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19 de setembro de 2024

  • Rio Grande do Sul: sinal verde para a semeadura da soja em breve!

    A partir do dia 1º de outubro, os produtores podem iniciar a semeadura da soja na região

    O estado do Rio Grande do Sul se prepara para o fim do vazio sanitário, programado para o dia 30 de setembro. A partir do dia 1º de outubro, os produtores podem iniciar a semeadura da soja na região. O Soja Brasil conversou com o presidente da Aprosoja-RS, Irineu Orth, que compartilhou as expectativas e projeções para a safra.

    De acordo com o presidente, na região do Pampa e no norte do estado, o prazo de plantio é um pouco mais flexível, permitindo que os agricultores se adaptem às condições climáticas específicas de cada local. Essa flexibilidade é crucial, já que as variações climáticas podem influenciar diretamente o sucesso da safra.

    Segundo o Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul, o estado ocupa a quarta posição no ranking de produção de soja em grãos no Brasil, atrás apenas de Mato Grosso, Paraná e Goiás.

    Chuvas à vista?

    Atualmente, as chuvas ainda não deram as caras no sul do estado, mas isso não desanima os produtores. A expectativa é alta, já que muitos estão prontos para colocar a mão na terra e dar início a uma nova safra, com alta expectativa por um bom começo.

    No entanto, a ausência de chuvas representa um desafio. Em várias regiões, a qualidade da colheita pode ficar comprometida, especialmente onde a umidade é fundamental para o desenvolvimento saudável da soja e do algodão. Por isso, a preocupação com as condições climáticas é constante, e os produtores devem estar de olho nas previsões.

    O presidente explica que as chuvas costumam chegar em outubro e a expectativa para esta safra é promissora. O que resta, agora, é torcer para que o clima colabore e que os esforços dos produtores se transformam em colheitas de sucesso.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Entulho e excesso de umidade ainda impactam lavouras de arroz no RS

    Plantio iniciou de forma tímida no estado, maior produtor do cereal no Brasil. Arrozeiros aguardam período de luminosidade para acelerar os trabalhos

    Com a proximidade da semeadura do arroz, produtores do Rio Grande do Sul ainda enfrentam dificuldades com as áreas afetadas pelas enchentes de maio. Muito entulho e excesso de umidade podem impactar o começo da safra no estado, maior produtor do cereal no país.

    O período ideal de plantio é de 15 de setembro a 20 de outubro. Contudo, a cultura precisa de luminosidade para produzir de forma satisfatória e esse auge deve acontecer apenas nos meses de maior incidência solar, como janeiro.

    Assim, os trabalhos em campo do ciclo 2024/25 começaram de forma tímida em território gaúcho.

    “Deixei 35 hectares por colher. Ficou entre 5 a 6 mil sacas de arroz no silo molhado, vários dias sem energia. Ajeitamos gerador para seguir em frente, senão ia perder o restante”, diz o produtor Alexandre Peserico.

    Marcas das enchentes na região central

    Pouco mais de quatro meses após a enchente, as marcas dela ainda estão bastante vivas em Agudo, região central do Rio Grande do Sul. Uma ponte seca que ligava o município a outros da quarta colônia foi embora com a força do rio. Quando a água baixou, deixou um cenário de destruição nas lavouras de arroz da região.

    Agora, as máquinas trabalham para limpar áreas e valetas de irrigação e, assim, nivelar as quadras novamente. Produtores relatam que parte das lavouras também está assoreada. A região central é uma das mais importantes na produção do cereal.

    O produtor Alexandre calculou dois milhões de reais em perdas e não sabe como manter as lavouras. “Eu tenho que manter a mesma área porque as contas estão chegando, então não posso diminuir. Teria até que aumentar [a área] para ver se consigo pagar as contas. O maior desafio desse ano será o preparo do solo, as bombas de irrigação e vários fatores, como a parte elétrica que tem que refazer e a manutenção das bombas.

    Área de arroz na safra 24/25

    O Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) estima a área destinada ao arroz para a safra 2024/25 em 948 mil hectares, alta de 5% em comparação com a temporada passada.

    Isso ocorre porque muitos produtores devem optar novamente pelo arroz ao invés da soja na várzea, visto que a oleaginosa sofreu grandes perdas nessas regiões.

    O presidente da Federraroz, Alexandre Velho, afirma que muitas áreas estão com problemas de erosão. “Tem algumas áreas que o produtor vai ter dificuldade em plantar nessa safra. Até me surpreende um pouco esse número do Irga de aumento na região central porque, se isso se confirmar, teremos a substituição dessas áreas por outras”.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano

    A última alta havia ocorrido em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano

    A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos.
    Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.
    A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano.

    Fatores que motivaram a alta

    Em comunicado, o Copom justificou a alta dos juros baseada nos seguintes fatores:

    • Resiliência na atividade econômica;
    • Pressões no mercado de trabalho;
    • Hiato do produto positivo (economia caminhando para consumir mais que a capacidade de produção);
    • Alta das estimativas para a inflação e desancoragem das expectativas de inflação

    Em relação ao futuro, o texto foi vago sobre a intensidade e a duração do ciclo de alta dos juros.

    “O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo ora iniciado serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, informou o Copom.

    Taxa de inflação

    A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou negativo em 0,02%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda no preço da energia puxou o índice para baixo, mas o alívio na inflação é temporário.

    As tarifas de luz subirão a partir de setembro por causa da bandeira tarifária vermelha. Além disso, a seca prolongada terá impacto no preço dos alimentos. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o choque de oferta de alimentos não seja resolvido por meio de juros.

    Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,24% em 12 meses, próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

    No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 4%, mas a estimativa pode mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.

    As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,35%, perto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,22%.

    Pela primeira vez, o comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,3% em 2024, 3,7% em 2025 e 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

    Crédito mais caro

    O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

    No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 2,3% a projeção de crescimento para a economia em 2024, mas o número deve ser revisado após o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.

    O mercado projeta crescimento bem melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,96% do PIB em 2024.

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

    Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/