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29 de julho de 2024

  • Manejo no nascimento de bezerros é chave para rebanhos produtivos

    Superintendente de Registro da ANC destaca importância do acompanhamento no parto e primeiros momentos de vida dos bovinos

    O período de nascimento de bezerros exige atenção especial dos pecuaristas, sendo fundamental para a saúde dos animais no início da vida. Nesse sentido, o acompanhamento do grupo de vacas prestes a parir é crucial, diz a superintendente de registro da Associação Nacional dos Criadores Herd-Book Collares (ANC), Silvia Freitas.

    “Estar atento ao momento exato do parto permite intervenções necessárias, garantindo a saúde da mãe e do bezerro”, afirma.

    Silvia ressalta que a escolha de touros com diferença esperada na progênie (DEP) de baixo peso ao nascer é uma prática que facilita o parto.

    Acompanhamento das primeiras horas dos bezerros

    O monitoramento das primeiras horas de vida dos animais traz inúmeros benefícios. “É importante verificar se o bezerro conseguiu mamar o colostro, essencial para seu desenvolvimento”, comenta a especialista sobre o primeiro produto produzido pela vaca, no início da lactação.

    Além disso, a identificação precoce dos bezerros permite o acompanhamento do desempenho das matrizes, auxiliando na seleção das vacas mais produtivas.

    Produtividade e bem-estar dos bezerros

    A adequada condução do manejo no nascimento e primeiros momentos dos bezerros afeta diretamente o ganho de peso e os resultados financeiros da fazenda.

    “Bezerros bem alimentados ganham peso mais rapidamente, e vacas que atendem às demandas dos seus filhotes contribuem para um ciclo produtivo eficiente”, afirma a superintendente.

    Identificação e monitoramento

    Silvia destaca a relevância da identificação dos bezerros logo após o nascimento. “Isso permite um monitoramento preciso do desenvolvimento dos animais e a avaliação do desempenho das matrizes”, diz.

    Esse processo é fundamental para conhecer e selecionar as vacas mais produtivas do rebanho.

    Bem-estar e aumento de produtividade

    “Bem-estar animal está diretamente ligado ao aumento de produtividade”, afirma Silvia. Garantir que o bezerro tenha acesso ao leite necessário e que a matriz consiga suprir essa demanda é essencial para a eficiência do processo produtivo.

    O acompanhamento do nascimento de bezerros e as primeiras horas de vida são etapas essenciais para garantir a saúde e produtividade dos animais. A prática adequada de manejo, aliada à identificação e monitoramento dos filhotes, contribui para um rebanho mais produtivo e saudável.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Embrapa finaliza maior pesquisa do mundo com integração lavoura-pecuária-floresta

    Pesquisa revela estratégias para uso eficiente de árvores em sistemas produtivos

    Embrapa Agrossilvipastoril concluiu o primeiro ciclo de 12 anos do maior experimento global com sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), realizado em Sinop (MT). Este estudo trouxe insights valiosos para o uso das árvores nesses sistemas produtivos, oferecendo bases técnicas para decisões fundamentadas.

    O experimento utilizou eucalipto (clone H13) devido ao seu rápido crescimento e versatilidade. As árvores foram testadas em integração lavoura-floresta (ILF), pecuária-floresta (IPF) e ILPF, além de monocultura como controle. As árvores foram inicialmente plantadas em renques (fileiras) de três linhas, com espaçamento de 30 metros; posteriormente, algumas intervenções reduziram esse espaçamento para 37 metros em linhas simples.

    Durante os 12 anos, o estudo monitorou o crescimento das árvores, operações de manejo, como poda e desbastes, acúmulo de biomassa e carbono, e a produção de madeira, que variou entre 87 m³ e 114 m³ por hectare (ha).

    O pesquisador Maurel Behling destacou a importância de considerar a produtividade total do sistema ao aumentar o número de árvores, pois isso pode reduzir a produção de grãos e forragem.

    “Quando falamos em sistemas de integração, temos que pensar na produtividade de todo o sistema. Se eu aumento o número de árvores, terei redução na produção da lavoura e da pecuária. Sendo assim, o maior número de árvores tem que fazer sentido na avaliação global”, disse.

    Comportamento de crescimento e carbono

    O experimento mostrou que sistemas integrados apresentam o efeito bordadura, onde as árvores externas recebem mais luz, água e nutrientes, resultando em maior diâmetro e acúmulo de biomassa.

    No sistema ILPF, o acúmulo de carbono por árvore superou 30 kg/ano, significativamente maior que os cerca de 20 kg/ano observados na monocultura.

    Além do carbono armazenado na madeira, as árvores também contribuem para a matéria orgânica no solo, com cerca de 10 toneladas de resíduos por hectare, sem contar tocos e raízes que representam 20% da biomassa total.

    Recomendações

    Behling enfatiza que os resultados obtidos oferecem subsídios importantes para o planejamento de sistemas ILPF. Sistemas com linha simples são indicados para quem deseja adicionar renda ou melhorar o conforto térmico para o gado. Já para aqueles que buscam compensar a produção de lavoura e pecuária com a venda de madeira, renques de múltiplas linhas são mais adequados.

    O mercado consumidor da madeira deve ser considerado no planejamento. Na região médio-norte de Mato Grosso, a demanda por biomassa aumentou com a instalação de usinas de etanol de milho, enquanto a madeira serrada ainda não é amplamente utilizada, mas há demanda para madeira tratada em cercas, postes e construção civil.

    Fim do ciclo e perspectivas para integração

    O experimento de ILPF com foco na pecuária de corte e produção de grãos está sendo finalizado com o corte raso dos eucaliptos. A área do estudo ainda possui 3.666 árvores em 43 hectares, com um volume estimado de 3.568,33 m³ de madeira, representando um valor de cerca de R$ 514 mil.

    Com o fim deste ciclo, um novo trabalho iniciará no próximo período chuvoso, incluindo o uso de teca como componente arbóreo, além do eucalipto. A teca perde suas folhas no período seco, reduzindo a sombra para os animais, enquanto o eucalipto contribuirá para o conforto térmico e o escalonamento de receitas.

    Maior experimento do mundo em ILPF

    O experimento da Embrapa é um dos maiores, se não o maior do mundo com esse sistema, abrangendo 72 hectares com dez tratamentos distintos. Desde a instalação, em 2011/2012, pesquisadores de diversas especialidades têm analisado aspectos de solo, dinâmica de água, microclima, forragicultura, sanidade animal e vegetal, microbiologia e emissão de gases de efeito estufa.

    Entre os resultados, destaca-se o Sistema PPS (Precocidade, Produtividade e Sustentabilidade), uma estratégia de manejo da pecuária de cria utilizando ILP e IPF.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Prazo para Declaração Anual de Rebanho no RS termina dia 31

    Até o momento, 68,7% dos produtores preencheram as informações. Nove municípios estão mais atrasados do que os demais

    O prazo para os produtores do Rio Grande do Sul fazerem a Declaração Anual de Rebanho termina na próxima quarta-feira (31).

    Até esta sexta (26), 254 mil declarações já foram entregues, o que representa 68,7% do total. São esperadas 370 mil pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    Conforme o analista agropecuário e florestal da autarquia, Paulo de Souza, as regionais onde se tem maior número de produtores com declarações em aberto e que devem se apressar são as seguintes:

    • Bagé
    • Alegrete
    • Pelotas
    • Porto Alegre
    • Ijuí
    • Caxias do Sul
    • Osório
    • Lagoa Vermelha
    • Santa Maria

    Todos os produtores de animais devem fazer a declaração, não apenas de bovídeos, caprinos, equídeos, ovinos e suídeos, mas também os de abelhas, coelhos e peixes, entre outros.

    Obrigação sanitária

    O chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias da Seapi, Eduardo Zart, afirma que todos os produtores possuidores de animais de peculiar interesse do Estado, ou seja, os de produção e os que podem estar envolvidos em transmissão de enfermidades a estes e a humanos devem fazer a declaração anual. Ela é uma obrigação sanitária.

    Para fazer a declaração, acesse aqui ou procure as Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária da Seapi para fazer de forma presencial.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/