Colheita da safrinha 2026 avança abaixo do ritmo
Levantamento da DATAGRO aponta atraso na colheita do milho safrinha no Brasil, com Mato Grosso à frente do calendário e demais estados em ritmo mais lento. Dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Relatório Diário da DATAGRO, mostrando reflexos do atraso no plantio sobre o avanço da colheita em todo o país.
A colheita do milho safrinha 2026 atingiu 36,7% da área cultivada até o dia 10 de julho, segundo dados divulgados pela DATAGRO. O percentual está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 42,4% das lavouras já haviam sido colhidas, e também fica atrás da média histórica para a data, de 41,1%. De acordo com a DATAGRO, o atraso reflete tanto o cronograma mais lento de plantio quanto as condições climáticas irregulares enfrentadas ao longo de todo o ciclo da safrinha neste ano.
Na avaliação regional, o Mato Grosso concentra os trabalhos mais avançados de colheita, despontando como o estado que mais avançou no calendário. Já Paraná, Mato Grosso do Sul e os estados da região Sudeste seguem com ritmo mais lento, ainda sentindo os efeitos das dificuldades enfrentadas no início da safra.
Apesar do atraso na colheita, a oferta de milho no mercado brasileiro segue ampla, mesmo durante o período de entressafra. Segundo a DATAGRO, esse cenário, somado ao avanço gradual dos trabalhos de campo, contribui para elevar a disponibilidade do cereal.
Essa maior disponibilidade tem pressionado as cotações do grão no mercado interno, de acordo com a visão da consultoria. Com preços menos atrativos, muitos produtores optam por não vender no momento, o que resulta em um cenário de liquidez reduzida.
Assim, o mercado de milho segue em compasso de espera. Vendedores aguardam melhores condições de preço para negociar, enquanto compradores se beneficiam da oferta elevada para manter a pressão sobre os valores pagos pelo cereal.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias