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nov 01 2024 Plantio de soja no RS avança; confira os dados da semeadura
A maioria dos produtores do grão no estado está focada no preparo do terreno, com o plantio previsto para continuar ao longo de novembro
O plantio de soja no Rio Grande do Sul avançou para 10% da área total estimada, segundo informações da Emater/RS. Na semana passada, o percentual estava em 3%, o mesmo observado no mesmo período do ano passado. A média dos últimos cinco anos para essa época do ano é de 16%.
A expansão das atividades de plantio foi especialmente notada em grandes propriedades e em regiões onde não há colheita de trigo ou semeadura de arroz no momento. As lavouras semeadas até agora mostram uma emergência rápida e uniforme, com um estande de plantas considerado satisfatório. Essas condições são resultados das boas taxas de umidade e temperatura do solo.
A maior parte dos agricultores continua concentrada na colheita e na dessecação das restevas de trigo, aveia, canola e pastagens, com o preparo do terreno para o plantio de soja previsto para continuar ao longo de novembro.
A Emater/RS-Ascar reforça a importância da atenção ao ciclo de maturação das cultivares e à classificação dos solos em relação à água disponível. Essas orientações visam garantir que o plantio ocorra dentro da janela preferencial, com baixos riscos e atendendo às exigências do Proagro, que oferece cobertura contra eventuais prejuízos.
A área total projetada para cultivo de soja é de aproximadamente 6.811.344 hectares, com uma produtividade média estimada em 3.179 kg/ha. A expectativa é que, com as condições climáticas favoráveis, a safra deste ano possa ser promissora para os produtores do estado.
As informações são da Safras & Mercado.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 01 2024 Internet ainda enfrenta desafios de qualidade no campo brasileiro, aponta relatório
Em lares rurais, o acesso permanece limitado e enfrenta desafios estruturais, com apenas 74% das residências conectadas
O relatório TIC Domicílios 2024, publicado nesta quinta-feira (31), trouxe uma análise sobre o acesso à internet nos lares brasileiros, destacando avanços nas últimas duas décadas.
De acordo com o estudo, conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), o cenário de conectividade no país evoluiu de forma expressiva: em 2005, apenas 13% dos domicílios urbanos tinham acesso à internet, enquanto, em 2024, esse número atingiu 85%. No entanto, para os lares rurais, o acesso permanece limitado e enfrenta desafios estruturais, com apenas 74% das residências conectadas, evidenciando desigualdades que ainda precisam ser superadas.
A diferença na conectividade entre áreas urbanas e rurais reflete, em grande parte, a carência de infraestrutura e os altos custos para instalação de redes de alta velocidade em áreas mais afastadas dos centros urbanos.
Falta de conexão
Embora o uso de tecnologias sem fio, como a rede móvel, tenha contribuído para expandir o acesso à internet nas áreas rurais, a qualidade dessa conexão muitas vezes deixa a desejar. Apenas 22% da população possui uma conectividade considerada significativa, que leva em conta velocidade, estabilidade e custo-benefício, de acordo com o Cetic.br.
No campo, essa realidade é ainda mais desafiadora, prejudicando a participação plena dos moradores em atividades essenciais, como educação a distância, acesso a serviços públicos online e inovação no setor agropecuário.
O impacto da conectividade de baixa qualidade é preocupante para as famílias rurais que dependem da internet para realizar tarefas diárias e aprimorar suas atividades econômicas. No setor agropecuário, por exemplo, o uso de tecnologias digitais para monitoramento de cultivos, gestão de produção e comércio eletrônico está se tornando cada vez mais importante.
“A ampliação da internet no campo é essencial para inclusão digital e o desenvolvimento econômico do país, mas o Brasil precisa investir em infraestrutura e políticas específicas para superar os desafios de conectividade rural,” afirma Ana Menezes, coordenadora da pesquisa.
A falta de uma conexão de qualidade também limita a oportunidade de aprimoramento profissional dos trabalhadores rurais e dificulta o acesso a informações vitais sobre clima e preços de mercado, que impactam diretamente na produtividade e na rentabilidade das propriedades.
Acesso pelo celular
Além disso, a pesquisa TIC Domicílios 2024 revelou que o acesso exclusivo por telefone celular é mais comum em áreas rurais, onde a presença de internet por fibra óptica ou outros serviços de banda larga fixa é rara.
Esse tipo de acesso tem suas limitações, pois, geralmente, oferece menor velocidade e estabilidade, além de tornar a navegação mais cara quando comparada ao acesso por Wi-Fi ou banda larga fixa.
Nas classes socioeconômicas mais baixas, que predominam nas áreas rurais, o acesso por celular é muitas vezes o único disponível, o que reforça as barreiras para uma experiência digital plena e produtiva.
Outro ponto de destaque da pesquisa foi o uso de internet em dispositivos além do celular. Enquanto nas cidades o uso de televisores para acesso à internet está se popularizando, nas áreas rurais essa prática ainda é limitada pela ausência de conexão estável e de aparelhos compatíveis. Esse quadro ilustra a necessidade de uma política pública direcionada que contemple o acesso digital rural com iniciativas que possam minimizar a desigualdade e fomentar a inclusão digital para populações mais distantes.
Capacitação
O TIC Domicílios também apresentou dados sobre habilidades digitais, mostrando que pessoas em áreas urbanas e com maior escolaridade tendem a utilizar a internet de forma mais eficaz, verificando a veracidade das informações e configurando a privacidade de seus dados.
No campo, onde a escolaridade é, em média, menor, essas habilidades ainda são pouco difundidas, o que torna essas populações mais vulneráveis a golpes e desinformação.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 01 2024 Produção de carnes do Brasil deve crescer 22% em dez anos
O consumo doméstico de carnes deve crescer 18,15% nos próximos dez anos
A produção brasileira de carnes deve crescer 22,21% nos próximos dez anos, passando de 30,776 milhões de toneladas previstas para este ano para 37,597 milhões de toneladas de carne de frango, bovina e suína em 2034.A estimativa consta no estudo anual “Projeções do Agronegócio” da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com o ministério, a produção deve crescer a uma taxa anual de 2,4% para carne de frango e suína e de 1,1% para a proteína bovina.O maior aumento previsto é para carne de frango, de 28,4%, com a produção podendo alcançar 19,497 milhões de toneladas em 2034 ante 15,189 milhões de toneladas estimados para este ano. A produção de carne suína deve crescer 27,5% em dez anos, de 5,366 milhões de toneladas para 6,840 milhões de toneladas. Já a produção de carne bovina tende a aumentar 10,2%, de 10,221 milhões de toneladas para 11,260 milhões de toneladas.
O consumo doméstico de carnes deve crescer 18,15% nos próximos dez anos, estima o ministério, passando de 20,954 milhões de toneladas neste ano para 24,758 milhões de toneladas. A maior alta projetada é no consumo de carne de frango, de 26,9%, para 12,799 milhões de toneladas. Na sequência, vem a carne suína com aumento de 25,4% projetado no consumo, para 5,206 milhões de toneladas. Por último, a demanda interna por carne bovina tende a subir 0,6% em dez anos, para 6,753 milhões de toneladas.
As exportações de carne bovina devem somar 12,671 milhões de toneladas em 2034, aumento de 27,9% ante a previsão de 9,907 milhões de toneladas para este ano. “Quanto às exportações, as projeções indicam elevadas taxas de crescimento para os três tipos de carnes analisados. As exportações representam a variável mais relevante no crescimento das carnes. As estimativas projetam um quadro favorável para as exportações brasileiras”, destacou o ministério no estudo.
As vendas externas de carne de frango tendem a aumentar 29,7% nos próximos anos, para 6,620 milhões de toneladas em 2034, enquanto as exportações de carne bovina devem subir 27,1%, para 4,540 milhões de toneladas em 2034, e os embarques de carne suína devem avançar 22,5%, para 1,511 milhão de toneladas em 2034.
De acordo com o ministério, conforme projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve se tornar o maior exportador mundial de carne bovina em 2033, respondendo por 27,5% dos embarques globais, líder também em embarques de frango com 41% das exportações mundiais, e terceiro de carne suína.
“Este cenário está sendo fortalecido pelos diversos acordos feitos pelo governo brasileiro com países consumidores, representando fortalecimento de mercados já sedimentados e, novos países que importarão carnes brasileiras, garantindo a posição de destaque no mercado internacional”, avaliou a pasta.
Para o leite, o ministério calcula aumento de 19% na produção em dez anos, saindo de 36,2 bilhões de litros em 2024 para 43,1 bilhões ao fim de 2034. O consumo deve ficar em 46,079 bilhões de litros e as exportações em 168 milhões de litros, enquanto a importação pode alcançar 1,322 bilhões de litros em 2034.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/