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fev 14 2025 Instrução Normativa estipula período para Declaração de Rebanho e Atualização Cadastral
Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (14/2) a Instrução Normativa Seapi 01/2025, que dispõe sobre a Atualização Cadastral das Explorações Pecuárias e a Declaração Anual de Rebanho no Rio Grande do Sul. Fica estipulado o prazo do primeiro dia útil de abril até o último dia útil de junho para que os produtores cumpram essa obrigação sanitária. Em 2025, esse prazo será de 1º de abril a 30 de junho.
A Atualização Cadastral de Explorações Pecuárias é realizada de forma concomitante à Declaração Anual de Rebanho. Os dados solicitados são: endereços, telefones de contato, e-mail de contato direto com o produtor rural, situação fundiária, atividade principal da propriedade, coordenadas geográficas, vias de acesso e características da exploração pecuária, de acordo com as espécies exploradas.
Já a Declaração Anual de Rebanho atualiza as informações referentes a nascimentos, mortalidades, consumo próprio e evolução de faixa etária dos animais. Alterações do estoque efetivo de animais que venham a ocorrer entre as etapas de declaração anual poderão ser realizadas por meio de uma Declaração Complementar.
As propriedades que não finalizarem a Atualização Cadastral e a Declaração de Rebanho ficam impedidas de emitir Guias de Trânsito Animal (GTA) até que a situação seja regularizada.
A Atualização e a Declaração podem ser feitas presencialmente, nas unidades locais da Secretaria, ou diretamente pela internet, em módulo específico no Produtor Online.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 14 2025 Emater/RS acompanha impactos da restrição hídrica e calor nas culturas de verão
O desenvolvimento da soja foi significativamente impactado pela restrição hídrica e pelas temperaturas elevadas da última semana, próximas a 40°C, que ampliaram as perdas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (13/02), o Oeste do Estado ainda é a região mais afetada. No entanto, lavouras de todo o Rio Grande do Sul têm sido prejudicadas por essas condições climáticas.
De acordo com o diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, a Instiutuição tem papel fundamental no apoio aos municípios afetados, emitindo laudos técnicos que ajudam no reconhecimento da situação de emergência e na obtenção de recursos. “Continuamos a prestar suporte às prefeituras e entidades locais para viabilizar as políticas públicas necessárias para mitigar os efeitos dessa crise hídrica”, afirma. Além dos danos na agricultura, a estiagem também impacta a pecuária e a disponibilidade de água para consumo humano.
As chuvas ocorreram de forma heterogênea na última semana e, apenas em áreas pontuais, os volumes acumulados foram significativos. Além do calor excessivo, a baixa umidade do solo também afetou diretamente as plantas em estágios reprodutivos, como floração (38% das lavouras) e formação e enchimento de grãos (49%). Outros 2% da área cultivada com soja está em maturação e 11% ainda em desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos.
Embora a coloração verde predomine, o potencial produtivo tende a se reduzir, uma vez que o volume de vagens e de grãos está inferior ao desejável. Em razão da variabilidade das chuvas, uma avaliação individualizada se faz necessária para mensurar as condições e as perdas em cada lavoura, até dentro de mesma localidade.
Entre os danos causados pelo estresse térmico e hídrico estão o abortamento floral, a queda prematura de vagens em estágios iniciais, desfolhação basal, o porte de plantas reduzido e a baixa emissão de ramos laterais. As cultivares precoces e as áreas semeadas entre o final de outubro e início de novembro são as mais prejudicadas. Nesses casos, as práticas de manejo foram suspensas devido ao comprometimento do potencial produtivo.
Nas áreas com umidade adequada, os tratamentos fitossanitários prosseguiram, tais como as aplicações de fungicidas e de inseticidas para controle preventivo de doenças e pragas.
Milho
Apesar das precipitações ocorridas em 5 de fevereiro, as temperaturas extremamente elevadas aceleraram a redução da umidade nas plantas e nos grãos de milho e, consequentemente, a colheita, alcançando 54% da área cultivada. As áreas colhidas, semeadas no início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), mantêm produtividades elevadas. As lavouras em maturação, que representam 19% da área cultivada, já têm produtividade definida, sendo consideradas satisfatórias.
Os cultivos semeados tardiamente (7% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 6% em floração e 14% em enchimento de grãos) estão sendo impactados pela restrição hídrica e pelas altas temperaturas. A onda de calor tem prejudicado o potencial produtivo da cultura do milho, pois seu ciclo está diretamente relacionado à soma térmica.
O aumento das temperaturas acelera o desenvolvimento fenológico, encurtando as fases de crescimento, assim como compromete a fecundação, se forem superiores a 35°C durante a polinização, afetando negativamente a produtividade. Além disso, as temperaturas noturnas elevadas reduzem o acúmulo de fotoassimilados, prejudicando o enchimento de grãos.
Após as chuvas, alguns produtores realizaram o plantio tardio, mesmo fora do período recomendado pelo Zarc. Observou-se elevação na incidência da cigarrinha-do-milho nas semeaduras realizadas em janeiro.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial