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jul 30 2024 Safra 24/25 de soja de 166,6 milhões de toneladas é projetada por consultoria
País terá o 18º aumento de área consecutivo dedicado à cultura. Porém, cotações dos próximos dois meses podem mudar o cenário expansionista, aponta Datagro
O levantamento anual de intenção de plantio da Datagro Grãos para a safra 2024/25 aponta incremento na área de soja do Brasil pelo 18º ano consecutivo.
Assim, passa de 46,184 milhões de hectares na temporada 2023/24 para 46,890 milhões de hectares no próximo ciclo, a se iniciar em setembro, o que representaria um aumento de 1,5%.
“Importante destacar que esses são números preliminares e que qualquer reação mais brusca das cotações nos próximos 60 dias pode trazer alteração nessa proporção de aumento”, diz o economista e líder de conteúdo da concultoria, Flávio Roberto de França Junior.
Produção de soja
A consultoria sinaliza uma produtividade de 3.554 kg/ha (59,2 sacas) nesse primeiro momento, com produção potencial de 166,644 milhões de toneladas.
Em caso de confirmação, esse volume seria 12% superior à revisada safra colhida neste ano, de 149,262 milhões de toneladas.
Conforme levantamento feito junto aos produtores, o aumento de área de soja deve acontecer de forma homogênea em todo o país, assim como neste ano. “Em intensidade maior nos estados da região Norte e Nordeste”, ressalta França Junior.
Recuo no milho
A análise preliminar realizada pela Datagro estima recuo nas áreas de milho tanto do ciclo de verão quanto de inverno. A área total da 1ª safra deverá atingir 3,894 milhões de hectares, ante 4,053 mi de ha na temporada 2023/24 – 2,544 mi de ha no Centro-Sul e 1,350 mi de ha no Norte/Nordeste.
Considerando a hipótese de incidência do fenômeno La Niña e a utilização de tecnologia próxima da normalidade, os resultados podem ficar assim:
- 1ª safra: potencial de produção de 23,351 milhões de toneladas, 1% inferior à prejudicada safra colhida em 2024 – 17,276 mi de t do Centro-Sul e 6,075 mi de t no Norte/Nordeste.
- Safra de inverno 2025: tendência inicial indica retração na área. No total Brasil, a projeção é de 16,855 mi de ha, 2% aquém dos 17,207 mi de ha deste ano – 14,005 mil ha do Centro-Sul e 2,850 mil ha do Norte/Nordeste.
Considerando clima regular, a previsão de produção da 2ª safra é de 93,608 mi de t, estável ante as 93,315 mi de t da complicada safra atual.
No total das duas safras, o Brasil tem previsão de área para 2024/25 de 20,749 mi de ha, 2% aquém dos 21,260 mi de ha da temporada 2023/24, e produção potencial de 116,959 mi de t, estável em relação à safra atual, de 117,008 mi de t.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 30 2024 Calcário e gesso aumentam a disponibilidade de outros quatro nutrientes na soja
Pesquisa de doutorado de professor da Universidade Federal do Piauí analisou uso dos adubos em áreas recém-convertidas para uso agrícola
A aplicação de calcário e gesso na fertilidade do solo e na produção de soja em áreas recém-convertidas para uso agrícola foi a tese de mestrado do professor Doze Batista, do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
O estudo foi feito no município de Currais, sudoeste do estado, e observou durante dois anos as mudanças nos atributos químicos do solo, na nutrição das plantas e na produtividade dos grãos.
O resultado mostrou que a aplicação de calcário e gesso melhorou significativamente as condições do solo, trazendo dois principais benefícios, como o incremento de outros quatro nutrientes:
- Redução da acidez
- Aumento da disponibilidade de cálcio, magnésio, fósforo e enxofre
De acordo com o professor, a aplicação de gesso influenciou positivamente as concentrações de cálcio e magnésio no solo, embora não tenha mostrado um efeito claro na produtividade da soja.
Melhora das práticas de cultivo
Batista acredita que ao entender como as diferentes taxas de calcário e gesso afetam o crescimento da soja, é possível ajudar os agricultores a otimizarem suas práticas de cultivo, resultando em maiores rendimentos e, consequentemente, em uma melhor segurança alimentar.
“Os resultados do estudo podem informar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento rural, promovendo práticas agrícolas que beneficiem tanto os agricultores quanto o meio ambiente”, informa.
O professor também afirma que a pesquisa fornece dados e insights sobre a interação entre calcário, gesso e a produtividade da soja, contribuindo para o corpo de conhecimento existente sobre manejo de solo e fertilização, o que pode abrir novas linhas de investigação e aprofundar a compreensão sobre práticas agrícolas sustentáveis.
“A pesquisa pode servir como um campo de aprendizado para estudantes e profissionais da área, promovendo a formação de novos pesquisadores e especialistas em Agronomia e Ciências do Solo”, destaca o professor.
Agricultura mais resiliente
No âmbito prático, ele ainda ressalta que o estudo pode ser aplicado em programas de extensão da universidade.
“O estudo pode ajudar os agricultores a entenderem melhor como adaptar suas práticas às condições específicas do Cerrado do Matopiba [áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], promovendo uma agricultura mais resiliente e adaptada ao clima local, além de também poder ser utilizada em programas de extensão rural e capacitação, ajudando os agricultores a entenderem a importância do manejo adequado do solo e a aplicação de insumos”, frisa.
Calcário e gesso na soja
O estudo concluiu que a calagem e a gessagem são práticas essenciais para o manejo da fertilidade do solo e para a produção de soja em solos ácidos do Cerrado, ressaltando a importância de ajustar as doses de aplicação, além das recomendações padrão, para maximizar o rendimento das culturas.
A pesquisa fornece descobertas sobre a interação entre correções do solo, fertilidade e produtividade agrícola, enfatizando a necessidade de práticas de manejo de nutrientes equilibradas para promover a sustentabilidade agrícola na região.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/