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19 de agosto de 2024

  • Mercado global de drones agrícolas deve superar R$ 23 bilhões até 2029, diz pesquisa

    Valor é mais que o dobro da projeção estimada para 2024

    O mercado global de drones agrícolas está em rápida expansão e deve atingir a impressionante marca de R$ 23,11 bilhões (US$ 4,36 bilhões) até 2029, de acordo com um estudo realizado pela Mordor Intelligence. Este valor é mais que o dobro da projeção estimada para 2024, que gira em torno de R$ 11,02 bilhões (US$ 2,08 bilhões).
    Para Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, a crescente importância dos drones no agronegócio é evidente. “Com o passar do tempo, o mercado se torna cada vez mais digital, independentemente do setor. Os drones são um exemplo claro de uma tecnologia que se tornou essencial para diversas atividades”, afirma. Ele destaca que a expansão deste mercado ainda está em curso, devido à versatilidade e às múltiplas aplicações que os drones oferecem, como monitoramento de grandes áreas e coleta de dados precisos.
    Neves também aponta os benefícios do uso de drones, como a redução de custos, aumento da agilidade, precisão e eficiência nas operações. “Eles são extremamente versáteis e, quando equipados com tecnologias como lasers scanner, podem realizar funções que antes demandavam muito mais tempo”, explica.

    No Brasil, os reflexos desse crescimento já são perceptíveis. Segundo dados do Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant), vinculado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o país conta atualmente com 5.269 drones agrícolas em operação, representando um crescimento de 375% em relação a 2022.

    Diante desse cenário promissor, Neves ressalta a importância de investimentos em capacitação. “É essencial que os profissionais que utilizam drones em suas atividades diárias invistam em cursos e treinamentos para se manterem atualizados com as novas tecnologias que chegam ao mercado”, conclui.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Área de milho na Argentina deve cair 21% em 2024/25, diz bolsa

    Perspectiva representa queda de 21%, ou 2 milhões de hectares, ante a área plantada na temporada anterior

    A área semeada com milho na Argentina na temporada 2024/25 pode atingir 7,67 milhões de hectares, de acordo com estimativa da Bolsa de Comércio de Rosário. A projeção representa queda de 21%, ou 2 milhões de hectares, ante a área plantada na temporada anterior, 2023/24, e se deve principalmente aos danos causados no ciclo anterior pela cigarrinha-do-milho.

    Essa seria a primeira redução de área após nove anos de crescimento. Caso se confirme, a área poderá resultar em produção de 49 milhões de toneladas de milho, considerando clima normal, disse a bolsa.

    Para 2023/24, a bolsa elevou a estimativa de produção de milho de 47,5 milhões para 49 milhões de toneladas, com rendimento médio nacional de 6.540 quilos por hectare. O ajuste foi motivado em parte por um aumento na área semeada, que chegou a 9,67 milhões de hectares.

    Quanto ao trigo, a Bolsa de Comércio de Rosário manteve a projeção de área semeada em 2024/25 em 6,72 milhões de hectares e a de produção, em 20,5 milhões de toneladas.

    Bolsa de Buenos Aires

    A colheita de milho na Argentina estava 97,8% concluída na última semana, avanço de 1,5 ponto porcentual ante a semana anterior, disse a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. A produtividade média nacional está em 6.490 quilos por hectare, e a estimativa de produção permanece em 46,5 milhões de toneladas.

    Quanto ao trigo, a bolsa disse que a parcela da safra em condição entre normal e excelente era de 84% na última semana, em comparação a 94% na semana anterior.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Preços futuros do complexo soja caem para níveis de 2020

    Grão voltou a ser negociada abaixo dos US$ 10,00/bushel, o que reduziu a paridade de exportação no Brasil e os valores no spot

    Os preços futuros do complexo soja caíram fortemente na última semana, retornando aos patamares observados em 2020. A soja em grão voltou a ser negociada abaixo dos US$ 10,00/bushel, o que, consequentemente, reduziu a paridade de exportação no Brasil e também os valores praticados no mercado spot.

    Segundo pesquisadores do Cepea, expectativas de que a oferta mundial possa superar a demanda foram o principal fator de pressão sobre as cotações.

    De acordo com relatório do USDA divulgado na última segunda-feira (12), a produção global da oleaginosa deve passar de 395,12 milhões de toneladas na safra 2023/24, para 428,72 milhões de toneladas em 2024/25, ambos volumes recordes.

    Embora as transações internacionais e o consumo global apontem crescimento, os estoques de passagem também podem ser recordes, estimados em 134,3 milhões de toneladas para 2024/25, quantidade 19,5% superior às 112,36 milhões de toneladas na temporada 2023/24.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/