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ago 29 2024 Solo do Rio Grande do Sul deve levar décadas para se recuperar
Recuperação gaúcha foi debatida em fórum promovido pelo Canal Rural e pela Secretaria de Agricultura do estado na Expointer 2024
O Canal Rural e a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul realizaram na Expointer 2024 o Fórum Reconstrução RS.
Autoridades, entidades e público se reuniram para debater soluções para a reconstrução do estado. O Rio Grande do Sul ainda enfrenta os reflexos das enchentes de maio que impactaram mais de dois milhões de pessoas e 200 mil propriedades.
De acordo com o secretário adjunto da Agricultura do estado, Márcio Madalena, existem muitas áreas no território gaúcho que não poderão ser semeadas na próxima safra.
“Isso nos leva a outro problema, que é a geração de renda para esse produtor. Então, quando discutimos reconstrução de solo, além da questão agronômica envolvida neste processo, discutimos também diversificação de cultura e redirecionamento desse produtor para outras atividades agropecuárias quando for necessário”.
Recuperação do solo
Levantamento da Emater-RS aponta que pelo menos três milhões de hectares foram afetados pela tragédia que se abateu no estado. Estima-se que sejam necessárias décadas para que eles possam ser recuperados.
“Foram regiões assoladas por 30 dias em um espaço muito curto por chuvas de 450 mm, 500 mm e até 700 mm, o que provocou uma alteração significativa no solo, particularmente nas características químicas”, diz o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli.
Sanidade animal
O fórum também trouxe outro assunto de grande relevância para o Rio Grande do Sul: a sanidade animal. Desde os avanços da abertura de novos mercados com o status de livre de aftosa sem vacinação até os desafios pós catástrofe, com a perda de plantéis e doenças.
A produção animal responde por uma fatia significativa do PIB gaúcho e muitas granjas foram impactadas. A biosseguridade é um destaque e mostrou o potencial do setor em contornar problemas como o recente caso de Doença de Newcastle.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 29 2024 Produção de soja no Brasil em 2024/25 deve crescer 12%, afirma consultoria
Cenário da próxima safra será mais animador no aspecto climático, mas rentabilidade do produtor segue ameaçada
O Brasil está a caminho de colher uma safra recorde de soja em 2024/25, com a produção projetada em 167,09 milhões de toneladas, segundo estimativas divulgadas nesta terça-feira (27) pela Datagro, em evento realizado em Cuiabá, Mato Grosso.
Esse volume representa um crescimento de 11,8% em relação à safra anterior, impulsionado principalmente por um aumento de 9,6% na produtividade, que deve atingir 3.554 kg por hectare (59,2 sacas).
Além disso, a área plantada está prevista em expansão de 1,8%, totalizando 47 milhões de hectares. “É o 18º ano consecutivo de crescimento da área, o que mostra a importância da cultura”, disse o economista e líder de conteúdo da consultoria, Flávio França Júnior.
Segundo França Júnior, o cenário da próxima safra será mais animador no aspecto climático. “Tudo aponta para um La Niña de intensidade moderada ou fraca, muito diferente do El Niño que prejudicou as lavouras na safra passada”, afirmou.
Preços da soja lá embaixo
No entanto, pelo lado econômico, as previsões não são tão otimistas, de acordo com o analista. “O mercado passa agora por um processo de acomodação, com estoques globais mais elevados e uma safra recorde nos Estados Unidos.”
França Júnior destacou que o mercado de commodities teve um boom de preços entre 2020 e 2022, impulsionado por uma “tempestade perfeita” de problemas climáticos e geopolíticos. Contudo, com a normalização da oferta e o aumento da produção em várias regiões do mundo, os preços começaram a recuar.
Para a safra 2024/25 de soja, a previsão é de preços estabilizados, com leve queda nos custos de produção, entre 5% e 10%, o que pode garantir uma renda maior para os produtores que conseguirem otimizar a produtividade.
“O mercado de futuros em Chicago deve continuar pressionado por causa do quadro superavitário global, o que pode limitar altas nos preços”, informou.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 29 2024 Arroz: negócios do em casca seguem enfraquecidos no RS
O cenário foi influenciado por diversos fatores que causaram oscilações nos preços em várias microrregiões do estado
Os negócios envolvendo arroz em casca no Rio Grande do Sul seguem enfraquecidos. Segundo pesquisadores do Cepea, na última semana, esse cenário foi influenciado por diversos fatores que causaram oscilações nos preços em várias microrregiões do estado.Enquanto produtores mantêm expectativas de valorização da matéria-prima, compradores enfrentam dificuldades na venda do arroz beneficiado, restringindo a aquisição do casca mesmo precisando repor estoques.De modo geral, as negociações se concentraram principalmente no cereal com mais de 60% de grãos inteiros, ainda conforme acompanhamento do Cepea.Fonte: https://www.canalrural.com.br/