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13 de agosto de 2024

  • Expointer é lançada com foco na reconstrução e superação no RS

    Após enchente de maio, evento celebra a força do agronegócio gaúcho com destaque para agricultura familiar e genética animal

    Foi lançada oficialmente nesta segunda-feira (12) a 47ª Expointer. O evento ocorre de 24 de agosto a 1º de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e tem como slogan “Superar é da nossa natureza”.

    A enchente de maio no estado também atingiu o parque, e havia dúvidas sobre a realização do evento. Com investimento em reformas pelo governo e pelas entidades copromotoras, a feira vem apresentando grande procura por expositores, de acordo com a organização.

    “Neste momento histórico que exige tanto de todos nós, esta Expointer também vai ficar marcada dentro dessa jornada, mostrando que a superação faz parte da nossa natureza, como diz o mote desta edição”, afirmou o governador Eduardo Leite.

    No ano passado, os nove dias de evento receberam mais  de 822 mil visitantes, um recorde. A Expointer se destaca pela exposição e competição de diversas raças de bovinos, ovinos, bubalinos, caprinos e cavalos. Também há uma forte presença de máquinas e da agricultura familiar, que neste ano vai receber 413  expositores, o maior espaço de todas as edições, comemorando os 25 anos do pavilhão.

    “Esta Expointer é a da reconstrução, para mostrar ao Brasil e ao mundo que somos aguerridos, fortes e bravos”, disse o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Clair Kuhn.

    Neste ano, a Expointer contará com 3.458 animais de argola (que vão a julgamento), quase o mesmo número da edição passada (3.480). A categoria de animais rústicos teve um incremento de 69% no número de inscritos, totalizando 1.344.

    Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Carlos Joel, a Expointer servirá para alavancar a reconstrução do Rio Grande do Sul. “Vamos alavancá-la como a Expointer da reconstrução, que mostrará o que temos de melhor no Rio Grande do Sul. Apesar de tudo o que passamos, a agricultura e os setores industriais estão aí para mostrar, junto com as cooperativas, as entidades e o governo do estado, que temos condições de reerguer o Rio Grande”, disse.

    “Neste momento de grande dificuldade que o estado vive, nada mais importante do que estarmos construindo mais uma Expointer. Eu diria que estamos realmente lançando e construindo a Expointer da coragem, que traduz muito bem a coragem do povo gaúcho”, considerou o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira.

    “A Febrac está orgulhosa da movimentação dos criadores de animais de raça. Eles estão motivados e irão mostrar o que há de melhor na genética”, disse o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac), Marcos Tang.

    Festival Sou do Sul

    A Expointer apresenta nesta edição o Festival Sou do Sul, de 24 a 26 de agosto, às 21h, com um espetáculo de cerca de duas horas e meia de duração, apresentando nomes da cultura gaúcha e um show nacional. O acesso ao festival é gratuito para os visitantes da Expointer, com limite de 10 mil pessoas em cada noite.

    O festival contará com apresentações de Luiza Barbosa, Elton Saldanha, Guri de Uruguaiana, Shana Müller, Renato Borghetti e mais de 30 artistas gaúchos, além de Luísa Sonza, e das duplas Maiara & Maraísa e Fernando & Sorocaba.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Decreto regulamenta desconto em operações de crédito de produtores do RS

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, editou decreto para regulamentar a concessão de descontos nos financiamentos dos produtores do Rio Grande do Sul prevista em Medida Provisória publicada no dia 31 de julho.

    A subvenção econômica será concedida para liquidação ou renegociação de parcelas de operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização a produtores com perdas de renda pelas atividades ou materiais de pelo menos 30% em virtude dos eventos climáticos extremos ocorridos em abril e maio no estado, conforme antecipou o Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    A medida é válida para operações contratadas com recursos controlados e com vencimento entre 1º de maio a 31 de dezembro deste ano.

    Para acessar o desconto, os financiamentos precisam ter sido contratados até 15 de abril e com recursos liberados ao produtor beneficiário antes de 1º de maio.

