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21 de janeiro de 2025

  • Carne bovina gaúcha ganha estudo inovador que conecta qualidade ao ambiente de criação

    Projeto da Embrapa Pecuária Sul promete dados precisos sobre saudabilidade e eficiência

    Um projeto liderado pela Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul, busca mapear as características da carne bovina produzida no estado, relacionando composição nutricional e saudabilidade aos diferentes sistemas de criação.

    A pesquisa reúne mais de 20 especialistas de diversas instituições brasileiras e utiliza tecnologias de ponta, como metabolômica e inteligência computacional, para entender o impacto dos sistemas produtivos na qualidade da carne.

    Tecnologia a serviço da carne gaúcha

    Segundo Élen Nalério, pesquisadora responsável pelo estudo, a metabolômica permitirá uma análise aprofundada do sistema biológico dos animais. “Com essa ferramenta, conseguimos identificar os compostos presentes na carne e entender como o sistema produtivo impacta na qualidade final”, afirma.

    Além disso, os dados coletados vão compor um banco de informações alimentado por inteligência computacional, que buscará padrões nutricionais vinculados ao ambiente de criação.

    O projeto avaliará entre três e cinco sistemas de produção predominantes no Rio Grande do Sul, considerando variáveis como solo, alimentação, raça e emissões de carbono.

    “Nosso objetivo é criar modelos preditivos que possam ser aplicados em pesquisas futuras e ajudar na valorização da carne gaúcha”, detalha Nalério.

    Dados para a saúde e o mercado

    Um dos principais resultados esperados é a disponibilização de um dossiê com informações detalhadas sobre a carne gaúcha. Essas informações poderão subsidiar políticas públicas, como o Guia Alimentar para a População Brasileira, e combater desinformações sobre o impacto da carne na saúde humana.

    Nalério destaca a relevância do estudo em um cenário de crescente preocupação ambiental e pressões sociais sobre o consumo de carne.

    “Acreditamos que as carnes gaúchas têm características únicas em termos de eficiência produtiva e benefícios à saúde, o que pode abrir novos mercados e agregar valor à produção local.”

    Metodologia detalhada

    Os dados serão coletados tanto em campo quanto em laboratório. Informações como dieta animal, idade de abate, tipo de solo e emissões de metano serão combinadas a análises químicas de amostras de carne.

    Essas análises incluirão parâmetros físico-químicos, composição de ácidos graxos e vitaminas, conduzidas no Laboratório de Ciência e Tecnologia de Carnes da Embrapa Pecuária Sul.

    Com o sucesso da iniciativa no Rio Grande do Sul, a ideia é expandir o projeto para outros estados, abrangendo diferentes biomas e sistemas produtivos do Brasil. “Estamos desenvolvendo metodologias que poderão ser aplicadas em diversas regiões, fortalecendo a cadeia produtiva nacional”, conclui a pesquisadora.

    Esse estudo pioneiro coloca a carne bovina gaúcha no centro das discussões sobre eficiência produtiva e sustentabilidade, com impactos que prometem beneficiar produtores, consumidores e o mercado como um todo.

    O trabalho tem apoio financeiro da da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). “Temos representantes de diferentes áreas de atuação no estudo, como por exemplo, matemáticos e pesquisadores de TI para o trabalho com inteligência computacional”, conta Élen Nalério.

    Além disso, o projeto conta com pesquisadores da Embrapa Gado de Leite (MG), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel) , com expertises nas áreas de produção animal, química e engenharia de alimentos, ciência da carne, estatística, física e matemática aplicada.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Não há possibilidade de o dólar baixar nos próximos dois anos, diz cientista político

    Agenda do segundo mandato de Trump vai fortalecer a moeda norte-americana e a falta de política de austeridade econômica brasileira tende a enfraquecer o real, diz Christian Lohbauer

    O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou posse nesta segunda-feira (20) em Washington, capital do país. O cientísta político Christian Lohbauer afirma que a conjuntura norte-americana atual lhe traz mais poder em relação ao primeiro mandato (2017-2021).

    “Trump volta com uma vitória em todos os níveis, tanto no voto popular quanto nos delegados, além de ter a maioria no Senado e na Câmara, bem como juízes da Suprema Corte mais favoráveis ao perfil político dele do que da oposição”.

    Lohbauer também reforça o fato de que os erros cometidos e as dificuldades sentidas no primeiro mandato se tornaram aprendizados para a nova empreitada do presidente ao posto mais alto da democracia dos Estados Unidos.

    Fortalecimento do dólar

    Nesta toada, o dólar norte-americano tende a se fortalecer ainda mais e o real a continuar sem competitividade no cenário internacional, na visão do cientista político.

