Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 48 entries

  • Clima vem contribuindo com as lavouras de trigo

    Veja os destaques no progresso das safras no país

    Progresso: 99.5% semeado e 2.6% colhido. 1.4% Emergência; 60.9% desenvolvimento vegetativo; 14.1% em floração; 15.2% em enchimento de grãos; 5.9% em maturação.

    O clima vem sendo fator contribuinte para o desenvolvimento das lavouras de trigo do país. As chuvas estão dentro do esperado para a média histórica e ocorrendo nos momentos certos até agora, apesar de atrasos pontuais na semeadura do RS e de alguns pontos de estiagem no Paraná.

    No Rio Grande do Sul, restam apenas a implantação das lavouras na região da Campanha. No Noroeste, as lavouras seguem com bom desenvolvimento. Na Depressão Central, Planalto Médio e Superior, há ocorrências pontuais de doenças, no entanto os agricultores realizam o monitoramento e controle.

    No Paraná, a semeadura está completa. A estiagem das últimas semanas afetou as condições ideais para o desenvolvimento das lavouras. Em SC, a área destinada ao cultivo de trigo está totalmente semeada. As condições das lavouras são boas, devido às condições climáticas favoráveis. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e iniciando o florescimento.

    Em Mato Grosso do Sul, as chuvas favoreceram as lavouras em enchimento de grãos e não prejudicaram a maturação. Em Minas Gerais, a colheita avança à medida que os grãos atingem a umidade ideal.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Anec aumenta previsão de exportação de milho brasileiro em agosto

    O Brasil deverá exportar 8,089 milhões de toneladas de milho em agosto, o maior volume já registrado para o mês

    Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetam que o Brasil deverá exportar 8,089 milhões de toneladas de milho em agosto, o maior volume já registrado para o mês.

    Em agosto do ano passado, o Brasil embarcou 4,193 milhões de toneladas de milho.

    Em julho de 2022, os embarques do cereal somaram 5,629 milhões de toneladas.

    No acumulado de 2022, os embarques esperados de milho são estimados em 20,108 milhões de toneladas.

    De acordo com a Anec, na semana entre 7 de agosto e 13 de agosto foram registrados embarques do cereal de 1,593 milhão de toneladas. Entre 14 de agosto e 20 de agosto os embarques estão
    projetados em 1,825 milhão de toneladas de milho.

    Soja

    Segundo a Anec, as exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 5,738 milhões de toneladas em agosto.

    Em agosto do ano passado, as exportações ficaram em 5,792 milhões de toneladas. Em julho, o país embarcou 7,09 milhões de toneladas.

    Na semana entre 07 e 13 de agosto, o Brasil embarcou 1,147 milhão de toneladas.

    Para o período entre 14 de agosto e 20 de agosto, a Anec indica a exportação de 1,675 milhão de toneladas.

    Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,957 milhão de toneladas em agosto.

    No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,279 milhão de toneladas.

    Em julho, volume ficou em 2,068 milhões de toneladas.

    Na semana passada, as exportações ficaram em 317,193 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 511,933 mil toneladas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Aumentam as incertezas no mercado de leite, aponta Embrapa

    A produção de leite registrou queda de 9% no primeiro semestre de 2022, prejudicada pelo incremento de custos e recuo das margens

    Nos últimos meses o preço do leite e derivados ao consumidor foi assunto em diversos canais de mídia, em todas as regiões do Brasil.

    Na última divulgação do IBGE, referente à inflação de julho, o leite UHT registrou alta de 25,5% para o consumidor.

    O grupo de leite e derivados apresentou elevação de 14%, enquanto a inflação oficial recuou 0,68%.

    Segundo pesquisadores da Embrapa, a causa desse aumento nos lácteos está no desequilíbrio entre oferta e demanda, já que a produção de leite registrou queda de 9% no primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo semestre do ano passado, prejudicada pelo incremento de custos e recuo das margens.

    De acordo com a Embrapa, o período mais complicado em termos de rentabilidade foi o segundo semestre de 2021 e início de 2022. Com pouco leite no campo houve forte competição entre os laticínios na compra do produto, elevando o preço da matéria-prima.

    Foi também o momento de forçar repasses no mercado atacadista, aproveitando o momento de escassez para recuperar margens.

