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28 de novembro de 2024

  • O que esperar do verão 2024/25? Climatempo dá os detalhes

    Fenômeno La Niña não se confirma, mas padrões de chuva típicos serão sentidos no Brasil

    O verão 2024/2025 no Brasil começará oficialmente no dia 21 de dezembro às 6h21 (horário de Brasília) e se estenderá até 20 de março de 2025. Segundo meteorologistas da Climatempo, a estação promete um cenário climático diferente do verão anterior, marcado por um forte El Niño.

    Apesar da ausência oficial de La Niña, o padrão de neutralidade fria no Pacífico Equatorial central-leste deve trazer efeitos semelhantes ao fenômeno, com impacto direto sobre o regime de chuvas no país.

    Clima marcado por “efeito La Niña”

    O índice ONI (Oceanic Niño Index), utilizado para medir a temperatura média no Pacífico Equatorial central-leste, aponta uma tendência fria, mas não suficiente para configurar um La Niña completo. A meteorologista Ana Clara Marques, da Climatempo, afirma que essa condição neutra-fria deve favorecer a formação de corredores de umidade, estimulando maior volume de chuvas no Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

    “O próximo verão terá períodos com características típicas de La Niña, como aumento da chuva na Amazônia e irregularidade no Sul, mesmo que o fenômeno não se configure oficialmente”, afirma Ana Clara.

    Principais sistemas meteorológicos

    A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) serão fundamentais para as chuvas no verão. O padrão de neutralidade fria do Pacífico deve facilitar a formação de ZCAS, especialmente a partir de dezembro, trazendo chuvas volumosas para o Centro-Oeste e Sudeste.Já a ZCIT, que influencia o Norte e o Nordeste, deve apresentar atraso em sua atuação. No entanto, seus efeitos devem começar a ser sentidos em meados de janeiro de 2025 no litoral norte da região Norte. No Amapá e no norte do Pará, os impactos devem começar a ser setnidos um pouco antes, no fim de dezembro de 2024

    Mais chuva que no verão passado

    A expectativa é que o verão 2024/2025 seja mais chuvoso que o de 2023/2024, quando o El Niño reduziu os volumes de precipitação em várias regiões. Para o Nordeste, os modelos climáticos indicam um verão mais seco, mas com possibilidade de chuvas no outono de 2025.

    A influência do Pacífico Equatorial mais frio, ainda que localizada, deverá trazer impactos positivos para a agricultura e abastecimento de água.

    Contexto global e temperaturas elevadas

    Apesar do resfriamento no Pacífico Equatorial, outros oceanos permanecem com temperaturas acima da média, o que preocupa especialistas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2024 pode se tornar o ano mais quente já registrado, superando 2023.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Estados do Brasil avançam no plantio da soja; chuvas beneficiam a semeadura

    Estados como São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão próximos de concluir os trabalhos no campo, o que reflete no progresso da semeadura da soja

    O plantio da soja no Brasil avança e já atinge 83,3% das áreas previstas, um ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a semeadura estava em 75%. O progresso é notável em estados como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, que estão prestes a concluir os trabalhos de campo. No entanto, o clima continua sendo um fator importante para o desenvolvimento das lavouras, com destaque para as condições de umidade do solo e os desafios que surgem devido à falta de luminosidade.

    Um novo cenário

    Embora as lavouras de soja tenham enfrentado dificuldades em Mato Grosso no início da temporada, com a falta de chuvas, agora a preocupação é a falta de luz do sol, já que a região tem enfrentado vários dias de tempo nublado. O fator afeta o desenvolvimento das plantas, que dependem de boa luminosidade para um crescimento saudável. Em Goiás e outras partes do Centro-Oeste, o cenário é mais positivo, com boa umidade do solo, o que está ajudando as lavouras a se desenvolverem adequadamente.

    O que vem por aí?

    Em relação à previsão climática, o cenário é otimista para a soja. O meteorologista Arthur Miller, do Canal Rural, afirmou que, apesar da chuva constante nas regiões de Mato Grosso e Goiás, o clima está contribuindo de forma geral para uma boa produção. A expectativa é de que, após uma breve trégua de chuvas no Nordeste, o clima mais úmido se intensifique novamente em dezembro, com mais frentes frias e corredores de umidade se formando e trazendo chuvas volumosas para várias regiões produtoras.

