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4 de fevereiro de 2025

  • Plantio de soja fora do calendário deve ser solicitado à Secretaria da Agricultura

    Os produtores que precisarem efetuar o plantio da soja fora do calendário estabelecido para o estado devem pedir autorização à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) por meio de formulário online (clique aqui). Se autorizada, a semeadura extemporânea poderá ser feita até 15 de fevereiro. É o que determina o Informativo do Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi), publicado nesta segunda-feira (3/2).

    A solicitação de autorização extemporânea para plantio de soja deve se fundamentar nos seguintes motivos: se o cultivo da soja for posterior à cultura de milho na mesma área e dentro do mesmo calendário agrícola; se o plantio se dará pelas condições climáticas impeditivas no período regular de semeadura; e o plantio para produção de sementes.

    “Estamos respondendo a uma demanda dos produtores em virtude da estiagem, especialmente nas regiões Planalto e Noroeste. Essa excepcionalidade no calendário de semeadura da soja já é prevista em duas situações: em condições climáticas adversas ou para plantio posterior à cultura do milho, que é uma cultura estratégica para o Rio Grande do Sul”, detalha o diretor do DDV, Ricardo Felicetti.

    O calendário de semeadura da soja estipulado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o Rio Grande do Sul este ano ocorreu de 1º de outubro de 2024 a 28 de janeiro de 2025. Trata-se de uma ferramenta adotada no âmbito do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. “Com o calendário, há um controle mais efetivo da ferrugem asiática, uma das principais doenças da cultura. O método reduz a necessidade de aplicações de fungicidas e minimiza impactos econômicos e ambientais”, explica Felicetti.

    O DDV disponibiliza os seguintes contatos para sanar dúvidas e prover mais informações: (51) 3288-6294, (51) 3288-6289 e [email protected].

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Exportação de carne angus certificada cresceu 9,2%

    Também houve aumento de 19,9% no índice de aproveitamento de produtos finais retirados das carcaças aprovadas

    A exportação de carne angus certificada registrou crescimento de 9,2% em 2024, totalizando 3.137 toneladas comercializadas. A China permanece como grande destaque entre os destinos, com quase 50% do total comprado. Oriente Médio e Chile completam a lista dos três primeiros.

    O balanço foi divulgado pela Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, que também apontou novo recorde no volume de abates. Ao longo do ano passado, 510 mil animais foram terminados, crescimento de 1,5% em relação a 2023.

    Além disso, houve um aumento de 19,9% no índice de aproveitamento de produtos finais retirados das carcaças aprovadas.

    O presidente da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, José Paulo Cairoli, enfatiza que os números positivos demonstram o sucesso que o programa alcançou e a consolidação da raça.

    “Temos batido recordes e metas ano após ano. Inclusive, teremos um 2025 superior em todos os aspectos, justamente porque os grandes frigoríficos vêm se conscientizando cada vez mais da necessidade de terem certificação Angus. O mercado pede isso. A pecuária evoluiu muito, e esse cenário nos dá a garantia de que o programa está no rumo certo. O sucesso da raça é o sucesso da carne”, avalia.

    Já o diretor do Programa Carne Angus Certificada, engenheiro agrônomo Wilson Brochmann, considera que o maior aproveitamento das carcaças deve-se à procura internacional por novos cortes específicos.

    “Muitos mercados que não costumavam consumir passaram a procurar a carne angus certificada, gerando uma demanda que impactou diretamente no índice de aproveitamento, chegando a esses quase 20%”, aponta.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Safra de soja 24/25 pelo Brasil: entre desafios e desenvolvimento das lavouras

    Com quedas de produção no Paraná e Rio Grande do Sul, a soja enfrenta desafios, mas apresenta bons resultados no Matopiba e na Bahia

    safra de soja 2024/2025 está enfrentando desafios nos principais estados produtores do Brasil, com condições climáticas variáveis impactando o desenvolvimento das lavouras. No Paraná, a produção do estado sofreu uma revisão para baixo, com uma quebra de 4% em relação à estimativa inicial.

    Além disso, no estado, a projeção em 22,3 milhões de toneladas agora é esperada em 21,3 milhões. A estiagem prolongada, especialmente nas regiões Noroeste, Oeste e Centro-Oeste, afetou gravemente as lavouras. A seca foi mais intensa entre o final de dezembro e janeiro, com algumas áreas enfrentando mais de 20 dias sem chuva.

    Soja no RS

    As chuvas recentes trouxeram um alívio para o estado, permitindo o retorno do plantio e o replantio em algumas áreas. No entanto, o volume de chuva não foi suficiente para recuperar as lavouras que já estavam em floração ou enchimento de grãos. As perdas são consolidadas nas regiões Centro-Oeste, como Santa Maria e Bagé, e o calor intenso favoreceu a proliferação de percevejos, prejudicando ainda mais a qualidade da soja.

    Bahia

    O estado tem registrado condições climáticas favoráveis, com chuvas regulares e boas médias de produtividade, estimadas em 71 sacas por hectare. Até o momento, a colheita alcançou 32.000 hectares. O foco agora é o monitoramento de doenças e pragas, que podem comprometer a qualidade da safra, mas o cenário fitossanitário permanece controlado.

    A situação da soja no Matopiba

    Em geral, os produtores desses estados estão otimistas com a safra. No Maranhão, as lavouras do sul estão em fase de enchimento de grãos, enquanto no norte, o ciclo está em fase inicial. As chuvas regulares e o tempo favorável contribuíram para um bom desenvolvimento da soja, com bons resultados esperados.

    MT

    Em Mato Grosso, a colheita avançou para 12,20% da área total, mas segue abaixo do ritmo usual para o período, quando o esperado seria cerca de 40%. A região Oeste do estado lidera o avanço da colheita, com quase 17% da área já colhida. Apesar do atraso, os produtores estão conseguindo manter um bom progresso no trabalho.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/