    Os meses de maio/2022 a agosto/2022 foram melhores para a rentabilidade no setor. No entanto, o nível de incertezas e a preocupação com os preços vem ganhando espaço nos últimos dias.

    Cenário internacional

    No mercado internacional, o cenário de crescimento econômico piorou, de acordo com o boletim da Embrapa.

    O risco de recessão dos Estados Unidos aumentou, as previsões de crescimento europeu são piores e a China vem mostrando sinais de desaceleração do crescimento.

    Os grandes fundos de hedge estão reduzindo suas exposições em commodities, contribuindo para o recuo nas cotações, sejam elas metálicas, energéticas ou agrícolas.

    O milho teve os preços recuando do patamar de 8 dólares/bushel para cerca de 6 dólares/bushel no mercado norte-americano entre maio e agosto.

    Os lácteos também recuaram nos últimos leilões da plataforma GDT, com o leite em pó integral sendo cotado em US$3.544/tonelada em 02 de agosto, o menor preço desde 17 de agosto de 2021.

    Mercado interno

    No mercado interno, pelo lado dos custos de produção, a notícia é positiva. Já em relação à tendência de preços e importações, o cenário é mais complicado.

    O custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa, recuou pelo terceiro mês consecutivo.

    Em 2022, a alta foi de apenas 1,28%.

    No entanto, comparando a média de janeiro a julho de 2022 com o mesmo período de 2021, chega-se a um incremento de 18,1%.

    Ou seja, no comparativo anual, os custos ainda estão mais altos, apesar da desaceleração recente.

    Nos últimos meses a queda de preços dos concentrados, fertilizantes e combustíveis contribuiu para uma pressão menor no custo de produção de leite.

    No mercado atacadista de lácteos, o comportamento dos preços no início de agosto foi de recuo.

    O  leite UHT no atacado paulista registrou queda de 13% nos primeiros dez dias de agosto, enquanto o queijo muçarela caiu cerca de 10%, segundo o Cepea. A queda no UHT foi de R$ 0,70 por litro e no queijo muçarela de R$ 3 por quilo.

    No mercado Spot também houve retração, até porque, neste momento de aproximação da safra os laticínios tendem a dar preferência ao leite de fornecedores próprios.

    No caso da balança comercial, a importação aumentou em julho, sendo o maior volume mensal do ano. Já as exportações terminaram com o menor volume mensal do ano.

    A mudança de preço relativo entre o produto no Brasil e a cotação internacional dos lácteos acabou deixando a importação mais competitiva.

    Perspectiva

    Segundo a Embrapa, o mercado segue pouco ofertado e ainda no período de entressafra no Sudeste e Centro Oeste, mas observa-se um ajuste nos preços com tendência baixista.

    De acordo com o levantamento, a aproximação da safra, o crescimento do volume de leite ofertado na região Sul do Brasil, o aumento das importações e a fraca demanda interna por lácteos são as bases do cenário atual.

    Vale destacar que os custos seguem elevados e, caso haja quedas mais intensas nos preços ao produtor nos próximos meses, novo desequilíbrio de oferta poderá ocorrer em 2023, seguindo com um mercado de alta volatilidade e de difícil gestão de risco.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Emater/RS: clima melhora a produtividade leiteira e reduz custos de produção

    As condições do tempo foram favoráveis à produção de forragem, ajudando a elevar a produtividade e reduzir os custos de produção.

    Nos locais com ocorrência de chuvas e dias muito frios, a atividade leiteira foi prejudicada em função do acúmulo de barro e pelo estresse térmico causado nos animais.

    O excesso de umidade no chão tem dificultado o deslocamento dos animais em meio ao barro, nas áreas de pastagens e corredores para acesso aos galpões de alimentação e salas de ordenha.

    Nas propriedades com boa disponibilidade de silagem e feno para suplementar a dieta das matrizes, está sendo possível manter bons níveis de produção de leite e, ao mesmo tempo, evitar os danos causados pelo pisoteio nas pastagens cultivadas.

    No regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, as fortes chuvas também causaram transtornos para a coleta do leite nas propriedades de difícil acesso. Em Candiota, conforme relatos, cerca de 3.000 litros não foram coletados devido à impossibilidade de acesso dos caminhões em corredores internos.