    “Infelizmente eu não vejo a possibilidade do retorno da apreciação do real porque isso depende muito mais da qualidade dos gastos públicos, da austeridade do governo brasileiro do que realmente da agenda internacional”, diz.

    Para o especialista, o governo brasileiro tem caminhado exatamente na direção oposta. “O governo vem dizendo que está tudo em ordem, que os gastos não estão aumentando e não estão prejudicando a economia como um todo, mas não é o que todo mundo está vendo. Então, a possibilidade de a gente ver o dólar baixar no Brasil nos próximos dois anos eu diria que é praticamente impossível, a não ser que o governo mude sua rota e apresente um plano de austeridade, de redução de gastos, de reforma fiscal, o que ele já disse que não vai fazer”, destaca Lohbauer.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • CCGL celebra 49 anos: uma trajetória de inovação e compromisso com produtores e consumidores

    Hoje, 21 de janeiro, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) comemora 49 anos de história, consolidada como uma das maiores referências do cooperativismo no Brasil. Com mais de 171 mil produtores associados, a CCGL é um alicerce do desenvolvimento econômico e social no Rio Grande do Sul e além.

    A CCGL tem como missão integrar as atividades do agronegócio, promovendo diferenciais competitivos com foco na sustentabilidade e na geração de renda para seus associados. Esse compromisso é visível nas diversas frentes de atuação da cooperativa, que aliam tecnologia de ponta, inovação e respeito às pessoas.

    Pesquisa e tecnologia

    Um dos pilares da CCGL é a Unidade de Pesquisa e Tecnologia, através da qual são desenvolvidas e difundidas práticas agrícolas e pecuárias que buscam a rentabilidade de forma sustentável. Com laboratórios modernos para análise de sementes e solos, a unidade oferece suporte direto aos produtores, promovendo um uso mais eficiente dos recursos naturais.

    Por meio da Rede Técnica Cooperativa (RTC), que reúne pesquisadores, técnicos e produtores, a CCGL intensifica a busca por soluções que maximizem a produtividade, aliando custo-benefício em sistemas de produção sustentáveis. Esse esforço coletivo é potencializado pela SmartCoop, uma plataforma digital inovadora que conecta cooperativas e produtores, levando gestão e inteligência ao campo.

    Indústria

    Outro destaque é a capacidade industrial da CCGL, que abriga o maior parque de produção de leite em pó do país. Equipado com tecnologia de ponta e processos sustentáveis, o parque industrial garante a preservação do sabor e da qualidade nutricional dos produtos. Rigorosos testes de qualidade asseguram que os produtos finais atendam aos mais altos padrões antes de chegarem ao mercado, reforçando o compromisso da cooperativa com a excelência.

    Logística

    A CCGL também se destaca na logística. Suas unidades Termasa e Tergrasa, localizadas no Porto do Rio Grande, movimentam mais de 50% dos grãos agrícolas do Rio Grande do Sul destinados à exportação. A eficiência operacional desses terminais contribui diretamente para o crescimento do agronegócio gaúcho, agregando valor à produção dos associados, e atraindo compradores de todo o mundo.

    Compromisso com as comunidades

    Além de oferecer suporte técnico e econômico aos produtores, a CCGL fortalece os municípios onde atua. Por meio de um modelo inovador, os municípios conveniados recebem uma parte do ICMS adicionado gerado pela matéria-prima entregue à indústria, beneficiando diretamente o desenvolvimento regional.

    Uma história construída por muitos

    O modelo cooperativo da CCGL é um dos grandes diferenciais da instituição. Aqui, o produtor não é apenas um fornecedor, mas um dono que participa democraticamente das decisões e colhe os frutos do sucesso coletivo. Esse modelo é a base de uma jornada de quase cinco décadas, marcadas pela união, trabalho em conjunto e compromisso com o futuro.

    Para o Presidente da CCGL, Sr. Caio Vianna, o aniversário marca o sucesso de um modelo consagrado no que há de mais atualizado em organização social e econômica das pessoas que é o compartilhamento onde todos os membros das cooperativas são beneficiados e dividem o resultado , além das comunidades onde as cooperativas atuam, que recebem os investimentos, geração de novos empregos, treinamento e qualificação de pessoas, além de levar informações importantes para que a propriedade rural seja mais eficiente, produtiva e rentável, atendendo os requisitos de preservar e melhorar os recursos naturais. “Em quase meio século de existência, a CCGL agregou muito aos seus associados, colaboradores, ao estado e ao país”, finalizou.

    Ao celebrar 49 anos, a CCGL reafirma sua vocação em produzir alimentos de qualidade, promover sustentabilidade e gerar resultados para seus associados. É mais que uma cooperativa; é uma força que transforma vidas e impulsiona o desenvolvimento de toda uma região.

    Fonte: Comunicação CCGL