    Custeio

    Para operações de custeio, de acordo com o decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 13, o produtor que apresentar apenas a declaração pessoal de perdas da renda na atividade financiada – validado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) – poderá liquidar as parcelas com desconto de 30% limitado a R$ 20 mil por mutuário. Outra opção é renegociar as parcelas após a aplicação do desconto de 24% limitado a R$ 16 mil por mutuário.

    Já o produtor que, além que apresentar a declaração pessoal de perda da renda na atividade financiada, também entregar um laudo técnico individual para cada operação de crédito, poderá liquidar as parcelas com desconto equivalente ao porcentual das perdas, limitado a 50% sobre o valor das parcelas beneficiadas ou a R$ 25 mil por mutuário – o que for menor. Outra opção é renegociar as parcelas, após a aplicação do desconto equivalente ao porcentual das perdas, limitado a 40% sobre o valor das parcelas beneficiadas, ou a R$ 20 mil por mutuário – o que for menor.

    “Após a concessão dos descontos, o saldo devedor das parcelas poderá ser renegociado para pagamento em até quatro anos, com vencimento da primeira parcela em 2025, mantidos as fontes de recursos e os encargos originais de cada operação de crédito, inclusive quanto aos rebates e aos bônus de adimplência contratuais”, completa o decreto.

    Investimento

    Para operações de investimento, o produtor que apresentar apenas a declaração pessoal de perdas da renda na atividade financiada – validado pelo CMDRS – poderá liquidar as parcelas com poderá liquidar as parcelas com desconto de 30% limitado a R$ 5 mil por mutuário. Outra opção é renegociar as parcelas após a aplicação do desconto de 24% limitado a R$ 4 mil por mutuário.

    Já o produtor que, além que apresentar a declaração pessoal de perda da renda na atividade financiada, também entregar um laudo técnico individual para cada operação de crédito, poderá liquidar as parcelas com desconto equivalente ao porcentual das perdas, limitado a 50% sobre o valor das parcelas beneficiadas ou a R$ 15 mil por mutuário – o que for menor. Outra opção é renegociar as parcelas, após a aplicação do desconto equivalente ao porcentual das perdas, limitado a 40% sobre o valor das parcelas beneficiadas, ou a R$ 12 mil por mutuário – o que for menor.

    “Após a concessão dos descontos, o saldo devedor das parcelas poderá ser prorrogado para até doze meses após a data prevista para o vencimento dos contratos, mantidos as fontes e os encargos originais de cada operação de crédito e as demais condições contratuais, inclusive quanto aos rebates e aos bônus de adimplência contratuais”, completa o decreto.

    Custeio e Industrialização

    Para as operações de custeio e industrialização, será formada uma Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul, com a finalidade de analisar os pedidos de desconto para liquidação ou renegociação das operações.

    A Comissão deverá seguir limites de desconto para liquidação ou renegociação nas operações. Nas operações de custeio e industrialização ou investimento, o limite é de R$ 120 mil por mutuário, nos contratos individuais, ou por integrante do contrato de crédito, nas operações grupais e coletivas. Quando as operações tiverem como tomador uma cooperativa de produção agropecuária, o limite é de R$ 10 mil por cooperado participante do projeto financiado, limitado a 50% do valor das parcelas com vencimento em 2024.

    “A Comissão somente poderá conceder os descontos previstos neste artigo quando devidamente justificado e com apresentação da declaração de perdas e do laudo técnico com a descrição do porcentual das perdas para cada operação de crédito para a qual tiver sido solicitado o desconto, desde que validado pelo CMDRS do município onde se situa o empreendimento financiado, e os descontos poderão ser inferiores aos valores solicitados pelo mutuário”, detalha o decreto.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Produção de grãos deve recuar 6,6% e atingir 298,60 milhões de t na safra 2023/24, diz Conab

    Produção de grãos deve recuar 6,6% e atingir 298,60 milhões de t na safra 2023/24, diz Conab

    A produção brasileira de grãos deve atingir 298,60 milhões de toneladas na safra 2023/24, uma redução de 6,6% (21,2 milhões de t) em comparação com o volume obtido na temporada passada 2022/23 (319,81 milhões de t). Em relação à previsão do mês passado (299,27 milhões de t), houve uma leve queda de 0,2% (142,6 mil t), mostra o 11º e penúltimo Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (13).

