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jan 20 2025 Soja: veja resumo da semana sobre o mercado do grão
Apesar da reação positiva aos dados do USDA, a expectativa de alta oferta na América do Sul limita o potencial de valorização da soja
A soja iniciou a semana com bons ganhos, com os melhores níveis desde outubro, impulsionada por dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, o avanço foi contido pelos fundamentos do mercado, com a forte oferta esperada na América do Sul impedindo uma recuperação mais robusta.
O USDA revisou suas estimativas para a safra de soja dos EUA, projetando 118,82 milhões de toneladas para a temporada 2024/25, o que representou uma leve redução em relação à previsão anterior. Os estoques finais também foram ajustados para 10,34 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado. No cenário global, a produção mundial de soja foi ajustada para 424,26 milhões de toneladas, refletindo o impacto da oferta abundante, especialmente no Brasil e na Argentina.
Em termos de exportações, o Brasil deverá ver um aumento de 8% na exportação de soja em 2025, alcançando 107 milhões de toneladas, devido ao crescimento da produção e da demanda externa. Porém, os fundamentos da oferta e demanda local, com uma oferta crescente e estoques finais em expansão, limitam perspectivas de ganhos mais expressivos para os preços.
Com os números do USDA e os dados do mercado interno e externo, o cenário para a soja é de certo equilíbrio, com tendência de estabilidade após o pico recente, aguardando mais clareza quanto à safra sul-americana.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 20 2025 Quatro etapas são fundamentais na adubação de pastagens, diz zootecnista
Garantir a quantidade e qualidade da forrageira favorece o ganho de peso e a maior produção de leite dos animais
A adubação das pastagens é fundamental para garantir a saúde do solo e a produtividade do rebanho. De acordo com a zootecnista Sabrina Coneglian, quatro pilares são necessários para desempenhar a ação de forma correta.
“O primeiro passo é entender que a adubação é uma prática escalonada, ou seja, é preciso iniciar o processo com uma amostragem de solo para compreender quais os minerais presentes e os faltantes, os que necessitam de reposição”.
Segundo ela, a partir de então, a segunda etapa consiste em fazer a correção do ph do solo. “Sabemos que a maioria dos solos brasileiros têm o ph ácido, então é necessário corrigi-lo com calcário”, detalha.
A zootecnicista afirma que o próximo fundamento é a gessagem para fortalecer as camadas mais profundas do espaço e para aumentar as raízes, passos fundamentais à construção de perfil de solo.
“A adubação em si é a quarta etapa; depois de se cumprir todos esses passos e [o solo] estando pronto, a planta com uma raiz bem profunda, a pastagem vai receber essa adubação para absorver [os nutrientes] da melhor maneira”.
Benefícios da correta adubação
Sabrina conta que a adubação feita de forma direta traz benefícios diretos, como a maior quantidade e qualidade da forrageira, o que favorece o ganho de peso e a maior produção de leite dos animais, além de trazer uma rebrota mais vigorosa e gerar mais rentabilidade ao produtor.
A especialista conta que a fertilização química ainda é a mais utilizada, mas a biológica tem ganhado espaço. “É uma super alternativa pensando até no clima brasileiro: temos água, luz e temperatura [para que] os microrganismos possam fazer o seu papel de multiplicação e auxiliar nessa saúde do solo”.
Diante disso, a zootecnicista alerta para a necessidade de o pecuarista se atentar aos “4 Cs”: fertilizante certo para a localidade; dose correta; hora certa; e época correta.
Prejuízos com pastagens degradadas
No Brasil existem milhões de hectares de pastagens com algum nível de degradação. De acordo com Sabrina, quando o espaço dedicado ao pastejo do gado atinge níveis moderados de deterioração, impactos na qualidade e quantidade da forrageira já são perceptíveis, o que faz o pecuarista a ter prejuízos no ganho de peso dos animais e na produção de leite.
“Quando se passa por uma degradação severa ou até mesmo pela erosão, que é a falta de nutrientes ou de reciclagem desses nutrientes, o pecuarista tem um um custo muito maior de reforma da pastagem e não mais apenas de recuperação […], assim o custo é muito maior”.
A zootecnicista aconselha que o pecuarista faça a adubação mesmo que em pequenas áreas e de forma gradativa, mas constante. “Não deixe de adubar por mais de um ano, faça essa manutenção anualmente para não correr o risco de ter uma erosão desse solo”, finaliza.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 20 2025 Brasil se mantém refém de trigo importado, mas volume de exportação quase foi recorde
Produção nacional foi de oito milhões de toneladas no ano passado, enquanto demanda interna varia entre 12 e 13 milhões de toneladas
Em 2024, o Brasil atingiu a segunda melhor colheita de trigo da história, com oito milhões de toneladas. Ao se considerar as exportações e importações do produto – uma vez que o país não é autossuficiente – foram 9,48 milhões de toneladas movimentadas.
O consumo interno gira em torno de 12 a 13 milhões de toneladas e, portanto, o desafio é o de reduzir as compras e aumentar a produção. Porém, no ano passado, uma grande lacuna foi registrada: 6,65 milhões de toneladas compradas do exterior, aumento de 59% ante 2023, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Ainda assim, as exportações também foram significativas em 2024, com 2,83 milhões de toneladas vendidas, incremento de 20,4% ante o ano retrasado.
Qualidade do trigo
“Para reduzir a dependência das importações, cabe ao Brasil aumentar a sua produção e para 2025 a expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de, ao menos, repetir 2024, ou seja, produzir cerca de oito milhões de toneladas”, afirma o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira.
Ele lembra que outro fator a mexer com a dinâmica de compra e venda do cereal é a qualidade. “Precisamos do trigo tipo pão, ou seja, não adianta aumentar a produção sem trabalhar a genética, a biotecnologia, ou seja, a qualidade do trigo”.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/