    Na regional de Porto Alegre, os produtores seguem sendo orientados a comunicar os órgãos oficiais, como as Inspetorias de Defesa Agropecuária, a qualquer sinal de raiva dos herbívoros ou à presença de morcegos hematófagos.

    Na regional de Santa Maria, o excesso de umidade, aliado à alta nebulosidade durante o período diurno, tem prejudicado o desenvolvimento das pastagens, comprometendo a dieta do rebanho leiteiro.

    Na regional de Santa Rosa, a produção de leite diária está em torno de 1,785 milhão de litros, o que representa uma normalização da atividade devido ao bom aproveitamento das pastagens de inverno. O preço do litro do leite pago ao produtor sofreu reajuste, tendo aumentado consideravelmente.

    Na regional Soledade, as áreas de trigo duplo propósito destinadas à silagem apresentaram incremento no crescimento. Com o bom desenvolvimento das pastagens e com o aumento do valor pago pelo litro do leite ao produtor, a relação custo e benefício da atividade está satisfatória.

    Fonte: https://www.milkpoint.com.br/

  • TRIGO: estimativas indicam possibilidade de safra recorde

    Cenário vem pressionando as cotações domésticas do trigo

    A semeadura da safra deste ano foi praticamente encerrada, e estimativas indicam possibilidade de produção recorde no Brasil. De acordo com a Conab, devem ser colhidas 9,16 milhões de toneladas nesta temporada, alta de 19,3% em comparação à anterior (2021/22). Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário vem pressionando as cotações domésticas do trigo.

    Conforme dados do boletim informativo do Cepea, as negociações do cereal seguem em ritmo lento no mercado interno, com moinhos comprando apenas para o curto prazo, aguardando a entrada da nova safra nacional. Já no mercado externo, os valores têm sido sustentados por dados apontando piora das condições das lavouras nos Estados Unidos e na Europa e por preocupações com as exportações ucranianas.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Valor Bruto da Produção de 2022 é estimado em R$ 1,22 trilhão

    Total é de apenas 0,3% acima do registrado em 2021, que foi de R$ 1,217 trilhão

    Valor Bruto da Produção (VBP) estimado para este ano é de R$ 1,22 trilhão, 0,3% acima do obtido em 2021, que foi de R$ 1,217 trilhão.

    O dado tem como base as projeções de safras divulgadas pela Conab e pelo IBGE em agosto, e que apontam para conclusão da colheita das principais lavouras.

    De acordo com análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e a pecuária, contração de 5,5%.

    “O decréscimo do faturamento da soja devido à queda de produção e a retração das principais atividades da pecuária são os principais fatores afetando negativamente o VBP deste ano. Somadas, as reduções de faturamento da soja e da pecuária resultam em um decréscimo de R$ 64 bilhões a preços de 2022. Mas em geral, este ano é de bom desempenho para a agropecuária”, diz nota da secretaria.

    Desempenho das lavouras

    Entre as lavouras com melhor desempenho estão: algodão, com aumento real do VBP de 39,2%; banana, 12,5%; batata inglesa, 18,4%; café, 35,8%; cana de açúcar, 10,2%; feijão, 10,1%; milho, 16,6%; tomate, 30%; e trigo, 39,8%. As culturas foram impulsionadas pela alta de preços.

    pecuária teve retração nas atividades relacionadas a bovinos, frangos e suínos, em razão da queda de preços na comparação com o ano anterior. As exceções são para leite e ovos, que apresentam melhores resultados.

    VBP por regiões

    Em relação ao desempenho das regiões, Centro-Oeste tem o maior VBP, somando R$ 410,62 bilhões; seguida pelo Sudeste (R$ 305,5 bilhões), Sul R$ (R$ 284,8 bilhões), Nordeste (R$ 115,99 bilhões) e Norte (R$ 76,56 bilhões). Entre os estados, os cinco primeiros são Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

    O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e o faturamento bruto dentro do estabelecimento ao longo do ano, a partir do cálculo da safra agrícola, da pecuária e dos preços obtidos pelos produtores nas principais praças do país e dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Tecnologia de ressonância magnética reduz perdas de fertilizantes

    Pesquisa define a quantidade de anti-umectante necessária para suprimir a absorção de água pela ureia

    Um estudo inédito permitiu monitorar e avaliar estratégias preventivas para evitar o empedramento dos fertilizantes quando em contato com alta umidade.

