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nov 22 2024 Valor bruto da produção da agropecuária deve recuar em 2024
Projeção divulgada pela CNA indica recuo geral do índice, mas alta no segmento pecuário
O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira para 2024 está estimado em R$ 1,29 trilhão, o que representa uma redução de 1,9% em comparação ao resultado registrado no ano anterior.
O indicador, divulgado nesta quinta-feira (21) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reflete o faturamento bruto obtido dentro dos estabelecimentos rurais, abrangendo tanto produções agrícolas quanto pecuárias, com base na média dos preços recebidos pelos produtores em todo o país.
Agricultura: soja e milho pressionam resultados
Na agricultura, o VBP estimado é de R$ 856 bilhões, uma queda de 4% em relação a 2023. A soja, responsável por 38% do VBP agrícola, registra uma retração de 15,7% no ano, resultado da queda de 11,7% nos preços e de 4,5% na produção.
O milho, segunda maior contribuição na agricultura (14,4%), segue uma tendência semelhante, com retração de 18,9%, impactada pela queda de 7,5% nos preços e de 12,3% na produção.
Em contrapartida, a cana-de-açúcar, que representa 12% do VBP agrícola, apresenta alta de 3,3% no valor projetado, impulsionada pelo aumento de 4,6% nos preços, apesar de um recuo de 1,24% na produção.
Pecuária: carne bovina estável, leite tem alta
O segmento pecuário, por sua vez, deve alcançar R$ 431,257 bilhões, marcando um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior.
A carne bovina, que responde por 44,6% do VBP da pecuária, enfrenta uma queda de 6% nos preços, mas se beneficia de um aumento de 6,6% na produção, o que resulta em um avanço marginal de 0,3% no VBP.
A produção de leite, que corresponde a 21,5% do VBP pecuário, registra um aumento de 3,3% nos preços e 0,4% na produção, contribuindo para o crescimento do segmento.
O balanço reflete as dinâmicas de preço e produção nos principais setores da agropecuária, indicando desafios para a agricultura e oportunidades moderadas no segmento pecuário.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 22 2024 BB lança fundo garantidor FGO no crédito rural em apoio ao Rio Grande do Sul
Com a medida, acesso ao Pronaf Mais Alimentos e Pronamp Investimento é ampliado para produtores rurais afetados por calamidades no estado
O Banco do Brasil (BB) disponibilizou nesta semana o Fundo de Garantia de Operações (FGO) para acobertar em até 100% as contratações das linhas Pronaf Mais Alimentos e Pronamp Investimento de produtores que tiveram perdas materiais decorrentes das enchentes de maio de 2024.A vinculação, inédita até então, pode ser utilizada por produtores situados em municípios do Rio Grande do Sul com estado de calamidade e de emergência reconhecidos pelo Poder Executivo Federal, tendo por base a medida provisória 1.216 e a lei 14.981 e portarias correlatas.
O lançamento do fundo vem se somar a outras iniciativas do BB para fomentar a recuperação do Rio Grande do Sul – como atendimento às pessoas impactadas, apoio financeiro à população em geral, empresas e produtores rurais, mediante prorrogação de dívidas e contratação de empréstimos.
O Banco do Brasil também destaca a concessão de R$ 1,1 bilhão em crédito emergencial com subvenção do governo federal, abrangendo mais de 9 mil agricultores familiares e médios produtores, reforçando parceria histórica com o estado. O BB informa que, no âmbito da execução do Plano Safra, já desembolsou mais de R$ 11 bilhões em crédito (incluídas linhas da cadeia de valor do agro e títulos) aos produtores gaúchos.
Aporte ao fundo garantidor
Segundo a instituição, a novidade quanto à vinculação do FGO nas contratações de financiamentos para esse público foi viabilizada por meio do aporte pelo governo federal de R$ 600 milhões no fundo garantidor. Isso teria possibilitado mais facilidade na constituição de garantias e a ampliação do acesso ao crédito aos produtores familiares e médios que têm enfrentado dificuldades em oferecer garantias para as operações.“O Banco do Brasil, mais uma vez, reforçando o compromisso para fortalecimento do agro no RS, saiu na frente disponibilizando essa solução inovadora de crédito rural amparado no fundo garantidor, já tendo sido contratadas as primeiras operações nesta modalidade, gerando ótima receptividade e satisfação pelos clientes”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, Luiz Gustavo Braz Lage.
De acordo com o executivo, o FGO impulsiona o crédito e a atuação do BB no âmbito das ações governamentais de apoio, atendendo às demandas dos produtores rurais para dar continuidade à atividade.
Para mais informações sobre as condições de crédito e o uso do FGO, os produtores rurais podem procurar as agências do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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nov 22 2024 Florestas restauradas elevam produtividade em até 10 sacas de soja por hectare
Pesquisa revela contribuição da recuperação de florestas para agricultura e alerta para limites no ciclo da água
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) apresentou nesta quinta-feira (21), durante a COP29, em Baku, um estudo inédito que avalia os impactos da restauração florestal para a agricultura e o meio ambiente. De acordo com a pesquisa, a recuperação de 2% a 10% da paisagem local ajuda a prevenir quebras de safra e eleva a produtividade. No caso da soja, o aumento pode chegar a 10 sacas por hectare em áreas restauradas.
A pesquisa faz parte do projeto Galo – sigla em inglês para Avaliação Global a partir de Observações Locais -, que investiga a relação entre a agricultura e a preservação da vegetação natural nos biomas Amazônia e Cerrado.
O estudo analisou dados desde 1985 e constatou que, mesmo em áreas recompostas com floresta secundária, não ocorre a total recuperação de serviços como evapotranspiração – o que significa dizer ser incapaz de manter o ciclo da água.
Segundo Ludmila Rattis, pesquisadora do Ipam e do Centro de Pesquisa Climática Woodwell, a regulação climática, especialmente da temperatura, também não é totalmente restabelecida.
No entanto, os pesquisadores destacaram que florestas restauradas têm papel relevante na melhoria da eficiência agrícola, como no caso da soja, demonstrado pelo estudo.
“Mais floresta é mais produtividade. No caso da soja, atinge-se em área restaurada um aumento de aproximadamente 10 sacas, ou 600 quilos, por hectare”, afima Rattis.
Apesar dos benefícios, ela alerta que a restauração não substitui a preservação de florestas primárias. “Primordialmente, precisamos proteger as florestas primárias, que são insubstituíveis”, afirmou.
O estudo foi assinado pelos pesquisadores André Andrade, Bianca Rebelato e Elisângela Rocha, além de Ludmila Rattis.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/