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23 de janeiro de 2025

  • Pela primeira vez desde novembro, dólar fecha abaixo dos R$ 6,00

    Cotação foi influenciada pelo mercado internacional. Por outro lado, bolsa de valores caiu após três altas seguidas

    Beneficiado pela moderação nas tarifas comerciais prometidas pelo novo presidente norte-americano, Donald Trump, o mercado cambial teve uma quarta-feira (22) de alívio. O dólar caiu para abaixo de R$ 6 e atingiu o menor nível desde o fim de novembro. A bolsa de valores não teve o mesmo desempenho positivo e caiu pela primeira vez após três altas seguidas.

    O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,946, com recuo de R$ 0,085 (-1,4%). A cotação caiu durante toda a sessão e passou a operar abaixo de R$ 6 a partir das 10h50. Na mínima do dia, por volta das 14h, chegou a R$ 5,91.

    A moeda norte-americana está na menor cotação desde 27 de novembro. Em 2025, a divisa tem queda de 3,79%.

    O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 122.972 pontos, com queda de 0,3%. O indicador alternou altas e baixas durante toda a sessão, mas consolidou a tendência de baixa perto do fim da tarde, puxado por mineradoras.

    Sem notícias relevantes na economia brasileira, o dólar foi influenciado pelo mercado internacional. A ausência de anúncios de elevação de tarifas comerciais para a América Latina pelo presidente Donald Trump beneficiou os países emergentes. O novo presidente norte-americano anunciou uma sobretaxa de 10% para os produtos da China e de 25% para os do México e do Canadá a partir de 1º de fevereiro.

    Além da falta de menções à América Latina, os percentuais abaixo do esperado diminuíram as pressões sobre a inflação norte-americana. Isso diminui a necessidade de o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) congelar ou elevar os juros neste ano. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu tarifas mais altas sobre os produtos chineses.

    Taxas de juros menos altas em economias avançadas beneficiam países emergentes, como o Brasil. Isso porque os juros elevados da economia brasileira atraem capitais financeiros, reduzindo a pressão sobre o dólar e a bolsa.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Pontos essenciais para garantir uma silagem de milho de qualidade

    A produção de silagem de milho é um processo estratégico na pecuária, fundamental para garantir alimentação de qualidade ao longo do ano. Segundo o médico veterinário e Assistente Técnico de Campo (ATC) da CCGL, Renan Faccio, a atenção a detalhes específicos pode fazer a diferença no resultado final. Ele destaca três aspectos cruciais: escolha do momento correto para ensilagem do material, processamento dos grãos e fibras, e compactação e vedação do silo.

    1. Escolha do momento correto para ensilagem do material

    Para decidir o momento ideal de ensilar o material devemos levar em conta o tipo de maquinário que irá processar a silagem. Máquinas autopropelidas têm maior capacidade de processamento das fibras, além de utilizar um cracker para processar os grãos, permitindo trabalhar com teores de matéria seca mais elevados, entre 35% e 37% de matéria seca na planta inteira ou a partir de 1/3 a 3/4 da linha do leite. No caso das máquinas acopladas ao trator a matéria seca da planta inteira deve ser um pouco mais baixa, entre 30% a 32% de matéria seca ou 1/3 a 1/2 da linha do leite, a partir disso o processamento dos grãos e da palha da espiga podem ser comprometidos.

    O técnico recomenda coletar uma amostra representativa das plantas da área e secá-las em uma estufa, air fryer ou Koster para determinar o nível de matéria seca da planta inteira ou observar a linha do leite nos grãos.

    2. Processamento dos grãos e fibras

    A eficiência do processamento é essencial para maximizar a digestibilidade e o aproveitamento dos nutrientes pelos bovinos. Em relação às fibras, o ideal é que as partículas sejam processadas de acordo com as necessidades particulares da propriedade visto que fibras fisicamente efetivas são necessárias para melhorar a ruminação e saúde dos animais. Os grãos precisam ser quebrados para que ocorra o aproveitamento pelos animais, atentar para que não fiquem grãos inteiros.

    Renan sugere o uso do conjunto de peneiras Penn State para avaliar o tamanho das partículas, com 3% a 8% do material retido na peneira de 19 mm e mais de 60% retido na peneira de 8 mm. A análise deve ser feita junto com o nutricionista, considerando os desafios específicos da propriedade.

    Para o processamento dos grãos, o objetivo é quebrá-los em pelo menos quatro pedaços, aumentando o aproveitamento do amido. Como o teste laboratorial de KPS (Kernel Processing Score) não é imediato, Renan indica uma avaliação visual no momento da ensilagem. Ele sugere separar os grãos das fibras com um balde de água: os grãos afundam, permitindo uma análise mais precisa do quão processados os grãos estão, não admitindo grãos inteiros no material.

    3. Compactação e vedação do silo

    A compactação adequada é indispensável para evitar a entrada de ar e garantir a conservação da silagem. Nos silos de superfície, é fundamental compactar tanto no sentido do silo quanto na transversal dele. Já nos silos trincheira, a compactação é feita em um único sentido.

    Para uma boa compactação deve-se ter pelo menos 30% de peso de trator em relação ao material processado por hora. Renan ressalta que o peso dos tratores deve ser proporcional à quantidade de silagem processada: para cada 50 toneladas por hora, é necessário um peso de trator equivalente a 15 toneladas sobre o silo. Em alguns casos, pode ser necessário utilizar dois ou três tratores. Todo o momento que a máquina estiver processando a silagem na lavoura os tratores devem estar compactando o material no silo e após o término do processamento da silagem continuar compactando pelo menos mais 30 minutos.

    O silo deve ser vedado imediatamente após o término da compactação. É importante utilizar lonas de boa qualidade e barreiras de oxigênio para bloquear a entrada de sol e oxigênio no silo. Ele recomenda o uso de materiais como terra, tijolos ou sacos de peso específicos para silagem para pressionar a lona e vedar a entrada de oxigênio ao redor de todo silo, além de fazer o mesmo processo na transversal do silo formando uma espécie de cinta a cada 5 metros, esse cinturão na transversal vai ser responsável por barrar a entrada de ar no silo após a abertura do silo e utilização do material.

    É importante seguir esses cuidados para garantir que o material ensilado preserve a sua qualidade, “Tomar decisões no momento certo e com o apoio técnico adequado é o caminho para garantir uma silagem de milho que atenda às demandas do rebanho e otimize os resultados da propriedade”, conclui Renan Faccio.

    Fonte: Comunicação CCGL