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18 de dezembro de 2024

  • Como está o monitoramento da ferrugem asiática no RS?

    Monitoramento da ferrugem asiática nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul, realizado pelo programa Monitora Ferrugem da Emater, registra avanços após dois meses de acompanhamento

    monitoramento da ferrugem asiática nas lavouras de soja gaúchas completa dois meses e traz resultados importantes. A ação, que faz parte do programa Monitora Ferrugem, foi iniciada em outubro de 2024 e já conta com 77 coletores instalados em 75 municípios do Rio Grande do Sul. O programa é desenvolvido pela Emater RS.

    Afinal, o que é a ferrugem asiática?

    A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das principais doenças que afetam a soja no mundo inteiro e pode causar danos às lavouras. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do estado, por meio da doutora em fitopatologia Andreia Mara Rotta de Oliveira, destaca que o monitoramento inicial detectou esporos do fungo nos coletores.

    As partículas podem ter se originado de regiões que começaram o plantio antes do Rio Grande do Sul ou de países vizinhos, já que o fungo se espalha facilmente pelo ar. Nos primeiros dias de monitoramento, já foi registrada a presença do fungo. No entanto, nas últimas semanas, houve uma diminuição significativa na quantidade de esporos nos coletores, como comenta Oliveira.

    Além disso, as condições climáticas deste ano, influenciadas pelo fenômeno La Niña, podem reduzir os focos de ferrugem. A previsão é de um verão com menos chuvas, o que deve resultar em menos focos de ferrugem do que o observado na safra passada, quando o El Niño predominou.

    Situação no RS

    Até o momento, 80% da área de soja do Rio Grande do Sul foi plantada. A expectativa é de uma área total de 6 milhões 811 mil hectares dedicados à cultura. A soja é a principal cultura de verão do estado, o que reforça a importância do monitoramento contínuo e das ações preventivas contra a ferrugem asiática. A doença, se não controlada, pode causar perdas de até 90% das lavouras.

    O programa

    O Programa Monitora Ferrugem é uma ação conjunta entre a Seapi, Emater/RS-Ascar e diversas instituições de ensino e pesquisa do estado. Entre os participantes estão o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) e unidades do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), como o laboratório de fitopatologia, que realiza análises dos coletores em 16 municípios, além dos centros de pesquisa em sementes e em agricultura digital e irrigação.

    O Monitora Ferrugem RS também disponibiliza, semanalmente, informações sobre a ocorrência de esporos do fungo, oferecendo aos agricultores dados atualizados sobre as áreas mais propensas à infecção. Através do site do programa, é possível consultar um mapa de risco diário que indica as condições climáticas favoráveis à doença, ajudando na tomada de decisão sobre o manejo e controle da ferrugem.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Plano de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos é avanço para a pecuária brasileira, diz Abiec

    Com a medida e por meio de tecnologias como bottons e brincos eletrônicos, o controle não será mais feito por lote e, sim, por animal

    O Plano Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos foi anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta terça-feira (17). A medida é considerada um avanço pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    O Plano é resultado de um Grupo de Trabalho criado pela Secretaria de Defesa Agropecuária, que contou com a participação de diversas entidades da cadeia produtiva.

    “Sua instituição vai representar um avanço significativo na eficiência da defesa agropecuária do país, garantir um melhor controle da qualidade e segurança alimentar e, consequentemente, potencializar a abertura de novos mercados e a manutenção dos já existentes para a carne brasileira”, diz a Abiec, em nota.

    O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e já está presente em mais de 150 países.

    Controle individual de animais

    Embora já possua um sistema de rastreabilidade consolidado, baseado no controle da movimentação de animais, através da Guia de Trânsito Animal (GTA), hoje ela é feita por lotes. “Com o Plano, através de tecnologias como bottons e brincos eletrônicos, este controle passará a ser feito por animal, individualmente”, salienta a Associação.

    Para a Abiec, a rastreabilidade individual obrigatória representa um passo decisivo para a defesa agropecuária brasileira, permitindo respostas rápidas a emergências sanitárias e fortalecendo a confiança dos mercados internacionais.

    “Além de proteger a cadeia produtiva contra eventuais prejuízos, esse sistema moderniza o setor e será fundamental para a abertura e manutenção de novos mercados”, afirma o presidente-executivo da entidade, Roberto Perosa.

