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set 03 2024 Brachiaria híbrida produz mais de 5 mil kg de feno por hectare, mostra pesquisa
Pesquisa da UNB mostra que variedade proporcionou teor de proteína bruta superior a 10,70% no período de corte de 28 dias
Os benefícios da Brachiaria de alta qualidade para fenação foram pesquisados pela Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UNB).
O estudo destacou a Brachiaria híbrida Mavuno pela maior produção de massa seca, boa digestibilidade do feno e manutenção de elevado valor nutricional.
Segundo a engenheira agrônoma e autora da pesquisa, Ana Caroline Pereira da Fonseca, os resultados confirmam observações de campo sobre o desempenho do Mavuno tanto em pasto convencional quanto na conservação de forragem.
O que é a fenação?
A fenação é uma prática comum entre pecuaristas para conservar forragens de alta qualidade, especialmente em períodos de escassez. O processo envolve a desidratação da planta, resultando em um produto nutritivo e com baixo nível de perdas, que pode ser armazenado por longos períodos.
“O feno é um suplemento caro utilizado na pecuária avançada, e a qualidade do feno depende da qualidade da forragem original”, explica o professor PhD Gilberto Gonçalves Leite, orientador da pesquisa.
O experimento, conduzido na Fazenda Água Limpa (FAL) da UNB, no Distrito Federal, teve como objetivo medir a produção de feno por hectare, teor de proteína bruta, fibra em detergente neutro, digestibilidade in vitro da matéria seca e produção de gases in vitro.
As amostras foram coletadas em três áreas distintas de pasto com Mavuno, em quatro períodos de corte (28, 35, 42 e 49 dias).
Os resultados mostraram que o corte aos 42 dias produziu o maior volume de feno: 5.211,20 kg por hectare.
Testes de digestibilidade
O teor de proteína bruta foi mais alto no corte de 28 dias, alcançando 8,41%, com algumas amostras superando 10,70%. Surpreendentemente, o corte aos 49 dias também apresentou bom teor de proteína (6,32%).
Os testes de digestibilidade in vitro e fermentação indicaram que o feno de Mavuno manteve alta digestibilidade, mesmo com o avanço da idade da planta, o que favorece o consumo de matéria seca pelos animais.
“As melhores idades de corte variaram entre 35 e 42 dias, com boa produção e qualidade nutricional, e mesmo aos 49 dias, a digestibilidade ainda era elevada”, destaca Fonseca.
A pesquisa conclui que o feno de capim Mavuno tem excelente potencial de qualidade e é bem aproveitado pelos animais, mantendo um valor nutricional superior ao de outras variedades de Brachiaria.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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set 03 2024 Expointer: edição de retomada mostra força do agro gaúcho e encerra com R$ 8,1 bilhões em negócios
O número de visitantes foi de 662 mil até as 10h30 de domingo (1º/9)
A 47ª Expointer, considerada a Expointer da retomada, após a tragédia meteorológica, mostrou a resiliência e perseverança do Rio Grande do Sul ao bater recorde no volume de negócios. A feira movimentou R$ 8.100.265.792,24 em seus nove dias, número 1,41% superior ao registrado no ano de 2023.
O número de visitantes foi de 662 mil até as 10h30 de domingo (1º/9). As vendas e leilões de animais tiveram um aumento de quase 50%, com R$ 18.985.280 comercializados. O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou recorde de vendas, chegando a R$ 10.880.097, número superior em 25,44% ao do ano passado. O setor automobilístico também teve aumento de 25% no volume de vendas, ficando com R$ 592.045.000. Máquinas e Implementos Agrícolas registraram R$ 7,39 bilhões em intenções de negócios, 0,57% a mais que em 2023.
O governador Eduardo Leite destacou a recuperação do setor agropecuário, que contribui para a reconstrução do Estado. Os números por si só demonstram a importância da realização desta feira. Mas essa edição da Expointer tem um efeito moral no ânimo e na confiança da nossa população, que nos dá certeza de que estamos construindo um Estado ainda mais forte. Agradeço a todos os copromotores que se somaram na decisão do governo de realizar a feira, uma decisão tomada ainda no momento mais crítico da crise, e que mostra, diante desses resultados que alcançamos, a força e a fibra dos nossos produtores”, afirmou o governador Eduardo Leite.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn, apresentou os números da Expointer e destacou o movimento de superação que foi necessário para que ela se realizasse. O local onde estamos agora estava completamente inundado quando resolvemos continuar planejando a Expointer. A sociedade gaúcha mostrou que esta é a feira da superação, uma extraordinária demonstração da força do Rio Grande do Sul, disse. A próxima edição da Expointer já tem data definida: será de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, destacou o perfil diversificado dos expositores desta edição do Pavilhão da Agricultura Familiar, que contou com 217 mulheres, 126 jovens e 69 estreantes entre os expositores. Muitas das pessoas que estão aqui precisaram começar do zero, após grandes perdas causadas pelas enchentes. A inclusão, inovação e qualificação são os pilares que guiam a criação da agroindústria familiar gaúcha. Neste ano, celebramos 25 anos do pavilhão, um marco histórico, repleto de lançamentos que evidenciam a criatividade da nossa agroindústria familiar, destacou Covatti.
A subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil, Elisabeth Cirne-Lima, ressaltou que os números apresentados são um testemunho do trabalho dedicado à realização de uma feira do porte da Expointer, logo após a tragédia meteorológica experimentada pelo Estado. Os números falam por nós e mostram o que vemos, andando pelo Parque. Além do governo e dos copromotores, tivemos os parceiros de fora do Estado nos ajudando a fazer essa feira grande.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/