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dez 17 2024 Apesar das chuvas, RS avança e está perto de concluir a semeadura do arroz
Afetada pela enchente de maio, apenas a região central do estado está com maior atraso segundo o relatório do Irga
Na última semana, os produtores rurais gaúchos alcançaram 96,51% da área prevista para a safra 2024/2025, o que aponta para a finalização dos trabalhos de plantio do arroz no Rio Grande do Sul. Foram semeados 915.302 hectares dos 948.356 previstos pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O crescimento em relação ao último levantamento foi de 1,47 ponto percentual.
Além das duas regionais que já atingiram os 100% na semana passada (Campanha e Planície Costeira Externa), outras três estão concluindo a semeadura. A Fronteira Oeste registra agora 99,83% (281.056 ha dos 281.542 ha projetados). A Zona Sul está com 99,68% (165.462 ha dos 165.986 ha estimados). E a Planície Costeira Interna tem 98,69% da área semeada (141.941 ha dos 143.825 ha previstos).
Chuvas
Região mais afetada pela enchente de maio, a Central é a que está com maior atraso e aparece no relatório do Irga com 76,04% (95.700 ha dos 125.860 ha projetados).
“A região Central é um caso bem mais complexo em função de ainda faltar um percentual bem significativo para ser semeado. Mas isso está muito associado às enchentes. E as frequências das chuvas durante os meses de setembro, outubro e novembro também acabaram prejudicando a reconstrução dessas áreas. Os produtores estão tendo uma jornada dobrada para reconstruir as áreas e ainda conseguir semear”, comenta o gerente da Extensão Rural (Dater) do Irga, Luiz Fernando Siqueira.
O levantamento semanal com a evolução da semeadura de arroz é coordenado pela Dater a partir de informações apuradas junto aos orizicultores pelos núcleos da autarquia no interior do Estado.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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dez 17 2024 Projeto amplia área para enquadramento de agricultor no Pronaf
O projeto será analisado em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ)
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1587/11, que amplia de quatro para seis módulos fiscais o limite de área para fins de classificação como agricultor familiar. O tamanho de cada módulo fiscal é definido pelo município.
Com a medida, produtores com até seis módulos fiscais poderão se beneficiar das linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A proposta é do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e foi aprovada com parecer favorável do relator, deputado Albuquerque (Republicanos-RR).
Para o relator, a mudança aprovada não vai descaracterizar o Pronaf, já que os demais requisitos para ser classificado como agricultor familiar não foram alterados, como utilizar mão de obra da própria família.
“A regra do tamanho da área está prejudicando muito os agricultores, deixando-os no limbo das políticas públicas para a agricultura familiar, simplesmente pelo fato de possuírem entre quatro a seis módulos”, defendeu Albuquerque.
O deputado recomendou a rejeição do projeto apensado (PL 7468/14), da deputada Flávia Morais (PDT-GO), que amplia a área do agricultor familiar para 15 módulos fiscais. Albuquerque entendeu que a medida ampliaria “em demasia o público a ser atendido, prejudicando o Pronaf”.
O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pelas comissões, da Câmara dos Deputados, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, deverá ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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dez 17 2024 Ferrugem na soja: RS intensifica monitoramento para proteger lavouras gaúchas
Fungo Phakopsora pachyrhizi é a que mais atinge esse tipo de cultura em todo mundo e pode causar perdas de até 90% das lavouras
Com o intuito de monitorar a ocorrência de esporos do fungo causador da ferrugem asiática, permitindo que os agricultores acessem dados atualizados sobre as áreas com maior risco de infecção, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) em parceria com a Emater/RS-Ascar e instituições de ensino e pesquisa do estado colocaram em ação o programa Monitora Ferrugem. O monitoramento está completando dois meses e possui 77 coletores em 75 municípios gaúchos.
O Monitora Ferrugem RS disponibiliza semanalmente informações sobre a ocorrência de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi causador da ferrugem asiática, permitindo que os agricultores e pesquisadores identifiquem, com base em dados da semana anterior, os locais mais propensos à doença. Além disso, um mapa de risco, atualizado diariamente, oferece informações sobre as condições climáticas que favorecem a incidência da doença.
A praga é considerada a principal da cultura em todo o planeta. “Já nas primeiras semanas de monitoramento nós constatamos estruturas do fungo nos coletores, possivelmente vindos de outras regiões que plantam soja antes do Rio Grande do Sul, ou de países vizinhos, já que o fungo se dissemina pelas correntes do ar e muitas regiões do estado ainda não haviam iniciado o plantio da soja”, destaca a doutora em fitopalogia da Seapi, Andreia Mara Rotta de Oliveira.
Mas a pesquisadora destaca que nas últimas duas semanas a quantidade de partículas do fungo nos coletores diminuiu bastante. “E como estamos em ano com predominância do fenômeno La Niña, a tendência é de um verão com menos chuva e com isso a expectativa é de uma safra com menos focos de ferrugem em relação à safra anterior, sob influência do El Niño”, afirma Oliveira.
Dados
Dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar apontam que 80% da área de soja já foi plantada até o momento. A projeção é de uma área de 6 milhões 811 mil hectares no Rio Grande do Sul. “A soja é a principal cultura de verão, o que reforça a importância do Programa Monitora Ferrugem como política pública para o setor”, afirma a pesquisadora. A ferrugem asiática é considerada a doença mais importante da cultura da soja, podendo causar perdas de até 90% das lavouras.
Parceria
Além da Seapi, Emater/RS-Ascar, participam do programa Monitora Ferrugem o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) e três unidades do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA): o laboratório de fitopatologia, que realiza as análises de lâminas de coletores de 16 municípios, e o laboratório de agrometeorologia e climatologia agrícola, vinculados ao Centro de Pesquisa Agronômica (Ceagro), em Porto Alegre, e os Centros de Pesquisa em Sementes de Júlio de Castilhos (Cesem) e de Agricultura Digital e Irrigação de Vacaria (Cepadi), com coletores para monitoramento.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/