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out 03 2024 Fortes chuvas no RS interrompem cultivo do arroz e reduzem liquidez
Além do clima, as negociações foram influenciadas pela desvalorização do dólar e pelo menor ritmo nas vendas do arroz beneficiado
As chuvas intensas ocorridas em diversas regiões do Rio Grande do Sul no final de setembro interromperam a semeadura de arroz e aumentaram a preocupação quanto a novos impactos sobre a safra em andamento.
Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, o clima adverso também dificultou o carregamento do cereal e o cumprimento de alguns contratos. Compradores com necessidade de renovar estoques tiveram de elevar os valores de suas ofertas, para atrair vendedores.
No geral, pesquisas do Cepea mostram que o mercado encerrou o mês de setembro com baixa liquidez, contrariando as expectativas iniciais.
Além do clima e das chuvas, pesquisadores do Cepea explicam que as negociações foram influenciadas pela desvalorização do dólar e pelo menor ritmo nas vendas do arroz beneficiado. Também aumentou a disparidade entre os preços de compra e de venda.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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out 03 2024 Greve nos portos nos EUA pode interromper comércio de fertilizantes
Mais de 70% da mercadoria da Costa Leste e do Golfo entram pelo porto de Nova Orleans
A greve trabalhista que fecha portos na Costa Leste e no Golfo dos Estados Unidos pode causar interrupções significativas no comércio de fertilizantes, disse o vice-presidente de assuntos governamentais do Fertilizer Institute, Ryan Bowley. Segundo ele, mais de 70% das importações de fertilizantes da Costa Leste e do Golfo entram pelo porto de Nova Orleans, enquanto mais da metade das exportações passa por Tampa. Ambos os portos são afetados pela greve.
Além disso, mesmo que terminais de granéis não sejam afetados, a paralisação tem efeitos sobre os terminais portuários de contêineres, acrescentou Bowley. “As empresas de fertilizantes estão cada vez mais usando contêineres para enviar fertilizantes e insumos de fertilizantes”, disse.
“Um sistema logístico durante todo o ano é necessário para atender às necessidades dos agricultores, por isso uma greve que afeta mais de uma dúzia de portos é incrivelmente desestabilizante”, afirmou.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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out 03 2024 Replantio pode elevar em mais de 10% os custos na lavoura de soja
Pesquisador dá dicas para evitar o retrabalho, como o fracionamento da área de semeadura
O plantio da soja 2024/25 ainda caminha de forma mais lenta. A combinação de clima seco e altas temperaturas, especialmente no Brasil Central, retardam os trabalhos.
Esse cenário adverso exige estratégias agronômicas bem planejadas para minimizar riscos e evitar perdas expressivas de produtividade.
“Uma safra rentável começa com a escolha de sementes de qualidade e um ambiente manejado por decisões estratégicas, como a adaptação das práticas de semeadura e plantabilidade em condições de clima seco”, diz o pesquisador e engenheiro agrônomo Leonardo Furlani, da DigiFarmz.
A ameaça do replantio da soja
O replantio da soja pode acarretar um impacto financeiro superior a 10% nos custos da lavoura, reduzindo, ainda, a eficiência da operação, de acordo com o especialista.
Segundo ele, o fracionamento da área de plantio permite que uma parte da lavoura seja semeada mesmo com baixa umidade no solo, enquanto a outra é reservada para quando as chuvas chegarem.
Furlani alerta que adiar o plantio na expectativa de chuvas regulares pode fazer o produtor perder a janela ideal de semeadura e impactar na segunda safra, mas plantar “no pó” também pode comprometer o desenvolvimento das plantas.
“Dividir o plantio é uma estratégia, mas não há uma ‘receita de bolo’ e as decisões devem ser tomadas caso a caso, considerando as particularidades de cada área”, reforça o pesquisador.
Impacto dos incêndios
A falta de palha na superfície do solo, como nos casos das áreas atingidas pelos incêndios registrados, principalmente, em agosto e setembro, agrava o estresse térmico e prejudica a lavoura.
Furlani lembra que a palha contribui para a retenção de umidade e protege o solo da evaporação excessiva, essencial em anos com previsão de seca prolongada. “Para esta safra, já não há tempo de corrigir essa falha, mas é uma lição valiosa para as próximas temporadas”, ressalta.
O pesquisador resume: o fracionamento do plantio; a manutenção de boas práticas, como a cobertura do solo com palha; e, até em alguns casos, o uso de bioestimulantes são algumas das soluções que podem ser adotadas para reduzir os impactos negativos do clima e assegurar uma colheita mais rentável.