    As chuvas também devem se concentrar no Sul e Sudeste, onde as condições estão melhorando, especialmente no Rio Grande do Sul, que vinha enfrentando falta de precipitação. A previsão é de chuvas no estado, o que deve ajudar a melhorar a umidade do solo, que estava abaixo do ideal. Além disso, o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul também devem receber chuvas importantes, com volumes que podem superar 100 mm em 5 dias. Isso pode até prejudicar o trabalho no campo, mas, de modo geral, a umidade do solo será benéfica para as lavouras.

    Dezembro: o que esperar do plantio da soja?

    O mês de dezembro será marcado por um clima mais úmido, com frentes frias se deslocando pela Região Sul e mais chuvas previstas para o Centro-Oeste e Nordeste. Em Mato Grosso, espera-se que as chuvas diminuam um pouco, dando uma trégua aos produtores, especialmente a partir da segunda quinzena do mês. No Rio Grande do Sul, as previsões indicam volumes de chuva de até 70 mm, com uma janela de tempo firme entre os dias 4 e 12 de dezembro.

    A chuva intensa que atingirá o interior de São Paulo e o Paraná nos próximos dias pode gerar algumas dificuldades nas lavouras, como o aumento do risco de encharcamento e a interrupção das atividades de campo. No entanto, para o Brasil como um todo, a tendência é que as condições climáticas se mantenham favoráveis à soja, com a expectativa de uma safra promissora, desde que os produtores consigam gerenciar bem os riscos associados ao excesso de umidade.

    Apesar dos desafios, o clima favorável e a boa umidade do solo indicam que a soja deve continuar se desenvolvendo bem nas principais regiões produtoras. O monitoramento constante das condições climáticas será essencial para garantir que o avanço da safra não seja comprometido.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Ministério da Agricultura e Pecuária reduz custos para produtores da soja

    MAP amplia número de defensivos agrícolas registrados para uso foliar, beneficiando produtores de milho, soja e algodão em todo o Brasil

    Uma decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAP) promete beneficiar produtores de milho, soja e algodão em todo o Brasil. O MAP ampliou de 44 para 59 o número de defensivos agrícolas registrados com o princípio ativo Imidacloprido para uso foliar, ou seja, aplicados diretamente nas plantas. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (25) com a publicação do ato nº 55 da Secretaria de Defesa Agropecuária, no Diário Oficial da União.

    A ampliação inclui 15 produtos genéricos, que antes eram autorizados apenas para o tratamento de sementes. Com essa decisão, o mercado de defensivos se torna mais acessível aos produtores, o que pode resultar em redução dos custos de produção, além de contribuir para o aumento da competitividade do setor agrícola brasileiro.

    O Imidacloprido é um dos pesticidas mais utilizados no Brasil para o controle de pragas em diversas culturas. Nas lavouras de soja, ele combate pragas como o percevejo, a mosca branca e a vaquinha. No algodão, é eficaz contra o pulgão e a mosca-branca, e no milho, combate a cigarrinha e o tripes, entre outras pragas.

    A decisão do MAP atende a um pedido das principais entidades do setor agrícola, como a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Impacto para o setor agropecuário

    Para a Aprosoja Brasil, a medida tem um impacto positivo para os produtores da soja. O aumento da oferta de defensivos agrícolas pode resultar em uma redução nos preços desses produtos, que atualmente são mais elevados devido à oferta limitada. “Essa ampliação pode trazer um alívio financeiro para o produtor rural e contribuir para a redução dos custos de produção, além de gerar mais competitividade no setor agrícola”, afirmou a Aprosoja Brasil em nota oficial.

    O uso do Imidacloprido, que já é autorizado para o controle de pragas em sementes, agora poderá ser estendido para as plantas, ampliando as opções dos produtores na luta contra pragas, sem depender exclusivamente de poucos produtos no mercado. Isso pode representar um ganho significativo para a produção agrícola, especialmente em tempos de busca por maior eficiência e redução de custos no campo.

    Perspectivas para o futuro da soja

    Com a ampliação do uso de Imidacloprido, espera-se também um aumento na produtividade das lavouras da soja, uma vez que o controle mais eficaz das pragas pode resultar em menores perdas e maior rendimento nas colheitas. Além disso, a medida pode contribuir para a sustentabilidade das lavouras, ao permitir uma abordagem mais eficiente no manejo de pragas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/