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dez 10 2024 Produtor de soja terá acesso a créditos de carbono com o RenovaBio
Produtores de soja agora podem negociar créditos de carbono, agregando valor à produção e ampliando suas receitas no mercado de biocombustíveis
Na última semana, o Senado aprovou o Projeto de Lei (PL 3149/2020) que altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que permite que os produtores de soja participem da comercialização dos créditos de carbono gerados pelas indústrias de biocombustíveis. A medida amplia as oportunidades para os agricultores, que poderão negociar diretamente com as empresas de biodiesel e etanol, obtendo prêmios sobre sua produção de soja, convertida em biocombustíveis.
Até então, os créditos de carbono eram um benefício exclusivo das indústrias. Agora, com a mudança, o produtor de soja, uma das principais matérias-primas do biodiesel, passa a ser reconhecido e recompensado por sua contribuição à descarbonização, promovendo a sustentabilidade da cadeia produtiva como um todo.Avanço para o produtor de soja
A Aprosoja Brasil, por meio de negociações com as associações representativas das indústrias de óleos vegetais e etanol de milho, foi importante para garantir que o produtor fosse incluído nesta política ambiental. Para Fabrício Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, essa conquista representa um avanço para o setor, fortalecendo a relação entre a produção agrícola e as políticas de sustentabilidade.
O senador Efraim Filho (União – PB), relator da proposta, destacou a importância dessa vitória para o agronegócio e agradeceu o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que foi essencial para o avanço do texto. A aprovação da proposta representa uma nova oportunidade para os produtores de soja, que agora podem agregar valor à sua produção, contribuindo com a redução das emissões de carbono e gerando novas fontes de receita no crescente mercado de biocombustíveis.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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dez 10 2024 Resíduo do etanol será usado na produção de amônia e adubo
Para o agronegócio, o impacto é enorme, ao combinar esta nova geração de fertilizantes com menor pegada de carbono
A Yara Brasil iniciou, em seu complexo industrial em Cubatão (SP), a produção de amônia renovável e, a partir deste insumo, de adubo nitrogenado com baixa pegada de baixo carbono. De acordo com o vice-presidente de marketing e agronomia da empresa, Guilherme Schmitz, a amônia renovável é produzida a partir do biometano – um biogás que substitui o gás natural, proveniente de fonte fóssil. “No processo industrial, há a substituição de um pelo outro, sem necessidade de mudança de estrutura na fábrica”, esclareceu.
O biogás será fornecido pela Raízen que produz o insumo em Piracicaba (SP), a partir da vinhaça – resíduo da fabricação de etanol de cana-de-açúcar -, e da torta de filtro, subproduto da produção de açúcar.
Segundo Schmitz, a amônia renovável será usada tanto na planta de Cubatão para produção de adubo nitrogenado, quanto comercializada para outras indústrias, não só do segmento de fertilizantes, já que a amônia tem várias aplicações. “Além da amônia renovável, vamos comercializar o fertilizante nitrogenado low carbon (baixo carbono) produzido a partir dela”, complementou.
A Yara Brasil produz, anualmente, 200 mil toneladas de amônia convencional, o que resulta em 400 mil toneladas de fertilizantes nitrogenados/ano. Para dar conta desse volume, são consumidos, diariamente, 700 mil metros cúbicos de gás natural. Quanto ao biometano, conforme o executivo, serão demandados inicialmente 20 mil metros cúbicos por dia, para se alcançar a produção anual de 6 mil toneladas de amônia renovável e 15 mil toneladas de fertilizante nitrogenado de baixo carbono.
“O suprimento de biometano que temos hoje servirá para converter 3% da nossa produção de fertilizante nitrogenado (em um adubo de baixo carbono)”, detalhou Schmitz.
Café e laranja
Conforme a demanda por ambos os produtos renováveis for sendo intensificada – na agricultura, a Yara aposta inicialmente nos setores de café e citros (com suco de laranja) -, a tendência é a de que a produção na planta de Cubatão seja aumentada. Schmitz reforça que não há necessidade de investimento em alteração da estrutura industrial para substituir o gás de origem fóssil pelo biometano. Ele comenta ainda que a companhia espera um aumento da demanda para que a produção ganhe escala e os custos tanto da amônia renovável quanto do fertilizante low carbon sejam reduzidos.
A partir da amônia renovável, a Yara descarboniza parte de sua operação e portfólio e, consequentemente, tem potencial para influenciar toda a cadeia que faz uso de fertilizantes nitrogenados com menor pegada de carbono e de soluções industriais. O presidente da Yara Brasil, Marcelo Altieri, destaca que, ao combinar a nova geração de fertilizantes com menor pegada de carbono ao conhecimento agronômico da companhia, será possível trazer “ainda mais valor para o agricultor – abrindo novos mercados e fontes de receita”, diz, e complementa: “Na cadeia do café, por exemplo, a expectativa é de uma redução de até 40% na pegada de carbono do grão colhido”.
Schmitz avaliou que políticas públicas que incentivem a produção de biocombustíveis também devem contribuir para aumentar a oferta de biometano no País. Ele disse ainda que, hoje, caso a Yara necessitasse substituir 100% do que usa de gás natural por biometano, “não haveria oferta suficiente disponível”. “Ainda é necessário haver ampliação desses projetos de biogás”, comenta. “Por isso precisamos de políticas públicas que estimulem a produção de biogás para que tenhamos uma agricultura mais verde.”
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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dez 10 2024 Plantio da safra de soja 2024/25 atinge 95% da área, diz consultoria
Semeadura está mais adiantada em comparação a mesmo período do ano passado; AgRural também estimou andamento do milho verão
Em levantamento da última quinta-feira (5), a AgRural calculou que o plantio da safra de soja 2024/25 alcançou 95% da área estimada para o Brasil. Os trabalhos estão mais avançados em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 91% das lavouras haviam sido semeadas.
De acordo com a consultoria, com o plantio quase finalizado e expectativa de boas produtividades em todo o país, o destaque da semana passada foram as chuvas muito bem-vindas, que chegaram a áreas mais secas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
“No território gaúcho, as precipitações normalizaram a umidade do solo, melhorando as condições das lavouras e permitindo a retomada do plantio em ritmo mais forte”, relatou a AgRural.
Segundo o levantamento, no Paraná, as chuvas chegaram em bons volumes e bem distribuídas, eliminando a preocupação, pelo menos por ora, com possíveis perdas de potencial produtivo de lavouras já em fase reprodutiva nas regiões oeste e norte do estado.
“Chuvas muito bem-vindas também foram registradas no sul de Mato Grosso do Sul, mas elas não foram tão boas como as reportadas no Paraná. Por isso, os produtores da região continuam à espera de mais volumes para afastar o temor de perdas”.
Plantio de milho verão
A área estimada para a safra de milho verão 2024/25 (primeira safra) estava 95% plantada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira, conforme a AgRural. O índice é o mesmo ante o mesmo período do ano passado. No momento, apenas produtores de Goiás ainda estão com as plantadeiras em campo.
De acordo com a consultoria, o retorno de chuvas mais significativas ao Rio Grande do Sul favoreceu as lavouras de milho do estado, mas chegaram tarde para áreas mais adiantadas, que já têm perdas consolidadas causadas pela baixa umidade durante a fase reprodutiva. “Nos demais estados do Centro-Sul, as lavouras se desenvolvem bem”, conclui.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/