    A pesquisa, que utiliza ressonância magnética, permitiu determinar, com precisão e rapidez, as propriedades hidráulicas de solos, uma das informações mais relevantes para a agricultura e o melhor uso da água.

    O trabalho foi desenvolvido pelo agrônomo da Embrapa Solos, Etelvino Henrique Novotny, em colaboração com o Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP). O cientista tem direcionado sua pesquisa para a espectroscopia, método para análise de substâncias baseado no estudo da interação da matéria com a energia, tornando-se um dos 50 pesquisadores mais citados da América Latina.

    Absorção de água pela ureia

    A pesquisa avalia a eficácia de anti-umectantes em fertilizantes, estudando não somente a absorção de água, mas sua distribuição nos diferentes componentes do produto, obtendo informações de importância prática, como a exata quantidade e o momento em que a água é absorvida pela ureia e pelo anti-umectante.

    “Conseguimos definir a quantidade de anti-umectante necessária para suprimir a absorção de água pela ureia, de acordo com o tempo de exposição à alta umidade, ou seja, é possível ‘projetar’ quanto de anti-umectante o fertilizante necessita para, por exemplo, ficar à noite exposto à umidade na lavoura, sem que o processo de empedramento se inicie”, explica Novotny.

    Segundo ele, também é possível definir exatamente quando a ureia começa a se solubilizar, que é a primeira etapa do empedramento.

    Ressonância magnética

    O método de ressonância magnética em baixo campo torna possível acompanhar, em tempo real, a dinâmica de absorção de umidade pelos fertilizantes e outros produtos. Com isso, é possível avaliar com muito mais precisão diferentes estratégias que visam diminuir as perdas por empedramento.

    “Tão importante quanto as novas fontes de fertilizantes é minimizar suas perdas e otimizar seu uso, aumentando a sustentabilidade da agropecuária e diminuindo a dependência. Seguindo o conceito da sustentabilidade, será possível produzir mais com menos, reduzindo a necessidade de importações, exaurindo menos recursos não renováveis”, avalia.

    De acordo com o pesquisador, cerca de 80% da matéria-prima e produtos industriais (além dos fertilizantes, alimentos, fármacos e agroquímica) são na forma de pós ou particulados, muitos sujeitos ao empedramento.

    Outros estudos

    O pesquisador da Embrapa Solos lembra que diversos outros estudos inéditos com a utilização de equipamento de ressonância magnética nuclear em baixo campo na Ciência do Solo estão em andamento, com resultados promissores, como a determinação das curvas de retenção de água no solo e monitoramento da dissolução de fertilizantes no solo em tempo real.

    No Brasil, Novotny tem dado continuidade aos estudos utilizando a tecnologia de ressonância magnética desenvolvida pela startup Fine Instrument Technology (FIT). Único equipamento fabricado no país, o SpecFit já vem sendo utilizado em análises diversas de produtos da agroindústria em parceria com a Embrapa Instrumentação (São Carlos).

    Análises rápidas

    As análises são realizadas em poucos segundos, de forma não destrutiva e podendo ser feitas, na maioria das vezes, sem a necessidade de se abrir as embalagens.

    “Nossa tecnologia tem permitido usos inovadores, como na seleção de sementes oleaginosas, análises de grãos e de alimentos industrializados – inclusive para identificação de adulteração de produtos – para a identificação do teor de gordura e maciez de carnes e, agora, também de fertilizantes. As fronteiras estão se expandindo”, ressalta a CEO da FIT, Silvia Azevedo.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Área irrigada do Brasil pode crescer 4,2 milhões de hectares, diz estudo

    De acordo com dados do IBGE, em 2021, a área de cultivo irrigada no país correspondia a 8,2 milhões de hectares

    Uma pesquisa divulgada pela TCP Partners, uma empresa de investimentos e gestão, prevê que a área irrigada do Brasil pode crescer 4,2 milhões de hectares até 2040.

    Segundo o estudo, desde 2006, a agricultura irrigada no Brasil apresenta uma taxa de crescimento médio de 4,7% ao ano.

    De acordo com dados do IBGE, em 2021 a área de cultivo irrigada correspondia a 8,2 milhões de hectares. A previsão é de que até 2040 ocorra um crescimento aproximadamente 50% em termos relativos para o período.