    Conforme a Conab, a queda ante a temporada 2022/23 “é influenciada principalmente pela perda na produtividade média das lavouras do país, reflexo das adversidades climáticas sobre o desenvolvimento das culturas de primeira safra, em especial, desde o início do plantio até as fases de reprodução das lavouras”.

    A colheita do milho segunda safra está na reta final, com produção estimada em 90,28 milhões de t, baixa de 11,8% ante o ano passado (102,37 milhões de t. De acordo com o Progresso de Safra, publicado nesta semana pela Companhia, os trabalhos de colheita superam 90% da área cultivada no País.

    As produtividades alcançadas neste ciclo do grão variaram de acordo com o pacote técnico utilizado e, principalmente, da época de plantio da cultura. Semeaduras realizadas dentro da janela ideal, ou seja entre janeiro até meados de fevereiro, obtiveram produtividades dentro do esperado e até superiores às registradas na última safra devido, principalmente, à regularidade das chuvas durante o desenvolvimento da cultura. As exceções a esta situação ocorreram no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde veranicos ocorridos em março e abril, aliados a altas temperaturas e ataques de pragas, comprometeram o potencial produtivo do cereal.

    Aliada à perda de produtividade, a área destinada para o milho também foi reduzida, na segunda e na primeira safra do grão, o que influencia na menor expectativa de colheita. A primeira safra do cereal está projetada em 22,96 milhões de t, queda de 16,1% ante 2022/23 (27,37 milhões de t). Assim, produção total esperada para o ciclo 2023/24 é de cerca de 115,65 milhões t de milho, cerca de 12,3% inferior à temporada passada (131,89 milhões de t).

    Outra importante cultura de segunda safra é o algodão. Mas, para a fibra, a Conab prevê aumento na área e no desempenho médio das lavouras, influenciado pelas condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento da cultura. Com isso, a previsão é de um novo recorde para a produção da fibra, sendo estimada uma colheita de 3,64 milhões de toneladas de algodão em pluma, aumento de 14,8% ante a safra anterior (3,17 milhões de t).

    Já para o feijão é esperada uma produção total (são três safras por temporada) de 3,26 milhões de toneladas, 7,3% superior à produção de 2022/23. A segunda safra da leguminosa, com a produção estimada em 1,5 milhão de toneladas, teve seu potencial de produtividade reduzido por causa da incidência de doenças e da mosca-branca, além da falta de chuvas e temperaturas elevadas em importantes Estados produtores. A terceira safra do grão está estimada em 812,5 mil toneladas, com as lavouras, de modo geral, nos estágios de desenvolvimento à maturação, e em Goiás, em fase inicial de colheita.

    O arroz já está com a colheita finalizada, disse a Conab. A produção neste ciclo teve um crescimento de 5,6%, comparada ao volume produzido na safra anterior, alcançando 10,59 milhões de t ante 10,03 milhões de t em 2022/23. “O aumento verificado é influenciado pela maior área cultivada no país, já que a produtividade média das lavouras foi prejudicada, reflexo das adversidades climáticas, com instabilidade durante o ciclo produtivo da cultura, em especial no Rio Grande do Sul, maior Estado produtor do grão”, explicou a estatal.

    Já a soja, principal grão cultivado no País, a produção na atual safra é de 147,38 milhões de toneladas, redução de 4,7% sobre o ciclo anterior. Nas áreas semeadas entre setembro e outubro, nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) houve alterações no potencial produtivo das lavouras, com os baixos índices pluviométricos e as altas temperaturas, situações que causaram replantios e perdas de produtividade, diferente das áreas com lavouras mais tardias.

    Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura nos Estados da região Sul, maior produtora do cereal no País, que concentra 85% da área cultivada, está quase concluída, restando áreas em Santa Catarina para serem plantadas. No Rio Grande do Sul, após o atraso inicial da semeadura em razão do excesso de chuvas, teve o plantio concluído, assim como as áreas semeadas no Paraná. A expectativa é de uma redução de 11,6% na área destinada ao cereal, estimada em 3,07 milhões de hectares”, disse a Conab. A produção deve atingir 8,84 milhões de t, aumento de 9,1% em comparação com o ano passado (8,10 milhões de t).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/