegada da La Niña, o Atlântico também apresenta anomalias. O aquecimento anormal das águas do Atlântico Norte, conhecido como Dipolo do Atlântico, já causa impactos no Brasil, com temperaturas 1,3°C acima da média e redução das chuvas no norte da Região Nordeste.

    O futuro do clima no Brasil: desafios e incertezas

    Com a possibilidade da La Niña e a persistência do Dipolo do Atlântico, o cenário climático para o Brasil nos próximos meses apresenta desafios e incertezas. Acompanhar as previsões e entender os possíveis impactos desses fenômenos é crucial para o planejamento e adaptação às mudanças climáticas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/