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11 de fevereiro de 2025

  • Até quando o La Niña deve durar e quais impactos ele ainda pode causar no Brasil?

    Fenômeno climático reduz chuva no Sul do país e aumenta nas regiões Norte e Nordeste. Saiba o que ainda está por vir

    O planeta já está sob o efeito do La Niña, conforme anunciado pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA – Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) em janeiro deste ano.

    O fenômeno climático caracteriza-se pelo resfriamento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Assim, cabem as perguntas: como ele impacta o Brasil e até quando deve durar?

    A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Danielle Ferreira, explica que, em anos de La Niña, observa-se a redução das chuvas na Região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de períodos longos sem precipitações.

    No entanto, não é somente no Sul brasileiro que o La Niña tem forte impacto. Na faixa norte das regiões Norte e Nordeste do Brasil ocorre o inverso: o excesso de chuva, o que vem acontecendo atualmente em grande parte dessas áreas, com constantes avisos laranja de perigo para chuvas intensas.

    “As frentes frias passam mais rapidamente sobre a parte leste da Região Sul e acabam levando mais chuvas para a Região Sudeste, podendo chegar até parte do litoral nordestino. Esse comportamento típico nem sempre ocorre, pois é necessário considerar também outros fatores como a temperatura do Oceano Atlântico (Tropical e Sudeste da América do Sul), que também pode atenuar ou intensificar os impactos do fenômeno”, afirma a meteorologista.

    Até quando o La Niña vai durar?

    Para os próximos meses (primeiro trimestre de 2025), são esperadas temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro e chuvas mais concentradas nas Regiões Norte, Centro-Oeste e áreas do norte e oeste da Região Nordeste, conforme Danielle.

    A forma como tem impactado as regiões brasileiros leva à resposta da segunda pergunta. A profissional do Inmet conta que os modelos climáticos da NOAA apontam que o La Niña tem 59% de probabilidade de persistir durante os meses de fevereiro, março e abril deste ano.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Safra de soja 24/25: veja o cenário nas regiões produtoras

    No Brasil. trabalhos com a soja avançam no Matopiba e Bahia, mas enfrentam desafios em Mato Grosso e Rio Grande do Sul devido às chuvas e estiagem

    safra 2024/2025 de soja no Brasil está apresentando um cenário positivo em várias regiões produtoras, com destaque para o Matopiba, onde a colheita superou as expectativas em comparação com a safra anterior. Em Mato Grosso, a situação é de recuperação, após o atraso causado pelas chuvas, com os produtores intensificando os trabalhos para avançar na colheita.

    No estado de Mato Grosso, quase 2% da área cultivada já foi colhida até o momento, representando um aumento de mais de 16 pontos percentuais em relação à semana passada. No entanto, o ritmo segue mais lento em relação ao mesmo período do ano passado, quando já havia sido colhido mais de 51% da soja.

    Na Bahia, os números são mais otimistas. Dados preliminares da Associação de Agricultores Irrigantes do Estado da Bahia (Aiba) indicam que as áreas irrigadas têm apresentado um bom desempenho, com produtividade superior à da safra anterior. As médias de produtividade variam entre 69 e 9,80 sacas por hectare, o que representa um avanço quando comparado com a safra passada. A boa performance se deve às condições climáticas favoráveis e ao manejo fisiológico e fitossanitário das lavouras.

    No Maranhão, a colheita começou recentemente, mas ainda não é possível estimar a média de produtividade. O plantio da soja deve ser concluído esta semana, e as condições climáticas para o cultivo seguem satisfatórias. A mesma situação é observada no Tocantins e no Piauí, onde o clima está favorável para o desenvolvimento da cultura.

    Por outro lado, no Rio Grande do Sul, a situação é mais delicada devido à falta de chuvas. O clima irregular tem afetado as lavouras, especialmente nas regiões Oeste e Central, que sofrem mais com os efeitos da estiagem. No Leste do estado, as condições são melhores, com a soja ainda nas fases de floração e enchimento de grãos.

    Em algumas regiões, como Bajé, pelo menos 5.000 hectares não serão semeados devido à falta de chuva. No Noroeste do estado, a situação é ainda mais crítica, com produtores enfrentando dificuldades financeiras e sem conseguir acessar o seguro rural. Muitos estão na quarta safra de perdas e enfrentam sérios desafios para manter a produção.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Controle leiteiro: Uma ferramenta estratégica para melhorar a produtividade e a qualidade do leite

    O controle leiteiro vai além de medir a quantidade de leite produzido: trata-se de um instrumento estratégico essencial para melhorar a saúde do rebanho e otimizar a produção leiteira. Quando realizado de forma adequada, ele oferece dados precisos que permitem ajustes no manejo, favorecendo não apenas o aumento da produtividade, mas também a qualidade do leite.

    Segundo Vanessa Schneider, Médica Veterinária e Assistente Técnica de Campo (ATC) da CCGL, o controle leiteiro é fundamental para identificar o potencial genético dos animais e ajustar a nutrição de maneira individualizada. “Essa prática permite conhecer a vaca de forma mais detalhada, o que possibilita ajustes nutricionais que potencializam sua produtividade”, destaca Vanessa.

    Além disso, o controle leiteiro facilita a detecção precoce de problemas como mastite subclínica, através da coleta da Contagem de Células Somáticas (CCS). “Com essa informação, conseguimos identificar vacas com risco de mastite, garantindo a saúde do rebanho e melhorando a qualidade do leite”, explica.

    O controle leiteiro também inclui a análise de parâmetros como gordura, proteína e lactose, fundamentais para entender a composição do leite e orientar ajustes no manejo, garantindo uma produção mais eficiente e rentável. “A coleta desses dados possibilita ao produtor separar os animais por lotes de produtividade e saber exatamente quais vacas estão contribuindo mais para a produção”, afirma Vanessa.

    Com a crescente demanda por produtos de qualidade, o controle leiteiro se torna uma prática indispensável para todos os envolvidos na cadeia produtiva do leite, pois valoriza animais de alto mérito genético, que muitas vezes o produtor não tem conhecimento e assim se consegue melhorar produtividade tanto em volume como qualidade. Para aqueles que ainda não implementaram essa ferramenta, a orientação de um técnico especializado pode ser o passo inicial para transformar a gestão do rebanho e alcançar resultados mais expressivos.

    Fonte: Comunicação CCGL