    Tempo de adaptação

    Segundo ele, para o produtor, a rastreabilidade individual vai permitir uma melhoria na gestão do rebanho e das propriedades. “A implementação gradual, baseada em etapas progressivas, vai dar ao setor o tempo necessário para se adaptar”, pondera.

    O diretor de Sustentabilidade da Associação, Fernando Sampaio explica que o Plano foi construído buscando consenso entre as partes interessadas, mas que ainda serão necessários esforços públicos e privados, sobretudo para o apoio a pequenos produtores na adaptação.

    De acordo com a Abiec, as regras foram pensadas para facilitar a adoção da rastreabilidade e a eficiência do sistema, especialmente no registro de movimentações e na interoperabilidade de sistemas estaduais e nacionais.

    O cronograma de implementação inclui o desenvolvimento do sistema nacional, a integração dos sistemas estaduais e a identificação gradual dos rebanhos ao longo de três etapas. Ao mesmo tempo, os estados também já estão se adiantando em relação ao Plano Nacional.

    A Associação lembra que Santa Catarina já possui rastreabilidade individual obrigatória, o Pará está implementando seu programa e São Paulo já anunciou o seu sistema.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Plantio de soja 2024/25 atinge 96,8% da área prevista; de milho verão, 75%

    Quanto ao algodão da safra 2024/25, até este domingo, 12,2% da área prevista estava plantada, avanço de 4,5 pp ante a semana anterior

    A semeadura de soja 2024/25 no Brasil atingia, até o último domingo (15), 96,8% da área prevista, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em boletim semanal de progresso de safra. Na comparação semanal, houve avanço de 2,7 pontos percentuais (pp). Em relação a igual período da safra passada, há leve avanço de 0,2 pp.

    Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, já encerraram o plantio. Goiás (com 99,3% da área plantada); Tocantins (com 99%); Bahia (97%); Piauí (94%); Santa Catarina e Rio Grande do Sul (ambos com 91%), além de Maranhão (59%) ainda precisam concluir os trabalhos de campo.

    Plantio de milho

    Quanto ao plantio de milho verão 2024/25, os estados produtores semearam 75% da área prevista até ontem, avanço de 2,8 pontos porcentuais na semana. Em relação a igual período da safra passada, a evolução dos trabalhos é de 1,5 ponto porcentual.

    Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina já encerraram o plantio. Goiás conta com 99% da área trabalhada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 88%.

    Outras culturas

    Quanto ao algodão da safra 2024/25, até este domingo, 12,2% da área prevista estava plantada, avanço de 4,5 pp ante a semana anterior e atraso de 2,5 pp na comparação com igual período da safra 2023/24, informa a Conab.

    Goiás, com 54% da área plantada, está com os trabalhos mais adiantados, seguido de Mato Grosso do Sul, com 45%. Mato Grosso, o maior produtor da fibra, semeou apenas 2,5% da área prevista.

    A semeadura de arroz atingia até ontem 88,6% da área prevista na safra 2024/25, disse a Conab. Houve avanço de 2 pontos percentuais na comparação com a semana anterior e de 3,6 pontos porcentuais em relação a igual período da safra 2023/24.

    Santa Catarina já encerrou o plantio. Em seguida, vêm o Rio Grande do Sul, com 99% da área plantada e, depois, Goiás, com 82%.

    O plantio de feijão atingia 63,8% da área prevista em 2024/25, avanço de 3,3 pontos porcentuais na semana e de 13,8% ante igual período da safra passada.

    Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná já encerraram a semeadura. Santa Catarina contava com 94% da área prevista plantada, seguida do Rio Grande do Sul, com 64%, e Bahia, com 53%. O Piauí ainda não começou o plantio.

    Já a colheita de feijão 2024/25 alcançava, até ontem, 7,7% da área prevista, avanço semanal de 1,5 pp e atraso anual de 2,7 pontos porcentuais. São Paulo já colheu 85% da área, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 8%, e Paraná, com 1%.

    Por fim, a colheita de trigo se encerrou no país, avanço de 1,1 ponto percentual na comparação semanal e igual porcentual na comparação anual. Rio Grande do Sul e Santa Catarina finalizaram os trabalhos de uma semana para outra, encerrando a colheita do cereal da safra 2023/24.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/