    Segundo o estudo Mercado de Irrigação Agrícola do Brasil, a cultura de cana-de-açúcar fertirrigada representa 2,9 milhões de hectares ou 35,4% em relação ao total, seguido pelas demais culturas em pivôs centrais (arroz, cana e café) com 1,4 milhões de hectares ou 17,6% em relação ao total.

    A região Sudeste concentra a maior participação no percentual de área irrigada, com 39,8%, seguida pelo Sul com 25%, enquanto o Norte representa apenas 5,5%.

    Potencial

    Para Ricardo Jacomassi, sócio e economista-chefe da TCP Partners, as variações climáticas sempre foram motivo de preocupação para a atividade agropecuária, o que certamente favoreceu o desenvolvimento de tecnologias em diversas áreas.

    “O mercado é próspero e minimiza riscos climáticos, além de potencializar a produtividade do agronegócio. E a indústria de irrigação é um importante pilar para a expansão do agronegócio em seus vários segmentos, como frutas, hortaliças e grãos, pastagens”, explica o economista.

    A área de grãos cultivada no Brasil apresentou entre 2006 e 2021 uma taxa de crescimento de 2,5% ao ano. Há ainda a previsão que a produção de grãos chegue a cerca de 333 milhões de toneladas até 2031, aumento de aproximadamente 80 milhões de toneladas ou 32% em termos relativos para os próximos 10 anos.

    O incremento de novas áreas agricultáveis é uma resposta direta para garantir uma oferta mundial de alimentos a um preço que amenize o ambiente inflacionário derivado da forte demanda por commodities.

    Portanto, para sustentar o crescimento da produção de grãos e outros produtos agrícolas, a irrigação é um elemento fundamental, assim como a genética, defensivos agrícolas e fertilizantes.

    “O segmento de irrigação tem muitas oportunidades e atrai muitos investidores. É possível identificar um número relevante de empresas de pequeno e médio porte e a presença em multinacionais de capital aberto atuando no mercado brasileiro. Acreditamos que o negócio de irrigação será promissor uma vez que é parte da solução de redução de riscos e assim, deverá atrair investidores, produtores, governos e demais agentes que atuam no agronegócio”, finaliza Jacomassi.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Parasita causa prejuízo de R$ 65 bilhões na soja brasileira

    Saiba como controlar nematoides fitoparasitas, que também causam dano indireto na cultura, favorecendo a entrada de fungos nas plantas

    A cada dez safras de soja, uma é perdida. A conclusão alarmante faz parte de pesquisa inédita realizada pela Syngenta em parceria com a consultoria Agroconsult e a Sociedade Brasileira de Nematologia.

    O estudo apontou números preocupantes sobre prejuízos e perdas decorrentes de nematoides e doenças iniciais. De acordo com o levantamento, já existe uma estimativa de R$ 65 bilhões em perdas por conta desse problema somente na cultura da soja.

    O que são nematoides?

    Vermes microscópicos capazes de parasitar as plantas, com prejuízo direto ao desenvolvimento e produtividade de todas as culturas, os nematoides fitoparasitas também causam dano indireto, favorecendo a entrada de fungos nas plantas.

    Impossíveis de serem identificados a olho nu, os nematoides não podem ser erradicados uma vez que identificados no solo, o que torna o controle e o manejo imprescindíveis para evitá-los e, assim, manter o bom desenvolvimento, produtividade e rentabilidade da lavoura: que começam sempre por um solo saudável.

    Prejuízos para todas as culturas

    A pesquisa realizada sobre a distribuição e crescimento dos nematoides no Brasil percorreu todo o país durante 2021 e traz detalhes importantes sobre a problemática em todas as regiões, nos mais diversos cultivos e para todas as espécies encontradas.

    Se o cenário permanecer como está, a expectativa é de que produtores brasileiros (contando todas as culturas) tenham um prejuízo somado de até R$ 870 bilhões em menos de 10 anos.

    Situação grave no Sul, Centro-Oeste e Norte

    Hoje, as regiões mais impactadas pela presença dos nematoides no solo são Sul, Centro-Oeste e Norte, em especial no Cerrado. Em alguns estados, os vermes estão presentes em mais de 99% das amostras.

    A espécie Pratylenchus ssp., por exemplo, é a mais identificada, chegando a mais de 75% das áreas analisadas. No mapa abaixo, é possível ter uma dimensão da situação atual.

    Soja em alerta

    Um dos dados mais expressivos apontados pela pesquisa é o prejuízo causado pela presença dos nematoides na soja. Perdas de R$ 374 bilhões em menos de 10 anos somente nesta cultura são previstas.

    É importante lembrar que os nematoides podem ser encontrados em animais, no solo, na água, e atuam próximos às raízes dos bulbos das plantas. Eles se alimentam das raízes, podendo remover o conteúdo celular e impedir a absorção de água e de nutrientes pelas culturas. Na soja, ficam grande parte do seu ciclo de vida dentro das raízes da oleaginosa.

    Mas como se proteger?

    Pesquisadores consideram a eliminação completa dos tipos de nematoides na soja quase impossível, mas existem medidas que permitem o controle de modo que não ofereça ameaça econômica ao cultivo.

    Vale destacar que os períodos ideais para combate desses micro-organismos são a entressafra e o plantio. Para controlá-los, o Climate FieldView™ recomenda oito medidas:

    1. Identificação e monitoramento da área contaminada

    Para implementar um sistema de controle eficaz, é necessário conhecer os microrganismos que estão afetando a área. Para isso, é necessário enviar a um laboratório de análises nematológicas uma amostragem de solo. Depois, realizar o monitoramento é essencial para manter o desenvolvimento da lavoura.

    2. Controle biológico

    Existem defensivos biológicos que podem controlar os nematóides. Veja quais são os principais para o controle na soja:

    • Paecilomyces lilacinus: fungo que compromete a reprodução dos nematóides;
    • Trichoderma harzianum: fungo que controla as lesões radiculares causadas pelos nematóides;
    • Pochonia chlamydosporia: fungo que parasita e mata ovos e fêmeas de nematóides;
    • Bacillus amyloliquefaciens: essa bactéria pode ser aplicada em tratamento de semente ou em sulco de plantio
    • Pratylenchus brachyurus: nematóide das lesões radiculares.

    3. Plantio de cultivares tolerantes

    Existe a possibilidade de escolher e realizar o plantio de genótipos tolerantes. No entanto, é importante saber que nem sempre eles garantem resultados satisfatórios da lavoura. A prática deve ser feita com o complemento de outras medidas, como a rotação de culturas e medidas fitossanitárias.

    4. Rotação de culturas

    Esse é um dos métodos mais recomendados para controlar nematoides, de acordo com pesquisadores. A rotação com plantas não-hospedeiras restringe a multiplicação do patógeno. Como exemplo de opções de culturas para a rotação com a soja, o trigo, a cevada e a aveia branca (inverno), milho, algodão e o girassol (verão) são indicados.

    5. Tratamento de sementes

    O manejo dos organismos pode ser feito pelo método complementar de tratamento de sementes. Para isso, é necessário agir contra o causador da doença no momento do plantio da soja.

    6. Plantas antagonistas

    Outra forma de lutar contra nematóides é usar as plantas antagonistas. Elas melhoram o controle biológico e promovem auxílio aos combatentes naturais. Alguns exemplos são o centeio, a mamona e o feijão de porco. São divididas em dois tipos: plantas armadilhas e hospedeiras desfavoráveis.

    Todas elas causam danos ou prejudicam o desenvolvimento dos nematóides, evitando que seu ciclo de crescimento se complete.

    7. Medidas fitossanitárias

    O controle fitossanitário evita a disseminação de nematoides entre campos ou localizações geográficas. O método é simples e implica limpeza de máquinas e equipamentos, higienização de ferramentas e implementos agrícolas de forma cuidadosa.

    A melhor maneira de evitar a propagação de pragas é utilizar, primeiramente, os equipamentos em áreas não infestadas, para depois cuidar das áreas com necessidade de controle de infestação.

    8. Controle químico

    O controle é feito com a aplicação de produtos em sulco ou em pulverização terrestre, que atuam para aumentar o vigor das plantas. Porém, é recomendável integrar outros métodos de controle e não só o químico, isoladamente, como rotação de culturas e medidas fitossanitárias e monitoramento da área contaminada.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • IBGE estima safra recorde de 263,4 milhões de toneladas em 2022

    A estimativa é 4% maior (ou 10,2 milhões de toneladas) que a safra de 2021 e 0,8% acima do que foi estimado em junho

    safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar recorde de 263,4 milhões de toneladas.

    A estimativa é 4% maior (ou 10,2 milhões de toneladas) que a safra de 2021 (253,2 milhões de toneladas) e 0,8% acima (2 milhões de toneladas) do que foi estimado em junho.

    A estimativa de julho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola foi divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, esse crescimento se deve ao aumento do plantio e dos investimentos dos produtores que estão ampliando a área de cultivo de grãos em 6,4% para 73 milhões de hectares, acréscimo de 4,4 milhões de hectares em relação da 2021 (68,6 milhões de hectares).

    “Os produtores plantaram mais porque os preços internacionais estão muito elevados, sobretudo o do trigo, por conta da guerra da Rússia e a Ucrânia, grandes produtores e exportadores de trigo”, disse, em nota, Carlos Barradas.

    arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da pesquisa. Somados, eles representam 91,4% da estimativa da produção e respondem por 87,1% da área a ser colhida.

    De acordo com o IBGE, em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 9,7% na área plantada de milho (aumento de 7,7% na primeira safra e de 10,4% na segunda safra), de 18,1% na de algodão herbáceo (em caroço), de 4,6% na área de plantio da soja e de 8,6% na do trigo; ocorrendo declínio de 2,7% na área do arroz.

    Soja

    Principal commodity do país, a estimativa para soja teve alta de 0,7%, em relação ao mês anterior, sendo o segundo produto responsável, com 814 mil toneladas, pelo crescimento de 2 milhões de toneladas de grãos em julho, depois do trigo que atingiu 820 mil toneladas.

    Segundo o pesquisador, houve reavaliações importantes em estados como Mato Grosso, principal produtor com 38 milhões de toneladas, que aumentou o rendimento médio em 1,5% na comparação com a estimativa de junho.

    O Rio Grande do Sul também aumentou o rendimento e estimativa em 1,8% em relação ao mês anterior. Com isso, a soja deve alcançar uma produção nacional de 118,8 milhões de toneladas ante 118 milhões estimados em junho.

    Entretanto, esse volume representa retração de 12% em comparação à safra obtida no ano anterior, com declínio de 15,9% no rendimento médio. Barradas explicou que, embora tenha havido aumento de área de plantio da soja, a ocorrência de uma estiagem prolongada durante o desenvolvimento da cultura em alguns estados produtores, sobretudo no Centro-sul do país, foi responsável por essa queda anual

    A área colhida foi estimada em 40,8 milhões de hectares, aumento de 4,6% na comparação com 2021, e de 0,2% em relação ao estimado no mês anterior. A participação da soja no volume total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país, em 2022, foi de 45,1% permanecendo como o grão de maior peso no grupo.

    Outro aspecto destacado por Barradas é que as produções de arroz (10,6 milhões de toneladas) e de feijão (3,1 milhões de toneladas) devem atender o consumo interno do país em 2022. O Brasil não é importador dos dois produtos, mas já houve necessidade de importações.

    Regiões

    Em julho, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas teve alta na comparação com 2021 em quatro regiões: Centro-Oeste (11,9%), Sudeste (13,0%), Norte (8,7%) e Nordeste (10,6%).

    O levantamento indica que somente a Região Sul teve estimativa negativa (-13,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumento a Região Centro-Oeste (1,1%), a Norte (3,0%) e a Sul (0,6%), e declínio no Nordeste (-0,3%) e Sudeste (-0,2%).

    Entre as unidades da federação, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos (30,6%), seguido pelo Paraná (13,4%), Goiás (10,5%), Rio Grande do Sul (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (6,7%) que, somados, representaram 79% do total nacional.

    “A pandemia fez com que os preços aumentassem, porque, em casa, as pessoas passaram a consumir mais, sem falar que o milho e a soja são usados na produção de proteína animal. A partir disso, o produtor passou a plantar mais porque a sua rentabilidade é maior. Nos últimos anos, devido ao aumento da área plantada e da produtividade, a agricultura brasileira vem produzindo recordes sobre recordes”, concluiu o gerente da pesquisa.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/