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fev 17 2025 Técnica holandesa proporciona bem-estar animal e aumento de produtividade pecuária
Metodologia Cowsignals identifica seis pontos de atenção para o pecuarista trabalhar em sua propriedade
Uma técnica desenvolvida nos Países Baixos (popularmente conhecido como Holanda) leva em conta o bem-estar animal e, de forma personalizada, os gargalos em cada propriedade com o objetivo de aumentar a produtividade pecuária. Trata-se da metodologia Cowsignals (sinais da vaca, em tradução livre).
Cada vez mais adotada no Brasil, está diretamente inserida no conceito de sustentabilidade. O gerente de Bovinos da Auster Nutrição Animal, Wiliam Tabchoury, destaca que a metodologia costuma ser bem-sucedida na produção de bovinos de leite e de corte.
Assim, a técnica é baseada em seis fundamentais fatores que interferem, diretamente, na produtividade: alimentação, água, ventilação, iluminação, espaço e descanso.
“A metodologia é prática e científica e identifica os gargalos que podem ser trabalhados e, além disso, priorizar as ações onde elas podem ter mais resultado”.
Nesta linha, Tabchoury aconselha o pecuarista a identificar e a investir em três pontos prioritários que mais são deficitários em sua propriedade para, só então, investir nos outros três.
Identificação de problemas na alimentação
O gerente de bovinos esclarece que um dos pontos mais críticos entre os seis gargalos da técnica Cowsignals é a alimentação do animal. Isso porque não basta que a dieta seja bem equilibrada, é preciso se assegurar que o animal ingira os nutrientes necessários.
“O ventre do animal, a barriga, [é um desses indicativos], se ela estiver estufada é uma medida de como esse animal ingeriu na última semana. Se a barriga estiver com o rúmen vazio, ela não ingeriu nas últimas 24 horas. Se a barriga estiver ‘chupada’, o animal não vem se alimentando bem na última semana”.
Neste ponto, a avaliação do escore corporal serve para entender a forma como o animal vem se alimentando nos últimos meses.
“O animal que está mais gordo, está recebendo uma dieta superior à demanda nutricional dele, então seria necessário retirá-lo do lote para ter a dieta ajustada. O mesmo vale para o animal que está muito magro. […] Veja que isso acontece com a mesma dieta que está disponível no coxo porque existem outros fatores que interferem na ingestão e, obviamente, no desempenho do animal”.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 17 2025 Com expectativa de recorde, colheita da soja se intensifica, e liquidez aumenta no Brasil
Dados do Cepea indicam que parte dos consumidores evita comprar grandes volumes, na expectativa de preços menores no próximo mês
A colheita de soja vem se intensificando no Brasil, o que tem elevado a liquidez no mercado spot, ou seja, negociados para entrega imediata. Ainda assim, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que parte dos consumidores evita comprar grandes volumes, na expectativa de preços menores no próximo mês, tendo em vista a possível safra nacional recorde.
Vizinhos
Na Argentina e no Paraguai, pesquisadores do Cepea relatam que o avanço das colheitas começa a evidenciar uma produção menor que a apontada até o momento. A produção global de soja da safra 2024/25 foi revisada negativamente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA sigla em inglês) neste mês -queda de 0,8% frente ao relatório anterior, indo para 420,76 milhões de toneladas – devido sobretudo aos impactos do déficit hídrico nos dois países, que prejudicaram o desenvolvimento de parte das lavouras da oleaginosa.
Sobre o Cepea
O Cepea faz parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) e é um grupo de pesquisas registrado no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 17 2025 Novo equipamento vai mapear infiltração de água nos solos gaúchos
Demonstração foi realizada na Seapi nesta segunda-feira (17/02)
Uma demonstração do infiltrômetro utilizado pela Embrapa Trigo, equipamento que mede a taxa de infiltração de água no solo, foi realizada na manhã desta segunda-feira (17/02) no pátio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Diversas instituições, que devem formar uma parceria para o desenvolvimento de um banco de dados sobre os diferentes solos que o Rio Grande do Sul apresenta, estiveram presentes: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Emater-RS/Ascar, Seapi, Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e Embrapa.
“A ideia é reunir diferentes instituições que trabalham com o solo, nas áreas de pesquisa, extensão, setor público tanto federal quanto estadual, e juntos mapear os diferentes tipos de solo, a porosidade, os níveis de irrigação e erosão, criar um banco de dados e desenvolver políticas públicas que auxiliem os produtores rurais”, destaca o engenheiro agrônomo Giovani Faé, chefe adjunto da Embrapa Trigo.
Além dos cinco equipamentos adquiridos pela Embrapa com recursos do programa “Recupera Rural RS”, a Secretaria da Agricultura deve receber mais 10, provavelmente ainda no mês de março, que vão se aliar aos da Embrapa no desenvolvimento deste banco de dados.
“É um equipamento inovador, pois simplifica o processo de medição da infiltração de água no solo, eliminando a necessidade de cálculos manuais. E ao gerar estas informações, vai ser possível recomendar práticas de manejo do solo para os produtores rurais visando qualificar o Sistema Plantio Direto no estado”, destaca o pesquisador do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Seapi, Jackson Brilhante. Segundo ele, o trabalho em rede com outras instituições vai permitir a captação de uma maior quantidade de informações, que vão propiciar um diagnóstico mais assertivo para o produtor rural.
O diretor do DDPA, Caio Efrom, lembrou que, para a pesquisa, podem ser utilizadas as unidades de referência da Emater, que já tem parceria com o DDPA, e onde são desenvolvidos atualmente estudos nas áreas de plantio direto e redução das emissões de gases do efeito estufa.
Uma nova demonstração do uso do equipamento deve acontecer durante a Expodireto, que ocorre de 10 a 14 de março em Não-Me-Toque.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial