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7 de agosto de 2024

  • Milho: retração produtora sustenta preços, diz Cepea

    Valorização do dólar ante ao Real aumenta a paridade de exportação e pode elevar o interesse de negócios nos portos

    Levantamento do Cepea mostra que os preços do milho continuam subindo no mercado brasileiro, apesar da queda internacional e da demanda externa ainda abaixo da verificada no ano anterior.
    Segundo pesquisadores, as recentes recuperações têm sido influenciadas pela retração de vendedores, atentos à valorização do dólar frente ao Real, cenário que aumenta a paridade de exportação e pode elevar o interesse de negócios nos portos.
    Do lado comprador, pesquisas do Cepea indicam que consumidores domésticos com necessidade de reposição do milho acabam se deparando com valores de venda mais elevados. No entanto, parte deles ainda têm estoques e/ou entregas programadas do cereal a cotações menores, visto que esses lotes foram negociados nas semanas anteriores.
    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • CNA pede investigação de dumping contra leite em pó da Argentina

    Segundo a entidade, pedido feito ao governo tem como finalidade corrigir distorções trazidas pela aplicação de subsídios no país vizinho

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que, na última semana, protocolou uma petição para investigar a prática de dumping – comercialização a preço abaixo do custo de produção – contra o leite em pó da Argentina.

    De acordo com a CNA, a finalidade do pedido entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é corrigir as distorções trazidas pela aplicação de subsídios da Argentina à produção de leite ao longo de 2023.

    “Em que pese a prevalência do livre mercado, a Argentina, principal país de origem, responsável por metade do volume, aplicou subsídios diretos à produção de leite, gerando artificialidade nos preços e concorrência desleal com o produto brasileiro”, afirma o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite, Guilherme Dias.

    A entrada de leite em pó subvencionado prejudicaria a produção de leite nacional, reduzindo as margens dos pecuaristas, limitando o crescimento do setor e provocando o abandono da atividade.

    O volume total de importações de lácteos somou 4,29 bilhões de litros nos últimos três anos. Em 2023, a quantidade foi recorde, de 2,18 bilhões de litros.

    O leite em pó nas versões integral e desnatada é o principal derivado importado, respondendo por mais de 71% do volume em 2023. A principal origem das importações são os países do Mercosul, que respondem por mais de 97% do volume internalizado no Brasil.

    Abertura da investigação

    O prazo máximo para a abertura da investigação de até 90 dias. A CNA acredita que o processo deva ocorrer em regime de urgência.

    “Após aberto, o processo de investigação é longo, pode durar até 18 meses, e a abertura sinaliza apenas o começo do processo. Serão ainda demandadas diversas informações complementares, mas temos a certeza de que o caso é robusto”, afirma o assessor técnico.

    “O Decom [Departamento de Defesa Comercial do MDIC] é um órgão extremamente técnico, competente e reconhece a gravidade da situação, então acreditamos que a tramitação da inciativa possa ser acelerada”, afirma Dias.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja: menor demanda chinesa e expectativas de ampla oferta mantêm Chicago em baixa

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 15,75 centavos de dólar, ou 1,5%, a US$ 10,28 1/2 por bushel

    Os contratos da soja em grão registram preços significativamente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado estente as perdas do pregão anterior, pressionado pelas expectativas de uma produção recorde da oleaginosa nos Estados Unidos e pela redução da demanda global, evidenciado pelas importações chinesas abaixo das previsões dos analistas. A valorização do dólar em relação a outras moedas também contribui para o cenário negativo.

    As importações de soja em grão pela China no mês de julho somaram 9,85 milhões de toneladas. Representa um aumento de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2023. A expectativa do mercado era de 12 milhões a 13 milhões de toneladas.

    No acumulado de 2024, as importações chinesas somaram 58,33 milhões de toneladas, queda de 1,3% sobre igual período de 2023. As informações são da Agência Reuters, que divulgou dados da Administração Geral da Alfândega.

    Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,14 1/4 por bushel, baixa de 12,50 centavos de dólar, ou 1,21%, em relação ao fechamento anterior.

    Ontem (06), a soja fechou em forte baixa. Após duas sessões de ganhos superiores a 1% – garantidos por fatores técnicos e de olho no financeiro -, os fatores fundamentais voltaram a comandar o comportamento do mercado. Os boletins seguem indicando condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas. A expectativa é de uma safra cheia e os mais recentes indicativos confirmar que a situação da soja em desenvolvimento nos Estados Unidos é positiva.

    Do lado financeiro, o dia foi de recuperação do dólar frente a outras moedas, fator que limita as exportações agrícolas dos Estados Unidos e que ajudou a exercer pressão sobre os contratos.

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 15,75 centavos de dólar, ou 1,5%, a US$ 10,28 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,26 3/4 por bushel, com perda de 14,00 centavos ou 1,34%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/